SEPSE E CHOQUE
SÉPTICO
Prof. Daniel Gimenez Rocha
Outubro / 2024
INTENCIONALIDADES PEDAGÓGICAS
CONCEITUAR SEPSE E ESCLARECER A DEFINIR A IMPORTÂNCIA
CHOQUE SÉPTICO EVOLUÇÃO CLÍNICA PARA O FISIOTERAPEUTA
ESTATÍSTICAS
• 25% DE TODOS OS LEITOS DE UTI DO BRASIL
• 28% A 54% DE MORTALIDADE NO BRASIL
• 20 A 30 MILHÕES DE CASOS NO MUNDO
• 1000 PESSOAS POR HORA NO MUNDO
• 24 MIL PESSOAS MORREM POR DIA
• 8 MILHÕES DE VIDA POR ANO
• 8 A 13% DE AUMENTO TAXA ANUAL
Classificação antiga Classificação atual (a ser Característica
usada)
Sepse Infecção sem disfunção Infecção suspeita ou
confirmada, sem disfunção
orgânica, de forma
independente da presença
de sinais de SIRS.
Sepse Grave Sepse Infecção suspeita ou
confirmada com disfunção
orgânica, de forma
independente da presença
de sinais de SIRS.
Choque Séptico Choque Séptico Sepse que evoluiu com
hipotensão não corrigida
com reposição volêmica ,
com disfunção orgânica de
forma independente de
09/10/2024
alterações de lactato
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DEFINIÇÃO - SEPSE
A sepse é definida como uma disfunção
orgânica potencialmente fatal causada por
respostas desreguladas do hospedeiro à
infecção.
DEFINIÇÃO – CHOQUE SÉPTICO
Choque séptico é um estado de persistência
hipotensão devido à insuficiência circulatória aguda
podendo levar eventualmente a morte.
Hipotensão arterial refratária à reposição volêmica, sendo
necessário uso de drogas vasoativas.
PATOGÊNESE
A patogênese da sepse não é apenas o resultado de uma exacerbação da
resposta inflamatória na tentativa de “limpar” os agentes patogênicos invasores,
há também uma desregulação combinada de respostas pró e anti-inflamatórias
do hospedeiro que resultam em liberação excessiva de citoquinas e quimiocinas.
É necessária uma resposta inflamatória localizada para a depuração da infecção,
porém, a falha de mediadores para controlar o processo inflamatório pode levar
à disfunção endotelial que permite mais invasão de agentes patogênicos nos
órgãos hospedeiros.
FATORES DE RISCO
• Tempo prolongado de permanência na unidade hospitalar;
• Feridas ou lesões;
• Dispositivos invasivos;
• Pacientes prematuros ou até um ano de idade;
• Pacientes idosos;
• Pacientes oncológicos ou com doenças crônicas como insuficiência
renal ou cardíaca;
• Usuários de drogas ou álcool;
• Pacientes com pneumonia.
QUADRO CLÍNICO
Quadro clínico é bem diverso, variando com gravidade, foco infeccioso,
idade do paciente e comorbidades;
Achados gerais: febre, hipotensão, taquicadia, aumento do tempo de
enchimento capilar, taquipneia, dispneia, agitação, confusão mental,
oligúria, desconforto abdominal, icterícia e outros.
COMO SUSPEITAR DE SEPSE?
• Tendo suspeita, aplica-se o SOFA. Sepse será um aumento
de pelo menos 2 pontos em relação ao SOFA basal do
paciente;
• Choque séptico na nova proposta seria PAM < 65mmHg,
com necessidade de drogas vaso-ativas E lactato
elevado;
PRINCIPAIS DROGAS VASOATIVAS (DVA)
• Noradrenalina
• Vasopressina
• Dobutamina
• Dopamina
• Nitroglicerina
•Nitropussiato de Sódio - NIPRIDE
EA
FISIOTERAPIA
COM ISSO???
• Atenção aos sinais clínicos – PODE SER SEPSE!!
• Qual o foco? Pulmonar / Corrente Sanguínea / Abdominal / Sítio cirúrgico /
Cutâneo...
• Quais as consequências? VM / oxigenioterapia / fraqueza muscular;
• Se no VM, desmame o mais rápido possível – preferência por
modos ventilatórios espontâneos;
• Mobilização precoce – retira do leito / mobilização ativa /
eletroestimulação;
• Cuidados pós alta – exercícios respiratórios / fortalecimento muscular /
treino de equilíbrio / treino de marcha.
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