Direito Administrativo II
Profª. Janine Chaves
DIREITO ADMINISTRATIVO
AULA 1 – LICITAÇÃO
TÍTULO I
Direito Administrativo
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• “ É necessário entender a realidade da Administração Pública
Nacional”... Depende da gente; depende da vontade de mudar! –
Joel de Menezes Niebuhr.
• A sociedade cobra do Estado uma precisa definição da atividade
administrativa compatível com os postulados definidos na
Constituição Federal, que consiga, numa visão progressista,
alavancar o desenvolvimento do País.
• O governo é o maior comprador e o que movimenta o maior
volume de recursos individual. Mais do que isso, a aplicação do
dinheiro arrecadado pela via compulsória dos tributos não mais
se pode limitar pelo singelo princípio da legalidade da despesa.
Princípios como a eficiência, a economicidade, a austeridade e a
transparência estão se tornado palavras de ordem para os
gestores públicos sob intensa pressão de uma sociedade mais
esclarecida.(Jorge Ulisses Jacoby Fernandes)
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BREVE HISTÓRICO
DECRETO LEI LEI Nº 14.133
LEI Nº
Nº 200- LEI Nº 8.666
ORGANIZAÇÃO 12.462
DA ADM – RDC
ART.125
CF 1993 2002 2011 2016 2019 2021
1 1967 1986 1988
8
6
2
DERETO LEI Nº LEI Nº DECRETO
LEI Nº
2.300 – DISPÕE 13.303 10024
10.520
SOBRE ESTATAIS PREGÃO
LICITAÇÃO PREGÃO
ELETRÔNICO
DECRETO Nº 2.926
APROVA A REGULAMENTAÇÃO PARA
ARREMATAÇÕES DOS SERVIÇOS A
CARGO DO MINISTÉRIO DA
AGRICULTURA, COMERCIO E OBRAS
PÚBLICAS
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A licitação é um procedimento obrigatório que antecede a
celebração de contratos pela Administração Pública.
A razão de existir dessa exigência reside no fato de que o Poder
Público não pode escolher livremente um fornecedor qualquer,
como fazem as empresas privadas.
Os imperativos da isonomia, impessoalidade, moralidade e
indisponibilidade do interesse público, que informam a atuação
da Administração, obrigam à realização de um processo público
para seleção imparcial da melhor proposta, garantindo iguais
condições a todos que queiram concorrer para a celebração do
contrato.
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Trata-se de um processo administrativo que legitima e
fundamenta a celebração de um contrato administrativo,
através da apresentação de diversas propostas de contrato a
fim de possibilitar à Administração optar pela mais vantajosa
(nem sempre será a mais barata) para o interesse público.
Definição por nossos doutrinadores:
Celso Antônio Bandeira de Mello: “Licitação é um certame que
as entidades governamentais devem promover e no qual
abrem disputa entre os interessados em com elas travar
determinadas relações de conteúdo patrimonial, para escolher
a proposta mais vantajosa às conveniências públicas”.
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Hely Lopes Meirelles: “É o procedimento administrativo
mediante o qual a administração pública seleciona a proposta
mais vantajosa para o contrato de seu interesse”.
José dos Santos Carvalho Filho: “É o procedimento
administrativo vinculado por meio do qual os entes da
Administração Pública e aqueles por ela controlados
selecionam a melhor proposta entre as oferecidas pelos vários
interessados, com dois objetivos – a celebração de contrato, ou
a obtenção do melhor trabalho técnico, artístico ou científico”.
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Maria Sylvia Zanella Di Pietro: “(...) o procedimento administrativo
pelo qual um ente público, no exercício da função administrativa,
abre a todos os interessados, que se sujeitem às condições fixadas
no instrumento convocatório, a possibilidade de formularem
propostas dentre as quais selecionará e aceitará a mais conveniente
para a celebração de contrato”.
Marçal Justen Filho: “É um procedimento administrativo disciplinado
por lei e por um ato administrativo prévio, que determina critérios
objetivos de seleção da proposta de contratação mais vantajosa, com
observância do princípio da isonomia, conduzido por um órgão
dotado de competência específica”
Alexandre Mazza: “é um procedimento administrativo pelo qual
entidades governamentais convocam interessados em fornecer bens
ou serviços, assim como locar ou adquirir bens públicos,
estabelecendo uma competição a fim de celebrar contrato com
quem oferecer a melhor proposta”.
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PREVISÃO LEGAL
A lei geral de licitações, até 2021, era a Lei 8.666/93, complementada
pela Lei 10.520/02 que disciplina especificamente a modalidade
pregão e pela Lei 12.462/11 que disciplina o Regime diferenciado de
Contratações do Poder Público.
Além das leis mencionadas, encontramos no ordenamento jurídicos
regras de licitações nas leis:
• Lei 12.232/10 que disciplina a contratação de serviços de
publicidade;
• Lei 13.303/16 que trata especificamente do regime das empresas
públicas e sociedades de economia mista.
Em 01 de abril de 2021, foi publicada a Lei 14.133/2021, também
chamada de Nova Lei de Licitações, criando um “marco zero” para a
interpretação de todas as regras de contratação pública no país.
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O Professor Rafael Oliveira cunhou a expressão “museu de
grandes novidades”, tendo em vista que a Lei 14.133/2021
trouxe vários institutos que eram previstos na Lei 8.666/93, a
exemplo das hipóteses de contração direta.
A 14.133 incorpora institutos que estavam previstos na Lei do
Pregão (procedimento da licitação com a realização do
julgamento antes da habilitação; definição de aquisição de
bens e serviços comuns), na Lei do Regime Diferenciado de
Contratação (orçamento sigiloso; contratação por remuneração
variada), na Lei das Estatais (valores para dispensa de licitação),
na Lei de Concessão (incorporação do procedimento de
manifestação de interesse).
E, ainda, incorpora inúmeros posicionamentos do TCU, a
exemplo da Súmula 257, que admite a utilização do pregão
para serviços comuns de engenharia, mas não para obras.
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REGRAS DE TRANSIÇÃO
A Lei 14.133/2021 trouxe alguns regras de transição:
1º - Revoga imediatamente os crimes de licitação, previstos nos
arts. 89 a 108 da Lei 8.666/93. Passaram a ser tratados pelo
Código Penal;
2º - Revoga em dois anos:
• Totalmente a Lei 8.666/93;
• Totalmente a Lei 10.520/02;
• Parcialmente (arts. 1 a 47-A) a Lei 12.462/11;
3º - Altera o Código de Processo Civil, a Lei 8.984/95 e Código
Penal.
Obs: LC nº 198 de 28/06/2023 – prorrogou a revogação até
30/12/2023.
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OBS: A Lei 14.133/2021 tem aplicação automática nas leis que
fazem referência expressa às Leis 8.666/93, 10520/02 e aos
artigos revogados da Lei 12.462/11;
Além disso, a Lei 14.133/2021 terá aplicação subsidiária para a
Lei 8.987/95 (concessão/permissão de serviço público), Lei
11.079/04 (parceria público privada) e Lei 12.232/10
(publicidade).
Por fim, a Lei 14.133/2021 prevê a possibilidade de
regulamentação pelos Estados, Municípios e DF das normas
gerais.
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• E O QUE É A ULTRATIVIDADE DA NOVA LEI?
Art. 191. Até o decurso do prazo de que trata o inciso II do caput do
art. 193, a Administração poderá optar por licitar ou contratar
diretamente de acordo com esta Lei ou de acordo com as leis citadas
no referido inciso, e a opção escolhida deverá ser indicada
expressamente no edital ou no aviso ou instrumento de contratação
direta, vedada a aplicação combinada desta Lei com as citadas no
referido inciso.
Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo, se a
Administração optar por licitar de acordo com as leis citadas
no inciso II do caput do art. 193 desta Lei, o contrato respectivo será
regido pelas regras nelas previstas durante toda a sua vigência.
Art. 192. O contrato relativo a imóvel do patrimônio da União ou de
suas autarquias e fundações continuará regido pela legislação
pertinente, aplicada esta Lei subsidiariamente.
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FINALIDADES
A Lei 8.666/93, em seu art. 3º, previa três finalidades básicas
para a realização do processo licitatório:
a) Escolher a proposta mais vantajosa, o que nem sempre
coincide com a de menor preço;
b) Aplicação dos princípios da impessoalidade (tratar os iguais
de forma igual; os desiguais de forma desigual, na medida de
suas desigualdades) e da isonomia (ausência de subjetividade);
c) Promover o desenvolvimento nacional sustentável.
OBS:licitação verde ou sustentável, a ideia é direcionar o poder
de compra do setor público para a aquisição de produtos e
serviços com critérios de sustentabilidade, com geração de
benefícios socioambientais e a redução de impactos ambientas,
com a indução e promoção do mercado de bens e serviços
sustentáveis
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A Lei 14.133/2021 (art. 11) alterou as finalidades da licitação e
estabeleceu novos parâmetros:
a) Assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de
contratação mais vantajoso para a Administração Pública,
inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto.
Obs: Nesse cenário, o legislador não quer somente a melhor
proposta, mas aquela que apresenta os melhores resultados
para o ente público.
b) Assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, como a
justa competição.
c) Evitar contratações com sobrepreço ou com preços
manifestamente inexequíveis e superfaturamento na execução
dos contratos.
Obs: as definições de sobrepreço e superfaturamento (art. 6º)
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Obs.: Sobrepreço, preços manifestamente inexequíveis e
superfaturamento estavam nos pontos da Lei 8.666/93, mas
não como finalidades da licitação. Com a Lei 14.133/2021,
ganharam um patamar maior de importância.
d) Incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional
sustentável.
A LEI 14.133 - § único do art. 11 e a TEORIA DOS 4es (processo
EFICIENTE, EFICAZ, EFETIVO E ECONÔMICO)
é a relação entre os resultados obtidos e os métrica do custo dos insumos e
recursos utilizados para alcançá-los recursos alocados a uma atividade
habilidade de se chegar ao que foi
capacidade de alcançar os objetivos propostos
desejado da melhor maneira possível
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• NATUREZA JURÍDICA: procedimento administrativo
• COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR: Segundo a CF/88 (art. 22,
XXVII), a competência para legislar sobre licitações é
privativa da União para normas gerais.
• O inciso XXI do art. 37 da CF/88 define diversas diretrizes
que deveriam ser respeitadas por todos, inclusive pelo
legislador, ao tratar sobre o tema “licitações públicas”.
• O inciso III do § 1º do art. 173 da CF/88 definiu que lei
estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, S.E.M e
de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de
produção ou comercialização de bens ou prestação de
serviços.
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Atualmente, existem as seguintes normas gerais sobre
licitações:
• Lei 8.666/93;
• Lei 8.987/95 (trata de licitação na concessão e permissão);
• Lei 10.520/02 (lei do pregão);
• Lei 11.079/04 (parceria público privada);
• Lei 12.232/10 (contratação de publicidade);
• Lei 12.462/11 arts. 1 a 47-A (regime diferenciado de
contratações públicas – RDC);
• Lei 13.303/16 (estatuto das empresas públicas, sociedades de
economia mista e suas subsidiárias);
• Lei 14.133/21.
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• O surgimento do RDC – Lei nº 12.462/2011
• Aproveitando que o Brasil foi confirmado como país-sede da Copa do
Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o governo federal
conseguiu aprovar no Congresso Nacional a Lei n. 12.462/2011, que
institui o controvertido RDC, Regime Diferenciado de Contratações
Públicas, com o objetivo de viabilizar as obras e contratações
necessárias para criar a infraestrutura indispensável para receber os
dois eventos.
• o RDC, diferentemente da Lei n° 8.666/93, que possui caminho
pouco flexível, trouxe significativa quantidade de opções durante
o processo licitatório como, por exemplo: inversão de fases,
novos modos de disputa, forma eletrônica ou presencial,
contratação simultânea, sigilo no orçamento, pré-qualificação
dos concorrentes, dentro outros.
OBS: Agora, o valor estimado da licitação não caracteriza um fator
determinante da modalidade de licitação, importando apenas a natureza
do objeto licitado
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O surgimento da Lei das Estatais – Lei 13.303/2016
•Quem são as estatais? Empresa criada(autorizada) por meio de
lei, uma estatal pertence ao governo e é controlada total ou
parcialmente por algum nível governamental – municipal, estadual
ou federal.
•Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da
sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, abrangendo toda e
qualquer empresa pública e sociedade de economia mista da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que explore atividade
econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de
serviços, ainda que a atividade econômica esteja sujeita ao regime de
monopólio da União ou seja de prestação de serviços públicos.
•A especial preocupação da Emenda Constitucional n. 19/98
em criar um estatuto licitatório específico para as empresas
estatais exploradoras de atividade econômica reside no fato
de que o modelo tradicional de licitação dificulta a
competitividade no mercado.
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•Os arts. de 31 a 41 definiram regras sobre licitação e
contratos nas estatais, quer prestadoras de serviços
públicos, quer exploradoras de atividade econômica.
Além de enfatizar claramente a sujeição de todas as
estatais ao dever de licitar (mesmo que explorem
atividade econômica).
•Para Celso Antônio Bandeira de Mello as empresas
públicas e sociedades de economia mista exploradoras
de atividade econômica não precisam licitar para
contratação de objetos relacionados às suas atividades-
fim, pois isso significaria uma desvantagem competitiva
em relação aos demais concorrentes daquele setor
específico de atuação.
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• A LEI 14.133/2021, invadiu a competência dos demais entes
federativos?
• Ex: Art. 8º A licitação será conduzida por agente de
contratação, pessoa designada pela autoridade competente,
entre servidores efetivos ou empregados públicos dos
quadros permanentes da Administração Pública, para tomar
decisões, acompanhar o trâmite da licitação, dar impulso ao
procedimento licitatório e executar quaisquer outras
atividades necessárias ao bom andamento do certame até a
homologação.
• Obs: seria uma afronta ao princípio da autonomia
federativa?
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• Ao entender do Ronny Charles (2023), podemos defender que
criação de modalidades licitatórias, regras de restrição à
participação na licitação, parâmetros gerais de habilitação,
critérios de adjudicação, exceções à obrigatoriedade de licitar,
criação de sanções administrativas e as prerrogativas
extraordinárias características ao contrato administrativo,
caracterizam-se claramente como normas materialmente gerais;
• Por outro lado, regras procedimentais específicas, formatos de
comissão de contratação, denominações das comissões e de
funções administrativas, definição de competências
administrativas internas, detalhamento do procedimento dos
modos de disputas, se caracterizam como normas materialmente
específicas
• Obs: A lei foi promulgada existindo 51 menções a necessidade de
regulamentação
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• COMO ELA É DIVIDIDA?
• Com 194 artigos, divididos em 5 títulos
OBS: A lei 8666 possuía 126 artigos
• O título I – art. 1º ao 10 – âmbito de aplicação; princípios;
definições e agentes públicos.
• O título II - art. 11 ao 88 – detalha o procedimento licitatório (fase
preparatória; critérios de julgamento; modalidades; contratação
direta e procedimentos auxiliares)
• O título III – art. 89 ao 154 – impõe ênfase aos contratos
administrativos (formalização; garantias; alocação de riscos;
prerrogativas da Adm; duração; execução e alteração; hipóteses
de extinção, recebimento, pgto, nulidades)
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• O título IV – art. 155 ao 173 – impõe ênfase as
irregularidades (infrações e sanções da Adm; impugnações;
pedidos de esclarecimento e recursos; controle das
contratações )
OBS: Se faz existente 66 artigos regulamentando o contrato
administrativo, na lei 8.666/93 apenas 27 artigos sobre o tema.
Conceitualmente, o contrato administrativo é marcado pela
existência e um regime jurídico especial, com maior incidência
das regras de direito público, as quais estabelecem
prerrogativas e restrições para a Adm. Pública contratante.
• O título V – art. 174 ao 194 – disposições gerais (PNPC;
crimes; disposições transitórias e finais)
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A LEI 14.133 TRAZ CONSIGO O PRIVILÉGIO DA FINALIDADE
Governança/ compliance;
Alta Administração;
Assessoria jurídica: face controladora (análise de
legitimidade; face consultora/assessora
(apoiadora/consultiva); face padronizadora e enunciativa;
face representativa (defesa do agente público);
Segregação de função;
Agentes (designação por competência - Art. 11 do Decreto
11246/2022 - não poderá ser recusado pelo agente público)
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VOCÊ SABE O QUE É GOVERNANÇA??
A governança é um sistema composto por mecanismos e
princípios que as instituições possuem para auxiliar a tomada
de decisões e para administrar as relações com a sociedade,
alinhado às boas práticas de gestão e às normas éticas, com
foco em objetivos coletivos.
A governança pública reúne as ações pautadas em princípios
para que órgãos e entidades direcionem estrategicamente seus
esforços para o alcance de resultados positivos à sociedade.
Esses resultados visam, por sua vez, à entrega, de forma
desburocratizada, de serviços públicos de EXCELÊNCIA aos
cidadãos.
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A Lei de Licitações e Contratos apresenta a governança como
eixo central estruturante das contratações, inclusive
estabelecendo o dever de a alta administração
responsabilizar-se pela institucionalização da gestão de riscos
e controles internos, de promover a gestão por competências
e designar agentes públicos para o desempenho das funções
essenciais à sua execução da lei. (art. 7º e 11º)
Trilogia de diretrizes que serve de guia para a implementação
da governança em qualquer nível ou esfera de governo: a
promoção do desenvolvimento nacional sustentável, a
transparência e o fomento à integridade.
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SUJEITOS À LICITAÇÃO
A Lei 14.133/2021 alterou o regramento dos sujeitos à
licitação, prevendo situações em que se aplica a nova lei,
situações especificas e situações em que não se aplica.
Aplica-se:
• Administração Direita – União, Estados, DF e Municípios
(abrange a função administrativa dos Poderes Judiciário,
Executivo e Legislativo);
• Administração Indireta – somente Autarquias e Fundações
Públicas Fundos Especiais Entes controlados direta ou
indiretamente pelos entes políticos.
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Situações específicas:
• Repartição sediada no exterior (depende de regulamento
próprio);
• Contratos para receber recursos de agências e organismos
internacionais (podem ter regras próprias);
• Contratos para atender reservas internacionais (ato
normativo do Banco Central)
Não se aplica Empresas estatais, salvo no caso dos crimes e nas
hipóteses em que a Lei 13.303/2016 se referir expressamente
às normas revogadas (Leis 8.666/93, 10.520/02 e 12.462/11).
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Em relação às empresas públicas e as sociedades de economia mista,
aplica-se a Lei 13.303/2016 (Estatuto Jurídico das Empresas Públicas
e Sociedades de Economia Mista), que regulamentou o art. 173, § 1º,
III da CF.
Art. [Link] os casos previstos nesta Constituição, a
exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será
permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da
sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem
atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de
prestação de serviços, dispondo sobre:... III - licitação e contratação
de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios
da administração pública;
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O novo regime das estatais possui regras próprias para as
contratações diretas (dispensa e exigibilidade), modalidades
licitatórias e procedimentos, segue como base o RDC.
Importante consignar que a LC 123/2006 prevê regras especiais
de licitação para as microempresas e empresas de pequeno
porte, o que foi mantido pela nova Lei de Licitações (art. 4º).
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INCIDÊNCIA DA LEI 14.133/2021
Art. 2º Esta Lei aplica-se a:
I - alienação e concessão de direito real de uso de bens;
II - compra, inclusive por encomenda;
III - locação;
IV - concessão e permissão de uso de bens públicos;
V - prestação de serviços, inclusive os técnico profissionais
especializados;
VI - obras e serviços de arquitetura e engenharia;
VII - contratações de tecnologia da informação e de
comunicação.
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Em relação à concessão de uso, havia um debate acerca do
regime jurídico a ser aplicado se o previsto na Lei 8.666/1993
ou se o previsto na legislação de concessão e serviço público.
Aparentemente, o legislador acabou com a dúvida ao prever
expressamente que a Lei 14.133/2021 será aplicada à
concessão de uso.
As compras por encomenda já eram realidade no Poder
Público, mas como geralmente eram customizadas, ou seja,
adaptadas às suas necessidades, havia dúvida se a contratação
seria como uma compra ou como um serviço.
A Lei 14.133/2021 acabou com a dúvida, tendo em vista que
faz referência à compra por encomenda.
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Ao tratar da locação, a Lei de Licitações e Contratos
Administrativos (14.133), não especificou se a Administração
será locatária ou locadora.
Segundo Rafael Oliveira, na hipótese em que o poder público
cede temporariamente, de maneira renumerada, o seu bem
público para terceiro seria caso de concessão de uso de bem
público e não de contrato de locação.
No entender do professor, seria caso de locação apenas
quando a Administração fosse locatária.
Não é entendimento unanime, José Carvalho Filho, por
exemplo, entende que a Administração poderá tanto ser
locadora quanto locatária.
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Em suma:
Aplicação de forma primária:
• Alienação e concessão de direito real de uso de bens;
• Compra, inclusive por encomenda;
• Locação;
• Concessão e permissão de uso de bens públicos;
• Prestação de serviços, inclusive os técnicos profissionais
especializados;
• Obras e serviços de arquitetura e engenharia;
• Às contratações de tecnologia e da informação e de
comunicação
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Aplicação subsidiária:
• Concessão e permissão de serviços públicos;
• Parceria pública e privada (concessão especial);
• Serviços de publicidade prestado por agência de
propaganda
Aplicação em substituição:
• Determina a aplicação da Lei 14.133/20221 para todos os
diplomas legais que citarem as Leis 8.666/93, 10.520/02 e
algumas regras da Lei 12.462/11 por ela revogadas.
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Não se aplica:
• Contratos de operação de crédito interno ou externo;
• Gestão de dívida pública;
• Contratações sujeitas à legislação Pátria
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PRINCÍPIOS DA LICITAÇÃO
Constituição Federal 88
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Lei 8.666/93
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio
constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a
administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será
processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade,
da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação dada pela Lei nº
12.349, de 2010)
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Decreto 10024/2019.
Art. 2º O pregão, na forma eletrônica, é
condicionado aos princípios da legalidade, da
impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da
publicidade, da eficiência, da probidade
administrativa, do desenvolvimento sustentável, da
vinculação ao instrumento convocatório, do
julgamento objetivo, da razoabilidade, da
competitividade, da proporcionalidade e aos que
lhes são correlatos.
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Lei 14.133/21
Art. 5º– “Na aplicação desta Lei, serão observados os princípios da legalidade,
da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da eficiência, do interesse
público, da probidade administrativa, da igualdade, do planejamento, da
transparência, da eficácia, da segregação de funções, da motivação, da
vinculação ao edital, do julgamento objetivo, da segurança jurídica, da
razoabilidade, da competitividade, da proporcionalidade, da celeridade, da
economicidade e do desenvolvimento nacional sustentável, assim como as
disposições do Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro).”
OBS: 22 PRINCÍPIOS
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• PRINCÍPIOS - ART. 5º, LEI 14.133/21
Segregação de funções
Motivação
Vinculação ao edital
Julgamento objetivo
Segurança jurídica
Razoabilidade (Decreto 1024/19)
Competitividade
Proporcionalidade
Celeridade
Economicidade Diretrizes do
Desenvolvimento nacional sustentável planejamento
(art. 40):
Legalidade (CF art. 37) - Padronização
Impessoalidade - Parcelamento
Moralidade -
Publicidade
Responsabilidad
e fiscal
Eficiência
Interesse público (LINDB)
Probidade administrativa (art. 3º 8666)
Igualdade
Planejamento
Transparência
Eficácia
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O STF EM 2021 COMPROU WISKES ESCOCÊS IMPORTADOS ENVELHECIDOS 20
ANOS EM BARRICAS DE CARVALHO, BEM COMO VINHOS IMPORTADOS PARA
FESTAS E RECEPÇÕES
[Link]
vinhos-refeicoes-institucionais
QUAL PRINCÍPIO É OFENDIDO???
Art. 20. Os itens de consumo adquiridos para suprir as demandas das estruturas da
Administração Pública deverão ser de qualidade comum, não superior à
necessária para cumprir as finalidades às quais se destinam, vedada a aquisição de
artigos de luxo.
§ 1º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário definirão em regulamento os limites
para o enquadramento dos bens de consumo nas categorias comum e luxo.
§ 2º A partir de 180 (cento e oitenta) dias contados da promulgação desta Lei, novas
compras de bens de consumo só poderão ser efetivadas com a edição, pela
autoridade competente, do regulamento a que se refere o § 1º deste artigo.
OBS: QUEM SOMOS NÓS NA FILA DO PÃO? NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO –
PROCURADORIAS E ALTA GESTÃO
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QUANDO UMA LICITAÇÃO SE TEM DESERTA OU
FRACASSADA, TEMOS UMA AFRONTA AO PRINCÍPIO
DA EFICÁCIA E PLANEJAMENTO?
Quanto ao órgão, cabe a ele realizar uma análise de todo o
edital para que se possa entender a razão de nenhum fornecedor
ter se interessado. Trata-se, evidentemente, de um prejuízo para
ele, uma vez que não foi possível cumprir o seu objetivo de
realizar a compra.
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3 EIXOS CENTRAIS PARA APLICAÇÃO:
TECNICAMENTE CORRETA;
ORGANIZACIONALMENTE VIÁVEL;
POLITICAMENTE SUSTENTÁVEL
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – PRINCÍPIO E OBJETIVO
MEIO AMBIENTE; DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, GERAÇÃO DE
EMPREGO; INTEGRAÇÃO SOCIAL ETC;
PREFERÊNCIAS E PERCENTUAIS PARA ESTÍMULO:
ART. 25 §9º - MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA E EGRESSOS PRISIONAIS
ART. 26 § 2º - PREFERÊNCIA PARA PRODUTOS RECICLÁVEIS E
BIODEGRADÁVEIS
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DESTRINCHANDO OS PRINCÍPIOS
• Princípio da Celeridade, busca um processo rápido,
acelerado.
• Princípio da Competitividade, é permitir a concorrência sem
privilegiar participantes.
• Princípio do Desenvolvimento Nacional Sustentável, é ter
cuidado com o meio ambiente aliado a preservação e geração
de emprego e renda, a busca pelo desenvolvimento nacional
baseado nestes pilares.
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• Princípio da Economicidade, manter a qualidade, porém com
redução de custos, é uma espécie de visão “importada” da
iniciativa privada.
• Princípio da eficácia, é o mesmo que alcançar o objetivo
proposto pelo edital.
• Princípio da eficiência, o processo deve ser produtivo de
forma que leve eficácia pela melhor forma.
• Princípio da Igualdade, é manter o processo isonômico em
todas as suas fases.
• Princípio da Impessoalidade, preza para que o processo seja
voltado totalmente ao interesse público e não do gestor ou de
pessoas do seu interesse.
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• Princípio do Interesse público, é observar qual a melhor
solução, por vezes, pode ser possível a anulação de um
contrato, porém, os prejuízos que serão causados com a
anulação podem ser maiores que os problemas já enfrentados,
desta forma em nome do princípio do interesse público pode-
se optar pela não anulação do contrato.
• Princípio do Julgamento Objetivo, a licitação deve ser regida
por um processo objetivo, evitando editais vagos, subjetivos,
que não atendam ao interesse público (não é absoluto/
julgamento objetivo é aquele que se dá na estrita
conformidade dos parâmetros prefixados no edital. );.
• Princípio da Legalidade, é a observação dos critérios e
objetivos legais.
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• Princípio da Moralidade, é agir durante todo o processo com
moral, ética e honestidade.
• Princípio da Motivação, é a justificação fática e legal para a
contratação, o gestor público deve sempre motivar a
realização de contratos da sua administração.
• Princípio do Planejamento, é preciso ter planejamento, o
estudo técnico que demonstre a necessidade do edital, bem
como a existência da verba que garantirá a execução total do
edital (necessidade do plano anual de contratação e
qualificação dos servidores para elaboração das fases).
• Princípio da Probidade Administrativa, é ser moral e ético.
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• Princípio da Proporcionalidade, o edital deve ser proporcional
a necessidade pública evitando gastos desnecessários.
• Princípio da Publicidade, salvo as exceções, todo ato da
administração pública deve ser publicizado.
• Princípio Da Transparência, é divulgar as informações de
forma que a população seja capaz de compreender o processo
licitatório de forma clara.
• Princípio da Razoabilidade, o processo deve ser razoável, não
pode criar critérios desnecessários ao fim pretendido pelo
gestor.
• Princípio Da Segurança Jurídica, é a busca pela segurança nas
relações que a administração pública se envolve, é a paz social.
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•Princípio da Segregação De Funções, é a ideia de decentralizar o
procedimento do edital, uma espécie de divisão das tarefas do
processo licitatório, voltado a impedir ou restringir possibilidades
de ilegalidades, exemplo, um prepara o edital, outro analisa as
propostas, um terceiro contrata, outro analisa a prestação de
serviços que será pago por outra pessoa.
•Princípio da Vinculação ao Edital, deve-se seguir estritamente o
que foi previsto no instrumento convocatório, de forma a
proceder o processo como planejado, isto viabiliza a real
manutenção dos interessados no processo sem que sejam
surpreendidos por “novidades”.
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CORRUPÇÃO X INEFICIÊNCIA
qual é o maior problema?
A falta de qualificação e infraestrutura nas
Administrações e seus agentes/ quem faz e executa as
compras públicas.
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IT´S ALL ABOUT PEOPLE!
(Iniciativa Global de Compras
Públicas - GPI)
Desde 2013 educa funcionários públicos em mercados emergentes
sobre como estabelecer práticas e políticas de aquisição que
integram a análise de custo do ciclo de vida e a determinação do
melhor valor de maneira justa e transparente.
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RECOMENDAÇÃO UNIÃO EUROPEIA – 03/10/2017
CRIAR UMA ESTRUTURA PARA A PROFISSIONALIZAÇÃO DA
CONTRATAÇÃO PÚBLICA:
I – GARANTIR ELEVADOS PADRÕES PROFISSIONAIS EM MATÉRIA DE
CONHECIMENTO, IMPLEMENTAÇÃO PRÁTICA E INTEGRIDADE;
II – FORNECER OPÇÕES PROFISSIONAIS COM BASE NO MÉRITO,
COMPETITIVAS E ATRATIVAS;
III – PROMOVER ABORDAGENS DE COLABORAÇÃO COM CENTROS DE
CONHECIMENTOS (escolas de gestão)
OBS: NÃO BASTA SEGUIR A LEI, PRECISAMOS ENTENDER E
PROSPECTAR SOLUÇÕES PARA CHEGARMOS AO DESTINO DA MELHOR
FORMA POSSÍVEL
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LEVANTAMENTO DE GOVERNANÇA- ACÓRDÃO 588/2018 – TCU PLENÁRIO
PRINCIPAL VULNERABILIDADE NA GESTÃO DAS CONTRATAÇÕES = PESSOAS
• GRAVES DEFICIÊNCIAS NA DEFINIÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL;
• DESCONHECIMENTO DAS COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS;
• PESSOAL SEM QUALIFICAÇÃO TÉCNICA NECESSÁRIA;
• GESTOR NÃO CAPACITADO ADEQUADAMENTE;
• PREJUIZO DAS METAS POR FALTA DE PESSOAL CAPACITADO
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•QUEM SÃO SEUS AGENTES? COMO OS SERVIDORES SÃO
ESCOLHIDOS?
•CAEM DE PARAQUEDAS
•A LEI 14133/2021 TRAZ EM PRIMEIRA PREMISSA: INCENTIVAR
A PROFISSIONALIZAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELAS LICITAÇÕES
E EXECUÇÃO DOS CONTRATOS E CAPACITAÇÃO PARA ATUAÇÃO
COM A MATÉRIA;
•SE NÃO TIVERMOS BONS AGENTES PÚBLICOS E BONS
INCENTIVOS A ELES, A NOVA LEI NÃO SERÁ APLICADA DE
FORMA ADEQUADA.
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Art. 7º Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a
quem as normas de organização administrativa indicarem,
promover gestão por competências e designar agentes públicos
para o desempenho das funções essenciais à execução desta Lei
que preencham os seguintes requisitos:
I - sejam, preferencialmente, servidor efetivo ou empregado público
dos quadros permanentes da Administração Pública;
II - tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou
possuam formação compatível ou qualificação atestada por
certificação profissional emitida por escola de governo criada e
mantida pelo poder público; e
III - não sejam cônjuge ou companheiro de licitantes ou contratados
habituais da Administração nem tenham com eles vínculo de
parentesco, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, ou de
natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista e
civil.
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Direito Administrativo
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Como operacionalizar a segregação de função nos
municípios de pequeno porte? O que é desejável e o
que é possível?
Compartilhamento de comissão de licitação é viável?
ex: pessoas do legislativo, autarquias e Adm. Direta, desde
que devidamente justificado;
ex: consórcios públicos (art. 181 Parágrafo único. No caso dos
Municípios com até 10.000 (dez mil) habitantes, serão
preferencialmente constituídos consórcios públicos para a
realização das atividades previstas no caput deste artigo, nos
termos da Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005.);
ex: o aumento do controle interno.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
AULA 2 – LICITAÇÃO
TÍTULO II
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PROCESSO LICITATÓRIO – PRINCIPAIS ALTERAÇÕES – DIZER O ÓBVIO
UP GRADE NOS OBJETIVOS – ART. 11
• PROPOSTA APTA A ASSEGURAR O RESULTADO MAIS VANTAJOSO - CICLO
DE VIDA (EXTRAÍDO DA NORMA ISO 14001);
• EVITAR A CONTRATAÇÃO COM SOBREPREÇO/EXCESSO NO ORÇAMENTO–
FALHA DA METODOLOGIA DE PESQUISA PREÇO/ PATAMAR SUPERIOR A
REALIDADE PREÇO DE MERCADO;
• ACÓRDÃO 4624/2017 PR EMENTA: Consulta. Conhecimento e
resposta. Consulta a banco de dados para formação do preço
máximo. Possibilidade. Princípios. Diversificação de fontes.
Desnecessidade de regulamentação local. Obrigatoriedade de
publicação do orçamento estimativo juntamente com o edital,
no Estado do Paraná. Recomendação para que o preço
máximo não seja inferior ao valor estimado.
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• EVITAR O SUPERFATURAMENTO – EXECUÇÃO DOS CONTRATOS – MEDIÇÃO
DO SERVIÇO NÃO REALIZADO OU ALTERAÇÃO QUE CAUSE DESEQUILIBRIO
EM DESFAVOR DA ADM;
• PREÇO INEXEQUÍVEL – NEGÓCIO DA CHINA/ INCAPAZ DE SUSTENTAR A
REALIZAÇÃO DO CONTRATO
• OBS: EM OBRAS E ENGENHARIA EXISTE O VALOR LEGAL PARA O PREÇO
INEXEQÍVEL 75% DO VALOR ORÇADO PELA ADM (§4º DO ART. 59).
• § ÚNICO DO ART. 11 – REPONSABILIADE DA ALTA GESTÃO PELA
GOVERNANÇA E ESTRUTURA, INCLUSIVE A GESTÃO DE RISCOS;
• INCENTIVAR A INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO NACIONAL SUSTENTÁVEL
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REGRAS GERAIS DO PROCESSO- ART. 12 – INOVAÇÕES
• INCREMENTO NO USO DE FERRAMENTA DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO
(ASSINATURA DIGITAL/CERTIFICADO); LICITAÇÃO ELETRÔNICA (AMPLIAÇÃO
DA CONCORRÊNCIA E DIMINUIÇÃO DA CORRUPÇÃO; DIMINUI O CUSTO DE
PARTICIPAÇÃO DOS PARTICULARES E DIMINUI A IMPRESSÃO - REGRA) –
inciso VI
• ELABORAÇÃO DO PLANO DE CONTRATAÇÃO ANUAL – PCA – inciso VII
• DESATENDIMENTO MERAMENTE FORMAL NÃO DESCLASSIFICA LICITANTES
– inciso III ;
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PUBLICIDADE DIFERIDA
ART. 13 – PUBLICIDADE DO PROCESSO LICITATÓRIO – INOVAÇÃO
•§ ÚNICO, II – A PUBLICIDADE PODE SER POSTERGADA QTO AO
ORÇAMENTO DA ADM. (É PERMITIDA O SIGILO DO PREÇO MÁXIMO
QUE A ADM ESTÁ DISPOSTA A PAGAR – INOVAÇÃO TRAZIDA DO
RDC/ PRECISA HAVER MOTIVAÇÃO DO ATO – ART. 24)
• DISCRICIONARIEDADE;
• MOMENTO DE DIVULGAÇÃO;
• NÃO PODE RESULTAR NA FALTA DE DIVULGAÇÃO DE
DETALHAMENTO DAS QUANTIDADES E DAS DEMAIS
INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS PARA A ELABORAÇÃO DAS
PROPOSTAS;
• NÃO PREVALECE SOBRE OS ÓRGÃOS DE CONTROLE (INTERNOS
E EXTERNOS)
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ART. 14 – VEDAÇÕES PARA PARTICIPAR DE LICITAÇÕES – INOVAÇÕES
• VI - pessoa física ou jurídica que, nos 5 (cinco) anos anteriores à
divulgação do edital, tenha sido condenada judicialmente, com
trânsito em julgado, por exploração de trabalho infantil, por
submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo ou
por contratação de adolescentes nos casos vedados pela legislação
trabalhista;
• A partir da desconsideração da personalidade jurídica
• OBS: dificuldades reais para essa verificação, pois a lei não apresenta
esse procedimento (ADM só faz o que previsto em lei)
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ART. 15 – REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO EM CONSÓRCIO – INOVAÇÃO
• PASSA A SER EXIGIDA A MOTIVAÇÃO PARA NEGAR A PARTICIPAÇÃO DE
PESSOA JURÍDICA EM LICITAÇÃO DE CONSÓRCIO –
Art. 33. Quando permitida na licitação a participação de empresas em
consórcio, observar-se-ão as seguintes normas (8666) x Art. 15. Salvo vedação
devidamente justificada no processo licitatório, pessoa jurídica poderá
participar de licitação em consórcio, observadas as seguintes normas (14133)
– PREMISSA É PELA PARTICIPAÇÃO
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ART. 15 – REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO DE PJ EM CONSÓRCIO – INOVAÇÃO
• § 4º - O EDITAL DEVERÁ FIXAR UM Nº MÁXIMO PARA EMPRESAS
CONSORCIADAS APRESENTANDO UM JUSTITICATIVA TÉCNICA E QUE
DEVERÁ SER APROVADA POR UMA AUTORIDADE COMPETENTE;
• § 5º - A substituição de consorciado deverá ser expressamente autorizada
pelo órgão ou entidade contratante e condicionada à comprovação de que
a nova empresa do consórcio possui, no mínimo, os mesmos quantitativos
para efeito de habilitação técnica e os mesmos valores para efeito de
qualificação econômico-financeira apresentados pela empresa substituída
para fins de habilitação do consórcio no processo licitatório que originou o
contrato.
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ART. 16 – REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO DE PROFISSIONAIS ORGANIZADOS EM
COOPERATIVAS – INOVAÇÃO
• A LEI 8.666 NÃO PREVIA ESSA POSSIBILIDADE ENQUANTO A 14133 APRESENTA
CONDIÇÕES;
ART. 17 – ORDEM DAS FASES DO PROCESSO – RITO PROCEDIMENTAL COMUM
INOVAÇÃO
§3º EXIGÊNCIA DE AMOSTRAS DO PRODUTO OU SERVIÇOS DO PRIMEIRO
COLOCADO (CONSTRUÇÃO JURISPRUDÊNCIAL)
Desde que previsto no edital, na fase a que se refere o inciso IV do caput deste
artigo, o órgão ou entidade licitante poderá, em relação ao licitante
provisoriamente vencedor, realizar análise e avaliação da conformidade da
proposta, mediante homologação de amostras, exame de conformidade e prova
de conceito, entre outros testes de interesse da Administração, de modo a
comprovar sua aderência às especificações definidas no termo de referência ou no
projeto básico.
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PLANO DE CONTRATAÇÃO ANUAL – PCA
“a meta é criar a cultura do planejamento das compras, visando a
tomada de decisão qualificada em nível estratégico, o aumento
da eficiência nas contratações do Governo e a melhor utilização
de recursos internos e externos”.
O QUE É O PCA?
É o documento que consolidada as demandas que o órgão ou a
entidade planeja contratar no exercício subsequente ao ano de
sua elaboração
ART. 12, VII E 18, 174 §2º DA LEI 14.133/2021
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QUAL O OBJETIVO DA ELABORAÇÃO DO PCA?
RACIONALIZAÇÃO DAS CONTRATAÇÕES POR MEIO DA PROMOÇÃO DE
CONTRATAÇÕES CENTRALIZADAS E COMPARTILHADAS;
ELABORAÇÃO ATÉ 01/04 PARA SERVIR DE APOIO A LOA/LDO;
GARANTIR O ALINHAMENTO COM O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO; PLS E
OUTROS INSTRUMENTOS DE GOVERNANÇAS EXISTENTES, PRIORIZANDO AS
NECESSIDADES;
ALTA GESTÃO IMPÕE A CADA SETOR A FORMAÇÃO DOS DOCUMENTOS
FORMAIS DE DEMANDA - DFD
• AUMENTAR O DIÁLOGO COM O MERCADO FORNECEDOR.
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COMO SE DÁ O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PCA?
ATÉ 1º/04 ATÉ ATÉ A 1ª
30/04 QUINZENA
DE MAIO
REQUISITANTE SETOR DE AUTORIDADE
ÁREA TÉCNICA
CONTRATAÇÕES COMPETENTE DO ÓRGÃO
AJUSTA, AGREGA,
PREENCHE O DFD/ SEMPRE QUE POSSÍVEL
COMPLEMENTA AS , CONSOLIDA O PLANO E
APROVA O
INFORMAÇÕES, PADRONIZANDO ELABORA O PCA
CALENDÁRIO DE
E REUNINDO AS DEMANDAS
CONTRATAÇÃO POR
PRIORIDADE
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COM BASE NO ART. 18 §1º, II SE PUBLICADO O PCA PODE SER
LICITADO ALGO SEM CARÁTER DE EMERGÊNCIA ?
PRINCÍPIO DO PLANEJAMENTO
Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada
pelo planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de
contratações anual de que trata o inciso VII do caput do art. 12
desta Lei, sempre que elaborado, e com as leis orçamentárias,
bem como abordar todas as considerações técnicas,
mercadológicas e de gestão que podem interferir na contratação,
compreendidos
II - demonstração da previsão da contratação no plano de
contratações anual, sempre que elaborado, de modo a indicar o
seu alinhamento com o planejamento da Administração;
HAVERÁ A NECESSIDADE DE JUSTIFICAR E MOTIVAR
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ORGANIZAÇÃO GERENCIAL DAS CONTRATAÇÕES DO ENTE PÚBLICO
ART. 18 C/C 12, VII – PCA;
ART. 19, I – CENTRALIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS;
ART. 19, II – PADRONIZAÇÃO DO CATÁLOGO ELETRÔNICO – COMPRAS, SERVIÇOS E
OBRAS;
ART. 19 IV C/C 25§1º MODELOS DE DOCUMENTOS LICITATÓRIOS (REFERENCIAIS);
OBS: ADMITIDAS A ADOÇÃO DE CATÁLOGO E MODELOS REFRENCIAIS DO
GOVERNO FEDERAL (MAS É A REAL NECESSIDADE DO SEU ENTE O CRTL C+CRTL V?)
ART. 20 – REGULAMENTAÇÃO DOS LIMITES PARA O ENQUADRAMENTO DOS
BENS DE CONSUMO NAS CATEGORIAS COMUM E DE LUXO;
ATENÇÃO: §2º DO ART. 20 – PRAZO 180 DIAS A PARTIR DA PROMULGAÇÃO DA LEI;
ART. 23 §§1º E 2º - REGULAMENTAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE ESTIMATIVA DE
PREÇOS
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SITUAÇÕES MAIS GRAVES NOS PEQUENOS MUNICÍPIOS
• Governança municipal (regulamentar os assuntos de interesse);
• Elaborar e efetivar o Plano de Contratação Anual – PCA;
• Elaborar e efetivar o Plano de Logística Sustentável – PLS (ambiental, social e
financeira); exemplo – regulamentos que beneficiem o mercado local /
escalonamento regional pode comprar até 10% mais caro
• Capacitar e regulamentar as atribuições do agente de contratação;
• Elaborar o desenho da estrutura organizacional municipal;
• Elaborar o desenho de processos e segregação de funções;
• Definir bens de luxo;
• Definir quando é mais vantajoso utilizar a adesão e caronas no SRP;
• Regulamentar o uso do Portal Nacional de Compras Públicas – PNCP e
comunicação à distância;
• Dever de proporcionar a defesa dos servidores municipais
(independentemente da continuidade de ocupação do cargo) – procurador
estranho ao parecer técnico;
• Solidificar e capacitar os fiscais de contratos;
• Modernizar e capacitar o setor de cotação de preços
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MACROPROCESSO DE CONTRATAÇÕES PÚBLICAS
FASE EXECUÇÃO
FASE INTERNA CONTRATUAL
EXTERNA
PLANEJAMENTO QDO AQUISIÇÃO DO
DA QDO TERMINA? SELEÇÃO DO TERMINA? BEM, SERVIÇO
CONTRATAÇÃO FORNECEDOR OU EXECUÇÃO
ASS. DO
PUBL. EDITAL DA OBRA
CONTRATO.
DFD; ETP; TR/PB CONTROLE
PESQUISA DE PREÇO INTERNO/EXTERNO E
GERENCIAMENTO DE RISCOS; JURÍDICO
MINUTAL DO EDITAL;
ANÁLISE JURÍDICA
SATISFAÇÃO DO CLIENTE
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O ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR É UMA NOVIDADE?
LEI 8.666/93 ART. 6º, IX, a lei geral condiciona a elaboração de projeto básico
1
às indicações trazidas nos ETP;
2 IN 4/2008 ART. 8º a 15; apresenta parâmetros que orientam os ETP apesar da
norma não usar o termo ETP;
LEI 12.462/2011 ART. 2º, IV, indica que no RDC, o projeto básico deve observar
3
as indicações dos ETP;
4 LEI 13.303/2016 ART. 42, VIII, no regime das empresas estatais, o projeto básico
é orientado pelas indicações dos ETP;
5 IN SEGES 05/2017 ANEXO III, apresenta diretrizes para a elaboração dos ETP na
contratação de serviços sob o regime de execução indireta;
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O ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR É UMA NOVIDADE?
DECRETO 10.024/2019 ART. 3º, IV; traz o conceito de ETP como documento da
6
primeira etapa da fase da contratação
7 IN SEGES 40/2020 - normatização integralmente dedicada à elaboração de ETP
no Governo Federal, inclusive em formato digital;
LEI 14.133/2021 ART. 6º, XX, traz para lei geral de licitações o conceito e
8
principais conteúdos do ETP;
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FASE PREPARATÓRIA
OBJETIVO DO ETP:
• IDENTIFICAR E ANALISAR A NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO;
• EVIDENCIAR O PROBLEMA A SER RESOLVIDO;
• IDENTIFICAR AS POSSÍVEIS SOLUÇÕES;
• VERIFICAR SE É NECESSÁRIA A CONTRATAÇÃO;
• AVALIAR AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS PARA ORIENTAR NA
CONTRATAÇÃO
ART. 18 ...§ 1º O estudo técnico preliminar a que se refere o inciso I
do caput deste artigo deverá evidenciar o problema a ser resolvido e a
sua melhor solução, de modo a permitir a avaliação da viabilidade
técnica e econômica da contratação, e conterá os seguintes elementos:
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O QUE QUER?
COMO QUER?
PQ QUER?
QUEM?
QUANDO?
COMO?
QUANTO CUSTA?
EX: NECESSIDADE DO ÓRGÃO: TRANSPORTE DE BENS E PESSOAS /
/ LOCAÇÃO DE VEÍCULO? TÁXIGOV? / AQUISIÇÃO DE VEÍCULO? /
CONTRATAÇÃO DE SERVIÇO DE UBER?
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FASE PREPARATÓRIA
A IMPORTÂNCIA DO ETP
ART. 18,§2º OBRIGATÓRIO
I - descrição da necessidade da contratação, considerado o problema a ser
resolvido sob a perspectiva do interesse público;(não é a descr. do objeto)
IV - estimativas das quantidades para a contratação, acompanhadas das
memórias de cálculo e dos documentos que lhes dão suporte, que considerem
interdependências com outras contratações, de modo a possibilitar economia
de escala;
VI - estimativa do valor da contratação, acompanhada dos preços unitários
referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão suporte,
que poderão constar de anexo classificado, se a Administração optar por
preservar o seu sigilo até a conclusão da licitação;
VIII - justificativas para o parcelamento ou não da contratação;
XIII - posicionamento conclusivo sobre a adequação da contratação para o
atendimento da necessidade a que se destina.
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COMO CHEGAR AO VALOR ESTIMADO DA CONTRATAÇÃO?
•FUNADAMENTOS – ART. 23;
•SER COMPATÍVEL COM OS VALORES PRATICADOS
NO MERCADO;
•DEVEM CONSIDERADOS OS PREÇOS CONSTANTES
EM BANCOS DE DADOS PÚBLICOS;
•DEVEM SER CONSIDERADAS AS QUANTIDADES A
SEREM CONTRATADAS NO CASO CONCRETO
(ECONOMIA DE ESCALA);
•DEVEM SER OBSERVADAS AS PECULIARIDADES
DO LOCAL DE EXECUÇÃO DO OBJETO.
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PARÂMETROS PARA BENS E SERVIÇOS – ART. 23§ 1º
I - composição de custos unitários menores ou iguais à mediana do item
correspondente no painel para consulta de preços ou no banco de preços
em saúde disponíveis no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP);
II - contratações similares feitas pela Administração Pública, em execução ou
concluídas no período de 1 (um) ano anterior à data da pesquisa de
preços, inclusive mediante sistema de registro de preços, observado o
índice de atualização de preços correspondente;
III - utilização de dados de pesquisa publicada em mídia especializada, de
tabela de referência formalmente aprovada pelo Poder Executivo federal
e de sítios eletrônicos especializados ou de domínio amplo, desde que
contenham a data e hora de acesso;
IV - pesquisa direta com no mínimo 3 (três) fornecedores, mediante
solicitação formal de cotação, desde que seja apresentada justificativa da
escolha desses fornecedores e que não tenham sido obtidos os
orçamentos com mais de 6 (seis) meses de antecedência da data de
divulgação do edital;
V - pesquisa na base nacional de notas fiscais eletrônicas, na forma de
regulamento.
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VALOR ESTIMADO NAS CONTRATAÇÕES DIRETAS
• CONTRATAÇÕES DIRETAS (DISPENSA OU
INEXIGIBILIDADE): quando não for possível estimar
o valor do objeto na forma estabelecida pelos
parâmetros que foram apresentados, o contratado
deverá comprovar previamente que os preços
estão em conformidade com os praticados em
contratações semelhantes de objetos da mesma
natureza, por meio de apresentação de notas
fiscais emitidas para outros contratantes no
período de até 1 ano anterior à data da
contratação pela Administração, ou por outro
meio idôneo (art. 23, §4º)
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MODALIDADES DA LICITAÇÃO – RITOS
– PROCEDIMENTOS DA LEI 8666
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MODALIDADES DA LICITAÇÃO – RITOS – PROCEDIMENTOS DA LEI 8666
ART. 22
• CONCORRÊNCIA; (obras e serviços de engenharia de gde valor)
• TOMADA DE PREÇO; (obras e serviços de engenharia médio valor)
• CONVITE; (objetos de pequeno valor)
• CONCURSO; (escolha de trabalho técnico, científico ou artístico)
• LEILÃO;(venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de
produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de
bens imóveis)
• PREGÃO – REGIDA PELA LEI 110.520/2002 (bens e serviços comuns = objetos
padronizados).
ART. 11 CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
• MENOR PREÇO; (pregão)
• MELHOR TÉCNICA;
• TÉCNICA E PREÇO;
• MAIOR LANCE OU OFERTA (usado no leilão);
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MODALIDADES DETERMINADAS EM FUNÇÃO DO VALOR – LEI 8666
I - para obras e serviços de engenharia:
a) na modalidade convite - até R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais);
b) na modalidade tomada de preços - até R$ 3.300.000,00 (três milhões e
trezentos mil reais); e
c) na modalidade concorrência - acima de R$ 3.300.000,00 (três milhões e
trezentos mil reais); e
II - para compras e serviços não incluídos no inciso I:
a) na modalidade convite - até R$ 176.000,00 (cento e setenta e seis mil reais);
b) na modalidade tomada de preços - até R$ 1.430.000,00 (um milhão,
quatrocentos e trinta mil reais); e
c) na modalidade concorrência - acima de R$ 1.430.000,00 (um milhão,
quatrocentos e trinta mil reais).
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MODALIDADES DETERMINADAS EM FUNÇÃO DA QUALIDADE
I – LEILÃO;
II - PREGÃO;
III – CONCURSO.
CONTRATAÇÃO DIRETA
• DISPENSA – ART. 24 DA LEI 8666 (rol taxativo; a licitação é possível, porém
não é obrigatória)
• INEXIGIBILIDADE – ART. 25 DA LEI 8666 (rol exemplificativo; é
materialmente impossível/inviável a realização da licitação)
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RITO ORDINÁRIO DA LICITAÇÃO:
• INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO;
• HABILITAÇÃO;
• JULGAMENTO DE PROPOSTAS;
• HOMOLOGAÇÃO;
• ADJUDICAÇÃO.
• OBS: NO PREGÃO HÁ A INVERSÃO DE FASES (JULGAMENTO DA PROPOSTA
VEM ANTES DA HABILITAÇÃO) COM O INTUITO DE CONFERIR MAIOR
AGILIDADE NA LICITAÇÃO
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MODALIDADES DA LICITAÇÃO – RITOS
– PROCEDIMENTOS DA LEI 14.133
Quem dita a modalidade é o objeto!
MODALIDADES – ART 6º, INCISOS
XXXVIII A XLII E ART 28
Quem dita a modalidade é o objeto!
01 02 03 04 05
Concorrência Concurso Leilão Pregão Diálogo
Competitivo
OBSERVAÇÕES
• Impossibilidade de combinações de
modalidades.
• Verificar a compatibilidade entre a
escolha da
modalidade e o objeto. ato
s
• Justificar a escolha da
modalidade nos
preparatórios.
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Passam a existir somente cinco modalidades licitatórias (art. 6º,
XXXVIII a XLII):
1) concorrência (agora, desvinculada de valor);
2) concurso (sem alteração);
3) leilão (sem alteração);
4) pregão (incorporado à lei geral);
5) diálogo competitivo.
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ART. 28
• PREGÃO; (MODALIDADE OBRIGATÓRIA PARA BENS E SERVIÇOS COMUNS)
• CONCORRÊNCIA (AGORA DESVINCULADA DE VALOR/ BENS E SERVIÇOS
ESPECIAIS DE OBRAS E SERVIÇOS COMUNS E ESPECIAIS DE ENGENHARIA);
• CONCURSO;
• LEILÃO;
• DIÁLOGO COMPETITIVO (A ADM. REALIZA DIÁLOGO COM LICITANTES
PREVIAMENTE SELECIONADOS POR CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA
DESENVOLVER ALTERNATIVAS PARA AS NECESSIDADES)
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QUANDO EU GASTO MEU PRÓPRIO DINHEIRO - PARA COMPRAR
UMA CASA, UM CARRO, ROUPA, COMIDA, TRANSPORTE OU
LAZER – EU PARTO DO PRINCÍPIO QUE, DESDE QUE EU PAGUE O
MENOR PREÇO, FICAREI SATISFEITO COM MINHA COMPRA.
( ) VERDADEIRO ( ) FALSO
• Nos EUA a terminologia é melhor valor (trade off)
• No novo Arcabouço de Compras do Banco Mundial (desde 1º/07/2016) é
baseada no focu entre qualidade e preço (value for Money -VFM) com mais
opções para a diferenciação de propostas e mais oportunidades de
diálogos e debates
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ART. 33 CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
• menor preço;
• maior desconto;
• melhor técnica ou conteúdo artístico;
• técnica e preço;
• maior lance, no caso de leilão;
• maior retorno econômico.
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ART. 17 – ORDEM DAS FASES DO PROCESSO – RITO PROCEDIMENTAL COMUM
INOVAÇÃO
I - preparatória (antiga fase interna antes da publicação do
edital);
II - de divulgação do edital de licitação;
III - de apresentação de propostas e lances, quando for o caso;
IV - de julgamento;
V - de habilitação;
VI - recursal;
VII - de homologação (adjudicação está inserida aqui)
OBS: ART. 179§2º - REGRA GERAL LICITAÇÃO ELETRÔNICA
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ART. 17 – ORDEM DAS FASES DO PROCESSO – RITO
PROCEDIMENTAL COMUM INOVAÇÃO
III - de apresentação de propostas e lances, quando for o caso;
IV - de julgamento;
V - de habilitação;
§ 1º A fase referida no inciso V do caput deste artigo poderá, mediante ato
motivado com explicitação dos benefícios decorrentes, anteceder as fases
referidas nos incisos III e IV do caput deste artigo, desde que expressamente
previsto no edital de licitação.
OBS: TOTALMENTE INVERSO A 8666
§2º OBRIGATORIEDADE DO RITO ELETRÔNICO E QDO NÃO,
GRAVADO EM AUDIO E VÍDEO
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PROCEDIMENTOS AUXILIARES – ART. 78
São procedimentos auxiliares das licitações e das contratações regidas
por esta Lei:
I - credenciamento;
II - pré-qualificação;
III - procedimento de manifestação de interesse;
IV - sistema de registro de preços;
V - registro cadastral.
Os procedimentos auxiliares obedecerão critérios claros e objetivos
definidos em regulamento.
O objetivo é desburocratização e a eficiência nas contratações
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BENS E SERVIÇOS COMUNS
PREGÃO
RITO COMUM – ART. 17
MENOR PREÇO OU MAIOR DESCONTO
AGENTE DE CONTRATAÇÃO
ART. 29 § ÚNICO: O pregão não se aplica às contratações de serviços
técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual e
de obras e serviços de engenharia, exceto os serviços de engenharia de
que trata a alínea “a” do inciso XXI do caput do art. 6º desta Lei.
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OBRAS, BENS E SERVIÇOS
ESPECIAIS
CONCORRÊNCIA
RITO COMUM – ART. 17
TODOS, EXCETO MAIOR OFERTA
AGENTE DE CONTRATAÇÃO
OU COMISSÃO DE CONTRATAÇÃO
• Modalidade de licitação para contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços
comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento poderá ser:
• A) MENOR PREÇO;
• B) MELHOR TÉCNICA OU CONTEÚDO ARTÍSTICO;
• C) TÉCNICA E PREÇO;
• D) MAIOR RETORNO ECONÔMICO;
• E) MAIOR DESCONTO;
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ALIENAÇÃO DE BENS MÓVEIS E IMÓVEIS
LEILÃO
RITO ESPECIAL
MAIOR OFERTA
LEILOEIRO OFICIAL
OU SERVIDOR DESIGNADO
ART. 31 § 1º Se optar pela realização de leilão por intermédio de leiloeiro oficial,
a Administração deverá selecioná-lo mediante credenciamento ou licitação na
modalidade pregão e adotar o critério de julgamento de maior desconto para as
comissões a serem cobradas, utilizados como parâmetro máximo os percentuais
definidos na lei que regula a referida profissão e observados os valores dos bens
a serem leiloados.
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TRABALHO TÉCNICO,
ARTÍSTICO OU CIENTÍFICO
CONCURSO
RITO ESPECIAL
MELHOR TÉCNICA OU CONTEÚDO ARTÍSTICO
COMISSÃO ESPECIAL
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INOVAÇÃO OU ADAPTAÇÃO
DIÁLOGO
COMPETITIVO RITO ESPECIAL
CRITÉRIO ESPECIAL
COMISSÃO DE CONTRATAÇÃO
ART. 32,§1º, XI - o diálogo competitivo será conduzido por comissão de
contratação composta de pelo menos 3 (três) servidores efetivos ou
empregados públicos pertencentes aos quadros permanentes da
Administração, admitida a contratação de profissionais para assessoramento
técnico da comissão
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DIREITO ADMINISTRATIVO
AULA 3 – LICITAÇÃO
TÍTULO III,IV e V
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PRERROGATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO – ART. 104
Modificação unilateral art. 124
Extinção unilateral arts. 137 e 138, I
Fiscalização arts. 117 e 118
Art.104
Aplicação de sanções arts. 155 a 163
Serviços essenciais
Ocupação provisória
CLAUSULAS
Necessidade de apuração
EXORBITANTESlas
exorbitantes
Exigência de garantia (arts. 96 a 103)
Outras Restrição à oposição da exceção do contrato não
cumprido (art. 137, IV)
Exigência de medidas de compensação (art. 26, § 6º)
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cláusulas exorbitantes, que constituem as cláusulas de direito
público que colocam a administração em posição de verticalidade
perante o particular.
O fundamento das cláusulas exorbitantes é o princípio da
supremacia do interesse público sobre o privado.
Além das cláusulas acima, existem outras cláusulas exorbitantes
“espalhadas” ao longo da
Lei de Licitações. As principais mencionadas pela doutrina são as
seguintes:
• exigência de garantia (arts. 96 a 103);
• restrição à oposição da exceção do contrato não cumprido (art.
137, IV);
• exigência de medidas de compensação (art. 26, § 6º).
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DURAÇÃO DO CONTRATO – ART. 105
• será prevista no edital;
• deve observar a disponibilidade de créditos orçamentários (na
contratação e em cada exercício financeiro);
• exige previsão no plano plurianual (se ultrapassar um exercício).
Nos contratos de serviços e fornecimentos contínuos, devemos
observar o seguinte:
• O prazo de celebração poderá ser de até cinco anos (este pode
ser o prazo “inicial” do contrato):
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• Mesmo assim, a administração deverá atestar, no início da contratação e
de cada exercício:
- existência de créditos orçamentários vinculados à contratação; e
- vantagem em sua manutenção.
• Se não houver crédito ou vantagem para a administração, o contrato
poderá ser extinto, nas seguintes condições:
- sem ônus para a administração;
- apenas na próxima data de aniversário do contrato e não poderá
ocorrer em prazo inferior a 2 (dois) meses, contado da referida data
• Os contratos de serviços e fornecimentos contínuos poderão ser
prorrogados sucessivamente, até o prazo de 10 anos.
OBS:O prazo inicial do contrato poderá ser de até cinco anos, mas ele poderá ser
prorrogado, chegando ao prazo máximo de dez anos. Assim, o art. 106 trata da
“celebração” do contrato, enquanto art. 107 trata das suas prorrogações.
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Art. 110. Na contratação que gere receita e no contrato de eficiência
que gere economia para a Administração, os prazos serão de:
I - até 10 (dez) anos, nos contratos sem investimento;
II - até 35 (trinta e cinco) anos, nos contratos com investimento, assim
considerados aqueles que impliquem a elaboração de benfeitorias
permanentes, realizadas exclusivamente a expensas do contratado,
que serão revertidas ao patrimônio da Administração Pública ao
término do contrato.
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FORMAS DE EXTINÇÃO DO CONTRATO – ART. 138
I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, exceto no
caso de descumprimento decorrente de sua própria conduta;
II - consensual, por acordo entre as partes, por conciliação, por
mediação ou por comitê de resolução de disputas, desde que haja
interesse da Administração;
III - determinada por decisão arbitral, em decorrência de cláusula
compromissória ou compromisso arbitral, ou por decisão judicial.
OBS: ORDEM CRONOLÓGICA PARA PGTO – ART. 141
OBS2: MODULAÇÃO DE EFEITOS DA ANULAÇÃO CONTRATUAL – ART.
148§2º - Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade
administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente para efetuar nova
contratação, por prazo de até 6 (seis) meses, prorrogável uma única vez.
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AS SANÇÕES – ART. 156
Art. 156. Serão aplicadas ao responsável pelas
infrações administrativas previstas nesta Lei as
seguintes sanções:
I - advertência;
II - multa;
III - impedimento de licitar e contratar;
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou
contratar.
OBS: Necessidade do PAS ou PAR – ART 158
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ART. 174 e seguintes.
Trata-se do sítio eletrônico oficial destinado à divulgação centralizada
e obrigatória dos atos exigidos pela Lei 14.133. Ou seja, todos os
editais de licitações devem ser publicados neste portal.
• Cadastro de fornecedores;
• Licitações;
• Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) e ao
Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP);
• Banco de preços.
OBS: Art. 175. Sem prejuízo do disposto no art. 174 desta Lei, os entes
federativos poderão instituir sítio eletrônico oficial para divulgação
complementar e realização das respectivas contratações.
§ 1º Desde que mantida a integração com o PNCP, as contratações poderão
ser realizadas por meio de sistema eletrônico fornecido por pessoa jurídica de
direito privado, na forma de regulamento.
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PUBLICIDADE NA LEI 14.133– ART. 54 e §1º
I – inteiro teor do ato convocatório e de seus anexos no PNCP;
II – extrato do edital no Diário Oficial (no caso de concurso público, no DOM de
maior nível entre os Entes;
III - extrato do edital em jornal de grande circulação.
OBS: Art. 94. A divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)
é condição indispensável para a eficácia do contrato e de seus
aditamentos e deverá ocorrer nos seguintes prazos, contados da data de
sua assinatura:
I - 20 (vinte) dias úteis, no caso de licitação;
II - 10 (dez) dias úteis, no caso de contratação direta.
§ 1º Os contratos celebrados em caso de urgência terão eficácia a partir de
sua assinatura e deverão ser publicados nos prazos previstos nos incisos I
e II do caput deste artigo, sob pena de nulidade.
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RESUMÃO DAS PRINCIPAIS INOVAÇÕES
• MODERNIZAÇÃO DOS PROCESSOS (PREFERENCIALMENTE SOB A FORMA
ELETRÔNICA);
• INVERSÃO DE FASE (AGORA É REGRA);
• RECONHECIMENTO EXPLÍCITO DOS PROCEDIMENTOS AUXILIARES (ART. 78 A
88)
• CONTRATAÇÃO INTEGRADA (PROJETO BÁSICO + EXECUTIVO + OBRA) E SEMI-
INTEGRADA (PROJETO EXECUTIVO + OBRA) ART. 6º, XXXII e XXXIII;
• MATRIZ DE RISCO – ART. 6º, XXVII (CONJUNTO DE CLÁUSULAS DO CONTRATO
ADM. QUE DISTRIBUI OS RISCOS ENTRE AS PARTES);
• MODO DE DISPUTA ESCOLHA PELA ADM– ABERTO OU FECHADO E
ABERTO/FECHADO – ART. 56;
• AGENTE DE CONTRATAÇÃO: SERVIDOR EFETIVO ENCARREGADO DE CONDUZIR
O CERTAME – ART. 8º;
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• ORÇAMENTO ESTIMADO PODE SER SIGILOSO – ART. 24 (garantir preço de
mercado);
• NOVA MODALIDADE – DIÁLOGO COMPETITIVO – ART. 32 (ELIMINAÇÃO DA
TOMADA DE PREÇO E CONVITE);
• CONTRATO ADMINISTRATIVO DE ATÉ 35 ANOS – CONTRATOS DE
INVESTIMENTOS – ART. 110,II (NA LEI 8666 O MÁXIMO ERA DE 10 ANOS);
• CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO QUE ADM SEJA USUÁRIA DE
SERVIÇO PÚBLICO EM REGIME DE MONÓPOLIO– ART. 109 (EX: CORREIOS);
• PRORROGAÇÃO AUTOMÁTICA SE NÃO ATINGIDO O ESCOPO – ART. 111;
• OBS: A REGRA É CONTRATO ANUAL - LOA
• NOVOS VALORES PARA DISPENSA (REVISÃO ANUAL/DECRETO Nº 11.
871/2023 – ART. 182)
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DECRETO 11.871 DE 29 DE DEZEMBRO DE 2023
DISPOSITIVO VALOR ATUALIZADO
Art. 6º, caput,
R$ 239.624.058,14
inciso XXII
Art. 37, § 2º R$ 359.436,08
Art. 70, caput,
R$ 359.436,08
inciso III
Art. 75, caput,
R$ 119.812,02
inciso I
Art. 75, caput,
R$ 59.906,02
inciso II
Art. 75, caput,
inciso IV, alínea R$ 359.436,08
“c”
Art. 75, § 7º R$ 9.584,97
Art. 95, § 2º R$ 11.981,20
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• ATRIBUIÇÃO DE NOTAS AO LICITANTE, DISPONÍVEIS NO PORTAL NACIONAL
DE COMPRAS PÚBLICAS – PNCP – ART. 137, III (COMPARTILHAMENTO DE
INFORMAÇÕES EM BUSCA DA EFICIÊNCIA);
• GARANTIAS CONTRATUAIS ATÉ 30% - ART. 99;
• CLÁUSULA EXORBITANTE: LIMITE DE 2 MESES DE INADIMPLEMENTO DA
ADM (NA LEI 8666 ERAM 3 MESES);
• TRÊS LINHAS DE DEFESA NO CONTROLE DAS CONTRATAÇÕES – ART. 169
(CONTROLE INTERNO PELOS PRÓPRIOS AGENTES; CONTROLE INTERNO POR
OUTROS ÓRGÃOS (ASSESSORIA JURÍDICA + CONTROLADORIA); CONTROLE
INTERNO E EXTERNO (CORREGEDORIAS, CONTROLADORIAS E TRIBUNAIS
DE CONTAS).
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“Quando o Direito ignora a
realidade, a realidade se vinga
ignorando o Direito”
Georges Ripert