Copyright © 2011 Aluízio A.
Silva
VINHA Editora
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Impresso no Brasil
Printed in Brazil
2011
21 Dias com João
Categoria: Vida cristã / Devocional / Jejum
Copyright © 2011 Aluízio A. Silva
Todos os direitos reservados
1ª edição março de 2011
Revisão !aís Teixeira Monteiro
Projeto gráfico e diagramação Michele Araújo Fogaça
Capa Robson Júnior
Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão Almeida Revista e
Atualizada (Sociedade Bíblica do Brasil), salvo indicação específica.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Silva, Aluízio A., 2011
21 Dias com João/ Aluízio A. Silva. – Goiânia: VINHA Editora, 2011
ISBN: 978-85-98510-55-2
1: Vida cristã 2: Devocional 3: Jejum 4: Título
CDD : 230/240
Índice para Catálogo Sistemático:
1: Vida cristã: Devocional: Jejum 230/240
Editado e publicado no Brasil por:
VINHA Editora
Av T-3, Qd. 43, Lt. 20, Andar 3, Ed. Videira, Setor Bueno, CEP: 74.215-110
Goiânia–GO–Brasil
Telefone: (62) 3251-0440 — www.vinhaeditora.com.br
Í
- Introdução 7
1º Dia - O Verbo de Deus 9
2º Dia - A chegada do reino dos céus 23
3º Dia - A transformação da água em vinho e a purificação do templo 29
4º Dia - Nicodemos e o novo nascimento 41
5º Dia - O ministério de João Batista 51
6º Dia - A mulher samaritana e a verdadeira satisfação espiritual 57
7º Dia - A cura do paralítico 69
8º Dia - O princípio da multiplicação 77
9º Dia - O Pão da Vida 83
10º Dia - Reconhecendo o mover de Deus 89
11º Dia - A fonte de água viva 93
12º Dia - Livres do pecado e da condenação 97
13º Dia - A Luz da Vida 105
14º Dia - O Bom Pastor 113
15º Dia - A ressurreição e a vida 119
16º Dia - Uma alegoria da igreja e o segredo do crescimento da igreja 125
17º Dia - A comunhão dos santos pelo lavar 135
18º Dia - O caminho, a verdade e a vida 141
19º Dia - A videira e os ramos 147
20º Dia - A vinda do Consolador e a oração de Cristo 153
21º Dia - A crucificação de Jesus 163
I(),)
21 Dias com João foi elaborado para a campanha de jejum de 21
dias, realizada na Igreja Videira de Goiânia. Este esboço foi dividido
de modo que você possa ler um capítulo por dia, no qual encontrará
um estudo sistemático do Evangelho de João. Você poderá, ainda,
ouvir o CD com todas as ministrações do Evangelho de João que
acompanha o livro, para enriquecer seu estudo por meio das mi-
nistrações do Pr. Aluízio.
1º D-
O V(.) D/
(Jo 1.1-18)
O Evangelho de João é o mais profundo dos evangelhos. Ele foi
o último a ser escrito. Na verdade ele foi um dos últimos livros do
Novo Testamento a serem escritos.
Neste evangelho encontramos a perspectiva de Deus a respeito
de Cristo.
O que vemos no Evangelho de João é que Deus não requer um
cordeiro, nem o pão da vida. O que Ele oferece é o próprio Cristo
como Cordeiro e Pão da Vida. Também vemos que Deus não pro-
vê apenas o caminho, a verdade e a vida. Ao longo do Evangelho,
vemos apenas um fato monumental: Cristo é todas estas coisas:
Ele diz ser o caminho, e não que nos ensinaria um caminho;
Ele diz ser a luz do mundo, e não que nos daria a luz;
Ele diz ser o pão da vida, e não que nos daria tal pão;
Ele diz ser a verdade, e não que nos ensinaria a verdade;
Cristo é o tudo de Deus. Tudo o que Cristo nos dá, Ele
próprio é.
10 21 -/ )0 J),)
O livro de João começa de um modo diferente dos outros evan-
gelhos. Mateus e Lucas, por exemplo, começam com genealogias,
mas João quer mostrar que Jesus é o Filho de Deus, que não teve
genealogia nem início de dias.
Sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve prin-
cípio de dias, nem fim de existência... (Hb 7.3)
Neste evangelho temos a revelação de Deus em Cristo. Os
primeiros 18 versos do capítulo 1 podem ser resumidos em cinco
palavras: Palavra, Vida, Luz, Graça e Realidade. João tenta descre-
ver o Filho de Deus e, para isso, lança mão dessas cinco palavras.
Deus é plenamente revelado no Filho por meio destes cinco
elementos: Palavra, Vida, Luz, Graça e Realidade.
1. A P-2-3(- - 33. 1-4
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus. (Jo 1.1)
Por que João diz que Jesus é a Palavra? Palavra é o que define,
expressa e explica alguma coisa. Jesus é a definição de Deus, a ex-
pressão de Deus e a explicação de Deus. Jesus é Deus definido,
expresso e explicado.
Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do
seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu
poder. (Hb 1.3)
O que de Deus se pode conhecer, nós conhecemos por meio
de Jesus Cristo.
Existem certas religiões e filosofias que se chamam a si mesmas
de Cristianismo, mas que não reconhecem a Jesus como Deus.
Precisamos ter cuidado com tais ensinos:
Existem aqueles que dizem que Jesus é o Salvador, mas negam
que Ele é Deus. Isso é um engano. Se Jesus não é Deus, então Ele não
pode pegar na mão de Deus e na mão do homem para fazer a ponte.
1º D- – O V(.) D/ 11
Existem também aqueles que creem em Jesus, mas dizem que
Ele era apenas um espírito evoluído e não um homem, muito me-
nos Deus.
Há ainda aqueles que creem em Jesus como Deus e como Salva-
dor; mas, quando vão orar, oram a Maria ou a outro suposto santo
qualquer. Isso também é um engano.
-. N) 5(65)
A palavra “princípio” aqui, apesar de ser a mesma de Gênesis
1.1, tem um significado diferente. Em Gênesis é o princípio quando
Deus criou todas as coisas. Aqui é o princípio quando não havia o
tempo ainda. Refere-se à eternidade passada.
.. O LOGOS
“Verbo” no original é logos, que significa literalmente “palavra”.
A Palavra é a definição, explicação e expressão de Deus. Jesus
veio para nos revelar o Pai.
Deus e a Palavra são um. Quando alguém fala, a sua palavra é
separada de si mesmo, mas com Deus é diferente: quando Ele fala,
a Sua palavra é Ele próprio se propagando. Quem ouve a Palavra
de Deus recebe o próprio Deus ao ouvir.
. A (-,) 52- P-2-3(-
O verso 3 diz:
Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem
ele, nada do que foi feito se fez. (Jo 1.3)
Tudo o que Deus faz, Ele o faz pela sua Palavra e pelo Espírito.
A Palavra é o próprio Cristo e o próprio Deus. Tudo, tanto na velha
como na nova criação, foi feito pela Palavra.
Uma vez que temos a Palavra, temos tudo.
12 21 -/ )0 J),)
Em Hebreus 4.12, nós lemos que a Palavra de Deus é viva e
eficaz, ou seja, ela produz efeito e faz diferença em nossas vidas. A
Palavra de Deus é algo vivo e poderoso porque é o próprio Senhor
Jesus. Ele é o Logos de Deus.
Sendo bem objetivos, podemos dizer que tudo de que necessi-
tamos em nossa vida espiritual são Palavra e unção. Se temos uma
palavra queimando em nosso coração e temos a unção do Espírito
em e sobre nós, então temos toda a provisão de Deus.
Sendo assim, é vital para o nosso crescimento espiritual saber como
tomar a Palavra e o Espírito como provisão e alimento espiritual.
Observe alguns efeitos que a Palavra de Deus opera em nós:
. O 5)( - P-2-3(- D/
A Palavra é Deus
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus. (Jo 1.1)
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que
temos visto com os nossos próprios olhos, o que con-
templamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito
ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos
visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a
vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifes-
tada), o que temos visto e ouvido anunciamos também
a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais
comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o
Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. (1Jo 1.1-3)
A Palavra gera fé
De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de
Deus. (Rm 10.17)
1º D- – O V(.) D/ 13
A Palavra gera vida
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.
Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem
ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a
vida era a luz dos homens. (Jo 1.1-4)
Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra
da verdade, para que fôssemos como que primícias das
suas criaturas. (Tg 1.18)
...pois fostes regenerados não de semente corruptível,
mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a
qual vive e é permanente. (1Pe 1.23)
Fomos gerados pela Palavra
Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de
Deus. (Lc 8.11)
O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita;
as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.
(Jo 6.63)
Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prá-
tica de pecado; pois o que permanece nele é a divina
semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é
nascido de Deus. (1Jo 3.9)
Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.
(Sl 82.6)
A Palavra é água
Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita
de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo.
Ora, vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia
14 21 -/ )0 J),)
quem era o traidor. Foi por isso que disse: Nem todos
estais limpos. (Jo 13.10-11)
Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.
(Jo 15.3)
Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (Jo 17.17)
Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo
amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que
a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem
de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja
gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante,
porém santa e sem defeito. (Ef 5.25-27)
A Palavra é alimento
Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão
viverá o homem, mas de toda palavra que procede da
boca de Deus. (Mt 4.4)
Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no
deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para
que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão
vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá
eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo
é a minha carne. (Jo 6.48-51)
São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito
ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o
destilar dos favos. (Sl 19.10)
Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras
me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu
nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos.
(Jr 15.16)
A Palavra é arma
Tomai também o capacete da salvação e a espada do
Espírito, que é a palavra de Deus. (Ef 6.17)
1º D- – O V(.) D/ 15
Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe
uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava
como o sol na sua força. (Ap 1.16)
Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro
e por causa da palavra do testemunho que deram e,
mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.
(Ap 12.11)
Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho
de Deus, manda que estas pedras se transformem em
pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de
pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede
da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa,
colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se
és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem;
e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares
nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está
escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda
o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os
reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te
darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe orde-
nou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor,
teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. (Mt 4.3-10)
A Palavra nos transforma
Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, pergun-
tou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho
do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João
Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos
profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu
sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo,
o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-
-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne
16 21 -/ )0 J),)
e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos
céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta
pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno
não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do
reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado
nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado
nos céus. (Mt 16.13-19)
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,
que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo
e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não
vos conformeis com este século, mas transformai-vos
pela renovação da vossa mente, para que experimenteis
qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
(Rm 12.1,2)
Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo
de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós
implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.
(Tg 1.21)
A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o
testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos
símplices. (Sl 19.7)
A Palavra é cura para o corpo
Os estultos, por causa do seu caminho de transgressão
e por causa das suas iniquidades, serão afligidos. A sua
alma aborreceu toda sorte de comida, e chegaram às
portas da morte. Então, na sua angústia, clamaram ao
SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações. Enviou-
-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes
era mortal. (Sl 107.17-20)
1º D- – O V(.) D/ 17
Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará
para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará
naquilo para que a designei. (Is 55.11)
Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus
ensinamentos inclina os ouvidos. Não os deixes apartar-
-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu
coração. Porque são vida para quem os acha e saúde,
para o seu corpo. (Pv 4.20-22)
A Palavra traz vitória sobre o pecado
Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar
contra ti. (Sl 119.11)
Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus
lábios, eu me tenho guardado dos caminhos do vio-
lento. (Sl 17.4)
A Palavra é espelho da alma
Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante
do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até
ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas,
e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do
coração. (Hb 4.12)
Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante,
assemelha-se ao homem que contempla, num espelho,
o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e
se retira, e para logo se esquece de como era a sua apa-
rência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei
perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo
ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será
bem-aventurado no que realizar. (Tg 1.23-25)
18 21 -/ )0 J),)
7. A 3- - 3. 8
Como já vimos, a vida está na Palavra. Quando ouvimos a Pa-
lavra, que é a expressão de Deus, então a Sua vida vem para dentro
de nós.
No grego existem três palavras que são traduzidas igualmente
como vida, mas cada uma delas mostra um tipo ou nível diferente
de vida.
A primeira palavra é “bios”, que é a vida biológica.
A segunda palavra é “psiquê”, que aponta para a vida da alma.
A terceira palavra é “zoe”, que é traduzida como vida eterna. Ela
é eterna não porque não tem fim, mas é eterna porque nunca teve
início, é a vida do próprio Deus. Cristo é a vida do próprio Deus.
Quando recebemos a vida, na verdade, estamos recebendo a vida
com a qual o próprio Deus vive.
A 3- 9 ) 5(:5() C(/)
Se temos vida, não precisamos nos esforçar para fazer as coisas
próprias da vida, pois elas são espontâneas e naturais. Não precisa-
mos pensar para respirar, nem aprender a ver ou ouvir. Nós fazemos
tudo isso porque estamos vivos.
Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar,
então, vós também sereis manifestados com ele, em
glória. (Cl 3.4)
Cristo é a nossa vida. Jesus não veio para nos dar vida, Ele veio
para ser a nossa vida.
Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou,
da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e
redenção. (1Co 1.30)
Deus não nos deu justiça, Ele nos deu Cristo, e Cristo é a
nossa justiça.
1º D- – O V(.) D/ 19
Deus não nos deu sabedoria, Ele nos deu Cristo, e Cristo é a
nossa sabedoria.
Deus não nos deu santificação, Ele nos deu Cristo, e Cristo é a
nossa santificação.
Cristo é o tudo de Deus. Tudo o que Deus tem está em Cristo.
A intenção de Deus não é nos dar diversas coisas; antes, Ele quer
nos dar Cristo.
Cristo precisa ser tudo em nós (Cl 3.11).
...no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão
nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém
Cristo é tudo em todos. (Cl 3.11)
A vida cristã consiste em termos Cristo como nossa vida. Na cruz
Ele nos substituiu para nos salvar, mas agora Ele deve nos substituir
no dia a dia para fazermos a vontade de Deus.
As pessoas querem receber muitas coisas de Deus, mas Deus nos
dá apenas Cristo. Cristo é tudo em todos. Ele é o tudo de Deus para
nós. A provisão completa de Deus para cada um de nós é Cristo.
4. A 2; - 33. -14
Jesus não é tudo, pois isto é uma doutrina herética chamada de
panteísmo. Todavia, todas as coisas apontam para Deus e revelam
a Sua glória.
Eu sempre faço uma dinâmica com os novos convertidos, para
ensiná-los a desfrutar de Cristo. Eu os convido a serem loucos por
um dia. Durante um dia inteiro nós procuramos ver o Senhor em
tudo. Quando saímos de casa, dizemos: “Senhor, tu és o meu sol
da justiça”. Ao tomar o caminho para o trabalho, dizemos: “Tu és o
meu caminho, Senhor”. Na hora da refeição, proclamamos: “Tu és o
pão da vida e de Ti me alimento”. Ao beber água: “Tu és a água da
vida”. Ao me deitar: “Tu és o meu descanso”. Quando vamos tomar
20 21 -/ )0 J),)
banho: “O teu sangue me lava de todo pecado”. Quando puxamos
a coberta: “Debaixo de tuas asas eu estou seguro”.
O que podemos dizer que não aponta para Ele? Ele é a ponte,
Ele é o ar, Ele é a própria terra, pois nEle estamos radicados.
Deus não pode ser definido ou explicado por meio de palavras,
mas Cristo é o Verbo que se fez gente para definir, explicar e ex-
pressar Deus.
O Senhor Jesus veio para definir, expressar e explicar Deus. Ele
é a exata expressão de Deus.
Assim, Ele é a própria Luz. Não que Ele tenha vindo para nos
dar luz, mas Ele próprio é a Luz da Vida.
É interessante que tanto a vida como a luz são coisas de difí-
cil definição natural. Um biólogo não consegue definir a vida de
forma clara, e mesmo os físicos não encontraram uma definição
unânime da luz.
-. L; 9 0-/ ) )0) - B6.2-
Podemos conhecer a Bíblia e ainda estarmos em trevas. Quan-
do Jesus nasceu, os magos viram a Sua estrela, os escribas viram
as Escrituras, porém, estes permaneceram sem conhecer a Cristo.
.. L; 9 0- ?5(- ()(
Muitos sabem que são salvos, mas não conseguem explicar como
foram salvos: Eu sei que sei, mas não sei como sei, só sei que era
cego e agora vejo.
Tem gente que não se enxerga. Todos estão vendo aquele ca-
coete, menos ele mesmo. Não adianta tentar mudar alguém, se
ele não entrou na luz. Precisamos de luz para ver o nosso coração.
Precisamos de luz para eliminar as trevas de nós mesmos. Trevas
são pontos cegos.
1º D- – O V(.) D/ 21
. A 2; )/ (-/A)(0-
A conversão de Paulo aconteceu quando ele viu a luz do Senhor
no caminho de Damasco. Se virmos a Luz da Vida, teremos a expe-
riência de Paulo. Depois que ele viu essa luz, sua vida foi transfor-
mada. É difícil levar alguém a ver o próprio orgulho, mas quando
ele recebe luz, cai por terra e o orgulho se vai.
. A 2; 0 5)( /(( -/ (3-/
A luz do Senhor tem um poder aniquilador. Ela sonda tudo e
julga tudo. Nada pode escapar de sua operação.
Outro dia ouvi dizer que o flash das máquinas fotográficas tem
poder para destruir as pinturas antigas. Eu creio que a luz tem uma
ação germicida e bactericida.
É interessante que a vida necessita da luz para existir. A vida é o
resultado natural da luz.
. A 2; )A/- )//- 3/,)
Quando vemos a luz, não podemos enxergar outra coisa. Na
verdade ficamos ofuscados. Depois de ver a luz, Paulo ficou cego
por três dias. Depois de provarmos algo tão doce como o Senhor,
não teremos paladar para mais nada, tudo vai ficar sem sabor.
8. G(-- - 33. 18,1B-1C
Ainda que Davi tenha dito que a graça é melhor que a vida, na
verdade a graça veio por meio de Jesus. Jesus é a Graça de Deus
que se fez gente.
Por que a graça veio por meio de Jesus? Simplesmente porque
Ele é toda a provisão de Deus para nós.
Em vez de nos dar muitas coisas, Deus nos dá o Seu Filho. Ele
não nos dá um caminho, Ele nos dá o Seu Filho. Jesus é o caminho.
Ele não nos dá a vida, mas Cristo é a nossa vida.
22 21 -/ )0 J),)
Não é uma questão de ter as obras de Deus, mas de que o próprio
Deus se dá a nós em Cristo Jesus. Ele é a exata expressão de Deus
Pai e também a completa a provisão para nós.
Se temos algo, é porque o Senhor é isso em nós.
Quando compreendemos o que é a graça:
Não temos receio de pedir coisa alguma ou de pedir demais;
Não esperamos merecer para pedir e receber;
Não temos receio de voltar para Deus, mesmo depois de
cair muitas vezes;
Entendemos que Deus nunca desiste de nós.
. V(- - 3. 18
A palavra “verdade” poderia ser melhor compreendida se tradu-
zida por “realidade”.
Tudo aquilo que não é Cristo vivendo em nós, ou não é Cristo
como a nossa verdade, é morto.
Se tudo o que fazemos é baseado em nossa memória e aprendi-
zado é porque aquilo não é realidade em nós. O que é realidade flui
com espontaneidade. Uma coisa é tentar ser paciente, outra coisa é
ser paciente espontaneamente.
Se o que nos controla é a vida do Senhor, então temos realidade,
pois Cristo mesmo é a nossa realidade. É isso o que significa tê-Lo
como nossa verdade.
A verdade não é um corpo de ensinamentos ou doutrinas. A
verdade é uma pessoa, o Senhor Jesus. Quando estamos cheios
dessa verdade, as pessoas percebem realidade em nossas ações, sen-
timentos e palavras.
Que Deus abra os nossos olhos para vermos que a realidade
espiritual se encontra em Cristo. Não precisamos nos lembrar de
várias doutrinas para procedermos de forma correta, precisamos
apenas de Cristo vivendo em nós.
2º D-
A D-- ) () )/ 9/
(1.19-51)
Nós fomos chamados para desempenhar um ministério seme-
lhante ao de João Batista.
Sua função era apontar para Jesus. Como igreja, não precisamos
ser vistos, mas devemos apontar para o Senhor Jesus. João anunciou
a primeira vinda, mas cabe a nós, como igreja, preparar o caminho
do Senhor na segunda vinda.
Por isso dizemos que a igreja é a voz que hoje clama neste deserto
do mundo, anunciando a vinda do Senhor.
1. O 0/9() J),) B-/- - 5(5-(-( )
-0) ) () ) S)( - 33. 1E-48
-. S) -5-/ 0- 3); 2-0-) ) /() - 33. 1E-74
Os fariseus esperavam que Deus enviasse um grande homem
como Elias ou algum profeta, mas João era apenas uma voz cla-
mando no deserto.
24 21 -/ )0 J),)
A religião sempre espera um grande homem que faça grandes
espetáculos, mas Deus envia alguém que é apenas uma voz. Uma
voz não é coisa alguma. Cristo precisa ser visto, e não nós.
Precisamos ser apenas uma voz, para que Cristo tenha a prima-
zia e a glória.
É bom quando as pessoas ouvem o CD de nossa pregação e não
sabem quem somos. Ouvem apenas a nossa voz e recebem unica-
mente a mensagem sem ver o mensageiro.
Devemos ser contra tudo que é da religião, pois a religião é ini-
miga de Cristo, foi ela, e não os políticos, que crucificou o Senhor.
Hoje em dia, os maiores obstáculos ao mover de Deus são os pró-
prios líderes religiosos e não o mundo ou o diabo.
.. P(5-(-) ) -0) ) S)( - 33. 78-7C
Assim como João preparou o caminho do Senhor batizando
com água – simbolizando arrependimento –, nós pregamos o arre-
pendimento para que as pessoas abram em suas vidas um caminho
para Jesus.
Preparar um caminho para o Senhor é criar um caminho para
que Cristo possa entrar na vida das pessoas. Preparamos esse cami-
nho ensinando o arrependimento.
. A5(/-) J// )0) ) C)(() D/ - 33. 7E-41
Preparamos o caminho mostrando Jesus como o Cordeiro de
Deus que tira o pecado do homem. Não mostramos o Leão da Tri-
bo de Judá, que veio para julgar, mas o Cordeiro que veio perdoar.
Nossa mensagem não é de condenação nem apresentamos a
Cristo de uma forma autoritária, mas apresentamos a Cristo como
o gentil e manso Cordeiro de Deus.
A primeira parte da obra do Senhor é resolver a separação entre
o homem e Deus por causa do pecado. Somos o povo da reconci-
liação porque apontamos para o Cordeiro.
2º D- – A D-- ) () )/ 9/ 25
. M/(-) J// )0) ) UD) .-;- )0 )
E/56() S-) - 33. 47-48
O sinal de que Jesus era o Messias foi a descida do Espírito como
pomba sobre Ele. O mesmo princípio se aplica a nós hoje, somos
reconhecidos como instrumentos de Deus apenas se a unção se
manifestar em nossas vidas.
É necessário que as pessoas vejam a “pomba” descendo sobre as
nossas vidas.
Depois que a questão da separação for resolvida pelo Cordeiro, nós
apresentamos a unção do Espírito, pois é ela que une Deus ao homem.
7. O S)( J// (-;) ) () - 33. 4-1
Podemos ver pelo menos quatro princípios do reino neste texto
de João.
Uma coisa fascinante aqui é que João declara a dois de seus dis-
cípulos que Jesus era o Cordeiro de Deus. Imediatamente aqueles
discípulos deixaram João e seguiram a Jesus. Será que João ficou
chateado com isso? Talvez ele tenha dito: “Eu estava aqui antes dele
e em vez de ganhar os seus próprios discípulos, ele toma os meus”.
-. D N-;-(9 5) /-( -2D0- )/- .)-F
Deus só usa os improváveis. Deus escolheu as coisas loucas e as
que não são para que Ele seja o único “Eu Sou”.
O mover de Deus sempre tem vindo das cidades menores, dos
homens incultos e dos que estão fora da religião.
.. O () ,) 9 )/ 5(0()/
No texto vemos alguns discípulos vindo a Jesus. A maneira como
Jesus se relaciona com eles nos mostra realidades do reino de Deus.
A primeira coisa que vemos é o princípio do segundo na Bíblia.
André veio primeiro, mas Jesus liberou uma palavra para Pedro;
26 21 -/ )0 J),)
Felipe veio primeiro, mas Jesus falou com Natanael. Na Palavra de
Deus nada é por acaso, e esses fatos não estão ali acidentalmente.
Deus sempre rejeita o primeiro e escolhe o segundo. Isso pode
ser visto em toda a Palavra de Deus:
Caim era o primeiro, mas foi rejeitado e Abel foi aceito;
Ismael foi rejeitado e Isaque aceito;
Esaú foi rejeitado e Jacó escolhido;
Moisés morreu no deserto e Josué entrou na promessa;
Saul foi deixado de lado e Davi foi levantado.
Precisamos compreender que os últimos serão os primeiros. Deus
rejeita aquilo que se coloca como primeiro.
Isso é assim porque o primeiro sempre representa a velha cria-
ção, aponta para o primeiro Adão. O segundo aponta para a nova
criação, ou segundo Adão, que é Cristo.
. P-(5-0)/ ) () 52- (-/A)(0-,) - 33. 81,87
Quando Jesus encontrou com Pedro, disse que ele seria chamado
de Cefas, ou Pedro.
Essa situação de mudança de nome é descrita em Mateus 16.13-
20 e aponta para a transformação de nossas vidas, nos tornando úteis
para a edificação da Igreja. Somos pedras vivas no edifício vivo de
Deus, que é a Igreja.
. O () D/ /) ) 9 -.() - 3. 1
A palavra que Jesus liberou a Natanael mostra a realidade do
reino e se refere à visão da escada de Jacó, em Gênesis 28.12,16-19:
E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo
atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por
ela. Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade,
o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia. E, te-
mendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de
2º D- – A D-- ) () )/ 9/ 27
Deus, a porta dos céus. Tendo-se levantado Jacó, cedo,
de madrugada, tomou a pedra que havia posto por tra-
vesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou
azeite. E ao lugar, cidade que outrora se chamava Luz,
deu o nome de Betel.
Na visão de Jacó, alguns elementos se destacam:
Havia uma escada ligando a terra ao céu. Jesus claramente
diz que Ele é esta escada (v. 51).
Jacó chamou ao lugar de sua visão “Betel”, que quer dizer
“Casa de Deus”. Isso mostra que a Igreja, sendo o reino de
Deus, é também uma escada que liga a terra ao céu.
Depois disso Jacó tomou uma pedra, colocou azeite sobre
ela e fez dela uma coluna. Isso aponta para a edificação da
Igreja. Devemos ser feitos pedras vivas cobertas pelo azeite
do Espírito Santo para edificarmos a Igreja.
Onde houver pedras vivas cobertas de azeite, a janela do céu
estará aberta e haverá a edificação de Betel, a Casa de Deus.
. S) F2) D/ F2) ) H)00 5-(- (-;(
) () - 33. 8E-1
É interessante que Natanael confessou que Jesus era o Filho de
Deus, mas Jesus se referiu a si mesmo como o Filho do Homem.
Essa distinção é muito importante. Somente quando cremos em
Jesus como Filho de Deus é que recebemos vida. Todavia, é com-
preendendo Jesus como Filho do Homem que podemos desfrutar
das heranças do reino.
Jesus se fez homem para que eu pudesse ser filho de Deus e,
consequentemente, usufruir de todos os privilégios de um filho do
rei. Foi como homem que Ele executou a redenção, mas é como
Deus que Ele nos concede a sua vida.
28 21 -/ )0 J),)
Para com o homem, Jesus é o Filho de Deus para dar vida, mas,
para com o diabo, Ele é o Filho do Homem para exercer autoridade
na terra. Isso porque Deus deu a terra aos filhos dos homens (Sl
115.16), então Jesus tinha que se tornar homem para ter o direito
legal de tomar a terra das mãos dos diabo.
3º D-
A (-/A)(0-,) - GD-
0 3) - 5(A-,)
) 052)
(Cap. 2)
A (-/A)(0-,) - GD- 0 3) – 33. 1-17
Embora Jesus tenha feito muitos sinais e milagres, João selecio-
nou doze deles para ilustrar a questão da vida. Todos os milagres
de Jesus, no Evangelho de João, são um sinal, uma parábola vivida
e encenada na prática.
O primeiro milagre de Jesus parece-nos inusitado e surpreen-
dente. Jesus e Seus discípulos foram convidados para uma festa de
casamento e parece que Sua mãe e outros familiares foram junto.
Uma festa de casamento era um acontecimento grandioso nas
aldeias da Judeia. O noivo e seus convidados faziam uma procis-
são solene pelas ruas para encontrar a noiva e seus convidados
30 21 -/ )0 J),)
com tochas. Depois, todos corriam para a casa do noivo, onde,
durante uma semana, celebravam uma festa com muita comida,
vinho e danças.
Fico pensando se os discípulos que vieram do grupo de João
Batista não se sentiram com-pletamente deslocados, pois João
vivia no deserto, comendo mel de abelha e gafanhotos, e jamais
tomava vinho.
Será que os discípulos dançavam com as moças e se deliciavam
com a comida e o vinho servido?
Será que teríamos a disposição de transformar água em vinho
apenas para que alguém não passasse vergonha em sua festa? Fico
pensando se nós mesmos iríamos a lugares assim.
Jesus nos mostra como os eventos simples da existência humana
podem ser santificados com a Sua presença, e que Ele se interessa
que desfrutemos de vida em todos os aspectos de nossa existência.
Todos os sinais dados por João possuem um único princípio: a
transformação da morte em vida.
1. A A/- -/-0)
O casamento é muito significativo e essencial à vida. Ele simbo-
liza o deleite, o prazer da vida humana. Nada na terra é uma ocasião
mais alegre do que um casamento. Mas, embora um casamento
seja uma ocasião muito alegre, sua alegria é temporária. Assim é o
casamento humano, o prazer humano.
a. Em Caná
“Caná”, em hebraico, significa “uma terra de juncos”. Na Bíblia
junco quer dizer uma coisa frágil. (Mt 12.20; Is 42.3).
Quando somos frágeis, reconhecemos nossa necessidade de Deus
e recorremos a Ele.
3º D- – A (-/A)(0-,) - GD- 0 3) - 5(A-,) ) 052) 31
b. Na Galileia
Galileia era um lugar desprezado pelas pessoas (Jo 7.52;1.46).
Jesus deseja ser convidado para a “festa” da existência das pessoas
desprezadas e rejeitadas.
c. O vinho acabou
O vinho, que dava sabor à festa do casamento, acabou (2.3).
Quando o vinho acaba, o prazer da festa de casamento termina.
Não importa quanto prazer você esteja desfrutando com sua esposa,
seu marido, seus pais, seus filhos ou seu emprego. Um dia o vinho
vai acabar e restará apenas a água sem cheiro, sem cor e sem sabor.
O Senhor Jesus é aquele que pode transformar essa água sem
sabor em algo saboroso, perfumado e cheio de cor, o vinho novo.
Todo homem possui um pouco de prazer na vida. O problema
é que tudo o que vem da vida natural um dia acaba. O vinho novo,
porém, é aquele que vem da vida de Deus e, portanto, não tem fim.
d. Seis talhas de pedra
Antes de realizar o milagre, o Senhor disse às pessoas que enches-
sem as talhas com água (2.6,7). Esses recipientes de água, feitos de
pedra, eram em número de seis.
O número seis representa o homem criado, porque ele foi criado
no sexto dia (Gn 1.27,31). Do ponto de vista natural, nada somos
senão “talhas”, vasos para conter alguma coisa. Éramos as talhas em
Caná, fracas e frágeis.
Antes de sermos salvos, éramos as talhas saturadas de água morta.
Mas Jesus veio e transformou a nossa água morta em vida.
e. As talhas eram usadas para purificação ritual
As talhas eram usadas para as purificações rituais dos judeus
(2.6). Isso também aponta para o fato de que a religião não pode
transformar a morte em vida. Jesus precisa ser convidado para a festa.
32 21 -/ )0 J),)
Cada talha podia conter até cem litros de água, indicando que
Jesus não apenas pode transformar a morte em vida como nos dá
vida em abundância. Foram seiscentos litros de vinho novo!
7. T(-/A)(0-) - 0)( 0 3-
a. A água simbolizando a morte
A água, nas Escrituras, tem dois significados simbólicos. Em
alguns casos, é tida como vida (Jo 4.14, 7.38); em outros, como
morte (Gn1.6; Êx 14.21; Mt 3.16).
As águas em Gênesis 1 e a água de batismo tipificam a morte.
Neste caso aqui, a água também tipifica morte. Todos os vasos de
pedra estavam cheios de água, indicando que toda a humanidade é
cheia de morte. Mas o Senhor Jesus transformou essa água morta
em vinho (2.8,9).
b. O vinho simbolizando a vida
A água tipifica a morte e o vinho tipifica a vida.
Jesus transforma a nossa morte em vida.
Quando o Senhor transforma a nossa água em vinho, esse vinho
em nossa festa de casamento nunca termina. A vida de Deus em
nós durará eternamente. Teremos uma festa eterna de casamento.
Do mesmo modo que o mestre-sala descobriu que o novo vinho
era melhor do que o velho, assim também descobrimos que a vida
que recebemos através do novo nascimento é muito melhor do que
a nossa vida natural.
A vida humana, criada, é limitada; a vida divina é superior e sem
limites. Essa vida é a do próprio Deus. Sendo assim, nosso prazer
durará eternamente. Uma nova festa de casamento começou quando
fomos salvos, e nunca terminará.
3º D- – A (-/A)(0-,) - GD- 0 3) - 5(A-,) ) 052) 33
A despeito do tipo de situação de morte em que possamos estar,
se entregarmos nosso caso ao Senhor Jesus, Ele transformará essa
morte em vida.
Até mesmo os maridos e esposas cristãos, por exemplo, podem
chegar a um ponto de sua vida conjugal em que a vida acaba em
seus casamentos. Parece que são incapazes de prosseguir na sua vida
conjugal. Todavia, se eles se abrirem ao Senhor Jesus, Ele transfor-
mará essa morte em vida.
Em muitos casamentos, o Senhor transformou água morta em
vinho da vida. Deixe-O entrar na sua vida também!
A 5(A-,) ) 052) – 33. 14-7
Este texto da Palavra de Deus nos mostra a purificação do tem-
plo. Naqueles dias, Deus habitava num templo lá em Jerusalém,
todavia, nesta dispensação Deus não habita em templos feitos por
mãos humanas. Precisamos, portanto, compreender este texto de
maneira alegórica.
A Bíblia diz que nós somos o templo de Deus hoje e que nós
devemos ser purificados das coisas deste mundo.
1. O 052) D/ /)0)/ :/
Este trecho da Palavra mostra que a casa de Deus necessita de
purificação porque Satanás, o inimigo de Deus, está sempre ten-
tando contaminar o templo, que somos nós. Ele tenta sujá-lo com
muitas coisas pecaminosas (I Co 3:16).
Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito
de Deus habita em vós? (1Co 3.16)
7. O 052) 3 /( 5(A-) – 33. 14-1H
Existem duas coisas que o Senhor usa para nos purificar: o sangue
e a disciplina. O sangue de Jesus nos purifica do pecado, mas a disci-
plina de Deus remove aquilo que nos impede de crescer diante dEle.
34 21 -/ )0 J),)
O Senhor usou um chicote de cordas feito de junco para puri-
ficar o templo. Isso nos mostra que Ele usa da disciplina, além do
Seu próprio sangue, para nos purificar.
Nós, como a casa de Deus, deveríamos estar cheios dEle, todavia,
estamos cheios de negócios, dinheiro e mesas de cambistas. Ele fre-
quentemente usará as coisas comuns e habituais para purificar-nos.
Às vezes usa alguma pessoa comum para tratar conosco. Frequen-
temente usará a esposa ou o marido, os pais ou filhos, o patrão ou
os empregados.
Algumas vezes, Jesus interfere em nossas vidas deixando as coisas
de cabeça para baixo. Ele expulsa os bois, ovelhas e pombas, derruba
as mesas, causando confusão em toda a situação.
a. A Bíblia diz que o Senhor nos disciplina porque nos ama
Quando o homem ama, ele é complacente, mas quando Deus
ama, Ele disciplina. Quando o homem ama, ele é negligente, mas
quando Deus ama, Ele é sério e zeloso.
Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo
filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais
(Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o
pai não corrige? (Hb 12.6,7)
b. A disciplina de Deus é para purificação
O templo às vezes fica sujo, portanto, necessita ser limpo.
Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o
corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza
mais fruto ainda. (Jo 15.2)
Quando Deus nos disciplina, Ele retira os galhos supérfluos que
nos impedem de produzir frutos.
3º D- – A (-/A)(0-,) - GD- 0 3) - 5(A-,) ) 052) 35
c. A disciplina é para santificação
O versículo 17 diz: “Lembraram-se os Seus discípulos de que
está escrito: O zelo da Tua casa Me consumirá”.
O zelo pela casa de Deus, que somos nós, consome o Senhor
Jesus, por isso Ele zela por nós em santidade.
Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo
melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para
aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua
santidade. (Hb 12.10)
O zelo de Jesus pelo templo é pela sua santidade. Talvez a venda
de animais e o câmbio não fossem pecaminosos, mas ofendiam a
santidade e o zelo de Deus.
Aquilo que é de Deus precisa ser separado para Ele e ser com-
pletamente dEle, isso é santidade, é ter o coração inteiro em Deus
e separado das coisas do mundo.
4. O 052) D/ 9 - D(I- - 33. 1C-77
O corpo que o inimigo destruiu na cruz era meramente o corpo
de Jesus, mas o que foi levantado pelo Senhor em ressurreição foi
não somente Seu próprio corpo, mas também todos os que estão
unidos a Ele pela fé (1Pe 1.3; Ef 2.6).
E, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez as-
sentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus... (Ef 2.6)
“Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o
reconstruirei” (2.19). Os três dias apontam apara a ressurreição.
Isso indica que o inimigo pode atacar a igreja, que é a casa de Deus,
porém o Senhor a restaurará pela ressurreição.
Depois de o inimigo causar estragos, o Senhor virá e colocará
a Sua vida dentro dela e re-construirá um edifício numa escala
muito maior.
36 21 -/ )0 J),)
Quanto mais o inimigo tenta destruir, mais proporciona ao
Senhor a oportunidade de realizar algo maior. Tudo que Jesus faz
está sempre relacionado à ressurreição. O Senhor edificar o templo
“em três dias” significa que Ele o edifica pela ressurreição, ou seja,
na igreja não pode existir morte alguma.
Isso nos mostra que a transformação da água em vinho aponta
para o princípio segundo o qual a igreja é edificada: a transforma-
ção da morte em vida. É pela unção e pela vida do Espírito que a
igreja é edificada.
8. N0 ))/ /,) /) A-)/ ) C)(5) - 33. 74-7
Uma vez que compreendemos que a igreja é edificada pelo prin-
cípio da ressurreição e da disciplina que purifica, veremos agora
quem são aqueles aptos para participar desta edificação.
Nos versos 23 a 25 há uma advertência muito séria. Havia certos
tipos de pessoas às quais Jesus não se confiava.
Confiar no Senhor nos garante a salvação, mas ter a confian-
ça do Senhor nos dá uma posição no reino. Conhecer o Senhor
é uma questão de ser salvo, mas ser conhecido por Ele é uma
questão do reino.
Tais pessoas até criam no Senhor, mas o Senhor não cria nelas.
Uma coisa é nós confiarmos no Senhor, outra coisa é Ele confiar em
nós. Somente aqueles a quem o Senhor se confia podem participar
da obra de Deus na igreja.
Nos versos 23 e 24 o Senhor disse que muitos creram nEle, mas
Ele não se confiava a eles. Apesar de terem crido no Senhor, não
estavam aptos para a intimidade com Ele.
Três tipos de pessoas seguiram a Jesus durante o Seu ministério:
a multidão, os seguidores ocasionais e os discípulos.
3º D- – A (-/A)(0-,) - GD- 0 3) - 5(A-,) ) 052) 37
a. A multidão
O primeiro nível de relacionamento que Jesus travou foi o
relacionamento com a multidão. No capítulo 6 do Evangelho de
João, lemos no verso 2:
“Seguia-o numerosa multidão porque tinham visto os
sinais que Ele fazia na cura dos enfermos”.
O ministério de Jesus foi um ministério de multidões, mas Ele
nunca as priorizou. Por quê? Porque o nível de resposta e de com-
promisso da multidão é pequeno, inseguro, desconhecido, e o nível
de impacto e transformação da Palavra sobre ela é mínimo.
A multidão O seguia por causa dos sinais e das curas que Ele
fazia. A multidão quer apenas as suas bênçãos.
A multidão define o lugar de pessoas que não têm compromisso,
que não estão dispostas a pagar os custos do discipulado, de ter um
compromisso de andar na luz, submeter-se, de entrar no padrão
de Deus.
O compromisso da multidão está condicionado às necessidades.
São crentes convertidos, salvos, batizados, mas que não têm nenhu-
ma aliança com a igreja local, nem têm compromisso com o Corpo.
Buscam sempre seus próprios caminhos e suas diretrizes particulares.
São pessoas que não se deixam tratar nos seus problemas, nos seus
pecados, nas suas deficiências.
Tais pessoas praticam aquilo que chamo de prostituição espi-
ritual. Aconselham-se com muitos pastores, vão a muitas igrejas e
dão oferta onde lhes parece melhor. É como um marido que possui
muitas mulheres e dá dinheiro a muitas.
São pessoas que não têm nenhum compromisso com a liderança
da igreja. Não têm nem sequer compromisso de assiduidade e de
participação naquilo que acontece na igreja. Como consequência
disso, são eternas crianças materialistas, problemáticas.
38 21 -/ )0 J),)
Em Mateus 16.13, Jesus perguntou aos Seus discípulos quem o
povo dizia que Ele era. Uns diziam João Batista, outros, Elias, Jere-
mias ou algum dos profetas. Esta é a multidão. Vê Jesus de longe,
por isso O vê de forma mística.
O que leva alguém a ser multidão?
Decepção com estruturas e líderes – Relações frustrantes,
escândalos, feridas profundas e decepção com as estruturas
da igreja produzem crentes descrentes de tudo e de todos;
Medo de serem conhecidas – O temor da rejeição ou de
serem exploradas ou manipuladas leva as pessoas a fugir de
um compromisso de discipulado;
Ignorância do melhor de Deus – Alguns acham que o estilo
de vida de multidão é o modelo certo de vida com Deus;
Falta de compromisso mesmo – Sabem o que Deus quer,
convivem com pessoas de visão, no entanto, optam por uma
vida descomprometida.
b. O seguidor ocasional
O segundo nível de relacionamento de Jesus foi com aquelas
pessoas que O procuravam para ser aconselhadas. Não buscavam
apenas bênçãos, queriam também conhecimento espiritual.
Nicodemos, que não era da multidão, tinha um relacionamento
mais íntimo com Jesus, mas não se obrigava a obedecer a Palavra
que Ele lhe dava.
O mais claro relacionamento neste nível é o de Jesus com o jovem
rico. Ele era um homem que não pertencia à multidão, simpatizava
com Jesus, era um crente fiel, cumpridor da lei, mas foi confrontado
e voltou atrás. Quando Jesus mostrou-lhe a cruz, ele retrocedeu.
Há uma classe de pessoas na igreja, que ouve a Palavra, ouve a
direção, ouve os conselhos, mas não tem compromisso de obedi-
ência. Só ouvem. São pessoas que procuram os pastores e líderes,
são assíduas na igreja, participam das programações, etc., mas não
entram dando tudo de si na visão.
3º D- – A (-/A)(0-,) - GD- 0 3) - 5(A-,) ) 052) 39
Os seguidores ocasionais têm algumas ou todas estas características:
Eternas crianças. Alimentam-se da Palavra, mas de modo
insuficiente. Assim, são sempre anêmicos na fé;
Inconstantes. Chegam, marcam presença, dão boas su-
gestões, mostram-se intensos e depois desaparecem até a
próxima temporada de fogo;
Místicos. Se autoconduzem com base num fervilhar de
revelações, sonhos, profecias e visões. São cheios de mero
conhecimento mental;
Deixam-se tratar apenas superficialmente. Podem até estar
convencidos de que são muito espirituais, mas têm um
relacionamento distante, tanto com Deus quanto com a
liderança e demais irmãos.
O relacionamento dessas pessoas é mais próximo do que o das
pessoas que fazem parte da multidão. Frequentemente até criticam
a multidão por sua falta de compromisso, mas não avançam para
ser discípulos fiéis.
c. O discípulo
Jesus não se confiava à multidão nem aos seguidores ocasionais,
mas Ele chamou doze discípulos para estarem junto de Si. Ele an-
dou com eles, falou-lhes ao coração, ensinou a Palavra, liberou Sua
unção e os enviou.
Jesus pegou homens comuns, analfabetos, com formação re-
ligiosa nenhuma, e passou a esses homens todo o Seu ministério,
toda a unção, toda a autoridade e toda a prática de vida que Ele
manifestava. Jesus passou o seu “manto”.
Ele não deixou por herança o ministério para a multidão. Os
seguidores ocasionais não expressaram o que Ele expressou, somente
os discípulos fizeram isso.
A formação do ministério profético era realizada através de um
vínculo de discipulado no qual o discípulo do profeta servia e tinha
40 21 -/ )0 J),)
uma vida em comum com o profeta com quem estava ligado. A
Palavra diz que Eliseu deitava água nas mãos de Elias (2Rs 3.11).
Eliseu havia se disposto a se submeter, a seguir e a servir Elias.
Abdicou de viver indepen-dentemente para ter vínculos com ele.
Quando Elias foi arrebatado, o seu “manto”, que representava toda
a sua unção e o seu ministério profético, foi passado apenas para
Eliseu, que era o seu único discípulo.
Discipulado nos fala de pegarmos alguém no nível do vale e o
levarmos para o nível do monte. Fala-nos de ensinar e praticar juntos
as disciplinas espirituais, corrigindo os princípios de vida errados.
Só o discipulado equilibrado pode gerar líderes aprovados. Não
são programas que vão instruir discípulos.
Num vínculo de discipulado não existe um programa, um cur-
rículo previamente estabelecido a ser cumprido, mas duas pessoas
profundamente abertas e dispostas a relacionar-se e a aguardar a
direção do Espírito de Deus no dia a dia.
Deus certamente criará circunstâncias de correção de disciplina,
que pelo mover do Espírito vão gerar um crescer de fé em fé e de
glória em glória!
4º D-
N)0)/ ) )3)
-/0)
(3.1-21)
A partir do capítulo 3, João nos mostra nove casos ou sinais para
simbolizar princípios espirituais importantes. Esses nove casos são
os diferentes aspectos da plena salvação do Senhor Jesus:
A regeneração – cap. 3
A satisfação com a água viva – cap. 4
A cura de Deus – cap. 4
O poder curador da vida – cap. 5
O suprimento com o pão da vida – cap. 6
O saciar com a água da vida – cap. 7
A libertação do pecado – cap. 8
A luz para a nossa cegueira – cap. 9
A ressurreição e a vida – cap. 10
Todos esses itens são aspectos da plena provisão que temos de
Deus quando somos salvos, mas o primeiro é a regeneração, ou novo
nascimento. O novo nascimento é o primeiro porque é ele que nos
42 21 -/ )0 J),)
qualifica a receber todos os outros. É por isso que foi o primeiro
caso relatado por João.
1. A //- ) )3) -/0) - 33. 1-4
-. Q0 (- N)0)/
Uma pessoa da classe mais alta – A Palavra de Deus diz que
ele era um dos principais dos judeus;
Era um mestre do Velho Testamento – Jesus mesmo disse
que ele era um mestre em Israel, portanto conhecedor do
Velho Testamento (3.10);
Um líder entre os judeus – Ele possuía uma posição de
honra e autoridade (3.1);
Era um homem já velho – Como tal, ele era alguém cheio
de experiência;
Era alguém com uma boa conduta moral – Sendo um fari-
seu, sua conduta moral era irrepreensível (3.1);
Nicodemos estava buscando a Deus – mesmo indo até Jesus
a noite, mostrando que estava temeroso dos fariseus, mesmo
assim, ele buscou a Jesus.
Era um homem humilde – sendo já um velho, talvez de 60
ou 70 anos, veio ouvir Jesus, que tinha em torno de 30 anos
de idade. Além disso, ele se dirigiu a Jesus como mestre (ou
rabi), mostrando sujeição (3.2).
Apesar de tudo isso, Jesus mostrou a Nicodemos que a despeito
de quão bom sejamos, ainda precisamos de regeneração.
.. O 9 ) )3) -/0)
O novo nascimento é a primeira necessidade do homem. Não
importa se ele é imoral ou bondoso, ainda assim ele precisa nascer
de novo.
O problema do homem não é se a sua vida natural é boa ou
má, o problema é se ele possui ou não a vida de Deus dentro de si.
4º D- – N)0)/ ) )3) -/0) 43
O novo nascimento é isto: receber uma nova vida que não tínha-
mos, a vida do próprio Deus. É isso que nos transforma em filhos
de Deus. Deus não quer um monte de pecadores perdoados, Ele
quer mais, Ele deseja ter filhos com a Sua natureza.
O novo nascimento não é uma mera mudança de conduta ou
comportamento exterior. É o recebimento de uma nova vida. É
uma questão de vida e não de conduta.
Todos nós recebemos a vida humana de nossos pais, mas agora
precisamos receber a vida de Deus. O novo nascimento é esta nova
vida adicionada a nossa vida humana. Nascer de novo é receber a
vida de Deus (1.13). Por ela recebemos a própria natureza de Deus
(2Pe 1.4).
. O A-2/) )) - (2D,)
Os religiosos pensam que o homem é salvo se comportar-se bem.
Para tanto, ele precisa ter bons ensinamentos e até boas regras de
conduta para aperfeiçoar-se. Mas o método de Deus não é educação
ou reforma, mas novo nascimento, mudança de natureza.
Suponha que eu tenha um cachorrinho em minha casa. Eu amo
tanto esse cachorrinho que desejo fazer dele meu filho. Então eu o
educo para comportar-se bem, e o ensino a andar sobre duas patas,
comer na mesa com garfo e faca, visto nele roupas como gente e,
depois de muito treino, até consigo ensiná-lo a falar. Qual o único
problema desse meu projeto? É que o cachorrinho continua sendo
um cachorro. Sua natureza é de cachorro. Faz tudo que gente faz,
mas é um cachorro.
O conceito da religião é melhora e aprimoramento, mas o con-
ceito de Deus é mudança de natureza. Ele remove a nossa natureza
canina e nos injeta a Sua própria natureza e vida.
Não importa quão bom o homem seja, ele precisa nascer de
novo, caso contrário, ele não pode entrar no reino dos céus. No
44 21 -/ )0 J),)
céu somente vão entrar os filhos, portanto, a questão é quem é seu
pai, e não quão bonzinho você é.
7. A A)(0- ) )3) -/0) – 33. 8-H
-. N,) /) -2D) -(-2
Depois de ouvir Jesus, Nicodemos pensou que precisava voltar
ao ventre da sua mãe para nascer de novo, mas Jesus lhe disse que
aquilo que é nascido da carne é carne. Mesmo que ele voltasse para
a barriga de sua mãe, ele voltaria a nascer carne. Ele precisava de
um outro tipo de nascimento.
O nascimento natural nos fez carne, alma vivente, mas o novo
nascimento nos faz espírito, ou seja, espírito vivificante (1Co 15.45).
Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi
feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito
vivificante.
.. U0 -/0) - GD- ) /56()
O que é nascer da água? Quando Jesus deu a resposta a Nicode-
mos, Ele o fez de maneira que Nicodemos pudesse entender. Se água
aqui tivesse um sentido profundo ou misterioso, Nicodemos não
poderia entender. Sabemos que João estava pregando o arrependi-
mento pelo batismo nas águas, por isso a referência à água foi clara
para Nicodemos. A água aponta para o batismo e o arrependimento.
Romanos 6.3,4 nos diz que ser batizado é ser morto. O batis-
tério é uma grande sepultura para o nosso velho homem. Ele é a
fronteira entre dois reinos.
Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos
batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua
morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo
batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre
os mortos pela glória do Pai, assim também andemos
nós em novidade de vida.
4º D- – N)0)/ ) )3) -/0) 45
Vamos chamar o reino das trevas de Trevolândia e o reino da
luz de Luzilândia. Sendo eu alguém nascido na Trevolândia, estou
debaixo da sujeição do rei de lá, o senhor Trevoso, o diabo. Mas
Deus deseja nos transportar para o outro reino, o da Luzilândia.
Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou
para o reino do Filho do seu amor... (Cl 1.13)
Deus não vai fazer isso apenas nos naturalizando. Por um meio
miraculoso, Ele nos mata na Trevolândia e nos ressuscita em Lu-
zilândia. Isso nos faz cidadãos do seu reino por nascimento. Isso é
nascer da água, ou seja, nascer pelo batismo de arrependimento.
É também correto dizer que nascer da água é nascer pela Palavra
de Deus. Jesus disse que Suas palavras são espírito e vida, e Tiago
1.18 e 1Pedro 1.23 nos mostram que a Palavra de Deus é a semente
do próprio Deus que foi colocada em nosso espírito tornando-nos
Seus filhos.
Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra
da verdade, para que fôssemos como que primícias das
suas criaturas. (Tg 1.18)
Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas
de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual
vive e é permanente. (1Pe 1.23)
E o que é nascer do espírito? Todos sabemos que o homem é um
ser triuno: espírito, alma e corpo. O novo nascimento não acontece
em nosso corpo, nem em nossa alma, mas na parte mais profunda,
o nosso espírito.
4. O 0/9() ) )3) -/0) – 33. C-14
-. C)0) ) 3)
As palavras “espírito” e “vento” são a mesma palavra no grego:
“pneuma”. A regeneração não é alguma coisa física, mas espiritual,
como o “pneuma”. É como o vento. Muito embora seja impalpável,
46 21 -/ )0 J),)
pode ser percebido. Assim, o novo nascimento não é para ser defi-
nido, mas experimentado.
.. A2D) ))(( / 0)
Jesus disse, no verso 12, que Ele estava tratando de coisas ter-
renas. O novo nascimento é algo que acontece neste mundo, em
nossas vidas físicas. Isso contradiz o conceito espírita de que o novo
nascimento acontece na reencarnação.
. A J- 0-(- (-( ) () )/ 9/
Um reino nos fala de pelo menos três coisas:
Uma esfera, um lugar onde reina um soberano;
Um grupo de pessoas que são os súditos de um rei; e
Um tipo de natureza, por exemplo, só pertence ao reino
vegetal aquilo que é vegetal, só pertence ao reino mineral
aquilo que é mineral.
O reino dos céus envolve todos esses aspectos. É um lugar para
onde iremos, também é um grupo de pessoas, ao qual agora per-
tencemos, que reconhece a Jesus como Senhor e Rei. E, por fim, é
também uma mudança de natureza, pois assim como somente ve-
getais pertencem ao reino vegetal, somente filhos de Deus nascidos
no espírito pertencem ao reino dos céus, que é espiritual.
O novo nascimento é uma mudança de natureza. Natureza é
aquilo que fazemos esponta-neamente sem ninguém nos ensinar.
Não precisamos ensinar o cachorro a latir porque ele tem a natureza
de cachorro que o leva a latir.
Pelo mesmo princípio, não precisamos ensinar um pecador a
pecar, ele faz isso espontaneamente porque faz parte de sua natureza.
Ninguém precisa ensinar um bebê a pecar. Penso que quando rece-
bemos a nova natureza de Deus por ocasião do novo nascimento,
não há necessidade de alguém nos ensinar a fazer o bem, isso será
natural para nós.
4º D- – N)0)/ ) )3) -/0) 47
8. A 3(-(- ),) ) )00 – 33.18,1
-. E3-) 52- /(5
Para que Nicodemos entendesse, o Senhor usou de uma ilus-
tração que se encontra no Velho Testamento: a serpente de bronze:
Então, o SENHOR mandou entre o povo serpentes
abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos
do povo de Israel. Veio o povo a Moisés e disse: Have-
mos pecado, porque temos falado contra o SENHOR e
contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós as serpentes.
Então, Moisés orou pelo povo. Disse o SENHOR a
Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre
uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá.
Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma
haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se
olhava para a de bronze, sarava. (Nm 21.6-9)
A primeira coisa que Jesus disse foi que Nicodemos e todos os
homens foram envenenados pela serpente como aqueles homens
no deserto e todos estão a ponto de morrer.
Tendo sido envenenados com o veneno da serpente, todos rece-
bemos a natureza pecaminosa e maligna da serpente.
.. C(/) / A-;) 5-) 5)( :/
João Batista disse que Jesus era o Cordeiro de Deus que tira o
pecado. Mas, aqui em 3.14, Jesus disse que é a serpente de bron-
ze que destrói o poder do diabo e do seu veneno. O Cordeiro de
Deus resolve o problema do pecado, mas a serpente de bronze
destrói Satanás.
Ao morrer na cruz, Jesus estava na forma de uma serpente.
Como aconteceu isso? Ele assumiu a forma da serpente, mas sem
a natureza do pecado. Era uma semelhança de carne pecaminosa,
mas sem participação alguma com o pecado.
48 21 -/ )0 J),)
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por
nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
(2Co 5.21)
...Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança
de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com
efeito, condenou Deus, na carne, o pecado. (Rm 8.3)
Vamos tomar como exemplo uma capa. Nós carregávamos a
capa do pecado e Jesus carregava a capa da justiça. Por ocasião da
última ceia, Jesus, ao fazer a nova aliança, fez uma troca. Ele pegou
a nossa capa de pecado e nos deu a Sua capa de justiça. Vestido
com a nossa capa de pecado, Ele foi levantado na cruz e levou para
a morte todos os nossos pecados.
Na cruz Ele se parecia com uma serpente, mas não era de fato
uma serpente, estava na se-melhança do pecado, mas os pecados
eram os nossos, pois Ele mesmo jamais cometeu pecado.
. A (; /) 0- “/--(-”
Ratoeira pega rato, mas sataneira pega Satanás. Ao tentar matar
Jesus na cruz, o diabo não sabia que estava destruindo a si mesmo,
o seu próprio poder. Pois aquele veneno que havia sido injetado
dentro do homem foi tomado por Jesus e levado para a cruz.
Pela Sua morte, Cristo destruiu Satanás. Na cruz Ele não era
apenas o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, era tam-
bém uma serpente de bronze (era apenas uma cópia) que destruiu
a verdadeira serpente, Satanás.
...para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o
poder da morte, a saber, o diabo... (Hb 2.14)
A causa última pela qual o homem precisa nascer de novo é
porque ele se tornou serpente aos olhos de Deus. Essa natureza de
serpente precisa ser removida e colocada a nova natureza de Deus,
o “Zoe”, ou a vida eterna.
4º D- – N)0)/ ) )3) -/0) 49
. A5-/ )2-) 5-(- - (;
O povo de Israel foi curado do veneno da serpente no deserto
apenas olhando para a serpente de bronze. Isso nos mostra também
o princípio pelo qual somos salvos: não é uma questão de boas obras
e de fazer algum esforço, basta apenas olhar para Jesus que o veneno
da serpente é removido e nascemos de novo.
. O )00 IG /G I2D-)
Não importa se você é bom ou mau, você já está debaixo da
condenação de Deus (3.36). Muito embora Nicodemos fosse um
homem cheio de virtudes e qualidades, como já mencionamos, ele
precisava nascer de novo e ser liberto da natureza de serpente.
A. C)0) ) )00 5) (.( - /-23-,)
...para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha
a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao
mundo [...] para que o mundo fosse salvo por ele. Quem
nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado,
porquanto não crê no nome do unigênito Filho de
Deus. (3.16-18)
Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna... (3.36)
5º D-
O 0/9() J),) B-/-
(3.22-36)
Mesmo aqueles que andam em maior intimidade com Deus
podem se desviar do propósito original de Deus e receber disciplina.
Deus havia mandado que os apóstolos fossem até os confins da
terra para levar o evangelho, como vemos em Atos 1.8, mas como
eles insistiam em permanecer em Jerusalém, o Senhor permitiu a
perseguição e alguns até foram mortos.
Algo parecido também aconteceu com João Batista. Ele foi
enviado para preparar a chegada de Cristo e, uma vez que Cristo
iniciasse o Seu ministério, ele deveria sair de cena, mas João não fez
assim e, por isso, Deus permitiu que ele fosse decapitado.
1. Q0 (- J),) B-/-
João Batista era realmente um homem de Deus. Foi separado
por Deus para uma obra especial e Jesus disse que ele foi o maior
de todos os que viveram sob a velha aliança.
52 21 -/ )0 J),)
Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher,
ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o
menor no reino dos céus é maior do que ele. (Mt 11.11)
-. E(- ) ) E/56() / ) 3(
Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho
nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do
ventre materno. (Lc 1.15)
Podemos dizer que João conhecia a Jesus desde o ventre de sua
mãe. Certa vez, quando sua mãe, Isabel, encontrou Maria, João
batista estremeceu no ventre (Lc 1.41).
.. P(- 2-D0 /-()/
Nos dias de Herodes, rei da Judeia, houve um sacerdote
chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era
das filhas de Arão e se chamava Isabel. [...] Disse-lhe,
porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração
foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho,
a quem darás o nome de João. (Lc 1.5,13)
Sendo sacerdote, João Batista poderia usar vestes finíssimas e co-
mer das ofertas, mas preferiu viver no deserto, vestir peles de camelo
e comer gafanhotos e mel silvestre (Mt 3.4). Isso mostra a sua forte
disposição de fazer a vontade de Deus e rejeitar as coisas do mundo.
Usava João vestes de pelos de camelo e um cinto de
couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel sil-
vestre. (Mt 3.4)
. E(- 0 -;(
Veja o que era um nazireu, em Números 6.1-8.
Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho
nem bebida forte... (Lc 1.15)
Todo nazireu era consagrado desde o ventre ao Senhor.
5º D- – O 0/9() J),) B-/- 53
. T- 0- 5)/,) )3(( ) 5)3) I/(-2
E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu
Deus. (Lc 1.16)
João era fiel na proclamação da sua mensagem de arrependimen-
to e batismo nas águas. Era um homem de Deus consciente do seu
chamado e da sua mensagem (Jo 1.19-23).
. E(- 02
Ele se dizia indigno de desatar as correias das sandálias do Senhor
Jesus. Ele se dizia ser apenas uma voz clamando no deserto. Uma
voz não é nada, é apenas um som, uma mensagem. Isso mostra que
ele desejava que as pessoas prestassem atenção à mensagem, e não
ao mensageiro.
E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais
poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvan-
do-me, desatar-lhe as correias das sandálias. (Mc 1.7)
A. E(- )(-I)/)
João não temia os poderosos da nação, antes denunciava o pe-
cado e a imoralidade.
Porque o mesmo Herodes, por causa de Herodias, mu-
lher de seu irmão Filipe (porquanto Herodes se casara
com ela), mandara prender a João e atá-lo no cárcere.
Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de
teu irmão. (Mc 6.17,18)
D. E(- 3(-()
Todo o povo testemunhou que as palavras de João a respeito de
Jesus eram verdadeiras.
E iam muitos ter com ele e diziam: Realmente, João não
fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito
deste era verdade. (Jo 10.41)
54 21 -/ )0 J),)
. E(- (/5-)
Até os seus inimigos viam-no como justo e bom. João era alguém
realmente irrepreensível.
Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem
justo e santo... (Mc 6.20)
7. O / 26) /5(-2 - 33. 77-4L
João era cheio do Espírito Santo e estava preparando a entrada
do reino do Senhor Jesus, por isso ele deveria terminar quando o
Senhor Jesus aparecesse.
-. J),) ,) 5-() .-;-( -) J// )0)
João fora enviado para preparar o caminho do Senhor e, para
isso, ele batizava. O problema é que quando Jesus começou a batizar
ele não parou, antes continuou. Em João 3.26 os seus discípulos
ficaram com ciúmes por Jesus também batizar, mostrando que o
seu ministério estava concorrendo com o de Jesus.
.. J),) ,) /). - )(- 5-(-(
No verso 30, João mesmo diz:
Convém que ele (Jesus) cresça e que eu (João) diminua.
(Jo 3.30)
Todavia, João continuou mantendo muitos seguidores e discí-
pulos. Se João sabia que Jesus era o Messias, por que ele mesmo não
seguiu a Jesus? Por que ele não mandava as multidões para Jesus?
Tão importante quanto saber começar é perceber a hora de en-
cerrar. Se continuamos algo que Deus já parou, corremos o risco
de seguirmos sozinhos.
5º D- – O 0/9() J),) B-/- 55
. J),) )() ()5) 0 J//
Um pouco antes de morrer, João mandou alguns de seus discí-
pulos perguntar ao Senhor Jesus se Ele era aquele a quem esperavam
ou se viria outro.
...E João, chamando dois deles, enviou-os ao Senhor
para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou
havemos de esperar outro? Quando os homens che-
garam junto dele, disseram: João Batista enviou-nos
para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou
esperaremos outro? (Lc 7.18-20)
Depois de ouvir esta pergunta de João, o Senhor Jesus disse:
Bem-aventurado é aquele que não achar em mim tro-
peço. (Lc 7.23)
Isso nos mostra que João esperava um messias conquistador e
guerreiro que pelejasse e vencesse os inimigos de Israel. Isso era na-
tural, pois João estava preso e ele provavelmente esperava que Jesus
fizesse algo para livrá-lo. Como Jesus nada fez, ele chegou a pensar
que Jesus ainda não era o messias prometido.
No começo Ele teve revelação de que Jesus era o Cristo, mas
por fim deixou-se levar pelo conceito natural que esperava um
messias político.
Foi o próprio João quem disse de Jesus:
Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Como agora chegou a duvidar se Cristo era mesmo o Messias?
Uma coisa séria é quando ficamos decepcionados com Deus.
Quando não concordamos com os caminhos de Deus. Essa é uma
situação que pode nos levar a perder a cabeça, como aconteceu com
João Batista.
No princípio João tinha um coração voltado para o Senhor, mas
depois ele olhou para o que tinha realizado e não quis avançar com
56 21 -/ )0 J),)
o Senhor. Tinha os seus seguidores, os seus próprios discípulos e
andava no seu próprio caminho.
É possível que tudo isso aconteça conosco. Podemos ser alguém
chamado e separado por Deus, mas podemos não perceber o mo-
mento de passar o cajado e encerrar nosso trabalho, seja numa igreja,
numa cidade ou mesmo em nossa vida. E podemos ainda ser alguém
que não compreende os caminhos de Deus e fica decepcionado com
Ele no meio do caminho. Devemos ser um daqueles que beijam a
mão que os disciplina.
Precisamos deixar que Jesus cresça e precisamos saber diminuir
para que Ele apareça:
Nós, cristãos, precisamos conhecer a vontade de Deus, mas
também precisamos conhecer os Seus caminhos;
Precisamos reconhecer a Sua obra e também reconhecer a
maneira como Ele opera;
Devemos aprender a adorá-Lo por aquilo que Ele é, e tam-
bém precisamos aprender, com coração adorador, a aceitar
Suas maneiras de trabalhar.
Quando aceitamos o Senhor e nos convertemos, a nossa vida
foi transformada. Nada mais nos importava e tudo o que mais
queríamos era conhecer mais do Senhor Jesus. Éramos loucos pelo
Senhor e O amávamos com o nosso melhor amor.
Entretanto, com o passar dos anos, ler a Bíblia e até mesmo
orar deixaram de ser algo doce e atraente para nós – para alguns até
mesmo se tornou um peso.
Começamos a fazer alianças com o mundo e o nosso coração
ficou embriagado com as suas coisas.
É possível que tenhamos ficados decepcionados com Deus e não
tenhamos amado os caminhos dEle. Mas hoje o Senhor convida
você para novamente ter o seu coração conquistado por Ele em amor
6º D-
A 02( /-0-(--
- 3(-(- /-/A-,)
/5(-2
(Cap. 4)
A 02( /-0-(-- – 33. 1-4L
Este é o segundo dos nove casos descritos por João. O primeiro
foi o de Nicodemos.
A diferença entre ambos mostra que o Senhor veio para todos:
Nicodemos era da classe alta, enquanto a mulher era da
classe baixa;
Nicodemos tinha um alto padrão moral, enquanto a mulher
tinha uma vida promíscua;
Ele era judeu, e ela, samaritana;
A religião de Nicodemos era correta como revelação de
Deus, mas a religião da mulher era falsa e decadente;
58 21 -/ )0 J),)
O Senhor conversou com o homem à meia-noite escondi-
do, mas conversou com a mulher ao meio–dia, ao ar livre;
A Bíblia menciona o nome de Nicodemos, enquanto o da
mulher nem sequer se menciona.
Independente de nossa posição social ou condição moral, o Se-
nhor se apresenta como resposta de Deus para nós.
A primeira necessidade do homem é o novo nascimento represen-
tado por Nicodemos, mas logo em seguida precisamos de satisfação,
e foi isso o que Jesus ofereceu à mulher e oferece a cada um de nós.
1. Q0 (- -2- 02(
Aquela mulher era uma combinação de vários fatores negativos:
a. Era rejeitada – A Palavra de Deus nos diz que ela vinha tirar
água ao meio-dia, quando o sol é mais quente (4.6,7). Naquela época
as mulheres costumavam ir buscar água em grupos de manhãzinha
ou ao entardecer;
b. Era promíscua – Talvez o motivo de ela estar só fosse porque
as outras pessoas reprovavam seu modo de vida e a acusavam. Se hoje
em dia ter tido cinco maridos é algo leviano, imagine naquela época;
c. Era samaritana – Ela mesma perguntou a Jesus como poderia
Ele, sendo judeu, conversar com ela que era samaritana (4.9). Um
judeu jamais passava em terras de samaritanos e nunca conversava
com eles;
d. Ela era mulher – Nós sabemos que, ainda hoje, em muitos
países orientais, um cavalo é mais importante que uma mulher, mas
Jesus cruzou todas as barreiras que os separavam e foi ao encontro
daquela mulher.
Aquela era uma mulher solitária. Ninguém a acompanhava, era
tida como imoral e por isso evitavam o contato com ela. Ela, por sua
vez, evitava o contato com os outros para não receber condenação.
6º D- – A 02( /-0-(-- - 3(-(- /-/A-,) /5(-2 59
Foi nesse contexto que o Salvador, sedento e suado pelo calor do
deserto, veio e lhe pediu água. Você pode ter medo de Deus, mas
não terá medo de alguém que lhe pede água.
Você não sentirá medo de alguém que entende a sua sede, a sua
solidão e rejeição, simplesmente porque Jesus também era rejeitado,
estava sedento e sozinho.
Mas, ao pedir água, Jesus queria era oferecer a água verdadeira.
O Senhor disse que ela precisava conhecer duas coisas: (1) o dom
de Deus; e (2) aquele que diz: dá-me de beber, ela lhe pediria e ele
lhe daria a água viva.
É triste que as pessoas do mundo não conheçam essas duas coisas.
Você pode estar deprimido a ponto de desmaiar por causa do peso
do pecado e da insatisfação da vida, mas se você conhecesse essas
duas coisas, tudo estaria bem.
Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e
quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias,
e ele te daria água viva. (Jo 4.9)
7. O )0 D/
Dom significa presente. Assim como Deus nos dá gratui-
tamente o ar que respiramos, a chuva e o sol, Ele nos dará a
satisfação espiritual.
Você não precisa esperar muito para ter esta satisfação espiritual.
Você não precisa esperar até que a sua situação melhore, você pode
tê-la agora mesmo.
É preciso muito esforço para escrever um livro, mas recebê-lo é
muito simples. Leva tempo o preparo de uma comida, mas se gasta
pouco tempo para comê-la. Gasta-se muito tempo para se fazer um
vestido, mas quase nada para vesti-lo.
60 21 -/ )0 J),)
Deus pode satisfazer você neste exato instante. A salvação foi
penosa para ser conseguida, mas podemos recebê-la num simples
momento, pela fé.
Nossa mente é muito comercial, mas Deus nunca trata assim
conosco. Este é o princípio do mundo e do diabo. O mundo so-
mente dará se lhe for dado, nada nunca é de graça.
A Palavra de Deus conta a história do filho pródigo. Houve um
dia em que ele pediu a sua parte na herança e foi embora. Quando já
havia perdido tudo, chegando a pensar em comer comida de porcos,
ele resolveu voltar para casa e o pai o aceitou de volta.
Uma vez que ele já tinha gasto toda a sua herança, cada prato
de comida que ele comia na casa de seu pai era fruto da graça do
pai. Assim acontece com Deus, não é uma questão do que você dá
para Ele, mas do quanto Ele dá para você.
Qual é o dom de Deus? O dom ou o presente de Deus é a sal-
vação por meio de Cristo Jesus. Não precisamos fazer boas obras,
nem penitência ou qualquer outro sacrifício, precisamos invocá-Lo.
Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor
será salvo. (Rm 10.13)
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu
o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16)
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder
de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem
no seu nome. (Jo 1.12)
Naturalmente, crer é muito mais que saber que Deus existe e ter
medo dEle. Todos os que estão no inferno, a começar do diabo, cre-
em em Jesus, mas não creem nEle como salvador, essa é a diferença.
4. O -0) - GD- - 3-
...Tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. (Jo 4.10b)
6º D- – A 02( /-0-(-- - 3(-(- /-/A-,) /5(-2 61
Que tipo de gente recebe a água da vida? Aqueles que pedem.
Basta apenas fazer o pedido: “dá-me a água viva,”; e você imedia-
tamente a receberá.
A Bíblia fala que um ladrão crucificado ao lado de Jesus orou
pedindo que Jesus se lembrasse dele quando viesse reinar. Não foi
uma oração longa e nem teve que ser repetida, mas Jesus, ainda
assim, a ouviu (Lc 23.42,43).
Não é o que eu faço, mas o que Ele fez na cruz. Não se trata do
que eu sou, mas do que Ele é.
8. O 20- - 02(
Que respondeu a mulher para Jesus?
Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar,
e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? (Jo 4.11)
A mulher gostaria de ter a água viva, mas quem poderia medir
a profundidade do poço? Estava fora do alcance de mãos humanas.
A samaritana ansiava ser salva e ter a vida eterna, mas a salvação é
algo muito difícil e distante. Assim acontece com muitos de nós.
Mas o poço não é, de forma alguma, profundo, ele é muito raso.
Romanos 10.8,9 diz que basta crer com o coração e confessar com
a boca. Se você tem uma boca e um coração, então a salvação está
acessível a você.
Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca
e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e,
em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre
os mortos, serás salvo. (Rm 10.8,9)
. A GD- / 0)
Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a
ter sede... (Jo 4.13)
62 21 -/ )0 J),)
A Bíblia diz que este mundo é como um grande mar. Embora
seja água, ele não mata a nossa sede, antes, torna-a muito maior.
A sede fala de expectativa não realizada, desejo não satisfeito, fala
de insatisfação.
O mundo nos dá muitas coisas, mas elas não matam a nossa
sede. Depois de um copo de vinho, queremos outro. Depois de
ver um filme, queremos ver outro. Depois de provar uma excelente
comida, vamos querer outra.
Tendo conseguido sustento, você desejará dinheiro, tendo con-
seguido dinheiro, você buscará a fama, tendo conseguido a fama,
você desejará uma família, depois filhos, depois netos e, quando
tiver tudo, vai desejar a imortalidade. Depois de beber cada coisa,
você volta a ter sede de novo.
“Desta água” – o que significa isso? Essa água é a água do mundo,
é tudo o que o mundo pode oferecer ao homem. Mas o mundo só
pode nos tornar mais sedentos, nunca nos satisfazer.
B. A GD- 33-
...aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nun-
ca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der
será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. (Jo 4.14)
Sabe por que aqueles que bebem da água do Senhor nunca mais
têm sede? É porque esta água torna-se um poço, uma fonte a jorrar
dentro deles. Torna-se uma fonte a jorrar para a eternidade, e não
por alguns momentos ou dias.
Todos nós tentamos encontrar satisfação de alguma forma e
aquela mulher buscava satisfação trocando de marido. Ela já tinha
tido cinco. Outros colecionam diplomas, outros ajuntam dinheiro,
mas a satisfação parece cada vez mais distante.
Certa vez um homem procurou o médico para encontrar alívio
para sua depressão e melancolia. Ele queria que o médico desse
algum remédio para curá-lo. O médico então lhe disse para sair e
6º D- – A 02( /-0-(-- - 3(-(- /-/A-,) /5(-2 63
divertir-se e aconselhou que fosse ver um grande palhaço que estava
na cidade. Tal palhaço, dizia o médico, tem uma grande habilidade
para fazer as pessoas felizes. Mas o homem disse ao médico: Esse
palhaço sou eu, faço todos rirem, mas estou morrendo de depressão.
É triste, mas é apenas isto que o mundo pode dar: um momento
de riso e descontração, uma dose de excitação e festa, mas depois
tudo passa e a insatisfação continua.
O cristão não vence o mundo porque já está cansado dele, ou
por ter experimentado tanto dos seus prazeres que ficou enjoado e
saturado, nem ainda porque já não nos emocionamos com ele. Nós
vencemos o mundo simplesmente porque já estamos satisfeitos.
H. C)0) ..( - GD- 33-
a. Pedindo
Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que
eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.
(Jo 4.15)
A primeira coisa que precisamos fazer é pedir. A mulher passa
a pedir a água para Jesus. Mas será que ela entendeu plenamente a
mensagem de Jesus? Certamente, não. Todavia, ela receberá da água
viva simplesmente porque pediu a Jesus.
b. Confessando e se arrependendo
Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; ao que
lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-
-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque
cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu
marido; isto disseste com verdade. (Jo 4.18)
Quando a mulher pediu água, o Senhor pediu o marido dela.
Não que fosse necessário o marido para ela receber, mas o Senhor
estava dando a ela oportunidade de se arrepender.
64 21 -/ )0 J),)
Quando ela disse para Jesus que o homem com o qual estava
vivendo não era seu marido, ela estava confessando o seu pecado e
reconhecendo os seus erros.
c. Adorando o Senhor de todo o coração
Nossa tendência é sempre tentar discutir religião, e aquela mulher
não foi diferente. O Senhor, porém, de maneira amorosa, mostrou
a ela que não é algo exterior que importa para Deus, e sim o nosso
coração ou o nosso espírito.
Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade;
porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.
Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o
adorem em espírito e em verdade. (Jo 4.23,24)
d. Crendo em Jesus como Salvador
Depois de tudo isso, Jesus a levou a crer que Ele era o Messias
e, porque ela creu, saiu e anunciou a toda a cidade.
Não basta crer em Deus, é preciso reconhecer que Jesus é
o Salvador.
Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias,
chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas
as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.
(Jo 4.25,26)
Um encontro pode ser casual ou programado. Nicodemos foi
ao encontro de Jesus durante a noite e necessitou ouvir muito de
Jesus para ser transformado.
A mulher samaritana, porém, saiu para buscar água como fazia
todos os dias, só que um dia Jesus estava lá esperando por ela.
Pode ser que você não tenha planejado ter um encontro com o
Senhor aqui, hoje, mas Ele veio encontrar-se com você.
6º D- – A 02( /-0-(-- - 3(-(- /-/A-,) /5(-2 65
A 3(-(- /-/A-,) /5(-2 -33. 41-4C
Na história da mulher samaritana, descobrimos que Jesus é a
fonte de água viva que sacia a nossa sede espiritual. Sede nos fala
de insatisfação, e quando bebemos do Senhor, somos satisfeitos.
A partir do verso 31, porém, o Senhor começa a nos mostrar
que depois de sermos salvos precisamos ainda sermos satisfeitos.
Isso acontece quando aprendemos a comer de um outro tipo de
comida espiritual.
Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que
vós não conheceis. (Jo 4.32)
1. F-;( - 3)- D/ )/ -20-
Naturalmente, sabemos que a Palavra de Deus é alimento
para nós, mas quantos sabem que obedecer a Palavra é também
alimento? Quanto mais obedecemos, mais somos fortalecidos para
continuar obedecendo.
Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a
vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.
(Jo 4.34)
7. F-;( - ).(- D/ )/ -20-
Existem muitos pastores e líderes que se sentem exaustos de fa-
zer a obra de Deus, mas Jesus disse que fazer a obra de Deus é um
tipo de comida.
Concluímos que qualquer trabalho que façamos que tira as nossas
forças e nos faz cansados interiormente pode não ser uma obra de
Deus, mas do homem. Aquilo que é obra de Deus designada a nós
nos faz cada vez mais alimentados e fortes.
Mas qual é a obra de Deus que Jesus veio fazer? Sabemos que
Ele nos deixou as pegadas para que as sigamos, portanto, como Ele
foi enviado, nós somos também.
66 21 -/ )0 J),)
-. B/-( /-23-( ) 5()
Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o per-
dido. (Lc 19.10)
.. M-A/-( -/ ).(-/ D/
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me
ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para pro-
clamar libertação aos cativos e restauração da vista aos
cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar
o ano aceitável do Senhor. (Lc 4.18,19)
. E/-( 3-D2;-(
E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando
nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando
toda sorte de doenças e enfermidades. (Mt 9.35)
4. A /-(- IG /G 0-(-
Não precisamos esperar uma época melhor para pregar, porque
Jesus disse que a seara já está pronta.
E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verda-
de, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai,
pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para
a sua seara. (Mt 9.37,38)
8. U0 9 ) /0-)( )() ) A()
O Senhor tem nos chamado para ceifar aquilo que outros seme-
aram antes de nós. Muitos foram os homens de Deus que viveram
neste país antes de nós e que derramaram as suas lágrimas enquanto
semeavam. Hoje temos o privilégio de colher na seara deles.
Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador,
e outro é o ceifeiro. Eu vos enviei para ceifar o que não
semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu
trabalho. (Jo 4.37,38)
6º D- – A 02( /-0-(-- - 3(-(- /-/A-,) /5(-2 67
. D/A(-0)/ - ()05/- )I
O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o
seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto
o semeador como o ceifeiro. (Jo 4.36)
7º D-
A (- ) 5-(-26)
(Cap. 5)
1. A ),) ) )00 /- D/ – 33. 1-
-. I3G2)
O homem era paralítico, inválido. Isso nos mostra a condição do
homem por natureza. Somos incapazes de, por nós mesmos, irmos
até as águas que curam.
.. U0- ?/- 5(-
Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos.
(Jo 5.5)
Trinta e oito anos falam de toda uma existência apenas olhando
outros sendo curados enquanto ele mesmo ficava ali contemplando.
Deuteronômio 2.14 diz que o tempo em que o povo de Israel
ficou vagando no deserto esperando a morte foram trinta e oito anos.
Este número, portanto, nos fala de toda uma existência.
70 21 -/ )0 J),)
O tempo que caminhamos, desde Cades-Barneia até
passarmos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos,
até que toda aquela geração dos homens de guerra se
consumiu do meio do arraial, como o SENHOR lhes
jurara. (Dt 2.14)
. S0 -2D(-
Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus
subiu para Jerusalém. (Jo 5.1)
Era um dia de festa. A Palavra de Deus diz que era uma festa dos
judeus (5.1), mas o homem mesmo não podia festejar porque a sua
vida era de aflição e tristeza. Tudo o que ele conseguia era estar ali
deitado, esperando que as águas se movessem.
. S0 /-/)
Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o
leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. (Jo 5.9)
Era um dia de sábado, mas, mesmo que todos descansassem, o
homem continuava ali labutando em sua angústia pela cura. Para
ele não havia descanso.
7. A 05)- - (2D,) – 33. B,H
-. A P)(- -/ O32-/
Ora, existe ali, junto à porta das Ovelhas, um tanque,
chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pa-
vilhões. (Jo 5.2)
Este homem estava junto à porta das Ovelhas, mas Jesus disse,
em João 10.7, que Ele é a Porta das Ovelhas. Há muitas religiões
que dizem ser a porta, mas somente Jesus é a Porta das Ovelhas.
Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em
verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. (Jo 10.7)
7º D- – A (- ) 5-(-26) 71
.. O - B/-
Junto à porta das Ovelhas está o tanque Betesda, que significa
“Casa de Misericórdia”. Todavia, vemos que não havia muita mise-
ricórdia, porque aquele homem estava ali provavelmente por trinta
e oito anos, esperando uma oportunidade de cura.
Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém
que me ponha no tanque... (Jo 5.7)
Não havia ninguém que o colocasse na água. Ele se sentia aban-
donado e esquecido.
Comparados a Jesus, a porta, o tanque e o anjo são realmente
muito pequenos. Quando temos Jesus, não precisamos de mais nada.
4. A )5)/,) - (2D,) 3- – 33. C-14
Os fariseus se opuseram porque o paralítico estava carregando o
seu leito num dia de sábado. A religião pode apenas criar liturgias
e cerimônias para agradarmos a Deus, mas não oferece a vida que
nos capacita a andar diante dEle.
O sábado destina-se ao homem (Mc 2.27) e deveria ser um des-
canso para ele. Aquele ritual não trouxe alívio algum ao homem,
contudo, para os religiosos o ritual é mais importante que o homem.
Quando a vida de Deus entra em nós e nos coloca de pé diante
dEle, não ligamos a mínima para os rituais da religião humana.
Muito embora Jesus fosse acusado de quebrar o sábado como
ritual, Ele estava manifestando na vida daquele homem o verda-
deiro significado do sábado, que é dar ao homem descanso da sua
aflição de alma. Ele não precisaria mais ficar ali prostrado, inválido.
8. O 5-) )0) -D 0)( – 3. 18
Depois que o homem foi curado, o Senhor disse a ele para que
não voltasse ao pecado a fim de que não lhe acontece coisa pior.
Isso nos mostra que a causa da calamidade do homem é o pecado
72 21 -/ )0 J),)
e, mesmo depois de sermos curados pelo Senhor, se voltarmos ao
pecado, a nossa condição pode tornar-se pior.
. O S)( J// 3) 5-(- -( 3- – 33. 1-8H
a. O Filho sendo igual ao Pai - vv. 15-18
No verso 17 Jesus disse que trabalha e o Pai também. Em seu
conceito religioso, os fariseus descansavam guardando o sábado,
mas não sabiam que não havia descanso para o Pai porque havia
homens para serem salvos.
O descanso fora quebrado quando o homem caiu em pecado no
Éden. A partir dali, Deus começou a trabalhar para salvar o homem.
Os fariseus acusavam Jesus de blasfêmia por duas razões:
Ele se fazia igual a Deus, dizendo-se filho do Pai; e
Ele violava o sábado e ainda dizia que Deus também o vio-
lava, quando afirmava que o Pai trabalhava até naquele dia.
b. O Filho de Deus dando vida aos mortos – vv. 19-24
Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos,
assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer.
(Jo 5.21)
Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha
palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna,
não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.
Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já
chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de
Deus; e os que a ouvirem viverão. (Jo 5.24,25)
Jesus disse que os mortos que ouvirem a Sua voz viverão. Ele
não estava se referindo aos mortos em cemitério, mas aos homens
de forma geral. O homem sem Deus está morto em seu espírito
(Ef 2.1-5; Cl 2.13).
7º D- – A (- ) 5-(-26) 73
Todos nós éramos como aquele paralítico na porta das Ovelhas,
sem vida e inválido, mas quando entramos na verdadeira Porta das
Ovelhas, recebemos vida em nosso espírito.
c. O Filho de Deus sendo Filho do Homem para executar o
julgamento - vv. 25-27
Quem executará o julgamento sobre os incrédulos será
o Senhor Jesus (5.22,23,27,30).
Ele precisava ser um filho do homem para estar qualificado para
julgar o homem. Por que Deus Pai não pode fazê-lo? Penso que se
Deus, que é espírito, fosse julgar um homem, este poderia acusá-
-Lo, dizendo: “É muito fácil para você, sendo Deus, julgar a mim,
eu queria ver você no meu lugar, sofrendo todo tipo de tentação e
opressão do inimigo”.
Acontece que Deus se fez homem em Cristo e provou todo tipo
de aflição e tentação e venceu. Assim, Ele está qualificado a julgar
o homem, pois sabe o que é ser homem.
d. Dois tipos de ressurreição - vv. 28-30
O verso 25 fala dos mortos que estão vivos, mas os versos 28 e
30 falam daqueles que estão nos sepulcros.
Todo homem vai ressuscitar um dia. Aqueles que morreram em
Cristo vão ressuscitar antes do milênio (Ap 20.4,6; 1Co 15.23,52;
1Ts 4.16), por isso é chamada ressurreição da vida.
Depois do milênio haverá a ressurreição para o juízo, que se re-
fere à ressurreição dos incrédulos (Ap 20.5,12). Todos os incrédulos
mortos serão ressuscitados depois do milênio, para serem julgados
no grande trono branco (Ap 20.11-15).
e. Os quatro testemunhos sobre Jesus - vv. 31-47
A partir do verso 31, temos o testemunho quádruplo a respeito
de Cristo:
74 21 -/ )0 J),)
O testemunho de João Batista – (32-35)
O testemunho das obras do Filho – (36)
O testemunho do Pai – (37-38)
O testemunho das Escrituras – (39-47)
B. O/ -() 5-()/ 0 I/(-2
Naqueles dias o Império Romano dominava a Palestina. Cada
judeu, a seu modo, se posicionava em relação à opressão romana.
Havia pelo menos quatro partidos:
a. Os essênios
Eram os mais separados e isolados de todos.
Eram pacifistas, não resistiam ativamente a Herodes ou aos
romanos, mas viviam em co-munidades isoladas nos desertos e
nas cavernas.
Eles criam que a invasão romana era um castigo por seu fra-
casso em guardar a lei e que seu estilo de vida poderia atrair a
vinda do messias.
Eles dedicavam-se à pureza, tomavam banhos rituais todos os
dias, mantinham uma dieta restrita, não usavam joias, não juravam
e tinham todos os bens materiais em comum.
Não podemos afirmar que João Batista fosse um essênio, mas o
seu estilo de vida era muito parecido com o deles.
Jesus definitivamente se afastou dos essênios, pois bebia vinho e
ia a banquetes. Na verdade, o Seu primeiro milagre foi transformar
água em vinho.
b. Os zelotas
Os zelotas advogavam a revolta armada para expulsar os estran-
geiros impuros.
7º D- – A (- ) 5-(-26) 75
Um ramo dos zelotas era especializado em atos “terroristas” con-
tra os romanos, enquanto outro era uma espécie de polícia moral
para manter os judeus na linha.
Se um judeu, por exemplo, se casasse com uma pessoa incrédula,
ele era linchado e apedrejado.
Os zelotas devem ter ficado furiosos com Jesus pelo Seu contato
com os gentios, sem mencionar parábolas como a do samaritano,
que parecia defender os estrangeiros impuros.
c. Os saduceus
Os saduceus eram colaboracionistas. Os romanos deram ao si-
nédrio uma espécie de concílio de judeus, uma autoridade limitada.
Tentando impedir qualquer problema, eles reprimiam seriamente
qualquer pessoa que tirasse a ordem.
Os saduceus não criam na vida após a morte, não criam na res-
surreição e nem na intervenção de Deus na terra. O que acontece
simplesmente acontece.
Como não havia um sistema de punição ou recompensa, cada
pessoa deveria desfrutar do seu tempo limitado de vida na terra.
O ensino de Jesus confrontava diretamente o ensino dos sa-
duceus e, com certeza, Jesus representava uma séria ameaça ao
seu status quo.
d. Os fariseus
Certa vez Pôncio Pilatos desprezou um acordo com os judeus
para que as tropas romanas não entrassem em Jerusalém carregando
estandartes com a imagem do imperador. Os fariseus consideravam
isso idolatria. Em protesto, uma multidão de fariseus cercou o palá-
cio de Pilatos por cinco dias e cinco noites, chorando e clamando.
Pilatos ameaçou matar todos, e todos os fariseus se ajoelharam, des-
nudaram o pescoço e anunciaram que estavam prontos para morrer.
76 21 -/ )0 J),)
Do nosso ponto de vista, os essênios e os zelotas eram muito
radicais, enquanto os saduceus eram mundanos e incrédulos. Os
fariseus eram equilibrados e pragmáticos em relação aos outros três
grupos. Talvez se vivêssemos naqueles dias seríamos também fariseus.
Do ponto de vista de todos eles, a situação da nação era resul-
tado da desobediência à lei, e Jesus parecia uma ameaça para eles.
Veja algumas razões:
Eles criam que deixar de guardar o sábado foi a causa da opres-
são romana, e Jesus chegou desrespeitando o sábado e dizendo que
Deus também desrespeitava.
Jesus perdoava pecados e, ao fazer isso, estava desconsiderando
todos os sacrifícios do templo. Assim como não faz sentido alguém
oferecer-se para emitir um passaporte ou uma carteira de identidade,
não fazia muito sentido para um fariseu alguém se dizer capaz de per-
doar pecados. Isso só era possível no dia da expiação, o Yom kippur.
Para um judeu, a família era o ponto central e afirmações como
a de que “quem amar mais ao pai, mãe ou filhos e filhas mais do
que a mim não é digno de mim” pareciam no mínimo bizarras.
A afirmação de destruir o templo e reconstruí-lo em três dias era
mais que uma afirmação de vanglória, era uma blasfêmia contra o
centro da fé judaica.
Os evangélicos de hoje são muito parecidos com os fariseus dos
dias de Jesus. Nosso zelo pela tradição, liturgia e costume da igreja
é mais importante do que as próprias pessoas, assim como acontecia
com aqueles.
Também, como os fariseus, temos uma tendência de nos
achar melhores que as pessoas do mundo e até nos vemos como
mais santos.
8º D-
O 5(65) - 0252-,)
(6.1-15)
Deus quer multiplicar nossos recursos e nosso potencial, mas
precisamos entender que dar é apenas um lado da moeda. Há ou-
tras atitudes que devem ser tomadas. A multiplicação é o princípio
de Deus para a nossa frutificação espiritual e também para a nossa
prosperidade financeira.
Vamos ver quais princípios estão envolvidos na multiplicação
dos pães feita por Jesus e vamos aplicar esses princípios em duas
situações específicas: a prosperidade financeira e a multiplicação de
nosso grupo familiar.
1. S-- ) 0-( 3- 5-(- ) 0) – 33. 1-4
Na Palavra de Deus todos os acidentes geográficos possuem signi-
ficado espiritual e tipológico. Você já parou para observar que a maior
parte dos grandes eventos bíblicos aconteceu em montes? Assim, o
monte estabelece um significado espiritual. O monte é o lugar onde
Deus fala, é onde conhecemos os planos de Deus e os Seus caminhos.
78 21 -/ )0 J),)
Jesus não fez a multiplicação à beira do mar. O mar simboliza o
lugar da habitação dos demônios e também representa a humani-
dade caída sem Deus. É preciso sair do mar e subir ao monte para
receber o suprimento de Deus.
Se você é líder de grupo, você precisa subir ao monte se deseja
multiplicar o seu grupo.
Se você está passando por situação de crise financeira, você pre-
cisa subir ao monte para receber a verdadeira prosperidade que vem
pelos caminhos e planos de Deus.
7. A PG/)- /-3- 5(:?0- - 3. 8
Não há prosperidade nem frutificação, a não ser que a Páscoa
seja a base de tudo. Tudo procede da redenção de Cristo efetuada
na cruz. Foi lá que Ele nos livrou da maldição da esterilidade e da
maldição da pobreza.
O fato de estar próxima a Páscoa nos ensina a importância da
experiência de revelação de que já fomos libertos de toda maldição
na cruz.
4. D/ ( )/ ?5(0-( - 33. ,B
Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem
sabia o que estava para fazer. (Jo 6.6)
Jesus sempre tem algo em mente planejado para nós. As situações
de crise que nos sobrevêm são a maneira de Deus nos testar. Pode
ser o seu grupo que não quer crescer, ou o seu salário que parece
estar ficando cada vez menor, não importa, Deus está por detrás
das circunstâncias para nos experimentar.
Antes de Deus construir, Ele precisa demolir coisas em nossas
vidas. As situações de crise são importantes para que Ele possa re-
mover aquilo que está fora da Sua vontade e também para alargar
a nossa experiência.
8º D- – O 5(65) - 0252-,) 79
Procure entender o que Deus está lhe ensinando. Enxergue a
mão de Deus em tudo. Imagine uma situação na qual o seu chefe
o esteja perseguindo. Você pode ter três posturas:
Você pode enxergar apenas o seu chefe e ficar revoltado com
o homem. Esta é a forma mais rasteira e humana de lidar
com as situações. Não seja assim tão natural;
Você pode ser um pouco mais espiritual e perceber a mão
do diabo por trás do seu chefe. Isto já é melhor porque
a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra prin-
cipados e potestades;
Mas você pode ter uma atitude ainda mais espiritual, você
pode ver a mão de Deus por trás do seu chefe e do diabo.
Se você agir assim, Deus endireitará as suas veredas.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endirei-
tará as tuas veredas. (Pv 3.6)
8. A3-2 - /- //- - 3. H
Toda crise consiste em não se conseguir alcançar o objetivo. A
necessidade, portanto, é em função do alvo.
Causas comuns de fracasso:
Colocar a culpa nos outros ou culpar-se de maneira irracional;
Não ter objetivos, ter objetivos insignificantes ou
objetivos errados;
Viver procurando atalhos ou viver escolhendo sempre o
caminho mais longo;
Negligenciar a disciplina;
Desistir cedo demais.
Avalie, portanto, a situação com serenidade. Filipe contou as
pessoas e fez o cálculo de quanto seria necessário para resolver o
problema. Ter fé não é ignorar a realidade do problema.
80 21 -/ )0 J),)
. A3-2 )/ // ((/)/ - 33. C,E
Uma vez que avaliamos a necessidade, precisamos também ava-
liar os recursos que possuímos. Tudo o que temos são cinco pães e
dois peixes. Mas o que é isso?
Não despreze os seus recursos, porque são eles que Deus vai usar.
Na verdade Deus vai multiplicar os seus recursos.
Quais são os seus recursos financeiros? Quais são os seus recursos
como líder, para levar o seu grupo a se multiplicar?
B. A//0- 0- A9 5(G- )5(-
Veja o exemplo da criança que trazia os cinco pães e dois peixes.
Foi justamente ela que deu o maior exemplo de fé prática.
a. Ela era prevenida. Basta ver que aquele era o seu lanche, a
sua merenda. Todos saíram de casa sem levar nada para comer no
caminho, exceto aquela criança.
b. Ela era econômica. Talvez todos tivessem saído de casa com
o lanche, mas só o da criança prevaleceu.
c. Ela foi generosa. Basta ver o quanto é difícil tomar o lanche
de uma criança, para saber como ela se dispôs a dar tudo para Jesus.
Ela deu tudo o que tinha. Ela se dispôs a ficar com fome para que
Jesus tivesse o pão e o peixe.
O que você tem nas mãos hoje? Entregue tudo a Jesus. Parece
loucura o que aquela criança fez. Talvez se seus pais estivessem lá,
eles não teriam permitido. É por isso que precisamos ser como
crianças se desejamos herdar o reino de Deus. A criança tem uma
fé simples e singela.
H. O(D-;-/
Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em
grupos, sobre a relva verde. E o fizeram, repartindo-se
8º D- – O 5(65) - 0252-,) 81
em grupos de cem em cem e de cinquenta em cinquen-
ta. (Mc 6.39,40)
Muitos não conseguem nem mesmo organizar o canhoto do
talão de cheque.
Muitas donas de casas não sabem o quanto gastam a cada mês
em mantimentos.
Muitos líderes não conseguem organizar devidamente o seu
grupo. Não há funções, não há serviço, não há discipulado nem
acompanhamento de novos. Sem organização, não vemos a bênção
de Deus.
C. SI- D(-) - D/ - 3. 11
É na crise que tendemos a reclamar e a murmurar. Mas é a gra-
tidão que move o poder de Deus.
É interessante que a oração poderosa aqui não foi a oração de
autoridade, mas a de ações de graças.
Seja grato a Deus no meio de qualquer circunstância. Seja grato
a Deus pelo seu trabalho e pelo seu salário, e Ele vai multiplicá-lo.
Seja grato a Deus pelo seu grupo. Não fique olhando o grupo
de outro líder e desprezando o seu próprio. Seja grato a Deus por
cada um que Ele enviou e Ele enviará ainda mais pessoas.
E. N,) /5( -- - 3. 17
Muitos não prosperam porque são esbanjadores inconsequentes.
Basta um pouco mais de prosperidade e eles já não fazem conta de um
ou dois reais. Os economistas têm provado que a causa mais comum
de quebradeira doméstica são os lanchinhos, os filmes de locadora,
os passeios constantes e outras coisinhas que consideramos pequenas.
Muitos líderes, depois que o grupo já está cheio, começam a ser
negligentes com os novos que vão chegando e acabam desperdiçando
frutos preciosos que Deus dá. Mesmo tendo um grupo já grande,
não abra mão de ninguém e o Senhor irá multiplicá-lo ainda mais.
9º D-
O P,) - V-
(6.25-71)
1. O 5(65) ) )0( - B6.2-
-. N:/ /)0)/ -2) )00)/
Os nutricionistas dizem-nos que somos o que comemos. Existe
uma certa diferença entre o metabolismo dos vegetarianos e o dos
carnívoros. A comida que ingerimos passa a fazer parte de nós mes-
mos. Você é aquilo que você come.
Todavia, na Palavra de Deus, o sentido de comer é inteiramente
espiritual. Comida é tudo o que introduzimos em nosso interior,
visando a nossa satisfação. Comida é tudo aquilo que entra pelos
cinco sentidos, visando o nosso prazer.
Se nos tornamos aquilo que comemos, então a maneira de Deus
nos transformar é mudando a nossa dieta. O homem caiu por comer
incorretamente. Pelo mesmo princípio, somos salvos e curados por
comer de maneira correta. O homem caiu por comer do fruto da
84 21 -/ )0 J),)
árvore do conhecimento, mas ele é salvo e transformado por comer
do fruto da árvore da vida.
Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no
deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para
que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão
vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá
eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo
é a minha carne. (Jo 6.48-51)
Jesus disse que Ele é o verdadeiro maná que desceu dos céus. Para
compreendermos essa afirmação, precisamos saber por que Deus
deu o maná ao Seu povo. Deus deu o maná com uma intenção
específica. Ele queria alimentá-los com a comida do céu, a fim de
enchê-los com as coisas celestiais. O Seu desejo era preenchê-los,
nutri-los, fortalecê-los por meio da comida espiritual. E através desse
comer, transformá-los num povo celestial (Dt 8.3).
.. A )0- 9 )//- A) (D-
O maná é um tipo de Cristo (Jo 6.31-35, 48-51, 57-58). Como
verdadeiro maná, Cristo foi enviado ao Seu povo para que este vi-
vesse por meio dele.
Precisamos comer para viver. A única maneira de não ficarmos
subnutridos espiritualmente é comermos sempre do Senhor Jesus.
Uma das afirmações mais extraordinárias de toda a Bíblia está
aqui em João 6.57:
Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente
eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta
por mim viverá.
. P(/-0)/ ( A)0
Uma das coisas mais terríveis no Cristianismo de hoje é a falta de
apetite espiritual. As pessoas procuram prosperidade, cura e tantas
coisas, mas não têm fome pelo próprio Senhor Jesus.
9º D- – O P,) - V- 85
Qualquer médico vai concordar que um dos sintomas mais claros
de enfermidade é a falta de apetite. Um cristão sem fome espiritual
já está morrendo espiritualmente.
Certa vez um jovem discípulo chegou ao seu mestre e lhe disse
que gostaria de andar com ele e poder fazer todas as obras que ele
fazia. Aquele homem sábio concordou, mas com a condição de que
primeiro o jovem deveria passar por um teste. O homem então levou
aquele jovem a um rio, mergulhou-o dentro da água e o segurou
ali. O jovem começou a se debater em desespero com medo de se
afogar. Depois de algum tempo, o homem de Deus levantou aquele
jovem que estava ofegante buscando respirar. Ele então lhe pergun-
tou: “Quando você estava debaixo da água quase se afogando, o que
você mais desejou?” O jovem então respondeu: “Eu desejei ar, mais
que qualquer outra coisa eu lutei para ter ar”. Então o homem lhe
disse: “Quando você desejar o Senhor como você desejou aquele
ar, você poderá fazer as obras que eu faço”.
Ter fome do Senhor como nosso alimento é o segredo para ter
força e poder espiritual.
. P(/-0)/ ( 5(-;( - )0-
Uma coisa curiosa é ver uma criança sendo obrigada por seus
pais a comer uma verdura da qual não gosta. Ela come, mas a sua
face mostra o nível do seu prazer. O mesmo acontece com o crente
na vida espiritual.
Para muitos, comer das coisas espirituais ainda é como comer
uma verdura sem sabor. Comem por mera obrigação. Não basta
termos fome, precisamos nos deixar ser conquistados pelo Senhor.
Precisamos provar e ver que o Senhor é bom.
Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas,
o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja
dado crescimento para salvação, se é que já tendes a
experiência de que o Senhor é bondoso. (1Pe 2.2,3)
86 21 -/ )0 J),)
A palavra “bondoso”, usada nesse texto, quando aplicada a coisas
pode também ser traduzida como “saboroso” e “gostoso”. Como o
contexto fala do leite espiritual, podemos dizer que gostoso poderia
ser aplicado ao Senhor que é o nosso alimento espiritual.
7. J// /) ) P,) - V- – 33. 4-1
Tudo o que há no mundo é morte. Até mesmo no aspecto na-
tural percebemos isso, pois tudo o que comemos procede da morte.
Cada alimento é morto antes de ser comido. Às vezes parece que
nos alimentamos de algo vivo, mas temos de matá-lo para poder
ingeri-lo. Assim é tudo o que procede do mundo.
Quando Deus prometeu a terra para o povo de Israel, Ele disse
que era uma terra que manava leite e mel. Sabe por que leite e mel?
Para simbolizar que iríamos comer da Sua própria vida. O leite e
o mel são os únicos alimentos que não procedem de morte. Não
precisamos matar nada para tê-los.
Não é por acaso que o sabor do maná era como bolos de mel. Não
há morte alguma no Senhor e Ele será eternamente nossa comida.
Comemos de Jesus quando comemos da Sua vida. Podemos
desfrutar da Sua vida tomando a Sua palavra em nosso espírito, ou
ainda adorando, louvando ou fazendo qualquer coisa para contactá-
-lo com o nosso espírito.
Não há como haver vida espiritual se não alimentarmos cons-
tantemente nosso espírito com o fogo do céu, com o manancial
de água viva, com o pão vivo que desceu do céu. Isso não pode ser
mera doutrina, tem de ser algo prático em nossas vidas.
4. C)0) - -( ..) ) /-D
5-(- ( 3- – 33. 7-B
A carne e o sangue apontam para a obra dupla do Senhor Jesus
na cruz. Isso também está representado pelo pão e pelo cálice na
ceia. É a obra e o poder da cruz.
9º D- – O P,) - V- 87
Comer da carne de Jesus é crer nEle para receber vida. Ao entre-
gar o Seu corpo para ser morto, Ele estava abrindo caminho para
que nós pudéssemos também morrer e receber nova vida. Aquela
mesma vida que Deus ofereceu a Adão lá no Éden ao mostrar a ele
a árvore da vida.
Beber do sangue é crer na redenção. O homem não precisava
apenas de vida, ele necessitava também de libertação do pecado.
Havia uma dívida diante de Deus por causa de nossa vida pecami-
nosa, mas pelo sangue toda a dívida foi paga.
8. V3) 5)( 0) )0( ) S)( – 3. H
A maioria daquilo que comemos necessita ser processada antes de
ser ingerida. Alguns alimentos devem ser moídos, outros cortados,
e a maioria precisa ser cozida, assada ou refogada. Você consegue
perceber que o Senhor também, como nosso alimento, teve de passar
por todo esse processo para se tornar alimento para nós? Na cruz
ele foi moído pelas nossas transgressões e cozido, assado e tostado
pelo fogo da ira de Deus que deveria vir sobre nós.
Enquanto estava no Seu corpo físico, aqui na terra, ninguém
poderia comer dEle, mas Ele foi processado pela morte, ressurreição
e ascensão e agora não é mais limitado por coisa alguma e pode ser
comido por nós e ser o nosso alimento.
Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente
eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta
por mim viverá. (Jo 6.57)
O conceito religioso é que devemos fazer alguma coisa para Deus.
Aqui as pessoas perguntaram a Jesus o que elas deveriam fazer para
realizar a obra de Deus. Jesus, porém, mostrou que a verdadeira
obra de Deus é crer “para dentro dele”. A preposição usada aqui no
grego significa “para dentro de”.
Crer para dentro de Jesus nada mais é que tomá-lo como ali-
mento para dentro de nós mesmos.
88 21 -/ )0 J),)
Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos
para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus:
A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele
foi enviado. (Jo 6.28,29)
. A P-2-3(- /) /56() 3- – 33. BL-B
A maioria das pessoas não compreendeu como poderia comer
do Senhor. Seria algum ato de canibalismo? Mas o Senhor não as
deixou sem explicação. Ele disse que as Suas palavras eram espírito e
vida. Jesus é a Palavra Viva de Deus e comer da Palavra é comer dEle.
O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita;
as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.
(Jo 6.63)
O termo “palavra” usado aqui é “rhema” no original e significa
palavra, no sentido de ser algo falado no momento, instantânea. É
diferente de “logos”, que é a palavra constante, como em João 1.1.
Diante de tudo isso, precisamos sempre lembrar que o Senhor
pode ser comido e digerido em nosso espírito, de tal maneira que
venha a fazer parte do nosso próprio ser.
Lembre-se, porém, que a maneira de comê-Lo é usando o nosso
espírito e tomando a Sua Palavra “rhema” como vida para dentro de
nosso coração e espírito.
10º D-
R)) ) 0)3(
D/
(7.1-36)
O versículo central do texto que vai até o verso 36 é o verso 24,
que diz:
Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta jus-
tiça. (Jo 7.24)
Podemos ver, em todo este texto, Jesus sendo julgado pelas pes-
soas. Todos os julgamentos foram falsos e nos ensinam algo sobre
a questão de reconhecermos a Deus e o Seu mover. Jesus era a per-
sonificação do mover de Deus naqueles dias, mas Deus continua
se movendo em nossos dias.
Há quem diga que o grande problema não é ter um avivamento
do Espírito Santo na igreja, e sim, sermos capazes de reconhecer tal
avivamento quando ele acontecer. São tantos os nossos conceitos
humanos e preconceitos religiosos, que podemos não ser capazes de
ver a mão de Deus com clareza quando ela se levantar.
90 21 -/ )0 J),)
Jesus não disse que não devemos julgar de forma alguma. Deve-
mos julgar, mas precisamos usar critérios retos e verdadeiros, e não
observar a mera aparência das coisas.
1. J2D-0) - 0)3-,) /D) -
-5-(- – 33. 4-E
O primeiro critério que as pessoas usam é avaliar as motiva-
ções. Os irmãos de Jesus supunham que Ele queria aparecer e ser
famoso, por isso mandaram que Ele fosse para a Judeia, que era o
centro do país.
Quantas vezes temos perdido o mover de Deus porque julgamos
mal aqueles que são usados por Deus. Julgamos que eles estão apenas
atrás de promoção pessoal e fama.
Outras vezes deixamos de ser usados por Deus e, portanto, de ser
canais do Seu mover, por causa do receio de sermos julgados pelas
pessoas como aqueles que buscam o próprio engrandecimento. Em
ambos os casos, perdemos o mover de Deus.
7. J2D-0) - - /D) -
-5-(- – 33. 1L-14
A segunda situação de julgamento foi feita pela multidão. Eles
discutiam se Jesus era bom ou se queria enganar as pessoas.
Supor que Jesus estava buscando posição política, enriqueci-
mento ou reconhecimento religioso é desconhecer completamente
a missão do Senhor.
Você já observou que sempre que Deus levanta um grupo,
uma igreja ou um homem, eles são tachados de tentar enganar
o povo? Perdemos o mover se entramos por esse caminho tolo
de avaliação.
10º D- – R)) ) 0)3( D/ 91
4. J2D-0) ) )0) /D) -
-5-(- – 33. 18-78
A terceira situação em que Jesus foi julgado foi com relação ao
Seu conhecimento intelectual. As pessoas, de um modo geral, pen-
sam que apenas os cultos e letrados podem ser usados por Deus e
que qualquer coisa vinda de alguém sem títulos acadêmicos é no
mínimo duvidosa.
“Como pode esse saber letras sem ter estudado? Como Ele pode
ensinar assim se não faz parte da turma dos estudiosos e escritores?”
Podemos perder o mover de Deus se julgamos que Deus deva
usar apenas aqueles que possuem títulos acadêmicos. Não temos
currículo, não temos título, mas temos a Palavra de Deus.
8. J2D-0) )2:D) /D) -
-5-(- – 33. 8L-4
Esse talvez seja o mais letal julgamento segundo as aparências,
o julgamento teológico. Quando temos conceitos pré-estabelecidos
de como deve ser o mover de Deus e em que circunstâncias ele deve
acontecer, isto acaba sendo um entrave para percebê-lo.
Esse julgamento na verdade tinha bases bíblicas falsas, já que
Miqueias diz claramente que o Messias viria de Belém (Mq 5.2).
No entanto, muitos deles esperavam um messias que surgiria sem
ninguém saber de onde (veja o verso 27). Esse conceito errado impe-
diu que muitos reconhecessem o messias na pessoa do Senhor Jesus.
Já observou como nós temos conceitos idealizados de como
deve ser um mover de Deus? Precisamos ser cuidadosos para não
perdermos algo de Deus por causa de um conceito bíblico errado
ou distorcido.
92 21 -/ )0 J),)
. J2D-0) - 5)/,) /)-2 /D)
- -5-(-
Na quinta situação, Jesus foi julgado por ser galileu, ainda que
de fato Ele fosse de Belém da Judeia, mas por ter sido criado na
Galileia, Ele trazia um sotaque que o denunciava. Aparentemente
Ele era galileu, mas na verdade era da Judeia.
Isso não faz lembrar das palavras de Natanael? “Pode algo bom
vir da Galileia?” Isso se chama preconceito social (Jo 1.46).
Perdemos o mover de Deus quando rejeitamos a possibilidade
de que Deus se move por meio de pessoas simples, algumas vezes
marginalizadas e discriminadas.
Existe um princípio espiritual com respeito às coisas do Senhor:
a aparência natural nunca parecerá boa ou apropriada, todavia o
conteúdo interior será sempre maravilhoso.
Jesus era verdadeiramente um causador de problemas. Ele pro-
vocava divisões entre o povo. Hoje aqueles que estão no mover de
Deus também provocarão problemas e controvérsias.
O Senhor Jesus nasceu em Belém (7.42; Lc 2.4-7), porém apa-
receu como um nazareno da Galileia (7.52). Era da Judeia, mas
tinha o sotaque de galileu. Era descende de Davi, contudo veio
como nazareno (Mt 2.22).
“Veio como raiz de uma terra seca, não tendo aparência nem
formosura, era desprezado e o mais rejeitado entre os homens” (Is
53.2,3). Por isso não devemos conhecê-Lo segundo a carne (2Co
5.16), mas no espírito.
Não preste muita atenção à aparência exterior, mas veja se Cris-
to está no interior. Todo mover de Deus é para centralizar Cristo.
11º D-
A A) GD- 33-
(7.37-39)
1. O ..( - P-2-3(- D/
No capítulo 6 de João, lemos sobre o maná celestial, e no 7, en-
contramos a água da vida. Essa sequência não acontece por acaso,
ela pode também ser vista em Êxodo 17, onde lemos sobre o maná,
e no capítulo 18, onde lemos sobre a água saindo da rocha ferida.
Também observamos que havia a árvore da vida, em Gênesis,
mas também há o registro do rio fluindo. Em Apocalipse 22, há
um relato sobre o rio da água da vida que sai do trono de Deus,
e em cujas margens está a árvore da vida com seus doze tipos de
frutos. É fácil observarmos, por esses exemplos, que o pão da vida
está sempre associado à água da vida.
Logo após recebermos o pão do céu, o rio da água da vida começa
a fluir de nós. Esse rio é o Espírito Santo de Deus. De acordo com
João 7.37, essa fonte a jorrar para a vida eterna se refere ao Espírito
Santo em nós (Sl 36.8).
94 21 -/ )0 J),)
Em nossa vida espiritual, precisamos tanto de comer como de
beber. Na verdade, o beber é até mais importante que o comer, pois
uma pessoa suportará muito mais tempo sem comer do que sem
beber. Isso nos mostra que o comer da Palavra é fundamental, mas o
fluir do Espírito é primordial. Na verdade, sem água nem é possível
uma digestão normal. Da mesma forma, sem o fluir do Espírito, não
podemos retirar todo o nutriente que está no pão da Palavra de Deus.
Quando o Senhor Jesus estava na cruz, um dos soldados feriu
o seu lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água (Jo
19.34). Muitos veem somente o sangue que fluiu do lado ferido
do Senhor, mas não a água. Em João 19.34, o sangue que fluiu é
mencionado primeiro, e, depois, a água. Isso indica que primeiro
somos redimidos e depois recebemos o Espírito.
7. C)0) ..( ) S)(
Nosso crescimento espiritual depende completamente de apren-
dermos a comer e a beber do Senhor. O comer e o beber consistem
em exercitar o nosso espírito para termos comunhão com o Senhor.
Gostaria de passar seis princípios básicos, se nós desejarmos
comer e beber do Senhor apro-priadamente.
-. T) ( /
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus
e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
(Jo 7.37)
Em Apocalipse 21.6 e 22.7, a água da vida é oferecida para aque-
les que têm sede. Milhões de cristãos hoje não têm sede do Senhor.
Eu diria que esse é o grande problema da igreja, nestes dias: falta
de sede espiritual. Quando a nossa fome e a nossa sede acabam, é
certo que nós devemos estar doentes.
Muitos têm tentado comer e beber sem ter fome e sede. Mas é
fácil percebermos quem está comendo com fome e quem não está; é
11º D- – A A) GD- 33- 95
só olharmos para a sua face. Quem come sem ter fome é religioso. É
como a criança que não quer comer, mas é forçada pela sua mãe: a sua
face demonstra o desprazer diante da comida. Que todos nós tenha-
mos uma face de gozo cada vez que nos achegarmos diante do Senhor!
.. T) 0 -D-( -) S)(
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus
e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
(Jo 7.37)
Em João 7.37, o Senhor convida os sedentos para se achegarem
a Ele. É bom termos sede, mas precisamos ainda nos achegar ao
Senhor constantemente. É um princípio básico que sou eu quem
me encho do Espírito, e não o Espírito que me enche, independen-
te da minha vontade. A ordem bíblica é: Enchei-vos, enchei-vos!
Se eu não me encher, serei como aquelas virgens néscias da pa-
rábola das dez virgens. O ter o azeite depende exclusivamente de
mim. Se eu não me encher, o Senhor não o fará também, mas se
eu me achegar constantemente a Ele, então verei a fonte a jorrar
para a vida eterna.
. T) 5( -) S)(
Em João 4.10, Jesus disse à mulher samaritana:
Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede:
dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
(Jo 4.10)
Veja bem que o Senhor disse “pedir”. É importante pedirmos
ao Senhor que, cada vez que nos achegarmos a Ele, por sua vez, Ele
nos faça mergulhar no rio da água da vida.
. T) A2(
Todos nós precisamos entender que não somos um reservatório
para o Senhor; somos um canal. Nós somos como uma mangueira.
96 21 -/ )0 J),)
Se fecharmos a saída da mangueira, a água deixa de entrar. A medida
da água que sai é a medida da que entra. Para que a água continue
entrando, precisamos sempre estar fluindo. A falta do fluir faz com
que o nosso beber não tenha qualquer sentido. Precisamos entender
que nós, na verdade, bebemos fluindo.
Uma consequência séria de não fluirmos é que isso acarretará a
perda da sede. Quanto menos fluirmos, menos sede teremos, mas
se fluirmos muito, a sede sempre aumentará. A Palavra do Senhor
diz, em Efésios 5.18:
E não vos embriagueis com vinho [...] mas embriagai-
-vos do Espírito, falando entre vós...
Nesse texto, aprendemos a forma do fluir no Senhor. Nós flui-
mos falando. É um paradoxo espiritual, nós bebemos fluindo. A
maneira bíblica de fluir é “falando”. “Falando entre vós...”, mas não
é um falar comum, é um falar no Senhor, com o Senhor, para o
Senhor, do Senhor. Quanto mais falamos desta maneira, mais rios
de água viva fluem de nós.
. T) /( .(-)
Em Êxodo 17, lemos que a rocha foi ferida para que a água pu-
desse fluir. Todos nós devemos nos identificar com a rocha ferida. A
nossa alma é como um invólucro, em torno do nosso espírito. Para
que a vida de Deus, que está no espírito, possa fluir, a alma tem de
ser quebrada. É experiência de todos nós que, quando estamos com
o coração contrito e quebrantado, fluímos muito mais no Senhor.
Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebran-
tado e salva os de espírito oprimido. (Sl 34.18)
Se falharmos em todos os pontos anteriores, o último recurso
de Deus é promover um grande quebrantamento em nossas vidas.
Isso, certamente, não será nada agradável, mas nos levará a ter sede
novamente da presença do Senhor. O legítimo reavivamento é uma
questão de fluir no Senhor.
12º D-
L3(/ ) 5-) -
)-,)
(Cap. 8)
O capítulo 8 de João aborda completamente a questão do pe-
cado. Aqui todas as dúvidas com relação ao pecado são dissipadas.
1. O 5-)
-. T))/ )/ )0/ /,) 5-)(/
Os religiosos estavam tentando pegar Jesus numa falha. Para isso,
trouxeram a Ele uma mulher pega em adultério. Era uma questão
difícil, para Jesus, por três motivos:
Se mandasse apedrejá-la, estaria abandonando sua posição
de salvador;
Se não mandasse apedrejá-la, poderia ser acusado de quebrar
a lei de Moisés;
98 21 -/ )0 J),)
Durante a ocupação romana, foi proibida aos judeus a pena
capital e, se Jesus mandasse apedrejá-la, estaria Se colocando
como inimigo do Estado.
Jesus, porém, não disse nada. Ficou escrevendo no chão. O que
Ele estaria escrevendo? Talvez uma frase como: Todo homem é pe-
cador, ou talvez enumerando os pecados das pessoas presentes. Por
fim, Ele deu a sua resposta sensacional: “Quem não tem pecado atire
a primeira pedra”. Em outras palavras, vocês podem apedrejar, mas
somente pode jogar pedra quem não tem pecado.
Não condene os outros, nem mesmo condene o mundo. Todos
nós somos pecadores. Quando você condena alguém, você condena
a si mesmo.
O único que poderia condenar a mulher, na verdade, a absol-
veu: era Jesus.
.. A A) ) 5-): ) -.)
Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-
-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio
e jamais se firmou na verdade, porque nele não há
verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe
é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (v.44)
O pecado é a natureza do diabo. O pecado é uma mentira, uma
falsidade. Jesus, porém, é a verdade e a realidade.
O diabo é o maligno que tem filhos malignos (1Jo 3.10). O
diabo é a antiga serpente (Ap 12.9), e os pecadores também são
serpentes, raça de víboras (Mt 23.33). É por isso que Jesus tinha
de ser levantado na forma de uma serpente, porque todo homem é
serpente sendo filho do diabo.
. E/(-3)/ ) 5-)
Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo:
todo o que comete pecado é escravo do pecado. (v. 34)
12º D- – L3(/ ) 5-) - )-,) 99
Quando Satanás injetou dentro do homem sua natureza peca-
minosa, seu veneno, ele tornou todos os homens seus escravos. É a
natureza pecaminosa que faz o homem pecar e é impossível para o
homem sozinho se libertar de tal escravidão.
. O (/2-) ) 5-): - 0)(
Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados;
porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos
vossos pecados. (v. 24)
Romanos 5.12 diz que a morte veio pelo pecado, e a morte
passou a todos os homens porque todos pecaram. Na verdade, o
salário do pecado é a morte (Rm 6.23).
. O/ / ) 5-)
Neste capítulo vemos três tipos de pecado: o adultério, no ver-
so 3, e o homicídio e a mentira, no verso 44. Esses são os aspectos
mais sujos do pecado. Todas as coisas pecaminosas estão incluídas
nessas três categorias.
7. A 2 9 -5-; 23(-( ) )00 ) 5-)
Os fariseus trouxeram a Jesus uma mulher pega em adultério.
Eles queriam que Jesus a julgasse segundo a lei.
E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam
apedrejadas; tu, pois, que dizes? (v. 5)
A lei foi concedida com dois propósitos:
Revelar a pecaminosidade do homem;
Revelar o caráter de Deus.
Mas a lei é incapaz de livrar o homem do pecado que ela mes-
ma revela.
Muitos tentam vencer o pecado com regras, leis e proibições, mas
tudo isso apenas mostra mais o pecado. Outros tentam legalizar o
100 21 -/ )0 J),)
pecado ou ignorá-lo, mas tudo é em vão, pois a nossa consciência
nos acusa.
A lei falha porque ela não pode dar vida. O pecador está morto
e tudo de que ele necessita é vida. Somente o Filho de Deus pode
conceder vida. É essa vida dentro de nós que nos liberta do pecado.
O Senhor Jesus foi levantado na cruz como Filho do Homem,
para libertar as pessoas do veneno da serpente. Ele é o grande “Eu
Sou” e também o Filho do Homem, mas para vencer o pecado teve
de ser levantado como uma serpente na cruz. Semelhante ao pecado,
porém, sem pecado.
4. C)0) (/)23( ) 5().20- ) 5-)
-. S)0 5)( 0 )00 /0 5-)
No capítulo 7, Jesus foi julgado de diversas formas e por
muitas pessoas, mas ninguém pôde condená-lo. Ele é o único
que não é pecaminoso.
Somente Jesus tinha autoridade para jogar a pedra, mas Ele
não o fez. Embora esteja qualificado para condenar, Ele veio para
perdoar e salvar.
O próprio Jesus desafia os fariseus a apontar um pecado Seu.
Ele era sem pecado algum.
Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo
a verdade, por que razão não me credes? (Jo 8.46)
.. P)( 0) ) F2) ) H)00
Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do
Homem, então, sabereis que EU SOU e que nada faço
por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou.
(Jo 8.28)
O Eu Sou é o nome de Deus, Jeová. Ele teve que se fazer ho-
mem porque o pecado estava no homem e somente sendo homem
12º D- – L3(/ ) 5-) - )-,) 101
Ele poderia julgar o pecado e o diabo. Somente um homem teria
legalidade para entrar na terra e retomar de Satanás a autoridade
sobre os reinos. (Sl 115.16).
. L3--) - (;
Como homem, Jesus foi levantado (Jo 3.14) do mesmo
modo que a serpente no deserto (Nm 21.4-9). Quando a Bíblia
diz “levantado”, está se referindo ao diabo, à serpente. Quando
Cristo foi levantado, o príncipe deste mundo foi julgado e ex-
pulso (Jo 12.31,32).
. P2- 2; - 3-
De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do
mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo
contrário, terá a luz da vida. (v. 12)
Como o Senhor nos liberta do pecado? Ele o faz entrando em
nós como luz da vida. A vida é a luz dos homens, diz João 1.4. Jesus,
como a nossa vida, entra em nós e nos faz livres.
A vida cristã é caracterizada por duas substituições: uma na cruz,
onde Cristo morreu no meu lugar, e outra no dia a dia, onde Cristo
deseja viver em meu lugar para me fazer livre. (Gl 2.19,20).
Existem algumas doenças que são tratadas por radiação. Radiação
é um tipo de luz. A Luz da Vida é uma radiação que mata o germe
do pecado dentro de mim.
. P2) )0) - 3(-
Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadei-
ramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a
verdade vos libertará. (vv. 31,32)
Observe que depois que temos a luz da vida, então recebemos
a verdade e assim somos libertos do pecado. A verdade é o próprio
Senhor Jesus.
102 21 -/ )0 J),)
Por outro lado, a luz nos permite ver a verdade sobre nós mesmos,
ou seja, a nossa condição pecaminosa. Quando vemos essa verdade,
naturalmente nos arrependemos. Se a luz da vida não brilhar, não
há arrependimento. Esse é outro aspecto de conhecer a verdade.
8. A 5//)- ) S)(
Em nenhum outro momento Jesus se revela tão claramente
como sendo Deus. Aqui nós vemos a revelação de quem é o Senhor.
-. O D(- “E S)”
Se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos
pecados... (v. 24)
Quando levantardes o Filho do Homem, então, sabereis
que EU SOU e que nada faço por mim mesmo; mas
falo como o Pai me ensinou. (v. 28)
Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão
existisse, EU SOU. (v. 58)
“Eu Sou” é o significado do nome “Jeová”, em Êxodo 3.14. É
o nome de Deus em relação ao homem. Mostra o Senhor como o
eterno e o imutável. Sem começo e sem fim, o mesmo eternamente.
Dizer que Jesus é o “Eu Sou” significa que Ele é tudo o que
necessitamos. É como ter um cheque em branco no qual se pode
preencher a quantia necessária. Se você precisa de luz, simplesmente
preencha luz e o Senhor será luz. Se precisa de paz, prosperidade,
libertação, qualquer coisa, basta preencher. Esse cheque nunca será
devolvido. A conta celestial é inesgotável. Seja ousado para preen-
cher uma grande quantia.
.. A/ A.(-,) 0-)( A.(-,)
Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão
existisse, EU SOU. (v. 58)
12º D- – L3(/ ) 5-) - )-,) 103
A gramática aqui é estranha. O correto deveria ser: Antes que
Abraão existisse, eu era. Mas o Senhor é sempre atual, o Eu sou.
É por isso que é uma heresia tão repugnante adorar Maria e, até
mesmo, dizer que ela é mãe de Deus. Jesus é o próprio Deus, sem
começo nem fim de dias.
. O F2) ) H)00
Todos sabemos que Deus, como Deus, jamais poderia perdoar
o pecado. Se assim fizesse, Ele seria injusto. Por um lado, Deus era
amoroso e queria perdoar o homem, por outro lado, sendo justo,
não poderia deixar de condenar o homem. Na cruz, o amor e a
justiça se encontraram, a graça e a verdade se beijaram.
Como Filho do Homem, Ele se qualificou para redimir o ho-
mem e assim perdoá-lo.
13º D-
A L; - V-
(Cap. 9)
Como já dissemos, cada milagre de Jesus descrito em João é
uma parábola viva. No caso anterior, vimos como o Senhor resolve
a questão do pecado, agora veremos a questão da cegueira.
Sabemos que o Deus deste século cegou o entendimento das
pessoas, assim, elas precisam da iluminação do evangelho para trazê-
-las das trevas para a luz.
Nos quais o deus deste século cegou o entendimento
dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do
evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de
Deus. (2Co 4.4)
Para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para
a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que
recebam eles remissão de pecados e herança entre os que
são santificados pela fé em mim. (At 26.18)
106 21 -/ )0 J),)5)
1. A ),) ) D)
-. C-0-), 3 J// 0 D) -/-
Um cego é alguém que tem de ser visto. Um homem cego ja-
mais verá alguém. Ou ele é visto, ou não haverá qualquer esperança
para ele, ficará no anonimato, alheio, sem que ninguém se importe
com ele.
Há certas pessoas assim na vida. Pessoas para as quais se Deus
não atentar, se Deus não olhar, nada de bom lhes poderá acontecer.
Glória a Deus, porque Jesus está olhando para elas!
Quantos estão mergulhados nas trevas do pecado, na escuridão
da ignorância de Deus? Não têm discernimento nem compreensão
das coisas de Deus. Toda a história do cego é uma grande parábola da
verdadeira cegueira que acomete a humanidade, a cegueira espiritual.
.. Q0 5): E2 ) // 5-/F
Essa pergunta dos discípulos mostra muitas suposições teológicas
para a causa do sofrimento do homem:
Foi o pecado dos pais – a Palavra de Deus diz claramente
que cada um levará a sua própria iniquidade e ninguém será
castigado pelos pecados dos pais.
A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a
iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho;
a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do
perverso cairá sobre este. (Ez 18.20)
Foi o seu pecado ainda no útero da mãe – essa era uma su-
posição ensinada pelo Talmude. Veja a postura dos fariseus
em João 9.34:
“Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós?”
Era um carma pelos seus pecados de vidas pregressas – os
discípulos não tinham isso em mente porque não havia esse
ensino em Israel. Mas, mesmo que houvesse, Jesus contra-
riou o suposto carma e curou o cego.
13º D- – A L; - V- 107
O Senhor Jesus não se preocupou em corrigir a “teologia”, antes,
mostrou que a causa não é o mais importante, e sim o propósito.
Independente da causa do problema, veja em cada situação a opor-
tunidade da manifestação da glória de Deus.
Em João, Jesus se coloca como a vida. É por isso que Ele não
responde as perguntas nem com o “sim” nem com o “não”. Quando
a mulher samaritana perguntou onde era o lugar de adorar, o Senhor
não disse “sim” ou “não”, mas mostrou que a adoração é no espírito.
Quando perguntado sobre o pecado da mulher no capítulo 8, Ele
não disse que apedrejassem nem que não apedrejassem, simples-
mente disse: “Quem não tiver pecado pode atirar a primeira pedra”.
Neste caso o Senhor também não responde a pergunta dos dis-
cípulos sobre a causa da cegueira do homem, mas os conduz para
a árvore da vida. A questão não é se algo é certo ou errado, mas se
temos ou a não a vida. Se temos a vida, estaremos corretos.
7. R.) 2;
-. P2- 2; - 3-
João 8.12 diz que Jesus é a luz da vida. Quando a vida de Deus
entra em nós, essa vida torna-se a nossa luz.
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. (Jo 9.5)
.. P2) .-(() 0/(-) )0 /-23-
O lodo descrito em Romanos 9.21 aponta para a humanidade.
É o homem, que foi feito do pó da terra (Gn 2.7). E o que é a sali-
va? A saliva é algo que procede da boca e o que procede da boca do
Senhor é a Sua Palavra que é espírito e vida (Mt 4.4).
Sendo assim, o poder curador está na união da Palavra de Deus
com o homem, de tal forma que eles se tornam uma massa só. Se
você permite à Palavra de Deus se misturar com você, no seu coração,
esse será o meio de cura para a sua vida, não importa o seu problema.
108 21 -/ )0 J),)5)
Uma outra interpretação é perceber que Jesus usa qualquer coi-
sa, mesmo as mais improváveis, para realizar Seus propósitos. Jesus
pode usar remédios e médicos como meios de cura. Quem usa o
lodo usa qualquer coisa.
. P2-/ GD-/ ) -
Depois de ungir os olhos do cego com o lodo, o Senhor o man-
dou lavar-se no tanque de Siloé. “Siloé” significa “enviado” e aponta
para o Espírito Santo, que nos foi enviado pelo Pai.
Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei
da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede,
esse dará testemunho de mim... (Jo 15.26)
Depois que somos mergulhados no Espírito Santo, nossos olhos
se abrem definitivamente. O Espírito Santo é esta água que tira a
cegueira da morte e introduz a luz da vida.
. P2- ).-
Havia algo que o cego tinha de fazer, ele deveria obedecer à
direção do Senhor. Se ele não obedecesse, não poderia voltar a ver.
É interessante observar que se ele não obedecesse, além de con-
tinuar cego, ficaria um cego pior do que antes, porque agora havia
algo nos seus olhos incomodando-o. Sempre que deixamos de obe-
decer, a nossa situação torna-se pior do que antes.
Mas Jesus é tão bom que não deixou alternativa ao cego senão
obedecer. Você consegue imaginar o desconforto dele com a terra
nos olhos? Ou ele lavava por fé e obediência, ou para se livrar do
desconforto mesmo. Mas, de qualquer forma, ele receberia o que
Jesus queria lhe dar.
Nesse sentido podemos dizer também que Siloé é a própria
igreja. Jesus quer trazer muitas pessoas para cá a fim de serem livra-
das de algum desconforto. Pode ser a aflição, a insônia, a doença,
13º D- – A L; - V- 109
o vício ou por causa de qualquer outro tipo de lodo. Aqui podem
ser lavadas e curadas.
Hoje, quando nos convertemos, o Senhor também nos manda
nos lavar. Esse lavar é o batismo, onde abandonamos o velho homem
com todas as suas práticas. O batismo hoje é o tanque de Siloé para
aquele que estava cego e agora está vendo.
4. T)(-)-/ 0 3-)
Depois que obedecemos à ordem de nos lavar no “Enviado”,
nós próprios nos tornamos os enviados de Jesus. Aquilo que o cego
passou é uma analogia daquilo que todos nós passamos.
-. S)A() 5(/D,)
A primeira experiência do cego depois de curado foi ser expulso
da sinagoga (9.34). Todos nós precisamos estar preparados para so-
frer perseguição por parte daqueles que ainda estão cegos.
Ora, todos quantos querem viver piedosamente em
Cristo Jesus serão perseguidos. (2Tm 3.12)
.. T/0-) J//
A primeira coisa que se espera de um enviado é que ele teste-
munhe. Na verdade fomos enviados para isso mesmo, para contar
das tremendas obras de Deus em nossas vidas.
O cego não sabia muito sobre Jesus ou Sua Palavra, mas o seu
testemunho era forte e verdadeiro: “Não sei dizer muito sobre Jesus,
só sei que eu era cego e agora vejo”.
“Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo”. (Jo 9.25)
. C(/) ) )0) J//
Quando o cego fora curado, ele creu em Jesus, mas de uma for-
ma intuitiva, sem muito co-nhecimento. Ele creu de uma maneira
inocente. Ele não sabia exatamente quem era Jesus.
110 21 -/ )0 J),)5)
Quando os fariseus perguntaram a ele quem ele pensava ser Jesus,
ele não hesitou em responder que era profeta. Mas não basta conhe-
cê-lo como profeta, precisamos conhecê-lo como Filho de Deus.
Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos?
Que é profeta, respondeu ele. (Jo 9.17)
Depois que Jesus o encontrou novamente, ele pôde conhecer o
Senhor, mas agora, na luz, com a visão clara.
Não é assim também conosco? Na verdade cremos desde o come-
ço de nossa conversão, mas somente depois de alguma experiência é
que começamos de fato a conhecer ao Senhor de uma forma íntima.
Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando
-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem? Ele
respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele
creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala
contigo. Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.
(Jo 9.35-38)
. A)(-) - J//
Todo enviado precisa aprender a adorar. Na verdade, a adoração
genuína flui depois que abandonamos a fé intuitiva e O conhecemos
profundamente. Quando a luz de Deus vem e enxergamos Jesus e
o Seu amor, só podemos nos curvar e adorar.
. O I2D-0) - 2;
Jesus disse, no verso 39, que veio ao mundo para juízo. Todavia,
para Nicodemos Ele disse que não veio para julgar, mas para salvar
(Jo 3.17). Por que isso acontece? Porque depende de nossa atitude.
Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a
fim de que os que não veem vejam, e os que veem se
tornem cegos. Jo 9.39
13º D- – A L; - V- 111
Os fariseus eram orgulhosos e achavam que não eram cegos,
por isso, para eles a luz era julgamento. Nicodemos era simples de
coração, e para ele a luz era salvação.
Se o Senhor virá para salvar ou para julgar, depende de sua ati-
tude. Observe o sol. Ele é o mesmo sempre, mas produz resultados
diferentes na cera e no barro. Quando vem o sol, a cera derrete e o
barro endurece. O problema não está no sol e sim na natureza dos
materiais. Assim também acontece conosco. Deus é o mesmo, mas
diante dEle alguns se derretem, enquanto outros se endurecem.
Precisamos rejeitar a atitude do fariseu de pensar que já temos
toda a luz. Se agirmos assim, o Senhor nos resistirá e continuaremos
em trevas, mas se nos humilharmos, teremos mais da luz da vida.
14º D-
O B)0 P-/)(
(Cap. 10)
No Evangelho de João, nós não temos parábolas como nos
demais evangelhos. Podemos dizer que temos histórias alegóricas,
na verdade apenas duas: esta, do bom pastor, e aquela, da videira.
O capítulo 10 é uma continuação natural do capítulo anterior,
que trata da história do cego. Sabemos que, depois que recebeu a
cura do Senhor, ele foi expulso da sinagoga. Jesus toma essa situação
para falar a respeito do verdadeiro rebanho, do verdadeiro aprisco
e do verdadeiro pastor.
O cego, na verdade, não fora expulso da sinagoga, mas fora
conduzido por Cristo para fora do aprisco.
1. O -5(/)
Para compreender esta alegoria, precisamos ter clareza do sig-
nificado de “aprisco”. Podemos com certeza afirmar que o aprisco
não é o céu ou a salvação, pelos seguintes motivos:
114 21 -/ )0 J),)
Jesus libera esta alegoria depois que o cego foi expulso da
sinagoga. O Senhor tem em mente aqui que a sinagoga
era um tipo de aprisco que excluiu uma ovelha;
Jesus disse que o aprisco era um lugar do qual se podia
sair e entrar quando se desejasse, portanto, não significa
a salvação ou o céu, de onde sabemos que não podemos
sair. (v. 9)
Jesus disse ainda que possuía outras ovelhas que eram de
outro aprisco. Naturalmente todas as ovelhas do Senhor
irão para o céu, e o Senhor não tem ovelhas em outro lu-
gar, que não sejam salvas. (v. 16)
Mas o que vem a ser então o aprisco? Se você visitar uma fazenda,
verá que as ovelhas não ficam no aprisco a maior parte do tempo,
e sim no pasto. O pasto é o lugar permanente para elas ficarem. O
aprisco é usado para guardar e proteger as ovelhas somente até que
o pasto esteja preparado. Isso indica que Deus confinou o Seu povo
até que Cristo, que é a porta e o pasto, viesse. O aprisco, então, é a
lei do Velho Testamento.
Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei
e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de
revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para
nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados
por fé. (Gl 3.23,24)
Antes de Jesus vir, estávamos todos confinados no aprisco da lei.
Estávamos mesmo trancados nesse aprisco.
O texto de Gálatas diz que a lei foi um aio. Aio era um escravo
treinado para servir de mestre para os filhos do senhores. Deus usou
a lei para nos guardar e nos conduzir a Cristo.
Uma vez que fomos trazidos a Cristo, somos justificados pela
fé e, por isso, não estamos mais sob custódia da lei. Nós podemos
hoje sair desse aprisco pela porta, que é Jesus.
O homem cego foi uma ovelha que saiu do aprisco da lei pela
porta que é Cristo.
14º D- – O B)0 P-/)( 115
7. A/ )32-/
As ovelhas são o povo de Deus. No verso 16 ficamos sabendo
que Jesus tem dois rebanhos: Israel e a Igreja. No fim, esses dois
rebanhos serão unidos em um único, debaixo de um só pastor.
O rebanho significa a Igreja (Ef 2.14-16 e 4.6). Antes o aprisco
era o judaísmo, mas agora o rebanho é a igreja que inclui dois povos:
os judeus e os gentios.
Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim
me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz;
então, haverá um rebanho e um pastor. (v. 16)
4. A 5)(-
Jesus disse explicitamente que Ele é a porta.
Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em
verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. (v. 7)
Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo;
entrará, e sairá, e achará pastagem. (v. 9)
A porta aqui não é para entrar no céu, pois esta porta nos capa-
cita a entrar e sair, e como poderíamos sair do céu? A porta aqui é
a porta do aprisco.
As pessoas que estão no mundo ainda estão debaixo da lei e,
consequentemente, debaixo da condenação pois ninguém jamais
cumpriu a lei. A única maneira de elas saírem da condenação e da
lei é passando pela porta que é Jesus.
A lei é o meio usado por Deus para convencer o Seu povo do
pecado, mas uma vez que vamos a Cristo como a porta, podemos
sair e encontrar pastagens. Cristo é a porta pela qual os cristãos po-
dem sair da lei e entrar nEle mesmo como pastagem.
116 21 -/ )0 J),)
8. A 5-/-D0
Ser guardado no aprisco da lei era transitório e passageiro, o alvo
do pastor é conduzir suas ovelhas para os pastos verdes. Precisamos
perceber que o Senhor mesmo é a nossa pastagem. Ele é a porta e
a pastagem.
Assim como o cego foi expulso do aprisco da sinagoga, quando
nós seguimos o Senhor, somos naturalmente expulsos do aprisco
da religião da lei.
Para desfrutar da pastagem, você precisa sair do aprisco.
Muitos crentes ainda estão vivendo debaixo do jugo da lei. Não
podemos ter águas de descanso e pastos verdejantes se não saímos
do aprisco do legalismo.
. O 5)(() )/ 2-(M/ /-2-)(/
O porteiro é o Espírito Santo. É Ele quem nos abre a porta que é
Cristo. Se o Espírito Santo não nos convencer do pecado, da justiça
e do juízo, não podemos entrar pela porta que é Cristo.
Os ladrões e salteadores possuem algumas características:
Vêm somente para matar, roubar e destruir;
São mercenários.
O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu
vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem
as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge;
então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge,
porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas.
(Jo 10.10,12,13)
Num sentido amplo, o ladrão é o diabo, entretanto também se
aplica a qualquer pessoa que seja um falso servo do Senhor Jesus.
São os falsos profetas e falsos pastores.
14º D- – O B)0 P-/)( 117
Num sentido literal, Jesus está se referindo a todos os falsos
messias que se levantaram nos quatrocentos anos que se seguiram
ao último profeta do Velho Testamento, que foi Malaquias. De
Malaquias a Jesus se passaram quatrocentos anos.
B. O 5-/)(
Cristo é o pastor que chama as suas ovelhas para fora do aprisco
em direção ao pasto, que também é Ele próprio.
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abun-
dância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida
pelas ovelhas. (vv. 10,11)
Nesse texto temos duas palavras para “vida”, no original. No
verso 10, “vida” é “zoe”, que significa a vida espiritual com a qual o
próprio Deus vive, é a vida de Deus. No verso 11, “vida” é “psiquê”,
que significa vida da alma. Isso indica que o Senhor Jesus tinha esses
dois tipos de vida, a humana e a divina.
Ele deu a Sua vida humana para executar a redenção das Suas
ovelhas (vv. 15-18), para que, desta forma, possam desfrutar de vida
divina, o zoe, a vida eterna.
Do mesmo modo, vemos que nós também precisamos entregar
a nossa vida psiquê à morte para vivermos pela vida abundante, o
zoe. Se vivermos pela vida psique, seremos como ovelhas selvagens.
O rebanho somente pode ser formado se todas as ovelhas têm o
mesmo tipo de vida. O rebanho não é uma questão de organização,
mas de recebermos a vida de Deus.
H. A 0,) ) F2) - 0,) ) P-
Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém
as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me
deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém
pode arrebatar. (vv. 28,29)
118 21 -/ )0 J),)
Nesse texto vemos a verdade da segurança eterna. Uma vez que
somos salvos, não podemos mais perder a nossa salvação. Isso acon-
tece porque temos duas mãos a nos sustentar e proteger: a mão do
Filho e a mão do Pai.
A mão do Filho é a mão de poder e a mão do Pai é a mão de
amor. Nada e nem ninguém pode separar-nos dessas mãos que es-
tão nos envolvendo e guardando. Podemos ter certeza da salvação:
Fomos contaminados com o “vírus” da vida de Deus (zoe)
e não há cura para ele;
Fomos feitos filhos de Deus, com a Sua natureza, e não
podemos deixar de ser;
Nada pode separar-nos do amor de Deus que está em Cristo
(Rm 8.38,39);
Aquele que em nós começou a boa obra há de completá-
-la (Fl 1.6).
Temos uma verdadeira apólice de seguro em nosso espírito. Não
apenas tenho a vida eterna, mas tenho as duas mãos me guardando.
Nem ladrões, nem lobos ou mercenários podem me tirar do pasto
de Jesus. No rebanho, que é a igreja, podemos estar seguros.
15º D-
A (//((,) - 3-
(Cap. 11)
A ressurreição de Lázaro é uma história de Jesus e daqueles a
quem Ele ama. Todos os per-sonagens são amados do Senhor e nos
mostram como é o mover de Cristo no meio de Sua igreja. Se dese-
jamos ver Jesus tirando pessoas da morte, precisamos compreender
o seu mover descrito em João 11.
1. A )(-,) 5)( LG;-()
Marta, Maria e Lázaro eram muito amados pelo Senhor. Lázaro
ficou seriamente enfermo, e suas irmãs mandaram uma mensagem
a Jesus a respeito da gravidade da doença dele. Isso significa que, se
estivermos em dificuldades, devemos orar ao Senhor. Mas o que o
Senhor fará é totalmente com Ele.
Podemos perceber aqui algumas lições sobre oração:
A demora em responder nossa oração não demonstra indi-
ferença de Jesus (vv. 3-6);
120 21 -/ )0 J),)
O nosso conceito natural nos impede de perceber os planos
de Deus em nossas vidas. O que pensamos ser demora está
dentro dos Seus propósitos;
A fé é fortalecida nos dias sombrios. A demora é o grande
teste da fé (v. 15);
O que pensamos ser uma calamidade pode ser uma opor-
tunidade de Deus manifestar a Sua glória (v. 40).
7. O/ ))/ -(-/ ) 0)3( D/
As opiniões humanas são o mais forte estorvo à vida. Uma vez que
estas sejam subjugadas, a vida de ressurreição poderá se manifestar.
Para que a vida de ressurreição se manifeste, é preciso tratar primei-
ramente com o problema das opiniões e dos conceitos humanos.
-. O )) -(-2 )/ /652)/
Depois que Jesus soube que Lázaro estava doente, ainda demo-
rou-se dois dias no lugar onde estava (v.6). Os discípulos devem
ter ficado perplexos e desapontados. Mas depois de dois dias, Ele
subitamente resolveu ver Lázaro; então, as opiniões dos discípulos
vieram à tona para colocar obstáculos. Disseram que era perigoso,
pois os judeus procuravam apedrejá-Lo (v.8).
O Senhor disse-lhes que Lázaro adormecera e que Ele ia para
despertá-lo (v.11). Responderam-Lhe imediatamente: “Senhor, se
dorme, estará salvo” (v.12).
Por fim, os discípulos concordaram em ir com Ele, porém, com
uma atitude de mártires. Disse Tomé: “Vamos também nós para
morrermos com Ele” (v.16). Dessa forma, muitas vezes as nossas
opiniões naturais impedem o livre curso do mover do Senhor.
.. O )) -(-2 M-(- M-(-
Quando o Senhor chegou a Betânia, Marta foi a primeira a
encontrá-Lo. Antes que Ele pudesse dizer qualquer coisa, ela deu
sua opinião: “Senhor, se estivesses aqui não teria morrido meu
15º D- – A (//((,) - 3- 121
irmão” (v.21). Ela estava na verdade se queixando do Senhor ter
chegado tarde.
Jesus lhe disse: “Teu irmão há de ressurgir” (v.23). Novo estor-
vo: “Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição,
no último dia” (v.24). O seu conhecimento doutrinário a estava
impedindo de desfrutar do mover do Senhor. Então, disse-lhe Je-
sus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que
morra viverá” (v.25).
Por ser tão cheia de suas próprias opiniões, Marta chamou Ma-
ria: “O Mestre chegou e te chama” (v.28). O Senhor não chamou
Maria, isso foi, na verdade, mais uma opinião de Marta. Talvez
nós também amemos muito ao Senhor, mas por sermos tão cheios
opiniões, não conseguimos ficar calados.
Maria repetiu a mesma queixa de Marta contra o Senhor (v.32).
Por essa razão, o Senhor agitou-se no espírito (v.33), e perguntou-
-lhes onde Lázaro fora sepultado. Responderam: “Senhor, vem e
vê” (v.34). Esta foi a melhor resposta. Numa situação como essa,
não emita muitas opiniões, apenas diga a Ele: “Senhor, vem e vê”.
Depois disso tudo, entretanto, ainda há a opinião dos judeus
(v.35) e a opinião adicional de Marta (v.39) a respeito de tirar a pedra
do túmulo. Todas as opiniões que procedem da mente natural nos
impedem de entrar no mover do Senhor como vida e ressurreição.
4. A (//((,) LG;-()
O Senhor foi impedido de agir até que as muitas opiniões hu-
manas fossem subjugadas. Podemos cooperar com Ele, negando
as nossas opiniões naturais, e submetendo-nos a Ele.
-. A ))5(-,) ) )00 5-(- (-( - 5(-
O mover de Deus é sempre soberano. Nossas opiniões não po-
dem forçar o Senhor a fazer coisa alguma, entretanto ainda assim
o Senhor espera a nossa cooperação.
122 21 -/ )0 J),)
Jesus pôde ressuscitar o morto, mas pediu que tirassem a pedra.
Quando Ele disser “tirai a pedra” (v.39), devemos simplesmente
retirá-la, sem nada argumentar. Essa é a nossa cooperação com o
Seu mover.
O mover de Deus sempre implica em nossa cooperação. Se
existem pedras que precisam ser tiradas, é nossa parte removê-las.
As pedras apontam para qualquer coisa que esteja impedindo
que a palavra de vida de Jesus seja liberada. A palavra de vida pre-
cisa ser liberada, mas há pedras na frente. Cooperamos com Deus,
removendo tais obstáculos que impedem os mortos de ouvirem o
chamado para a vida.
.. A (//((,) LG;-() – )3) 0 -0-)
5-(- - 3-
A maneira como Jesus ressuscitou Lázaro foi apenas chamando
por ele. Quando a palavra viva de Jesus flui entre nós, ela é um
poderoso chamado que tira as pessoas da morte e as conduz para a
vida de ressurreição.
A morte é uma grande força. Quando vem sobre o homem, este
nunca consegue escapar. Somente o próprio Senhor como ressur-
reição pode derrotá-la. Ele pode libertar todas as pessoas da morte
porque Ele não apenas é vida, mas também ressurreição. Por isso
Ele pode aniquilar o poder da morte.
Precisamos aprender como aplicar essa vida de ressurreição diaria-
mente. Nenhum problema, por mais difícil que seja, pode derrotar
aqueles que têm o Senhor da ressurreição. Disse Jesus a Marta: “Eu
sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra,
viverá” (Jo 11.25). Um dia, ainda que morramos, seremos ressusci-
tados. Todo o universo verá que o Senhor é a ressurreição.
Paulo disse: “Para o conhecer e o poder da Sua ressurreição” (Fp
3.10). Nós podemos hoje, em nossa vida diária, desfrutar da vitória
definitiva dessa ressurreição.
15º D- – A (//((,) - 3- 123
Mas há uma coisa que barra o poder da ressurreição: as muitas
opiniões humanas. Como necessitamos aprender a lição de estarmos
em silêncio aguardando e ouvindo do Senhor!
Em todos os casos tratados por João até o capítulo 11, o Senhor
veio a fim de ser vida para pessoas mergulhadas em morte. Em cada
caso, o Senhor transformou a situação de morte em vida.
. A ))5(-,) ) )00 5-(- (-( -/ --(-/
Depois de ressuscitar Lázaro, o Senhor disse: “Desatai-o, e deixai-
-o ir” (v.44). Mais uma vez temos a cooperação do homem no mover
de Deus. Jesus ressuscita o morto, mas é nossa parte remover toda
atadura. O mover de Deus sempre implica em nossa cooperação.
Para que o Senhor possa operar no nosso meio, devemos coo-
perar com Ele abandonando as opiniões e agindo de acordo com a
Sua vontade, submetendo-nos à Sua Palavra. Ele mesmo poderia ter
desatado Lázaro, mas Ele quer a nossa cooperação, nossa submissão.
Não devemos orar ao Senhor pedindo-Lhe para seguir nossas ins-
truções. Pelo contrário, devemos render-Lhe completa submissão.
Se assim fizermos, veremos o poder do Senhor entre nós.
As ataduras apontam para aquelas coisas que nos prendem
mesmo depois que recebemos a vida ressurreta do Senhor. Existem
certos tipos de serviços, amizades, relacionamentos ou atividades
que nos embaraçam e, portanto, devem ser removidos.
8. O 5(65) - (//((,)
O Senhor recusou-se a ir imediatamente para curar Lázaro, quan-
do foi informado. Ele esperou propositadamente que este estivesse
morto para só então fazer alguma coisa. Por que Jesus agiu assim?
Suponhamos que um dia, sob a luz de Deus, descubramos que
temos um temperamento forte, ou que temos comportamentos in-
convenientes, ou que possuímos qualquer outro tipo de problema.
124 21 -/ )0 J),)
À medida que pedimos, mais o nosso problema se agrava. Parece
que o Senhor não nos ouve a oração. O Senhor esperará até que
desistamos de tentar mudar na nossa força humana. O Senhor não
virá enquanto tivermos ainda alguma esperança de nos aperfeiço-
armos e não estivermos realmente decepcionados conosco mesmos.
Muitos fazem do Cristianismo uma religião que tenta aper-
feiçoar as pessoas, reformá-las e regular seu comportamento. Mas
Cristo não veio para isso, veio para nos dar a Sua vida, a fim de que
vivêssemos por ela.
Ele não quer reformar ou aprimorar o homem, e sim regenerá-
-lo, dando-lhe uma vida nova. O Senhor esperará até que a nossa
força natural morra e nossos recursos naturais se esgotem. Somen-
te então Ele virá para dar vida e nos tirar da situação de morte. O
fundo do poço é o único lugar onde podemos provar do poder da
ressurreição. É onde a única saída é para cima.
A intenção de Deus mostrada no Evangelho de João não é aper-
feiçoar o nosso comportamento, reformar-nos, mas é introduzir
vida dentro de nós. Se descobrirmos esse princípio, nossa sede será
saciada, nossa fome satisfeita, nossas trevas iluminadas, nossa escra-
vidão ao pecado quebrada e nossa morte tragada pela ressurreição.
16º D-
U0- -2D)(- - D(I- )
/D() ) (/0)
- D(I-
(Cap. 12)
U0- -2D)(- - D(I- – 33. 1-11
O Senhor Jesus não veio à terra para ser um líder religioso, mas
para entrar no homem e ser a sua vida. No capítulo 11, nós temos
a ressurreição de Lázaro. É o último caso registrado por João.
O Senhor quer nos mostrar com isso que todos nós estávamos
mortos e precisávamos receber a Sua vida para podermos estar diante
dEle como ressurretos dentre os mortos.
No capítulo 12, temos uma alegoria da igreja, pois ela é o resul-
tado da vivificação dos mortos. Nós todos estávamos mortos em
nossos pecados, mas Ele nos deu vida. Uma vez que recebemos vida,
entramos para a igreja.
126 21 -/ )0 J),)
Vamos ver como o banquete em Betânia é uma alegoria da vida
da igreja.
1. U0 2D-( )0,) – 33. 1-17
A primeira coisa que vemos na casa em Betânia é que Jesus
estava presente para uma ceia. Isso nos fala de um lugar de festa,
celebração e comunhão.
Antes o Senhor não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20), mas
agora Ele possui um lugar de descanso e comunhão. Cada vez que
nos reunimos como igreja, o Senhor vem para festejar conosco.
7. E0 BN-
A palavra “Betânia” significa “casa de aflição”. Isso nos mostra
que exteriormente o mundo sempre nos vê como tristes e afligidos
mas, na verdade, somos um lugar de festa e comunhão porque o
Senhor Jesus está presente em nossa festa.
4. LG;-()
A igreja não vem à existência por meio de organização ou ensina-
mento de homem, ela vem à existência quando recebemos em nós
a vida do Senhor Jesus. Lázaro aqui representa o novo nascimento,
a vida de ressurreição.
Todos nós, como Lázaro, estávamos mortos, mas o Senhor Jesus
nos deu vida. A igreja é o lugar daqueles que estavam mortos, mas
que receberam nova vida.
Em João 12.9-11, lemos que muitos voltaram crendo em Jesus
por causa do testemunho de Lázaro. Isso nos mostra que Lázaro
também representa o testemunho da igreja. Na igreja sempre há
aqueles que têm um testemunho tão marcante que trazem muitos
para o Senhor.
16º D- – U0- -2D)(- - D(I- ) /D() ) (/0) - D(I- 127
8. S0,)
No texto de João não ficamos sabendo; mas, em Marcos 14.3,
descobrimos que a casa em Betânia era de um leproso, curado por
Jesus, chamado Simão. A lepra é um símbolo do pecado. Por um
lado, estávamos todos mortos, mas por outro, estávamos todos en-
fermos com a lepra do pecado.
Como Lázaro, estávamos mortos e fomos ressuscitados e, como
Simão, éramos leprosos e fomos purificados. Somente quando a
morte é vencida e o pecado é removido é que a vida da igreja torna-
-se possível.
O texto de João não menciona Simão, talvez para mostrar que
se a lepra permanecer de alguma forma presente na igreja, ela nos
desqualifica para termos comunhão com Jesus à mesa.
. M-(-
Tanto Lázaro quanto Simão apontam para o testemunho vivo
que damos a respeito de nossa nova vida. Eles não fizeram nada,
apenas ficaram ali tendo comunhão com o Senhor. As suas vidas
eram um testemunho vivo. Todos devemos ter também esse teste-
munho de vida e purificação.
Mas a igreja também é constituída por Marta. Enquanto Lázaro
aponta para o testemunho, Marta aponta para o serviço. Não pense
que Marta é menos importante que Maria ou Lázaro, pois a igreja
não pode existir sem aqueles que servem.
Embora sejamos espirituais, ainda precisamos daqueles irmãos
práticos, ativos, vivos e eficientes. Se não fossem eles, não poderí-
amos desfrutar da comunhão com Jesus apropriadamente. Jamais
despreze aqueles que servem, como se eles não fossem espirituais.
Pode ser que Maria tenha escolhido a melhor parte, mas a função
de Marta é essencial.
É verdade que quando temos um Lázaro na igreja ele atrai muitas
pessoas, porque a sua vida é um testemunho ambulante do poder
128 21 -/ )0 J),)
de Deus, mas é Marta que ajuda a consolidar essas pessoas. Lázaro
atrai, mas é Marta quem as serve para que se firmem em Cristo.
B. M-(-
Maria representa aqueles irmãos que amam muito o Senhor e
derramam o que têm de mais precioso aos pés dEle. Amam tanto
o Senhor que Lhe dão o melhor.
Maria nos é apresentada como um exemplo de um adorador.
O ato de ungir o Senhor com o perfume de nardo preciosíssimo
é um símbolo da nossa adoração, que é recebida como perfume
diante de Deus.
Pelo fato de o Senhor ter dito que esta é a melhor parte, preci-
samos entendê-la melhor.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se
assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamen-
tos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada
em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e
disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha
deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois,
que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Mar-
ta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas
coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma
só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não
lhe será tirada. (Lc 10.39-42)
a. Maria sentou-se aos pés do Senhor
Isso indica uma posição de humildade. “Adorar” é “proskeneu”,
em grego, e significa beijar as mãos ou os pés. Quando adoramos,
nós nos humilhamos diante de Deus.
Também indica quietude, ao contrário de Marta. Não podemos
adorar se o nosso coração estiver cheio dos cuidados desta vida, de
16º D- – U0- -2D)(- - D(I- ) /D() ) (/0) - D(I- 129
ansiedade e preocupação. Adorar é descansar na presença de Deus
desfrutando de Sua vida.
b. Ela ungiu os pés de Jesus - v.3
Adorar é estar aos pés do Senhor. O texto de Mateus diz que ela
derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.
...aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de
alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou
sobre a cabeça, estando ele à mesa. (Mt 26.7)
c. Ela usou o seu cabelo para enxugar os pés de Jesus
O texto de 1 Coríntios 11.14,15 diz que o cabelo simboliza
a glória da mulher. O ato de usar o cabelo nos mostra que Maria
estava entregando ao Senhor toda a glória.
A nossa adoração nada mais é do que um reconhecimento de
que somente Ele é digno de toda honra e toda glória. Quando ado-
ramos, depositamos nossas coroas aos Seus pés.
Ou não vos ensina a própria natureza ser desonroso para
o homem usar cabelo comprido? E que, tratando-se da
mulher, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado
em lugar de mantilha. (1Co 11.14,15)
d. Ela enxugou com os cabelos, indicando liberdade diante
da opinião dos outros
Mesmo naqueles dias, não era comum se enxugar os pés de
alguém com o próprio cabelo. Tal atitude deve ter causado per-
plexidade em todos, mas a atitude de Maria nos mostra que o seu
interesse era agradar ao Senhor e não aos homens.
Muitas vezes, a preocupação com o que vão pensar ou dizer nos
impede de agradar ao Senhor. Devemos fazer o que a ocasião pede,
mesmo que não sejamos compreendidos por todos.
130 21 -/ )0 J),)
e. O fato de usar o seu cabelo indica que não foi algo
premeditado, mas espontâneo
Talvez aquele momento tenha sido fruto de um impulso de
amor. Se ela tivesse tido tempo, é possível que buscasse uma toalha,
como era o costume.
A nossa adoração precisa ter um elemento de espontaneidade.
Não podemos ficar presos à liturgia ou à tradição humana.
f. Ela ofereceu algo precioso que valia o salário de um ano
O preço do bálsamo era de 300 denários (12.5). Um denário
era o salário de um dia de um trabalhador. Por aí podemos avaliar
o preço daquele bálsamo.
A verdadeira adoração consiste em se oferecer algo realmente
precioso para Deus. Nossas vidas, nosso dinheiro, nossos bens de-
vem ser instrumentos de adoração aos Seus pés.
g. O texto de Marcos 14.3 se diz que ela quebrou o vaso com
o perfume
A adoração é fruto de quebrantamento. Ela poderia apenas derra-
mar, mas ela preferiu quebrar o vaso. Tal ato nos mostra que o Espírito
Santo queria nos mostrar como o quebrantamento libera o bálsamo
diante de Deus. Nós somos o vaso que deve ser quebrado em adoração.
Estando ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de
Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso
de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro;
e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre
a cabeça de Jesus.
h. A casa se encheu do perfume - v.3
A adoração é uma fragrância na presença de Deus. Todas as vezes
que adoramos a Deus de forma viva e genuína, a glória de Deus en-
che a igreja. Não podemos desfrutar da glória de Deus sem adoração.
16º D- – U0- -2D)(- - D(I- ) /D() ) (/0) - D(I- 131
J-/
A verdadeira adoração sempre produz desconforto nos carnais
(vv. 4-6). Judas simboliza aqueles que estão na igreja, mas que ainda
vivem na carne ou talvez nem tenham nascido de novo.
Tais pessoas amam mais o dinheiro, a Mamom, que a Deus.
Judas achou um desperdício gastar algo tão precioso com Jesus. Já
observaram que sempre há pessoas que pensam que estamos exage-
rando em nossa adoração? Quem acha que é um exagero também
pensa que Deus não precisa disso, em outras palavras, acham que
é um desperdício.
Mamom é o maior rival do Senhor Jesus. O amor de Judas a
Mamom foi o que deu lugar para o diabo entrar nele e trair Jesus
por trinta moedas de prata. Nós também traímos a Jesus quando
amamos mais o dinheiro do que a Ele.
Vemos, então, que a vida da igreja é simbolizada por cada um
desses personagens. Simão preparou uma casa para o Senhor (Mt
26.6), Marta servia-O, Maria O amava, Lázaro testemunhava e Judas
estava lá para traí-Lo. O resultado disso foi que muitos creram nEle.
O /D() ) (/0) - D(I- -33. 17-L
Na mensagem anterior, nós vimos que aquela casa lá em Betânia
era uma alegoria da igreja. Pelo princípio da ressurreição, de gerar
vida na morte, Jesus gerou a Sua igreja, mas agora veremos como
esta igreja irá crescer e se espalhar.
O ponto central deste trecho é se Jesus escolherá a glória de Deus
ou a glória dos homens, como mencionado no verso 43.
1. O -D ) 0/9() J// - 33. 17-77
Neste momento nós temos o auge do ministério de Jesus aqui
na terra. Ele havia ressuscitado Lázaro depois de quatro dias de
morto, algo tão extraordinário que havia produzido uma reação na
132 21 -/ )0 J),)
multidão. Nos versos 12 a 19, vemos uma grande multidão gritando:
“Hosana, bendito é o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel!”
Logo em seguida, os gregos vieram procurá-Lo. A Grécia era o
centro da filosofia e do conhecimento mundial naqueles dias. Cer-
tamente os gregos queriam que Jesus fosse para Atenas pregar para
os grandes doutores. Era um momento de glória e reconhecimento
para Jesus.
7. C)0) D(,) (D) -6) ) /)2)
No momento em que era reconhecido tanto pelos judeus quan-
to pelos gregos, qual foi a reação de Jesus? Se fôssemos nós, talvez
agarrássemos a oportunidade como um meio de levar o evangelho
e expandir a igreja, mas Jesus não agiu assim.
Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo,
caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer,
produz muito fruto. (vv. 12.24)
A maneira do grão de trigo se multiplicar não é sendo honrado
e exaltado. Se colocarmos uma semente dentro de uma redoma
de vidro em cima de uma estante, ela nunca germinará. É vista, é
apreciada e admirada, mas é estéril. A única maneira de frutificar é
caindo no solo para morrer.
Jesus morreu para a glória humana. Ele rejeitou o reconheci-
mento humano. A maneira de a igreja crescer não é com elogio e
colaboração do mundo, e sim com perseguição. Em toda a história,
a igreja só cresceu sob perseguição.
Podemos ver na semente alguns princípios de frutificação
e multiplicação:
A semente precisa ser semeada, e não guardada dentro de
uma redoma para ser admirada. Precisamos rejeitar a glória
humana e o desejo de reconhecimento, se quisermos fru-
tificar para Deus;
16º D- – U0- -2D)(- - D(I- ) /D() ) (/0) - D(I- 133
A semente precisa morrer. A casca do ego e da alma precisa
ceder para a vida fluir. Jesus disse que se alguém amar a sua
vida irá perdê-la. Amar a vida é autopreservação. Quando
jejuamos e oramos para gerar uma vida, somos uma semente
morrendo na terra;
A semente precisa ser regada com a chuva do Espírito de
Deus. Sem a água do Espírito, a semente seca, mas com a
abundante chuva há germinação e multiplicação de vida.
Jesus precisava cair na terra e morrer como um grão de trigo para
cumprir três propósitos:
-. P();( 0) A()
E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a
mim mesmo. (Jo 12.32)
Sabemos que Jesus era o grão de trigo que caiu na terra para mor-
rer. A sua condição humana era a casca que precisava ser quebrada
para liberar a vida de Deus de dentro dEle. A sua vida precisava ser
liberada para gerar filhos para Deus. Isso aconteceu por meio de
Sua morte e ressurreição.
.. P-(- I2D-( ) 0) ?52/-( ) -.)
Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora
o seu príncipe será expulso. (v.31)
O mundo é o sistema maligno preparado por Satanás. Na
cruz o Senhor Jesus foi levantado como Filho do Homem (v.23),
na forma de uma serpente (3.14), ou seja, semelhante à carne do
pecado. Esta foi a “sataneira” onde Satanás foi derrotado e des-
truído o seu poder.
Como funciona essa sataneira (ratoeira pega rato; sataneira
pega Satanás)? Quando o homem pecou, o veneno da serpente
foi injetado dentro dele. Quando Jesus morreu na cruz, todos
nós morremos com Ele (Rm 6.4), por isso o veneno da serpente
também foi destruído.
134 21 -/ )0 J),)
. P-(- 2.(-( ) E/56() 52- D2)(A-,)
Em João 7.39, Jesus disse que a vinda do Espírito dependia de
Sua glorificação.
Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de
receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele
momento não fora dado, porque Jesus não havia sido
ainda glorificado.
No verso 23, Jesus disse que já era chegada a hora de ser glo-
rificado, e o próprio Pai respondeu do céu dizendo que Ele seria
glorificado. Naturalmente, depois que o corpo físico de Jesus foi
glorificado, a Sua vida foi liberada a todos os crentes. Hoje desfru-
tamos de Jesus na pessoa do Espírito Santo.
A cruz é o caminho da glorificação. Todo crente precisa se lem-
brar que antes do trono tem uma cruz e antes de uma coroa de
glória, temos uma coroa de espinhos. As pegadas que Jesus deixou
são as mesmas que devemos pisar no nosso dia a dia.
Em João 1.29, Jesus é o Cordeiro de Deus para morrer pelo
pecado mundo, em 3.14 Ele é a serpente de bronze para destruir o
diabo; e em 12.24, Ele é o grão de trigo que deve morrer para gerar
muito fruto, ou filhos, para Deus.
A morte de Jesus teve três aspectos: o aspecto redentor, o destrui-
dor da serpente e o aspecto liberador de vida. Tudo foi conquistado
por meio da cruz. Tudo é feito por meio da cruz:
Se quisermos vencer o diabo, precisamos tomar a cruz;
Se desejamos ver o crescimento da igreja, precisamos da cruz;
Se desejamos agradar a Deus, nós temos de tomar a cruz.
17º D-
A )0,) )/ /-)/
52) 2-3-(
(Cap. 13)
Como temos visto, todos os atos de Jesus narrados em João são
sinais. Os acontecimentos apontam para coisas mais profundas e es-
pirituais. Assim sendo, lavar os pés possui um significado espiritual.
O significado básico é lavar das sujeiras do mundo que grudam
em nossos pés na nossa caminhada, visando a comunhão com Deus
e com os irmãos.
1. A/ )M/ 5-(- 2-3-( )/ 59/ – 33. 14.1-8
Existem aqueles que praticam o lavar os pés de maneira legalista,
como uma cerimônia, mas não foi isso que Jesus quis nos ensinar.
Sem dúvida, o lavar os pés é algo fundamental pois Jesus disse que se
Ele não lavasse os pés de Pedro, não poderia haver comunhão entre
eles. Portanto, o lavar os pés tem a ver com comunhão, comunhão
com Deus e uns com os outros.
136 21 -/ )0 J),)
Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-
-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.
(Jo 13.8)
-. O S)( -0) -9 ) A0
O lavar os pés é uma questão de amor. Para podermos lavar os
pés uns dos outros, isto deve ser uma expressão de amor.
No verso 1, no original, se lê que Jesus os amou ao máximo. E
como Ele expressou esse amor final e máximo? Lavando os pés dos
discípulos. Isso nos mostra a importância de lavarmos os pés uns
dos outros.
É por isso que no verso 34 e 35 Ele orientou os Seus discípulos
sobre o novo mandamento do amor. Sem amor, não podemos lavar
os pés e, ao mesmo tempo, o lavar os pés é uma expressão de amor.
Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos
outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis
uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus
discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. (vv. 34,35)
.. D?) -/ S-/ 3// 2-)
Para podermos lavar os pés uns dos outros, a primeira condição
é o amor, e a segunda é colocar de lado a nossa glória pessoal.
O primeiro sentido de despir-se das roupas é despojar-se e se
colocar como um igual entre os irmãos.
Se tentarmos manter comunhão uns com os outros numa atitude
de superioridade, não con-seguiremos. Precisamos nos despir em
humildade diante de nossos irmãos. Se somos médicos, deixamos
nosso título lá fora, se somos policiais, não podemos lavar os pés
fardados, precisamos nos fazer iguais a nossos irmãos.
O segundo sentido de despir-se é se abrir em transparência e
honestidade. João diz que preci-samos andar na luz se desejamos
manter comunhão uns com os outros.
17º D- – A )0,) )/ /-)/ 52) 2-3-( 137
. V/-S 0- )-2-
Vestir-se de uma toalha significa abrirmos mão de nossa li-
berdade para servir os irmãos. Este é o paradoxo da liberdade
do crente: por um lado, foi liberto do pecado, do diabo, da lei
e do mundo, mas voluntariamente se coloca como servo dos
irmãos em amor.
Lavar os pés é uma atitude de servir sem esperar nada em troca.
7. C)0) 2-3-( )/ 59/ – 3.
-. C)0 - GD-
Sem o lavar desta água, Jesus disse que não podemos ter parte
com Ele. A água aqui simboliza três coisas:
A Palavra de Deus
Para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da
lavagem de água pela palavra... (Ef 5.26)
Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado...
(Jo15.3)
O Espírito Santo
Não por obras de justiça praticadas por nós, mas se-
gundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar
regenerador e renovador do Espírito Santo... (Tt 3.5)
A vida
Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água. (Jo 19.34)
O Senhor nos lava espiritualmente pela obra do Espírito Santo,
pela iluminação da Palavra e pela lei da vida. Na Palavra de Deus,
esses três itens são simbolizados por água.
138 21 -/ )0 J),)
.. C)0 - GD- - .--
O fato de esta água estar na bacia significa que não adianta
essa verdade estar na Bíblia doutrinariamente, é preciso que ela
esteja dentro do nosso espírito, em nosso coração, disponível a
todos os irmãos.
4. P-(- (0)3( ) 5: - ((-
-. A -( 3) ) 5: - ((-
Em Gênesis 2.7, ficamos sabendo que o homem foi feito do pó
da terra. Mais especificamente, o seu corpo ou a carne foi feita do
pó da terra. Depois vemos, em Gênesis 3.14, que Deus amaldiçoou
a serpente condenando-a a comer pó todos os dias. Sabemos que
cobras não comem pó, portanto o pó ali é simbólico e aponta para
a carne.
Na verdade a serpente se alimenta de carne e pecado, pois onde
há um pecado existem demônios por detrás. Portanto, o significado
básico de lavar os pés é para remover o pó da carne.
.. O 0) 9 ) 2D-( ) -0-0)/
Esse pó não é algum pecado que cometemos, mas é aquela su-
jeira que gruda em nossos pés enquanto caminhamos pelo mundo.
Apesar de não ser pecado, ela também interfere em nossa comu-
nhão com Deus e com os irmãos.
Veja, por exemplo, um irmão que é vendedor. Ele fica o dia in-
teiro negociando e ouvindo as piadas mais imundas de seus clientes.
Ele precisa ouvir, ainda que não participe, pois é negociante e precisa
vender. No final do dia, ele se sente sujo, o seu coração parece frio,
e ele não consegue ter liberdade para orar. O que ele necessita? Que
alguém lhe lave os pés.
Lembre-se que sujeira é diferente de pecaminosidade. Você pode
estar sem pecado e, no entanto, muito sujo pela poeira do pecado
do mundo.
17º D- – A )0,) )/ /-)/ 52) 2-3-( 139
8. P-(- 0-( - )0,) )0 ) S)(
/ )0 )/ )()/ - 33. B-E
Naqueles dias, lavar os pés antes de participar de um banquete
era crucial. As estradas eram poeirentas e as pessoas usavam apenas
sandálias de couro. Depois de caminharem muitas vezes por longas
distâncias em estradas lamacentas, os seus pés ficavam sujos e com
um mau cheiro penetrante.
Também naqueles dias não havia mesas com cadeiras como
hoje. As pessoas sentavam no chão e esticavam as suas pernas para
o lado. Se os pés não fossem lavados, as pessoas simplesmente não
poderiam ter comunhão. A sujeira e o mau cheiro a impediriam.
Assim, não devemos interpretar o lavar os pés como sendo algo
literal, mas como um sinal que possui um significado espiritual. Se
desejamos ter comunhão uns com os outros, precisamos lavar os
nossos pés antes das reuniões.
. N,) /) - 5(A-,) )0 ) /-D
– 33. 1L,11
Como já disse, estar sujo não significa estar em pecado. O mundo
é um lugar sujo e é fácil ficarmos sujos caminhando por ele.
Às vezes basta olhar para um outdoor sensual e nos contami-
namos. Às vezes nos contaminamos até vendo um noticiário ou
conversando com um descrente. Quantas vezes, depois da visita de
um parente, nos sentimos sujos por causa do tipo de conversa, da
atitude ruim dele e das histórias que ele nos contou. Precisamos ser
lavados depois dessas situações.
Para coisas pecaminosas temos o sangue, porém, para as
coisas que são sujas e não pecaminosas, precisamos da lavagem
espiritual da Palavra Viva, do Espírito Santo e da vida que flui
de nossos irmãos.
18º D-
O -0), - 3(- - 3-
(Cap. 14)
O capítulo 14 é o próprio coração do Evangelho de João. Aqui
vemos a importância da vinda de Jesus à terra e da ida de Jesus para
o céu. Na Sua vinda, Ele trouxe Deus para nós, pela sua encarnação,
e na sua ida, Ele nos introduz em Deus, pela ressurreição.
1. A -/- 0 P- – 33. 1-B
Muitos pensam que “a casa de meu Pai” mencionada no versículo
2 é o terceiro céu, onde Deus Pai habita. Devemos interpretar a Es-
critura com a própria Escritura. A frase “a casa de meu Pai” aparece
duas vezes no Evangelho de João. A primeira vez é usada em 2.16,
onde claramente se refere ao templo, a habitação de Deus na terra.
No Novo Testamento, o templo significa duas coisas:
O templo é uma prefiguração do corpo humano de Cristo
e do nosso – Jo 2.21 e 1Co 6.19;
142 21 -/ )0 J),)
O templo é figura da igreja – 1Tm 3.15; 1Pe 2.5; 1Co 3.16;
Ef 2.21,22 e Hb 3.6.
Assim, o seu significado em 14.2 não deve ser diferente, devendo
também denotar a habitação de Deus na terra e não o terceiro céu.
Deus não está preocupado em construir mansões no céu para
levar-nos até lá. Em todo o Novo Testamento, vemos a preocupação
de Deus em edificar a Sua igreja aqui na terra.
Deus deseja ter uma habitação no homem. Este é o mistério
da Sua vontade – Ef 1.9.
O propósito eterno de Deus – Ef 3.10,11.
A sua Igreja é o Corpo de Cristo, sendo edificada – Ef 4.12.
A igreja, por fim, se consumará na Nova Jerusalém. Mas
a Nova Jerusalém não permanecerá no céu, ela descerá à
terra – Ap 21.2; Hb 11.10.
Talvez o nosso coração queira ir para o céu, mas o coração de
Deus está na terra.
Deus deseja obter uma habitação na terra entre os homens. A
habitação de Deus é a igreja, uma composição viva das pessoas que
têm a vida de Deus e estão sendo edificadas. Essa é a edificação de
Deus na terra. Hoje, não fiquemos distraídos com muitas coisas
e muitas atividades, façamos tudo visando a edificação da igreja!
-. A/ 0-/ 0)(--/
O Senhor afirmou que na casa do Pai há muitas moradas (v.2).
Uma vez que a casa do Pai é a Igreja, as muitas moradas são os
muitos membros do Corpo de Cristo (Rm 12.5).
O Corpo do Senhor tem milhares de membros, e cada um deles
é uma morada. Isso é provado em João 14.23, onde o Senhor diz
que Ele e o Pai farão morada naqueles que O amam.
18º D- – O -0), - 3(- - 3- 143
.. P(5-(-( 2D-(
A morte do Senhor tinha por objetivo remover os obstáculos
que O impediam de vir habitar em nós. A redenção não foi para
preparar-nos um lugar nos céus, mas um lugar em Deus. Natural-
mente, o céu é uma realidade, mas ele começa hoje quando somos
inseridos em Deus.
Após termos sido salvos e regenerados, estamos em Deus e em
Cristo (1Jo 4.13). Deus e Cristo são o nosso lugar de habitação, e
nós nos tornamos o Seu lugar de habitação (Jo 14.23).
A ida do Senhor para preparar-nos lugar (v.2) significa Sua ida à
morte e ressurreição, a fim de introduzir o homem em Deus para ser
Sua habitação. Essa é a edificação da Igreja mencionada em Mateus
16.18, onde o Senhor diz “edificarei a minha igreja”. A preparação
de lugar para nós é exatamente a edificação da igreja.
“Preparar lugar” significa cumprir a redenção, abrindo o caminho
para o homem entrar em Deus.
Mas como pecadores podem chegar a Deus? Os nossos pecados,
a carne e o ego são obstáculos para isso. Esse é o motivo pelo qual
um trabalho de preparação foi necessário. O Senhor teve de ir, não
para os céus, mas para a cruz, para remover todo o impedimento.
Por sua morte e ressurreição, o Senhor abriu o caminho e prepa-
rou o lugar para que pudéssemos ser introduzidos em Deus. Desde
que creiamos no nome do Senhor Jesus, temos um lugar em Deus.
Estar em Deus, então, torna-se estar no Corpo de Cristo, o qual é
a habitação de Deus.
. E 3)/ (.( 5-(- M0 0/0)
Isto não significa que o Senhor nos recebe em um lugar, mas em
Si mesmo. Ele nos recebe dentro de Si próprio.
144 21 -/ )0 J),)
. O E /), /I-/ 3:/
Onde está o Senhor? Ele está no céu? Nos versos 12 e 28, Jesus
disse que estava indo para o Pai. Portanto, por meio de Sua morte
e ressurreição, Ele nos introduziu no Pai e introduziu o Pai em nós.
Ele fez isso porque primeiro nos introduziu em Si mesmo. Ao
entrarmos nEle, Ele entrou em nós e daí, então, nos levou ao Pai.
. O -0), - 3(- - 3-
Nesse verso, Jesus disse “vem” ao Pai, e não “vai”, mostrando
que Ele já estava no Pai. Por outro lado, Ele precisava ir para o Pai.
Isso aponta para a Sua morte e ressurreição.
Havia uma grande distância entre nós e Deus, e o caminho era
cheio de obstáculos. Ele construiu a estrada, aterrou os abismos,
cortou as montanhas, construiu as pontes e pagou todos os pedágios,
depois nos colocou em Si mesmo, como num grande ônibus, e nos
levou ao Pai. O Filho é o caminho; e o Pai, o destino.
A. E 0 3:/
Naquele dia vós conhecereis que eu estou em meu Pai
e vós em mim e eu em vós. (Jo 14.20)
O dia mencionado aqui é o dia da ressurreição. Isso aconteceu
quando o Senhor esteve com Seus discípulos e soprou sobre eles,
dizendo: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22).
O Filho que estaria em nós (14.20) é o Espírito que estaria em
nós (v.17), portanto, são um só. Através do Espírito Santo, hoje o
Senhor está nos Seus discípulos, e estes habitam Nele, e estão ambos
no Pai. O Senhor morreu para preparar o caminho, o lugar, para que
pudéssemos entrar em Deus e Deus pudesse entrar em nós. Então,
por estar em nós e por nos levar para dentro do Pai, o Senhor pode
edificar-nos em Deus para sermos Sua morada eterna.
18º D- – O -0), - 3(- - 3- 145
7. A (-2- ) D/ () - 33. H-1
Apesar de Deus ser um, Ele subsiste na forma de três. Isso está
além de nossa compreensão.
Nos versos 7 a 15, Jesus diz que Ele e o Pai são um, e nos versos
16 a 31, Ele mostra que Ele e o Espírito também são um. O Filho
é a exata expressão de Deus Pai por isso quem vê o Filho vê o Pai.
Por outro lado, o Espírito nos foi enviado para que pudéssemos
receber Deus dentro de nós.
O Deus triuno é como uma grande melancia. Não podemos
tê-lo na forma de melancia e nem conhecê-lo. O Filho nos revelou
o Pai quando se tornou uma melancia partida. Continuou sendo
plenamente Deus, mas revelou a Deus.
Jesus podia estar entre Seus discípulos e não dentro deles en-
quanto estava na terra, por isso o Espírito foi enviado. O Espírito
é como o suco da melancia. É plenamente melancia e plenamente
Deus, mas podemos bebê-lo e tê-lo como nossa vida. Mas quem
recebe o Espírito recebe o Pai e o Filho também porque há somente
um Deus.
4. O E/56() C)/)2-)( – 33. 1B-41
No verso 16, o Senhor diz que enviará o Consolador. A palavra
“consolador” é “paracleto” em grego. O significado básico é consola-
dor e advogado, mas também pode significar intercessor, ajudador,
socorro e assistente. É interessante que, em 1 João 2.1, se diz que
Jesus é o nosso advogado ou “paracleto”, assim como o Espírito.
Jesus disse que é a verdade, mas o Espírito é o Espírito da ver-
dade. Em outras palavras, o Espírito transfere para nós tudo aquilo
que é de Deus como vida e realidade.
O Espírito aqui mencionado é o mesmo de João 7.39, que ainda
não era porque Jesus não havia sido glorificado.
146 21 -/ )0 J),)
O Espírito é também o Espírito de vida que Jesus soprou sobre
os discípulos em 20.22.
No verso 18, Jesus disse que Ele mesmo é o Espírito que havia
de vir. Isso está de acordo com 1 Coríntios 15.45.
O verso 17 também diz que a obra do Espírito Santo é estar
conosco e em nós.
Finalmente, precisamos dizer que a promessa do Espírito aqui em
João 14 é diferente da promessa de Lucas 24.49. Aqui a promessa é
do Espírito de vida, e em Lucas é a promessa de poder.
A promessa do Espírito de vida se cumpre com o sopro de Jesus,
mas a promessa do Espírito de poder se cumpre com o vento im-
petuoso. O sopro é para nos dar vida e o recebemos no momento
em que recebemos a Jesus como Senhor; e o poder é a experiência
do batismo no Espírito Santo, que é um revestimento de poder.
19º D-
A 3(- )/ (-0)/
(Cap. 15)
Israel era a vinha de Deus no Velho Testamento. Mas esta vinha
trazida do Egito (Sl 80.1-16) não deu frutos (Is 5.2). Agora, Cristo se
apresenta como a videira e os crentes como membros dessa videira.
1. A 3(- – 3.1
-. O 5(:5() S)( J//
A igreja é muito mais que uma organização, é um organismo
vivo. Em João 15, esse organismo é comparado a uma videira. Jesus
é a videira e nós todos somos membros dessa videira.
Sendo assim, a videira é a expressão da divindade, pois o Filho
de Deus é quem nos revela o Pai.
...porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a ple-
nitude da Divindade. (Cl 2.9)
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está
no seio do Pai, é quem o revelou. (Jo 1.18)
148 21 -/ )0 J),)
.. A G(3)( - 3-
Em Gênesis vemos a árvore da vida e aqui temos a videira. A obra
de imitação do inimigo é a torre de Babel, que é uma organização
sem vida, mas a Nova Jerusalém é uma cidade viva, representada
aqui pela videira e seus ramos.
A videira é uma árvore de vida.
. A//632 - ))/
Um cedro cresce para cima, mas uma videira cresce para os lados.
A videira e seus frutos são acessíveis a todas as pessoas.
A única utilidade da videira é o seu fruto, pois sua madeira não
pode ser usada e suas flores não são interessantes. O mesmo acontece
com a igreja. Não somos úteis para enfeitar ou construir coisas, a
nossa função é manifestar o fruto da vida em Cristo Jesus.
7. O 2-3(-)( – 3.7
O lavrador é Deus Pai. O Pai, como lavrador, é a fonte, o autor,
o planejador, o solo, a água, o plantador e o sol, ou seja, Ele é quem
sustenta e é tudo para a videira.
4. O/ (-0)/ – 33. 4-
Tudo o que a videira é e tem é expresso pelos ramos. Individu-
almente, os ramos são os filhos de Deus nascidos de novo, mas a
videira como um todo só pode ser representada pela totalidade do
Corpo de Cristo.
O Senhor Jesus é visto por meio da Igreja. Nós, os ramos, mos-
tramos a realidade da videira ao mundo.
8. O/ A()/ – 33. 4-
Naturalmente, os frutos aqui não são apenas almas, mas tudo
aquilo que mostra a realidade e as riquezas da videira. Mas aponta
19º D- – A 3(- )/ (-0)/ 149
principalmente para as almas, como diz o verso 16, pois o Senhor
deseja a expansão da videira.
A glória da videira são os seus frutos. Quando frutificamos,
estamos manifestando a glória do Senhor Jesus e levando outros
a glorificá-Lo.
. P(0-) - 3(- – 33. ,H-1L
Um ramo só pode produzir fruto se ele permanecer ligado à
videira. O fruto, portanto, não é consequência de algum esforço
nosso. Os frutos deveriam ser espontâneos e naturais, se temos de
nos esforçar é porque talvez não estejamos permanecendo ligados
ao tronco da videira.
A seiva que flui da videira é o próprio Espírito Santo como nossa
vida. Se somos cheios do Espírito, estamos permanecendo na videira
de maneira prática.
Em João 15, o ponto central é o permanecer, sem o permanecer
não há fruto nem expressão da vida da videira.
Essa seiva da videira flui diretamente do tronco ou através dos
ramos, assim, precisamos permanecer na videira e na comunhão
dos ramos para recebermos a seiva de vida. Permanecer em Cristo e
permanecer na igreja se misturam, pois a seiva flui também através
de um ramo para outro.
O 9 5(0-(F
a. Não ter nada separando
Permanecer significa que não existe nada separando. Coisas pe-
quenas podem obstruir o fluir da seiva de vida.
Toda a permanência do Senhor em nós depende do nosso per-
manecer. Ele jamais corta o suprimento, nós é que nos afastamos da
Sua comunhão. Isso nos mostra que existe um permanecer parcial
e um desfrutar parcial da seiva.
150 21 -/ )0 J),)
b. Permanecer na Palavra - v. 7
No verso 7, o Senhor diz que as Suas palavras devem permane-
cer em nós. No original, “palavra” aqui é “rhema”. Rhema significa
a palavra viva falada pelo Senhor diretamente a nós. Assim, nós
compreendemos o permanecer do Senhor em nós por meio da seiva
representando o Espírito e por meio de Sua Palavra.
c. Permanecer no amor - v. 10
A questão do contínuo permanecer no Senhor é uma questão de
amor. Quem não permanece é porque não ama o Senhor. Devemos
perceber quão fresco e doce é o Seu amor por nós. Tão importante
quanto amar o Senhor é perceber o Seu amor por nós.
O verso 10 diz que somente podemos permanecer no amor do
Senhor se guardarmos os Seus mandamentos.
B. A 5)- – 3.B
No verso 2 está escrito que o ramo que dá fruto é podado para
que produza mais fruto ainda. A poda é necessária.
Podar é cortar todo refugo. Quando um galho fica velho, ele para
de frutificar ou frutifica pouco, daí o lavrador corta o ramo para que
surjam novos brotos. Somente um ramo renovado pode dar fruto.
A poda ocorre cortando-se e quebrando-se o galho. É por isso
que temos de passar às vezes por sofrimento. Eles nos renovam e
nos permitem frutificar.
O (-0) ,) /G 2D-) 3(-
No verso 6, o Senhor diz:
Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora,
à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam
no fogo e o queimam. Jo 15.6
19º D- – A 3(- )/ (-0)/ 151
João 15 não trata de ser ganhar ou de perder a salvação. A questão
é participar ou não do propósito da videira.
É o mesmo caso do sal que perdeu o sabor, em Mateus 5, ou da
luz colocada debaixo da cama. Não estão cumprindo o seu propó-
sito. Um ramo que não permanece não pode dar fruto, que é a sua
razão de existir. Assim, tal ramo é cortado.
Ser cortado é ser tirado da comunhão dos outros ramos.
Ser cortado é ser deixado fora do propósito de Deus.
Ser cortado é deixar de usufruir das riquezas da videira.
E o que significa o fogo? Observe que primeiro o Senhor diz
que tal ramo seca. Muitos cristãos podem testificar da sua sensação
de estarem secos.
O capítulo 10 trata da salvação e da perdição, o capítulo 15 está
relacionado à questão de permanecer ligado à videira para receber
a seiva de vida.
H. C(/) // -0D)/ – 33. 17-1H
Na primeira parte deste capítulo, do verso 1 ao 11, é mostrado
o relacionamento do Senhor e dos ramos. Nesta segunda parte,
veremos o relacionamento entre nós, os ramos.
-. O (2-)-0) 60) ( ) (-0) - 3(-
– 33. 14-1
Não somos escravos, mas amigos do Senhor. Isso mostra a na-
tureza e a intimidade de nossa relação.
.. O/ (-0)/ )(-)/ 5-(- -( A()/ – 3. 1B
Dar fruto é uma ordem do Senhor. Se não damos frutos, não
somos Seus discípulos.
. F(A-) 5)( 0) - )(-,) 0 )0 J// – 3. 1B
O Senhor nos mostra que a frutificação depende de quatro coisas:
152 21 -/ )0 J),)
Amar uns aos outros e conhecer o Seu amor;
Permanecer na Sua palavra;
Permanecer ligado para receber a seiva da videira;
Orar ao Pai para ter o fruto.
Cada um precisa perceber a sequência deste capítulo: a vida, ou
a seiva, é a condição; o amor é o meio; e a frutificação é o objetivo.
C. A D(I- ) 0) – 33. 1C-7H
A primeira parte mostra o relacionamento entre Cristo e a igreja,
na segunda parte, vemos o relacionamento entre nós em amor, e
agora temos o relacionamento entre a igreja e o mundo.
20º D-
A 3- ) C)/)2-)( -
)(-,) C(/)
(Caps. 16 e 17)
A 3- ) C)/)2-)( – C-5. 1B
O capítulo 16 não apresenta nada que não tenha sido falado pelo
Senhor nos dois capítulos anteriores. Todavia é importante relembrar
alguns princípios colocados nos capítulos 14 e 15.
-. O S)( J// - 0)(((, (///-( /(
?-2-), 5-(- ) E/56() 5// 3(
Atos 2.32-36 nos mostra isso claramente. A exaltação de Jesus
foi a condição para a vinda do Espírito Santo, e a vinda do Espírito
Santo é a prova da exaltação de Jesus.
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Je-
sus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e
beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do
154 21 -/ )0 J),)
seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com
respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele
cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora
dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.
(Jo 7.37-39)
A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos
testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo
recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou
isto que vedes e ouvis. (At 2.32-22)
.. T) ) J// 9 /: / )(- (-2- 52) E/56()
Jesus disse que Ele é a vida, mas somente temos vida quando
temos o Espírito. Sabemos que o Senhor é luz, mas a realidade da
luz está no Espírito Santo.
. O E/56() 3) 5-(- 0)(-( 0 :/
O princípio aqui é que nós fomos feitos um com o Senhor por
meio do Espírito. A divindade se uniu com a humanidade. Nós fo-
mos unidos de tal forma que fomos misturados com Deus e agora
não há mais separação.
1. A ).(- ) E/56() S-)
O ponto crucial do capítulo 16 é a obra do Espírito Santo. Esta
obra é realizada por três categorias: convencer o mundo, glorificar
o Filho, revelando-O como a plenitude de Deus, e desvendar o
que está por vir.
1. C)3( ) 0)
Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da
justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em
mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis
mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está
julgado. (Jo 16.8-11)
20º D- – A 3- ) C)/)2-)( - )(-,)
I(),)
C(/) 155
Cada um desses itens, pecado, justiça e juízo, está relacionado
com uma pessoa: Adão, Cristo e Satanás. O pecado está relacionado
com Adão, a justiça com Cristo, e o juízo com Satanás.
a. Do pecado
A fonte do pecado é o Diabo – Jo 8.44.
Todo homem é nascido com o veneno da serpente – Jo 3.14.
São considerados filhos do Diabo – Jo 8.44; 1Jo 3.10; Mt
23.33 e 3.7.
Todos nasceram em pecado em Adão – Jo 9.34.
Todo homem é escravo do pecado – Jo 8.34.
Crer no Filho é o único caminho para a salvação, e não crer,
o único pecado para perecer – Jo 16.9.
b. Da justiça
O Filho do Homem morreu para cumprir os requisitos de
Deus – Jo 3.14.
O Filho do Homem foi para o Pai como prova de Sua jus-
tiça – Jo 16.10.
O Filho tornou-se a justiça dos crentes – 1Co 1.30.
No Filho, somos libertos do pecado e do Diabo – Hb 2.14.
c. Do juízo
O juízo foi preparado para o Diabo e seus anjos – Mt 25.41.
O príncipe deste mundo foi julgado na cruz – Jo 12.31;
Hb 2.14.
Quem não crê no Filho ficará com o Diabo no juízo.
Os três itens, pecado, justiça e juízo, são um esboço do evange-
lho. O evangelho é a notícia que somos pecadores em Adão, mas
podemos ser retos e justificados em Cristo. Se não desejamos ser
transportados de Adão para Cristo, precisamos ser alertados que
partilharemos do julgamento com Satanás.
7. P-(- D-( )/ A2)/ D/ - )- - 3(-
O Espírito Santo é chamado por Jesus de o Espírito da verdade.
A palavra “verdade” aqui pode também ser traduzida por “realidade”.
156 21 -/ )0 J),)
Isso significa que é o Espírito que torna realidade em nós tudo aquilo
que diz respeito a Cristo.
a. Para manifestar em nós a realidade do Senhor – v.15
...quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos
guiará a toda a verdade; porque não falará por si mes-
mo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará
as coisas que hão de vir. (Jo 16.13)
É muito mais que ensinar algo a respeito da verdade de Cristo,
mas nos conduzir à experiência.
Jesus disse, no verso 15, que tudo quanto o Pai tem é dEle, e
tudo o que é dEle o Espírito Santo nos transmitirá.
O Senhor Jesus é luz, mas apenas o Espírito Santo pode tornar
essa luz uma experiência real e viva. O mesmo se aplica a tudo o mais.
b. Para glorificar o Filho – vv. 14,15
É o Espírito quem nos desvenda a pessoa do Senhor Jesus e do Pai.
O Senhor será glorificado quando o Espírito realizar a Sua obra
em nós.
4. P-(- --( ) G 3(
...e vos anunciará as coisas que hão de vir. (v.13b)
A obra do Espírito escrita em João 16 tem três características:
convencer o mundo, guiar os filhos a toda a verdade e anunciar o
que há de vir.
A )(-,) C(/) – C-5. 1H
A oração do Senhor Jesus em João 17 envolve basicamente duas
partes. A primeira parte vai do verso 1 ao 5, e trata da glorificação
do Senhor; e a segunda parte vai do verso 6 até o final, e trata da
unidade da igreja.
20º D- – A 3- ) C)/)2-)( - )(-,)
I(),)
C(/) 157
1. A D2)(A-,) ) F2) – 33.1-
Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao
céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho,
para que o Filho te glorifique a ti. (Jo 17.1)
Glorificação significa simplesmente manifestação. O alvo de
Deus é manifestar-Se e expressar-Se a Si próprio. Sempre dizemos
que Deus criou o homem para o louvor de Sua glória (Ef 1.12), mas
que glória é esta? É simplesmente porque fomos feitos à Sua imagem.
Quando expressamos a Sua imagem, estamos mostrando a
Sua glória.
Essa glorificação do Pai e do Filho se cumpre em três etapas:
a. Na ressurreição do Senhor Jesus
A primeira parte do cumprimento é a glorificação do Senhor Jesus.
Sabemos que Jesus é a exata expressão de Deus Pai (Cl 1.15),
por isso Ele diz que sempre glorificou a Deus (v. 4).
Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de
toda a criação. (Cl 1.15)
Assim como o florescimento é a glorificação de uma semente,
a glorificação do Senhor foi a Sua ressurreição. Tudo o que a flor é
está contida na semente. A flor é a glória da semente.
Quando Jesus veio em carne, Ele era como uma pequena se-
mente. Dentro dEle estava toda a glória de Deus, mas não podia
ser vista. Contudo, um dia Ele foi semeado e morreu. Depois de
morrer, Ele floresceu em Sua ressurreição.
Depois de ressurgir, sabemos que a vida foi liberada de dentro de
Seu corpo físico limitado e colocada dentro dos crentes. Essa vida
é a vida eterna que Ele menciona no verso 2.
b. Na igreja
O segundo estágio do cumprimento da glorificação é a igreja.
158 21 -/ )0 J),)
...a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por
todas as gerações, para todo o sempre. Amém! (Ef 3.21)
Depois da ressurreição, a oração do Senhor se cumpre na igreja.
Quando temos um testemunho pelo Senhor em nossa escola
ou trabalho, estamos expressando o Senhor, e esta expressão é a
Sua glória.
c. Na Nova Jerusalém
O terceiro estágio do cumprimento da oração de Jesus será na
Nova Jerusalém. Quando todos os filhos de Deus, depois de res-
surretos, se tornarão a noiva do Cordeiro.
7. P-(- )/ A2)/ D/ /I-0 0 – 33. B-78
O segundo ponto pelo qual o Senhor orou foi pela unidade
dos crentes.
Para que haja unidade, tem de haver edificação. A unidade está
no edifício e não no ajuntamento de materiais. Empilhamento não
é edificação.
O Senhor nos mostra que esta unidade ocorre em três fases ou
estágios: no nome do Pai (vv. 6-13), na santificação (vv. 14-21) e
na manifestação da glória de Deus (vv. 22-24).
a. Primeiro estágio – vv. 6-13
Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo,
ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-
-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam
um, assim como nós. (Jo 17.11)
O primeiro estágio da unidade é estar no nome do Pai pela
vida eterna.
O nome de Deus que Jesus revelou ao mundo, como Ele diz
no verso 6, é “Pai”.
20º D- – A 3- ) C)/)2-)( - )(-,)
I(),)
C(/) 159
O primeiro estágio da unidade é o fato de termos todos uma
mesma vida, um mesmo nome e um mesmo Pai. A realidade do
Pai é a Sua vida transmitida aos filhos. (Jo 5.26).
Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, tam-
bém concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. (Jo 5.26)
“Pai” não é apenas um título, é uma descrição de uma realidade,
uma condição. Alguém que nunca teve um filho jamais pode ser
chamado de pai.
Jamais devemos pensar que Deus é nosso padastro, ou que somos
Seus filhos adotivos. Ele é nosso Pai porque Ele nos gerou com a
Sua vida. Trazemos em nós a Sua semente.
Romanos 8.15 e Gálatas 4.6 nos falam de chamar a Deus de
“paizinho” (Aba Pai). Já pensou quão embaraçoso é chamar um es-
tranho de paizinho? Mas o fato de termos tal liberdade e intimidade
mostra que somos filhos de Deus.
A maneira como nos tornamos filhos é recebendo a semente de
Deus em nós. A semente de Deus é a Sua Palavra. No verso 6, o
Senhor fala do “logos”, e no verso 8, Ele fala do “rhema”. O logos é a
palavra escrita permanente, e o rhema é a palavra instantânea que
o Senhor nos fala a partir do logos.
...pois fostes regenerados não de semente corruptível,
mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a
qual vive e é permanente. (1Pe 1.23)
O primeiro estágio da unidade é sabermos que somos de uma
mesma família, possuímos uma mesma vida. Podemos às vezes
brigar em família, e até ficarmos longe; mas, como amamos o Pai e
queremos estar com Ele, somos levados a ficar juntos.
b. Segundo estágio – vv. 14-21
Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. [...]
A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em
160 21 -/ )0 J),)
mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o
mundo creia que tu me enviaste. (Jo 17.14,21)
O segundo estágio da unidade é estar na Sua santificação.
Nós não fomos apenas gerados pela Palavra do Senhor, mas
também somos santificados por ela, a Palavra logos e rhema.
Esta santificação envolve a separação do mundo. A isto chama-
mos santificação posicional. É uma questão de mudança de posição.
É por esse aspecto que o Senhor ora nos versos 14 a 17. A igreja é
como um barco. O barco está no mar, mas o mar não pode estar
no barco.
Entretanto, se desejamos crescer em unidade, precisamos avan-
çar para a santificação dispo-sicional, ou seja, uma mudança de
disposição interior. Isso pode ser visto no verso 21. A santificação
disposicional depende de termos comunhão com o Senhor, de ser-
mos um com Ele.
c. Terceiro estágio – vv. 22-24
Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado,
para que sejam um, como nós o somos. (Jo 17.22)
Como vimos, a primeira base da unidade é a regeneração. Somos
unidos porque nascemos de um mesmo Pai e temos uma mesma
vida dentro de nós.
A segunda base é a santificação. Quando somos separados do
mundo e de todos os seus valores e prazeres, então possuímos um
único centro, que é o próprio Senhor. Quando todos convergimos
para um único ponto, no centro, nos tornamos cada vez mais
próximos.
O terceiro estágio dessa unidade é a manifestação da glória
de Deus.
No verso 22, o Senhor diz que nos tem transmitido a Sua glória.
Não é algo que Ele fará no futuro. Portanto, glória não pode ser
20º D- – A 3- ) C)/)2-)( - )(-,)
I(),)
C(/) 161
algum tipo de brilho ou fulgor intenso. Já dissemos que glo-rificação
é manifestação, assim, a glória que Ele nos transmite é a filiação, a
vida eterna de Deus e Sua santa presença sobre nós (Jo 1.18, 14.9;
Cl 2.9; Hb 1.3).
Esse tipo de glória somente pode ser percebida quando estamos
reunidos. Observe a nuvem da presença de Deus cada vez que nos
reunimos. Essa é a glória de Deus.
O tabernáculo nos dá uma ilustração do que é ser edificado e
unido na glória.
No tabernáculo havia 48 tábuas. Esse número é seis vezes o oito.
Seis é o número da humani-dade, e o oito o da ressurreição. O fato
de ser multiplicado mostra que é para toda a igreja, e não apenas
para indivíduos.
Essas tábuas eram cobertas de ouro. O ouro aponta para a glória
de Deus. Somente depois de serem cobertas com esse ouro, é que
estavam aptas a serem unidas, porque era no ouro que estavam
fundidas as argolas e varas que as uniam.
Observe também que a unidade só existe na edificação. Sem
edificação, não pode haver unidade, apenas ajuntamento ou empi-
lhamento de materiais.
Um último exemplo é a Nova Jerusalém. Em Apocalipse 4.1,
lemos que a aparência de Deus é como o jaspe, e o mesmo se diz
com respeito à Nova Jerusalém, em Apocalipse 21.10,11.
É por essa razão que dizemos que glorificação é manifestação.
No final a igreja, como noiva, será de fato à imagem e semelhança
de Deus, com a Sua glória para expressá-Lo.
Procure orar a Deus e ver em qual estágio você se encontra. Pre-
cisamos todos chegar ao terceiro estágio para vermos a manifestação
de Sua glória no meio de nossa nação.
21º D-
A (A-,) J//
(Caps. 18 e 19)
Como já foi dito, o propósito do Evangelho de João é diferente
dos outros três evangelhos. Isso pode ser visto também como cada
um deles fala da crucificação. Nos outros três evangelhos, a cruci-
ficação é acompanhada de vários sinais, como o céu se escurecer e
o véu do templo se rasgar (Mt 27.45,51).
Também o clamor do Senhor na cruz: “Deus meu, Deus meu
por que me desamparaste?” é encontrado nos outros evangelhos
mas não em João. Existe ainda o relato dos dois ladrões, um que é
salvo e outro que se perde.
Por outro lado, existem registros em João que não são achados
nos outros. como os soldados zombando do Senhor, e o sangue e a
água saindo do seu lado (Jo 19.2,3,34).
O propósito principal dos outros evangelhos é mostrar que a
morte do Senhor foi para nos redimir, enquanto o objetivo de João
foi mostrar que Jesus morreu para que pudéssemos ter a Sua vida.
164 21 -/ )0 J),))
Neste ponto, precisamos visualizar todo o Evangelho de João.
Precisamos lembrar que Jesus veio para ser a nossa vida, luz, pão,
água, verdade, caminho, porta e tudo o mais que necessitarmos. Mas
Ele somente poderia liberar essas coisas a nós depois que passasse
pela morte e ressurreição.
O propósito de Deus era fazer-nos filhos, mas Ele só poderia
fazer isso vindo morar em nós. No entanto, como morar numa casa
suja e cheia de outros hóspedes? Para isso, Jesus tinha de morrer.
Depois de Sua morte, Ele se tornou a nossa vida dentro de nós e,
assim, nos fez filhos de Deus.
Jesus havia dito que Ele era o grão de trigo que deveria morrer
para gerar muito fruto. A Sua morte era o único meio de liberar a
Sua vida.
1. J// / (D) 3)2-(-0 – 1C.1-11
Em João 10, Jesus mostra que Ele é o Senhor da Vida. Ele tem
autoridade para morrer e tem autoridade para ressuscitar. Como ele
não tinha pecado, era Sua prerrogativa morrer ou não. Ele poderia
ter subido ao Pai sem passar pela morte.
A morte para nós, entretanto, é outro caso. Não podemos esco-
lher não morrer. Paulo diz, em Romanos, que existe uma equação da
morte: lei gera pecado, que gera morte. Onde há pecado, a morte é
inevitável. Mas Jesus cumpriu a lei e jamais pecou. A equação tinha
que ser mudada, mas Ele escolheu ir até a morte por nossa causa.
-. N) I-(0
Ninguém que sabe que está sendo procurado vai para o jardim,
e sim tenta se esconder. Ao ir para o jardim, Jesus estava volunta-
riamente se entregando para ser capturado, detido e depois morto.
Nos outros evangelhos, Ele vai ao jardim para orar por causa do
peso de nossos pecados, mas em João não há tal registro. Ele está
no jardim para ser preso.
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.. T(-6) 5)( J-/
O Senhor sabia que Judas o trairia (Jo 13.11,21-27), mas Ele
não evitou. Isso também prova que Ele se entregou voluntariamente
para morrer. Satanás usou Judas para levar Jesus à morte, mas Jesus
usou aquela oportunidade para poder morrer e, assim, liberar Sua
vida na ressurreição.
. S) ) “E S)”
Não foi Judas com os soldados que descobriram Jesus no jar-
dim, mas foi Jesus que se apresentou a eles (18.4). Jesus então lhes
perguntou: “A quem buscais?” Eles disseram: “A Jesus, o nazareno”.
Jesus apenas respondeu: “Eu sou”, e eles caíram por terra. Com os
soldados caídos, Jesus poderia ter fugido, mas Ele perguntou uma
segunda vez. Portanto, não foram eles que prenderam o Senhor,
mas o Senhor se entregou a eles.
“Eu Sou” é o nome de Deus, ou seja, Jeová. Isso mostra que
estavam prendendo a Deus, o Jeová.
Os soldados não podiam prender Jesus, pois apenas dizer Seu
nome os fez cair. Foi Jesus quem Se entregou a eles.
Jesus não poderia ser preso, ou mesmo morto, se Ele assim não
desejasse. Ele é o Senhor da Vida e apenas uma palavra Sua poderia
destruir os adversários. Entretanto, Ele estava disposto a morrer e
foi isto que João quis nos mostrar, a voluntariedade de Jesus.
. S0 (//-
Pedro tentou defender Jesus com a espada e cortou a orelha de
Malco, mas o Senhor não permitiu qualquer resistência. Ele disse
que precisava beber o cálice que o Pai lhe dera.
Jesus passou por toda essa situação sem manifestar medo algum
e estava completamente sereno. Isso mostra que Ele, de fato, é a
ressurreição e a vida (Jo 11.25) e que venceu a morte.
166 21 -/ )0 J),))
. Q0 (A) - J//F
Num primeiro momento, podemos dizer que foi o homem.
Mas sabemos que tudo estava planejado pelo Diabo, que entrou
em Judas. Na prisão de Jesus, vemos que todo o sistema do mundo
foi usado. Os religiosos (fariseus e sacerdotes), Judas, os soldados
romanos e Pilatos. Isso nos mostra que todas essas coisas são ins-
trumentos do maligno contra Deus.
O fato de terem caído diante da resposta de Jesus mostra que
os poderes malignos deste mundo estão todos debaixo dos pés do
Senhor Jesus.
Sabemos, porém, que tudo estava pré-ordenado pela soberania
de Deus. Deus quis entregar o Seu Filho como sacrifício pelo pe-
cado e para liberar a vida.
7. E?-0-) )0) ) C)(() - PG/)-
– 1C.11 - 1E.1B
O Senhor Jesus foi crucificado na Páscoa como o Cordeiro pascal
(Ex 12.2-6). De acordo com o tipo, antes de o cordeiro ser morto,
ele deveria ser examinado para ver se tinha ou não alguma mácula.
-. E?-0-) -)() )0 - 2 D/
Primeiramente Jesus foi examinado pelo sumo sacerdote. O Se-
nhor foi destemido e falou ao sacerdote de uma maneira muito digna.
Na resposta de Jesus, o sumo sacerdote foi exposto e julgado, e
o seu pecado foi manifesto.
.. E?-0-) -)() )0 - 2 0--
O Senhor foi examinado pelos gentios de acordo com a lei do
Império Romano. O direito romano ainda é a base de todo o sistema
judiciário de muitas nações. Segundo a soberania de Deus, portanto,
Jesus foi julgado inocente pelo sistema mais aperfeiçoado que havia.
21º D- – A (A-,) J// 167
O método judeu era o apedrejamento, mas aos judeus era proi-
bido sentenciar pessoas naquela época. Isso também foi um arranjo
de Deus para cumprir a profecia.
Pilatos é o mais acabado exemplo de político. Embora soubesse
o que era certo, fez aquilo que agradou a multidão. Os políticos
de hoje são a mesma coisa. Assim como Pilatos, não são fiéis, nem
genuínos, nem honestos.
Observe que ao declarar que não conhecia a verdade, Pìlatos
estava mostrando quão iníquo ele era. Jesus parecia estar dizendo
a ele: “Você, sendo um administrador tão importante, não sabe o
que é a verdade? Então você é falso e, bem assim, todo o seu julga-
mento”. Isso nos mostra as trevas da política.
. S-) - I/-
O julgamento injusto com sua sentença também injusta mos-
tram a cegueira da religião e as trevas podres da política (18.38,39,
19.1,4,5,16).
Os religiosos judeus rejeitaram o mais justo dos homens e esco-
lheram um salteador (18.39,40, 19.6,7,12,15).
A religião e a política sempre trabalharam juntas. Precisamos ser
cuidadosos nesse ponto em nossos dias.
4. A (A-,) – 1E.1H-4H
-. N) C-23G()
Jesus foi crucificado num lugar chamado Gólgota ou Calvário,
que quer dizer Lugar da Caveira. Isso aponta para o desprezo e a
humilhação que Ele sofreu.
.. C)-) )0 )/ (-/D(//)(/
No Gólgota crucificaram Jesus entre dois ladrões. Isso foi o
cumprimento da profecia de Isaías 53.12.
168 21 -/ )0 J),))
. M)() 52- 0--
Jesus foi morto pela religião hebraica, pela política romana e
pela filosofia grega.
A religião hebraica é a base do Cristianismo e do Islamismo,
portanto é o resumo do que seria uma religião própria do homem.
A política romana é a base de todo Estado Moderno: os três
poderes da república, o senado e o sistema judiciário. Todo país
moderno tem sua base em Roma.
A filosofia grega ainda é a base do pensamento moderno. O
estudo dos clássicos gregos ainda é obrigatório nas faculdades
de Filosofia.
Esses três elementos, quando colocados juntos, apontam para
a totalidade da humanidade, significando que o Senhor Jesus foi
morto por toda a humanidade.
. O/ /)2-)/ (5-() -/ 3//
A religião era cega, a política injusta e falsa e os soldados eram
sórdidos e gananciosos.
Ao lançarem sorte sobre as vestes de Jesus, os soldados estavam
cumprindo a profecia do Salmo 22.18. Isso mostra que a morte de
Jesus foi soberanamente determinada por Deus.
. A/ 5-2-3(-/ J// - (;
Quando o Senhor esteve na cruz, Ele falou sete palavras. Estas
são as famosas sete palavras da cruz:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”
(Lc 23.34);
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”
(Mt 27.46);
“Hoje estarás comigo no paraíso (Lc 23.43);
“Mulher, eis aí o teu filho” e “...eis aí a tua mãe” (Jo 19.26,27);
“Tenho sede” (Jo 19.28);
21º D- – A (A-,) J// 169
“Está consumado” (Jo 19.30);
“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46).
O Senhor esteve na cruz por seis horas, das nove até as quinze
horas. Durante as primeiras três horas, tudo o que foi feito a Ele
foi feito pelos homens. Mas durante as três últimas horas, tudo o
que Lhe aconteceu foi feito por Deus. Deus olhou para Ele como
pecador e como substituto do pecado, e O julgou.
A. O 3-D(
No começo de Sua crucificação, Lhe ofereceram vinho mistu-
rado com fel (Mt 27.34; Mc 15.23). Essa mistura tinha poder de
entorpecer e o Senhor a rejeitou.
Mas, ao final de Sua crucificação, quando Ele estava com sede,
foi-Lhe dado vinagre como uma zombaria (Lc 23.36).
Na Sua crucificação, os seus direitos de vestir-se e de beber fo-
ram roubados.
D. T(-.-2-) - 0)(
No final Jesus disse: “Está consumado”. Enquanto estava sendo
crucificado, Ele estava trabalhando para a redenção dos pecadores,
para a destruição da serpente e para liberar a vida de Deus para o
cumprimento do propósito divino.
Ele morreu por Si mesmo, e não como fruto da crucificação,
como Ele disse em João 19.17,18.
. A GD- ) /-D
Depois que Jesus foi morto, um dos soldados Lhe feriu com
uma lança, e do ferimento saiu sangue e água.
O sangue é para a redenção, tratando com os nossos pecados (Jo
1.29; Hb 9.22; 1Pe 1.18,19; Rm 3.25; Jo 1.29) e para a compra
da igreja (At 20.28).
170 21 -/ )0 J),))
A água é para dar vida tratando com a morte (Jo 12.24, 3.14,15;
Ap 22.1) e para a geração da igreja (Ef 5.29-31). É a fonte da água
da vida (Sl 36.9 e Ap 21.6).
A rocha ferida no deserto é um tipo de Cristo (1Co 10.4 e Êx 17.6).
O perfurar o lado do Senhor é tipificado pelo lado aberto de
Adão (Gn 2.21). O lado de Adão foi aberto e uma costela retirada;
o lado de Jesus foi aberto para fluir sangue e água.
. C)0 ) () - /- 0)(
Nicodemos e José de Arimateia enterraram a Jesus. Isso foi para
se cumprir a profecia de Isaías 53.9. José de Arimateia era rico (Mt
27.57) e Nicodemos era um dos principais dos judeus (Jo 3.1).
Fazendo uma alegoria podemos dizer que é uma obrigação dos
ricos cuidarem do corpo de Jesus, que hoje é a Sua igreja.
Os capítulos 18 e 19 de João nos mostram que o Senhor desejava
Se entregar na morte e, através disso, mostrar que Ele é a ressurrei-
ção e a vida. Jesus mostrou que a morte não podia vencê-Lo, mas
apenas liberar a Sua vida.