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Bovinos

Bezerros nascidos de fêmeas com brucelose podem ter sido infectados intrauterinamente, atuando como
portadores latentes responsáveis pela manutenção da bruce-lose no rebanho. Esses animais nascem
sadios e podem ou não apresentar anticorpos colostrais, dependendo da sorologia materna, mas são
sorologicamente negativos após o período de persistência de anticorpos colostrais (4 a 6 meses). Eles
sofrem soroconversão, normalmente, em torno de 8 semanas antes do parto.
Em geral, a infecção é detectada somente quando os animais chegam à maturidade sexual, ficam
prenhes e abortam, e a Brucella é isolada de tecidos fetais e do animal que abortou. A explicação para
esse fato baseia-se na resistência apresentada por animais impúberes à infecção por Brucella. Outra
explicação seria a infecção fetal intrau-terina, em período de desenvolvimento do sistema imune; assim, a
Brucella é reconhecida como self (própria) pelo organismo animal, não havendo o desenvolvimento de
anticorpos direcionados contra a bactéria.
A glândula mamária e os linfonodos supramamários são locais de persistência de B. abortus. Neles,
microscopicamente se observa inflamação caracterizada pela presença de linfócitos, neutrófilos, células
epitelioides e, ocasional-mente, células gigantes de Langhans. Com a progressão da doença, pode haver
atrofia do tecido glandular e fibrose.
O úbere infectado apresenta-se clinicamente normal, mas é importante fonte de reinfecção uterina e
possibilita a infecção de humanos e bezerros pelo consumo do leite. A Brucella é eliminada pelo leite em
concentrações variáveis, podendo chegar a 200.000 bactérias/ml. O número de bactérias eliminadas é
altíssimo no colostro, mas sofre redução e torna-se intermitente no decorrer da lactação.
O epidídimo e o testículo de touros podem apresentar endurecimento (ver Figura 3.7 D). Observam-se
espessamento da túnica vaginal que envolve grandes áreas do aparelho reprodutor masculino, bem como
a presença de tecido conjuntivo fibroso que comprime ou substitui os testículos e o epidídimo.
Eventualmente, pode ocorrer necrose com ruptura e fistulização. O número de bactérias eliminadas pelo
sêmen varia entre touros e entre ejaculados do mesmo touro. Em touros vacinados com B19, foi
observada a eliminação da amostra vacinal pelo período de 1 ano.
Desse modo, a vacinação é contraindicada nos touros, por levar à condição de fonte de infecção,
adicionalmente às lesões causadas no macho, como vesiculite seminal.
O abortamento é o aspecto mais importante na contagiosidade da brucelose. Em cada episódio, são
eliminadas de 10'2 a 10' bactérias viáveis, quantidade suficiente para infectar de 60.000 a 600.000
gestantes. O número de microrganismos eliminados diminui gradativamente em partos subsequentes,
mantendo-se, porém, o caráter de fonte de infecção do animal.

Referencia:

Megid, Jane. Doenças infecciosas em animais de produção e de


companhia /Jane Megid, Márcio Garcia Ribeiro, Antonio Carlos Paes. -
1. ed. - Rio de Janeiro: Roca, 2016.

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