DISTÚRBIOS
GINECOLÓGICO
Enfermeira Amanda Petersen
O que são as
doenças Genitália externa: clitóris, lábios, vulva
ginecológicas? e vagina;
Genitália interna: colo do útero, útero,
ovários e trompas de Falópio.
São patologias que afetam os
órgãos reprodutivos da mulher,
incluindo:
Como estas doenças
ginecológicas são
causadas? São causadas principalmente por estresse ou
hábitos de vida das mulheres, como relações
sexuais desprotegidas, abortos (principalmente
quando realizados clandestinamente ou por
médicos inexperientes), deficiência de repouso,
dieta insuficiente e má higiene feminina.
Doenças mais comuns
Corrimento vaginal, causado Mioma uterino, que é um tumor
por infecções ou IST’s; benigno diagnosticado via USG;
Infecção urinária, originada SOP, causando irregularidade da
por bactérias; menstruação;
Endometriose, que se Vulvovaginite, que é uma alteração
manifesta por conta do tecido inflamatória da vulva, vagina e colo
endométrio fora do lugar do útero, causado por infecções.
habitual (interior do útero);
Prevenção
Mudar o estilo de vida;
Sexo seguro;
Dieta saudável;
Exercício físico;
Boa higiene;
Exames ginecológicos
periódicos.
Infertilidade
Ela é caracterizada com a ausência de
gravidez durante um ano, com o casal
tentando engravidar, com relações
sexuais, frequentes.
Sintomas
O sinal principal deste problema é a
dificuldade de engravidar após 1 ano de
tentativas.
Como a infertilidade é causada
Doenças mais comuns:
Engravidar é um processo
complexo que depende da SOP;
ovulação da mulher, de Disfunção hipotalâmica;
espermatozoides saudáveis e em Insuficiência ovariana prematura;
bom número do homem, além de Excesso de prolactina;
útero e trompas saudáveis. A Danos nas trompas de Falópio;
falha em qualquer ponto pode Endometriose;
significar uma causa da Tumores, miomas, pólipos ou
infertilidade. anormalidades uterinas e cervicais.
Fatores podem influenciar na
infertilidade
Idade – os óvulos femininos começam a diminuir com o
aumento da idade, o que dificulta a gravidez, principalmente a
partir de 35 anos, com uma piora importante após os 40 anos;
Tabagismo – Fumar aumenta o risco de aborto espontâneo e
gravidez ectópica, além de danificar o colo do útero e as
trompas de Falópio;
Peso – Se manter acima do peso ou significativamente abaixo
pode afetar a ovulação;
Histórico sexual – Ter um histórico de relações sexuais
desprotegidas te deixa vulnerável a contrair IST’s (infecções
sexualmente transmissíveis), que são prejudiciais para as
trompas de Falópio e o útero;
Consumo de álcool – Evite ao máximo consumir qualquer tipo
de bebida alcoólica, principalmente nos períodos de ovulação.
Tratamento
Procurar o médico O tratamento pode ser Também podem ser
ginecologista. Após cirúrgico ou mesmo indicados a relação
avaliação e investigação técnicas de reprodução sexual programada, a
das causas da assistida. Quando inseminação intrauterina
infertilidade, será existem alterações ou a FIV.
iniciado um tratamento anatômicas, cirurgias
de acordo com o como a laparoscopia e
problema descoberto. histeroscopia podem ser
Importante lembrar que recomendadas para as
sempre o casal deve ser mulheres.
avaliado.
Causas:
Doenças são causadas por vírus,
bactérias ou outros
Sexualmente microrganismos.
Transmissíveis
(DST’S) / Transmissão:
Infecções Contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de
Sexualmente preservativo, com uma pessoa que esteja infectada. A
transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe
Transmissiveis para a criança durante a gestação, o parto ou a
amamentação. De maneira menos comum, as IST
(IST’S) também podem ser transmitidas por meio não sexual,
pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com
secreções corporais contaminadas.
Herpes genital;
Cancro mole (cancroide);
HPV;
Doença Inflamatória Pélvica (DIP);
PRINCIPAIS Donovanose;
Linfogranuloma venéreo (LGV);
INFECÇÕES
Sífilis;
Candidíase;
Gardnerrlla Vaginalis;
Trichomonas Vaginalis;
Gonorréia;
Clamídia
SINTOMAS
Feridas;
Corrimentos e verrugas anogenitais;
Dor pélvica;
Ardência ao urinar;
Lesões de pele;
Aumento de ínguas.
As IST aparecem, principalmente, no órgão genital, mas podem surgir também em outras partes
do corpo (ex.: palma das mãos, olhos, língua).
Herpes genital
Caracterizada por dor e feridas genitais. Causada pelo
vírus da herpes simples;
Dor, coceira e pequenas feridas podem ocorrer no
primeiro momento. Elas formam úlceras e crostas;
Após a infecção inicial, a herpes genital permanece
inativa no corpo. Os sintomas podem reaparecer durante
anos;
É possível usar medicamentos para controlar os surtos;
As causas estão associadas ao contato direto com o
líquido presente nas bolhas e ulcerações (feridas rasas),
geralmente localizadas nos genitais, coxas, ânus e até
mesmo no colo do útero;
As secreções dos órgãos e o fluido oral também são
capazes de infectar as pessoas.
As manifestações cutâneo mucosas
Manifestações são caracterizadas por vesículas ou
clínicas (sinais
pápulas agrupadas que, em 4 a 5
dias se rompem, ulceram, tornam-se
ou sintomas): necrosadas, forma crostas (que não
ocorrem em superfície mucosa) e, a
seguir, reepitelização dos locais
afetados sem deixar cicatrizes. As
lesões com frequência são muito
dolorosas e precedidas por eritema
local.
Latência
A principal característica dos herpesvírus é a de
produzir infecções latentes, potencialmente
recorrentes. A latência se desenvolve a partir da
sobrevivência do material genético do vírus
dentro de células hospedeiras, sem produção de
partículas infectantes.
Recorrência
A recorrência das lesões pode estar associada a febre, exposição
a radiação ultravioleta, traumatismos, menstruação,
antibioticoterapia prolongada e imunodeficiência, fatores que
baixam a imunidade, como gripes ou resfriados e o estresse físico
ou emocional podem contribuir para tornar as recidivas mais
frequentes. Por isto pacientes AIDÉTICOS (AIDS) podem ser
cronicamente molestados por esta doença. Não há evidências
médicas de relação do herpes com qualquer tipo de câncer
humano.
Agente etiológico
Herpes Vírus Hominis, apresenta
dois sorotipos designados por
HSV-1(lesões periorais) e HSV-2
(lesões genitais).
Período de incubação
Varia de 1 a 26 dias, com média de 8 dias.
Transmissão
Predominantemente pelo contato sexual genito-anal,
gênito-genital. A transmissão pode-se dar também, pelo
contato direto com lesões ou objetos contaminados.
(VHS-HSV)TIPO 1 (VHS-HSV)TIPO 2
Transmitido pelo contato sexual ou
contato muito intimo. A infecção
Transmitido por meio de primária ocorre após o início da vida
secreções orais, inclusive pela sexual. Pode ser transmitida também
saliva, no beijo; a infecção da mãe para o feto por via
primária é adquirida quase transplacentária, ou durante o parto.
sempre na infância. Recomenda-se portanto, a
realização de cesariana, toda vez que
houver lesões herpéticas ativas.
Tratamento
Antiviral: Aciclovir, Antiinflamatórios, soluções Anti-sépticas nas
lesões cutâneo mucosas, antibiótico tópico ou sistêmico em
caso de infecção secundária. Não existe ainda um tratamento
eficaz quanto à cura da doença. O tratamento tem como
objetivo diminuir as manifestações da doença e aumentar o
intervalo entre as crises.
Prevenção
Camisinha (auxilia), higienização genital
após o relacionamento sexual é
recomendável
Cancro mole (cancroide)
É causado pela bactéria Haemophilus ducreyi,
sendo mais frequente em países tropicais.
Manifestações clínicas (sinais ou
sintomas):
Os primeiros sintomas como dor de cabeça, febre e fraqueza, aparecem de
02 a 15 dias após o contágio;
Feridas (ulceração) múltiplas e dolorosas de tamanho pequeno com
presença de pus e hiperemiada (avermelhada), que aparecem com
frequência nos órgãos genitais (ex.: pênis, ânus e vulva), mas pode
compremeter também os lábios, língua e garganta;
Podem aparecer nódulos (caroços ou ínguas) na virilha;
Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e portanto,
frequentemente múltiplas.
Sinônimos Período de
Cancróide, cancro venéreo Incubação:
simples e cavalo.
2 à 5 dias
Tratamento Prevenção
Camisinha e Higienização
Antibiótico: azitromicina,
genital antes e após o
ciprofloxacina
relacionamento sexual.
INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS
HUMANO (HPV)
É um DNA do grupo O papilomavírus humano (HPV) é a
papovírus. Os tipos de infecção sexualmente transmissível
alto risco oncogênico, (DST) mais comum.
quando associados a Muitas pessoas com HPV não
outros fatores, tem desenvolvem nenhum sintoma, mas
relação com o ainda podem infectar outros
desenvolvimento de indivíduos pelo contato sexual. Os
neoplasias intra-epitelial sintomas podem incluir verrugas nos
e do câncer invasor do órgãos genitais ou na pele
colo uterino, da vulva, da circundante.
vagina e da região anal.
Não apresenta sintomas na maioria das
pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar
latente de meses a anos, sem manifestar
SINAIS E sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar
SINTOMAS
manifestações subclínicas (não visíveis a
olho nu). A diminuição da resistência do
organismo pode desencadear a
multiplicação do HPV e, consequentemente,
provocar o aparecimento de lesões. A
maioria das infecções (sobretudo em
adolescentes) tem resolução espontânea,
pelo próprio organismo, em um período
aproximado de até 24 meses.
As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem entre, aproximadamente, 2 a 8
meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As
manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade
baixa. O diagnóstico do HPV é atualmente realizado por meio de exames clínicos e
laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, se clínica ou subclínica.
Lesões clínicas: Lesões subclínicas (não visíveis ao
olho nu):
Se apresentam como verrugas na região genital e no
ânus (denominadas tecnicamente de condilomas Podem ser encontradas nos mesmos locais
acuminados e popularmente conhecidas como "crista das lesões clínicas e não apresentam
de galo", "figueira" ou "cavalo de crista"). Podem ser sinal/sintoma. As lesões subclinas podem
únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ser causadas por tipos de HPV de baixo e de
ou papulosas (elevadas e solidas). Em geral, são alto risco para desenvolver câncer.
assintomáticas, mas podem causar coceira no local.
Essas verrugas, geralmente, são causadas por tipos de
HPV não cancerígenos.
Período de incubação
O período de incubação varia de 3 semanas, 8
meses e/ou 2 anos (3 meses em média). Há
casos em que o vírus fica latente por 20 anos.
Diagnóstico:
O diagnóstico do condiloma é basicamente clínico
(visualização das verrugas), mas podendo ser
confirmado por biópsias. As lesões cervicais, subclínicas,
são geralmente detectadas pela citologia oncótica,
devendo ser avaliadas pela colposcopia, teste de Shiller
(solução iodo-iodedata) e biópsias dirigidas,
Hibridização Molecular in-situ (HIS).
Tratamento
Destruição das lesões. Se deixados sem tratamento, os condilomas
podem desaparecer, permanecerem inalterados ou aumentar em
tamanho e número. Nenhum dos tratamentos disponíveis é
superior aos outros, e nenhum tratamento será o ideal para todos
os pacientes nem para todas as verrugas, ou seja, cada caso
deverá ser avaliado para a escolha da conduta mais adequada.
Nenhuma evidência indica que o tratamento do condiloma
prevenirá o desenvolvimento de câncer cervical.
Fatores que podem influenciar a
escolha do tratamento:
01 02 03
Preferência do paciente, Deve-se mudar de
custos, disponibilidade de opção terapêutica
recursos e experiência do quando um paciente não
Tamanho, número e profissional de saúde. Em melhorar
local da lesão. geral, verrugas localizadas substancialmente depois
em superfícies úmidas de três aplicações ou se
respondem melhor a as verrugas não
terapêutica tópica (ATA, desaparecerem após
podofilina) que as verrugas seis sessões.
em superficies secas.
Opções terapêuticas:
Geralmente é utilizado a Eletrocauterização: utiliza
eletrocautério para remover as lesões, exige anestesia local,
não se aplica nas lesões vaginais, cervicais e anais, visto que o
controle da profundidade do efeito é difícil, podendo levar a
necrose tecidual extensa e estenose em estruturas tubulares,
como canal vaginal e anal.
01 Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos ( homens e
mulheres) que não tenham tomado ou estejam com
esquema incompleto adm conforme a indicação da
situação vacinal 1 ou 2 doses;
PREVENÇÃO
02 Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos ( homens e
mulheres) que não tenham tomado ou estejam com
esquema incompleto adm conforme a indicação da
situação vacinal , completando 3 doses da vacina( 0,2,6
Vacinar-se contra o HPV é a medida mais meses);
eficaz de se prevenir contra a infecção. A
03 Meninas e meninos de 9 a 14 anos, com esquema de 2
vacina é distribuída gratuitamente pelo doses. Adolescentes que receberem a 1 nessas idades ,
SUS e é indicada para: poderão tomar a 2 dose mesmo se ultrapassado os 6
meses do intervalo preconizado, para não perder a
chance de completar o seu esquema;
04 Pessoas que vivem com HIV, transplantados de órgãos,
medula ou pacientes oncológicos entre 9 a 45 anos, com
esquema de 3 doses ( 0,2,6 meses) , independentemente
da idade;
05 A vacina não previne infecções por todos os tipos, mas é
dirigida para os tipos mais frequentes: 6, 11, 16 e 18.
Exame preventivo contra o HPV
o Papanicolau é um exame ginecológico
preventivo mais comum para identificar de
lesões precursoras do câncer do colo do
Quando essas alterações que antecedem
útero. Esse exame ajuda a detectar células
o câncer são identificadas e tratadas, é
anormais no revestimento do colo do útero,
possível prevenir 100% dos casos, por isso é
que podem ser tratadas antes de se
muito importante que as mulheres façam
tornarem câncer. O exame não é capaz de
o exame de Papanicolaou regularmente.
diagnosticar a presença do vírus, no entanto,
é considerado o melhor método para
detectar câncer de colo do útero e suas
lesões precursoras.
Doença Inflamatória
Pélvica (DIP)
É uma síndrome clínica causada por vários
microrganismos, que ocorre devido à entrada
de agentes infecciosos pela vagina em direção
aos órgãos sexuais internos, atingindo útero,
trompas e ovários e causando inflamações.
Esse quadro acontece principalmente quando a
gonorreia e a infecção por clamídia não são
tratadas.
Formas de Essa infecção pode ocorrer por meio de contato com
as bactérias após a relação sexual desprotegida. A
contágio maioria dos casos se dá em mulheres que têm outra
Infecção Sexualmente Transmissível (IST), como a
cervicite, causada principalmente gonorreia e infecção
por clamídia não tratadas.
Entretanto, também pode ocorrer após algum
procedimento médico local – como inserção de
Dispositivo Intrauterino (DIU), biópsia na parte interna
do útero ou curetagem.
01 Dor na parte baixa do abdômen (no “pé da
barriga” ou baixo ventre) e/ou durante a relação
Sinais e sexual;
02 Dor abdominal e nas costas;
sintomas 03 Febre, fadiga e vômitos;
04 Corrimento vaginal, sangramento vaginal, dor ao
urinar.
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de DIP, recomenda-se procurar
imediatamente um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do
tratamento adequado.
Em casos mais graves, é necessária a internação hospitalar para uso de antibiótico
por via venosa.
Donovanose
É uma IST crônica progressiva, causada pela
bactéria Klebsiella granulomatis. Acomete
preferencialmente a pele e mucosas das
regiões da genitália, da virilha e do ânus.
Causa úlceras e destrói a pele infectada. É
pouco frequente, ocorrendo na maioria das
vezes em climas tropicais e subtropicais.
Sinais e sintomas
Após o contágio, aparece uma lesão que se transforma em ferida
ou caroço vermelho;
Não dói e não tem íngua;
A ferida vermelha sangra fácil, pode atingir grandes áreas e
comprometer a pele ao redor, facilitando a infecção por outras
bactérias.
Diagnóstico e tratamento
01 02 03
Na presença de
qualquer sinal ou
sintoma dessas IST, Ao término do Deve-se evitar contato
recomenda-se procurar tratamento, é necessário sexual até que os sinais e
um serviço de saúde retorno à consulta, para sintomas tenham
para o diagnóstico avaliação de cura da desaparecido e o
correto e indicação do infecção. tratamento seja
tratamento com finalizado
antibiótico adequado.
Linfogranulom
a venéreo Infecção crônica causada pela bactéria
(LGV) Chlamydia trachomatis, que atinge os
órgãos genitais e os gânglios da virilha. É
popularmente conhecida como “mula”.
Sinais e sintomas
Feridas nos órgãos genitais e outros (pênis, vagina, colo do útero, ânus e
boca), as quais, muitas vezes, não são percebidas e desaparecem sem
tratamento;
Entre uma a seis semanas após a ferida inicial, surge um inchaço doloroso
(caroço ou íngua) na virilha, que, se não for tratado, rompe-se, com a
saída de pus;
Pode haver sintomas por todo o corpo, como dores nas articulações, febre
e mal-estar;
Quando não tratada adequadamente, a infecção pode agravar-se,
causando elefantíase (acúmulo de linfa no pênis, escroto e vulva).
Diagnóstico e tratamento
Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa IST, recomenda-se
procurar um serviço de saúde para o diagnóstico correto e indicação
do tratamento com antibiótico adequado.
As parcerias sexuais também precisam ser tratadas.
Sífilis
É uma IST curável e exclusiva do ser
humano, causada pela bactéria
Treponema pallidum. Pode apresentar
várias manifestações clínicas e diferentes
estágios (sífilis primária, secundária,
latente e terciária). Nos estágios primário e
secundário da infecção, a possibilidade de
transmissão é maior. A sífilis pode ser
transmitida por relação sexual sem
camisinha com uma pessoa infectada ou
para a criança durante a gestação ou
parto.
A infecção por sífilis pode colocar em risco não
apenas a saúde do adulto, como também pode
ser transmitida para o bebê durante a gestação.
O acompanhamento das gestantes e parcerias
sexuais durante o pré-natal previne a sífilis
congênita e é fundamental. Em formas mais
graves da doença, como no caso da sífilis
terciária, se não houver o tratamento adequado
pode causar complicações graves como lesões
cutâneas, ósseas, cardiovasculares e
neurológicas, podendo levar à morte.
SINAIS E SINTOMAS
O importante a ser considerado aqui é a sua lesão primária, também
chamada de cancro de inoculação (cancro duro), que é a porta de entrada
do agente no organismo do paciente. Trata-se de uma lesão ulcerada
(cancro) não dolorosa (indolor) ou pouco dolorosa, em geral única, com a
base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida e
transparente), escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clítoris,
períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas
que pode também ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas.
Os sinais e sintomas variam de acordo com cada estágio da doença
Sífilis primária Ferida, geralmente única, no local de entrada
da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino,
ânus, boca, ou outros locais da pele), que
aparece entre 10 e 90 dias após o contágio.
Essa lesão é rica em bactérias e é chamada
de “cancro duro”;
Normalmente, ela não dói, não coça, não arde
e não tem pus, podendo estar acompanhada
de ínguas (caroços) na virilha;
Essa ferida desaparece sozinha,
Um olhar aprofundado sobre nosso primeiro independentemente de tratamento.
trimestre de operações: de destaques e
taxas de execução para KPIs e planos futuros
SÍFILIS Os sinais e sintomas aparecem entre seis
semanas e seis meses do aparecimento e
cicatrização da ferida inicial;
SECUNDÁRIA Podem surgir manchas no corpo, que
geralmente não coçam, incluindo palmas das
mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas
em bactérias;
Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça,
ínguas pelo corpo;
As manchas desaparecem em algumas
semanas, independentemente de tratamento,
trazendo a falsa impressão de cura.
SÍFILIS LATENTE – Não aparecem sinais ou sintomas;
FASE É dividida em:
-latente recente (até um ano de infecção)
ASSINTOMÁTICA -latente tardia (mais de um ano de
infecção).
A duração dessa fase é variável, podendo ser
interrompida pelo surgimento de sinais e
sintomas da forma secundária ou terciária.
SÍFILIS TERCIÁRIA Pode surgir entre 1 e 40 anos após o início da
infecção;
Costuma apresentar sinais e sintomas,
principalmente lesões cutâneas, ósseas,
cardiovasculares e neurológicas, podendo
levar à morte;
Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso
porque a doença pode aparecer e
desaparecer, mas continuar latente no
organismo;
Por isso é importante se proteger, fazer o teste
e, se a infecção for detectada, tratar da
maneira correta.
DIAGNÓSTICO
O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático
e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a
necessidade de estrutura laboratorial. Esta é a principal forma de diagnóstico da sífilis.
Nos casos de TR positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e
encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para
confirmação do diagnóstico. Deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe,
o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e
laboratoriais, para se chegar a um diagnóstico seguro e correto de sífilis congênita.
Em caso de gestante, devido ao risco de transmissão ao feto, o tratamento deve ser iniciado com
apenas um teste positivo (reagente), sem precisar aguardar o resultado do segundo teste.
TRATAMENTO
O parceiro sexual também deverá ser testada
e tratada para evitar a reinfecção da gestante.
São critérios de tratamento adequado à
gestante:
Administração de penicilina benzatina;
O tratamento de escolha é a Início do tratamento até 30 dias antes do
penicilina benzatina (benzetacil) parto;
Esquema terapêutico de acordo com o
estágio clínico da sífilis;
Respeito ao intervalo recomendado das
doses.
Candidíase É uma infecção provocada por fungos, sendo o mais frequente
a Cândida albicans, que pode acometer as regiões inguinal,
vaginal, perianal e períneo. É um fungo que já existe em
pequenas quantidades no organismo da mulher e vive em
equilíbrio com a flora vaginal. Pode acometer tanto mulheres
quanto homens.
Geralmente, a candidíase está associada à queda da
imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais,
imunossupressores e corticoides, à gravidez, diabetes, alergias
e ao HPV (papiloma vírus).
Apesar de não ser considerada uma infecção sexualmente
transmissível, pode ser transmitida através de relações sexuais.
Sintomas
Nas mulheres Nos Homens
Coceira na vagina e no canal Pequenas manchas vermelhas
vaginal; no pênis;
Corrimento branco, em Edema leve;
grumos, parecido com a nata Lesões em forma de pontos;
do leite; Prurido (coceira).
Ardor local e para urinar;
Dor durante as relações
sexuais.
Diagnóstico
É feito pelo exame clínico
ginecológico, de laboratório e pelo
exame de Papanicolaou.
Tratamento
O primeiro passo é determinar as
causas, combatê-las e evitar o
reaparecimento;
São úteis os antimicóticos e
pomadas antifúngicas de uso local,
quando eles não são suficientes, a
conduta é prescrever medicamentos
por via oral por tempo mais
prolongado.
Gardnerella vaginalis
É uma bactéria que se destaca como uma das
principais causas da vaginose bacteriana, um
problema que leva ao surgimento de corrimento
fétido. "Apesar de colonizar principalmente o trato
genital feminino, pode ocorrer também em
homens, sendo, nesses casos, pouco relevante
clinicamente. Entretanto, vale salientar que, em
homens, ela pode causar, por exemplo, prostatite
e uretrite."
Vaginose Fatores de risco:
bacteriana
Idade;
Grande número de parceiros sexuais;
Gestação;
É uma infecção vaginal
Uso de calças justas;
decorrente da alteração da flora
vaginal, com uma redução na DIU (dispositivo intrauterino);
concentração de lactobacilos e Duchas vaginais."
um aumento de outras espécies
de bactérias, em especial a
Gardnerella vaginalis."
Sintomas
corrimento vaginal de odor fétido, semelhante ao de um
peixe podre, o qual pode apresentar um aspecto cremoso,
fluido ou bolhoso e cor branco-acinzentado.
Diagnóstico
Exame ginecológico e técnicas como o teste do hidróxido de
potássio, exame a fresco e cultura do conteúdo vaginal em meio
seletivo. O exame preventivo de papanicolau pode também ajudar
a diagnosticar a doença, entretanto esse exame só indica a
presença de bactérias, não informando a sua quantidade.
Tratamento
"Uso de antibióticos específicos. Esses medicamentos só podem ser
indicados por um médico e é fundamental que o paciente os utilize de
maneira adequada, obedecendo aos horários estabelecidos, doses e
tempo de tratamento. Durante o tratamento da vaginose, recomenda-
se interrupção das relações sexuais.
Vaginose bacteriana é IST?
Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível,
entretanto o contato com o pH elevado do sêmen pode
desencadear o problema em mulheres predispostas. Vale
salientar que a vaginose aumenta o risco da mulher contrair
infecções, como o HIV, e complicações na gestação, podendo
provocar, por exemplo, parto prematuro ou nascimento do
bebê com peso abaixo da média.
Trichomonas Vaginalis
É classificada como sendo uma IST. Afeta
pacientes de ambos os sexos, mas no sexo
masculino é comum a ausência de sintomas.
Enquanto isso, pacientes do sexo feminino podem
apresentar dor e incômodo ao urinar, além de
alterações no corrimento, que pode se tornar
malcheiroso e apresentar mudança na coloração,
tornando-se mais amarelado ou esverdeado.
A tricomoníase também é chamada de
tricomonose.
Causas
O causador da tricomoníase é um parasita, o Trichomonas Vaginalis.
O Trichomonas Vaginalis é um protozoário, encontrado com mais
frequência na genitália feminina. Ao se abrigar na vagina e na uretra
das pacientes, pode causar microlesões e abrasões no local, que
abrem caminho para outras infecções sexualmente transmissíveis ou
doenças e infecções gerais.
Prevenção
A principal forma de prevenir a tricomoníase é usando camisinha em qualquer
relação sexual.
Seja a camisinha feminina ou a camisinha masculina, qualquer uma delas é
capaz de ajudar na prevenção da transmissão da tricomoníase.
Sintomas
Dor ao urinar;
Ardência ao urinar e/ou dificuldades para urinar;
Em mulheres, eliminação de corrimento malcheiroso e com mudança de cor para tons
amarelos e/ou esverdeados;
Em pacientes homens, eliminação de corrimento esbranquiçado pela ponta do pênis;
Odor forte e desagradável na região genital;
Vermelhidão na região genital;
Inchaço na região genital;
Coceira na região genital;
Dor durante o contato sexual;
Febre baixa.
Observação
Em mulheres, a tricomoníase surge somente após o período menstrual,
com sintomas mais severos após o fim da menstruação. É importante
ressaltar que a infecção pode ficar adormecida por vários meses no
corpo, sem que nenhum sintoma seja apresentado.
Em grávidas, é preciso tomar cuidado com uma condição como a
tricomoníase, uma vez que a doença pode ser transmitida de mãe para
filho, durante o nascimento via canal vaginal, fazendo com que o bebê
tenha complicações como conjuntivite e problemas respiratórios.
Diagnóstico
É feito por meio da análise da secreção vaginal, em exames como o
papanicolau ou pela cultura de secreção e o PCR.
Um hemograma que avalie a contagem das células que compõem o
sistema de defesa do organismo também pode ser um dos indicadores de
que a tricomoníase está causando uma reação do sistema imunológico.
Tratamento
Uso de medicamentos, como antibióticos, e de cremes vagianais, no
caso de pacientes do sexo feminino, que ajudam a combater a infecção.
É preciso adotar um período de abstinência sexual, enquanto o
tratamento acontece, para ajudar na recuperação.
Os parceiros sexuais de um paciente que recebeu o diagnóstico de
tricomoníase também devem ser tratados simultaneamente, mesmo sem
apresentarem qualquer sintoma, para evitar que o paciente seja
reinfeccionado com o protozoário causador da doença.
A melhor forma de prevenir uma infecção como a tricomoníase é utilizar
preservativos em todas as relações sexuais.
Gonorréia O período de incubação da Neisseria
gonorrhoeae é de até uma semana antes
Também chamada de de apresentar sintomas.
blenorragia, a gonorreia é uma Pode ser confundida com a clamídia por
IST que afeta pacientes de serem infecções causadas por bactérias
ambos os sexos. que podem atingir os órgãos genitais
Ela é causada pela bactéria masculinos e femininos. Clamídia e
Neisseria gonorrhoeae e é
gonorreia são muito comuns entre os
considerada a segunda IST
adolescentes e adultos jovens, podendo
bacteriana mais comum em todo
o planeta. causar graves problemas à saúde.
No caso da gonorreia na boca e da gonorreia na
garganta, os sintomas incluem sensação de
Sintomas queimação e dor na boca e na garganta, além de
glândulas inchadas, manchas brancas e alterações
na fala.
A gonorreia anal apresenta sintomas como coceira,
secreção purulenta, dor ao evacuar e sangramento
via retal.
01 02 03
Nas mulheres costumam não Nos homens costumam
Em pacientes recém-
apresentar sintomas em alguns demonstrar dor ao
nascidos, a gonorreia
casos. Porém, se apresentar urinar, com eliminação
pode causar a
serão dor na região inferior do de pus e corrimento
conjuntivite neonatal,
abdômen, corrimento saindo do pênis,
capaz de levar à
amarelado fora do período inflamação na ponta do
cegueira.
menstrual, dor e ardência ao pênis (orifício da uretra)
urinar, dor pélvica e também dor e também dor ou
e sangramento durante a inchaço nos testículos..
relação sexual.
Diagnóstico
É feito por meio de exames clínicos e laboratoriais (como PCR, NAAT (testes de
amplificação de ácido nucleico), coloração de Gram e exames de cultura de
bactérias), tendo o quadro confirmado pela identificação da bactéria
causadora da IST, levando em conta a análise do corrimento purulento, ao
colher material, com uma pequena escova, da uretra do homem ou do colo do
útero da mulher.
Tratamento
A gonorreia tem cura e seu tratamento costuma ser realizado por meio
de medicamentos antibióticos – injetáveis ou via oral – com eficácia
comprovada contra as bactérias causadoras.
Em caso de bebês, os pediatras aplicam um medicamento nos olhos
do recém-nascido imediatamente após o parto para evitar infecção.
Caso seja desenvolvida a infecção, é necessário o uso de antibióticos.
Prevenção
A principal recomendação para prevenção da gonorreia é usar preservativo nas
relações sexuais, tanto vaginal quanto oral. Além disso, em relações sexuais
anais, deve-se utilizar lubrificantes à base de água, que não ressecam a
camisinha. Outra forma de prevenção da gonorreia é realizar sempre o
autoexame, observando os próprios órgãos genitais e checando se a cor,
aparência, cheiro e a pele estão saudáveis.
Clamídia
Infecção Sexualmente Transmissivel (IST), que na
maioria das vezes causa infecção nos órgãos
genitais, mas pode afetar também a garganta e
os olhos.
Tratamento
A clamídia é transmitida por meio do contato sexual (anal, oral ou
vaginal) ou pela forma congênita (infecção passada da mãe para o
bebê durante a gestação).
Sintomas
A maioria dos casos da clamídia não apresenta sintomas.
Mulheres Homens
Corrimento amarelado ou Ardência ao urinar;
claro; Corrimento uretral com a
Sangramento espontâneo ou presença de pus;
durante as relações sexuais; Dor nos testículos.
Dor ao urinar e/ou durante as
relações sexuais e/ou no baixo
ventre (pé da barriga).
Riscos na
Complicações gravidez
Quando não tratada, a clamídia pode provocar algumas Pode provocar diversas complicações durante e depois
complicações, como: da gestação, tais como:
Gravidez tubária (que ocorre nas trompas);
Infertilidade (dificuldade para ter filhos);
Aborto espontâneo;
Dor crônica na região pélvica (“pé da
Endometrite;
barriga”);
Parto precoce (antes das 37 s);
Dor durante as relações sexuais;
Infecção pós-parto (se for contraída
Gravidez tubária (quando ocorre nas
durante a gestação);
trompas);
Transmissão no parto vaginal. O RN pode
Complicações na gestação.
nascer com conjuntivite [Link]
não tratada, pode levar à cegueira.
.
Diagnóstico
Na presença de qualquer sinal ou sintoma, recomenda-se procurar um
serviço de saúde para diagnóstico e tratamento com o antibiótico
adequado (azitromicina ou doxiciclina).
As parcerias sexuais, mesmo sem sinais e sintomas, devem ser tratadas.
Em situações específicas, serão indicados exames para pacientes sem
sintomas.
Tanto o diagnóstico quanto o tratamento são ofertados, de forma
integral e gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Tratamento
É feito com o uso de antibióticos, como por exemplo azitromicina ou doxiciclina,
receitados pelo médico conforme cada caso. Com o tratamento adequado é
possível erradicar completamente a bactéria.
No caso das gestantes com clamídia, o tratamento com antibiótico adequado
será indicado pela equipe de saúde conforme cada caso. Desta forma, a
gestante deve fazer o acompanhamento pré-natal regular, com a realização
dos exames prescritos. A clamídia, se não tratada adequadamente, aumenta
os riscos de contaminação e transmissão do HIV.
Tem cura?
Sim, a clamídia pode ser facilmente curada com o uso de antibióticos. No
entanto, para garantir a cura total, durante o período de infecção é
aconselhado evitar contato sexual desprotegido. As parcerias sexuais
também devem ser avaliadas e orientadas pelo profissional de saúde para
evitar nova contaminação.
Obrigada!