VIA SACRA
Oração Preparatória
Aproximo-me de Vós, Ó Jesus, carregando o peso dos meus pecados e peço-Vos a graça de
me admitir a esta Via Sacra, na Vossa companhia. Concedei-me, desde já, um profundo
arrependimento das minhas faltas, tantas e tão repetidas, tantas e tão pouco choradas. Jesus,
eu sei que me amais, mesmo quando me dais alguma coisa para sofrer. Quero agora
mostrar-Vos que, apesar das minhas faltas, Vos amo também. Mostrai-me, Jesus, o que
sofreste por mim, para que, pela contemplação das Vossas dores, venha a arrepender-me,
verdadeiramente, dos meus pecados e a encetar uma vida toda orientada para Vós, movida
pelo Vosso Amor, a fim de ficar para sempre convosco na Vida Eterna.
Todos: Amém.
PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO A MORTE
Leitura Bíblica: “Pilatos perguntou: ‘Que farei com Jesus, que é chamado o Cristo?’. Todos
gritaram: ‘Seja crucificado!’. Pilatos falou: ‘Mas que mal ele fez?’. Eles, porém, gritaram com
mais força: ‘Seja crucificado!’. Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: ‘Eu não sou responsável
pelo sangue deste homem! A responsabilidade é vossa’. O povo todo respondeu: ‘Que o
sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos’. Então Pilatos soltou Barrabás, mandou
açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado” (Mt 27,22-26).
Ao ser condenado à morte, os Meus olhos procuram-te. Onde estás tu, ó alma minha amiga,
alma que em instantes de fervor dizes amar-Me, alma que beneficiei, que acolhi nos Meus
braços, alma que agraciei com tantas graças, desde o Batismo e ainda hoje, com as graças de
todos os dias? Onde estás tu, alma distraída? Vê que não é só agora, durante esta passagem,
que sou condenado à morte.
Sou condenado à morte todos os dias, e tu não estás presente, estás passeando nas asas dos
teus desejos, dos teus gostos, das tuas tendências, que não procuras mortificar. Para te dar a
Vida Eterna aceitei ser condenado à morte. Não estarás tu desprezando a vida Eterna com os
teus pecados, com as tuas atitudes, com as tuas negligências? Não esqueças que não é
preciso cometer pecado mortal para mostrar desprezo pela Vida Eterna, porque a Vida Eterna
começa agora, quando ainda estás na Terra. É a vida de união comigo que tu desprezas
sempre que preferes qualquer outra coisa a uma aproximação maior a Mim.
Vou mostrar-te os Meus sofrimentos nesta caminhada dolorosa. Continuarás a desprezar a
Minha companhia, depois de veres a que ponto te amei? Acompanha-Me e vai medindo o teu
amor pelo Meu.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia Divina, descansem em paz.
Canto: A morrer crucificado, / Teu Jesus é condenado, // por teus crimes, pecador!
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS CARREGA A CRUZ
Leitura Bíblica: “Pilatos, então, lhes entregou Jesus para ser crucificado. Eles tomaram conta
de Jesus. Carregando a sua cruz, ele saiu para o lugar chamado Calvário (em hebraico:
Gólgota). Lá, eles o crucificaram com outros dois, um de cada lado, ficando Jesus no meio” (Jo
19, 16-18).
Vê como, por teu amor, agarro a Minha Cruz, ela que merece para ti um prêmio que tu por si
mesmo não podes merecer. Para merecê-lo por ti e para ti Eu sustento e carrego esta Cruz
onde, no alto do Calvário, darei por ti a Minha vida. A Cruz, instrumento do Meu suplício, pesa
agora sobre o Meu Corpo chagado; mais tarde pregar-Me-ão nela e sobre ela derramarei o
Meu Sangue até o fim.
As tuas cruzes são passageiras, a Minha é definitiva. A Cruz que Me causaria repulsa, se não
soubesse que através dela, mereceria para ti a Vida Eterna, a vida que desejo viver contigo,
para sempre. Vê como a carrego sobre os ombros, pensando em ti. Vê agora como carregas tu
as tuas pequenas cruzinhas, procurando libertar-te delas, sem pensares em Mim, sem
procurares levá-las por Amor a Mim.
Mede, mede se puderes o Amor com que Eu carrego a Minha Cruz e o amor com que tu
carregas a tua. Pensa, alguma vez pegas na tua cruz com amor, com o pensamento em Mim?
Não Me refiro a cruzes grandes, que possas imaginar ou desejar, mas sim àquela cruz
escondida, humilhante, aborrecida, de todos os dias, essa, justamente essa, da qual lutas para
te libertares. Podes pesar nela algum amor?
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Com a cruz é carregado / vai sofrendo resignado, // vai morrer por teu amor.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ
Leitura Bíblica: “Vejam! Tão desfigurado estava que já não parecia mais gente, tinha perdido
toda a sua aparência humana. As nações numerosas levaram um susto. Diante dele os reis
vão fechar a boca” (Is52,14-15).
Corre para Mim e vê a Minha queda. Mergulha os teus olhos e o teu coração na Minha dor
infinita, a fim de veres a dor que esta queda causa no Meu Corpo ferido e enfraquecido pela
noite e pela manhã de maus tratos, onde nada me foi oferecido, nem para comer nem para
beber. Vê as feridas do Meu Corpo rebentarem em mais Sangue, Sangue que dou por ti,
generosamente, para com ele te alcançar o perdão e a felicidade; para com ele poder purificar
todos os dias a tua pobre alma tão suja. Vem, mergulha-te neste Sangue sagrado que rega o
caminho do calvário, e purifica-te constantemente com ele, pois não poderás agradar aos Meus
olhos carregada com as impurezas do teu amor próprio, da tua vontade própria, dos teus
quereres e não quereres, que são outras tantas sujidades que acumulam-se às feridas que vais
recebendo através dos pecados em que cais.
A tua pobre alma caída precisa de se purificar no Sangue que jorra do Meu Corpo nesta queda.
Habitua-te a pedir-Me todos os dias, várias vezes ao dia, que purifique a ti com o Meu Sangue,
assim a tua alma ganhará pureza e olhar-te tornar-se-á para Mim motivo de gozo e alegria.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Sob o peso desmedido, / cai Jesus desfalecido, // pela tua salvação.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
QUARTA ESTAÇÃO: JESUS SE ENCONTRA COM SUA MÃE
Leitura Bíblica: “Simeão disse a Maria, mãe de Jesus: ‘Eis que este menino vai ser causa de
queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma
espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos
corações” (Lc 2, 34-35).
Ó alma que Me segues, eis Minha Mãe! Como podes tu passar indiferente a tanta dor? Como
podes passar por Ela, sem reparar nos Seus olhos marcados por dor e lágrimas? É verdade,
sim, que a dureza do teu coração te torna indiferente, ela cerra os teus olhos diante das
lágrimas d’Ela. Por isso, passas absorvida nas tuas coisas, nas tuas preocupações que, apesar
de tudo, são preocupações transitórias, por coisas que passam, coisas que, dentro de dias, já
não te lembrarás, mesmo que demore meses ou anos a resolver o teu problema, lembra-te de
que, de qualquer forma, um dia ele passará e, como tal, é transitório.
Em contrapartida, Minha Mãe chora por dificuldades e problemas de repercussões eternas. As
Suas preocupações, que são a causa das Suas lágrimas, são preocupações que abrangem o
mundo. São as preocupações reais, as preocupações de que devias ocupar-te continuamente.
Neste caminho doloroso, chora por Me ver tratado com tanta crueldade, apesar disso, tamanho
sofrimento não fora o bastante, as Suas lágrimas não pararam aqui. Ela continuou e continua a
chorar, agora por ti, porque vê que a salvação eterna está posta em causa, para muitos filhos.
Chora porque não pode forçar a livre vontade deles e chora porque tu não A ajudas com a tua
oração mais assídua e fervorosa, e com a mortificação e espírito de sacrifício, cujos frutos são
como chaves, que podes entregar-lhes nas mãos, para que assim Ela abra os corações que se
fecham a Minha graça.
Sempre que foges à oração, ao sacrifício e à aceitação da Vontade de Deus, faltas a esse
dever e Ela chora por ti que não o cumpres, embora se te esforçasses, poderia Ela aproveitar
em favor de alguma alma desamparada. Quantas vezes terá Ela chorado por ti? Olha bem para
os Seus olhos, vê as Suas lágrimas e coloca-te ao Seu serviço, isso sem esperar outra paga,
que não seja a de enxugar as lágrimas desta Mãe.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Vê a dor da Mãe amado / que se encontra desolada, // com seu Filho em aflição.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
QUINTA ESTAÇÃO: O CIRENEU AJUDA JESUS A CARREGAR A CRUZ
Leitura Bíblica: “Enquanto levavam Jesus para ser crucificado, pegaram certo Simão, da cidade
de Cirene que voltava do campo, e o forçaram a carregar a cruz atrás de Jesus. Uma grande
multidão do povo o seguia” (Lc 23,26).
Preciso de ajuda! O Meu Corpo chegou a um ponto de fraqueza em que o peso da Cruz Me é
excessivo. Porém, no meio de tanta gente que Me segue, muito poucos estariam dispostos a
ajudar, e mesmo esses, seriam incapazes de o fazer, pois as suas forças são diminutas.
Quantos Me seguem ainda hoje, assim como as pessoas daquele tempo, apenas para ver,
recusando-se ajudar quando desejo pôr a Minha Cruz nos ombros de alguém, quando preciso
de ajuda.
Não é fácil ajudar-Me, porque a Minha Cruz é pesada, é sempre Cruz humilhante, vexatória, a
Cruz do Condenado, a Cruz d’Aquele que ainda hoje passa pelo teu mundo, como objeto de
irrisão e de desprezo. Não serás tu um desses que seguem-Me, mas não querem deitar mãos
à cruz que os contraria, que lhes pesam e humilham?
Pouso os olhos com Amor em Simão. Será este homem que volta do campo, este trabalhador,
que irá ocupar o Meu lugar debaixo da Cruz, cargo tão alto que ele nem consegue perceber
imediatamente. Ofereço-lho, não pelos seus méritos, mas pela sinceridade do seu coração.
Também a ti quero oferecer todos os dias, a honra de Me ajudares a levar a Cruz em que o teu
mundo se tornou para Mim.
Não temas pois podes suportá-la. Quando não puderes mais, assim como Eu nesta passagem,
saberei tirá-la e dar-te alívio. Pois, só Eu sei o que podes sofrer, o que ainda podes aguentar,
tu nada sabes disso. Confia e não temas.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: No caminho do calvário / um auxílio necessário, // não lhe nega o Cireneu.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
SEXTA ESTAÇÃO: VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS
Leitura Bíblica: “Ele não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia
para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento
e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto” (Is 53,2-4).
Alma minha amiga, olha para o Meu rosto. Pareço-te Aquele que fazia milagres, que pregava
às multidões, Aquele que foi triunfalmente acolhido em Jerusalém? Pareço-te o grande Senhor
glorioso? Observa o Meu rosto inchado de pancadas, sujo de poeira, escarros e outras
imundícies, escurecido nos lugares onde recebeu mais socos, sulcado de Sangue que escorre
da cabeça e se mistura com gotas de suor, que vai empapando o pó que se lhe agarra. Não é
um espetáculo bonito de se ver, já não é a suave e bela face de dias atrás, mas sim a Minha
Sagrada Face sofrida que te é difícil reconhecer, face que vais encontrando inúmeras vezes no
teu dia.
Observa o ato de piedade desta mulher, ao enxugar o Meu rosto, proporcionou-Me um certo
alívio, e Eu premiei o seu amor, imprimindo a Minha face no seu véu. Ela foi a pessoa que pôde
observar-Me mais de perto, com o seu rosto a poucos centímetros do Meu. Só amor muito
verdadeiro e profundo podia fazê-la aproximar-se assim de um condenado, cujo aspecto
inspirava repugnância. Aproxima-te também de Mim, da Minha Sagrada Face sofredora, face
que se aproxima de ti, e da qual te afastas, sempre que recusas o que te repugna.
A Minha Sagrada Face está naquele pobre tão sujo, naquela pessoa de tão mau feitio, naquele
trabalho tão aborrecido, naquele ponto de vista tão contrário ao teu. Começa agora a tua
eternidade olhando o Meu rosto sofredor, porque Eu quero olhar para ti e deslumbrar-te
eternamente com o Meu rosto glorioso.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Eis o rosto ensanguentado, / por Verônica enxugado, // que no pano apareceu.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
SÉTIMA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ
Leitura Bíblica: “Era o mais desprezado e abandonado de todos, homem do sofrimento,
experimentado na dor, individuo de quem a gente desvia o olhar, repelente, dele nem tomamos
conhecimento” (Is 53,3).
Pela segunda vez, caio. A Minha fraqueza já é muito grande. Erguem-Me a custo, reprimindo
maus tratos mais violentos, com medo de que Eu viesse a morrer ali, tal era o estado em que
Me viam. Aproxima-te mais. Passa entre os soldados e vem ajudar-Me a levantar. Quero
precisar de ti para essa tarefa, que tem tanto de humilhação, como de honra, para ti. Não foi só
neste momento de dor humilhante, que quis precisar dos meus filhos. Uno-te tão fortemente a
Mim neste sacrifício, que formas um só Corpo coMigo, e, por isso, não estranhes que sejas
necessária para muitas coisas em que quero utilizar-te, embora as pudesse fazer sozinho.
Diariamente, põe-te ao Meu serviço, prontifica-te para tudo o que Eu quiser que faças.
Prontifica-te a ser as Minhas mãos, os Meus pés, a Minha boca, o Meu Coração. Prontifica-te a
deixar-te usar, utilizar, e executa prontamente esses pequenos serviços. Com eles Me estarás
ajudando a levantar e a levantar irmãos que compartilharão contigo o Meu Reino. Aproxima-te,
vem ajudar-Me. Para isso, chegue muito perto de Mim, pois, só junto de Mim poderás ajudar a
levantar-Me e, coMigo, a levantar o mundo.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Novamente desmaiado, / sob a cruz que vai levando, // cai por terra o Salvador.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
OITAVA ESTAÇÃO: JESUS CONSOLA AS MULHERES DE JERUSALÉM.
Leitura Bíblica: “Uma grande multidão de povo o seguia. E mulheres batiam no peito, e
choravam por Jesus. Ele, porém, voltou-se e disse: ‘Mulheres de Jerusalém, não chorem por
mim! Chorem por si mesmas e por seus filhos! Porque dias virão em que se dirá: Felizes das
mulheres que nunca tiveram filhos, dos ventres que nunca deram à luz e dos seios que nunca
amamentaram” (Lc 23, 27-29).
Alma que Me segues, neste caminho doloroso, que te comoves com as Minhas dores, observa
esta Minha passagem, mistura-te com as mulheres que, cheias de piedade, choram por Mim.
São minhas amigas, como tu, mas também, como tu, inconscientes dos motivos das Minhas
dores. Também como tu, não sabem o que fazer para as aliviarem. Também como tu,
pensavam chegar a ação de se compadecerem de Mim, de Me acompanharem e verem, até ao
fim o desenrolar destes acontecimentos de Dor e Sangue. Junta-te a elas e aprende aquilo que
lhes ensino. Aprende que não basta estar aqui a chorar por Mim, não basta sentir pena ou
encantar-se coMigo, mas é preciso que vos junteis a Mim na dor, que participeis nela, porque a
Minha dor é universal, foi provocada pelo pecado de todos e deve ser compartilhada por todo o
Meu Corpo, que são todos os filhos que tenho pelo mundo.
Muitos deles não assumem coMigo a dor da Cruz! É preciso então que os filhos que restam
façam esforço duplo, triplo ou quanto puderem, para ajudarem a erguer esta Cruz, que levarão
coMigo e onde, coMigo, serão pregados. Foi isto que ensinei àquelas mulheres, quando lhes
disse: "Chorai sobre vós e sobre os vossos filhos", e é isto que ensino a ti. Sim, chora sobre ti e
sobre os teus irmãos, porque o pecado tem que ser reparado, porque ninguém entra no Meu
Eterno Reino de Glória, sem ter realizado a sua parte dessa tarefa mundial.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Das mulheres que choravam, / que fiéis o acompanhavam, // é Jesus consolador.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
NONA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ
Leitura Bíblica: “Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas
dores que levava às costas. E a gente achava que ele era um castigado, alguém por Deus
ferido e massacrado” (Is 53,4).
A Minha fraqueza é tanta que as forças, ou o que resta delas, faltam-Me. Dessa forma, depois
de falar às mulheres, de novo caio. Queda dolorosa, a mais dolorosa de todas as Minhas
quedas! Ainda estás aqui, Ó alma que Me segues, continuas ao Meu lado? Então aproxima-te
mais, vem ajudar-Me a levantar, pois cheguei ao extremo da fraqueza. Vês? Já não há forças
em Meu Corpo torturado, os Meus músculos já não respondem mais. É como um peso morto
que os guardas conseguem a custo pôr de pé.
Volvo o rosto para ti, mas onde estás? Te afastaste de Mim, porque, levantar-Me em tal estado
de fraqueza é muito trabalhoso e muito cansativo para ti. É isso que fazes, sim, tantas vezes,
quando desistes daquilo que te dei para fazer, daquilo que te dei para rezar. E desistes, porque
não vês, da Minha parte, reação favorável aos teus esforços, não sentes estímulos que te
levem a esforçar-te mais. Vejo que desconheces ou esquecestes que é esta a hora de mostrar
amor, a hora em que menos te respondo, em que menos entusiasmo ponho na tua alma, a
hora em que te deixo com as tuas fracas forças, para que as coloques ao Meu uso, para que
mostres que amas Aquele que está ali por terra, sem forças, sem poder, com a aparência de
um maltrapilho e não de um Rei.
É esta a hora difícil, a hora em que o entusiasmo falta. De fato, realmente é esta a hora do
Amor, a hora em que te ponho à prova, a hora em que realmente conto contigo, a hora em que
Me mostras a verdade do teu coração.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Cai exausto o bom Senhor, / esmagado pela dor // Dos pecados e da cruz.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
DÉCIMA ESTAÇÃO: JESUS É DESPIDO DE SUAS VESTES
Leitura Bíblica: “Depois que crucificaram Jesus, os soldados pegaram suas vestes e as
dividiram em quatro partes, uma para cada soldado. A túnica era feita sem costura, uma peça
só de cima abaixo. Eles combinaram: 'Não vamos rasgar a túnica. Vamos tirar sorte para ver de
quem será’. Assim cumpriu-se a escritura: “Repartiram entre si as minhas vestes e tiraram a
sorte sobre minha túnica” ( Jo19,23-24).
Viste-Me caminhar pela estrada da dor, regado com Meu Sangue, este caminho doloroso será
para sempre a Estrada do Rei. Cheguei agora ao cimo do Calvário, Minhas vestes sujas e
ensanguentadas são-Me tiradas, arrancadas de Meu dorso flagelado. Aqui Meu manto real de
Sangue aparece aos olhos de todos. Entre todos os que ali estavam, ninguém jamais havia
visto um condenado tão maltratado e tão ferido. Tal fato não foi motivo de compaixão, mas de
afirmação da capacidade de torturar.
Sou aqui o Pobre por excelência, o Pobre sem direito algum, desonrado e despojado das
vestes, Aquele que, dentro em pouco ficaria ainda mais pobre, ao despojar-Me de todo o
Sangue de Minhas veias. Aqui podes olhar para as Minhas feridas e contá-las se conseguires.
Vês bem que não consegues. Ó alma Minha amada, tu és realmente minha amiga? Então
acompanha-Me nesta dor que faz tremer de espanto os próprios Anjos. Fica aqui comigo neste
Calvário, deseja morrer coMigo nesta Cruz, que já é preparada no chão.
Tu tens um privilégio que os Anjos não têm: tu podes morrer. Os Anjos gostariam de Me dar
essa prova de amor e não podem. Tu o podes. Permanece aqui, que te ensinarei a ciência de,
assim como Eu, por Amor morreres na Cruz.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Já das vestes despojado, / as sangrentas, pobres vestes, // vão tirar do Bom Jesus.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS É PREGADO NA CRUZ
Leitura Bíblica: “Quando chegaram ao chamado ‘lugar da caveira’, aí crucificaram Jesus e os
criminosos, um à sua direita e outro à sua esquerda. Todos os conhecidos de Jesus, assim
como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram à distancia, olhando essas
coisas” (Lc 23,33-49).
Alma que Me amas, que aceitaste ficar coMigo, fica um pouco mais. Vê-Me agora estendido
sobre a Cruz. Vem ver como Me pregam as mãos e os pés, como Me deixam imobilizado numa
dor como não há paralelo sobre a Terra. Estou imobilizado, mas tu podes mover-te e podes
escolher para onde hás de dirigir-te neste momento. Podes até ir-te embora, se não te agrada
este espetáculo de dor, podes ainda ficar e simplesmente olhar, como tantos outros, suspirar e
derramar algumas lágrimas de piedade, que mais logo já terás esquecido.
Mas podes fazer mais. Podes vir para mais perto de mim, podes imitar-Me e estender-te numa
cruz a Meu lado, uma cruz que aceitarás com resignação, donde poderás falar para Mim e
olhar-Me, como aqueles que, aqui, são crucificados comigo. O Calvário é um lugar privilegiado.
Aqui só cabem mais dois condenados, por isso, há lugar para ti e para todos aqueles que aqui
quiserem ficar para sofrer coMigo, em cruzes mais ou menos difíceis, mais ou menos amargas,
mais ou menos dolorosas. Aqui no Calvário sou o teu Companheiro. Por muito que fujas, hás
de encontrar sempre a cruz no teu caminho. Mas, se fugires e for encontrado pela cruz noutros
lugares, ela tornar-se-á para ti muito mais amarga, porque não terás aí Meu rosto para olhar, a
Minha presença dolorosa para te consolar. Aqui, no Calvário, é o lugar da luz, da dor, da morte.
Se ficares aqui coMigo, como ficou o bom ladrão, dar-te-ei, o Paraíso.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Sois por mim à cruz pregado. / Insultado, blasfemado, // com cegueira e com furor.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ
Leitura Bíblica: “Então Jesus deu um forte grito: ‘Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito’.
Dizendo isso, expirou. O centurião viu o que tinha acontecido, e glorificou a Deus, dizendo: “De
fato! Esse homem é justo!’ E todas as multidões que estavam aí, e que tinham vindo para
assistir, viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito” (Lc 23,46-48).
Estamos no Calvário, lugar de desprezo! Aqui pode sofrer-se de três maneiras. Pode sofrer-se
mal, como um dos condenados, pode sofrer-se com resignação, como o outro condenado, ou
pode sofrer-se com Amor, como Eu. Muitos sobem coMigo ao Calvário, mas, na altura da Cruz,
não a aceitam bem, reclamam dela e atiram-na em Mim junto a frases blasfemas, que podem
tomar várias formas, várias expressões, ou ser expressa por atos: "Salva-Te a Ti mesmo e a
mim". Olha bem para ti e vê-te muitas vezes retratada nesta frase ou noutras que tenhas
soltado em momentos de dor, às vezes até antes da dor, somente com a vista da Cruz.
Alma amada, não é assim que se deve sofrer aqui. Assim sofrem aqueles a quem a cruz
surpreende noutros lados e que para ela são arrastados, sem preparação nem ensino. Aqui
poderás também sofrer com resignação, olhando para Mim, implorando a Minha Misericórdia
para a tua dor, mas poderás sofrer na aceitação total da dor, com os olhos mergulhados na
Minha própria dor, sem saber dizer outras palavras senão aquelas que Me ouves dizer a Mim.
Mas há outra forma de sofrer e morrer na Cruz, essa que, realmente, Eu não peço a todos.
Talvez peça a ti... tu não sabes, mas, se Me amas realmente, irás aceitar tudo o que te pedir.
Eu posso pedir-te que subas à Minha Cruz. Posso pedir-te que te deixes pregar aqui coMigo,
mão com mão, com o mesmo cravo. Posso pedir-te que fiques do lado vazio da Minha Cruz,
onde não poderás ver-Me, onde sofrerás na Fé pura, na entrega total de Esperança nua e de
Amor em holocausto, no Altar desta Cruz de ignomínia, de desonra, de humilhação total e
abandono de toda a consolação.
Aqui, junto de Mim, prepara a tua alma para tudo o que Eu te quiser pedir, porque dizeres que
amas, pouco é. É preciso dar provas de amor até ao fim, numa fidelidade absoluta e contínua.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Por meus crimes padecestes, / meu Jesus por nós morrestes, // quanto angústia, quanta
dor.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ
Leitura Bíblica: “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de
Cléofas, e Maria Madalena. Jesus ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava,
Disse a mãe: Mulher, eis ai o teu filho! Depois disse ao discípulo: eis a tua mãe! A partir
daquela hora, o discípulo a acolheu em sua casa” (Jo 19,25-27).
Minha Mãe é a Mãe que te dou, é a Mãe carinhosa, que nos momentos difíceis, naqueles
momentos em que a vida te parece morte não te abandona. Foi nos braços d’Ela que o Meu
Corpo foi colocado. Ela foi o primeiro Cibório que Me guardou e, aqui, continua a ser o Cibório
onde repouso, depois de tanta dor. Também gosto de repousar em ti, apesar de que a tua
pobre alma nunca alcançará a beleza e riqueza de Minha Mãe. Um cibório pobrezinho, tu és,
por vezes pouco limpo, de modo geral com algumas manchas.
Vê, observa este quadro da Mãe Dolorosa com o Meu Corpo nos braços. Vê como repouso.
Não há, nem poderia haver nenhum movimento de recuo. Quando venho a ti também não fujo,
porque aceitei ficar, mas reflete se o Meu gozo será grande ou pequeno. Isso depende,
fundamentalmente, do estado da tua alma nesse momento. Por isso, cuida da pureza da tua
alma como oficio principal, limpando com o arrependimento e com o Meu Sangue, até mesmo
as manchas das faltas mais pequenas.
Observa os gestos carinhosos de Minha Mãe e imita-A. Nunca será demais o amor que Me
dás, o carinho com que Me tratas, as atenções com que Me rodeias. Vê se Minha Mãe se
distrai, quando Me tem ali nos seus braços! Toda a sua atenção está em Mim. É uma atenção
parecida que espero de ti, cada vez mais aperfeiçoado e mais devoto, em cada Comunhão. Vê
se Ela tem pressa em sair dali! Se pudesse, conservar-se-ia eternamente naquele lugar, como
Meu Corpo nos braços. Compara agora esse cuidado e atenção com as tuas ações de graças
apressadas, com a rapidez em que a tua alma se desvia para outras coisas.
Alma tão amada, a quem cerco de tantos cuidados, espero de ti atenção demorada, coração
afetuoso, amor delicado, nas tuas Comunhões.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: Do madeiro vos tiraram, / e à Mãe vos entregaram, // com que dor e compaixão.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO: JESUS É SEPULTADO
Leitura Bíblica: “Havia um homem bom e justo, chamado José. Ele era de Arimatéia. José foi a
Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da Cruz, enrolou-o num lençol, e o colocou
num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido colocado” (Lc 23,50-53).
Dos braços calorosos de Minha Mãe passei para o Sepulcro frio... frio como o teu coração. Era
de pedra... duro como o teu coração. Era escuro... escuro como o teu coração. Era mudo...
mudo como o teu coração. Aqui não há beleza... tal como no teu coração. Nada mexe, não há
vida, senão em alguns insetos, aranhas ou outros pequenos animais, que possam ter entrado...
ainda como no teu coração. Ao Meu Sepulcro, Eu te comparo. Também tu és incapaz de coisa
boa, de vida verdadeira, de calor, de luz, de beleza. Por isso te sentes tantas vezes mal contigo
própria, alma que Me tens seguido até aqui. Por isso te sentes, por vezes, tão insensível na
Minha presença, como esta pedra, onde estou.
Ó alma Minha amada, se te chamei para avançares até aqui, não foi para agora te abandonar,
por te achar pouco conforme com os Meus gostos de perfeição. Estás aqui coMigo, nesta
morte, que parece o fim de tudo aquilo em que creste, em que esperaste. Esperaste e creste
em sonhos de santidade maravilhosa, um Céu que construíste para ti, onde pensavas possuir
um deus à tua imagem. E vês que afinal não encontras nada disso. Não te encontras santa,
vês o Céu cada vez mais longínquo, exigente e difícil, vês um Deus que se te esconde, e do
qual tu deves ser a imagem e a semelhança, em perfeição.
Sentes a morte das ilusões, dos sonhos, das forças e, por vezes, dos próprios desejos. Mas
não esqueças que Eu estou contigo e que aquilo que te parece morte, se o aceitares com amor
e com entrega ao que te vou pedindo, transformar-se-á numa explosão de vida, em que as
Minhas promessas se realizarão em ti e te levarão para fora deste sepulcro, coMigo, por uma
eternidade inteira.
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Dir.: Tende piedade de nós, Senhor!
Todos: Tende piedade de nós!
Dir.: Que as almas dos fiéis defuntos, pela Misericórdia de Deus, descansem em paz.
Canto: No sepulcro vos puseram, / mas os homens tudo espera, // do mistério da paixão.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, // Perdoai-me meu Jesus.
ORAÇÃO FINAL
Agora que terminei esta Via Sacra, ajoelho-me junto de Vós, Meu Jesus, e prometo-Vos
cumprir com fidelidade aquilo que Vos dignastes ensinar-me. Concedei-me a graça de seguir,
na minha vida de todos os dias, com vivos sentimentos de fé e de aceitação da Vossa
Santíssima Vontade. Imploro a Vossa bênção sobre mim e sobre todos aqueles com quem
tenho de lidar. Ofereço-Vos o meu coração para amar-Vos e a minha vida para servir-Vos,
desde agora e para sempre.
Todos: Amém!
PARA ALCANÇAR AS INDULGÊNCIAS DA VIA SACRA:
Pelo Santo Padre:
Pai Nosso... Ave Maria... Glória...