Anatomia e Funções do Sistema Digestivo de Ruminantes
Anatomia e Funções do Sistema Digestivo de Ruminantes
E TERAPÊUTICA
DE RUMINANTES
SISTEMA
DIGESTÓRIO
ANATOMIA DIGESTIVA DO RUMINANTE Na medida que o bezerro experimenta alimentos
sólidos, desenvolve a musculatura do rúmen e as
papilas ruminais
Compartimentos estomacais
A partir de 10 a 15 dias de vida deve fornecer
Rúmen: zootecnicamente denominado pança
alimentos fibrosos (alimentos sólidos) de forma
apresenta aspecto de toalha felpuda
gradativa para que haja o estímulo do
Retículo: denominado barrete, mucosa em formato de
desenvolvimento das papilas ruminais e
favos de mel
desenvolvimento muscular dos compartimentos
atua na produção e absorção de ácidos graxos
gástricos (não deve ser de forma abrupta, pois o
voláteis
animal pode d esenvolver problemas)
favorece a retenção de corpos estranhos devido a
Existe variação individual, mas em torno de 2,5
mucosa sobressalente
meses o rúmen ocupa cerca de 60% do aparelho
Omaso: denominado folhoso, mucosa em formato de
gástrico, e com 7 meses (pós desmame) o rúmen
camadas folhosas
ocupa cerca de 80%
importante para retenção de líquido, fazendo com
o crescimento ocorre a partir do estímulo
que o conteúdo fique seco
mecânico e do estimulo químico
Abomaso: denominados coagulador
promove o coágulo lático no recém nascido
Funções do TGI
Preensão
Mastigação/Ruminação
Digestão
Absorção de alimentos e água
Manutenção da homeostase
Recém nascidos
Funções da ruminação
Animal nasce com o rúmen pré-formado, no entanto não
Trituração - diminuir o tamanho da partícula alimentar
está totalmente desenvolvido “Monogástricos”
Salivação - lubrificar o conteúdo alimentar e garantir a
A anatomia do trato digestivo do bezerro é diferente
manutenção do pH ruminal
do adulto = as três primeiras câmaras do estômago
Digestão - iniciado na cavidade oral
são dilatações do esôfago (rúmen, retículo e omaso)
pH ruminal de 5,6 a 7
e apenas a quarta é o estômago verdadeiro
Quanto maior a ingestão de carboidratos, que são
(abomaso)
rapidamente fermentados, maior a produção de
O bezerro é considerado recém nascido até 30 dias
ácidos que acidificam o rumem e mais abaixam o
Amamentação
pH, tornando-o próximo de 5,6.
no momento da amamentação, o bezerro faz
movimentos de cabeça no úbere da mãe para
começar o estimulo da descida do leite.
enquanto o movimento de sucção do bezerro
estimula o feedback positivo, que resulta em uma
maior liberação de ocitocina e uma maior descida do
leite
A posição do bezerro com o pescoço pra cima (na altura
do úbere) favorece a goteira esofágica
boca > esôfago > goteira esofágica > abomaso
o leite desce da cavidade oral diretamente ao
abomaso devido a goteira esofágica, se não
existisse o animal poderia desenvolver enterite
devido a má absorção, o leite chega integro ao
intestino e puxa agua para o lúmen
CAVIDADE ORAL - AULA 2 ➥Carências de vitaminas A e C
Difícil ocorrer hipovitaminose A em animais criados a
pasto - presença de caroteno no capim
Estomatite - inflamação, em maior ou menor extensão e
profundidade da mucosa oral
Fatores desencadeantes locais
Estomatite vesicular é pouco comum e necessita de
Agentes físicos
diferencial laboratorial para Febre Aftosa
➥Traumatismos → administração de medicamentos
Geralmente acometida de causas secundarias
(administração de medicamentos VO não indicada para
(infecções)
ruminantes adultos, pois tem absorção no rúmen e
Apresentação - dificilmente causa primária, mais
perda da eficiência)
frequente em animais jovens ou velhos debilitados
➥Lesão por corpo estranho
➥Má-oclusão dentária
Formas
➥Arestas afiadas - pouco comum em bovinos
➥Primária ou idiopática (não infecciosa) - capins
➥Espinhos de plantas
muito fibrosos, inserção de dentes, corpo estranho,
➥Traumatismos por sondas e abridores de boca -
trocas dentárias ou substâncias químicas abrasivas
comum, pois são utensílios cruentos
➥Secundária específica (infecciosa ou parasitária) -
microorganismos saprófitos da cavidade oral e a
existe um quadro primário que acomete o animal e
porta de entrada podem levar à infecção (outras
secundariamente desenvolvem -se as estomatite
estruturas)
➥Superaguda (2 a 3 dias), aguda (<30 dias) ou
Agentes térmicos
crônica (>30 dias)
➥Alimentos e líquidos congelados ou quentes
➥Localizada - palatites, queilites, glossites, gnatites
pouco comum
(bochechas), gengivites ou generalizada
Agentes químicos
➥Lesão - catarral, vesiculosa, flegmonosa,
➥Drogas irritantes em altas concentrações
peseudomembranosa, ulcerosa, gangrenosa
➥Repelentes lambidos pelos animais - mercúrio, fenóis,
lepecide
Fatores predisponentes fisiológicos
➥Substancias irritantes administradas erroneamente
Idade e dentição
(ácidos, álcalis e fenóis)
Jovens - troca de dentes leva a inflamação
➥Alimentos fermentados
Velhos - podem ter frouxidão dos alvéolos dentários
Obstruções faríngeas
OBSTRUÇÕES
➥Inspiração ruidosa - estridor (dificuldade na entrada
➥Pode ocorrer a partir da deglutição de frutas
do ar)
(frequentes); CE, feno, aumento de volume dos tecidos
➥Posição ortopneica - dispnéia (membros torácicos
(tumores/ papilomas na cárdia) ou qualquer coisa que
abduzidos, pescoço esticado e cavidade oral aberta)
não progrediu corretamente;
➥Normalmente → pescoço estendido para alcançar →
Obstruções esofágicas
Estreitamento da luz do órgão → Estiramento das fibras
➥Sinais dependem do local e do tamanho da obstrução
musculares → diminui as possibilidades de progressão
mais comum em entrada de tórax
do bolo alimentar (onda peristáltica insuficiente para
saída de água pela boca e pelas narinas
empurrar o corpo estranho)
➥As ondas peristálticas se intensificam para tentar
onde obstrui ficam sinais de áreas hemorrágicas e
expulsar a obstrução - sialorreia + deglutição +
necróticas
inquietação
quanto mais tempo o alimento fica retido em
➥Conteúdo mucoso, pois permaneceu por tempo de
qualquer porção do trato digestório, maior a
mais no órgão com presença de alimento
quantidade de muco, em uma tentativa de
reestabelecer esse fluxo. (muco denota diminuição
Obstrução completa do esôfago
de peristaltismo)
Sinais clínicos
➥A obstrução completa impede o animal de eructar,
Timpanismo imediato - necessidade de eructação para
levando ao timpanismo
eliminar gases da fermentação rumenal
animal apresenta abaulamento abdominal - se for
abaulamento do lado esquerdo
gás é mais alto
400 litros de gás/dia - animal sadio
a distensão do rúmen leva a compressão do
durante a percussão auscultatória percebe-se a
diafragma e impede a movimentação adequada do
presença de gás - confirma o timpanismo
pulmão - animal com taquipneia e dispneia
insuficiência respiratória (compressão do diafragma)
Sialorreia - desidratação rapida
98 a 180 litros de saliva/dia - animal sadio, função
tamponante (pH 5,6 a 7 no rúmen), presença de
mucina (agrega microorganismos). Facilita para a
microbiota do rúmen
desidratação por não conseguir ingerir água e pelo
excesso da produção de saliva
Diagnóstico
Exame clinico - anamnese, resenha e exame físico
Histórico - acesso a frutas, corpos estranhos
Palpação do esôfago - pode ser útil se houver
aumento de volume na região ou sensibilidade
dolorosa
Ambiente - arvores, pastagem suja, quintal de casa
ruminante não tem seletividade alimentar
Sinais clínicos - distensão abdominal rápida (até 6h)
Hipotonia ou atonia ruminal - som diminuído ou ausente
Diferencial para timpanismo ruminal crônico ou
recidivante - alguns animais apresentam o quadro, não
se sabe exatamente a causa, pode ter relação com
indigestão vagal
Tratamento
Desobstrução
Sondagem ororruminal com sonda metálica -
diagnóstico e terapêutico (empurrar CE para o
rúmen, se for alimento ele poderá ser digerido e se
for outro tipo de CE pode ser retirado através da
rumenotomia)
Propulsão manual à orofaringe
se estiver mais cranial
Deslocamento espontâneo
animal progride ou regride o alimento sozinho
Cirúrgico - esofagotomia/rumenotomia
pode ser que haja necessidade mesmo com a
desobstrução
imediato se o animal tem risco eminente de óbito
RÚMEN/RETÍCULO O Animal precisa de um tempo para fazer uma
adaptação da sua microbiota dependendo do tipo da
sua alimentação - aula 4
Particularidades do rúmen e retículo
Funcionam como uma única câmara de fermentação,
Ciclo motor rúmen- retículo
armazenamento e absorção ácidos graxos advindos da
Movimentos orquestrados pelo nervo vago
fermentação dos CHOs
Movimento primário ou de mescla - alimento misturado
Ácido acético, butírico e propiônico (potencial
Objetivo de homogeneizar o alimento dentro do
gliconeogênico)
rúmen
Processo contínuo (sempre tem alimento), dinâmico
garante processo fermentativo e manter o pH
(microbiota diversa) e harmonioso (microorganismos
ruminal
coexistem em equilibrio) - se é alterado leva a 38
média de 1 movimento/min
min - desistimos
inicia-se no retículo a partir da inervação vagal e
segue para o saco dorsal → movimento dinâmico e
Os carboidratos sofrem ação da microbiota rumeno
síncrono
reticular e o resultado do processo fermentativo é a
Depende do alimento, do tempo, da ingestão hídrica
produção de ácidos graxos voláteis (ácido acético, ácido
Movimento secundário - eructação
butiríco, ácido propionico) > esses ácidos graxos são
após 2 ou 3 movimentos primários
absorvidos na mucosa rumeno-reticular → ou seja, os
eliminação dos gases
ác, graxos são produzidos e absorvidos no rúmen.
Fisiopatogenia
Animais em condições etiológicas que possivelmente
passaram por mudança brusca de alimentação →
ingestão do capim cujas proteínas se desdobram
rapidamente (processo bioquímico da partícula vegetal
em pH baixo) → o ambiente ruminal levará a formação
de uma substancia espumogena a partir da
biotransformação que ocorre principalmente com as
saponinas
<5% Subclínica
Tratamento
Cirúrgico (rumenotomia) - distensão exagerada leva a
insuficiência respiratória e venosa
Prognóstico
➥Reservado a desfavorável - animal não responde a
qualquer tratamento, pois o problema está na inervação
vagal (estimular o sistema nervoso parassimpático não
é eficiente in vivo porque a neostigmina não sincroniza
os movimentos dos pré-estômagos)
➥Nem sempre é possível eliminar a causa
➥Animal inapetente continuamente
➥Pouca produção de fezes
➥Timpanismo recorrente; distensão abdominal e do
rúmen
Tratamento
➥Determinar a etiologia provável
➥Terapia específica/sintomática
➥Aliviar a distensão do pré-estômago
➥Limitar a ingestão de alimento e água
➥Transfaunação
➥Fístula rumenal (timpanismo crônico) - do ponto de
vista produtivo não tem indicação
➥Adaptação gradativa da microbiota em mudanças de
alimentação
ULCERAS ABOMASAIS
➥Vacas em estresse - leiteiras de alta produção (limite
da homeostase)
Lactação - 4 a 6 semanas após o parto
➥Alimentação - concentrado em grande quantidade
(rica em grãos)
➥Touros de central de IA - sempre bem alimentados
➥Bezerros em fase de mudança de alimentação
O abomaso tem uma representação maior na
porcentagem dos estômagos
O desenvolvimento das papilas ruminais é essencial
para que haja absorção de AGV Fisiopatogenia
nos primeiros 30 dias de vida o rumen e reticulo tem Mucosa do abomaso protegida por:
um boom de crescimento, isso indica que esses produção de muco pela células do epitélio
animais devem ter acesso ao alimento fibroso secreção de bicarbonato
➥Mudança de alimentação de forma abrupta renovação constante do epitélio - as células estão
sempre sendo substituídas
Cascata da inflamação boa vascularização
Ácido araquidônico: presenta na membrana celular > motilidade e síntese de prostaglandinas (PG-E
mediante a uma situação estressante para a célula (de aumenta produção de muco, favorece
origem química, física ou biológica), a fosfolipaze 2 vai microcirculação e diminui secreção de ácido
quebrar a homeostase da membrana e expor o ácido clorídrico
araquidônico Quando há suplantação desse fatores e/ou aumento
Vias de comunicação com a célula: dos fatores agressivos a mucosa as úlceras surgem, em
Lipoxigenase → origina leucotrienos maior ou menor grau
Cicloxigenase → pode formar tromboxanos,
prostaglandinas e prostaciclinas → efeitos diferentes Há aumento da concentração de íons H+ e pespsina
sobre as células e/ou diminuição da produção de muco gástrico
1d
Úlceras que convergem umas nas outras e podem ocasionar em toda perfusão da Diagnóstico
parede do abomaso
Sinais clínicos + histórico
2 - Lesão de mucosa e muscular afetando grandes Patologia clínica - anemia, leucocitose com neutrofilia
vasos da submucosa Líquido abdominal - não é necessário e muitas vezes
causa hemorragia - sangramento presente pela não é conclusivo
exteriorização da mucosa exsudato inflamatório (perfurada)
extensão variável se o quadro for focal o líquido pode ser normal
3 - Úlcera perfurada com peritonite localizada/focal Distensão do flanco direito - nem sempre é visível
perfuração e extravasamento de conteúdo
omento é eficiente e circunscreve esse processo Diferencial para hemorrágicas: Coccidiose, Salmonelose
pode sobreviver se o que estiver ocasionado a (thiphimurium e dublin) - septicemia, Intussuscepção,
úlcera for retirado → as ulceras serão cicatrizadas Úlcera duodenal, Volvulo abomasal, BVD,
4 - Úlcera perfurada com peritonite difusa Coagulopatias
Rompimento de todas as camadas Diferencial para perfuradas: Reticuloperitonite
grande derramamento de conteúdo na cavidade traumática, Ruptura de outro órgão abdominal (útero),
abdominal - exposição de grandes vasos Onfalopatias (principal porta de entrada para as
2 e 4 são as piores - hemorragia e peritonite difusa infecções neonatais)
Outras condições Manejo
Timpanismo ruminal Privar situações estressantes
Deslocamento do abomaso à esquerda ou direita Alojados em ambientes confortáveis
Indigestão Protegidos do frio
Verminose - alterações nos sistemas de calendarios Sombra, água e alimentação de qualidade à disposição
vacinais principalmente com a abolição da vacina de
aftosa, tem causado comprometimento no calendario de
vermifugação. Os animais não só tem parado de ganhar
peso mas também podem ir a óbito
Dilatação e torção de ceco
Peritonite
Tratamento
É sintomático e de suporte - rúmen interfere na
capacidade de absorção de qualquer fármaco
administrado via oral
Alimentação - evitar concentrado e muita fibra
seleção de alimentos de mais fácil digestão
estimular ingestão hídrica
Omeprazol - de forma preventiva
geralmente é inativado pela microbiota ruminal
Antibioticoterapia - úlceras perfuradas
Transfusão de sangue - úlceras hemorrágicas, evitar
hipovolemia
Fluidoterapia
Caulim/pectina - adsorvente de toxinas, sem ação direta
sobre a úlcera, VO
melhor para bezerros
Antiácidos - eficácia contestável, muito custoso
Cirurgico
Prognóstico
Úlcera perfurada com peritonite localizada - favorável
Úlcera perfurada com peritonite difusa - desfavorável
Úlceras hemorrágicas - reservado a desfavorável
Úlceras perfuradas e hemorrágicas - desfavorável
DOENÇAS
METABÓLICAS
INTRODUÇÃO Paratormônio
➥ Produzido e secretado pela paratireoide
➥ Controle da calcemia minuto a minuto
➥Doenças metabólicas ocorrem por desajustes nos
➥ Regulação da relação Ca:P
mecanismos homeostáticos
▪︎secreção em momentos de baixa concentração de
➥Vacas de leite e ovelhas gestantes → predisposição a
cálcio ionizado plasmático
doenças metabólicas
▪︎inibido quando a calcemia é reestabelecida
➥Vacas de alta produção - manutenção da homeostase
➥ Ações biológicas do paratormônio - regulação da
➥Seleção e alimentação - bovinos leiteiros
calcemia, ajuste a cada min pela regulação da relação
➥Animais no limite da homeostase > exigem extrema
Ca:P (aumenta cálcio e diminui fósforo > manter a
energia para manutenção
relação 2:1)
▪︎Eleva cálcio sanguíneo
Componentes minerais e hormonais
aumenta absorção renal de Ca
Cálcio
aumento do remodelamento ósseo
➥Cálcio (paratormônio e calcitonina) + Fósforo +
aumenta osteólise e numero de osteoclastos
Vitamina D estão intrinsecamente relacionados
aumenta formação de calcitriol no rim
A principal fonte de cálcio vem por meio da alimentação
aumenta absorção intestinal de Ca via calcitriol
> absorção intestinal (uma parte fica na circulação e a
calcitriol = forma ativa da vitamina D
maior parte vai para o estoque)
(ergocalciferol) no organismo - precisa da
Importância
ativação via solar
▪︎Componente ósseo - não existe nenhum hormônio
▪︎diminui fósforo sanguíneo
que faça a deposição de cálcio nos ossos (é
aumenta excreção urinária de fósforo (diminui
determinada geneticamente associada a quantidade
reabsorção)
ingerida de cálcio)
▪︎Íon mensageiro ou regulatório de processos celulares
Calcitonina (contrapõe a função do paratormônio)
▪︎Contração muscular
➥Produzido nas células C ou parafoliculares da tireoide
▪︎Coagulação sanguínea
Secretada quando há muito cálcio ionizado circulante
▪︎Atividade enzimática
Funções:
▪︎Excitação nervosa
▪︎diminuição do cálcio plasmático - atua nos ossos,
▪︎Liberação de hormônios
fazendo o bloqueio da osteólise osteocítica
▪︎Permeabilidade de membrana
▪︎prevenção da hipercalcemia fisiológica → dieta rica
Distribuição no organismo:
em cálcio
➥Ossos - 99%
▪︎proteção do esqueleto materno, especialmente na
➥1% dividido em:
gestação e lactação - previne que haja um
▪︎membrana celular/retículo endoplasmático - 0,9%
comprometimento da mãe, pelo aumento de cálcio
▪︎fluido extracelular/soro - 0,1%
plasmático, durante a fase de demanda elevada
cálcio ionizado - Ca++ (50%) - disponível na
(formação do colostro)
circulação sanguínea, realizando as funções
fisiológicas
Fósforo
Ca complexado (5%) - inacessível
Importância
Ca ligado a proteínas (45%) - inacessível
▪︎Estrutura do esqueleto
▪︎Fosfolipídeos (componentes de membrana)
Relação Cálcio-Fósforo
▪︎Metabolismo energético → AMP, ADP e ATP
▪︎Ácidos nucleicos
▪︎Atividade enzimática
Ca (mg/dL) P (mg/dL
A proporção normal
Bovino 9,7-12,4 5,6-6,5 Distribuição no organismo:
de Ca/P é de 2:1, se há
desequilíbrio, essa ➥ 80% nos ossos → hidroxiapatita
Ovino 11,5-12,8 5-7,3
proporção é desfeita ➥ 20% no sangue
Caprino 8,9-11,7 4,2-9,1 ▪︎orgânico - fosfolipídeos, permeabilidade de membrana
▪︎inorgânico - 10% ligado a proteína e 50-60% ionizável ➥Vacas Jersey
▪︎Menos receptores específico (vitamina D)
Vitamina D ▪︎Maior produção de colostro
➥Se não houver ativação da vitamina D em calcitriol,
por meio da ação da luz solar, não vai haver adequada
absorção intestinal do cálcio e fósforo
➥Aumenta a concentração de cálcio e fósforo
plasmáticos
▪︎retenção de minerais
▪︎reabsorção renal de Ca e P
▪︎absorção intestinal de Ca e P
Concentrações
- 0,05% do organismo animal é composto por Mg
60% nos ossos na forma de hidroxiapatita
De 30 a 60% no máximo do magnésio presente
A. Situação em que o pH está em torno de 7,35
nos ossos pode ser mobilizado em animais
(magnésio normal). O paratormônio quando ativado ao
jovens e praticamente indisponível em animais
identificar que a calcemia está baixa estimula por meio
adultos
de feedback negativo para que a paratireoide libere
25-28% nos músculos
paratormônio → PTH acopla-se ao seu receptor → Na
7-8% nos outros tecidos
presença de Mg normal esse PTH será importante
1-2% no líquido extracelular
porque as inúmeras atuações do PTH estimula para que
55% na forma ionizada livre
o cálcio seja retirado dos ossos - estímulos que vão
15% complexado em fosfato e citrato
passando para as células a partir da adenilciclase que
30% ligado a albumina
produz AMPcíclico. Assim, se existe magnésio na
condução nervosa, formação mineral óssea e
concentração adequada, esse processo ocorre
função muscular
adequadamente: o pth se acopla ao seu receptor e
estimula a ação da adenilciclase para produção de
Quando o paratormônio age para manter proporção
AMPcíclico para que essa informação seja passada de
Ca:P garantindo a calcemia, o magnésio vai juntamente,
uma célula para outra.
logo, o paratormônio afeta indiretamente o metabolismo
pH 7,35 PTH (ativação enzimatica adequada), Mg2+
do Mg (6 min)
cofator
O PTH precisa do Mg para fazer a acoplação
B.Quando o pH está mais próximo de uma situação de
corretamente da enzima e fazer mobilização do Ca+
alcalose (pH= 7,45 > mais alto) > mesmo havendo a
PTH → Ca:P → Mg
concentração normal, o paratormônio não se acopla
Magnésio tem uma influência intima sobre o cálcio.
adequadamente, então a ativação/liberação do pth
Não existe um hormônio específico que faz
depende de um ambiente com o pH mais próximo do
regulação do Mg no organismo. O Mg vai ser
ácido, por isso a importância de uma dieta aniônica;
absorvido mediante o fornecimento alimentar e o
Nessa situação mesmo havendo concentração
equilíbrio entre o que é ingerido, absorvível e
adequada de Magnésio, o pth não se acopla ao seu
eliminável é o que determina a quantidade de
recepto e consequentemente não ativa a adenilciclase e
magnésio circulante
nem produz AMP cíclica;
Muitos casos clínicos de hipocalcemia devem cursar
(pH 7,45 + Mg normal) - PTH não encaixa
com hipomagnesemia, no entanto não é mensurado
perfeitamente no receptor e não tem a produção da
O K interfere na concentração do Mg
AMP cíclico
Funções do Mg
➥Contração muscular
➥Metabolismo de gorduras, CHO e proteínas
➥Fosforilação oxidativa
➥Metabolismo de ácidos nucléicos
➥Divisão celular
➥Sistema imune
➥Funcionamento e estabilização de membranas
inclusive durante o processo de contração muscular
➥Processos intracelulares (metabolismo e catabolismo)
dependem em algum grau da concentração adequada
de magnésio
➥Formação óssea normal (ossos e dentes)
➥Produção e decomposição da acetilcolina →
neurotransmissão essencial para o estimulo garantindo
a contração muscular
a enzima que decompõe acetilcolina é a
acetilcolinesterase
liberação Ach na fenda sináptica
Aumentada: ↓Mg+,↑Ca++,↓Mg:Ca
Diminuída: ↑Mg++,↓Ca++
Homeostase do magnésio Cátions competidores e alimentação pobre em Mg
Concentração de Mg no sangue e líquido extracelular (pastagem e alimentação – absorção desse mineral na
←→ ingestão de Mg na alimentação, perda nas fezes e forragem e a concentração de Mg disponível no
leite e efeitos na homeostase renal na modulação do Mg organismo)
A melhor forma de saber se existe uma diminuição Epidemiologia
na concentração do Mg é ver o equilíbrio entre o que Todas as espécies de ruminantes
está no sangue, no liquido extracelular e no que está Incidência maior: vacas lactantes velhas e expostas a
sendo ingerido e perdido nas fezes e no leite condições climáticas ruins
(grande eliminação de Mg, por isso a vaca leiteira é Vacas estabuladas que voltam ao pasto - literatura
uma candidata a apresentar o quadro de tetania Pasto em fase inicial de crescimento, culturas de cereais
hipomagnesêmica verdes
Não existe regulação hormonal primária Morbidade variável até 12%, alta letalidade
absorção intestinal ←→ excreção renal Influencia climática
Magnésio no sangue e liquido extracelular vai Pastos adubados com N e K
depender de um balanço do que é ingerido e Pastos com menos de 0,2% de Mg na matéria seca
eliminado nas fezes e defeitos da homeostase renal
da modulação do Mg Ocorrência mais comum:
2 meses apos o parto
Excesso de gordura, Ca, K, sulfatos, fosfatos, excesso 24 a 48 h após o transporte - até 3 dias
NH4 ruminal, ácido oxálico - diminuem a absorção de
Mg Em bovinos: concentração sanguínea de Mg - 1,8 a 2,3
mg/dL
Adrenal: ↑aldosterona (retém Na e H20) = balanço hipomagnesemia subclínica crônica (entre 1,6 e 1,8
negativo Mg mg/dL) aumenta a suscetibilidade de vacas à
↓aldosterona = ↑(retenção de Mg (homeostase Na e hipocalcemia
K) fornecimento adequado de
Exames complementares
[Mg sérico]: 1,7 a 3 mg/dL
[Mg] na urina, soro ou líquor
Tetania <1,2 mg/dL
Casos clínicos <0,5 mg/dL
Manifestações clínicas mais diretamente relacionada a
[Mg] no líquor → < 1,25 mg/dL → Tetania e convulsão
Hipocalcemia concomitante (5 a 8 mg/dL) → 50-75%
Baixos níveis de Mg urinário (<2,5 mg/100 mL)
Achados necroscópicos
nenhuma alteração específica
amostras remetidas para determinação de Mg:
- soro, líquor, urina, humor vítreo de olho
intacto
Quando a necessidade glicose é muito alta e é maior do
ACETONEMIA
que o que consegue ser absorvida de propionato e
lactato, aí o organismo utiliza os aminoácidos > isso é
Sinonímia em vacas
gradativo.
Cetose, Hepatodistrofia, Eclâmpsia prévia do parto,
Existem órgãos que necessitam exclusivamente de
Dispepsia pós-parto
glicose, isso significa que quando o animal ingere o
Sinonímia em Ovelhas
alimento com baixa glicose e quando faz glineogênese
toxemia da prenhez, toxemia da gestação, doença
(uso dos percursores), ele irá priorizar os órgãos que
dos cordeiros ou cabritos gêmeos, cetose dos peq.
precisam exclusivamente de glicose.
ruminantes
Os outros órgãos do corpo vão receber energia a partir
da necessidade de vias alternativas de energia – o
Fisiologia
organismo se adapta a obter energia de outros
Oxidação de compostos carbônicos
compostos.
CHO, lipideos e proteínas
constante e adequada para produção de energia
Corpos cetônicos
Compostos carbônicos
▪︎Surgem a partir da oxidação de gorduras
Interconversão e oxidação
▪︎Dieta do ruminante é com pouca ingestão de gordura,
via glicolitica, oxidação ac. graxos e ciclo do ácido
o animal oxida triglicérides fazendo mobilização de
cítrico (Krebs)
tecido adiposo (lipólise) para obter fontes de energia
CHOs: via glicolitica → C4 e C5 (gliconeogênicos,
Gliconeogênese
aminoacidogênicos
▪︎Glicose dietética é baixa na alimentação dos
Lipideos: oxidação Ac. graxos → C2 (cetogênicos)
ruminantes e essa glicose adquirida pela alimentação +
Gera compostos energéticos de exportação hepática
gliconeogênese é fermentada (fermentação de AGV)
- o fígado produz e encaminha para o organismo
▪︎SNC, eritrócitos, glândula mamária e feto → glicose
como única fonte energética
Principais corpos cetônicos
▪︎Gliconeogênese e uso de fontes alternativas de E
▪︎acetona, beta-hidroxibutirato e acetoacetato
▪︎Somente compostos tricarboxílicos originam glicose:
▪︎produzidos na mitocôndria hepática (energia para
propionato - derivado da fermentação de fibra,
outros órgãos) quando há oxidação parcial de ac.
amido e proteínas
graxos e butírico da dieta
fonte nobre e eficiente de glicose
▪︎7 a 12% de energia no animal alimentado não-
precursor de 30 a 50% da glicose dos
gestante
ruminantes em balanço energético positivo
▪︎intensificação na gestação, lactação e jejum - falta de
metabolizado no fígado
energia, intensa demanda/falta de alimento
proprionato → succinato → oxalacetato
▪︎possui efeito poupador de glicose
aminoácidos - 9-10% de glicose animal alimentado
↑quando há necessidade glicose que supera a
Ligação entre cetogênese e gliconeogênese
capacidade de absorção de propionato e lactato
Controle endócrino: balanço energético negativo (tão
órgão-estoque → músculo (sarcopenia);
desafiador quanto jejum), lactação e final de gestação
convertido → fígado rins
Controle metabólico: suprimento de precursores
lactato - derivado da dieta (silagem), propionato,
gliconeogênicos - propionato, lactato, glicerol e
glicose (músculo)
aminoácidos
aminoácidos e 10% glicose
glicerol - composto tricarboxílico liberado no adiposo
Regulação endócrina
5% de glicose no animal alimentado e 23 % no
Glucagon: ↑glicemia - utilização de propionato e
animal em jejum
aminoácidos
O tecido adiposo pode ser considerado uma
▪︎fígado: gliconeogenese (propionato e aminoácidos)
fonte extra ou alternativa de energia
Insulina: ↓ captação de glicose, ↑ síntese de gordura,
Obs. compostos com potencial gliconeogenico que
↑ utilização glicose nos órgãos
podem ser usados como fonte para gerar glicose
▪︎Tecido adiposo: ↑ utilização de glicose e acetato → ▪︎Consumo escasso de alimentos: qualidade (ensilados
síntese de gordura - pouca palatabilidade) ou com substâncias cetogênicas
▪︎Glicocorticoides:↑ liberação de AA do músculo (ácido butírico)
(gliconeogênese),↑efeito lipolítico de outros hormonios ▪︎Mudanças bruscas de alimentação → inicio da
lactação
No periparto: ▪︎Vacas pequenas (Jersey) altas produtoras de leite e
há diminuição da insulina e aumento do glucagon - que ingerem menor quantidade de alimento para a
gliconeogenese e cetogênese demanda energetica
para parto feto libera corticoide → glicocorticoide ▪︎Estabulação contínua (↓ combustão dos corpos
são gliconeogenicos cetônicos por falta de exercícios)
aumento iatrogênico placentário e prolactina → ▪︎Estresse do parto e da lactação (↓ ingestão de
lipogênese alimentos → balanço energético negativo)
▪︎Deficiências nutricionais (Cobalto - precursor de Vit.
Mecanismos normais → vacas sustentam altas B12), P
produções de leite ▪︎Complicações de doenças primárias (metrite)
Cetose → Inadequada gliconeogênese
➥Ovelhas e cabras:
Combustível energético → dieta e reservas orgânicas
▪︎Terço final de gestação → maior desenvolvimento
fetal → alta demanda materna de glicose
Considerar energia ingerida pelo animal e eficiência de
geralmente gestações múltiplas
utilização das reservas orgânicas
▪︎Estresse associado a subnutrição
Etiologia Fisiopatogenia
Distúrbio multifatorial do metabolismo energético Balanço energético negativo - aporte energético
Déficit energético → hipoglicemia e cetonemia insuficiente
(acetoacetato, beta hidroxibutirato e acetona no sangue) ↑ utilização de glicose
Bioquímica - cetonemia, cetonúria, hipoglicemia e ↓ gliconeogênese
↓glicogênio hepático glucagon estimula a gliconeogênese no fígado
via propionatos e aminoácidos
Em bovinos e ovinos as doenças ocorrem em estágios aumento em períodos de BEN, mas não
diferentes do ciclo gestação-lactação continua elevado em vacas com cetose
➥Vacas: Enteroglucagon↑ sua concentração após o parto
▪︎Rações → aumento da quantidade de acetato e não estimula a gliconeogênese
diminuição na produção de propionato ocupa sítios hepáticos e inibe a ação do glucagon
carência de CHOs de fácil digestão aumenta hepático
quantidade de acetato e diminui de propionato Lipólise - tecidos adaptam-se a utilizar os corpos
▪︎Aporte insuficiente de energia → necessidades das cetonicos
vacas em lactação usam corpos cetonicos como fonte de energia
baixa concentração energética da ração x ingestão cérebro, gl mamária, hemácias, feto necessitam
deficiente, qualidade nutricional inadequada exclusivamente da glicose
3 semanas antes e 3 semanas após o parto
▪︎Depósito de gordura elevado (escore 4 a 5) no final da Ciclo dos ácidos
lactação e período seco, por ingestão excessiva de
concentrados proteico energéticos
▪︎Aumento na quantidade de proteínas totais digestíveis
(eleva ácido butírico), com carência simultânea de
alimentos ricos em energia
15% ração PT é considerada cetogenica
➥A produção de glicose e corpos cetonicos é constante 4 - Cetose por subalimentação
➥Acido butílico é transformado em oxalato-acetato acid Vacas grandes produtoras de leite não alimentadas
→ convertido em glicose adequadamente
➥Acido acetato e butílico → acetil Coa → corpos quantidade insuficiente/baixa qualidade nutricional
cetonicos
➥Oxalato-acetato se ligada a acetil CoA → citrato Sinais
➥Oxalatoacetato e citrato participam do ciclo de Krebs Sinais vitais normais
➥Com esgotamento do acido propionico → não há Perda gradual de apetite - recusa: grãos> silagem>
oaxalato acetato→ não há ciclo de Krebs para produção forragem
de glicose x ainda há produção de corpos cetonicos Depravação de apetite - ingere o que não é alimento
Motilidade ruminal ↓ ou não
Acetil CoA+Oxaloacetato (propionato) garante a ↓gradativa da produção láctea
produção de glicose e lactato mas tem como Perda de peso rápida e apatia
subprodutos a gordura, que ao ser degradada libera Depressão moderada e cansaço
corpos cetônicos (via ác acético e ác butírico) Fezes ressecadas - fezes em moeda no peq rumi
Ciclo de krebs: Oxalacetato + Acetil CoA → Citrato Odor de acetona - respiração e leite
→ Piruvato → Glicose, Lactose e Glicogênio Incoordenação e cegueira temporárias
Se houver Oxaloacetato suficiente, vai consumir
o Acetil CoA na formação de glicose. Caso não, Forma nervosa:
formará corpos cetônicos. Hipoglicemia → prejuizo da função cerebral
Acúmulo de AGV no fígado àcido isopropílico - subproduto do acetoacetato →
atravessa barreira hematoencefálica e pode alterar
Formação dos corpos cetônicos função cerebral
↓[ ] plasmática de glicose e insulina ▪︎Deficiencia proprioceptiva
demanda da gl mamária → lactose ▪︎Compressão/apoio da cabeça
Potencializar formação de CC → pelo aumento da ▪︎Surgimento agudo de ambulação em círculo
lipólise ▪︎Perambulação - animal sem rumo, sem noção, em
círculos
Tipos de cetose ▪︎Hiperestesia
1 - Primária - mais comum e mais impactante no ▪︎Vocalização
sistema de produção ▪︎Podem apresentar comportamento agressivo
Demanda de glicose é maior que a capacidade de ▪︎Marcha atáxica
gliconeogênese hepática ▪︎Tremores moderados e leve tetania
Mobilização de lipídeos → cetogênese exagerada ▪︎Mastigação frequente - animal parece que está se
acúmulo de corpos cetônicos em sangue alimentando
(cetonemia), leite (cetolática) e urina (cetonúria) ▪︎Decúbito, coma
2 - Secundária - existe doença prévia instalada
Diminuição da ingestão de matéria seca Patologia clinica
Consequente a outras doenças - hipocalcemia, ▪︎Glicemia - 50 a 70 md/dL para 20 a 40 mg/dL
deslocamento de abomaso, mastite, metrite, ▪︎Corpos cetônicos - mensurados (aparelhos portáteis,
reticuloperitonite e/ou reticulopericardite traumática hemogasometros)/detectados - qualitativo (fitas de
Importante para vacas de corte no terço final da laboratório) (normal = <10)
gestação (bem próximo ao parto) ▪︎Plasmáticos: acetoacetato, beta-hidroxibutirato (mais
3 - Cetose de ácido butírico fidedigno pois é o mais estável) (> 10 mg/dL)
Ingestão de alimentos com grandes quantidades de ▪︎Leite: acetona (40 mg/dL) (normal= 3 mg/dL)
butirato - silagem mal armazenada, muito tempo no ▪︎Urina: acetona (1300 mg/dL) (normal= até 70 mg/dL)
cocho, silagens (fermentação
baixa palatabilidade das silagens → menor consumo
estimula cetogênese
Diagnóstico
▪︎Anamnese, epidemiologia, sinais clínicos e
determinação de corpos cetônicos
▪︎Diferencial:
Mastite, metrite, reticulopericardite traumática
deslocamento de abomaso, indigestão simples
Nervosa (raiva, listeriose, polioencefalomalácia,
encefalite por herpesvirus 1 ou 5)
▪︎Necropsia - esteatose hepática, figado amarelado e
com aspecto gorduroso/untuoso
Tratamento
▪︎Glicose a 50% → 1mL/kg, IV lenta (evitar glicosúria)
▪︎Glicocorticóides (dexametasona) → 0,04 mg/kg, dose
única
▪︎Insulina → 200 UI, SC (pouco realizado)
▪︎Ionófos (monensina)→↑ [ ] de propionato
▪︎Precursores da glicose (propilenoglicol) → 225g BID/2
dias, seguido de 110 g SID/2 dias
Drench pode ser administrado VO no pós parto de
fêmeas “sentidas”
Propionato de Na → 250g SID/5 dias (literatura
americana)
Profilaxia
▪︎Conforto aos animais - térmico e alimentar
▪︎Alimentação e manejo em final de lactação/período
seco
▪︎Silagem de boa qualidade
evitar fermentados butíricos
▪︎Aumentar ingestão de MS em dieta balanceada no
pós parto
otimizar ingestão de concentrados/rações no início
de lactação
rações palatáveis, energéticas, fibra/proteína
adequadas
▪︎Precursores glicogênicos (periparto) - Drench
1-Pq o ruminante precisa fazer gliconeogênese? Ele 15-Qual a causa de quando o animal pega fruta do alto,
precisa fazer uma vez que pela dieta enão é fornecido tem maior risco de obstrução? O animal quando estica o
muita glicose pescoço causa um estiramento das fibras do esôfago →
Diminuindo a luz
2-Qual o produto da fermentação que é utilizada pelo
ruminante como energia? E qual é o precursor da 16-Qual a diferença entre a obstrução esofágica e a
glicose? Ácido lático, ácido propiônico obstrução faríngea? A diferença é que na obstrução
esofágica vai ter acometimento na entrada do tórax, e
3-Qual o pH ruminal? Entre 5,6 – 7,0 obstrução faríngea é obstrução de faringe ou de vias
aéreas
4-Qual o estômago verdadeiro do ruminante? E por que
é importante para o bezerro? O abomaso, é importante 17-Qual o tratamento para a obstrução? Ou empurrar o
uma vez que quando o bezerro ingere o leite, o leite vai CE para o rúmen, ou massagear o CE sentido a boca.
para la pela goteira e sofre coagulação → sendo assim
absorvido 18-Para que serve o movimento primário faz? E o
movimento secundário? Ele serve para fazer
5-Qual a função da ruminação? Diminuir as partículas manutenção do pH e ajudar na fermentação; serve para
do alimento, manutenção do pH fazer a eructação
9-Qual o tratamento do ectima contagioso? Fazer 23-Quais as duas formas da indigestão simples? Forma
lavagem com iodo gasosa e espumosa
10-Cite os mecanismos de defesa do sistema digestório. 24-Explique a fisiopatogenia das duas formas de
indigestão simples A forma gasosa acontece quando
11-Quais os locais de dificuldade da passagem de ocorre uma fermentação mt intensa → levando ao
sonda? Laringe, entrada do tórax e no cárdia acumulo de gases A forma espumogena ocorre devido a
alta produção de uma substância espumogena por
12-Qual a causa da esofagite necrótica? Nervo vago e cuasa das saponinas → essa substancia vai fazer uma
esôfago atingidos durante acesso da veia jugular agregação do conteúdo ruminal → compactação e
obstrução
13-Cite 2 causas que podem paralisar o esôfago
Microabscessos e raiva 25-Qual a clínica comum das duas formas? Qual som é
possível auscultar em cada forma? Distensao
14-O que a planta Pteridium aquilinum causa? Ela abdominal, som timpânico na gasosa e subtimpanico na
causa uma estenose no esôfago espumogena
26-Quais são as etiologias que podem ocasionar 41-O que é a estenose funcional anterior? E a estenose
indigestão simples? funcional posterior? Anterior → falha no ORO →
conteúdo alimentar não passa do reticulo para o omaso
27-Qual o tratamento para cada uma das formas? Posterior → falha no piloro → alimento fica retido no
Gasosa: Paracentese Espumogena: Sondagem abomaso, começa a ter refluxo para rúmen
30-Cite em ordem qual alimento tem a maior velocidade 44-Quais são os achados laboratoriais da indigestão
de fermentação Frutas → Carboidratos → Tubérculos vagal? Explique como cada uma surge Ocorre aumento
do VG e o animal desenvolve um quadro de alcalose
31-O que acontece com o animal que possui acidose pois não há absorção de cloreto pela indigestão
láctica crônica? Fica com o pH em 5,5 e começa a ter
hipertrofia das papilas 45-Qual a etiologia para surgimento de úlceras
abomasais? Aumento da fermentação
32-Como é possível ocorrer a endotoxemia na acidose
láctica? Devido a rumenite química → aumenta a 46-Quais são as proteções do abomaso? São as
permeabilidade da mucosa e as bactérias do rúmen prostaglandinas → Diminuem a produção de HCL,
ganham circulação aumenta a produção de muco que serve de proteção
gástrica e aumenta a regeneração ce células epiteliais
33-Explique a patogenia da acidose láctica quando o pH
do rúmen começa a decair 47-O que ocorre quando há desequilíbrio que faz com
que apareça úlceras? Ocorre que o estresse ou uma
34-Cite complicações da acidose láctica Laminite, inflamação vai inibir a fosfolipase 2 → não vai haver
deslocamento do abomaso, peritonite difusa, trombose conversão do ácido araquidônico em prostaglandina →
vai diminuir a proteção gástrica
35-Qual o sinal clínico grave da acidose láctica? CID
48-Por que a utilização de AINE e AIE pode ajudar no
36-O que é possível visualizar com o exame do suco surgimento de úlceras? E o estresse? Podem ajudar
ruminal? Visualização do pH, das bactérias presentes pois eles inibem a ação da prostaglandina inibindo a
ação da fosfolipase 2
37-Qual o tratamento da acidose láctica? Se tiver uma
distensão exagerada realizar cirurgia, hidratação e 49-Classifique os tipos de úlceras. Quais são as mais
bicarbonato via parenteral, trocarização. graves? Tipo 1 → Lesões leves Tipo 2 → Lesões com
áreas hemorrágicas Tipo 3 → Lesão perfurativa com
38-Cite uma forma de fazer a mudança de volumoso peritonite local Tipo 4 → Lesão perfurativa com
para concentrado sem causar prejuízo ao ruminante peritonite difusa
39-O que é a indigestão vagal? É quando ocorre 50-Qual o diagnóstico possível ser realizado na úlcera
inflamação, compressão ou lesão da inervação vagal abomasal