Alvorando A Quimica
Alvorando A Quimica
2021
Copyright Irene Teresinha Santos Garcia
Capa: Sheila Pereira Krigger com atributos do [Link]
Editoração: TotalBooks
Revisão: TotalBooks
2021
Primeira edição
Vários colaboradores.
ISBN 978-65-88393-22-2
21-85760 CDD-540.7
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA.
MENSAGEM DA EQUIPE
Equipe
Irene Teresinha Santos Garcia – Coordenadora.
Colaboradores
Ana Carolina Longoni, Diego Defferrari, Eduardo Santos
Vasconcelos, Fabiane Grecco da Silva Porto, Ismael dos Santos
Belmonte, Julia Cristina Oliveira Pazinato, Marco Antônio Moreira de
Oliveira, Marcelo Vieira Migliorini, Quelen Bulow Reiznautt, Sheila
Pereira Krigger.
Arte da capa desenhada por Sheila Pereira Krigger com
atributos do [Link].
SABÕES ............................................................................................... 48
6
- A água é uma substância composta, assim como o sal. Uma
substância composta é formada por mais de um elemento. No
caso da água, podemos ainda separar a água em seus
elementos, que não tem nada a ver com a água. Um se chama
oxigênio e outro hidrogênio que são substâncias simples e são
gasosos. Esses elementos podem também formar muitas outras
substâncias.
- Nunca vi esses gases!
- E nem é para ver. Esses gases são invisíveis, mas existem, e você
pode senti-los quando sai à rua e está ventando.
- Deixa ver se entendi, vovó: existem substâncias que são
formadas por mais de um elemento. Isso?
- Sim!
- Se misturarmos substâncias que não reagem podemos separar
mais facilmente, certo?
- Isso.
- Tá! Mas quantas substâncias existem no mundo?
- Sei lá, Gikko! São muitas, e todos os dias descobrem novas. Mas
todas elas são formadas da combinação de poucos elementos.
Conhecemos poucos elementos; até o dia de hoje, 118. Desses
118, a maioria ocorre na natureza, mas alguns são obtidos
artificialmente a partir dos elementos existentes. Porém, a
natureza, ou as pessoas, podem combinar esses elementos para
formar milhares de substâncias. Além disso, podemos misturar
substâncias como foi o caso da vó da Yasmin, que obteve
salmoura da mistura da água e do sal. A ciência que estuda as
propriedades dos elementos, substâncias e misturas é a
Química.
- Acho que talvez eu possa querer ser um Químico quando
crescer, vovó!
Bom, tudo o que conversaremos aqui tem a ver com Química.
Esse livro não é um livro didático de Química, mas uma conversa sobre
alguns assuntos da área da Química. Podemos ou não querer entender
como se formam as substâncias, se existe alguma lógica para que as
transformações ocorram. Você pode achar que o melhor para você é
não tentar entender e aceitar que tudo é assim porque é assim. Mas
lembre-se, porém, que tudo o que não conhecemos não temos poder
para mudar. Só podemos interferir de modo correto na natureza quando
entendemos COMO as coisas acontecem. Não será com esse livro, mas
com alguns anos de estudo e dedicação que você conseguirá. Mas nessa
caminhada, cada passo é um passo adiante.
Irene T. S. Garcia
7
PLÁSTICOS E SUA RECICLAGEM
INTRODUÇÃO
São muitos os objetos que podem ser reciclados. Estes são
constituídos por materiais como vidro, papel/papelão, plástico/filme
(sacolas de supermercados, garrafas de refrigerantes), óleo, latas de
aço, borrachas, embalagens longa-vida (CEMPRE, 2021).
A reciclagem de materiais traz muitas vantagens:
1. Economia de matérias-primas;
2. Redução do descarte de resíduos no ambiente;
3. Economia de energia para que se possa processar os
materiais;
4. Retirada de materiais perigosos de circulação;
5. Redução do impacto ambiental causado pela extração de
recursos.
Por isso os “catadores”, ou pessoas que recolhem os resíduos
recicláveis, têm uma importância fundamental no dia a dia da
população. Para isso foi instituído o dia primeiro de março como o
dia internacional dos catadores. Cada tipo de material citado
anteriormente tem uma forma diferente de ser reciclado. Neste texto
cuidaremos especificamente dos plásticos, pois alguns deles podem
demorar 400 anos para se decomporem. Para organizarmos melhor
as ideias, primeiro vamos entender o que são os plásticos, suas
origens, como podem ser classificados quanto à sua composição
química e, finalmente, alguns processos de reciclagem. Plásticos
fazem parte de um grupo de substâncias químicas chamadas
polímeros.
Mas o que são polímeros?
A palavra polímero tem origem grega, poli, que significa
“muitas”, e meros, “partes”. Polímeros são também denominados
macromoléculas, e são estruturas químicas em que se identifica a
presença de estruturas menores, ou que resultam da combinação de
outras moléculas menores.
8
A Figura 1 apresenta o modelo do colar de pérolas para
representarmos um polímero. Cada “mero” em um polímero pode
ser entendido como uma conta do colar.
9
A Figura 2 representa um número grande de monômeros,
etilenos (do lado esquerdo da seta), e o polietileno formado quando
as ligações duplas do carbono se rompem (representado do lado
direito da seta). O grupo que inicia a reação (I) e o que termina (T)
fica nas extremidades. Como são apenas duas espécies diante de um
número muito grande de unidades de monômero (ou seja, n é um
número muito grande), não se costuma representar.
10
Nos casos das figuras 2 e 3, os monômeros são totalmente
incorporados ao polímero. O índice “n” corresponde a um número
grande que representa o número de unidades básicas que compõem
o copolímero (meros) e é também conhecido como o grau de
polimerização.
Tipos de polímeros
Os polímeros, como dito anteriormente, podem ser formados
por um ou mais tipos de monômeros, sendo classificados em
homopolímeros e copolímeros. Podem ser classificados de acordo
com a sua estrutura química (exemplo: poliamidas, policarbonato,
etc.). Podem ser classificados também em naturais, como o amido e a
celulose, ou serem sintéticos, preparados pelo homem, como os
polímeros representados nas figuras 2 e 3.
Além disso, podem ser classificados de acordo com suas
propriedades mecânicas em plásticos, elastômeros (borrachas) ou
fibras. Dependendo de sua estrutura e condições do ambiente,
podem ser extremamente rígidos ou flexíveis e apresentarem
diferentes propriedades, podendo absorver impacto, resistir a
solventes, etc. Mas, para isso é necessário conhecer bem suas
características, ou seja, a natureza do polímero e as condições de uso
do material. Por exemplo, o polímero usado nos pneus não é da
mesma natureza dos utilizados nas sacolas de supermercado que, por
sua vez, é diferente do utilizado nas frigideiras antiaderentes.
Um químico que se especializa em polímeros pode se dedicar
a obter polímeros a partir de monômeros, modificar as propriedades
dos polímeros existentes através de reações químicas, pode também
misturá-los com outros polímeros, e preparar produtos a partir
desses materiais, ou reciclá-los. Agora, vamos olhar um pouco para o
processo de reciclagem dos plásticos.
11
Reciclagem Mecânica
A reciclagem mecânica consiste na conversão dos plásticos
coletados em grânulos que podem ser reutilizados na produção de
outros produtos, como sacos de lixo, solados, pisos, mangueiras,
embalagens para produtos não alimentícios. Esse processo consiste
em 5 (cinco) etapas:
1. Separação: os plásticos são separados de acordo com seus tipos e
são retirados rótulos, tampas, etc. Se você olhar embaixo das
embalagens encontrará um símbolo constituído por um triângulo
formado por três setas desenhadas no sentido horário. Esse
símbolo representa um ciclo onde a primeira seta representa a
indústria, que produz determinado produto; a segunda refere-se
ao consumidor, que utiliza esse produto; e a terceira seta
representa a reciclagem, que permite a reutilização do material da
embalagem como matéria-prima para produzir novas embalagens.
2. Moagem: depois de separados, os diferentes tipos de plásticos são
moídos.
3. Lavagem para retirada de contaminantes.
4. Secagem, que pode ser ao ar livre ou em uma centrífuga.
5. Aglutinação, que pode ocorrer com elevação de temperatura e
pressão. Nesta etapa também podem ser adicionadas outras
substâncias, dependendo do uso desejado.
6. Extrusão: o material passa por uma espécie de máquina de fazer
macarrão com aquecimento, que funde e torna a massa plástica
homogênea. Na saída da extrusora, encontra-se o cabeçote, do
qual sai um “espaguete” contínuo que é resfriado com água. Em
seguida, o “espaguete” é picotado em um granulador e
transformado em pellets (grãos plásticos).
Reciclagem Energética
É a recuperação da energia contida nos plásticos. A reciclagem
energética utiliza os resíduos plásticos como combustível na geração
de energia elétrica. A queima de plásticos em processos de reciclagem
energética reduz o uso de combustíveis (economia de recursos
naturais). A recuperação energética dos plásticos como combustível é
uma alternativa de fácil e rápida implementação, especialmente se
considerarmos a disponibilidade de tecnologias limpas para queima de
descartes sólidos, e a possibilidade de processamento com outros
combustíveis, por exemplo, para queima em fornos de cimento.
12
Deve-se conhecer o tipo de polímero para evitar que sua
queima gere produtos tóxicos. Este tipo de reciclagem é mais
facilmente encontrado em regiões com limitada reserva de fontes
energéticas, como alguns países da Europa, EUA e Japão (CEMPRE,
2021).
Reciclagem Química
A reciclagem química é um método de reaproveitamento
através do rompimento das moléculas dos polímeros para formarem
moléculas menores. Seu objetivo é a recuperação dos componentes
químicos individuais, os monômeros, para reutilizá-los para outros fins
ou para a produção de novos plásticos. Esse tipo de reciclagem envolve
uma tecnologia mais elaborada que os processos anteriores, mas
permite produzir novos polímeros com a mesma qualidade do
polímero original.
Outra finalidade é a degradação desses resíduos. A
degradação pode ser física, química ou por ação de microrganismos.
Alguns plásticos são biodegradáveis. A biodegradabilidade é a
capacidade de um material ser decomposto sob a ação de seres vivos,
sendo necessário levar em consideração o meio onde ocorrem as
reações para que aconteça a biodegradação. Temperatura, pressão,
composição química do meio e características dos microrganismos são
parâmetros que necessitam de controle. Pode ocorrer também
fotodegradação, que é a degradação da cadeia por ação da luz.
ATIVIDADE PROPOSTA
Para qualquer forma de reciclagem de plásticos, você viu que é
importante a correta separação. Os plásticos recicláveis são
numerados de 1 a 7, e estes valores estão impressos na embalagem,
no interior do símbolo de reciclagem, como mostram os dois exemplos
da Figura 4:
13
Figura 4 - Representação do símbolo de plástico reciclável e sua
classificação; no caso, trata-se de um material a base de polipropileno (a)
e outros plásticos (b).
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CEMPRE – COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA RECICLAGEM.
Disponível em: [Link] Acessado em:
30/09/2021.
CANEVAROLO Jr.; SEBASTIÃO V. Ciência dos polímeros: um texto
básico para tecnólogos e engenheiros. São Paulo: Artliber Editora,
2002. 282 p.
14
Você sabia que:
15
SEPARAÇÕES COLORIDAS
PRINCÍPIOS BÁSICOS
Para realizar separações cromatográficas é necessário ter
dois componentes: a fase estacionária e a fase móvel. A primeira é
responsável por reter os compostos de interesse e a segunda por
“empurrá-los” em direção à saída da coluna. A fase móvel dá nome
ao tipo de cromatografia. Se a fase móvel for líquida, tem-se
cromatografia líquida; se a fase móvel for um gás, cromatografia
gasosa.
O que faz os compostos ficarem retidos na coluna são as forças
intermoleculares existentes entre a fase estacionária e os compostos de
interesse que se deseja analisar. Por exemplo, se um dos compostos for
polar2 e a fase estacionária utilizada for polar, esses dois irão interagir
bastante. Logo, um composto polar fica retido por mais tempo em
coluna com fase estacionária polar (uma coluna em que a parte interna
está recoberta com um composto polar) quando comparado a um
composto apolar.
1
Técnicas cromatográficas são métodos físico-químicos de separação dos
componentes de uma mistura, realizadas por meio da distribuição desses
componentes na fase estacionária e na fase móvel.
2
Compostos polares possuem diferença de eletronegatividade entre os átomos,
apresentando um polo positivo e outro negativo, enquanto que nos apolares não há
diferença de eletronegatividade entre os átomos.
16
ATIVIDADE PROPOSTA
Neste experimento, veremos na prática, como ocorre uma separação
cromatográfica. Para isso, você precisará de alguns materiais que
podem ser facilmente encontrados.
Materiais:
seringa plástica de 20 mL;
uma porção de algodão (para inserir na seringa);
amido de milho;
álcool etílico 70% ou 96% (100 mL);
conta-gotas ou outra seringa;
corante alimentício (de preferência verde);
copo descartável transparente em que caiba a seringa;
copinhos descartáveis ou pequenos recipientes;
tesoura.
O passo a passo está representado na Figura 1:
17
Procedimentos:
1. Tire o êmbolo da seringa e adicione algodão suficiente para
um volume de 3 mL. Em seguida, adicione o amido de milho
até cerca de 15 mL da capacidade da seringa.
2. Dê algumas batidas para que o amido fique de forma
compacta na seringa.
3. Faça um furo na parte inferior do copo descartável
transparente, grande o suficiente para que a seringa possa
ser colocada conforme a Figura 1.
4. Com um conta-gotas ou com outra seringa, adicione
lentamente álcool à seringa que contém amido e algodão, até
que o material esteja molhado o suficiente de modo que o
álcool tenha percorrido todo o conteúdo e possa sair da
seringa.
5. Adicione duas gotas do corante alimentício verde (ou de
outra cor).
6. Adicione lentamente álcool com um conta-gotas ou outra
seringa até que as diferentes cores comecem a se separar na
seringa.
7. Colete, com copinhos descartáveis ou pequenos recipientes,
os volumes de cada cor que sair da seringa.
Questões para refletir
1. Neste sistema do experimento, quem seria a fase
estacionária e a fase móvel?
2. Assuma que o amido de milho tenha características polares.
O composto colorido que sai primeiro seria mais polar ou
mais apolar, se comparado com o amido de milho?
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
IBARRA-RIVERA, T. R. et al. Setting Up an Educational Column
Chromatography Experiment from Home. J. Chem. Educ. 2020, 97, 9,
p. 3055–3059.
18
Escreva suas observações:
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A MAGNITUDE DO MUNDO NANO
INTRODUÇÃO
Hoje em dia muito se ouve a respeito de nanotecnologia e
nanomateriais, seja nos telejornais, páginas da web ou demais meios
de comunicação, onde descobertas e estudos de todos os lugares do
mundo são divulgados com rapidez. Nanomateriais estão presentes
em diversas áreas, como na informática, na fabricação de dispositivos
cada vez menores e mais eficientes; na geração de energia através das
células solares3; na medicina, onde atuam no tratamento do câncer, na
administração de drogas direcionadas e no reparo de tecidos e órgãos
e, até mesmo, na agricultura, contribuindo na obtenção de alimentos
mais nutritivos e resistentes, não dependentes de inseticidas tóxicos
ao homem e agressivos ao meio ambiente (SILVA; VIANA; MOHALLEM,
2009; GARCIA; PAZINATO; VASCONCELOS, 2021; CANCINO;
MARANGONI; ZUCOLOTTO, 2014). Mas o que é de fato um
nanomaterial? Por que ele é tão importante assim? O que ele faz que
um material de tamanho “normal” não é capaz de fazer? Calma!
Vamos juntos entender essas questões!
PRINCÍPIOS BÁSICOS
Para ser considerado um nanomaterial, suas dimensões devem
estar compreendidas entre 1 nm e 100 nm (lembre-se que 1 nm
equivale a 1 x 10-9 m, o que é o mesmo que dizer 0,000000001 m).
Para exemplificar o quão pequenas são as dimensões referidas, vamos
usar como exemplo a molécula de fulereno4 que possui
aproximadamente 1 nm de diâmetro. A molécula de fulereno é tão
pequena em relação a uma bola de futebol quanto essa bola de
futebol é pequena quando comparada ao planeta Terra. Veja a Figura
1 a seguir:
3
Células solares: dispositivos capazes de converterem a energia solar em energia elétrica
através do efeito fotovoltaico (RAPHAELA et al., 2018).
4
Fulereno: forma alotrópica do carbono. Os fulerenos mais conhecidos são moléculas que
apresentam 60 átomos de carbono em sua estrutura, sendo representados como C 60
(FUNDACENTRO, 2021).
20
Figura 1 - Representação para comparação dos diâmetros do planeta
terra, de uma bola de futebol e da molécula de fulereno.
21
Mesmo com o aumento da área superficial, o volume do
cubo continuou o mesmo, ou seja, 1m3. Podemos dizer, então, que
ocorreu um aumento na relação área/volume a partir do momento
que se tem uma diminuição no tamanho do material. Com este
exemplo fica mais simples de entender como, ao se conseguir
materiais com dimensões cada vez menores, obtemos áreas
superficiais cada vez maiores, tendo, desta forma, maior superfície
com as propriedades desejadas capazes de interagir com o meio de
interesse.
ATIVIDADES PROPOSTAS
1. Calcule o valor da área superficial total em m2 de um catalisador
com geometria hipotética cúbica com arestas de 3 cm após 2
divisões consecutivas. A primeira formando 27 unidades cúbicas
de igual tamanho, e, a segunda, 8 unidades para cada uma das 27
unidades anteriores.
2. Faça uma pesquisa sobre nanomateriais utilizados na atualidade e
correlacione o material com a respectiva aplicação/característica:
( ) nanopartículas de óxido de tungstênio.
( ) nanotubos de carbono.
( ) nanopartículas de óxido de titânio.
( ) nanopartículas superparamagnéticas de óxido de ferro.
(A) Material com excelentes propriedades mecânicas, sendo 100
vezes mais resistente que o aço e que possui apenas 1/6 de sua
densidade. Transmissor de eletricidade, sendo até 1.000 vezes
mais eficiente que fios de cobre; atua também em circuitos
eletrônicos, sendo utilizados em nanoprocessadores.
(B) Óxido de coloração branca utilizado em filtros solares que,
quando em dimensões nanométricas, tem sua coloração reduzida
sem perda do fator de proteção, tendo desta forma um
acabamento com melhor aspecto visual.
(C) Promissor material que tem se mostrado eficiente como agente
de contraste em exames de ressonância magnética, sendo um
possível substituto ao gadolínio, pois apresenta maior
compatibilidade com o corpo humano e baixo nível de toxicidade.
(D) Óxido com excelentes propriedades fotocatalíticas, sendo capaz
de utilizar a luz solar como fonte de radiação (energia “limpa”) em
processo de degradação de poluentes orgânicos.
Respostas:
22
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CANCINO, J.; MARANGONI, V. S.; ZUCOLOTTO, V. Nanotecnologia em
medicina: aspectos fundamentais e principais preocupações. Química
Nova, n. 37, p. 521-526, 2014.
FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e
Medicina do Trabalho. Fulerenos. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 16 de maio de 2021.
GARCIA, I. T. S.; PAZINATO, J. C. O.; VASCONCELOS, E. S. Materiais
para células fotocatalíticas. In: PIQUINI, P. C. (Org.) Jornada
Acadêmica Integrada. 35. ed. Santa Maria: FACOS-UFSM, p. 65-75,
2021.
MARTINS, M. A.; TRINDADE, T. Os nanomateriais e a descoberta de
novos mundos na bancada do químico. Química Nova, n. 35, p. 1434-
1446, 2012.
NETO, O. P. V. Nanotecnologia Computacional. In: GOUSSEVSKAIA, O.
N. (Org.) Primeira Escola de Verão em Computação. 1. ed. Belo
Horizonte: Instituto de Ciências Exatas, UFMG, p. 105-124, 2012. al.
Células solares de perovskitas: uma nova tecnologia emergente.
Química Nova, n. 41, p. 61-74, 2018.
SILVA, S. L. A.; VIANA, M. M.; MOHALLEM, N. D. S. Afinal, o que é
nanociência e nanotecnologia? Uma abordagem para o ensino
médio. Química nova na escola, n. 31, p. 172-178, 2009.
ZARBIN, A. J. G. Química de (nano)materiais. Química Nova, n. 30, p.
1469-1479, 2007.
23
QUÍMICA CAPILAR
5
A queratina é uma proteína fibrosa que constitui as partes diversas do corpo humano,
como os cabelos e as unhas.
6
Ligações peptídicas são ligações químicas que se estabelecem entre um grupo carboxila
de um aminoácido e um grupo amina de outro aminoácido subsequente.
24
E por falar em água, 12% do nosso cabelo é composto de
água e 3% de lipídio, que serve como cimento disposto entre as
cutículas sobrepostas para impedir a saída da água e os nutrientes do
cabelo.
As cutículas são sobrepostas formando três camadas e são
elas que protegem a parte mais interna do cabelo, córtex e medula.
Essas camadas são sensíveis a PH alcalinos, acima de sete. Por essa
razão, na composição química de colorações permanentes, existe a
trietilamina e, nos descolorantes, os sais de persulfato de amônio. O
PH alcalino faz com que as cutículas sejam amolecidas aumentando a
permeabilidade e possibilitando a entrada da cor, no caso da
coloração, ou saída da cor, no caso das mechas com uso de
descolorante. No córtex fica a melanina responsável pela cor.
Por falar em melanina existem duas formas de conformação
para a melanina: a eumelanina e a feomelanina. A primeira é
responsável pelas cores escuras, e a segunda por tons avermelhados.
E por que há tantos produtos para cabelos no mercado, como
shampoos hidratantes, nutritivos e pós-químicos? Qual a diferença
entre cremes de nutrição, hidratação e reconstrução?
O pH ótimo para os fios do cabelo é em torno de 4 (ácido,
portanto), e cada tratamento tem uma finalidade. Por exemplo, o
tratamento de hidratação tem a função de repor a água do fio, o de
nutrição repor os lipídios do fio, e, por fim, os tratamentos de
reconstrução buscam repor os aminoácidos.
Na vida de um cabeleireiro, o conhecimento da escala de pH
é de suma importância. Após uma coloração, por exemplo, o pH varia
de 4 a algo em torno de 12. Ao mesmo tempo em que ocorreu a
entrada de tinta, houve saída de água e nutrientes. Então, logo após
a coloração, o primeiro passo é repor esses nutrientes e neutralizar
esse pH. Sem esse cuidado, a cor pode sofrer oxidação e sair do fio,
visto que as cutículas precisam ser seladas através de uma máscara
hidratante com um pH mais ácido.
Como química e cabeleireira, sou apaixonada pela química
capilar e, enquanto estudante, sempre gostei de ver as aplicações do
que estudava no meu dia a dia. Quem sabe você agora, ao segurar
seus cabelos e saber do que ele é composto, tenha interesse em
estudar as reações peptídicas, a composição das proteínas presentes
na nossa vida?
25
Quem sabe você possa se interessar em entender a escala de
pH? Por que não estudar os sais e a nomenclatura IUPAC7? Enfim, a
química é linda e abrangente e está disposta em um único fio do seu
cabelo.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
OLIVEIRA, Ricardo A. G. de. et al. A química e toxicidade dos corantes
de cabelo. Química Nova [online]. 2014, v. 37, n. 6, pp. 1037-1046.
Disponível em: [Link]
Acessado em 03/09/2021.
HALAL, John. Tricologia e a química cosmética capilar. 5. ed.
Tradução Ez2.
VARELA, Antonio E. M. Um estudo sobre princípios ativos dos
produtos e relaxamentos atualmente no mercado brasileiro.
UNIVALE, 2007.
7
IUPAC é a sigla do inglês para International Union of Pure and Applied Chemistry
(União Internacional de Química Pura e Aplicada, em português), uma organização
internacional para o desenvolvimento da química. A nomenclatura IUPAC são regras
para a escrita dos nomes dos compostos que são oficialmente aceitos em todo o
mundo.
26
Você sabia que:
27
COMO AS ROUPAS SECAM, SE A ÁGUA SÓ ENTRA EM
EBULIÇÃO A 100 °C
INTRODUÇÃO
Você já se perguntou como as roupas ou as poças d’água
formadas pela chuva secam, se a água, ao nível do mar, só entra em
ebulição (ferve) quando atinge 100 °C? Certamente não atingimos
essa temperatura em Alvorada, nem em nenhuma outra cidade
(ainda bem, né?). Então o que acontece? Abaixo vamos entender o
processo que ocorre para que a água e outras substâncias deixem de
ser líquidas mesmo sem atingir sua temperatura de ebulição.
PRINCÍPIOS BÁSICOS
A temperatura de uma substância está relacionada com a
movimentação das suas partículas, e, quanto mais movimento, maior
a temperatura. Eventualmente, partículas da superfície têm energia
suficiente para romper as interações intermoleculares (interações
entre as partículas da própria substância) e escapam do líquido,
virando VAPOR (veja na Figura 1).
28
Se colocarmos a água, por exemplo, ocupando metade de um
recipiente fechado (acompanhe na Figura 2), existe uma quantidade
máxima de vapor que vai se formar no espaço restante do recipiente.
Se medirmos a pressão que esse vapor faz contra as paredes do
recipiente, teremos a PRESSÃO DE VAPOR da água. Esse valor varia
com a temperatura porque, como vimos, a temperatura está
relacionada com a movimentação das partículas, e a intensidade
dessa movimentação determina se mais ou menos partículas
conseguirão escapar para a fase vapor.
Figura 2 - Representação de um líquido em um recipiente fechado
com um manômetro e medida da pressão de vapor de uma
substância em diferentes temperaturas (T1 e T2).
29
Figura 3 – Evaporação de diferentes líquidos ao longo do tempo.
ATIVIDADE PROPOSTA
Agora já podemos responder à pergunta inicial do texto:
como as roupas secam se a água só entra em ebulição a 100 °C? O
que acontece é que a água presente nas roupas vira VAPOR através
do processo de EVAPORAÇÃO. Isso também explica como as poças
d’água formadas durante a chuva somem depois que o tempo
melhora. Mas, ainda podemos analisar esse processo pensando nos
fatores que afetam a VELOCIDADE de evaporação.
Você já reparou que poças d’água mais fundas demoram
mais pra secar do que as mais rasas? Considerando um mesmo
volume de água, na poça mais funda a água demora mais tempo para
evaporar, pois, como já foi dito, esse processo ocorre apenas na
superfície. Logo, a água está evaporando camada por camada, até
chegar ao fundo. Já na poça rasa, que tem uma área superficial
maior, existem menos camadas para evaporar.
30
Outro fator importante para a velocidade de evaporação é a
temperatura. Em dias mais quentes, as poças d’água vão evaporar
mais rapidamente, e a roupa vai secar mais rapidamente também.
Isso porque a pressão de vapor da água aumenta com o aumento da
temperatura, já que as moléculas de água estão se movimentando
mais, e mais moléculas conseguem energia suficiente para romper as
interações intermoleculares (ligações de hidrogênio) e escapar do
líquido para a fase vapor. Observe você mesmo! Repare quanto
tempo a roupa, ou as poças d’água levam para secar em um dia frio,
e em um dia quente, e compare.
Você também pode colocar a mesma quantidade de dois
líquidos diferentes, em dois recipientes iguais, e verificar qual
evapora mais rápido, ou seja, qual é mais volátil. Pode ser, por
exemplo, água e acetona, água e etanol (álcool que usamos para
higienizar as compras durante a pandemia) ou água e óleo. Qual é
mais volátil?
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
FONSECA, M. R. M. da. Química: Ensino Médio II, 2. ed. São Paulo:
Ática, 2016.
FOGAÇA, J. Pressão máxima de vapor. Disponível em:
[Link]
[Link] Acesso em 20/07/2021 19:34.
ROLIM, D. Tonoscopia. Disponível em: [Link]
olimpiadas/quimica/curso-noic-de-fisico-quimica/tonoscopia/. Acesso
em 20/07/2021 20:58.
31
FOTOCATÁLISE: CONVERTENDO A ENERGIA DA LUZ EM
ENERGIA QUÍMICA
PRINCÍPIOS BÁSICOS
O mecanismo da fotocatálise se inicia quando a luz incide na
superfície do semicondutor tornando essa superfície do material
propícia para que ocorram semirreações de oxidação e redução
(reações que envolvem transferência de elétrons). Quando a luz
incide sobre o semicondutor, os elétrons desse material são
excitados e migram para a sua superfície e, então, esses elétrons são
32
transferidos para moléculas que estão ao redor do material. Essas
são reações de redução, onde as moléculas recebem elétrons do
semicondutor. Simultaneamente, outras moléculas se aproximam do
semicondutor para transferir seus elétrons para um lugar onde há
falta de elétrons na superfície do mesmo. Essas são reações de
oxidação. Esse processo se repete seguidas vezes. A Figura 1 faz uma
representação simplificada desse mecanismo de fotocatálise para a
produção de gás hidrogênio a partir das moléculas de água.
Figura 1 - Representação simplificada do processo fotocatalítico
para a geração de gás H2.
33
Entre os materiais semicondutores utilizados para a
fotocatálise estão os chamados óxidos. Óxidos são compostos
binários, ou seja, formados por dois elementos químicos, nos quais
um elemento obrigatoriamente é o oxigênio. Alguns dos óxidos
semicondutores pesquisados para uso como fotocatalisador são o
óxido de níquel (NiO), o dióxido de titânio (TiO2), o dióxido de rutênio
(RuO2) e o trióxido de tungstênio (WO3).
As pesquisas que envolvem os semicondutores de óxidos
metálicos são focadas em desenvolver novos métodos de sintetizar
esses materiais, a partir de modificações em suas morfologias e
adição de pequenas porcentagens de outros elementos para ajudar a
melhorar o desempenho fotocatalítico.
Apesar do avanço significativo no desenvolvimento de novos
materiais fotocatalíticos nos últimos anos, as eficiências dos novos
materiais ainda estão longe de ser adequadas para o uso no dia a dia.
Portanto, ainda há um grande desafio de projetar novos materiais
semicondutores que sejam baratos, eficientes e fáceis de sintetizar.
ATIVIDADES PROPOSTAS
1) Diferentes tipos de fotocatalisadores possuem diferentes
propriedades que são desejadas para diferentes objetivos. Há
materiais semicondutores que possuem melhor desempenho para
a produção de gás hidrogênio, um combustível que não polui,
enquanto outros materiais semicondutores são mais eficazes para
a degradação de poluentes na água. Sabendo que há essas
diferenças, faça uma pequena pesquisa sobre as principais
características dos fotocatalisadores sugeridos abaixo.
(a) Óxido de níquel (NiO);
(b) Dióxido de titânio (TiO2);
(c) Dióxido de rutênio (RuO2);
(d) Trióxido de tungstênio (WO3).
34
combustíveis se faz extremamente necessária. Uma alternativa é o
uso do gás hidrogênio gerado pela quebra da molécula da água por
meio do uso de luz e fotocatalisadores, pois não há formação de
gases poluentes. A partir desse contexto, faça uma pesquisa para
responder as questões abaixo:
(a) Quais os materiais semicondutores mais pesquisados para
o uso de fotocatálise na produção de gás hidrogênio?
(b) Explique, de forma sucinta, os mecanismos por trás da
fotocatálise responsável pela produção de gás hidrogênio
através da água.
3) Os poluentes orgânicos estão cada vez mais presentes nas
águas dos rios e oceanos. Agrotóxicos, remédios, detergentes,
inseticidas, entre outros, são encontrados nas águas e podem
trazer malefícios tanto para a vida aquática quanto para a
saúde do ser humano. A fotocatálise pode ser aplicada para
degradar esses poluentes orgânicos em substâncias menos
nocivas. Com essas informações, escolha um poluente
orgânico e faça uma pequena pesquisa sobre o uso de
fotocatálise para a degradação deste composto.
4) Outra aplicação da fotocatálise se dá pela conversão de
dióxido de carbono (CO2), um gás que também agrava o efeito
estufa. Além de ser gerado pela queima de combustíveis
fósseis, o dióxido de carbono é expelido pela respiração da
maioria dos seres vivos e pela queima de lixo e de florestas,
por exemplo. Mais de um terço do CO2 emitido pela ação
humana vem sendo absorvido pelos oceanos nos últimos 50
anos, o que está modificando a estrutura química da água do
mar. A principal consequência é que o CO2 diminui o pH da
água e, quanto menor o pH, mais ácida a água fica. A
fotocatálise, ao ser usada para diminuir a quantidade de CO2,
pode ser comparada ao processo de fotossíntese das plantas.
Sabendo dessas informações, faça uma pequena pesquisa
sobre a fotossíntese e a fotocatálise para conversão de CO2,
elencando e enfatizando as semelhanças entre os dois
processos.
35
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CALIXTO, Bruno. Excesso de CO2 na atmosfera torna o oceano mais
ácido. Época, 2013. Disponível em: [Link]
colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2013/09/excesso-de-co2-
[Link]. Acesso em: 29 de
julho de 2021.
GARCIA, IRENE T. S.; PAZINATO, J. C. O.; VASCONCELOS, E. S.
Materiais para células fotocatalíticas. In: Paulo Cesar Piquini. (Org.).
Jornada Acadêmica Integrada/JAI UFSM. 35 ed. Santa Maria: FACOS-
UFSM, 2021, v. 1, p. 65-75. Disponível em: [Link]
app/uploads/sites/681/2021/05/Jornada-Academica-Integrada-JAI-
[Link]. Acesso em 20 de julho de 2020.
MARQUES, Fabielle C.; STUMBO, Alexandre M.; CANELA, Maria C.
Estratégias e materiais utilizados em fotocatálise heterogênea para
geração de hidrogênio através da fotólise da água. Química Nova, v.
40, p. 561-571, 2017.
NOGUEIRA, Raquel F. P.; JARDIM, Wilson F. A fotocatálise
heterogênea e sua aplicação ambiental. Química nova, v. 21, n. 1, p.
69-72, 1998.
PRADO, Alexandre GS. Química verde, os desafios da química do
novo milênio. Química Nova, v. 26, n. 5, p. 738-744, 2003.
SCHNEIDER, Jenny et al. (Ed.). Photocatalysis: fundamentals and
perspectives. Royal Society of Chemistry, 2016.
SILVA, Leonardo A. et al. Obstáculos epistemológicos no ensino-
aprendizagem de química geral e inorgânica no ensino superior:
resgate da definição ácido-base de Arrhenius e crítica ao ensino das
“funções inorgânicas”. Química nova na escola, v. 36, n. 4, p. 261-
268, 2014.
36
Você sabia que:
37
BOIA OU AFUNDA? UMA QUESTÃO DE DENSIDADE
38
A densidade de um objeto, seja ele um peso feito de ferro
ou de bambu, é nada mais que o resultado da divisão de sua massa
pelo seu volume.
Então, por exemplo, a densidade do ferro pode ser calculada
pela fórmula:
39
Observe que:
1- Se o objeto afunda é porque este corpo é mais denso que a
água, ou seja, a sua densidade é maior que 1 g/cm3
(densidade da água).
2- Se o corpo fica em equilíbrio no interior do líquido, no meio
do recipiente, é porque o corpo tem a mesma densidade da
água.
3- E, se o objeto flutua sobre a água é porque é menos denso
que a água, ou seja, a sua densidade é menor que 1 g/cm3.
Voltando ao desafio dos pesos, um deles é feito de bambu e
os demais de ferro. Podemos usar a densidade para descobrir qual
deles é de bambu. Vocês poderiam pedir que os pesos fossem todos
colocados em um recipiente com água. O bambu boia na água, pois
tem uma densidade menor, já os pesos de ferro vão afundar na água,
pois o ferro tem uma densidade maior que a água, conforme
mostrado na Tabela 1.
ATIVIDADE PROPOSTA
Neste momento, eu quero propor um experimento simples
em um copo, bacia ou qualquer outro recipiente com água. Escolha
cinco ou mais objetos para saber se os mesmos boiam ou afundam.
Para isto, basta jogá-los na água e observar. A partir deste
experimento, você poderá concluir quais objetos têm maior
densidade que o líquido (aqueles que afundam) e quais os que têm
menor densidade que o líquido (aqueles que boiam). Você pode jogar
na água um pedaço de madeira, uma pedra, areia, bolinha de gude,
uma tampa de caneta, a rolha de uma garrafa, etc. Ao final, veja quais
objetos eram mais densos que a água, pois afundaram nela, e quais
eram menos densos que a água, pois nela boiaram. Espero que possa
ser divertido. Ótimo trabalho.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
PERUZZO, F. M.; CANTO, E. L. Química na abordagem do cotidiano,
v. 1. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2006.
40
Escreva suas observações:
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41
DEFENSIVOS AGRÍCOLAS NATURAIS –
ALIMENTOS MAIS SAUDÁVEIS
INTRODUÇÃO
Para produzir os alimentos que chegam a nossa mesa, são
necessárias algumas técnicas como o controle de pragas e doenças
que atacam os sistemas de cultivo. Certas substâncias químicas
podem ser utilizadas para este fim: são os “defensivos agrícolas”.
Os defensivos agrícolas sintéticos são chamados, no Brasil, de
agroquímicos e, muitas vezes, são tóxicos. A nomenclatura
“agrotóxico”, quando utilizada, coloca em evidência sua toxicidade,
pois estes produtos são extremamente prejudiciais ao meio ambiente
e à saúde humana, deixando resíduos que contaminam os alimentos.
Na produção orgânica, ao invés destes produtos, são utilizadas outras
técnicas de controle de pragas e doenças, como o controle biológico,
com inimigos naturais, e o uso de defensivos agrícolas naturais,
obtidos a partir de plantas.
PRINCÍPIOS BÁSICOS
Com vistas à produção de alimentos mais saudáveis, sem
prejudicar o meio ambiente e a saúde humana, substâncias químicas
encontradas na natureza podem ser usadas como defensivos
agrícolas contra pragas e doenças no cultivo de alimentos.
A produção orgânica de alimentos tem sido incentivada
principalmente pela conscientização, por parte dos consumidores, dos
malefícios dos agrotóxicos, que contêm princípios ativos altamente
tóxicos, como compostos organosfosforados e organoclorados, que
além de carbono, hidrogênio e oxigênio, possuem na sua estrutura
átomos de fósforo e cloro, respectivamente. O uso excessivo e de
forma indevida dessas substâncias tem causado a contaminação de
solos agrícolas, de águas superficiais e subterrâneas, e de alimentos,
além de afetar a saúde humana e de outros animais, como as abelhas,
extremamente importantes para a polinização das flores e formação
de frutos e sementes.
42
No sistema de cultivo orgânico, esses compostos tóxicos são
proibidos gerando-se assim alimentos mais saudáveis e sempre de
forma sustentável, ou seja, minimizando ao máximo o impacto da
atividade de produção sobre o meio ambiente. Dentre as estratégias
utilizadas, empregam-se extratos obtidos a partir de partes de
plantas, como folhas ou raízes, para auxiliar no controle de pragas e
doenças que afetam a produção.
Esses defensivos naturais são obtidos a partir de plantas
como alecrim, capim cidreira, citronela, louro, neem, mamona,
cinamomo, eucalipto, arruda, cúrcuma, canela, orelha de pau, fumo,
etc. Essas plantas possuem compostos químicos ativos que têm
efeitos de inseticidas, ou como repelentes de insetos, fungicidas, de
indutor de resistência, como antimicrobiano, dentre outros.
As folhas de citronela (Figura 1), por exemplo, são ricas em
geraniol e citronelal, princípios ativos responsáveis por sua ação
como repelente contra insetos e como fungicida. Além do seu uso na
produção de alimentos, essa planta também pode ser utilizada como
repelente de insetos em nossas casas. Como mostra a figura, esses
compostos possuem carbono, hidrogênio e oxigênio na sua estrutura.
O citronelal é um aldeído e o geraniol é um álcool.
Figura 1 - Citronela e seus princípios ativos, citronelal e geraniol.
ATIVIDADE PROPOSTA
Procure, no quintal de sua casa, de amigos, parentes,
vizinhos, ou mesmo em floriculturas ou lojas de produtos naturais,
alguma das plantas mencionadas anteriormente e pesquise na
internet, quais são seus princípios ativos, estrutura química,
propriedades e aplicações. Você também pode experimentar
produzir extrato caseiro de citronela. Basta picar as folhas desta
43
planta e deixá-las imersas em álcool etílico 70%, em um frasco bem
fechado, em ambiente escuro, por 15 dias. Depois é só coar para
remover as folhas.
A conscientização a respeito deste assunto e o
desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis, incluindo o uso
de defensivos agrícolas naturais, são fundamentais para preservar o
meio ambiente e a saúde de todos. Nesse sentido, a Química pode
contribuir, extraindo e industrializando esses princípios ativos
presentes nas plantas, de forma a potencializar e facilitar sua
aplicação no controle de pragas e doenças, contribuindo para a
produção de alimentos mais saudáveis.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BASTOS, F. A. & PEREIRA, I. V. A temática “agrotóxico” no ensino de
QUÍMICA em sala de aula: análise de textos publicados na literatura.
Quim. Nova Esc. 2020, 42, 373-381.
BRAIBANTE, M. E. F. & ZAPPE, J. A. A química dos agrotóxicos. Quim.
Nova Esc. 2012, 34, 10-15. Disponível em:
[Link]
citronela-passo-passo/. Acessado em 01/10/2021/13.55.
JARDIM, I. C. S. F. & ANDRADE, J. A. Residues of pesticides in food: a
global environmental preoccupation – focussing on apples. Quim.
Nova 2009, 32, 996-1012.
LONDRES, Flavia. Agrotóxicos no Brasil: um guia para ação em defesa
da vida. AS-PTA – Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura
Alternativa: Rio de Janeiro. 2011. 190p.
MACILWAIN, C. Organic: Is it the future of farming?. Nature. 2004,
428, 792-793.
MAMPRIM, A. P. et al. Effect of natural pesticides and plant extracts
on biological parameters of Metarhizium anisopliae (Metsch.) Sorok.
Semin. Cienc. Agrar. 2013, 34, 1451-1466.
SILVA, L. L. M. & GARRIDO, R. G. Organofosforados e organoclorados:
toxicologia médica e reflexos ambientais. Rev. Soc. Dev. 2021, 10,
e313101018853.
VELOSO, R. A. et al. Composition and fungitoxicity of essential oil of
citronella grass as affected by organic fertilization. Pesq. Agropec.
Bras. 2012, 47, 1707-1713.
44
Você sabia que:
45
DESENVOLVIMENTO DE MEDICAMENTOS
Diego Defferrari
ATIVIDADE PROPOSTA
Você será o responsável pela criação de um novo fármaco.
Para tal, você deverá estudar a absorção, pelo trato gastrointestinal, da
molécula que irá criar.
Para esse fim, você deverá utilizar o software SwissADME,
produzido pelo Instituto Suíço de Bioinformática. A Suíça é um país
famoso pelas suas indústrias farmacêuticas. Esse software é totalmente
livre e não requer nenhuma instalação no seu computador. Você
deverá acessar o site [Link] Nesta página haverá
dois quadrados, como mostrado na figura a seguir.
Figura – Janela de abertura do software SwissADME.
Fonte: [Link]
46
esquerda você encontra as opções de ligações químicas e cargas
elétricas. À direita estão os elementos químicos que serão utilizados
para o desenho das estruturas. Na parte de baixo, encontram-se as
moléculas cíclicas já prontas, como essas são muito comuns, facilita o
trabalho na hora de desenhar. Quando a estrutura estiver desenhada,
clique na seta dupla dentro do círculo que se encontra entre os dois
quadros. O quadro da esquerda é o local a ser utilizado para desenhar
as moléculas. No quadro da direita, aparecerão os códigos que o
programa usa para a análise. Assim, por exemplo, o código
C1=CC=CC=C1 aparecerá no quadro à direita. Agora você pode
desenhar a estrutura do Ácido Acetilsalicílico, conhecido pelo nome
comercial de Aspirina. Quando a estrutura estiver pronta, faça a
mesma coisa: clique no botão entre os dois quadros. Assim que o novo
código (CC(=O)OC1=C(C=CC=C1)C(O)=O) aparecer no quadro, clique no
botão Run! na parte inferior direita.
A sua análise está pronta. O software gerou os dados
referentes às moléculas que você desenhou. Agora, está na hora de
comparar a absorção gastrointestinal das duas. Para isso, você deve
procurar dentro do parâmetro Pharmacokinetics, o parâmetro GI
Absorption. Esse parâmetro indica quão boa é a absorção da molécula
pelo estômago e/ou intestino. Ele é dividido em três níveis: alto (High),
moderado (Moderate) e baixo (Low). Como você pode ver, o benzeno
(primeira estrutura desenhada) possui uma absorção baixa, enquanto
a Aspirina (segunda estrutura desenhada) possui uma absorção alta, e
esse é um dos motivos pelos quais ela é considerada como um bom
exemplo de medicamento. Parabéns, agora você já está apto a
desenhar as suas próprias moléculas e descobrir se elas podem ser ou
não absorvidas pelo trato gastrointestinal.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
AMARAL, A. T.; ANDRADE, C. H. ; KUMMERLE, A. E. ; GUIDO, R. V. C. . A
evolução da uímica edicinal no Brasil: avanços nos 40 anos da
Sociedade Brasileira de uímica. Química Nova, v. 40, n. 6, p. 694 -
700, 2017.
SA TOS, V. O SA VES, A. ARA O, C. Abordagem didá ca para o
desenvolvimento de moléculas bioa vas: regra dos cinco de Lipins i e
preparação de heterociclo 1, 3, 4 - oxadiazol em forno de micro-ondas
domés co. , v. 41, n. 1, p. 110 - 115, 2018.
47
SABÕES
PRINCÍPIOS BÁSICOS
Os triglicerídeos são constituintes majoritários de gorduras e
óleos e são importantes para o desenvolvimento da planta. São
encontrados em organismos animais e vegetais. Nos animais, os
triglicerídeos estão relacionados à formação de substâncias
reguladoras, como os hormônios, bem como à estocagem de energia.
Como aplicação tecnológica, as pessoas utilizam óleos e
gorduras na área de alimentação humana e animal. O principal
exemplo disso são os processos de fritura, no qual se consegue elevar
a temperatura do alimento acima dos 200 °C. Contudo, a ingestão
exagerada de triglicerídeos saturados e compostos com isomeria
trans8 causam problemas relacionados à saúde.
8
Composto orgânico que apresenta os grupos substituintes em lados opostos em
relação aos carbonos em dupla ligação.
48
Outra aplicação muito importante é a indústria do biodiesel,
que pode-se valer tanto de gordura animal quanto vegetal.
No processo de formação dos sabões, um triglicerídeo reage
com uma base forte e produzindo um sal de ácido graxo (derivado do
triglicerídeo) e glicerina. A Figura 1 demonstra a estrutura de um
triacil-glicerol e a reação com hidróxido de sódio. É importante
observar que, nesta reação, são necessárias, para cada molécula de
triglicerídeo, três de hidróxido de sódio (NaOH) para que esta reação
ocorra com máximo rendimento. Além disto, são formadas três
moléculas do sal de ácido graxo (sabão) e uma molécula de glicerina.
49
Figura 2 - Representação do sabão (a), da sujeira (b) e de uma micela
(c) formada por moléculas de sabão com a sujeira dispersas em água.
a) b) c)
ATIVIDADE PROPOSTA
A reação para formação de um sabão é um experimento
relativamente simples de ser feito. Você pode usar restos de gordura
provenientes de frituras e cinzas que sobram da queima do carvão
quando preparar um churrasco. Você pode misturar esses
ingredientes e colocar em uma forma esperando endurecer. Teste
diferentes proporções entre o óleo e a cinza e observe o resultado,
mas use luvas durante o manuseio, e não use o sabão para tomar
banho.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
FELIPE, L. O.; Dias, S. C.; Surfactantes sintéticos e biossurfactantes:
vantagens e desvantagens. Quim. Nova Esc. 2017, 39, 228-236.
Le COUTER, P. et. al. Os Botões de Napoleão - As 17 moléculas que
mudaram a química, Zahar: Rio de Janeiro, 2006, 247-265.
McMURRY, J. Quimica Orgânica. V. 2, 6. ed. Thomson Learning: São
Paulo, 2005, 782-783.
50
Escreva suas observações:
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51
UM RAPAZ CHAMADO MICHAEL FARADAY
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usinas hidrelétricas, a movimentação de motores elétricos, e o
aquecimento em fornos de indução.
Quando estamos dentro de um carro em uma tempestade de
raios, sabemos que estamos seguros contra a eletricidade, porque
Faraday demonstrou que a carga externa não tinha influência sobre o
que está dentro de uma gaiola de metal. Isso ocorre porque as cargas
externas se redistribuem de modo que os campos internos que
emanam delas se cancelam.
Michael Faraday, também tornou possível o entendimento
do processo da transformação de substâncias com o uso da
eletricidade, procedimento que havia sido descoberto pelo químico
inglês William Nicholson em 1800. Essa descoberta deu origem a uma
área de estudo que é conhecida como eletroquímica, cujos princípios
básicos são chamados até hoje de “ eis de Faraday”.
Uma das maiores contribuições de Faraday está na
descoberta de que a expansão rápida de um gás leva à absorção de
calor a sua volta. Esse processo é usado até hoje nos refrigeradores.
Desde as civilizações do Egito antigo, o homem procurava dominar a
tecnologia do frio e muitos cientistas trabalharam em tempos
diferentes nesse assunto. O domínio desse assunto permitiu a
Faraday liquefazer gases que na época eram ditos permanentes,
como o gás carbônico e o cloro. Hoje, a conservação de alimentos,
medicamentos e vacinas é possível graças a essa descoberta.
Faraday conseguiu isolar o benzeno do óleo de baleia, e
desenvolveu vidros de excelente qualidade, sendo possível
aperfeiçoar o telescópio. Também obteve substâncias novas, dois
cloretos de carbono, como o hexacloro etano e o tetracloro eteno.
Faraday foi homenageado pela Universidade de Oxford e pela
“Royal Society”. Apesar de todo o sucesso, Michael continuou sendo
uma pessoa simples, que gostava de ser cientista e não estava muito
preocupado com o prestígio da posição. Essa postura fez com que
rejeitasse se tornar presidente da “Royal Society” e também títulos
de nobreza. Acabou ganhando uma casa que é hoje chamada de Casa
Faraday, na Hampton Court Road, 37. Ele fez vários trabalhos como
perito e também contribuiu com muitos projetos para o governo de
seu país. Mas, quando foi chamado a aconselhar o governo sobre a
produção de armas químicas para uso na Guerra da Crimeia, Faraday
se recusou a colaborar. Além de um grande cientista, Faraday foi um
cidadão ético que não se desviou de seus princípios e, até hoje, faz
parte de nossas vidas.
53
Contam que certa vez a Rainha Vitória visitou Michael em seu
laboratório. Ele ficou muito entusiasmado e mostrou à rainha suas
invenções e descobertas. Mas a Rainha, sem entender muito do que
se tratava e, com um espírito prático, ao final perguntou:
- Mas para que servem todas essas coisas?
Michael respondeu-lhe:
- E para que serve um bebê?
Essa passagem mostra que, muitas vezes, os pesquisadores
descobrem algo que, no momento parece não ter muita utilidade,
mas que no futuro pode ser importante. Mas a ciência, como todo o
bebê, cresce e mostra sua utilidade.
Ele também foi uma pessoa muito religiosa, o que nos mostra
que religião não precisa brigar com a ciência, como creem alguns.
Faraday morreu em sua casa em 25 de agosto de 1867, aos
75 anos, mas sua obra vive até hoje e torna nossa vida melhor todos
os dias.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
WILSON, Grove. Os grandes homens da ciência: suas vidas e
descobertas. São Paulo: Companhia Nacional, 1963, 344p.
BRITANNICA. Teoria de eletroquímica de Michael Faraday. Disponível
em: [Link]
of-electrochemistry. Acessado em: 20/02/2021 às 14h.
54
Você sabia que:
55
UMA DONA DE CASA CHAMADA AGNES POCKELS
56
Mas a vida da moça foi uma sucessão de desgraças: pai
doente, mãe doente, irmão doente. Ela acabou virando a enfermeira
da casa.
Encorajada pelo apoio de Lorde Rayleigh e pelas publicações
na revista científica Nature, ela finalmente ousou submeter seus
artigos aos periódicos alemães, e conduziu experimentos bem-
sucedidos por dez anos. Em 1909 publicou suas observações do
ângulo de contato, um tipo de medida que permite verificar a
afinidade de um líquido por uma superfície sólida ou entre líquidos
imiscíveis. Agnes viveu muitos anos e até 1926 publicou seus
trabalhos. Em 1931 foi homenageada pela Sociedade Germânica de
Coloides. Morreu em novembro de 1935.
Ela uma vez afirmou: “minha grande alegria é saber que meu
trabalho está sendo usado por outros para suas investigações." Agnes
é uma das grandes cientistas que desenvolveu uma área da Química,
a Físico-Química de Interfaces. Hoje essa é a ciência que está
envolvida no preparo de nanomateriais, na recuperação de óleo
derramado, na produção de plásticos, entre outras.
Algumas questões para você refletir:
1) Você pode imaginar quão difícil é aprender algo com esforço
próprio, sem frequentar um ambiente acadêmico?
2) Você pode imaginar a ansiedade por receber uma resposta
aos seus experimentos, e essa resposta nunca chegar,
simplesmente porque não deram atenção a quem não teve
acesso à educação?
3) Você faz ideia de que, para poder ser reconhecida, primeiro
um cientista do sexo masculino, inteligente e justo, como o
Lorde Rayleigh, teve que reconhecer seu talento e ser ético o
bastante para dar crédito à verdadeira dona das ideias?
4) Você pode imaginar quantas meninas nestes anos todos
poderiam ter contribuído para a ciência, e que simplesmente
não o fizeram por não terem apoio adequado?
57
ATIVIDADES PROPOSTAS
1) Você pode pesquisar por que lavar um prato sujo com água pura é
tão difícil, e com sabão ou detergente o processo se torna fácil.
2) Encha uma bacia com água e jogue uma pedra bem no meio. A
seguir adicione um pouco de óleo na superfície da água e,
novamente, jogue a pedra. Você deve observar o amortecimento
de ondas quando gotas de óleo são colocadas na superfície da
água.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
DERRICK, E. M.; POCKELS, Agnes. 1862-1935; Journal of Chemical
Education, 59 (1982) 1030. Disponível em: [Link]
ed059p1030.
OSTWALD, W. Die Arbeiten von Agnes Pockels über Grenzschichten
und Filme. Kolloid-Zeitschrift 58, 1–8 (1932). Disponível em:
[Link]
POCKELS, A.; RAYLEIGH, J., Nature, n. 43, 1891, p. 437-438.
58
Você sabia que:
59
ALGUMAS PALAVRAS PARA NOS DESPEDIRMOS
60
SOBRE OS AUTORES
61
Julia Cristina Oliveira Pazinato é graduada em Química Industrial e
mestra em Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Atualmente é aluna de doutorado no Programa de Pós-graduação em
Química desta instituição. Tem experiência na área de físico-química
e química de materiais, atuando principalmente no estudo e síntese
de óxidos de metais de transição para aplicação em fotocatálise. E-
mail para contato: [Link]@[Link].
Marcelo Vieira Migliorini é bacharel e licenciado em Química
(UFPel), mestre e doutor em Química (PPGQ-UFRGS), professor
adjunto de Ciências Químicas da Universidade Estadual do Rio
Grande do Sul (Uergs), e professor permanente no Mestrando
Profissional em Formação Docente para Ciências, Tecnologias,
Engenharias e Matemática (PPGSTEM-Uergs). E-mail para contato:
marcelo-migliorini@[Link].
Marco Antônio Moreira de Oliveira é formado em Química (UFRJ),
especialista em ensino de Química para professores do Nível Médio
(PUC/RJ), e aluno do Mestrado Profissional em Formação Docente
para Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática (PPGSTEM-
Uergs). E-mail para contato: marco-oliveira01@[Link].
Quelen Bulow Reiznautt é licenciada e bacharela em Química pela
Universidade Federal de Pelotas, e mestre e doutora em Química
pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi Professora
substituta de Química no Instituto Federal do Rio Grande do Sul -
Campus Canoas (de 2013 a 2015), professora de Química Geral no
Centro Universitário Cinecista de Osório (2015), e é professora de
Química na Educação Básica, na Escola Estadual de Ensino Médio
Raul Pilla. E-mail para contato: quelen-breiznautt@[Link].
Sheila Pereira Krigger é formada em Química Industrial na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atuou como monitora de
diversas disciplinas durante a graduação, e também realizou iniciação
científica nas áreas de ciência dos alimentos e de química analítica.
Atualmente é aluna de mestrado em Química na mesma universidade
e atua como professora voluntária no cursinho pré-vestibular popular
da cidade de Guaíba, RS, onde reside. E-mail para contato:
sheilakrigger@[Link].
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