Guia Completo sobre Homicídio no Direito Penal
Guia Completo sobre Homicídio no Direito Penal
Olá, Alunos!
Sejam bem-vindos!
Esse material foi elaborado com muito carinho para que você
possa absorver da melhor forma possível os conteúdos e se
preparar para a sua 2ª fase, e deve ser utilizado de forma
complementar junto com as aulas.
Com carinho,
Equipe Ceisc ♥
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2ª FASE OAB | PENAL | 4 2º EXAME
Direito Penal
SUMÁRIO
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1.3.10 Homicídio contra menor de 14 anos.................................................................................15
1.3.11 Homicídio privilegiado-qualificado....................................................................................15
1.4. Homicídio culposo..................................................................................................................15
1.4.1 Conceito................................................................................................................................15
1.4.2 Modalidades de culpa..........................................................................................................16
1.4.3 Concorrência e compensação de culpas...........................................................................16
1.4.4 Perdão judicial.......................................................................................................................16
1.5 Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio........................................................................17
1.5.1 Conceito de suicídio.............................................................................................................17
1.5.2 Automutilação.......................................................................................................................17
1.5.3 Sujeito ativo e passivo..........................................................................................................17
1.5.5 Elemento subjetivo...............................................................................................................18
1.5.6 Consumação e tentativa......................................................................................................18
1.5.7 Figuras típicas qualificadas..................................................................................................19
1.5.8 Formas majoradas...............................................................................................................19
1.5.9 Pacto de morte......................................................................................................................20
1.6 Infanticídio................................................................................................................................20
1.6.1 Conceito................................................................................................................................20
1.6.2 Elementos do tipo objetivo...................................................................................................20
1.6.3 Sujeitos do delito...................................................................................................................21
1.6.4 Consumação e tentativa......................................................................................................22
1.7 Aborto.......................................................................................................................................22
1.7.1 Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento...........................................22
1.7.2 Aborto provocado por terceiro.............................................................................................23
1.7.3 Aborto consensual................................................................................................................23
1.7.4 Aborto legal...........................................................................................................................24
Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas do curso preparatório
para a 2ª Fase do 42º Exame da OAB e deve ser utilizado como um roteiro para as respectivas
aulas. Além disso, recomenda-se que o aluno assista as aulas acompanhado da legislação
pertinente.
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Para dar o soco missioneiro, leia os principais artigos sobre Crimes contra à vida
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Crimes contra a vida
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hipótese do crime impossível, não sendo punível nem sequer a tentativa, conforme dispõe o
artigo 17 do Código Penal. Em síntese, o fato será atípico.
Assim, arma com balas velhas, que não deflagram; arma com defeito mecânico, sem
potencialidade lesiva; arma de brinquedo = meios absolutamente ineficazes = crime impossível.
Arma com balas velhas, mas que podem ou não disparar = meio relativamente ineficaz
= pode configurar tentativa punível.
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1.1.5 Consumação
Consuma-se o crime de homicídio quando da ação humana resulta a morte da vítima.
Ocorre com a cessação da atividade encefálica, conforme se extrai do artigo 3º da Lei nº
94.34/97 (que disciplina o transplante de órgãos).
A materialidade, ou seja, a existência do crime de homicídio e a causa da morte, é
atestada pelo exame necroscópico, em que o médico legista aponta a ocorrência da morte e
suas causas.
1.1.6 Tentativa
Tratando-se de crime material, o homicídio admite a tentativa, que ocorrerá quando,
iniciada a execução do homicídio, este não se consumar por circunstâncias alheias à vontade
do agente.
Para a tentativa, é necessário que o crime saia de sua fase preparatória e comece a ser
executado, pois somente quando se inicia a execução é que haverá início de fato típico.
Para o reconhecimento da tentativa devem estar presentes três fatores: a) prova
inequívoca que a intenção do agente era matar a vítima; b) tenha havido início de execução do
homicídio; c) que o resultado morte não tenha ocorrido por circunstâncias alheias à vontade do
agente.
EXEMPLO:
Pai desesperado pelo vício que impregna seu filho e vários outros alunos, mata um
traficante que distribui drogas num colégio, sem qualquer ação eficaz da polícia para contê-lo.
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1.2.2 Motivo de relevante valor moral
Diz respeito a um interesse particular, interesse de ordem pessoal.
Será motivo de relevante valor moral aquele que, em si mesmo, é aprovado pela ordem
moral, pela moral prática, como, por exemplo, a compaixão ou piedade ante o irremediável
sofrimento da vítima.
Exemplo: Eutanásia.
EXEMPLO:
Conduta de réu cuja filha menor fora seduzida e corrompida por seu ex-empregador; do
que fora provocado e mesmo agredido momentos antes pela vítima.
O texto legal exige que o impulso emocional e o ato dele resultante sigam-se
imediatamente à provocação da vítima, ou seja, tem de haver a imediatidade entre a
provocação injusta e a conduta do sujeito.
Convém ressaltar que tal circunstância não se confunde com a atenuante contida no
artigo 65, inciso III, alínea “c”, parte final. Trata-se de cometer um delito sob a influência de
violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima.
A diferença reside no fato de que o privilégio requer imediatidade entre provocação e
reação (requisito desnecessário na atenuante) e que a violenta emoção domine o agente (na
atenuante, basta que o influencie).
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Dizem respeito aos motivos determinantes do crime e aos meios e modos de execução,
reveladores de maior periculosidade ou extraordinário grau de perversidade do agente.
Portanto, da pena de reclusão de 06 a 20 anos, prevista para o homicídio simples, passa-
se ao mínimo de 12 e ao máximo de 30 para a figura qualificada.
Tentado ou consumado, o homicídio doloso qualificado é crime hediondo, nos termos do
artigo 1º, inciso I, da Lei nº 8.072/90.
b) Motivo torpe
TORPE: é o motivo repugnante, abjeto, vil, que causa repulsa excessiva à sociedade.
Exemplo: matar alguém para adquirir-lhe a herança, por ódio de classe, vaidade e prazer
de ver sofrer.
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1.3.4 Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou
cruel, ou de que possa resultar perigo comum
Trata-se de qualificadora objetiva, pois diz respeito aos modos de execução do crime de
homicídio, os quais demonstram certa perversidade.
a) Emprego de veneno
Meio insidioso existe no homicídio cometido por intermédio de estratagema, perfídia. O
veneno é um meio insidioso.
É necessário, para a incidência da qualificadora, que o veneno seja propinado
insidiosamente. Assim, se há emprego de violência no sentido de que a vítima ingira a
substância, não ocorre a qualificadora, podendo incidir o meio cruel.
c) Emprego de asfixia
Asfixia é o impedimento da função respiratória e consequente ausência de oxigênio no
sangue. A asfixia pode ser tóxica ou mecânica. Asfixia tóxica pode se dar pelo ar confinado,
pelo óxido de carbono e pelas viciações do ambiente. As asfixias mecânicas são: enforcamento,
imprensamento, estrangulamento, afogamento e esganadura.
d) Emprego de tortura
É o suplício, ou tormento, que faz a vítima sofrer desnecessariamente antes da morte. É
o meio cruel por excelência. O agente, na execução do delito, utiliza-se de requintes de
crueldade como forma de exacerbar o sofrimento da vítima, de fazê-la sentir mais intensa e
demoradamente as dores.
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A Lei nº 9.455/97, ao definir a tortura, comina pena de 08 a 16 anos de reclusão na
hipótese de resultar morte (Art. 1º, § 3º, 2ª parte). Trata-se de crime qualificado pelo resultado
e preterdoloso, em que a tortura é punida a título de dolo e o evento qualificador (morte), a título
de culpa. Aplica-se no caso de haver nexo de causalidade entre a tortura, seja física ou moral,
e o resultado agravador.
Ocorrendo dolo quanto à morte, seja direto ou eventual, o sujeito só responde por
homicídio qualificado pela tortura (Art. 121, § 2º, inciso III, 5ª fig), afastada a incidência da lei
especial.
e) Meio cruel
São cruéis aqueles meios que aumentam inútil e desnecessariamente o sofrimento da
vítima ou revelam brutalidade ou sadismo fora do comum, contrastando com os sentimentos de
dignidade, de humanidade ou piedade.
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b) Emboscada
Emboscada é a tocaia. Significa ocultar-se para poder atacar, o que, na prática, é a
tocaia. O agente fica à espreita do ofendido para agredi-lo.
É a ação premeditada de aguardar oculto a presença da vítima para surpreendê-la com
o ataque indefensável. É a espera dissimulada da vítima em lugar por onde esta terá de passar.
Na emboscada, o criminoso aguarda escondido a passagem da vítima desprevenida, que é
surpreendida.
c) Mediante dissimulação
Dissimular é ocultar a verdadeira intenção, agindo com hipocrisia. Nesse caso, o
agressor, fingindo amizade ou carinho, aproxima-se da vítima com a meta de matá-la.
É a ocultação da intenção hostil, do projeto criminoso, para surpreender a vítima. O
sujeito ativo dissimula, isto é, mostra o que não é, faz-se passar por amigo, ilude a vítima, que,
assim, não tem razões para desconfiar do ataque e é apanhada desatenta e indefesa.
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b) Conexão consequencial
Há conexão consequencial quando o homicídio é cometido a fim de assegurar a
ocultação, impunidade ou vantagem em relação a outro delito.
Na ocultação, o sujeito visa a impedir a descoberta do crime. Ex. o incendiário mata a
testemunha do crime.
Na impunidade, o crime é conhecido, enquanto a autoria é desconhecida. Ex. o sujeito
mata a testemunha de um desastre ferroviário criminoso.
Pode ocorrer que o sujeito execute o homicídio a fim de assegurar vantagem no tocante
a outro delito. Ex. o sujeito mata o parceiro do roubo com a finalidade de ficar com todo o
produto do crime. Não é necessário que a vantagem seja patrimonial, podendo ser moral.
1.3.7 Feminicídio
A partir da edição da Lei nº 13.104/2015, o crime de homicídio passou a ser qualificado
também se praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.
Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve:
I - violência doméstica e familiar;
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
Nos termos do artigo 121, § 7º, do Código Penal, com redação dada pela Lei nº
13.771/2018, a pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for
praticado:
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto
II - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou com doenças
degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental;
III - na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima;
IV - em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e
III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006.
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1.3.9 Emprego de Arma de Fogo de uso restrito ou proibido
Com a derrubada do veto pelo Congresso foi incluída a qualificadora do artigo 121,
parágrafo 2°, VIII, a qual diz respeito sobre o emprego de arma de fogo de uso restrito ou
proibido.
Trata-se de uma qualificadora objetiva que diz respeito sobre a execução do crime de
homicídio.
Ademais, restou incluída uma causa de aumento específica (art. 121, parágrafo 2b):
§ 2º-B. A pena do homicídio contra menor de 14 (quatorze) anos é aumentada de:
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o
aumento de sua vulnerabilidade;
II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge,
companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver
autoridade sobre ela.
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1.4.2 Modalidades de culpa
a) Imprudência
A imprudência é a prática de um fato perigoso. Consiste na violação das regras de
conduta ensinadas pela experiência. É o atuar sem precaução, precipitado, imponderado. Há
sempre um comportamento positivo.
Exemplo: manejar arma carregada.
b) Negligência
A negligência é a ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado. É
a culpa na sua forma omissiva. O negligente deixa de tomar, antes de agir, as cautelas que
deveria.
Exemplo: deixar arma de fogo ao alcance de uma criança.
c) Imperícia
Imperícia é a falta de aptidão para o exercício de arte ou profissão. A imperícia pressupõe
que o fato tenha sido cometido no exercício da arte ou profissão.
Exemplo: Engenheiro que constrói um prédio cujo material é de baixa qualidade, vindo
este a desabar e a provocar a morte dos moradores.
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que qualquer pena que se lhe pudesse aplicar. Por isso, surge a hipótese do perdão. O crime
existiu, mas a punibilidade é afastada.
1.5.2 Automutilação
A autolesão não é punida. O que constitui crime é a conduta de induzir, instigar ou auxiliar
a vítima a se automutilar, ou seja, de causar lesões em si própria.
EXEMPLO:
O agente que, valendo-se da insanidade da vítima, convence-a a se matar, incide no
artigo 121.
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a) Ação nuclear
Trata-se de um tipo misto alternativo (crime de ação múltipla ou de conteúdo variado). O
agente, ainda que realize todas as condutas, responde por um só crime.
A participação em suicídio ou automutilação pode ser moral e material. Participação
moral é a praticada por intermédio de induzimento ou instigação. Participação material é a
realizada por meio de auxílio.
Induzir
Induzir significa dar a ideia a quem não possui, inspirar, incutir. Portanto, nessa primeira
conduta, o agente sugere à vítima que dê fim à sua vida ou se automutile.
Instigar
Instigar é fomentar uma ideia já existente. Trata-se, pois, do agente que estimula a ideia
que alguém anda manifestando.
Prestar auxílio
Auxílio: Trata-se de forma mais concreta e ativa de agir, pois significa dar apoio material
ao ato suicida. Exemplo. o agente fornece a arma utilizada para a vítima dar fim à sua vida ou
se automutilar.
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1.5.7 Figuras típicas qualificadas
EXEMPLO:
É o caso, por exemplo, de o sujeito induzir a vítima a suicidar-se para ficar com a
herança.
b) Se a vítima é menor
Em segundo lugar, a pena é majorada quando a vítima é menor. Qual a idade para efeito
da majorante?
Se a vítima é maior de 18 anos, aplica-se o caput do artigo 122.
Se a vítima é menor de 14 anos, há crime de HOMICÍDIO.
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Por fim, é de ressaltar que o suicida com RESISTÊNCIA NULA, pelos abalos ou
situações supramencionadas, incluindo-se a idade inferior a 14 anos, é vítima de HOMICÍDIO,
e não de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio.
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EXEMPLO:
Mãe, sob influência do estado puerperal, percebe que o filho está morrendo sufocado
com o leite materno e nada faz para impedir o resultado morte. Incide, no caso, o disposto no
artigo 13, § 2º, do CP.
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Segundo boa parte da doutrina, estando a mulher sob influência do estado puerperal,
responde ela por infanticídio, delito que também será atribuído aos eventuais concorrentes do
fato, uma vez que se trata de circunstância de caráter pessoal que constitui elementar do crime.
Logo, comunica-se aos coautores ou partícipes, nos termos do artigo 30 do Código Penal.
EXEMPLO:
A genitora ao tentar sufocar a criança com um travesseiro, tem a sua conduta impedida
por terceiros.
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Assim, há a previsão separada de dois crimes: um para a gestante que consente na
prática abortiva (Art. 124 do CP); e outro para o terceiro que executou materialmente a ação
provocadora do aborto (Art. 126 do CP). Há aqui, perceba-se, mais uma exceção à teoria
monista adota pelo Código Penal em seu artigo 29.
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1.7.4 Aborto legal – Art. 128, CP
a) Aborto necessário ou terapêutico
É a interrupção da gravidez realizada pelo médico quando a gestante estiver correndo
perigo de vida e inexistir outro meio para salvá-lo. A excludente da ilicitude em estudo do crime
de aborto somente abrange a conduta do médico. Não obstante isso, a enfermeira, ou parteira,
não responderá pelo delito em questão se praticar o aborto por força do artigo 24 do Código
Penal (estado de necessidade, no caso, de terceiro).
b) Aborto humanitário, sentimental ou piedoso
O aborto humanitário, também denominado ético ou sentimental, é autorizado quando a
gravidez é consequência do crime de estupro e a gestante consente na sua realização.
Para se autorizar o aborto humanitário são necessários os seguintes requisitos:
a) gravidez resultante de estupro;
b) prévio consentimento da gestante ou, sendo incapaz, de seu representante legal.
A lei não exige autorização judicial, processo judicial ou sentença condenatória contra o
autor do crime de estupro para a prática do aborto sentimental, ficando a intervenção a critério
do médico. Basta prova idônea do atentado sexual.
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