Siglo de oro
Século XVI (renascimento) a sec. XVII (barroco).
No século XVII havia também companhias de atores itinerantes.
- No palácio dos nobres tinha prevalecido o hábito de dar
espetáculos teatrais a um publico que não abrangia
unicamente personagens de alto nível social.
O teatro espanhol desta época demarca-se no facto de
encontrarmos entre os principais comitentes a Igreja, que não
promove apenas o teatro de inspiração religiosa, mas também
teatros profanos, organizados alias no interior das próprias
igrejas.
- Os mesmos atores vão interpretar quer textos religiosos quer
profanos. Vão se destacar 3 dramaturgos: Lopes de veja; tirso
de molina; e pedro Calderón de la barca.
Teatro religioso: comedias de santos e autos sacramentais.
Comédias de santos:
- Eram representadas nas recorrências dos dias dedicados aos
santos mais venerados ou no decorrer dos processos de
beatificação
- A vida do santo torna-se um verdadeiro modelo místico
destinado a passar a mensagem divina que não pode ser
interpretada a partir da leitura aos comuns mortais.
- A roupa era igual as das representações profanas nos santos
que em que a juventude fora passada em terra, mas na
metamorfose deste para santo, a indumentária muda e a
conversão também é feita à frente do publico.
- A escolhas cenográfica esta relacionada com a experiência
mística.
- O santo despreza a realidade e revela por detrás dela a
verdade autêntica: adivinha a miséria moral que se esconde
por detrás do luxo; e encontra no pobre a criatura amada por
Deus e nos animais e na vida vegetal e mineral uma reflexão
do divino.
É assim que ele se eleva da condição humana até à divindade.
Autos sacramentais:
- Personagens alegóricas e reais encontram-se num espaço
metafisico e moral.
- Destinado a reavivar a fé do povo
- desenvolveu-se de forma semelhante ao teatro aristocrático
profano
Espaço cénico:
- A comédias dos santos eram por vezes representados sob
carros, semelhantes aos das festas profanas do Renascimento.
O espetáculo é deslocado e passado por várias cidades.
Teatro dos corrales:
Literatura barroca: No drama clássico o destino é uma das
principais forças da ação, nada se pode opor ao mesmo. No
drama barroco o interesse passa para as dificuldades inerentes
ao exercício do poder, da vontade e da razão diante da
realidade política corrupta, cruel e cínica e do descontrole das
paixões, gerando uma perene e dolorosa tensão entre o desejo
por um mundo harmonioso, belo e santificado e a impressão de
que tudo se dirige para a catástrofe e a destruição, sem
qualquer esperança para o homem.
La vida es sueno: o principe Segismundo encontra-se em
cativeiro e questiona o sentido da vida. O pai prende-o com
medo de um oráculo que afirmva que este iria o derrotar e
humilhar perante o povo (destino). – figuras do periodo classico
e do barroco.
Há tres jornadas.
1ª: Rosaura chega à Polónia disfarçada de homem. O rei solta
segismundo por um dia para se sentir menos culpado. Se
houvesse sinal de perigo, este seria de novo preso e os
sobrinhos do rei iriam herdar o trono.
2ª: antes do libertar, segismundo é drogado e colocado num
slao como principe. Segismundo comporta-se como um tirano e
é preso de novo e é drogado novamente e convencido de que
foi tudo um sonho.
3ª : o povo descobre a existencia de segismundo e revolta-se. o
povo ganha a batalha. O rei é portanto huminlhado.
- Tempo da transição entre o geocentrismo (terra como centro)
para o heliocentrismo (sol como centro) o que desafiou a igreja
católica. E do colonialismo e da descoberta da América que
gerou temas de civilização versus barbárie.
- Temas como o amor e a honra eram comuns nas
dramaturgias.
- Há uma hipocrisia vigente. Os valores prezados pela classe
dominante eram desprezados/anulados na classe popular. Os
valores de honra e lealdade são substituídos por vezes pelos de
revolta e da solidariedade.
Os teatros públicos floresceram em Espanha. Os velhos corrales
são ampliados e renovados e outros construídos de novo.
(século XVII)
Corrales: pátios rodeados pelas paredes de casas particulares,
onde num dos lados era contruído o palco.
Não houve tanta polêmica com os atores dos corrales como
com os outros pois o teatro publico era geralmente propriedade
da igreja; eram chamados para representar na corte; e eram
integrados no contexto da celebração religiosa.
Companhias estáveis: representavam em corrales das grandes
cidades
- Tinham um diretor (chamado autor porque os primeiros
diretores eram também dramaturgos)
- Sistemas hierárquica: a escolha de papeis e o salário era
consoante o nível do ator.
Companhias itinerantes (não autorizadas): - erguiam os seus
palcos nas tavernas e nas praças públicas dos centros mais
pequenos.
- Assentavam num sistema cooperativo das “partes”
O herói nos dramas espanhóis era a encarnação dos valores
aristocráticos entendidos como valores nacionais. Os seus
traços característicos não são a de etiqueta, mas a coragem e o
ciúme.