HOLOCAUSTO
A base do Holocausto é o antissemitismo. Os nazistas acusaram
falsamente os judeus de causar os problemas sociais, econômicos, políticos e
culturais pelos quais passava a Alemanha antes da eclosão da Guerra. Em
particular, eles os culparam pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra
Mundial (1914-1918). E muitos alemães receberam bem estas declarações
nazistas. A raiva pela derrota na Primeira Guerra Mundial e as sucessivas
crises econômicas e políticas contribuíram para o aumento do antissemitismo
na sociedade alemã. A instabilidade da Alemanha sob a República de Weimar
(1918-1933), o medo do comunismo e os choques econômicos originários do
impacto da Grande Depressão também tornaram muitos alemães mais
receptivos às ideias nazistas, dentre elas o antissemitismo.
O termo Holocausto designa o processo de perseguição e o assassinato
sistemáticos de 6 milhões de judeus europeus pelo regime nazista alemão e
seus aliados e colaboradores. O Museu Estadunidense Memorial do
Holocausto define 1933-1945 como os anos do Holocausto. Ele teve início em
1933, quando Adolf Hitler e o Partido Nazista chegaram ao poder na Alemanha,
e terminou em 1945, quando as forças aliadas derrotaram a Alemanha nazista
na Segunda Guerra Mundial.
O Partido Nazista era um movimento político antissemita. Quando os
nazistas chegaram ao poder na Alemanha, em 1933, eles usaram o governo
para atacar e excluir os cidadãos judeus da sociedade alemã. Dentre várias
medidas tomadas, o regime nazista alemão promulgou leis discriminatórias e
violência organizada contra os judeus alemães, como a SS (tropa de proteção)
que foi criada para proteger Hitler e seus apoiadores, mas teve um grande
papel de terror e perseguição aos judeus. Assim, eles forçavam os judeus a
emigrarem.
No final da década de 1930, os nazistas expandiram suas políticas
antissemitas para além da Alemanha, enquanto desenvolviam uma política
externa agressiva e se expandia territorialmente.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os líderes nazistas radicalizaram o
tratamento dado a 9 milhões de judeus europeus, indo desde a perseguição até
o assassinato em massa. Durante e após a invasão alemã da Polônia, em
setembro de 1939, as autoridades alemãs trataram a população civil com
brutalidade. Isso incluiu a violência contra a grande população judaica local. As
autoridades alemãs estabeleceram guetos, que eram partes de cidades ou
vilas onde os alemães obrigavam os judeus a viver em condições insalubres e
de superlotação, a fim de isolar e empobrecer os judeus na Polônia ocupada. A
vida nos guetos era marcada pela fome, por doenças descontroladas e pela
violência arbitrária. Eventualmente, as autoridades alemãs também
estabeleceram guetos em outras partes da Europa Oriental ocupada e na
Hungria. Milhares de judeus morreram nos guetos entre 1939 e 1945.
Em 1941, os líderes nazistas decidiram implementar o assassinato em
massa de judeus europeus. Eles denominaram isto como “Solução Final da
Questão Judaica”. Esta decisão de cometer genocídio ocorreu no contexto do
ataque alemão contra a União Soviética em junho de 1941. Nas cidades, vilas
e aldeias ocupadas da Europa Oriental, as unidades alemãs realizaram
fuzilamentos em massa de judeus locais. Eles massacraram comunidades
judaicas inteiras.
Cerca de 2 milhões de judeus foram assassinados nestes fuzilamentos
em massa e nos massacres posteriores nesses territórios soviéticos
conquistados.
Além dos fuzilamentos, as unidades alemãs por vezes utilizavam
caminhões de gás especialmente concebidos para assassinar judeus. Cerca de
3 milhões de homens, mulheres e crianças judias foram assassinadas nesses
massacres.
Além das câmaras de gás, havia os campos de extermínio. Os campos
de extermínio eram centros de assassinato em massa, projetados para a
execução do genocídio planejado pelos alemães. Entre 1941 e 1945, os
nazistas estabeleceram seis destes campos no território polonês, o qual estava
sob completo domínio alemão: Chelmno, Belzec, Sobibor, Treblinka,
Auschwitz-Birkenau (parte do complexo de Auschwitz) e Majdanek. Chelmno e
Auschwitz foram estabelecidos em áreas anexadas à Alemanha em 1939, e os
outros campos (Belzec, Sobibor, Treblinka e Majdanek) foram estabelecidos
no Governo Geral [nazista] da Polônia. Auschwitz e Majdanek eram campos
de concentração e de trabalho escravo, além serem centros de extermínio.
Auschwitz foi o maior e mais cruel campo de extermínio do regime de Hitler.
Em suas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão
de pessoas. No auge do holocausto (1944), eram assassinadas 6 mil pessoas
por dias.
As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, Polônia, na tarde de 27 de
janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou
um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram
libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que
enfrentaram.
“Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante
questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam”,
contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram
encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos
ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na
realidade, assinando sua sentença de morte.
A maioria absoluta das vítimas dos campos de extermínio era composta
por israelitas. A estimativa é de que 6 milhões de judeus foram assassinados
nos campos de extermínio como parte da "Solução Final". Além dos judeus,
outras vítimas foram os ciganos e prisioneiros de guerra soviéticos, além de
homossexuais, pessoas com deficiências, Testemunhas de Jeová, pessoas
acusadas de serem criminosos profissionais ou habituais, pessoas com
deficiência, negros, os romani (ciganos),dissidentes políticos e religiosos.
Muitas pessoas foram responsáveis pela realização do Holocausto e da
“Solução Final”. No mais alto nível, Adolf Hitler inspirou, ordenou, aprovou e
apoiou o genocídio dos judeus da Europa, mas a Alemanha nazista também
contou com a ajuda de seus aliados nos países do Eixo, assim como
de colaboradores nos territórios ocupados. Sem o envolvimento de milhões de
europeus (tanto alemães como de outras nacionalidades), o Holocausto não
teria acontecido.
A Segunda Guerra Mundial e o Holocausto terminaram na Europa em
maio de 1945, quando as Potências Aliadas derrotaram a Alemanha nazista.
Apesar dos esforços do regime nazista alemão para assassinar todos os
judeus europeus, alguns sobreviveram ao Holocausto. À medida que as Forças
Aliadas se deslocavam pela Europa em uma série de ofensivas, elas libertavam
os judeus do controle nazista. A sobrevivência deles só foi possível devido a
circunstâncias extraordinárias, escolhas individuais, ajuda de outras pessoas
(tanto judeus quanto não judeus) e pura sorte.
Após a Guerra, muitos sobreviventes do Holocausto enfrentaram
ameaças contínuas de antissemitismo violento e deslocamento enquanto
procuravam reconstruir suas novas vidas. Aqueles que não podiam, ou não
queriam, retornar às suas casas do período pré-guerra muitas vezes acabavam
tendo que viver em campos de desalojados. Lá, muitos tiveram de esperar por
anos antes de poderem imigrar e começarem a reconstruir suas vidas.
Mapa de campos de extermínio.
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lembranca-do-holocausto-lembrar-para-nao-repetir#:~:text=Auschwitz%20foi%20o%20maior
%20e,seis%20mil%20pessoas%20por%20dia.
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