0% acharam este documento útil (0 voto)
50 visualizações24 páginas

Relatorio Lab 3,4 e 5

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
50 visualizações24 páginas

Relatorio Lab 3,4 e 5

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CENTRO TECNOLÓGICO POSITIVO

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MECATRÔNICA INDUSTRIAL

EVERSON CONSTANTE
FABIO FELIPE LAMB
GABRIEL DA SILVA STRANO
KRISTIAN GUERRA
VICTOR POLAK

OPERAÇÕES LÓGICAS
MULTIVIBRADOR ASTÁVEL DIGITAL
MULTIVIBRADOR ASTÁVEL COM O 555

CURITIBA
2015
1

EVERSON CONSTANTE
FABIO FELIPE LAMB
GABRIEL DA SIVA STRANO
KRISTIAN GUERRA
VICTOR POLAK

OPERAÇÕES LÓGICAS
MULTIVIBRADOR ASTÁVEL DIGITAL
MULTIVIBRADOR ASTÁVEL COM O 555

Relatório de prática de laboratório


apresentado no Curso de Tecnologia em
Mecatrônica Industrial, do Centro Tecnológico
Positivo.
Orientador: Eduardo Freitas.

CURITIBA
2015
2

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO............................................................................................3
2 FUNDAMENTAÇÂO TEÓRICA.................................................................4
2.1 CIRCUITOS INTEGRADOS.......................................................................4
2.1.1 Família CMOS............................................................................................4
2.1.2 Família TTL................................................................................................6
2.1.3 Circuito integrado 555..............................................................................8
2.1.3.1 MODOS DE CONFIGURAÇÃO................................................................10
3 DESENVOLVIMENTO..............................................................................11
3.1 LABORATÓRIO TRÊS – OPERAÇÕES LÓGICAS..................................11
3.1.1 Tabela verdade........................................................................................11
3.1.2 Expressão lógica (Soma dos Produtos):..............................................12
3.1.3 Mapa de Karnaugh..................................................................................12
3.1.4 Simplificação expressão lógica com o mapa de Karnaugh................13
3.1.5 Diagrama em Blocos..............................................................................13
3.1.6 Simulação do sistema no Logisim........................................................14
3.2 LABORATÓRIO QUATRO – MULTIVIBRADOR ASTÁVEL DIGITAL......15
3.2.1 Esquema elétrico do circuito.................................................................15
3.2.2 Funcionamento do Circuito...................................................................15
3.2.3 Formas de onda......................................................................................16
3.2.4 Explanação..............................................................................................18
3.3 LABORATÓRIO CINCO – MULTIVIBRADOR COMO O 555...................18
3.3.1 Esquema elétrico do multivibrador astável com o 555.......................18
3.3.2 Equações.................................................................................................18
3.3.3 Formas de onda......................................................................................19
4 CONCLUSÃO...........................................................................................22
5 REFERÊNCIAS........................................................................................23
3

1 INTRODUÇÃO

Os circuitos digitais trabalham sincronizados, em sua maioria por sinais


retangulares que precisam ser produzidos por algum tipo de oscilador. O oscilador,
que produz o sinal de CLOCK (relógio) deve ter características especiais e para
isso podem ser usadas diversas configurações. Uma das configurações que pode
ser utilizada é semelhante aos flip-flops. Este circuito recebe o nome de
multivibrador astável e se caracteriza por que tem dois estados, mas nenhum dos
dois é estável. Este circuito muda constantemente de estado, numa velocidade que
depende dos valores dos componentes usados e, portanto, gera um sinal
retangular. O circuito se comporta como um oscilador e o tempo gasto em cada
estado é controlado pela carga ou descarga de um capacitor através de
um resistor. Existem vários tipos de multivibradores astáveis. Alguns são
implementados através de portas lógicas, enquanto outros são implementados por
circuitos de temporização dedicados.
4

2 FUNDAMENTAÇÂO TEÓRICA

2.1 CIRCUITOS INTEGRADOS

De acordo com Tocci e Widmer (2003), o circuito integrado é um circuito


eletrônico que incorpora miniaturas de diversos componentes (principalmente
transistores, diodos, resistores e capacitores), gravados em um pequeno chip
(lâmina) de silício. O chip é montado e selado em um bloco (de plástico ou
cerâmica) com terminais que são conectados aos seus componentes por pequenos
fios condutores. Com as mais diversas funções e aplicações na indústria, presente
tanto nos produtos eletrônicos de consumo quanto nos seus processos de
produção, os circuitos integrados, assim como outros componentes, estão
disponíveis em diversos encapsulamentos que também determinam a forma como
serão fixados nas placas de circuito impresso.
Conforme Albuquerque, et al, (2009), um circuito integrado é um bloco
indivisível que funciona como um circuito eletrônico feito com peças separadas.
Tem a vantagem de ter dimensões microscópicas, o que lhe confere rapidez e
baixo consumo. Em outras palavras, os transistores, diodos, resistores e outros
componentes eletrônicos são todos fabricados, interligados e incluídos em um
mesmo invólucro.

2.1.1 Família CMOS

De acordo com Tooley (2006), CMOS ou C-MOS (sigla de complementary


metal-oxide-semiconductor), ela é uma tecnologia para a construção de circuitos
integrados muito usada em microprocessadores, micro controladores, memórias
RAM e outros circuitos digitais. A tecnologia CMOS também é usado para
vários circuitos analógicos como os sensores de imagem, conversores de dados e
transceptores para muitos tipos de comunicação. As palavras complementar-
simetria referem-se ao fato de que o estilo de design digital típico do CMOS utiliza
pares complementares e simétricos de transistores de efeito de campo (Field Effect
Transistor – FET) tipo p ou n, semicondutor de óxido de metal (MOSFET) para as
funções lógicas.
5

Figura 1 - Design CMOS

Fonte: http://blog.novaeletronica.com.br/circuito-cmos-eletronica-digital/

Ainda Tooley (2006), comenta que existem características relevantes


e importantes nos dispositivos CMOS como a baixa imunidade a interferência
estática e baixo consumo de energia. Como um dos transistores do par está
sempre desligado, a combinação em série consome energia significativa apenas
momentaneamente durante a alternância entre estados ligado e desligado (on/off).
Consequentemente, os dispositivos CMOS não produzem tanto calor como outras
formas de lógica, por exemplo a TTL (T ransistor-transistor logic), que
normalmente consome corrente mesmo quando em repouso. A tecnologia
CMOS também permite uma alta densidade de funções lógicas em um único chip.
Foi principalmente por esta razão que se tornou a tecnologia mais usada para ser
aplicado em VLSI, (Very large scale integration), é o processo de criação de
circuitos integrados através da combinação de milhares de transistores em um
único chip.
Para Braga (2002), os componentes da família CMOS possuem uma
tecnologia que utiliza transistores de efeito campo (FET) no lugar de transistores
bipolares. Podem ser comparados aos transistores PNP e NPN, pois a função
deles são muito parecidas. A única diferença é que os transistores bipolares são
amplificadores de corrente e os transistores FET são amplificadores de tensão.
6

2.1.2 Família TTL

Para Tooley (2006), o Transistor-Transistor Logic (TTL) é uma designação


para circuitos digitais que trabalham em 5V e utilizam transistores bipolares em sua
construção. A família TTL é derivada de uma família mais antiga: DTL, Lógica
Transistor Diodo. Os transistores bipolares utilizados na TTL possuem vários
emissores, multi emissor. Essa inovação tecnológica diminui o número de
transistores necessários para se fazer uma determinada porta lógica. ode-se
encontrar os circuitos TTL em duas séries comerciais. A primeira é de uso padrão e
começa com o número 74xxx, onde o x pode ser uma soma de letras e números. A
outra série é de uso militar e inicia com os números 54xxx, esta série pode
trabalhar em uma ampla faixa de temperaturas.

Figura 2 - Porta NAND ou NE TTL, com três entradas.

Fonte: http://sabereletrico.com/leituraartigos.asp?valor=47

Ainda Tooley (2006), comenta que a série 54xxx pode trabalhar em uma
faixa de temperatura que vai de -55°C a 125°C. Já a série 74xxx trabalha em uma
faixa de temperatura mais estreita, 0°C até 70°C. A família TTL pode ser
encontrada com algumas características especiais em suas entradas e saídas,
dentre estas pode-se destacar:
7

 Open-collector ou Coletor aberto: Os circuitos TTL com esta característica


não possuem o resistor de coletor. Com isso, se faz necessário o uso de um
resistor externo, ou seja, a limitação da corrente se dá do lado de fora do
circuito, bem como, a tensão de saída pode ser escolhida conforme a
necessidade ou aplicação desejada. Vale lembrar que se deve observar as
limitações do componente, no que diz respeito aos seus valores nominais de
corrente e tensão.

 Tri-State ou Três estados: Os componentes TTL que operam em três


estados (nível baixo, alto e alta impedância), são conhecidos como Tri-state.
Quando a saída do dispositivo é colocada em alta impedância o circuito não
fornece nem absorve corrente, ou seja, fica com sua saída "flutuando". Esta
característica permite que se ligue vários dispositivos em uma única linha de
dados.

 Schimtt-Trigger: Os dispositivos TTL que possuem entradas Schimtt-


Trigger são mais imunes a ruídos, desde que este esteja abaixo da tensão
de limiar (negativo ou positivo), a partir deste limiar há a alteração do estado
de saída do dispositivo. Este circuito TTL não responde a qualquer variação
na entrada, mas sim à variações que estejam acima de um limiar, U2 (figura
3), no caso de mudança do nível baixo para o alto ou abaixo de um outro
limiar, U1 (figura 3); do nível alto para o baixo.

Segundo Braga (2002), os componentes da família TTL começam sua


identificação com 74 para componentes comerciais e 54 para componentes
militares. Os componentes TTL tem como a principal característica um transistor
com dois emissores, sendo alimentado por 5V. Quando a tensão for menor que 5V
o nível logico dele será 0, e sempre que a tensão for maior que 5V o nível logico
será 1. Os componentes TTL possuem a seguinte classificação:
 SSI-small scale integration (integração em pequena escala).
Pois possuem de 1 a 12 portas logicas em um mesmo componente.
 MSI-medium scale integration (integração em média escala).
Possuem de 13 a 99 portas em um componente.
 LSI-large scale integration (integração em grande escala).
8

Possuem de 100 a 999 portas em um componente.


 VLSI- very large scale integration (integração em escala muito grande)
Possuem mais de 1000 portas em um só componente.

2.1.3 Circuito integrado 555

Segundo Albuquerque, et al, (2009), o circuito integrado (CI) 555 é utilizado


em uma variedade de aplicações como temporizador ou multivibrador graças a sua
simplicidade de uso, baixo preço e boa estabilidade. O nome comercial mais
comum é o NE555 (invólucro DIP - Dual In-line Package ).

Figura 3 - CI NE555 fabricado em invólucro DIP .

Fonte: http://unicrom.com/Art_historia_555.asp

Pelo conceito de Sedra, et al, (2007), O temporizador 555 é um dos mais


populares e versáteis circuitos integrados já produzidos. É composto por 23
transistores, 2 diodos e 16 resistores num chip de silício em um encapsulamento
duplo em linha (DIP) de 8 pinos. O nome 555 foi adotado em alusão ao fato de que
existe uma rede interna (divisor de tensão) de três resistores de 5kque servem
de referência de tensão para os comparadores do circuito integrado.
Conforme Boylestad, et al, (2006), o 555 funciona com tensões de 5V a 18V
e sua saída pode fornecer ou drenar correntes de até 200 mA. Isto permite o
acionamento direto de relés e outros tipos de cargas. Normalmente utiliza-se uma
9

etapa isoladora-amplificadora (buffer) quando a carga é indutiva (relés e


solenóides), para maior estabilidade no componente. Quando a saída do 555 está
no nível alto, o componente drena uma corrente de aproximadamente 10 mA. No
entanto, no estado de repouso (com saída baixa) a corrente drenada pela 555 é de
apenas 1 mA.

Figura 4 - DIL de 8 pinos

Fonte: http://unicrom.com/Art_historia_555.asp

Figura 5 - O NE555 em blocos

Fonte: http://unicrom.com/Art_historia_555.asp
10

2.1.3.1 MODOS DE CONFIGURAÇÃO

Sedra, et al, (2007), comenta que pode ser utilizado em várias aplicações
como temporizador (timer), oscilador e gerador de pulsos. Trata-se de um
componente bem versátil e que possui três modos de operação:
 Modo monoestável - Nesta configuração, o CI 555 funciona como um
disparador. Suas aplicações incluem temporizadores, detector de pulso, chaves
imunes a ruído, interruptores de toque, etc.
 Modo astável - Neste modo o CI 555 opera como um oscilador. Quando o
circuito é energizado, não podemos saber que em que estado está o Flip-Flop
interno do 555, supondo que ele esteja ativo, o pino 7 (descarga) estará em alta
impedância, assim o capacitor C1 se carrega através de R1 e R2. No instante que
a tensão no pino 6 (limiar) for ligeiramente maior do que 2/3 de Vcc, o pino 7 vai
para baixa impedância descarregando o capacitor C1 através de R2, voltando ao
estado inicial e recomeçando a operação.

Figura 6 - 555 Em configuração astável

Fonte: http://unicrom.com/Art_historia_555.asp

 Modo biestável - este modo o CI 555 pode operar como um flip-flop, se o


pino DIS não for conectado e se não for utilizado capacitor. As aplicações incluem
interruptores imunes a ruído, etc.
11

3 DESENVOLVIMENTO

3.1 LABORATÓRIO TRÊS – OPERAÇÕES LÓGICAS

Para o laboratório três foram feitos os seguintes procedimentos:

3.1.1 Tabela verdade

A tabela verdade deve contemplar todas as possibilidades de entrada do


circuito/equação e cada saída correspondente. As entradas devem ser organizadas
na forma de uma contagem binária crescente, sendo desta forma foi desenvolvida
a tabela para as operações lógicas mostrando os resultados das operações sobre
todas as combinações de valores dos operandos:

Figura 7 - Tabela verdade

A B C D L

0 0 0 0 0 1

1 0 0 0 1 1

2 0 0 1 0 1

3 0 0 1 1 0

4 0 1 0 0 1

5 0 1 0 1 1

6 0 1 1 0 0

7 0 1 1 1 1

8 1 0 0 0 1

9 1 0 0 1 0

A 1 0 1 0 1
12

B 1 0 1 1 1

C 1 1 0 0 1

D 1 1 0 1 0

E 1 1 1 0 0

F 1 1 1 1 1

Fonte: O autor (2015)

3.1.2 Expressão lógica (Soma dos Produtos):

As expressões podem ser ligadas através de operadores (como AND, OR e


NOT), para possibilitar a criação de expressões complexas. A expressão booleana
para o gerar estas operações lógicas do laboratório três fica ordenado desta
maneira:

L = |A. |B. |C. |D + |A. |B. |C. D + |A. |B. C. |D + |A. B. |C. |D + |A. B. |C. D + |
A. B. C. D + A. |B. |C. |D + A. |B. C. |D + A. |B. C. D + A. B. |C. |D + A. B. C. D

3.1.3 Mapa de Karnaugh

O mapa de Karnaugh é um método sistemático para simplificação de


expressões Booleanas que produz a expressão de soma de produtos ou de
produto de somas mais simples possível, conhecida como expressão mínima. O
mapa fornece uma maneira visual para a simplificação de expressões com duas,
três, quatro, cinco ou mais variáveis.
O mapa de Karnaugh para este projeto foi elaborado a partir da tabela
verdade e da expressão de soma de produtos, produzido em um programa de
computador denominado Kamap. Assim inserido os dados da tabela verdade,
obteve-se o seguinte mapa para a expressão:
13

Figura 8 - Agrupamento do mapa de Karnaugh

Fonte : Autor (2015)

3.1.4 Simplificação expressão lógica com o mapa de Karnaugh

A simplificação de expressões por meio dos diagramas de Karnaugh resulta,


em uma expressão booleana simplificada. Estes mapas ou diagramas permitem a
simplificação de maneira mais rápida dos casos extraídos de tabelas da verdade
obtidas de situações quaisquer. Após elaborado o mapa para o projeto do das
operações lógicas define-se então a seguinte expressão pela simplificação do
método de Karnaugh:

Expressão lógica simplificada: L = B. C. D + A. |B. C + |A. |C + |B. |D + |C. |D

3.1.5 Diagrama em Blocos

A representação gráfica para as combinações lógicas fica dividida em:


Comando para acionamentos dos pulsos, seguido de um circuito combinacional
(montado com portas lógicas) e logo após um sistema de identificação do
funcionamento do circuito, neste caso foi utilizado um led para este fim.
14

Figura 9 – Diagrama em blocos

Fonte: O autor (2015)

3.1.6 Simulação do sistema no Logisim

Para o laboratório três foi montado no programa Logisim (ferramenta para a


concepção e simulação digital de circuitos lógicos), para a simulação e teste deste
circuito. Observa-se que as expressões de Karnaugh geradas pelos cálculos foram
utilizadas em formas de portas lógicas (AND, OR e NOT) para a diagramação do
circuito.

Figura 10 – Simulação no Logisim


15

3.2 LABORATÓRIO QUATRO – MULTIVIBRADOR ASTÁVEL DIGITAL

Para o laboratório quatro foram seguidos os seguintes procedimentos:

3.2.1 Esquema elétrico do circuito

O esquema elétrico do multivibrador astável foi montado no programa de


computador denominado Proteus (Proteus é uma suíte que agrega o ambiente
de simulação de circuitos eletrônicos ISIS e o programa para desenho de circuito
impresso). Resultando no seguinte esquema:

Figura 11 – Esquema elétrico do multivibrador astável


16

Fonte: O autor(2015)

3.2.2 Funcionamento do Circuito

Inicialmente os capacitores C1 e C2 estão descarregados e o nível logico da


saída da porta A é 1. Neste instante o C2 comporta-se como um curto circuito e
uma tensão aparece em R1 então o capacitor C2 começa a ser carregado através
de R1. Quando o capacitor carrega, a entrada da porta B vê nível 0 na sua entrada
e comuta sua saída para nível 1. Então o capacitor C1 comportando se como um
curto circuito permite que ocorra um a tensão em R2. Neste instante a porta A vê
nível alto na sua entrada e comuta sua saída para nível baixo descarregando o
capacitor C2. Quando o capacitor C1 carrega-se, a porta A vê nível Baixo em sua
entrada e novamente comuta sua saída para o nível lógico 1 iniciando um novo
ciclo.
O motivo de aparecer uma tensão alternada sobre R1, é pela carga e
descarga dos capacitores C2 e C1. Inicialmente quando a porta A tem nível alto na
sua saída, o capacitor se comporta como um curto circuito e este nível alto vai até
R1, portanto a corrente teve um sentido. Quando o capacitor C1 começa a se
carregar, a corrente muda de sentido, fazendo com que o C2 comece a se
descarregar. Sendo assim enquanto um capacitor carrega o outro se descarrega e
vice-versa.

3.2.3 Formas de onda

Nesta fase do desenvolvimento do laboratório quatro foi utilizado um


osciloscópio para conseguir medir as formas de onda, resultando nas seguintes
imagens:
 Forma de onda no resistor R1 – Foi verificado que a onda que gerou no
resistor R1 está com frequência de 836,47Hz.

Figura 12 – forma de onda no resistor R1


17

Fonte: O autor(2015)

 Forma de onda no resistor R2 – Foi verificado que a onda que gerou no


resistor R2 também se encontra com frequência de 836,47Hz.

Figura 13 – Forma de onda no resistor R2

Fonte: O autor (2015)


18

 Forma de onda no resistor R3 – Foi verificado que a onda que gerou no


resistor R3 se encontra com frequência de 834,20Hz, porém diferente dos
resistores R1 e R2 está gerando uma onda quadrada.

Figura 14 – Forma de onda no resistor R3

Fonte: O autor (2015)

3.2.4 Explanação

O motivo de aparecer uma tensão alternada sobre R1, é pela carga e


descarga dos capacitores C2 e C1. Inicialmente quando a porta A tem nível alto na
sua saída, o capacitor se comporta como um curto circuito e este nível alto vai até
R1, portanto a corrente teve um sentido. Quando o capacitor C1 começa a se
carregar, a corrente muda de sentido, fazendo com que o C2 comece a se
descarregar. Sendo assim enquanto um capacitor carrega o outro se descarrega e
vice-versa.

3.3 LABORATÓRIO CINCO – MULTIVIBRADOR COMO O 555

Para o laboratório cinco foram seguidos os seguintes procedimentos:


19

3.3.1 Esquema elétrico do multivibrador astável com o 555

O circuito astável produz ondas quadradas, oscilando entre 0V e VCC


dependendo dos valores de R1 E R2 e C. A configuração do astável está
demonstrado abaixo:

Figura 15 – Esquema elétrico do multivibrador com 555

Fonte: O autor (2015)

3.3.2 Equações

O circuito integrado 555 pode ser usado como astável gerando sinais de até
500 kHz. O circuito para trabalhar em determinada frequência necessita de alguns
cálculos.
Para isto calcula-se os resistores R1 E R2 com as seguintes fórmulas para
conseguir configuração de nível lógico alto em 70% e nível lógico baixo em 30%.

Fórmula1 - Tempo de carga de C (saída alta):


20

Onde: Th é o tempo em que a saída fica no nível alto em segundos (s) e R1 e R2


são as resistências em ohms. C é a capacitância em Farads.

Formula 2: Tempo de descarga de C (saída baixa):

Onde: TL é o tempo da saída baixa em segundos (s) R2 é a resistência em ohms.


C é a capacitância em Farads.
Utilizando as fórmulas anteriores para o cálculo de R1 e R2 encontra-se os
seguintes valores:
R1= 5,77KὨ e R2= 4,33KὨ
Valores estes encontrados para a onda quadrada na saída do pino 3 do 555
ficar com 70% do tempo em nível lógico alto e 30% do nível lógico baixo.

3.3.3 Formas de onda

Nesta fase do desenvolvimento do laboratório cinco novamente foi utilizado


um osciloscópio para medir as formas de onda, resultando nas seguintes imagens:
 Forma de onda no capacitor C e resistor R2 – Foi verificado que a onda que
gerou e está com tensão de

Figura 16 – Forma de onda no


21

Fonte: O autor (2015)

 Forma de onda no resistor RL – Foi verificado que a onda que gerou o


formato de uma onda quadrada com nível lógico alto com tempo maior eu o
nível lógico baixo.

Figura 17 – Forma de onda no

Fonte: O autor (2015)


22

4 CONCLUSÃO

No presente trabalho foi mostrado um circuito com operações lógicas, um


multivibrador astável digital e um multivibrador astável com o 555.
Conclui-se que as montagens descritas neste trabalho sobre o circuito com
portas lógicas para verificação da tabela verdade nos indica que é possível calcular
e modificar os tipos de expressões lógicas conforme necessidade para montagem
de qualquer circuito. O multivibrador astável digital tem a função de exemplificar
como gerar clock para implementar em circuitos que necessitem desta etapa para
seu funcionamento e com o multivibrador astável como o 555 concede uma
explanação melhor como funciona este componente, suas funcionalidades e o
princípio geração de clock dentro deste circuito integrado a partir de cálculos para
resistores, capacitores e frequência.
Estes projetos se tornam importantes pelo fato de trabalhar com dispositivos
físicos discretos nota-se uma melhor obtenção de resultados nos estudos, quando
somente da simulação em software. Esse tipo de estudo possibilita a familiarização
com os circuitos integrados, dispositivos que contém as portas lógicas ou
contadores e outros, além de permitir uma análise das tensões e correntes reais do
circuito. Percebe-se também que é possível a partir do osciloscópio, observar as
formas de onda do funcionamento dos circuitos.
23

5 REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, R. O.; SEABRA, A. C. Utilizando eletrônica com AO, SCR,


TRIAC, UJT, PUT, CI 555, LDR, LED, FET. São Paulo: Erica, 2009.

BOYLESTAD, R. L.; NASHELSKY, L. Dispositivos eletrônicos e teoria de


circuitos.
8. Ed. São Paulo: Prentice Hall, 2006.

BRAGA, N. C. SABER ELETRÔNICA ESPECIAL. N. 8. São Paulo: Editora Saber,


2002.

IDOETA, I. V.; CAPUANO, F. G. Elementos de Eletrônica Digital. 32. Ed. São


Paulo: Editora Érica, 2001

TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S.; MOSS, G.L. Sistemas digitais: Princípios e


aplicações. 10. Ed. São Paulo: Editora Pearson Prentice Hall, 2007.

TOCCI, R. J.; WIDMER, N. S. Sistemas digitais: Princípios e aplicações. 8 Ed.


São Paulo: Editora Pearson Prentice Hall, 2003.

SEDRA, A. S.; SMITH, K. Microeletrônica. 5. Ed. São Paulo: Prentice Hall, 2007.

Você também pode gostar