Formação de Auditor Interno
ISO 22716:2007
Boas Práticas de Fabricação de
Cosméticos
Objetivos do treinamento:
- Entender os conceitos de Boas Práticas de Fabricação;
- Aplicar os requisitos da norma no ambiente de trabalho;
- Realizar auditoria internas e em fornecedores.
1
RDC 48 de 25 de Outubro de 2013
Aprova o Regulamento Técnico de Boas Práticas
de Fabricação para Produtos de Higiene Pessoal,
Cosméticos e Perfumes, e dá outras providências.
RDC 48 de 25 de Outubro de 2013
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO MERCOSUL DE BOAS
PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO PARA PRODUTOS DE
HIGIENE PESSOAL, COSMÉTICOS E PERFUMES
Conteúdo
1. Considerações Gerais
2. Definições
3. Gestão da Qualidade
4. Requisitos básicos de Boas Práticas de Fabricação
(BPF)
5. Saúde, Sanitização, Higiene, Vestuário e Conduta
6. Reclamações
2
RDC 48 de 25 de Outubro de 2013
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO MERCOSUL DE BOAS
PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO PARA PRODUTOS DE
HIGIENE PESSOAL, COSMÉTICOS E PERFUMES
Conteúdo
7. Recolhimento de Produtos
8. Devolução
9. Auto Inspeção
10. Documentação e Registros
11. Pessoal
12. Instalações
RDC 48 de 25 de Outubro de 2013
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO MERCOSUL DE BOAS
PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO PARA PRODUTOS DE
HIGIENE PESSOAL, COSMÉTICOS E PERFUMES
Conteúdo
13. Sistemas e Instalações de Água
14. Áreas Auxiliares
15. Recebimento e Armazenamento
16. Amostragem de Materiais
17. Produção
18. Controle da Qualidade
19. Amostras de Retenção
3
RDC 48 de 25 de Outubro de 2013
Os fabricantes de produtos de higiene pessoal,
cosméticos e perfumes devem assegurar que
esses produtos são adequados para o uso
pretendido e estejam de acordo com os
requisitos de qualidade pré estabelecidos.
Requisitos Básicos de Boas Práticas de
Fabricação
As BPF determinam que:
Os processos de fabricação - claramente definidos
e sistematicamente revisados.
Etapas críticas dos processos de fabricação e
quaisquer modificações significativas devem ser
controladas e avaliadas
Áreas de fabricação - providas de infraestrutura
necessária. (pessoal treinado e qualificado,
instalações, equipamentos, instruções, etc.)
Instruções e procedimentos - escritos em
linguagem clara e disponibilizados nas áreas
4
Requisitos Básicos de Boas Práticas de
Fabricação
As BPF determinam que:
Funcionários devem ser treinados para
desempenharem os procedimentos.
Registros devem ser gerados durante a
produção para demonstrar que todas as etapas
dos procedimentos foram seguidas. Desvios
devem ser investigados.
Registros referentes a fabricação devem ser
armazenados e ter fácil acesso permitindo a
rastreabilidade.
Requisitos Básicos de Boas Práticas de
Fabricação
As BPF determinam que:
Implantar procedimento para recolhimento de
qualquer lote, após sua distribuição.
Toda reclamação sobre produto deve ser
registrada e investigada. Devem ser tomadas
providencias no sentido de evitar reincidências.
10
5
Melhoria contínua do sistema de
gestão da qualidade
Responsabilidade Cliente
da direção
Cliente
Medição,
Gestão de análise e Satisfação
recursos melhoria
Realização
Requisitos do produto
Saída
Entrada Produto
11
Ciclo PDCA na Abordagem de Processo
Executar ações para Estabelecer Objetivos
promover
continuamente a
Definir Processos
melhorias do
desempenho do
Processo A=agir P=planejar Definir
Recursos
Monitorar e medir
Processos e produtos
em relação as
políticas, aos C=checar Educar e Treinar
D=fazer
objetivos e aos
requisitos do cliente e
políticas da
organização Implementar os
Processos
12
6
Escopo da ISO 22716
Produção, controle, armazenamento e expedição de
produtos cosméticos.
Está relacionado aos aspectos da qualidade dos
produtos.
13
Termos e definições
14
7
Boas Práticas de Fabricação
Boas Práticas de Fabricação: são requisitos
gerais que o fabricante de produto deve
aplicar às operações de Fabricação de
Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e
Perfumes de modo a garantir a qualidade e
segurança dos mesmos.
15
Contaminação
Introdução indesejada de impurezas de natureza física,
química e/ou microbiológica na matéria-prima, material
de embalagem/envase, produto intermediário, e/ou
produto acabado durante a fabricação.
16
8
Contaminação Cruzada
Contaminação de uma matéria-prima, produto
intermediário ou acabado com outra matéria-prima,
produto intermediário ou acabado durante a
fabricação.
17
Controle de Mudanças
Organização e responsabilidades referentes ao
planejamento de mudança de uma ou mais atividades,
com o objetivo de garantir que todos os produtos
fabricados, embalados, controlados e armazenados
atendam ao critério de aceitação definidos.
18
9
Limpeza
Todas as operações que garantem a eliminação de
partículas visíveis da superfície, por meio de uma
combinação de fatores em proporções variáveis: ação
química, mecânica, temperatura e duração da aplicação.
Sanitização
Processo utilizado para redução do número de
microrganismos viáveis a níveis aceitáveis em uma
superfície limpa.
19
Controle em processo
Verificações realizadas durante a elaboração para
monitorar e, se necessário, ajustar o processo para
assegurar que o produto cumpra com suas
especificações.
20
10
Controle de Qualidade
Operações usadas para verificar o cumprimento
dos requisitos técnicos de acordo com as especificações
previamente definidas.
21
Critério de aceitação
Limites numéricos, intervalos ou outras medidas
adequadas para a aceitação dos resultados dos testes.
22
11
Especificação
Documento que descreve em detalhes os requisitos a
que devem atender os produtos ou materiais usados
ou obtidos durante a fabricação.
23
Rastreabilidade
Capacidade de acompanhar a história, aplicação ou
localização daquilo que está sob consideração ou
investigação.
.
24
12
3. Pessoal
3.1 Princípio
- Pessoas envolvidas com implantação das BPF
devem ter treinamento apropriado para produzir,
controlar, armazenar e expedir produtos com a
qualidade definida.
25
3. Pessoal
3.2 Organização
3.2.1 Organograma
[Link] - A estrutura organizacional deve ser definida
para que a organização e o funcionamento do pessoal
da empresa sejam compreensíveis. Deve ser
apropriado para o tamanho da empresa e a diversidade
de seus produtos.
[Link] - Cada empresa deve garantir a existência de
níveis adequados de pessoal em diferentes âmbitos de
atividade, de acordo com a diversidade de sua
produção.
26
13
3. Pessoal
3.2 Organização
3.2.1 Organograma
[Link] - O organograma deve mostrar a
independência, de outras unidades da planta, de cada
unidade de qualidade, como unidade de garantia de
qualidade e unidade de controle de qualidade.
As responsabilidades de garantia de qualidade e
controle de qualidade podem ser assumidas por uma
unidade separada de garantia de qualidade e uma
unidade de controle de qualidade, ou podem ser
assumidas por uma única unidade.
27
3. Pessoal
3.2 Organização
3.2.2 Número de pessoas
- A empresa deve ter um número adequado de pessoal
treinado adequadamente em relação às atividades
definidas nestas diretrizes.
28
14
3. Pessoal
3.3 Principais responsabilidades
3.3.1 Responsabilidades da gestão
[Link] - A organização deve ser apoiada pela alta
gerência da empresa.
[Link] - A implementação das Boas Práticas de
Fabricação deve ser de responsabilidade da alta
gerência e exigir a participação e o comprometimento
do pessoal em todos os departamentos e em todos os
níveis da empresa.
29
3. Pessoal
3.3 Principais responsabilidades
3.3.1 Responsabilidades da gestão
[Link] - A gerência deve definir e comunicar as áreas
nas quais o pessoal autorizado tem acesso.
30
15
3. Pessoal
3.3.2 Responsabilidades do pessoal
Todo o pessoal deve:
a) conhecer sua posição na estrutura organizacional
b) conhecer suas responsabilidades e atividades
c) ter acesso e cumprir com os documentos relevantes
ao seu escopo de responsabilidade particular
d) cumprir com os requisitos de higiene pessoal
31
3. Pessoal
3.3.2 Responsabilidades do pessoal
Todo o pessoal deve:
e) ser incentivado a relatar irregularidades ou outras não
conformidades que possam ocorrer no nível de suas
responsabilidades
f) ter treinamento e habilidades educacionais adequados
para desempenhar as responsabilidades e atividades
atribuídas.
32
16
3. Pessoal
3.4.1 Treinamento e habilidades
O pessoal envolvido na produção, controle,
armazenamento e expedição deve ter habilidades com
base em treinamento relevante e experiência
adquirida, ou qualquer combinação dos mesmos,
adequados às suas responsabilidades e atividades.
33
3. Pessoal
3.4.2 Treinamentos e Boas Práticas de Fabricação
[Link] - O treinamento adequado para as boas práticas
de fabricação em relação às atividades definidas dessas
diretrizes deve ser fornecido a todo o pessoal.
[Link] - As necessidades de treinamento de todo o
pessoal, independentemente do nível ou antiguidade na
empresa, devem ser identificadas e um programa de
treinamento correspondente deve ser desenvolvido e
implementado.
34
17
3. Pessoal
3.4.2 Treinamentos e Boas Práticas de Fabricação
[Link] - Considerando o conhecimento e a experiência do
respectivo pessoal, os cursos de treinamento devem ser
adaptados para serem adequados aos cargos e
responsabilidades dos indivíduos.
[Link] - De acordo com as necessidades e recursos
internos disponíveis, os cursos de treinamento podem ser
projetados e executados pela própria empresa ou com a
ajuda de organizações externas especializadas, se
necessário.
35
3. Pessoal
3.4.2 Treinamentos e Boas Práticas de Fabricação
[Link] - O treinamento deve ser considerado como um
processo constante e contínuo, sujeito a atualizações
regulares.
36
18
3. Pessoal
3.4.3 Pessoal recentemente contratado
Além do treinamento básico sobre a teoria e a prática das
Boas Práticas de Fabricação, o pessoal recém-recrutado
deve receber treinamento adequado às funções que lhes
são atribuídas.
3.4.4 Avaliações de treinamento de pessoal
O conhecimento acumulado pelo pessoal deve ser
avaliado durante e / ou após o treinamento.
37
3. Pessoal
3.5 Higiene Pessoal e Saúde
3.5.1 Higiene Pessoal
[Link] - Os programas de higiene devem ser estabelecidos
e adaptados às necessidades da planta. Esses requisitos
devem ser entendidos e seguidos por todas as pessoas
cujas atividades os levam às áreas de produção, controle e
armazenamento.
[Link] - O pessoal deve ser instruído a usar as instalações
de lavagem das mãos.
38
19
3. Pessoal
3.5 Higiene Pessoal e Saúde
3.5.1 Higiene Pessoal
[Link] - Todas as pessoas que entram nas áreas de
produção, controle e armazenamento devem usar roupas
de proteção apropriadas para evitar a contaminação de
produtos cosméticos.
[Link] - Comer, beber, mastigar, fumar ou armazenar
alimentos, bebidas ou materiais para fumar ou
medicamentos pessoais nas áreas de produção, controle e
armazenamento devem ser proibidos.
39
3. Pessoal
3.5 Higiene Pessoal e Saúde
3.5.1 Higiene Pessoal
[Link] - Qualquer prática anti-higiênica nas áreas de
produção, controle e armazenamento ou em qualquer outra
área em que o produto possa ser afetado adversamente
deve ser proibida.
40
20
3. Pessoal
3.5 Higiene Pessoal e Saúde
3.5.2 Saúde do pessoal
- Devem ser tomadas medidas para garantir, na medida do
possível, que qualquer pessoa afetada por uma doença
aparente ou com lesões abertas na superfície corporal
exposta seja excluída do contato direto com o produto até
que a condição seja corrigida ou determinada pelo pessoal
médico que a qualidade dos produtos cosméticos não será
comprometida.
41
3. Pessoal
3.6 Visitantes e pessoas não treinadas
Visitantes ou pessoal não treinado, preferencialmente,
não devem ser levados para as áreas de produção,
controle e armazenamento. Se isso for inevitável, eles
devem receber informações com antecedência,
principalmente sobre higiene pessoal e as roupas de
proteção prescritas. Eles devem ser supervisionados
de perto.
42
21
4 Instalações
4.1 Princípio
4.1.1 - As instalações devem ser localizadas, projetadas,
construídas e utilizadas para:
a) Garantir a proteção do produto.
b) Permitir limpeza eficiente, e se necessário, sanitização
e manutenção.
c) Minimizar o risco de mistura de produtos, matérias
primas e materiais de embalagem.
43
4 Instalações
4.1 Princípio
4.1.2 - As recomendações de design das instalações são
descritas nestas diretrizes. As decisões de projeto devem
basear-se no tipo de produto cosmético produzido,
condições existentes, limpeza e, se necessário, medidas
de higienização utilizadas.
44
22
4 Instalações
4.2 Tipo de áreas
- Áreas separadas ou definidas: armazenamento, produção,
controle da qualidade, auxiliares, lavagens e banheiros.
4.3 Espaço
- Deve haver espaço suficiente para facilitar operações, tais
como, recebimento, armazenamento e produção.
4.4 Fluxo
- O fluxo de materiais, produtos e pessoal através do
edifício ou edifícios deve ser definido para evitar confusões.
45
4 Instalações
4.5 Pisos, paredes, tetos e janelas
4.5.1 - Pisos, paredes, tetos e janelas nas áreas de
produção devem ser projetados ou construídos para
facilitar a limpeza e, se necessário, higienizar e devem
ser mantidos limpos e em bom estado de conservação.
4.5.2 - As janelas devem ter um design sem abertura,
onde a ventilação é adequada. Se as janelas forem
abertas para o ambiente externo, elas deverão possuir
telas apropriadas.
46
23
4 Instalações
4.5 Pisos, paredes, tetos e janelas
4.5.3 - Nova construção de áreas de produção deve
incorporar considerações para limpeza e manutenção
adequadas. O design da nova construção deve incluir
superfícies lisas, se apropriado, e essas superfícies
devem permitir resistência a agentes corrosivos de
limpeza e sanitização.
47
4 Instalações
4.6 Vestiários e Banheiros
- Instalações adequadas, limpas, para vestiário, banho
e de banheiro devem ser fornecidas para o pessoal.
Essas instalações devem ser diferenciadas das áreas
de produção, mas acessíveis a elas.
- Instalações adequadas para tomar banho e trocar de
roupa devem ser fornecidas quando apropriado.
48
24
4 Instalações
4.7 Iluminação
4.7.1 - A iluminação adequada, suficiente para as
operações, deve ser instalada em todas as áreas.
4.7.2 - A iluminação deve ser instalada de forma a
garantir a contenção de detritos resultantes de
possíveis quebras. Como alternativa, devem ser
tomadas medidas para proteger o produto.
49
4 Instalações
4.8 Ventilação
- A ventilação deve ser suficiente para as operações de
produção pretendidas. Como alternativa, devem ser
tomadas medidas específicas para proteger o produto.
50
25
4 Instalações
4.9 Tubulações, drenos/ralos e dutos
4.9.1 - Tubulações, drenos e dutos devem ser instalados de
maneira que gotejamentos ou condensação não
contaminem materiais, produtos, superfícies e
equipamentos.
4.9.2 - Os drenos/ralos devem ser mantidos limpos e não
devem permitir o fluxo de retorno/refluxo.
51
4 Instalações
4.9 Tubulações, drenos/ralos e dutos
4.9.3 - As seguintes considerações de projeto devem ser
seguidas:
a) vigas expostas, tubulações e dutos devem ser evitados;
b) os tubos expostos não devem tocar nas paredes, mas
devem ser suspensos ou apoiados por suportes,
suficientemente separados para permitir uma limpeza
completa;
c) Como alternativa, devem ser tomadas medidas
específicas para proteger o produto.
52
26
4 Instalações
4.10 Limpeza e Sanitização
4.10.1 - As instalações usadas para as atividades descritas
nestas diretrizes devem ser mantidas em boas condições.
4.10.2 - A limpeza e, se necessário, a sanitização devem
ser realizadas para atingir o objetivo de proteger cada
produto.
53
4 Instalações
4.10 Limpeza e Sanitização
4.10.3 - Os agentes de limpeza e, se necessário,
sanitizantes a serem utilizados devem ser especificados e
eficazes.
4.10.4 - Deve haver programas de limpeza e, se necessário,
sanitização correspondentes às necessidades específicas
de cada área.
54
27
4 Instalações
4.11 Manutenção
- As instalações usadas nas atividades descritas
nestas diretrizes devem ser mantidas em bom estado
de reparo.
4.12 Materiais de Consumo
- Consumíveis usados nas instalações não devem
afetar a qualidade dos produtos.
55
4 Instalações
4.13 Controle de Pragas
4.13.1 - As instalações devem ser projetadas,
construídas e mantidas de modo a restringir o acesso
a insetos, aves, roedores, pragas e outros animais
nocivos.
4.13.2 - Deve haver um programa de controle de
pragas apropriado para as instalações.
4.13.3 - Devem ser tomadas medidas para controlar o
exterior das instalações, a fim de evitar a atração ou
abrigo de pragas.
56
28
5 Equipamentos
5.1 Princípio
- O equipamento deve ser adequado ao objetivo
pretendido e capaz de ser limpo e, se necessário,
sanitizado e mantido. Esta cláusula se aplica a todos
os equipamentos dentro do escopo destas diretrizes.
- Se sistemas automatizados forem introduzidos nas
atividades descritas nestas diretrizes, eles deverão
levar em consideração a aplicação dos princípios
relevantes.
57
5 Equipamentos
5.2 Design dos equipamentos
5.2.1 - O equipamento de produção deve ser projetado para
evitar a contaminação do produto.
5.2.2 - Os recipientes/containers para produtos a granel
devem ser protegidos contra contaminantes do ar, como
poeira e umidade.
5.2.3 - As mangueiras e acessórios de transferência que não
estiverem em uso devem ser limpos e, se necessário,
higienizados, mantidos secos e protegidos contra poeira,
respingos ou outras contaminações.
58
29
5 Equipamentos
5.2 Design dos equipamentos
5.2.4 - O material utilizado na construção dos
equipamentos deve ser compatível com os produtos e com
os agentes de limpeza e sanitização.
59
5 Equipamentos
5.3 Instalações
5.3.1 - O projeto e a instalação do equipamento devem
facilitar sua drenagem, a fim de facilitar a limpeza e a
higienização.
5.3.2 - O equipamento deve ser colocado de forma que o
movimento de materiais, equipamentos móveis e pessoal
não represente um risco à qualidade.
60
30
5 Equipamentos
5.3 Instalações
5.3.3 - Acesso razoável sob, dentro e ao redor do
equipamento deve ser fornecido para manutenção e
limpeza.
5.3.4 - O equipamento principal deve ser facilmente
identificável.
61
5 Equipamentos
5.4 Calibração
5.4.1 - Instrumentos de medição de laboratório e
produção, importantes para a qualidade do produto,
devem ser calibrados regularmente.
5.4.2 - Se os resultados da calibração estão fora dos
critérios de aceitação, os instrumentos de medição
devem ser adequadamente identificados e removidos de
serviço.
5.4.3 - Uma condição fora da calibração deve ser
investigada para determinar se há algum impacto na
qualidade do produto e medidas apropriadas tomadas
com base nessa investigação.
62
31
5 Equipamentos
5.5 Limpeza e Sanitização
5.5.1 - Todo o equipamento deve estar sujeito a um
programa de limpeza e, se necessário, higienização.
5.5.2 - Os agentes de limpeza e sanitização devem ser
especificados e eficazes.
5.5.3 - Equipamentos usados para produção continua ou
produção de lotes sucessivos do mesmo produto, o
equipamento deve ser limpo e se necessário, sanitizado
em intervalos apropriados.
63
5 Equipamentos
5.6 Manutenção
5.6.1 - Manutenção de equipamento deve ser realizada
em intervalos planejados.
5.6.2 - Operações de manutenção não devem afetar a
qualidade do produto.
5.6.3 - O equipamento defeituoso deve ser identificado
adequadamente, excluído do uso e isolado, se possível.
64
32
5 Equipamentos
5.7 Consumíveis
– Os consumíveis usados para equipamentos não devem
afetar a qualidade do produto.
5.8 Autorizações
– Os equipamentos ou sistemas automatizados
utilizados na produção e controle devem ser acessados
e utilizados por pessoal autorizado.
5.9 Sistemas de Back up
– Devem estar disponíveis arranjos alternativos
adequados para sistemas que precisam ser operados em
caso de falha ou quebra.
65
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.1 Princípio
- As matérias-primas e os materiais de embalagem
adquiridos devem atender aos critérios de aceitação
definidos e relevantes para a qualidade dos produtos
acabados.
66
33
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.2 Aquisição
A compra de matérias-primas e materiais de embalagem
deve ser baseada em:
a) avaliação e seleção do fornecedor
b) estabelecimento de cláusulas técnicas como tipo de
seleção a ser conduzida, critérios de aceitação, ações
em caso de defeito ou modificação, condições de
transporte
c) estabelecimento de relações e trocas entre a empresa
e o fornecedor, como questionário, assistência e
auditorias.
67
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.3 Recebimento
6.3.1 - O pedido, a nota fiscal e os materiais entregues
devem corresponder.
6.3.2 - A integridade das embalagens de remessa de
matérias-primas e materiais de embalagem deve ser
verificada visualmente. Se necessário, devem ser
realizadas verificações adicionais dos dados de
transporte.
68
34
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.4 Identificação e Status
6.4.1 - Recipientes de matérias-primas e materiais de
embalagem devem ser rotulados para identificar o
material e as informações do lote.
6.4.2 - Matérias-primas e materiais de embalagem que
apresentem defeitos que possam afetar a qualidade do
produto devem ser retidos/mantidos pendente de
decisão.
69
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.4 Identificação e Status
6.4.3 - As matérias-primas e os materiais de embalagem
devem ser identificados de maneira apropriada, de acordo
com seu status, tais como, aprovados, rejeitados ou em
quarentena. Outros sistemas podem substituir esse
sistema físico de identificação, se garantirem o mesmo
nível de garantia.
70
35
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.4 Identificação e Status
6.4.4 - A identificação de matérias-primas e materiais de
embalagem deve conter as seguintes informações:
a) nome do produto marcado na nota de entrega
b) nome do produto, conforme indicado pela empresa, se
diferente do nome fornecido pelo fornecedor e / ou seu
número de código
c) data ou número do recebimento, se apropriado
d) nome do fornecedor
e) lote de referência dado pelo fornecedor e lote de
referência dado no recebimento, se diferente.
71
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.5 Liberação
6.5.1 - Sistemas físicos ou alternativos devem ser
configurados para garantir que apenas matérias-primas e
materiais de embalagem liberados sejam usados.
6.5.2 - A liberação de materiais deve ser realizada pelo
pessoal autorizado responsável pela qualidade.
6.5.3 - As matérias-primas e os materiais de embalagem
podem ser aceitos com base no certificado de análise do
fornecedor somente se houver requisitos técnicos
estabelecidos, experiência e conhecimento do
fornecedor, auditoria do fornecedor e métodos de teste
acordados do fornecedor.
72
36
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.6 Estocagem/Armazenamento
6.6.1 - As condições de armazenamento devem ser
apropriadas para cada matéria-prima e material de
embalagem.
6.6.2 - As matérias-primas e os materiais de embalagem
devem ser armazenados e manuseados de maneira
apropriada às suas características.
6.6.3 - Condições específicas de armazenamento devem
ser respeitadas e monitoradas, quando apropriado.
73
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.6 Estocagem/Armazenamento
6.6.4 - Recipientes de matérias-primas e materiais de
embalagem devem ser fechados e não podem ser
armazenados diretamente no chão.
6.6.5 - Quando as matérias-primas e os materiais de
embalagem são reembalados, eles devem ter a mesma
rotulagem que na origem.
74
37
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.6 Estocagem/Armazenamento
6.6.6 - Quando matérias-primas e materiais de embalagem
são colocados em quarentena ou rejeitados, eles devem ser
armazenados em seus respectivos locais físicos ou usando
qualquer outro sistema que ofereça o mesmo nível de
garantia.
6.6.7 - Medidas devem ser estabelecidas para garantir a
rotatividade de estoque. Exceto em circunstâncias
especiais, a rotação do estoque deve garantir que o estoque
liberado mais antigo seja usado primeiro.
75
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.6 Estocagem/Armazenamento
6.6.8 - O inventário periódico deve ser realizado para
garantir a confiabilidade do estoque. Qualquer discrepância
significativa deve ser investigada e medidas corretivas
tomadas.
76
38
6 Matérias primas e Materiais de Embalagem
6.7 Reavaliação
- Um sistema deve ser configurado para reavaliar os
materiais conforme apropriado para determinar sua
adequação ao uso, após um período definido de
armazenamento. O sistema deve ser configurado de
forma a impedir o uso de materiais que requerem
reavaliação
77
Estudo de Caso – Oregon
Parte 1
78
39
6.8 Qualidade da água utilizada na produção
6.8.1 - O sistema de tratamento de água deve fornecer uma
qualidade definida de água.
6.8.2 - A qualidade da água deve ser verificada testando ou
monitorando os parâmetros do processo.
6.8.3 - O sistema de tratamento de água deve permitir a
sanitização.
6.8.4 - O equipamento de tratamento de água deve ser
instalado para evitar estagnação e riscos de contaminação.
6.8.5 - Os materiais usados no equipamento de tratamento
de água devem ser selecionados para garantir que a
qualidade da água não seja afetada.
79
7 Produção
7.1 Principio
- Em cada estágio das operações de fabricação e
embalagem, devem ser tomadas medidas para produzir
um produto acabado que atenda às características
definidas.
80
40
7.2 Operações de Fabricação
7.2.1 Disponibilidade de documentos relevantes
[Link] - A documentação relevante deve estar disponível
em cada estágio das operações de fabricação.
[Link] - As operações de fabricação devem ser
realizadas de acordo com a documentação de
fabricação, incluindo:
a) equipamento adequado
b) fórmula para o produto
81
7.2 Operações de Fabricação
7.2.1 Disponibilidade de documentos relevantes
c) lista de todas as matérias-primas identificadas de
acordo com os documentos relevantes, indicando
números e quantidades de lotes
d) operações de fabricação detalhadas para cada
estágio, como adição de matérias-primas, temperaturas,
velocidades, tempos de mistura, amostragem, limpeza
e, se necessário, higienização de equipamentos e
transferência de produtos a granel.
82
41
7.2 Operações de Fabricação
7.2.2 Start-up checks / Liberação de Equipamento
Antes de iniciar qualquer operação de fabricação, deve-se
garantir que:
a) toda a documentação relevante para as operações de
fabricação está disponível
b) todas as matérias-primas estão disponíveis e liberadas
c) equipamento adequado está disponível para uso, em
bom estado de funcionamento, limpo e, se necessário,
sanitizado
83
7.2 Operações de Fabricação
7.2.2 Start-up checks / Liberação de Equipamento
d) A limpeza da área foi realizada para evitar a mistura
com materiais de operações anteriores
84
42
7.2 Operações de Fabricação
7.2.3 Atribuição de um número de lote
Um número de lote deve ser atribuído a cada lote de
produto a granel fabricado. Esse número não precisa
ser idêntico ao número do lote que aparece na etiqueta
do produto acabado, mas, deve ser fácil relacionar-se
com esse número.
85
7.2 Operações de Fabricação
7.2.4 Identificação das Operações em Processo
[Link] - De acordo com a fórmula, todas as matérias-
primas devem ser medidas ou pesadas, em recipientes
limpos e adequados, rotulados com a identificação
apropriada ou diretamente no equipamento utilizado na
fabricação.
[Link] - Em todos os momentos, deve ser possível
identificar os principais equipamentos, recipientes de
matérias-primas e recipientes de produtos a granel.
86
43
7.2 Operações de Fabricação
7.2.4 Identificação das Operações em Processo
[Link] - A identificação dos contêineres de produtos a
granel deve indicar:
a) nome ou código de identificação
b) número do lote
c) condições de armazenamento quando essas
informações forem críticas para garantir a qualidade do
produto.
87
7.2 Operações de Fabricação
7.2.5 Controles em Processo
[Link] - Os controles em processo e seus critérios de
aceitação devem ser definidos.
[Link] - Os controles em processo devem ser executados
de acordo com um programa definido.
[Link] - Qualquer resultado fora dos critérios de
aceitação deve ser relatado e investigado
adequadamente.
88
44
7.2 Operações de Fabricação
7.2.6 Estocagem de Produto a Granel (Bulk)
[Link] - O produto a granel deve ser armazenado em
recipientes adequados, em áreas definidas e sob
condições apropriadas.
[Link] - A duração máxima do armazenamento do
produto a granel deve ser definida.
[Link] - Quando essa duração é atingida, o produto a
granel deve ser reavaliado antes do uso.
89
7.2 Operações de Fabricação
7.2.7 Devolução de Matérias Primas ao Estoque
- Se as matérias-primas permanecerem sem uso após a
pesagem e forem consideradas aceitáveis para retornar
ao estoque, seus recipientes devem ser fechados e
identificados adequadamente.
90
45
7.3 Operações de Embalagem
7.3.1 Disponibilidade de documentos relevantes
[Link] - A documentação relevante deve estar disponível
em cada estágio das operações de embalagem.
[Link] - As operações de embalagem devem ser realizadas
de acordo com a documentação da embalagem, incluindo:
a) equipamento adequado,
b) lista de materiais de embalagem definidos para o
produto final pretendido
91
7.3 Operações de Embalagem
7.3.1 Disponibilidade de documentos relevantes
c) operações detalhadas de embalagem, tais como,
envase, fechamento, rotulagem, embalagem e
codificação.
92
46
7.3 Operações de Embalagem
7.3.2 Start-up checks / Liberação de Linha
Antes de iniciar qualquer operação de embalagem,
deve-se garantir que:
a) a área foi limpa de materiais para evitar a mistura
com materiais de operações anteriores
b) toda a documentação relevante para as operações
de embalagem está disponível
c) todos os materiais de embalagem estão disponíveis.
93
7.3 Operações de Embalagem
7.3.2 Start-up checks / Liberação de Linha
d) o equipamento adequado está disponível para uso,
em bom estado de funcionamento, limpo e, se
necessário, sanitizado.
e) é definida qualquer codificação para permitir a
identificação do produto.
94
47
7.3 Operações de Embalagem
7.3.3 Atribuição do número do lote
[Link] - Um número de lote deve ser atribuído a cada
unidade do produto acabado.
[Link] - Esse número não precisa ser idêntico ao
número do lote que aparece na etiqueta do produto a
granel, mas, deve ser fácil relacionar-se com esse
número.
95
7.3 Operações de Embalagem
7.3.4 Identificação da Linha de Embalagem
- Em todos os momentos, deve ser possível identificar
a linha de embalagem com seu nome ou código de
identificação, o nome ou código de identificação do
produto acabado e o número do lote.
7.3.5 Verificações de equipamentos de
controle on-line
- Se usado, o equipamento de controle on-line deve ser
verificado regularmente, de acordo com um programa
definido.
96
48
7.3 Operações de Embalagem
7.3.6 Controles em Processo
[Link] - Os controles em processo e seus critérios de
aceitação devem ser definidos.
[Link] - Os controles em processo devem ser executados
de acordo com um programa definido.
[Link] - Qualquer resultado fora dos critérios de aceitação
deve ser relatado e investigado adequadamente.
97
7.3 Operações de Embalagem
7.3.7 Devolução de Mat. de Embalagem ao Estoque
- Se os materiais de embalagem permanecerem sem uso
após as operações de embalagem e forem destinados e
considerados aceitáveis para retornar ao estoque, seus
recipientes devem ser fechados e identificados
adequadamente.
98
49
7.3 Operações de Embalagem
7.3.8 Identificação e manuseio do material em
processo
- O envase, rotulagem e embalagem geralmente é um
processo contínuo.
- Onde não for esse o caso, devem ser aplicadas medidas
especiais, incluindo segregação e identificação, para que
não ocorram misturas ou erros de identificação.
99
8 Produtos Acabados
8.1 Princípio
- Os produtos acabados devem atender aos critérios
de aceitação definidos. O armazenamento, a expedição
e as devoluções devem ser gerenciadas de maneira a
manter a qualidade dos produtos acabados.
100
50
8 Produtos Acabados
8.2 Liberação
8.2.1 - Antes de serem colocados no mercado, todos
os produtos acabados devem ser controlados de
acordo com os métodos de teste estabelecidos e
devem cumprir os critérios de aceitação.
8.2.2 - A liberação do produto deve ser realizada pelo
pessoal autorizado responsável pela qualidade.
101
8 Produtos Acabados
8.3 Estocagem
8.3.1 - Os produtos acabados devem ser armazenados
em áreas definidas sob condições apropriadas por um
período de tempo adequado. Se necessário, os
produtos acabados devem ser monitorados enquanto
armazenados.
8.3.2 - As áreas de armazenamento devem permitir
armazenamento organizado.
102
51
8 Produtos Acabados
8.3 Estocagem
8.3.3 - Quando os produtos acabados são liberados,
colocados em quarentena ou rejeitados, eles devem ser
armazenados em seus respectivos locais físicos ou
usando qualquer outro sistema que ofereça o mesmo
nível de garantia.
103
8 Produtos Acabados
8.3 Estocagem
8.3.4 - A identificação de embalagens de produtos acabados
deve indicar:
a) nome ou código de identificação
b) número do lote
c) condições de armazenamento quando essas informações
forem críticas para garantir a qualidade do produto.
d) quantidade
104
52
8 Produtos Acabados
8.3 Estocagem
8.3.5 - Medidas devem ser estabelecidas para garantir a
rotatividade de estoque.
- Exceto em circunstâncias especiais, a rotação do
estoque deve garantir que o estoque liberado mais antigo
seja usado primeiro.
105
8 Produtos Acabados
8.3 Estocagem
8.3.6 - Verificações periódicas de inventário devem ser
realizadas para:
a) garantir a precisão do inventário
b) garantir que os critérios de aceitação sejam atendidos.
Qualquer discrepância significativa deve ser investigada.
106
53
8 Produtos Acabados
8.4 Expedição
- Medidas devem ser tomadas para garantir o
transporte do produto acabado.
- Devem ser tomadas precauções para manter a
qualidade do produto acabado, quando apropriado.
107
8 Produtos Acabados
8.5 Devoluções
8.5.1 - Produtos devolvidos devem ser identificados de
maneira apropriada e armazenados em áreas
definidas.
8.5.2 - Produtos devolvidos precisam ser avaliados
com base em critérios estabelecidos para determinar
sua disposição.
108
54
8 Produtos Acabados
8.5 Devoluções
8.5.3 - A liberação deve ser dada antes da colocação
de produtos devolvido no mercado novamente.
8.5.4 - Devem ser estabelecidas medidas para
distinguir qualquer produto devolvido reprocessado.
Devem ser tomadas medidas para evitar a
redistribuição inadvertida de produto acabado não
liberado.
109
Estudo de Caso – Oregon
Parte 2 –
Produção
110
55
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.1 Princípio
9.1.1 - Os princípios descritos para pessoal, instalações,
equipamentos, subcontratação e documentação devem
ser aplicados ao laboratório de controle de qualidade.
9.1.2 - O laboratório de controle de qualidade é
responsável por garantir que os controles necessários e
relevantes, dentro de sua atividade, sejam realizados
para amostragem e teste, para que os materiais sejam
liberados para uso e os produtos liberados para
expedição, apenas se a sua qualidade atender aos
critérios de aceitação exigidos.
111
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.2 Métodos de Análise e Testes
9.2.1 - O laboratório de controle de qualidade deve
usar todos os métodos de analise e testes necessários
para confirmar que o produto atende aos critérios de
aceitação.
9.2.2 - Os controles devem ser realizados com base em
métodos de analise e testes definidos, adequados e
disponíveis.
112
56
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.3 Critérios de Aceitação
- Devem ser estabelecidos critérios de aceitação para
especificar os requisitos a serem atendidos para
matérias-primas, materiais de embalagem, produtos a
granel e produtos acabados.
113
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.4 Resultados
- Todos resultados devem ser revisados.
- Após esta revisão, uma decisão deve ser tomada em
termos de aprovação, rejeição ou pendência.
114
57
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.5 Resultados Fora da Especificação
9.5.1 - Os resultados fora da especificação devem ser
revisados por pessoal autorizado e devidamente
investigados.
9.5.2 - Deve haver justificativa suficiente para que
qualquer novo teste seja realizado.
9.5.3 - Após a investigação, deve ser tomada uma
decisão por pessoal autorizado, principalmente em
termos de desvio, rejeição ou pendência.
115
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.6 Reagentes, soluções, padrões de referência,
meios de cultura
- Reagentes, soluções, padrões de referência, meios de
cultura, etc. devem ser identificados pelas seguintes
informações:
a) o nome
b) concentração, quando apropriado
c) data de validade, quando apropriado
d) o nome e / ou assinatura da pessoa que o preparou,
quando apropriado
e) data de abertura
f) condições de armazenamento, quando apropriado.
116
58
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.7 Amostragem
9.7.1 A amostragem deve ser realizada por pessoal
autorizado.
9.7.2 A amostragem deve ser definida em termos de:
a) método de amostragem
b) equipamento a ser usado
c) quantidades a serem tomadas
d) quaisquer precauções a serem observadas para evitar
contaminação ou deterioração
e) identificação da amostra
f) frequência
117
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.7 Amostragem
9.7.3 As amostras devem ser identificadas por:
a) o nome ou código de identificação
b) o número do lote
d) a data da amostragem
e) o recipiente do qual a amostra foi coletada
f) o ponto de amostragem, se aplicável.
118
59
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.8 Amostra de Retenção (Retém)
9.8.1 As amostras do produto acabado devem ser retidas
de maneira apropriada e em áreas designadas.
9.8.2 O tamanho da amostra dos produtos acabados deve
permitir que as análises sejam realizadas de acordo com
os regulamentos locais.
119
9 Laboratório de Controle da Qualidade
9.8 Amostra de Retenção (Retém)
9.8.3 As amostras retidas do produto acabado devem ser
mantidas em sua embalagem primária por um tempo
apropriado, nas condições de armazenamento
recomendadas.
9.8.4 Amostras de matérias-primas podem ser retidas de
acordo com a prática da empresa ou de acordo com os
regulamentos locais.
120
60
10 Tratamento de produto fora de especificação
10.1 Produtos acabados rejeitados, produtos a granel,
matérias-primas e materiais de embalagem
10.1.1 - As investigações de produtos ou materiais
rejeitados devem ser realizadas por pessoal autorizado a
fazê-lo.
10.1.2 - As decisões de destruir ou reprocessar devem ser
aprovadas pelo pessoal responsável pela qualidade.
121
10 Tratamento de produto fora de especificação
10.2 Reprocessar produto acabado e produto a granel
10.2.1 Se todo ou parte de um lote de produto acabado ou
a granel não atender aos critérios de aceitação definidos,
uma decisão de reprocessar para obter a qualidade
definida deve ser aprovada pelo pessoal responsável pela
qualidade.
10.2.2 - O método de reprocessamento deve ser definido e
aprovado.
122
61
10 Tratamento de produto fora de especificação
10.2 Reprocessar produto acabado e produto a granel
10.2.3 - Os controles devem ser realizados nos produtos
acabados ou nos produtos a granel reprocessados. Os
resultados devem ser revisados por pessoal autorizado, a
fim de verificar a conformidade do produto acabado ou do
produto a granel com os critérios de aceitação.
123
11 Resíduos
11.1 Princípio
- Os resíduos devem ser descartados de maneira
oportuna e sanitária.
11.2 Tipo de Resíduos
- A organização deve identificar os diferentes tipos de
resíduos da Produção e do Controle de Qualidade que
podem afetar a qualidade do produto.
124
62
11 Resíduos
11.3 Fluxo
11.3.1 - O fluxo de resíduos não deve impactar as
operações de produção e laboratório.
11.3.2 - Medidas apropriadas devem ser tomadas em
relação à coleta, transporte, armazenamento e disposição
de resíduos.
125
11 Resíduos
11.4 Containers
- Os recipientes de resíduos devem ser adequadamente
identificados quanto ao conteúdo e outras informações,
conforme apropriado.
11.5 Disposição
- O descarte de resíduos deve ser realizado de maneira
adequada e com um nível de controle adequado.
126
63
12 Subcontratação
12.1 Princípio
- Um contrato ou acordo por escrito deve ser
estabelecido, confirmado e controlado mutuamente
entre o contratante e o contratado, cobrindo as
atividades subcontratadas. O objetivo desta etapa é
obter um produto ou serviço que atenda aos requisitos
definidos pelo contratante.
127
12 Subcontratação
12.2 Tipo de Subcontratações
Esta cláusula refere-se à subcontratação de:
a) fabricação
b) embalagem
c) análise
d) limpeza, higienização de instalações
e) controle de pragas
f) manutenção de equipamentos e instalações.
128
64
12 Subcontratação
12.3 Contratante
12.3.1 - O contratante deve avaliar a capacidade e
capacidade do contratado de realizar as operações
contratadas. Além disso, o contratante deve garantir que o
contratado tenha todos os meios disponíveis para executar
o contrato. O contratante deve avaliar a capacidade do
contratado de cumprir essas diretrizes, conforme
apropriado, e garantir que as operações possam ser
executadas conforme acordado.
12.3.2 - O contratante deve fornecer ao contratado todas as
informações necessárias para realizar as operações
corretamente.
129
12 Subcontratação
12.4 Contratado
12.4.1 - O contratado deve garantir que eles tenham os
meios, a experiência e o pessoal competente para
atender aos requisitos do contrato.
12.4.2 - O aceitante do contrato não deve repassar a
terceiros qualquer trabalho que lhes seja confiado no
contrato sem a aprovação e o consentimento prévio do
contratante. Devem ser feitos acordos entre a terceira
parte e o contratado para garantir que todas as
informações sobre as operações sejam disponibilizadas
ao contratante da mesma maneira que no contrato
original.
130
65
12 Subcontratação
12.4 Contratado
12.4.3 - O contratado deve facilitar as verificações e
auditorias que o contratante definiu no contrato.
12.4.4 - O contratado deve informar o contratante de
quaisquer alterações que possam afetar a qualidade
dos serviços ou produtos fornecidos antes da
implementação, a menos que especificado de outra
forma no contrato.
131
12 Subcontratação
12.5 Contrato
12.5.1 - Um contrato ou acordo deve ser estabelecido
entre o contratante e contratado, especificando seus
respectivos deveres e responsabilidades.
12.5.2 - Todos os dados devem ser mantidos ou
disponibilizados ao contratante.
132
66
13 Desvios
13.1 - Desvios dos requisitos especificados devem ser
autorizados com dados suficientes para apoiar a
decisão.
13.2 - Ações corretivas devem ser tomadas para evitar
a recorrência do desvio.
133
14 Reclamações e Recall
14.1 Princípio
14.1 - Todas as reclamações que se enquadram no
escopo destas diretrizes e são comunicadas à fábrica
devem ser revisadas, investigadas e acompanhadas,
conforme apropriado.
14.2 - Quando uma decisão de recall de produto é
tomada, devem ser tomadas as medidas apropriadas
para concluir o recall dentro do escopo dessas
diretrizes e implementar ações corretivas.
14.3 - No caso de operações contratadas, o contratante
e o contratado devem concordar com o processo de
gerenciamento de reclamações (ver 12.1).
134
67
14.2 Reclamações de Produto
14.2.1 - O pessoal autorizado deve centralizar todas as
reclamações.
14.2.2 - Quaisquer reclamações relacionadas a um
defeito do produto devem ser mantidas com os detalhes
originais e as informações de acompanhamento.
14.2.3 - O acompanhamento adequado do lote em
questão deve ser concluído.
135
14.2 Reclamações de Produto
14.2.4 - As investigações e acompanhamento de
reclamações devem incluir:
a) Etapas para evitar a recorrência do defeito
b) Verificar outros lotes para determinar se eles também
são afetados, quando apropriado.
14.2.5 - As reclamações devem ser revisadas
periodicamente para verificar tendências ou recorrência
de um defeito.
136
68
14.3 Recall de Produtos
14.3.1 - O pessoal autorizado deve coordenar o processo
de recall.
14.3.2 - As operações de recall de produtos devem poder
ser iniciadas prontamente e em tempo hábil.
14.3.3 - As autoridades apropriadas devem ser notificadas
de recalls que possam afetar a segurança do consumidor.
137
14.3 Recall de Produtos
14.3.4 - Os produtos retirados devem ser identificados e
armazenados separadamente em uma área segura
enquanto aguardam uma decisão.
14.3.5 - O processo de recall do produto deve ser avaliado
periodicamente.
138
69
15 Controle de Mudanças
- Alterações que possam afetar a qualidade do produto
devem ser aprovadas e executadas por pessoal
autorizado com base em dados suficientes.
139
16 Auditoria Interna
16.1 Princípio
- Uma auditoria interna é uma ferramenta projetada
para monitorar a implementação e o status dessas
Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos e, se
necessário, para propor ações corretivas.
140
70
16 Auditoria Interna
16.2 Abordagem
16.2.1 - O pessoal competente especialmente designado
deve realizar auditorias internas de maneira
independente e detalhada, regularmente ou sob
demanda.
16.2.2 - Todas as observações feitas durante a auditoria
interna devem ser avaliadas e compartilhadas com a
gerência apropriada.
141
16 Auditoria Interna
16.3 Acompanhamento
- O acompanhamento da auditoria interna deve
confirmar a conclusão ou implementação satisfatória
da ação corretiva.
142
71
17 Documentação
17.1 Princípio
17.1.1- Cada empresa deve estabelecer, projetar, instalar e
manter seu próprio sistema de documentação adequado à
sua estrutura organizacional e ao tipo de produtos. Um
sistema eletrônico pode ser usado para preparar e
gerenciar documentos.
143
17 Documentação
17.1 Princípio
17.1.2 - A documentação é parte integrante das Boas
Práticas de Fabricação. Portanto, o objetivo da
documentação é descrever as atividades definidas nessas
diretrizes, a fim de relacionar o histórico dessas atividades
e evitar riscos de interpretação, perda de informações,
confusão ou erros inerentes à comunicação verbal.
144
72
17 Documentação
17.2 Tipo de Documentos
17.2.1 - Os documentos devem ser compostos por
procedimentos, instruções, especificações, protocolos,
relatórios, métodos e registros adequados às atividades
cobertas por essas diretrizes.
17.2.2 - Os documentos podem ser impressos ou registros
eletrônicos.
145
17 Documentação
17.3 Redação, aprovação e distribuição
17.3.1 - Os documentos devem ser definidos e
descrever, com detalhes adequados, as operações a
serem realizadas, as precauções a serem tomadas e as
medidas a serem aplicadas em todas as atividades
relacionadas a essas diretrizes.
17.3.2 - O título, a natureza e o objetivo dos
documentos devem ser declarados.
146
73
17 Documentação
17.3 Redação, aprovação e distribuição
17.3.3 Os documentos devem ser:
a) escrito de maneira legível e abrangente
b) aprovado, assinado e datado por pessoas autorizadas
antes de ser usado
c) preparado, atualizado, retirado, distribuído,
classificado
147
17 Documentação
17.3 Redação, aprovação e distribuição
17.3.3 Os documentos devem ser:
d) referenciado para garantir que documentos obsoletos
não sejam usados
e) acessível ao pessoal apropriado
f) removidos da área de trabalho e destruídos se
estiverem desatualizados.
148
74
17 Documentação
17.3 Redação, aprovação e distribuição
17.3.4 Os registros que requerem a entrada de dados
manuscritos devem:
a) indicar o que deve ser inserido;
b) ser escritos de forma legível com tinta permanente;
c) ser assinado e datado;
d) ser corrigido, se necessário, deixando a entrada original
ainda legível; Quando apropriado, o motivo da correção
deve ser registrado.
149
17 Documentação
17.4 Revisão
- Os documentos devem ser atualizados, quando
necessário, e o número da revisão indicado.
- O motivo de cada revisão deve ser mantido.
17.5 Arquivamento
17.5.1 - Somente documentos originais devem ser
arquivados e apenas cópias controladas devem ser
usadas.
150
75
17 Documentação
17.5 Arquivamento
17.5.2 - A duração do arquivamento de documentos
originais deve ser definida de acordo com a legislação e
os regulamentos aplicáveis.
17.5.3 - O armazenamento dos documentos originais
deve estar devidamente protegido.
151
17 Documentação
17.5 Arquivamento
17.5.4 - Os documentos podem ser arquivados como
eletrônicos ou impressos e sua legibilidade deve ser
garantida.
17.5.5 - Os dados de backup devem ser armazenados
em um local separado e seguro em intervalos regulares
152
76
Estudo de Caso – Oregon
Parte 3 –
Controle de Qualidade e Armazenamento de
Produtos Acabados.
153
Formação de Auditor Interno
DIRETRIZES PARA AUDITORIA DE SISTEMAS DE GESTÃO
Definição;
Princípios de auditoria;
Tipos de auditoria;
Fases e etapas da auditoria
154
77
Formação de Auditor Interno
Definição: Auditoria
“Processo sistemático, documentado e independente, para
obter evidência da auditoria e avaliá-la, objetivamente, para
determinar a extensão na qual os critérios de auditoria são
atendidos.” (ISO 19011:2012)
155
Formação de Auditor Interno
Definição:
Evidência da auditoria
“Registros, declarações de fatos ou outras informações que
são relevantes para os critérios de auditoria e verificáveis.”
Critérios de auditoria
“Conjunto de políticas, procedimentos ou requisitos usados
como uma referência.”
156
78
Princípios da Auditoria
Três são os princípios relacionados às características
pessoais dos auditores:
• Integridade: o fundamento do profissionalismo. O auditor deve
exercer seu trabalho com dedicação, honestidade e
responsabilidade.
• Apresentação justa: a obrigação de reportar com veracidade e
exatidão.
• Profissionalismo: a aplicação de diligência e julgamento na
auditoria;
157
Princípios da Auditoria
Dois princípios regem o processo de auditoria:
• Independência: a base para a imparcialidade de auditoria e
objetividade das conclusões de auditoria;
• Abordagem baseada em evidência: as evidências da
auditoria são verificáveis. São baseadas em amostras de
informações disponíveis, para alcançar conclusões da
auditoria confiáveis e reproduzíveis em um processo
sistemático de auditoria.
158
79
TIPOS DE AUDITORIA
Primeira Parte
Auditorias Internas
Segunda Parte
Auditorias em fornecedores
Terceira Parte
Auditorias independentes da organização,
fornecedores e clientes.
Nota: Existem outros tipos de auditoria, tais como:
Auditoria de produto, processo, financeira, contábil, etc.
159
Planejamento e Preparação de Auditoria
160
80
FASES E ETAPAS DA AUDITORIA
FASE 1: se os documentos da qualidade atendem aos
requisitos da norma. (Teoria)
FASE 2: se os documentos da qualidade estão
implementados. (Prática)
ETAPAS:
Planejamento
Preparação
Execução
Relatório
Acompanhamento
161
PLANEJAMENTO (01/05)
Planejamento da Auditoria
Frequência: depende da necessidade de avaliar os objetivos
definidos da auditoria, podem ser bimestral, semestral, anual, etc.
Definir datas e duração da auditoria.
Determinar recursos necessários: viagens, deslocamentos,
hospedagem, etc.
Considerar os resultados de auditorias anteriores.
Determinar a abrangência do Planejamento: processos a serem
auditados.
162
81
PLANEJAMENTO (02/05)
Objetivos da auditoria
Estes objetivos podem estar baseados na consideração de
prioridades da direção,
intenções comerciais,
requisitos de sistema de gestão,
requisitos estatutários, regulamentares e contratuais,
necessidades de avaliação de fornecedor,
requisitos de clientes e
riscos para a organização.
163
PLANEJAMENTO (03/05)
Exemplos de objetivos de um planejamento de
auditoria:
satisfazer requisitos para certificação em uma
norma de sistema de gestão;
verificar conformidades com requisitos
contratuais;
obter e manter confiança na capacidade de um
fornecedor;
contribuir para manter a melhoria do sistema de
gestão.
164
82
PLANEJAMENTO (04/05)
A abrangência de um planejamento de auditoria pode variar e será
influenciada pelo tamanho, natureza e complexidade da
organização a ser auditada, como também, pelo seguinte:
escopo, objetivo e duração de cada auditoria a ser realizada;
frequência das auditorias a serem realizadas;
número, importância, complexidade, semelhança e localizações das
atividades a serem auditadas;
requisitos normativos, estatutários, regulamentares e contratuais e
outros;
necessidade para credenciamento ou registro/certificação;
conclusões de auditorias anteriores ou resultados de análise crítica
de um programa de auditoria anterior;
qualquer gestão relativa a idioma, cultural e social;
mudanças significativas para uma organização ou suas operações.
165
PLANEJAMENTO (05/05)
Por exemplo, ao planejar auditorias de segunda parte deve-se definir:
Frequência
Depende das necessidades em avaliar o desempenho de um
determinado fornecedor e criticidade do produto fornecido.
Seleção de Auditores
Idêntico à auditoria interna, procurando-se acrescentar à equipe
um representante de compras.
Critério
Normalmente as auditorias em fornecedores seguem uma
sistemática de avaliação que visa classificar, e em alguns casos,
pontuar o fornecedor. É cada vez mais usual auditorias com base
na série de normas ISO 9000.
Escopo
Geralmente as auditorias em fornecedores cobrem as atividades
que diretamente afetam o produto.
166
83
PREPARAÇÃO (01/05)
Definir a equipe auditora: se aplicável, designar o líder da equipe
da auditoria.
Realizar a análise crítica da documentação pertinente ao SGQ:
determinar a adequação com os critérios da auditoria.
Preparar o Plano de auditoria (Itinerário): distribuir para as áreas
que serão auditadas.
Designar o trabalho para cada membro da equipe auditora: (Ex.
Elaboração da Lista de Verificação pelo(s) auditor(es) que
realizará(ão) a auditoria de “campo”).
Preparar os documentos de trabalho: Ex. Lista de Verificação e
outros documentos pertinentes.
Nota: Critério de Auditoria: conjunto de políticas, procedimentos ou requisitos usados
como uma referência na qual a evidência de auditoria é comparada (ISO
19011:2012).
167
PREPARAÇÃO (02/05)
PLANO DE AUDITORIA
Norma(s) de ISO 22716 :2007 Data(s) da 08/01/2016
Referência: auditoria no site:
Equipe Auditora: 1e2
Objetivo: Confirmar se o sistema de gestão está estabelecido e implementado em conformidade aos
requisitos da Norma de Referência.
Escopo: Desenvolvimento e fabricação de artefatos de borracha.
Data Horário Auditor Área/Departamento/Processo/Função Auditado(s)
08/01 08:00 – 08:30 Todos Reunião de abertura
08:30 – 12:00 1 Produção
08:30 – 10:00 2 Comercial
10:00 – 12:00 2 Projeto e desenvolvimento
12:00 – 13:00 Todos Almoço
13:00 – 14:00 1 Compras
14:00 – 15:00 1 Controle de Equipamentos de Medição e
Monitoramento
13:00 – 14:30 2 Gestão de Recursos Humanos
14:30 – 15:00 2 Controle de Documentos e Registros
15:00 – 16:00 1 Monitoramento do Sistema (auditoria interna)
15:00 – 16:00 2 Ações Corretivas e Preventivas (Melhoria contínua)
16:00 – 16:30 1/2 Análise Crítica pela Alta Direção
16:30 – 17:00 1/2 Tempo privativo para elaboração do relatório
17:00 – 17:30 1/2 Reunião de Fechamento
168
84
PREPARAÇÃO (03/05)
Para conduzir o estudo da documentação, um auditor deve:
analisar a política da qualidade;
avaliar os objetivos da qualidade em cada nível e função
pertinente;
analisar os processos críticos (as atividades, processos e medições
que são essenciais ao alcance dos objetivos);
identificar qualquer processo de suporte que possa ser necessário
ou apropriado para manter os processos críticos;
focar a auditoria em pessoas, processos, controles, registros,
produtos/ serviços;
considerar a eficácia e eficiência de processos. (essencial)
169
PREPARAÇÃO (04/05)
Análise crítica Política da Qualidade
Avaliar Objetivos da qualidade em cada função/ nível relevante
Analisar
Processos críticos para alcançar os objetivos
Identificar
Processos de suporte
Os processos, documentação, registros
Auditar
170
85
PREPARAÇÃO (05/05)
Preparação de uma Lista de Verificação para auxiliar a auditoria:
Ferramenta poderosa da Equipe Auditora.
Esta Lista de Verificação atua ao mesmo tempo como um
documento de trabalho e registro da auditoria.
Outros itens que deveriam ser acrescidos à Lista de Verificação são
as deficiências encontradas em auditorias anteriores.
Para as auditorias de fornecedores, deve-se procurar, além do já
mencionado anteriormente, analisar o contrato, documentos do
fornecedor e dados sobre o seu desempenho, dentre outros.
Não deve restringir ou atrapalhar o auditor.
171
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (01/23)
Fontes de
Coletar e selecionar informações
(por análise crítica dos
documentos, entrevista,
observações, etc.)
Informações
Verificação
Evidência de
auditoria
Comparação com os critérios
de auditoria
Anotações/
Comentários de
auditoria
Análise crítica
Conclusões da
auditoria
172
86
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (02/23)
Informações podem ser obtidas por meio de:
Entrevistas
Observação de atividades
Documentos (política, objetivos, planos, procedimentos,
instruções de trabalho, desenhos, contratos, etc.)
Registros (inspeção, minutas de reunião, relatórios ou
livros de reclamação de clientes, entre outros)
Dados (análises, indicadores mensuráveis e de
desempenho)
Registros de outras fontes: realimentação de clientes,
desempenho do fornecedor
173
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (03/23)
As evidências da auditoria deverão ser:
Identificadas.
Documentadas / registradas (tanto para conformidades
quanto para não-conformidades, assim como observações
e oportunidades de melhorias)
Sem evidência objetiva não há conformidade ou não-
conformidade
A evidência de auditoria deve ser avaliada contra o critério de
auditoria para determinar as constatações.
Uma constatação de auditoria pode indicar tanto uma
conformidade como não-conformidade com os requisitos.
Constatações de auditoria: Resultados da avaliação das evidências
de auditoria coletadas contra os critérios de auditoria
174
87
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (04/23)
Monitoramento e medição da melhoria contínua
Para auditar de maneira eficaz, o auditor necessitará
entender como o monitoramento e medição de informação
é capaz de contribuir para a melhoria contínua do sistema
de gestão da qualidade.
Tanto quanto estabelecer objetivos da qualidade
mensuráveis, a organização terá identificado e
estabelecido processos para monitorar, medir e avaliar:
a capacidade de processos;
o produto;
satisfação do cliente.
Estes devem incluir o registro, coleta, sumarização e
comunicação de dados relevantes necessários para
monitorar e melhorar o desempenho da organização.
175
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (05/23)
A realização da auditoria pode ser dividida em 04 sub-etapas:
reunião de abertura
execução da auditoria
revisão dos resultados
reunião de fechamento
176
88
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (06/23)
REUNIÃO DE ABERTURA
O propósito de uma Reunião de Abertura é para:
Confirmar o acordo de todas as partes (por exemplo: auditado,
equipe de auditoria) quanto ao plano da auditoria;
Apresentar a equipe de auditoria;
Assegurar que todas as atividades planejadas da auditoria
possam ser realizadas.
Nota: Informal para auditorias internas, porém fundamental para um
bom desempenho da auditoria.
177
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (07/23)
Exemplo de agenda reunião de abertura (auditorias 1ª ou 2ª parte):
Apresentação dos participantes, incluindo um resumo de suas
funções;
Confirmação dos objetivos, escopo e critério da auditoria;
Confirmação do plano de auditoria. Qualquer reunião
intermediária entre a equipe da auditoria e a direção do auditado,
e qualquer alteração de última hora;
Métodos e procedimentos a serem usados para realizar a
auditoria, incluindo um alerta ao auditado que a evidência de
auditoria será somente uma amostra das informações
disponíveis;
Confirmação dos canais formais de comunicação entre a equipe
da auditoria e o auditado e guias;
178
89
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (08/23)
Exemplo de agenda reunião de abertura (auditorias 1ª ou 2ª parte):
Confirmação se os recursos e instalações necessárias à equipe da
auditoria estão disponíveis;
Confirmação de assuntos relativos à confidencialidade;
Confirmação de procedimentos pertinentes de segurança do
trabalho, emergência e segurança para a equipe da auditoria;
Confirmação da disponibilidade, funções e identidades de
quaisquer guias (acompanhantes durante a sua auditoria);
Método de relatar, incluindo qualquer classificação de não –
conformidades (quando aplicável em sua organização).
179
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (09/23)
Falar com as pessoas que executam as tarefas:
• Verificar nível de compreensão;
• Verificar se seguem os procedimentos.
Não conformidades:
Comunicar imediatamente;
Ser preciso / correto nas anotações.
180
90
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (10/23)
Técnicas de questionamento
Durante a auditoria, como técnica de questionamento, existem 06
palavras fundamentais para uso do auditor:
COMO, ONDE, QUANDO, O QUE, POR QUE, QUEM
Um método eficiente de iniciar as questões/diálogo e encorajar o
auditado a discutir é "mostre-me". Por exemplo:
Mostre-me o que você faz
Mostre-me os tipos de Relatórios de Inspeção que você tem
Mostre-me sua lista de fornecedores qualificados
Mostre-me seu procedimento de aferição e calibração
EVITE QUESTÕES FECHADAS!!
181
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (11/23)
O auditor deve comandar a auditoria:
NÃO DEVE:
Ser desviado;
Conduzido ou malconduzido;
Enganado;
Deixar o auditado ditar o ritmo da auditoria;
Assumir ou presumir
182
91
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (12/23)
O auditor deve comandar a auditoria:
DEVE:
Cumprimentar;
Estar preparado;
Ser pontual;
Insistir para que as pessoas questionadas respondam por si;
Falar somente o necessário; deixe os outros falarem;
Evitar mal-entendidos;
Manter questões claras e concisas;
Ser educado e calmo;
Não ter medo do silêncio;
183
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (13/23)
O auditor deve comandar a auditoria:
Jamais deixe o auditado estabelecer o ritmo da auditoria; o auditor
deve manter controle sobre o tempo e o itinerário da auditoria.
O auditor deve ficar atento a atividades "obstrutivas" durante a auditoria:
Faladores
Interrupções frequentes
documentos faltantes
Pessoas chaves não encontradas
Amostragens pré-preparadas (sempre escolha sua própria);
184
92
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (14/23)
Outras considerações do auditor:
esteja bem apresentado
seja independente
jamais perca a paciência
não fale baixo, seja claro nas suas perguntas
jamais realize julgamentos ou dê opiniões
não tenha preconcepções de como um determinado elemento deve
ser descrito/implementado. Tenha a mente aberta a novas ideias ou
conceitos.
use corretamente a linguagem do corpo: gestos, postura, direção do
olhar, todas estas formas de comunicação devem ser usadas pelo
auditor para aumentar a eficiência da auditoria.
185
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (15/23)
Revisão dos Resultados
Reunião dos auditores:
As listas de verificação e as anotações são revisadas e
comparadas;
Listar as não conformidades, observações e oportunidades
de melhoria;
Verificar a redação das não conformidades
186
93
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (16/23)
Não conformidade
É definida pela ISO 9000 como sendo "Não atendimento a
um requisito".
Portanto, uma não conformidade pode ser uma falha em:
Atendimento à(s) norma(s) aplicável(is) à organização;
Implementação da política, processo ou outros requisitos
documentados especificados na organização;
Implementação de um requisito legal ou contratual.
Se não existir um requisito específico, não pode haver não
conformidade.
187
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (17/23)
Descrição da não conformidade
uma afirmação curta
incluir a descrição da evidência objetiva encontrada
deve definir a qual elemento da norma está referenciada
o procedimento / nº e revisão (quando aplicável)
a área/departamento/ função em que se aplica.
Produto / lote avaliado
Numero do registro, pedido, relatório
(Dados que possam ser rastreáveis para a análise da causa
da não conformidade).
188
94
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (18/23)
Linha para descrição de não conformidades
CONSTATAÇÃO - Diga o que não funcionou ou não foi
eficaz!
Visão geral da Constatação
EVIDÊNCIA - Diga o que não foi “bem feito”
Descrição da eficiência, sustentada pela evidência
objetiva
REQUISITO - Diga o que precisa ser cumprido.
Resumo do requisito não atendido
189
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (19/23)
EXEMPLOS DE DESCRIÇÃO DE NÃ0-CONFORMIDADES
Norma: ISO 22716: 2007 - Elemento 5.4.1 – Calibração
Procedimento: POP 012 rev.03 Área: Produção
Constatação – Falha pontual na calibração de equipamentos.
Evidência: Não evidenciado o registro da calibração do
equipamento de medição – Balança código BA08, marca Toledo,
modelo CTA.
Requisito: 5.4.1 - Instrumentos de medição de laboratório e
produção, importantes para a qualidade do produto, devem ser
calibrados regularmente.
190
95
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (20/23)
Norma: ISO 22716: 2007 - Elemento 6.3.2 – Verificação do produto
adquirido
Procedimento: POP 6.3 rev.01 Área: Armazém
Constatação – Falha na sistemática de inspeção de recebimento
da organização.
Evidência: Não evidenciado o registro de inspeção de recebimento
da matéria prima Vinil - código 01.0173 – lote 18738 – NF 14511.
Requisito: 6.3.2 - A integridade dos recipientes de transporte de
matérias-primas e materiais de embalagem deve ser verificada
visualmente. Se necessário, devem ser realizadas verificações
adicionais de dados de transporte.
191
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (21/23)
Norma: ISO 22716: 2007 - Elemento 6.1 – Informações de
Aquisição
Procedimento: Não Aplicável Área: Armazém
Constatação – Falha pontual na sistemática informar aos
fornecedores, as atualizações realizadas nas especificações de
matérias-primas.
Evidência: Evidenciado o pedido de compra 1331 para o
fornecedor FCC, em 17.11.2019, referenciando a especificação
IT – ES 8 61016 revisão 01, embora a revisão atual seja 02
(10.08.2019).
Requisito: 6.1 - As matérias-primas e os materiais de
embalagem comprados devem atender aos critérios de
aceitação definidos, relevantes para a qualidade dos produtos
acabados.
192
96
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (22/23)
Reunião de Fechamento
Após a revisão dos resultados, uma reunião de encerramento
conduzida pelo líder da equipe de auditoria, para apresentar
as constatações e conclusões da auditoria.
193
EXECUÇÃO DA AUDITORIA (23/23)
Exemplo de agenda para reunião de fechamento (auditorias 1ª ou
2ª parte):
Apresentação das conclusões e constatações da auditoria de tal modo
que elas sejam conhecidas e entendidas pela direção do auditado;
estar preparado para justificar as não conformidades.
evitar ser "arrastado" por discussões.
fornecer ao auditado uma oportunidade de explicar qualquer
informação discrepante obtida durante a auditoria e caso um erro da
equipe auditora fique evidente, desculpar-se e eliminar a não
conformidade.
Não é obrigatório que as ações corretivas e o tempo para sua
implementação sejam definidos na reunião de fechamento.
O prazo para entrega do relatório final da auditoria deve ser acordado.
Quaisquer atividades relativas à pós-auditoria (por exemplo,
implementação de ações corretivas, tratamento de reclamações da
auditoria, processo de apelação).
194
97
RELATÓRIO E ACOMPANHAMENTO (01/04)
O conteúdo do relatório deve incluir:
O escopo e objetivos da auditoria
Identificação dos auditores
Datas e locais onde as atividades da auditoria foram realizadas
Os critérios da auditoria
As constatações da auditoria e as evidências relacionadas
O plano da auditoria, incluindo a programação
Quaisquer áreas não cobertas dentro do escopo da auditoria
uma referência aos documentos de base para a auditoria
(normas, procedimentos)
As conclusões da auditoria quanto à eficiência do Sistema da
Qualidade em cumprir com os requisitos da norma aplicável,
documentos relacionados e objetivos
195
RELATÓRIO E ACOMPANHAMENTO (02/04)
O RELATÓRIO NÃO DEVE INCLUIR:
opiniões
informações confidenciais
críticas a indivíduos
declarações ambíguas
detalhes triviais / sem importância
observações, resultados ou não conformidades, não
discutidas na reunião de fechamento
196
98
RELATÓRIO E ACOMPANHAMENTO (03/04)
ACOMPANHAMENTO
Gerência do auditado é responsável:
Corrigir o problema existente;
Investigar a(s) causa(s);
Determinar extensão do problema (abrangência);
Determinar ações corretivas;
Implementar ações corretivas.
Ação corretiva deve:
Estar direcionada para a(s) causa(s);
Evitar a reincidência do problema.
Nota: Os auditados são responsáveis por determinar qualquer ação
corretiva necessária para lidar com a não conformidade.
197
RELATÓRIO E ACOMPANHAMENTO (04/04)
Atividades de acompanhamento
Obter resposta escrita do auditado;
Ações corretivas e subsequentes ações de acompanhamento,
que podem incluir auditorias adicionais, devem ser
completadas dentro de um período acordado entre as partes.
Métodos de fechamento incluirão uma nova auditoria nas
áreas deficientes onde evidências físicas poderão ser vistas
ou analisadas criticamente através de documentação nova ou
revisada.
198
99
REGISTROS DA AUDITORIA
Os registros da auditoria devem incluir:
Plano da auditoria (Itinerário) / Relatório (incluindo as
observações) / Relatório de não-conformidades /
Respostas aos relatórios de não-conformidades /
Documentos associados com a condução da auditoria
(Ex. lista de verificação, etc.).
Os registros dos auditores devem incluir evidências da
qualificação e treinamento dos auditores.
199
100