COLEGIO E CURSO MASTERS GOLD
D.E. F – DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FISICA
PROF.EVERALDO SANTOS (CREF 002068 P/PB)
PLANEJAMENTO DA TEMPORADA 2012 PARA A MODALIDADE VOLEIBOL
CAJAZEIRAS – PB
2012
DEFINIÇÃO DAS QUALIDADES (CAPACIDADES) FÍSICAS
As capacidades físicas podem ser:
CAPACIDADES DESIGNAÇÃO CARACTERÍSTICAS
Capacidades Força (força relativa, força de explosão, Determinadas principalmente pelos
força máxima, força de resistência), processos energéticos
Motoras Resistência
Acoplamento (unir um movimento ao outro
sem quebra)
Reação (capacidade de antecipação,
concentração, percepção e atenção)
Capacidades Diferenciação Processos de condução e regulação do
movimento
Coordenativas Ritmo
Equilíbrio
Orientação
Variação
Associação
Aprendizagem Motora
Direção do movimento
Outras Velocidade Onde os dois elementos citados se
interagem sem determinar
Capacidades Flexibilidade predominância
SÉRIE DE EXERCÍCIOS FÍSICOTËCNICOS ESPECÍFICOS PARA O VOLEIBOL
O objetivo: obter aproveitamento físico e técnico, conseqüentemente atingir a
todos objetivos propostos.
“Nas seqüências de exercícios que serão apresentadas, os toques e as manchetes
devem ser exercitadas de todos os tipos e todas as maneiras, a fim de que o jogador
possa desenvolver esses fundamentos e ganhar o desembaraço e a confiança
necessários para o correto desempenho de suas atribuições durante uma partida”.
Exercício 1
O jogador recebe a bola na linha lateral e executa 2 toques consecutivos. O 1º para o
centro da quadra desloca-se atrás da bola e executa o 2º para o companheiro, que
está esperando na linha lateral oposta para repetir a movimentação. Os toques devem
ser, de acordo com a intensidade que se quer imprimir ao exercício, com os pés no
chão (menor) ou saltando (maior).
Exercício 2
O jogador recebe a bola no centro da quadra e executa 2 toques consecutivos. O 1º
de costas para a linha lateral desloca-se de costas e executa o 2º de frente para o
companheiro, que está esperando no centro da quadra para repetir a movimentação.
Os toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.
Exercício 3
O jogador, começando da linha lateral, executa 3 toques consecutivos. O 1º até o
centro da quadra desloca-se de frente, executa o 2º de costas para a linha lateral,
desloca-se de costas e o 3º de frente para o companheiro, que está esperando na
linha lateral oposta para realizar a mesma movimentação. Da mesma forma, os toques
em suspensão tornam o exercício muito mais intenso.
Exercício 4
Idem ex. 3, sendo que o 3o toque também é executado de costas, com os pés no chão
ou saltando.
Exercício 5
O posicionamento inicial é com os dois jogadores afastados da linha lateral, cerca de 2
metros. Executam 2 toques consecutivos. O 1º para o centro da quadra desloca-se de
frente na direção da bola, executam o 2º para o companheiro e voltam ao
posicionamento inicial correndo de costas. Esse exercício admite uma graduação de
intensidade se realizado, por exemplo, por jogadores dispostos 4 a 4, 3 a 3, 2 a 2 com
a mesma bola. Quanto menos jogadores participando, maior é a intensidade. Os
toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.
Exercício 6
Idem ex. 5, saltando no 2º toque.
Exercício 7
Idem ex. 5, saltando em ambos os toques.
Seqüência de Exercícios dos Fundamentos Toque ou Manchete, utilizando o
Deslocamento D (6metros).
Exercício 8
O posicionamento inicial é um jogador na rede e o outro na linha do fundo da quadra.
O que está posicionado na rede toca a bola uma ou duas vezes sobre a linha de
ataque. O outro sai da linha do fundo, toca a bola para o companheiro, retorna de
costas até a linha do fundo e parte novamente para outro toque na linha de ataque e
assim sucessivamente, o número de vezes que o treinador estabelecer.
Exercício 9
O posicionamento inicial é um jogador na rede tocando a bola para o fundo da
quadra. O outro, partindo da linha de ataque, desloca-se de costas até a linha do
fundo, executa o 2º toque para o companheiro que está na rede e volta para a linha de
ataque, a fim de continuar a seqüência no número de vezes estabelecido pelo
treinador.
Exercício 10
A mesma mecânica do ex. 9. O jogador do fundo desloca-se para a linha de ataque,
toca para o companheiro, retorna para a linha do fundo deslocando-se de frente e toca
de costas para o companheiro que está na rede.
Nota
Os três exercícios dessa seqüência são bastante intensos. Para iniciantes ou para
adultos em fase inicial de treinamento é necessário fazer uma graduação, de duas
maneiras:
1° estabelecer progressivamente o número de vezes que o jogador do fundo da
quadra deve repetir a movimentação (tocar a bola na linha de ataque), isto é, 4, 6,
8,10;
2° instruir o jogador que está na rede para tocar 2 vezes na bola ao invés de uma, a
fim de que o jogador que está executando o exercício tenha tempo para deslocar-se.
Para uma equipe de alta competitividade, em bom nível de treinamento, de 6 a 10
repetições é apropriado.
No exercício com 10 repetições, o número de toques consecutivos é de 20. Estes, se
executados em suspensão, aumentam substancialmente a intensidade do exercício.
Nota
Chamamos atenção para o fato de que as seqüências de exercícios devem ser
realizadas com o toque acima da cabeça e com a manchete. Logo, os 10 exercícios
(somadas os das seqüências 1 e 2) apresentados até aqui, se realizados com os dois
fundamentos, tornam-se 20. Mais, se executados com todos os tipos e maneiras de
execução teremos, então, mais de 100 exercícios. Este número de exercícios deve ser
distribuído ao longo de uma ou mais semanas de treinamento.
Obs.: De acordo com as notas acima:
- Na série acima se aumenta a intensidade acrescentando saltos aos movimentos e
diminuindo o número de participantes no exercício. Ex: 2 jogadores maior intensidade,
4 jogadores menor intensidade.
- Aumenta-se o volume aumentando o número de repetições do exercício e utilizando
os vários tipos e maneiras de execução existentes no gesto motor.
FUNDAMENTOS BASICOS DO VOLEIBOL
1. EXERCÍCIOS DE FORÇA;
2. LEVANTAMENTO;
3. MANCHETE/PASSE;
4. MANCHETE/DEFESA;
5. PASSADA PARA A RECEPÇÃO/BLOQUEIO;
6. AGACHAMENTO COM PASSADA À FRENTE, AGACHAMENTO LATERAL;
7. CORTADA;
8. BLOQUEIO;
9. POSIÇÃO DE EXPECTATIVA E SALTOS;
10. BALANÇO DOS BRAÇOS PARA OS SALTOS;
11. EXERCÍCIOS ABDOMINAIS, AGACHAMENTO FRONTAL E DORSAL;
Três séries de cada exercício. Períodos de recuperação entre séries de 1 a 2 min. Para cargas mais
intensas maiores intervalos de recuperação.
Planejamento da Temporada de Treinamento e Competição do Voleibol
Haverá muitas habilidades para ensinar aos jogadores durante o decorrer da temporada. Um
plano de treinamento durante toda a temporada ajudará aos treinadores a apresentar as
habilidades de forma sistemática e eficaz. As sessões no plano abaixo foram organizadas duas
vezes por semana.
Amostra de plano de treinamento
Pré-temporada
Avaliação
Preparo físico
Semana #1 Avaliação
Regras
Exercícios de habilidades básicas
Habilidades de saque
Preparo físico
Semana #2 Habilidades de passe
Configuração do ataque e defesa
Toque/Recepção
Temporada de Competição
Configuração do ataque
Configuração da defesa
Semana #3
Regras / recomeço
Toque/Recepção
Controle
Jogo em Equipe/Posições
Semana #4
Controle
Jogo em Equipe/Posições
Passes
Jogo em Equipe/Suporte
Semana #5
Passes
Jogo em Equipe/Suporte
Passes
Jogo em Equipe
Semana #6
Passes
Jogo em Equipe/Suporte
Jogo em Equipe
Semana #7
Jogo em Equipe/Defesa
Exercícios de habilidades de equipe
Semana #8
Preparação para o torneio
Componentes Essenciais do Planejamento da Temporada de Treinamento do
Voleibol
Cada sessão de treinamento deve conter os mesmos elementos essenciais. O tempo gasto
em cada elemento irá depender da meta da sessão de treinamento, o momento da temporada
em que a sessão está ocorrendo e o tempo disponíveis para determinada sessão. Os
seguintes elementos devem ser incluídos no programa diário de um atleta. Consultar as seções
apresentadas sobre cada área para obter informações aprofundadas e orientação sobre estes
tópicos.
▪ Aquecimento
▪ Habilidades anteriormente ensinadas
▪ Novas habilidades
▪ Experiência em competição
▪ Feedback sobre o desempenho
A etapa final da sessão de planejamento é determinar o que o atleta irá realmente fazer.
Lembre-se: ao criar uma sessão de treinamento usando os principais componentes, avançar na
sessão permite incrementar gradualmente a atividade física.
1. Fácil a Difícil
2. Devagar a Rápido
3. Conhecido a Desconhecido
4. Geral a Específico
5. Começo ao Fim
Princípios de sessões de treinamento eficientes
Mantenha todos os atletas O atleta precisa ser um ouvinte ativo
ativos
Crie metas claras e concisas O aprendizado melhora quando o atleta sabe o que se espera
dele
Dê instruções claras e Demonstre — aumente o grau de precisão das instruções
concisas
Registre o progresso Acompanhe o projeto juntamente com seus atletas
Dê retornos positivos Enfatize tudo o que o atleta fez bem e o recompense por isso
Providencie variedade Varie os exercícios — evite o tédio.
Incentive o divertimento O treinamento e a competição são divertidos — ajude a mantê-
los desta maneira em seu benefício e dos atletas
Crie progressões A aprendizagem aumenta quando a informação avança de:
▪ Conhecido para desconhecido — descobrindo novas
coisas com sucesso
▪ Simples ao complexo — percebendo que “EU” consigo
fazer isso
▪ Geral para específico — é por isso que estou me
esforçando
Planeje o máximo uso dos Use o que você tem e improvise para os equipamentos que não
recursos tem — seja criativo
Permita diferenças Atletas diferentes, ritmos de aprendizado diferentes, capacidades
individuais diferentes
Dicas para Condução de Sessões de Treinamento de Sucesso
▪ Determinar as funções e responsabilidades dos técnicos assistentes de acordo com
seu plano de treinamento.
▪ Quando possível, preparar todo o equipamento e posições antes dos atletas chegarem.
▪ Apresentar e agradecer os técnicos e atletas.
▪ Rever o programa com todos. Informar os atletas sobre alterações no programa ou nas
atividades.
▪ Alterar o plano de acordo com as instalações e para acomodar as necessidades dos
atletas.
▪ Durante cada treino, fazer jogos de grupos pequenos com rede ou uma corda.
▪ Manter os exercícios e atividades breves e divertidos para que os atletas não fiquem
entediados. Manter todos ocupados com alguma atividade, mesmo que seja descanso.
▪ Dedicar o final do treinamento a uma atividade grupal que ofereça desafios e diversão,
sempre dando aos atletas alguma expectativa referente ao fim do treinamento.
▪ Se uma atividade está indo bem, geralmente é útil parar a atividade enquanto o
interesse é alto.
▪ Resumir o treino e anuncie os arranjos para a próxima sessão.
▪ Garantir a diversão é fundamental.
Dicas para Condução de Sessões de Treinamento Seguras
Apesar de os riscos serem poucos, os treinadores possuem a responsabilidade de fazer com
que os atletas estejam cientes, compreendam e avaliem os riscos do vôlei. A segurança e bem-
estar dos atletas são as principais preocupações dos treinadores. O vôlei não é um esporte
perigoso, mas podem ocorrer acidentes quando os treinadores se esquecem de tomar
precauções de segurança. É responsabilidade do treinador-chefe minimizar a ocorrência de
lesões oferecendo condições seguras.
▪ No primeiro treino, estabelecer regras claras de comportamento e reforçá-las:
▪ Manter suas mãos junto ao corpo.
▪ Ouvir os treinadores.
▪ Ao ouvirem o apito - Parar, Olhar e Ouvir.
▪ Avisar o treinador ao sair da quadra ou ginásio.
▪ Verificar se os atletas trazem água em todos os treinos, especialmente nos ambientes
mais quentes.
▪ Verificar seu kit de primeiros socorros; repor o que estiver faltando.
▪ Verificar se todos os treinadores possuem uma cópia do formulário médico atual de
cada atleta.
▪ Treinar todos os atletas e técnicos em procedimentos de emergência.
▪ Caminhar pela quadra antes de cada treino ou competição e verificar se existe alguma
condição não segura. Remover todos os objetos dentro ou próximos da quadra em que
os jogadores podem tropeçar (como cadeiras ou caixas) ou escorregar (como roupas,
pranchetas ou líquidos derramados).
▪ Verificar se os equipamentos são seguros o suficiente. Ex.: encapar ou remover fios
soltos da rede, encher a base da rede ou fixar as antenas à rede.
▪ Rever os procedimentos de primeiros socorros e emergências, e verificar se existe
algum indivíduo treinado em primeiros socorros ou RCP presente durante os treinos e
jogos.
▪ Aquecer e alongar no início e/ou final de cada treino ou competição, visando prevenir
lesões musculares.
▪ Treinar para aumentar a capacidade física dos jogadores. Quanto melhor a condição,
menor propensão a lesões. Tornar seus treinos ativos.
▪ Designar os jogadores de acordo com a capacidade nos exercícios se estiverem em
equipe ou em grupos pequenos.
▪ Incentivar todos os jogadores a usar joelheiras nos treinos e jogos.
Competições para Treino de Voleibol
Quanto mais competimos, nos tornamos mais experientes. Parte do plano estratégico do
voleibol da Special Olympics é oferecer mais desenvolvimento esportivo localmente. A
competição motiva os atletas, treinadores e toda a equipe de gerenciamento esportivo.
Expanda ou adicione o máximo de oportunidades de competições possíveis à programação.
Incluímos algumas sugestões abaixo.
1. Organizar torneios locais ou regionais de vôlei da Special Olympics.
2. Organizar e/ou praticar amistosos contra outras equipes de vôlei locais da Special
Olympics, se possível fora de competições.
3. Pedir para uma escola ou clube vizinho se os atletas podem praticar com eles ou
competir em um amistoso.
4. Entrar em contato com o órgão dirigente nacional e obter informações sobre
oportunidades de certificação de treinadores.
5. Levar a equipe para assistir a uma competição de uma faculdade ou clube local ou, se
possível, uma partida na televisão. Discutir os princípios de atuação dos jogadores e
salientar a importância de executar as habilidades que aprendem no treino toda
semana.
6. Incorpore componentes da competição no final de toda sessão de treinamento.
Selecionando os Membros da Equipe
A chave para o desenvolvimento de sucesso de uma equipe tradicional ou do Unified Sports®
da Special Olympics é a seleção adequada dos membros da equipe. Abaixo, seguem algumas
considerações principais.
Grupos por Sexo
Sempre que possível, as equipes devem ser formadas de acordo com o sexo. Ao passo que
não há proibição contra equipes mistas, as atletas devem ter a opção de jogar em uma divisão
somente feminina caso desejem. Entretanto, nem todos os programas oferecem esta divisão;
consultar o programa local.
Agrupamento por Idade
Todos os membros da equipe devem possuir a mesma diferença de idade, caso seja possível:
▪ Dentro de 3-5 anos de idade para atletas de 21 anos de idade ou menos
▪ Dentro de 10-15 anos para atletas 22 anos de idade ou mais
Agrupamento por Habilidade
As equipes do Unified Sports trabalham melhor quando todos os membros possuem
habilidades semelhantes no esporte. Os jogadores com capacidade bastante superior aos
colegas controlarão a competição ou serão adaptadas aos outros por não jogar com todo seu
potencial. Em ambas as situações, as metas de interação e trabalho em equipe são
diminuídas, e uma experiência realmente competitiva não é alcançada.
Também existe maior chance de lesões quando atletas de nível menor tentam jogar na defesa
contra bolas lançadas por adversários de nível substancialmente maior. Mesmo quando não
ocorrer lesões, estes atletas poderão jogar intimidados e, portanto, poderão não aproveitar o
jogo.
Cartão de Avaliação de Habilidades do Voleibol
O cartão de avaliação de habilidades do voleibol é um método sistemático para determinar a
capacidade de um atleta. Foi criado para auxiliar os treinadores a determinar o nível de
habilidade do atleta em determinado esporte antes que comecem a participação. Os
treinadores acharão esta avaliação uma ferramenta útil por diversos motivos:
1. Ajuda o treinador e atleta a determinar em quais posições o último está mais apto a
jogar. Por ex.: levantador, atacante, Líbero (especialista da defesa), etc.
2. Estabelece as áreas de treinamento de base do atleta
3. Auxilia os treinadores a agrupar atletas de habilidades semelhantes nas equipes de
treinamento
4. Mede o progresso do atleta
5. Ajuda a determinar a agenda de treinamento diário do atleta
Antes de iniciar a avaliação, o técnico precisa realizar a seguinte análise quando observar o
atleta.
▪ Familiarizar-se com todas as tarefas que compõem as principais habilidades
▪ Ter uma visão precisa de cada tarefa
▪ Observar um atleta talentoso executando a mesma tarefa
Ao administrar a avaliação, os treinadores terão uma oportunidade melhor de obter a melhor
análise possível de seus atletas. Sempre começar explicando a habilidade que deseja
observar, e se possível, demonstrá-la.
Vestuário de Voleibol
O vestuário adequado para o vôlei é exigido para todos os competidores. Como treinador,
discutir os tipos de roupas esportivas aceitáveis e não aceitáveis para o treinamento e
competição. Discutir a importância de vestir roupas adequadas, junto com as vantagens e
desvantagens de determinados tipos de roupas usadas durante o treinamento e competição.
Por exemplo, calça comprida (não para esporte) não é considerada vestuário adequado para
vôlei em nenhum evento. Explicar que os atletas não conseguem o melhor de si ao usarem
calças que não sejam de ginástica que restringem os movimentos. Levar os atletas em
competições de escolas ou faculdades durante o treinamento ou competições, e chamar
atenção para o vestuário. É possível ainda dar o exemplo vestindo roupas adequadas em
treinamentos e competições. O vestuário correto para o vôlei é uma camiseta, shorts, meias e
tênis.
É proibido uso de objetos que possam causar lesões ou que ofereçam vantagem artificial ao
jogador. Por motivos de segurança, recomenda-se não usar joias ou chapéu. Caso isto não
seja possível, remover pingentes religiosos ou médicos das correntinhas e grudados ou
costurados debaixo do uniforme. Caso aneis tipo aliança não puderem ser removidos, deverão
ser envolvidos por fita de modo a não apresentar riscos.
Os jogadores podem usar óculos ou lentes, sendo de sua própria conta e risco. Podem existir
produtos para auxiliar na prevenção específica dos olhos, tornozelos e joelhos.
Camiseta
Durante os treinos, os atletas devem usar uma camiseta confortável que permita a liberdade de
movimentos na área dos ombros. A manga comprida pode reduzir o impacto da bola no
antebraço durante as manchetes, sendo, portanto, uma opção adequada. O comprimento da
camiseta deve ser suficiente para prendê-la debaixo dos shorts ou calça de ginástica.
Durante a competição, as camisetas dos jogadores devem ser numeradas de 1 a 99, sendo
proibidos números duplicados. O número deve estar visível e ser de cor que contraste com a
da camiseta, posicionado no centro na frente (mínimo de 15 cm) e centro nas costas (mínimo
de 20 cm); a faixa que forma os números deve ter um mínimo de 2 cm de largura. A cor e
modelo das camisetas e shorts deve ser a mesma para toda a equipe. O Líbero deverá usar o
mesmo número da camiseta de jogador comum. O gerente da competição poderá determinar
exceções para partidas específicas. Estas especificações foram incluídas para orientar o
treinador quando forem solicitados os uniformes.
Shorts
Durante os treinos, os atletas devem usar shorts de ginástica ou do uniforme. Os shorts devem
oferecer conforto e boa aparência ao atleta.
Durante a competição, todos os jogadores devem vestir shorts semelhantes, inclusive
elementos como listras, cores e logotipos.
Meias
Recomenda-se que os atletas usem meias para ajudar a absorver a umidade dos pés durante
as atividades. Dada a ação contínua no vôlei, as meias também ajudam a prevenir bolhas.
Calçados
Recomenda-se que os atletas usem calçados específicos para vôlei. É importante que sejam
equipados de palmilhas acolchoadas, suporte para a curvatura dos pés e calcanhares. Tênis
de cano alto também podem ser utilizados.
Bem ajustado
Recomenda-se que os atletas usem um agasalho esportivo para o aquecimento antes do jogo
ou treino em ambientes mais frios. Calça e blusa de moletom não muito pesados são peças
excelentes e de baixo custo.
Joelheiras
As joelheiras são altamente recomendáveis para ajudar a proteger os joelhos de contusões e
arranhões ao cair no chão.
Equipamentos de Voleibol
O vôlei necessita do tipo de equipamentos esportivos enumerados abaixo. Os produtos podem
estar disponíveis para auxiliar na instrução de habilidades do esporte.
Voleibol
O tamanho da bola não deve ultrapassar 81 centímetros de circunferência e não pesar mais de
225 gramas, seguindo ao máximo o tamanho da bola segundo o regulamento. A forma deve
ser esférica e feita de couro flexível ou sintético, com e com uma câmara interior feita de
borracha ou material similar. Sua cor pode ser clara uniforme ou uma combinação de cores.
Sua pressão interna deve ser de 0,30 a 0,32 kg/cm². Na Competição de Equipes Modificadas,
poderá ser usada uma bola mais leve, modificada de couro ou couro sintético.
Quadra
O tamanho regulamentar da quadra é de 9 metros x 18 metros, entretanto, a modificação da
Special Olympics permite que a linha seja movida mais próxima à rede, porém não mais de 4,5
metros. Caso não haja uma quadra do tamanho oficial, podem ser feitas modificações para a
segurança do jogador.
Rede
Usada para separar as equipes durante o jogo, a altura da rede de 2,5 metros para jogos
masculinos é usada nos jogos comuns e do Unified Sports. A altura da rede de 2,5 metros para
jogos femininos de Competição Modificada em Equipe. O tamanho oficial da rede é 1 metro de
largura e 9,5 a 10 metros de comprimento (com 25 a 50 cm de cada lado), feita em malhas
quadradas pretas de 10 cm de lado. Na parte superior uma faixa horizontal, de 7 cm de largura
feita de uma tela branca dobrada ao meio, é costurada em toda sua extensão.
Antenas
São varas flexíveis colocadas em lados opostos da rede, amarradas tangenciando a parte
externa de cada faixa lateral. A antena possui 1,80 metros de comprimento, sendo a parte
superior de cada antena estendida além do bordo superior da rede por 80 cm e marcada com
listras de 10 cm de largura, em cores contrastantes, preferivelmente vermelho e branco.
Postes
Os postes que sustentam a rede são colocados a uma distância externa de 0,5 m a 1 m de
cada linha lateral. Eles possuem 2,55 metros de altura e são preferivelmente ajustáveis.
Quando possível, deve ser usada proteção para os postes.
Carrinho/Saco para Bolas
Item utilizado para carregar ou armazenar as bolas durante o treino ou competição.