Engenharia Mecânica
DEMEC
Módulo 2
Introdução aos Materiais Inteligentes
Disciplina: Introdução aos Materiais Inteligentes
Prof. Dr. Vinícius Carvalho Teles
Materiais inteligentes
• Materiais inteligentes são aqueles que exibem acoplamento entre múltiplos domínios físicos.
• Exemplos -> converter sinais elétricos em deformação mecânica e converter deformação mecânica em uma saída
elétrica.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 2
Sistemas inteligentes
• Sistemas inteligentes ou estruturas
inteligentes envolve atuadores e sensores
distribuídos e um ou mais
microprocessadores que analisam as
respostas dos sensores e usam controle
integrado para comandar os atuadores para
aplicar deformações ou deslocamentos
localizados para alterar resposta do sistema.
• O sistema inteligente tem a capacidade de
responder a mudanças externas ambiente,
bem como a uma mudança interna
ambiente.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 3
Sistemas inteligentes
• Aplicações de sistemas inteligentes requerem um conhecimento das:
• propriedades básicas de vários tipos de materiais inteligentes;
• métodos para modelar os mecanismos de acoplamento dentro desses materiais; e
• abordagens matemáticas para incorporar modelos de materiais em modelos de sistemas de engenharia.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 4
Sistemas inteligentes
• Os sistemas inteligentes geralmente
consistem em diversos componentes:
• Sensores para aquisição de sinal
• Elementos que transmitem as informações à unidade
de comando e controle
• Unidades de comando e controle que tomam
decisões e dão instruções com base nas informações
disponíveis
• Componentes que transmitem decisões e instruções Dilema dos carros inteligentes
• Atuadores que executam ou acionam a ação
necessária
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 5
Domínio físico
• Um domínio é qualquer quantidade física que podemos descrever por um conjunto de duas variáveis de estado.
domínio mecânico
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 6
Acoplamento
• O acoplamento ocorre quando uma
mudança na variável de estado em um
domínio físico causa uma mudança na
variável de estado de um outro domínio
físico.
• O acoplamento é geralmente denotado por
um termo que é uma combinação dos
nomes associados aos dois domínios
físicos.
• Acoplamento termomecânico -> alterar a
temperatura de um material, que é uma variável
de estado no domínio térmico, pode causar uma
mudança no estado de deformação, que é uma
variável de estado mecânico.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 7
Acoplamento
• Acoplamento bidirecional -> existir uma
relação recíproca
• Os materiais eletromecânicos são caracterizados
por sua capacidade de converter um sinal elétrico
em uma resposta mecânica e, de maneira
recíproca, converter um estímulo mecânico em
uma resposta elétrica.
• Acoplamento unidirecional -> a relação não é
recíproca
• Os materiais termomecânicos produzem
deformação mecânica quando aquecidos mas eles
não produzem um aumento de temperatura
mensurável devido à deformação mecânica, as ligas
com memoria de forma são os principais exemplos.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 8
Atuadores
• Atuadores típicos consistem em:
• piezocerâmicos,
• magnetostritivos,
• eletrostritivos e
• ligas com memória de forma.
• Normalmente convertem entradas
elétricas/magnéticas/térmicas em
tensão/deslocamento de atuação que é
transmitido à estrutura hospedeira,
afetando seu estado mecânico.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 9
Sensores
• Sensores típicos consistem em:
• extensômetros,
• acelerômetros,
• piezocerâmica.
• Os sensores convertem deformação
ou deslocamento em um campo
elétrico.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 10
Alguns dos principais materiais
inteligentes
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 11
Materiais piezoelétricos
• Algumas cerâmicas que possuem uma estrutura cristalina sem centro de simetria podem polarizar
quando uma tensão mecânica é aplicada.
perovskita
Temperatura de Curie
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 12
Materiais piezoelétricos
• De todas as estruturas cristalinas (32) 20 podem ser piezoelétricas;
• Os materiais piezoelétricos comerciais mais comuns são aqueles que
contêm chumbo, como Pb(Zr, Ti)O3 (PZT);
• Devido os problemas de saúde e ambientais associados ao Pb, muitos
esforços de pesquisa foram gastos no desenvolvimento de
piezoelétricos sem chumbo.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 13
Materiais piezoelétricos
• Materiais piezoelétricos – ex: quartzo
• Efeito direto: diferença de potencial elétrico quando aplicada uma deformação mecânica
• Efeito inverso: deformação mecânica quando uma carga elétrica é aplicada
https://www.americanpiezo.com/knowledge-
center/piezo-theory/piezoelectricity.html
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 14
Materiais piezoelétricos
• A fabricação de cerâmicas piezoelétricas sintéticas ocorre através da
polarização do material com a ajuda de um grande campo elétrico a altas
temperaturas.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 15
Materiais piezoelétricos
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 16
Materiais piezoelétricos
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 17
Fluidos magnetoreológicos e eletroreológios
• Os fluidos magnetoreológicos são dispersões coloidais de partículas
ferromagnéticas com diâmetro de 1 a 5 µ em fluido dielétrico, cuja viscosidade
aparente pode ser alterada com a aplicação de um campo magnético externo.
• As partículas de ferro normalmente correspondem de 20% a 40% do volume do
fluido.
• O princípio físico subjacente aos fluidos magnetoreológicos pode ser explicado
pela polarização magnética das partículas metálicas e a formação de filamentos
cuja ruptura requer o aumento das forças aplicadas.
• O efeito macroscópico observado é o aumento da viscosidade aparente e o
aparecimento de uma tensão cisalhante de escoamento acima da qual o fluido
apresenta deformação.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 18
Fluidos magnetoreológicos e eletroreológios
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 19
Fluidos magnetoreológicos e eletroreológios
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 20
Fluidos magnetoreológicos e eletroreológios
• Os fluidos eletroreológicos têm princípio de funcionamento similar ao dos fluidos magnetoreológicos, com a
diferença de que a variação de viscosidade é obtida pela aplicação de um campo elétrico externo.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 21
Ligas com memória de forma
• Os materiais com memória de forma (shape-memory alloys -
SMA) são materiais que possuem a capacidade de recuperar
sua forma e dimensões originais quando sujeitos a ciclos
térmicos apropriados ou quando simplesmente o
carregamento ao qual eles são submetidos é retirado.
• Esses materiais apresentam duas propriedades especiais
que os diferenciam dos outros materiais: a memória de
forma, propriamente dita, e a pseudoelasticidade.
• O efeito memória de forma ocorre quando esses materiais
são deformados e, depois de aquecidos a uma determinada
temperatura, recuperam sua forma inicial. Já o efeito de
pseudoelasticidade diferencia-se do efeito memória de
forma pelo fato de o material não necessitar ser aquecido
para recuperar a deformação sofrida; ele retorna ao estado
inicial apenas com a retirada do carregamento.
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 22
Ligas com memória de forma
• Os efeitos de memória de forma e
pseudoelasticidade acontecem devido a
transformações de fase que ocorrem na
microestrutura, que pode ser provocada por
variações de temperatura do material ou por
aplicação de um carregamento mecânico.
• Estes dois efeitos vêm sendo explorados na
confecção de atuadores ativados termicamente,
permitindo o controle de forma ou de vibrações.
Além disso, o comportamento dos das ligas com
memória de forma assegura que, sob
carregamento cíclico, haja dissipação de energia,
o que viabiliza o uso destes materiais para o
controle passivo de vibrações
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 23
Ligas com memória de forma
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 24
Ligas com memória de forma
• Stents
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 25
Bibliografia
•H. Janocha. Adaptronic and Smart Structures - Basics, Material, Design and Applications – 2a Edição. Springer-
Verlaga, Berlin-Heidelberg, 2007.
•M. V. Gandhi and B. S. Thonson. Smart Materials and Structures. Chapman & Hall, London 1994.
•A. V. Srinivasan and D. M. Mc Farland. Smart Structures, Analysis and Design. Cambridge Universi-ty Press,
2001
•A. P. Dorey and And J. H. Moore. Advances in Actuators. IOP Publishing, 1995.
•S. O. R. Moheimani and A. J. Fleming. Piezoelectric Transducers for Vibration Control and Damping. Springer,
.2006
•J. L. Pons. Emerging Actuator Technologies: A Micromecha-tronic Approach. Wiley, 2005.
•K. Otsuka and C. M. Wayman. Shape Memory Alloys. Cambridge Universi-ty Press, 1999.
•D. C. Lagoudas. Shape Memory Alloys: Modeling and Engineering Applications. Springer, 2009
Dr. Vinicius Carvalho Teles Slide 7 26