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AMALGAMA

Resumo Amálgama
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AMALGAMA

Material restaurador direto, mais utilizado na Odonto. 160 anos de história.

Material utilizado até hoje

Cada vez mais seu emprego tem diminuído, principalmente por questões estéticas

Liga metálica: Composto basicamente por metais

Principais componentes: Prata, estanho e mercúrio

Para ser considerado amalgama, tem que ter obrigatoriamente mercúrio

Pode ter zinco, cobre e outros componentes em menos proporção

Forma de apresentação: pó com prata, estanho... e líquido com mercúrio

Características principais:

- Material não adesivo (não há união com os tecidos dentários e a união é por meio do preparo
cavitário);

- Baixa resistência a tração;

- Alta resistência a contração:

- Baixa resistência de borda (não pode deixar margens finas no ângulo cavosuperficial);

- Baixa resiliência, alto módulo de elasticidade

Falhas e insucessos: preparo cavitário incorreto, manipulação inadequada (escolha da liga,


proporcionamento, trituramento, inserção, escultura, acabamento e polimento) ou outros
fatores.

Precisa de uma espessura maior que 2mm, sob risco de fratura.

Composição:

Prata de 40 a 70%, Estanho 17 a 30%, Cobre de 2 a 40%, Zinco de 0 a 2%, Índio de 0 a 10%,
Paládio de 0 a 7% e Mercúrio de 0 a 3%

Liga pre-amalgamada: vem uma quantidade de mercúrio no pó

Prata: confere resistência, mas em muita quantidade acarreta expansão do material


restaurador após trituração; responsável pela manutenção do brilho superficial e diminui o
escoamento do material (creep)

Creep: deformação plástica que o material sofre quando ele é submetido a cargas cíclicas.
Estanho: baratear o custo, reduz expansão do amalgama (positivo) (alta expansão o material
tende a sair da cavidade), muito estanho pode causar contração do material (negativo), reduz
a resistência e a dureza do material, responsável por formar a fase gama 2 (baixa resistência,
maior creep e maior corrosão)

Cobre: características semelhantes a prata, ligas de alto teor de cobre apresentam maior
resistência e surgiram para amenizar a fase gama - em maiores proporções, traz melhores
propriedades a liga de amalgama

Zinco: desoxidante da liga, maior plasticidade durante a trituração, pode causar expansão
tardia (agua em contato, causa uma expansão volumétrica);

O fabricante funde os metais escolhidos e resfria moldando um lingote e depois passam por
um tratamento térmico homogeneizador (450°C por 24h).

Se a peça for limada/lixar, produz partículas irregulares, produz limalha.

Se o lingote for aquecido novamente e pulverizado em um ambiente inerte, produz


esferoidais.

Vantagens das partículas esféricas: aumento da resistência à compressão e tração, aumenta a


resistência de borda/marginal, menor quantidade de mercúrio na trituração

Quanto menor a quantidade de mercúrio utilizada, melhor as propriedades do amalgama.

Tamanho das partículas: partículas pequenas são mais utilizadas, acabamento mais fácil,
superfície mais lisa, endurecimento mais rápido, maior resistência e melhor adaptação do
material;

Quanto mais esféricas, melhor a adaptação na cavidade.

Classificação quanto a forma: limalha, esferoidal e dispersa (mistura de limalha e esferoidal)

Classificação quanto ao conteúdo de cobre: alto teor de cobre (13 a 30%), baixo teor de cobre
(<6%)

As ligas de alto teor de cobre formam menos gama 2

Classificação quanto a presença de zinco: ligas sem zinco (<0,01%), ligas com zinco (>0,01%)

Reação de cristalização do Amalgama

Inicialmente, as ligas não tinham cobre na composição, eram de baixo teor de cobre. O
aumento do teor de cobre foi um avanço nas ligas de amalgama.

Se excluir o cobre, basicamente o que tem no pó é prata e estanho, que vão se misturar com o
mercúrio, que vai formar prata com mercúrio e estanho com mercúrio. E parte das moléculas
de prata e estanho que não vão reagir com mercúrio. Vai sobrar Ag e Sn, mas o Hg vai ser
totalmente consumido

Fases gama, gama 1 e gama 2

Fase gama é Ag e Sn – quando é triturada com o Hg, tem a formação da fase gama 1, que é Ag
e Hg, gama 2, que é Sn e Hg e gama.
Uma formação de maior quantidade de fase gama 2, acarreta um material com piores
propriedades mecânicas, pior resistência, maior corrosão, maior creep, maior deformação
plástica.

Mercúrio envolve todas as partículas e causa solubilização da superfície das partículas. Ag e Sn


vão se dissolver e ficar disponíveis para formar as fases gama 1 e gama 2 com o mercúrio.
Devido a maior quantidade de prata e por ela ser mais reagente com o mercúrio que o
estanho, começa a se formar fase gama 1 e ao mesmo tempo o mercúrio continua dissolvendo
a partícula original e formando amis gama 1 e começa a se formar gama 2. Ai ao fim do
consumo do hg, tem uma matriz de fase gama 1 e gama 2, unindo as partículas
remanescentes, as partículas originais. As fases gamas estão circundadas por fase gama 1 e
gama 2. Ficam espaços e formam porosidades, que devem ser eliminadas na compactação do
amalgama na cavidade.

Propriedades em função das fases

Propriedades mecânicas: (resistência) gama > gama 1 > gama 2

Escoamento (creep): gama 2 > gama 1 > gama

Corrosão: gama 2 > gama 1 > gama

A fase gama 2 acarreta nas piores propriedades para o amalgama.

Amalgamas de alto teor de cobre surgiram em função da formação fase 2 ser diminuída.

Alto teor de cobre inicialmente era de fase dispersa:

Prata e estanho eram limalha

Prata e cobre era esferoidal – liga eutética

O eutético pega a fase gama 2 e reage com ela, formando fase gama 1 e formação da fase eta
(Cu e Sn)

Na realidade, não há formação de fase gama 2. Pois o estanho tem mais afinidade pelo cobre
do que pelo mercúrio. Só há formação de gama 2 se aumentar a quantidade de mercúrio.

Ao final, temos uma liga com remanescentes da fase eutética e da fase gama, rodeados por
fase gama 1 e fase eta.

Fase única: escutar 53min

Propriedades do amalgama:

Prata: aumenta a resistência, reduz o creep, aumenta a expansão

Estanho: reduz a resistência, aumenta o creep, aumenta a contração

Cobra: aumenta a resistência, reduz o creep, aumenta a resistência – em altas concentrações,


reduz a formação de gama 2

Zinco: aumenta a resistência, reduz o creep, aumenta a expansão – aumenta a plasticidade,


facilita a trituração e condensação do amalgama

Alteração dimensional:
Inicialmente quando há dissolução das partículas, há contração. Ai conforme há formação das
fases, há expansão. De acordo com a quantidade de partículas, ao final pode se ter uma
expansão ou contração.

Expansão excessiva – como se o material saísse da cavidade

Contração indevida – falha entre o dente e o material restaurador

Influencia do zinco: melhor a plasticidade, agente antioxidante e melhora a integridade


marginal. Porém, confere defeitos associados devido à expansão tardia (48h a 1 semana).

A contaminação da humidade leva a expansão tardia devido uma reação da água com o zinco,
que há a formação do monóxido de zinco e gás hidrogênio, que vai querer sair do interior da
massa de amalgama, que vai causar uma protrusão da restauração.

Pode-se ter até 4% de expansão ou contração;

Propriedades mecânicas: resistência a compressão: 80Mpa – 1 hora; resistência a tração:


baixos valores; módulo de elasticidade: 50 a 60 GPa

Propriedades mecânicas:

Resistencia a compressão: Liga de alto teor de cobre (fase esferoidal > fase dispersa, pois a
esferoidal precisa de uma menor quantidade de mercúrio) > liga de baixo teor de cobre.

O creep tem que ser inferior a 4%. Baixo teor de cobre tem maior creep que alto teor, pois tem
mais gama 2. Fase esférica tem menor creep que a fase dispersa, devido à quantidade de
mercúrio.

Ligas que têm zinco têm maior creep que ligas sem zinco.

Quanto menor a quantidade de mercúrio, melhor as propriedades e menor a alteração


dimensional do material.

Partículas esferoidais e quanto menores, melhor as propriedades mecânicas e menor a


alteração dimensional.

Quanto melhor a condensação, menor a quantidade de porosidades e melhor as propriedades


do material. Quando se está condensando o material, o mercúrio que estiver em excesso
tende a ir para a superfície, permitindo a remoção do mesmo.

Propriedades químicas:

Corrosão: cavidade oral possui muito enxofre, o que pode gerar fluoretos de sulfetos.

Na presença de diferentes metais (outras restaurações, implantes, etc.), a restauração de


amalgama pode se oxidar e corroer.

A formação de óxidos entre na interface dente e restauração, com o passar do tempo, podem
causar o selamento marginal. Antes dessa formação, para o selamento, é usado o verniz
cavitário, mas como é solúvel, se desfaz com o tempo.

Propriedades térmicas:
Condutividade/difusividade térmica > dentina

CETL 3x> dentina

Propriedades biológicas:

Toxicidade do Hg:

Para o paciente – extremamente seguro

Para o profissional – seguro 50 microgramas por metro cubico de ar; principal risco: inalação.

Recomendações básicas: evitar criação de fontes de vapor de mercúrio, manter o


amalgamador longe de fontes de calor, ambiente com ventilação apropriada, evitar contato
com a pele, armazenar os restos de mercúrio em recipientes adequados.

Manipulação:

Seleção da liga de mercúrio, proporcionamento (cápsula), trituração, remoção de excessos


de mercúrio (trituração manual), condensação, escultura, brunimento e polimento.

Previamente, é feito o preparo cavitário e proteção do complexo dentina-polpa.

Todas as ligas de baixo teor de cobre são limalhas. E as de alto teor são esferoidais.

Motivos da trituração: remover a camada de óxidos presente na sua superficie e homogeneizar


a mistura para a inserção ideal. Ao final da trituração, deve existir uma consistência plástica,
que é aveludada (nem lisa demais, nem granulosa). Se ficar granulosa e muito opaca, não
colocou mercúrio suficiente ou triturou pouco ( subtrituracão) . Se ficar muito lisa e brilhosa,
foi colocado muito mercúrio ou foi supertriturado, o que deixa a massa aquecida. O creep na
supertriturada é maior e a contração é menor, e na subtriturada é menor o creep e maior
contração.

A finalidade da condensação é compactar a massa e retirar as porosidades, feita com


condensadores de Ward, mas existem aparelhos mecânicos que podem fazer isso.

Momento de iniciar a escultura: grito do amálgama, quando o material está resistente o


suficiente ao corte do esculpidor.

Brunimento: aderir melhor aos ângulos da cavidade, pode ser feito antes e após a escultura.

Após 24hrs da condensação, se faz o acabamento e polimento da restauração.

MANIPULAÇÃO
1º Seleção da liga/mercúrio

2º Proporcionamento

3º Trituração

4º Remoção do excesso de mercúrio (trituração

manual)

5º Condensação

6º Escultura e brunimento

7º Acabamento e polimento

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