Aqui está o resumo com os principais pontos do texto:
**Identificação de Documentos e Sistemas Numéricos:**
- **Histórico da Identificação de Documentos**: Desde a Antiguidade,
bibliotecários usavam descrições de livros nas bibliotecas. Hoje,
utilizam bases de dados e sistemas de metadados para recuperar
documentos digitais.
- **Sistemas Numéricos de Identificação**: A partir da década de
1960, surgiram sistemas numéricos para identificar documentos,
inicialmente para livros e periódicos, e expandiram para outros tipos
de documentos, acompanhando as inovações tecnológicas.
- **Importância Bibliográfica**: A UNESCO e a IFLA reconhecem esses
sistemas como ferramentas de controle bibliográfico e gestão por
agências bibliográficas nacionais.
**International Standard Book Number (ISBN):**
- **Origem e Evolução**: O ISBN foi criado em 1967 pela empresa
W.H. Smith (Reino Unido) para gerenciar estoques de livros. Em 1970,
foi adaptado e aprovado pela ISSO como a norma ISSO 2108/1972.
- **Objetivo do ISBN**: Permitir a identificação única de cada edição
de um livro.
- **Estrutura Internacional**: O sistema é gerido por uma agência
internacional em Berlim e agências nacionais em cada país. A função
principal da agência internacional é supervisionar e promover o uso
global do sistema.
Esses pontos fornecem uma visão geral sobre a história e o
funcionamento dos sistemas de identificação numérica de
documentos, com foco no ISBN.
Aqui está o resumo com os principais pontos do texto:
Função das Agências Nacionais de ISBN:
1. As agências nacionais são responsáveis por atribuir os dígitos
identificadores às editoras do seu país.
2. Elas mantêm contato com a agência internacional, controlam o
cumprimento das normas do sistema e as divulgam.
3. A última edição do Publishers International ISBN Directory listou
628.795 editoras de 218 países e territórios.
4. A agência bibliográfica nacional deve assumir a função de
agência nacional do ISBN, conforme modelo proposto pela
UNESCO e IFLA.
Tipos de Publicações com ISBN:
O ISBN pode ser atribuído a livros, folhetos impressos, materiais em
braille, vídeos, CD-ROMs, microformas, publicações eletrônicas, entre
outros.
Não se deve atribuir ISBN a publicações efêmeras, material
publicitário, prospectos sem folha de rosto, gravações sonoras,
periódicos e partituras musicais impressas.
Estrutura do ISBN:
O número ISBN é composto por nove dígitos, mais um dígito de
controle, separados por hífens em quatro segmentos:
Primeiro segmento: Identifica o país ou grupo de países, variando
conforme a produção editorial. Exemplo: o grupo de língua alemã é
identificado pelo número 3.
Segundo segmento: Identifica a editora. A quantidade de dígitos
varia conforme o volume de livros produzidos.
Terceiro segmento: Identifica o título, individualizando cada edição
do livro. O número de dígitos depende da quantidade de dígitos da
editora.
Quarto segmento: O dígito de controle, que é utilizado para validar
o ISBN.
Esse resumo cobre as principais informações sobre as funções das
agências, tipos de publicações com ISBN e a estrutura do número de
identificação.
Aqui está o resumo com os principais pontos do texto:
Dígito de Controle do ISBN:
5. O dígito de controle no ISBN permite a verificação automática
da exatidão do número completo.
Revisão do Sistema ISBN:
Devido ao esgotamento da capacidade de numeração, o sistema ISBN
será revisado, e o número de dígitos passará de 10 para 13, a partir
de 2007.
Exemplo de ISBN:
O ISBN é apresentado no formato: ISBN 0-00-651254-2.
Cada edição de um livro tem um ISBN distinto, mesmo para diferentes
edições de um mesmo título. Exemplo: o livro "Manual para
normalização de publicações técnico-científicas" tem ISBNs diferentes
para suas edições de 1996, 1998, 2001, etc.
Segmentos do ISBN:
Segmento 85: Representa o Brasil.
Segmento 7041: Identifica a Editora UFMG.
Segmento final: Identifica a edição específica de um livro.
Requisitos para Atribuição de ISBN:
ISBNs diferentes são atribuídos para diferentes formatos de
publicação (impresso, digital, CD-ROM, etc.) e para cada
encadernação (brochura, capa dura, etc.).
Mudanças no formato, conteúdo ou ilustração de uma edição exigem
um novo ISBN.
Em caso de obras em múltiplos volumes, um ISBN é atribuído ao
conjunto e a cada volume individualmente.
Localização do ISBN:
O ISBN deve aparecer no verso da página de rosto, na quarta capa,
na lombada (em livros de bolso), nas etiquetas do produto (em mídias
como CD-ROM ou disquete) e nos créditos (em filmes ou vídeos).
A ABNT recomenda que o ISBN seja incluído nos registros
bibliográficos do livro, como bibliografias, catálogos e resenhas.
Associação com Código de Barras:
Desde 1992, o ISBN pode ser associado ao código de barras, em um
acordo com a EAN International e o Uniform Code Council (UCC).
Nesse caso, o ISBN é ampliado com o prefixo 978, e o código de
barras é gerado para facilitar a identificação.
Esse resumo sintetiza as informações sobre a estrutura do ISBN, suas
regras de atribuição e o uso de códigos de barras associados.
Aqui está o resumo com os principais pontos do texto:
Implantação do ISBN no Brasil:
6. A implantação do sistema ISBN no Brasil ocorreu por iniciativa
das editoras, que tomaram conhecimento do sistema em 1971.
7. Durante o 4º Encontro de Editores de Livros, em São Lourenço
(MG), as editoras reconheceram as vantagens do sistema e
propuseram à agência internacional a instalação de um centro
nacional.
8. A proposta foi aceita, e a Biblioteca Nacional foi escolhida como
a agência brasileira, iniciando a operação do sistema em 1978.
9. A ABNT apoiou a iniciativa, criando a NBR 10521/1988, que
estabelece as condições para a atribuição de ISBNs no Brasil.
Além disso, a Lei nº 10.753, de 2003, obriga a inclusão do ISBN
nos livros publicados no país.
Benefícios do ISBN para Editoras e Bibliotecas:
O ISBN facilita o gerenciamento de estoques, atendimento de pedidos
e análise de vendas para as editoras, especialmente quando
vinculado ao código de barras.
Nas bibliotecas, o ISBN ajuda na automação dos processos de
aquisição, na criação de catálogos coletivos e no empréstimo entre
bibliotecas, tornando-se um importante instrumento de controle
bibliográfico.
International Standard Serial Number (ISSN):
A ideia de um sistema padronizado para a identificação de periódicos
surgiu em 1967, durante a 16ª Conferência Geral da UNESCO e da
Assembleia Geral do Conselho Internacional de Uniões Científicas
(ICSU).
A proposta visava criar um sistema mundial de informação científica
para facilitar a troca de informações entre pesquisadores, destacando
a importância dos periódicos na comunicação científica.
Em 1972, o International Serials Data System (ISDS) foi criado
com a colaboração entre a UNESCO e o governo francês. O ISDS tinha
como função cadastrar periódicos e atribuir um número padronizado
único para cada título, permitindo sua identificação mundial.
Esse resumo aborda a implantação do ISBN no Brasil, seus benefícios
e a criação do ISSN para a identificação de periódicos.
Aqui está o resumo com os principais pontos do texto:
ISSN Network:
10. Na década de 1990, o ISDS foi reorganizado como ISSN
Network, que atualmente reúne 76 centros nacionais
responsáveis por atribuir o ISSN aos periódicos de seus
respectivos países e manter os registros correspondentes.
11. O centro internacional se encarrega dos periódicos de
organizações internacionais e de países sem centro nacional.
Ele também define os padrões e organiza as informações sobre
as atividades da rede, conferindo os números atribuídos e
mantendo o banco de dados, chamado ISSN Register, que
inclui informações detalhadas sobre cada periódico (título, ISSN,
periodicidade, local de publicação, editor, etc.).
Expansão e Importância do ISSN:
Mais de um milhão de ISSNs já foram atribuídos, com a ISSN
Network registrando de 40 a 60 mil novos títulos por ano. Isso
reflete o crescente reconhecimento da necessidade de controlar
bibliograficamente os periódicos.
A UNESCO recomenda que cada país estabeleça um centro nacional
de ISSN, preferencialmente sob a agência bibliográfica nacional.
Norma ISO 3297:
A ISO aprovou a norma ISO 3297-1975, que estabelece diretrizes
para o uso padronizado do ISSN. A norma define periódico como uma
publicação editada em partes sucessivas e numeradas, com
continuidade indefinida, excluindo obras em série com número
limitado de partes.
Título-chave dos Periódicos:
Cada periódico recebe um título-chave, que é uma combinação do
título do periódico, local de publicação e as datas de início e fim (se
aplicável). Isso ajuda a individualizar o periódico e diferenciá-lo de
outros com o mesmo nome.
Exemplo de Títulos-chave:
ISSN 1140-3853 - Título chave: Babel (Aries) - França, 1989-
presente
ISSN 1105-0748 - Título chave: Babel (Atenas) - Grécia, 1981-
presente
ISSN 0521-9744 - Título chave: Babel (Bonn) - Holanda, 1955-
presente
ISSN 0327-6414 - Título chave: Babel (Buenos Aires) - Argentina,
1988-presente
ISSN 0005-3503 - Título chave: Babel (Melbourne) - Austrália, 1965-
presente
Esse resumo aborda a estrutura e funcionamento da ISSN Network,
sua importância no controle bibliográfico de periódicos e a
padronização do ISSN através da ISO.
Aqui está o resumo com os principais pontos sobre o ISSN e sua
aplicação:
Estrutura do ISSN:
12. O ISSN é formado por sete dígitos seguidos por um
dígito de controle, totalizando oito dígitos, que são
separados por um hífen. Exemplo: ISSN 0100-0829.
13. O ISSN é único para cada publicação seriada, e não tem
significado nos seus dígitos, diferentemente do ISBN. Exemplo:
a Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG teve o ISSN
0100-0829 e, após mudar de nome em 1996, passou a ser
ISSN 1413-9936.
Função do ISSN:
O ISSN é essencial em processos informatizados, como
atualização e recuperação de informações em bases de dados.
Nas bibliotecas, o ISSN facilita a aquisição de periódicos,
controle de assinaturas, empréstimos entre bibliotecas e o
uso de catálogos coletivos.
Uso e Requisitos:
O ISSN deve ser posicionado:
Na parte superior direita da capa e no verso da folha de rosto de cada
fascículo.
Em versões online, ao lado do título ou na página inicial.
Em versões em CD-ROM, na etiqueta de identificação.
Segundo a NBR 10521/1988, o ISSN deve aparecer também no
registro de catalogação na publicação e acima da legenda
bibliográfica na folha de rosto.
Atribuição do ISSN:
Único para cada título: Um ISSN é atribuído a cada publicação
seriada, vinculado ao título-padronizado (título-chave).
Mudança de título: Se o título mudar, será atribuído um novo
ISSN.
Publicações em coleções: Livros em coleções recebem o ISSN da
coleção além do ISBN para cada volume.
Mudanças não geram novo ISSN: Mudanças na editora, local de
publicação, periodicidade ou política editorial não geram novo ISSN,
mas devem ser atualizadas no cadastro.
Integração com Código de Barras:
Desde 1984, o ISSN está integrado ao EAN-13, utilizando o prefixo
977 para identificar a categoria da publicação. Isso facilita o uso do
código de barras para gerenciamento e venda de periódicos.
ISSN no Brasil:
O controle bibliográfico de periódicos no Brasil é regulamentado e
administrado através de centros nacionais de ISSN, seguindo as
diretrizes internacionais.
Resumo do Sistema de Identificação de Publicações
Musicais (ISMN):
ISMN (International Standard Music Number):
14. Criado em 1993, o ISMN serve para identificar editoras e
obras musicais de forma padronizada.
15. O sistema é semelhante ao ISBN, tanto na estrutura do
código quanto na administração do sistema, com normas
sistematizadas pela ISO 10957/1993.
Estrutura e Funcionamento:
O ISMN segue um processo de atribuição controlado por uma agência
internacional que coordena o sistema e supervisiona o uso do código.
A agência internacional do ISMN, localizada na Staatsbibliothek em
Berlim, administra a base de dados de editores de partituras
musicais. Esta base cobre aproximadamente 90% dos produtores de
música impressa no mundo.
Agências Nacionais e Regionais:
As agências nacionais ou regionais são responsáveis por atribuir
prefixos aos editores de partituras sob sua jurisdição.
Os editores gerenciam as quotas de códigos que recebem para
identificar suas publicações musicais.
Objetivos e Expansão:
A agência internacional busca promover o uso do ISMN globalmente,
expandindo o sistema e divulgando suas aplicações.
Relação com o Brasil:
O IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia)
desempenhou papel importante na organização e manutenção de
catálogos bibliográficos no Brasil, incluindo a criação do centro
brasileiro do ISSN em 1975.
O sistema do ISSN no Brasil foi consolidado por agências nacionais e
pela ABNT, que também aprovou a NBR 10525/1988, estabelecendo
diretrizes para o uso do ISSN.
Novos Sistemas de Identificação:
Além do ISSN e ISMN, com a crescente utilização de publicações em
linha, surgiram novos sistemas de identificação, como o DOI (Digital
Object Identifier) e o SICI (Serial Item and Contribution Identifier),
voltados para a identificação de partes específicas de publicações. O
ISSN, no entanto, continua sendo um sistema importante para
identificar periódicos como um todo.
Resumo do Sistema de Identificação de Publicações
Musicais (ISMN):
Tipos de Documentos com ISMN:
16. O ISMN pode ser atribuído a diversos tipos de publicações
musicais, incluindo:
a. Partituras
b. Partituras para estudo ou de bolso
c. Partituras vocais
d. Conjuntos de partes
e. Partes individuais
f. Folhas de música popular
g. Antologias
h. Produtos multimídia musicais
i. Comentários ou letras de canções
j. Cancioneiros (opcional)
k. Publicações em microformas, em braille ou eletrônicas
17. Não recebem ISMN: Livros sobre música, gravações
isoladas de áudio ou vídeo, e periódicos e séries.
Estrutura do Código ISMN:
O ISMN é formado por 10 dígitos, separados em quatro segmentos:
'M': Letra que distingue o código de outros sistemas
Prefixo do editor: Identifica o editor específico
Título do material: Indica a publicação musical
Dígito de verificação: Valida o número
Exemplo: M-2306-7118-7
Integração com EAN-13:
O ISMN pode ser integrado ao sistema de código de barras EAN-13,
com o prefixo 979, como ilustrado em:
Descrição: Código de barra que inclui "ISMN :M 2306 7118 7" e
"9790230671187".
ISMN no Brasil:
O centro nacional do ISMN está sediado na Biblioteca Nacional.
Em 1996, foi publicado um manual orientativo para editores na
solicitação do número normalizado.
Sistema de Identificação para Audiovisuais (ISAN):
Além do ISMN, produtores de trabalhos audiovisuais podem usar o
ISAN (International Standard Audiovisual Number) para identificar
obras audiovisuais de forma única e permanente, facilitando o
reconhecimento e a organização de produções audiovisuais.
Expansão do Sistema ISAN e Outras Iniciativas de
Identificação
ISAN (International Standard Audiovisual Number):
18. O ISAN é um sistema criado para identificar obras
audiovisuais de forma única e permanente, desenvolvido pelo
comitê de documentação da ISO. Ele foi patrocinado por
organizações como a International Association for the Collective
Management of Audiovisual Works, a International Federation of
Film Producers' Associations, e a International Confederation of
Authors' and Composers' Societies.
19. O sistema é administrado pela ISAN International Agency,
responsável por coordenar e manter o registro central dos
números fornecidos, além de supervisionar as agências de
registro que processam os pedidos de atribuição de códigos
ISAN. O sistema ainda está em fase de expansão com a criação
de centros nacionais.
Características do Sistema ISAN:
O ISAN não é um descritor de conteúdo. Em vez de refletir
informações sobre a obra, como o ISBN para livros, ele oferece um
número "cego" sem informações descritivas. Isso significa que cada
obra recebe um número único, independentemente do formato ou da
versão da obra (por exemplo, cinema, TV, ou digital).
O número ISAN identifica a obra e não a publicação ou formato
específico. Ou seja, se uma obra for lançada em diferentes versões
(cinema, DVD, streaming), o número ISAN permanecerá o mesmo, ao
contrário do ISBN, que atribui números distintos para cada versão de
um livro.
Aplicações do ISAN:
O ISAN é utilizado para identificar diversos tipos de produções
audiovisuais, como filmes, curtas-metragens, produções televisivas
(inclusive episódios individuais), filmes educativos, comerciais,
noticiários, eventos esportivos, e trabalhos multimídia com conteúdo
audiovisual significativo.
Ele também facilita o controle de direitos autorais, permitindo que
autores, produtores e distribuidores monitorem o uso de suas
produções e ajudem a combater a pirataria.
Sistema Suplementar de Identificação:
Está sendo desenvolvido um sistema suplementar em colaboração
com a Society of Motion Picture and Television Engineers (SMPTE) e
outras organizações, para identificar diferentes versões de uma obra
audiovisual utilizando o ISAN como base. Isso vai permitir a gestão de
versões e diferentes formatos de uma mesma produção.
Relacionamento com Outras Iniciativas:
O ISAN se integra a outros sistemas de identificação de materiais
audiovisuais. Por exemplo, a International Federation of the
Phonographic Industry (IFPI) criou e mantém o International Standard
Recording Code (ISRC), um sistema que identifica gravações de som
e videoclipes musicais. O ISRC foi criado para garantir o controle de
direitos autorais e a gestão de pagamentos relacionados a esses
materiais.
Este sistema, junto com o ISAN, representa um esforço global para
garantir a organização e controle da produção e distribuição de obras
audiovisuais, permitindo o acompanhamento e a proteção de direitos
autorais e a facilitação da distribuição internacional.