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Resumo da Grécia Antiga para Alunos

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CEEP PEDRO RIBEIRO PESSOA

CURSO: TÉCNICO EM __________________________ SÉRIE: 2ª TURMA: ______


DISCIPLINA: HISTÓRIA GERAL
PROFESSOR MS. LEANDRO NERI BRITO

A GRÉCIA ANTIGA

A civilização grega se desenvolveu na Península Balcânica entre os mares Egeu, Jônico


e Mediterrâneo. Do século XX ao século XII a.C., foram invadidos por tribos seminômades de
origem indo-europeia (aqueus, eólios, jônios e dórios), que se misturaram aos primitivos
habitantes da península. Os gregos chamavam-se de helenos, e a Grécia era por eles chamada
Hélade. Grego é um nome posterior, que foi dado pelos romanos a esse povo.
Os gregos nunca constituíram na Antiguidade um Estado unificado. Organizavam-se
em cidades-Estado independentes (pólis), que possuíam população e área reduzidas. As pólis
uniam-se em momento de perigo extremo, em jogos e em eventos religiosos. A história grega
pode ser dividida em quatro grandes períodos: Período Homérico, Período Arcaico, Período
Clássico ou Antiguidade Clássica e Período Helenístico.

PERÍODO HOMÉRICO (1.200 a.C.- 800 a.C.)


O período Homérico tem início com a invasão dos dórios. A base da sociedade é o oikos
ou grupo familiar. As atividades econômicas resumiam-se à agricultura e pecuária, sendo o
comércio pouco desenvolvido. Com o desenvolvimento do oikos, pequenos grupos familiares
passaram a se apossar das terras férteis, dando origem à aristocracia grega. Por necessidade
de defesa, esses proprietários se uniram em fratrias (irmandades). A reunião de várias fratrias
deu origem às tribos, que reunidas deram origem às primeiras pólis.

PERÍODO ARCAICO (século VII a.C.- V a.C.)


Nesta fase há um desenvolvimento da pólis. Primeiramente eram governadas por
monarcas. A monarquia grega, no entanto, não foi absoluta, sendo os poderes reais limitados
pelo Conselho de Aristocratas e pela Assembleia de Guerreiros. Progressivamente, as pólis
adotaram outro sistema de governo, a oligarquia (que significa governo de poucos). Algumas
cidades evoluíram do sistema oligárquico para a democracia no Período Clássico.
O crescimento populacional das pólis levou famílias menos favorecidas a colonizarem
outras regiões. Os gregos colonizaram praticamente toda a costa do Mar Negro, além do
Mediterrâneo Ocidental. As colônias permaneciam ligadas à cidade-mãe, embora tivessem
autonomia política. A fundação de colônias auxiliou o desenvolvimento do comércio. Sendo o
solo grego pouco fértil, e contando a costa com muitos portos naturais, as atividades
comerciais foram favorecidas. Azeite, vinho e cerâmica eram os principais produtos
exportados. O desenvolvimento do comércio fez surgir uma poderosa classe comercial.

PERÍODO CLÁSSICO (século V a.C.- IV a.C.)


O período clássico representa o apogeu da civilização grega. As mais importantes
cidades-estado gregas do período foram Atenas e Esparta. Atenas foi o berço da democracia,
que atingiu seu ponto máximo durante o governo de Péricles (século V a.C.). A sociedade
ateniense encontrava-se dividida em: cidadãos, homens livres nascidos em Atenas e que

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possuíam todos os direitos políticos; metecos, estrangeiros sem direitos políticos; e
escravizados, que poderiam encontrar-se nesta condição por captura, nascimento ou compra.
Ao contrário de Atenas, Esparta manteve o sistema oligárquico de governo. Toda a
educação espartana era voltada para a guerra. A sociedade espartana estava dividida em:
espartanos, que eram os membros da aristocracia; periecos, que eram os trabalhadores livres;
e hilotas, prisioneiros de guerra feitos servos do Estado que eram tratados de forma cruel
pelos espartanos.
Em 490 a.C., os persas tentaram invadir a Grécia. As cidades uniram-se sob a liderança
ateniense para enfrentar os persas. Foi o início das Guerras Médicas. A vitória nas guerras
aumentou o prestígio ateniense, desagradando a outras cidades, que sob a liderança de
Esparta entraram em guerras contra os atenienses. Foi o início da chamada Guerra do
Peloponeso que durou cerca de 30 anos e enfraqueceu os gregos, que foram conquistados
pelos macedônios em 338 a.C.

PERÍODO HELÊNICO (século III a.C.- II a.C.)


EM 338 a.C., Filipe da Macedônia (região montanhosa ao norte da Grécia) unificou os
povos gregos e deu origem ao Império Macedônico. Seu filho, Alexandre, conhecido como
Alexandre, o Grande, conquistou a Pérsia e estendeu os domínios do Império até a Índia. O
Império Macedônico se esfacelou após a morte de Alexandre, sendo dividido entre seus
generais. Da interação entre a civilização grega e as civilizações orientais, sobretudo a persa e
a egípcia, teve origem a cultura helenística, que muito influenciou os romanos, povo que
dominou a Grécia a partir do século II a.C.

RELIGIÃO E CULTURA
A influência cultural grega para as civilizações posteriores é incontável. Artes, filosofia,
teatro, literatura, escultura, arquitetura, foram alguns dos setores que mais foram
influenciados pela cultura grega e pela cultura helenística. Os gregos eram politeístas, e
possuíam Deuses semelhantes ao ser humano em forma e sentimento. Zeus, Hera, Apolo,
Afrodite e Atena foram os principais Deuses e Deusas gregos.

LEITURA COMPLEMENTAR
“Os gregos apresentaram notável desenvolvimento artístico-cultural na Antiguidade.
Seus valores intelectuais fundamentam a mentalidade ocidental dos nossos dias. O século de
Péricles (século V a.C.) foi o momento áureo da cultura grega. Os principais teatrólogos,
filósofos, arquitetos, artistas em geral do mundo grego viveram nessa época. O pensamento
grego tinha por base a razão humana e, por isso, supervalorizava o homem
(antropocentrismo), influenciando grandemente o racionalismo ocidental. As palavras do
teatrólogo Sófocles atestam a importância atribuída ao homem na cultura grega. Afirma ele:
“Há muitas maravilhas, mas nenhuma é tão maravilhosa quanto o homem”. Só não se pode
esquecer que os artistas e pensadores que fizeram da cultura grega uma das mais imponentes
pertenciam, em geral, a uma elite sustentada por uma massa de escravos e pequenos
camponeses.” (Cláudio Vicentino)

FALCÃO, Antônio César Esteves. História no Vestibular. Rio de Janeiro: Editora Ciência
Moderna Ltda, 2003.

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