História
A origem do mundo nobre remonta há alguns milênios. Antes os humanos e orcs
eram da mesma raça, e viviam junto aos Gnolls, Kobolds (homens-cão), Taslois
(homens-gato), Fungos-Pigmeus e outras raças bárbaras. Comiam da caça, coleta e
pesca, e usavam brutas ferramentas de osso e pedra.
Tudo mudou quando os chamados “Deuses Maiores” resolveram se apropriar da terra que
hoje é conhecida como “Mundo Nobre”. Eles pegaram um pouco de seu sangue dourado e
jogaram na terra. O Sangue de Asniwa caiu sobre a madeira, e assim surgiram os
elfos. O Sangue de Astar caiu sobre a rocha lisa, criando assim os anões, o sangue
de Kihanzo caiu sobre o ferro, o cobre e o estanho, surgindo assim os hobgoblins,
goblins e bugbears, respectivamente, e por fim, o sangue de Ozàm caiu sobre o ouro,
criando assim os Gnomos.
Quando após esta gestação cósmica eles nasceram. Os Deuses, orgulhosos, resolveram
abençoar aquelas raças, dando o conhecimento e a tecnologia dois mil anos mais
avançada do que os pobres humanos teriam. Eles já foram criados sabendo a forja, a
agricultura, a pecuária e noções básicas de engenharia e construção. Por fim,
quando chegou a hora, três dos Deuses Maiores apareceram em um sonho: Asniwa, Astar
e Ozàm apareceram para o primeiro elfo, o primeiro anão e o primeiro gnomo,
respectivamente, e lhes deram de beber seu próprio sangue divino. Também escolheram
o mais sábio de seu povo para lhes dar uma fagulha de sua alma, a chama divina. E
lhes foi dito “Que sejas o rei de teu povo, e que teu sangue seja azul como os céus
e o mar. Que tu julgueis, governes e defendas teu povo” para àqueles que beberem o
sangue. E aos mais sábios eles disseram “Dei-te a fagulha divina, agora espalhe
minha palavra entre os seus. Sirva bem o teu rei. Tu serás o único a poder sagrar
os vassalos de seu rei à nobreza, e que este poder passe não por sangue, mas por
sabedoria!”, foram criados os Reis elfos, anões e gnomos, bem como seus sumo-
sacerdotes. Kihanzo, entretanto, elegeu seu rei para o maior líder militar
hobgoblin, e o goblin mais astuto se tornou seu sumo-sacerdote, após uma bateria de
perguntas.
Após isto, as civilizações entraram em conflito e se desenvolveram, mas nem todos
os deuses estavam felizes com isto. Orgutth tentara dar um golpe de estado nos
deuses junto à malandra Skorseptc, e falharam. Skorseptc, sabendo o que era melhor
para si, dedurou Orgutth que foi banido para o Limbo. O Lugar entre os Doze
Infernos (três quentes, três gelados, três secos e três úmidos), o chamado “plano
material” e o chamado “plano divino”.Skorseptc, apesar de não ser banida, foi
proibida de criar uma raça racional. E isto a e encheu de fúria e inveja. Com não
seu próprio sangue, mas com sua saliva venenosa, Skorsceptc banhou diversos
minérios menores e prateados, os tornando a lendária “prata-régia”, a única forma
de se conseguir um poder do Sangue Azul sem ser descendente de um daqueles que
beberam o Sangue Dourado dos deuses, ou sem arcar com as consequências de um
juramento à um suserano com a mão em um livro sagrado de um deus.
Enquanto os céus tinham suas intrigas, os mortais, em seus ciclos de guerra e paz,
começaram a escravização da raça antiga, a que humanos e orcs faziam parte. Até que
um dia, um certo macho desta espécie teve uma visão. A visão de um Deus não com
forma de nenhuma raça, mas um ser de pura luz, chamado de “O SUSERANO”. O Suserano
era o rei dos deuses, que normalmente não poderia intervir, mas se compadeceu da
escravidão e bárbarie daqueles com o sangue divino, e com isto ele falou “Filho,
algumas vezes deveis fazer o mal para fazer o bem maior.” Quando acordou, viu uma
serpente, comendo um escorpião e morrendo. Ele sabia o que fazer, quase que por
inspiração divina. Ele foi salvar a serpente, que o mordeu, e se transformou
rapidamente em um punhal de Prata-Régia. Ele sabia o que fazer, mas sabia que não
seria fácil. Após reunir seus companheiros escravos, começou a maior rebelião, ou
melhor dizendo, a primeira revolução de escravos de todo o Mundo Nobre. Após dez
anos de guerra, ele fora desafiado pelo Rei Elfo, o líder da comitiva que queria
por fim aos rebeldes (nesta altura, os Gnomos e os Goblinóides já tinham os
libertado) e resolveu testar a honra de seu inimigo. Um duelo. O Macho aceitou,
mesmo contra a vontade de seus conselheiros. A regra do duelo era simples: uma arma
corpo-a-corpo, sem armadura. O elfo escolheu sua cimitarra mágica, capaz de degolar
um elefante com um golpe certeiro. E o humano (ou orc, depende de pra quem você
pergunta) portava apenas um punhal de prata. A arrogância foi a ruína élfica. Uma
estocada no coração e pronto. O Rei elfo estava morto. Todos ficaram em choque, mas
quando viram, o pior surgiu: o homem agora tinha sangue azul, e havia roubado o
poder do Rei Elfo. O poder de controlar os ventos e o clima. Isto gerou choque.
Após isto, os elfos e anões se retiraram, e o primeiro reino humano e orc surgiu.
Este reino durou apenas duas gerações. Após a morte de Valente, como ficou
conhecido o Rei-Escravo. Sua filha assumiu, o problema é que ela teve gêmeos, e uma
humana e uma orc, assim havendo cisma no reino após uma curta guerra civil.