Livro Unico
Livro Unico
Educacional
Adilson Dalben
© 2020 por Editora e Distribuidora Educacional S.A.
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Dados Internacionais
Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Dalben, Adilson.
D137i Inovação educacional / Adilson Dalben. – Londrina: Editora e
Distribuidora Educacional S.A., 2020.
219 p.
CDD 370
Raquel orres CRB-6/2786
2020
Editora e Distribuidora Educacional S.A.
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CEP: 86041-100 — Londrina — PR
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nal@[Link]
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Sumário
Unidade 1
endências e inovação na área educacional ............................................... 9
Seção 1
Inovaçãoo educacional............
Inovaçã ........................
........................
.......................
...................................10
........................
Seção 2
As tendências na área educacional ............
.......................
.......................................26
........................
Seção 3
As inovações na educação ...............................
...........................................
................................41
....................
Unidade 2
As metodologias ativas ............
........................
........................
.......................
.......................
................................57
....................
Seção 1
Modelos centrados na aprendizagem ativa ...................................59
Seção 2
endências e inovação
inovaç ão na área educacional
educ acional
Convite ao estudo
Estudar as endências e Inovação na Área Educacional, título dessa unidade,
é muito instigante porque significa perceber o mundo em que vivemos hoje e
projetar o uturo. E nós temos tudo a ver com isso, afinal nós, proessores, estamos
estamos
sempre produzindo o uturo, mudando a vida das pessoas e da sociedade.
É nessa linha de pensamento que desejamos que mergulhe nos estudos
propostos nas três seções dessa unidade. Iniciaremos pensando sobre o que
é Inovação Educacional, mas antes visitando os significados de inovação e
educação e depois entendendo o quanto ela esteve sempre presente ao longo de
toda a história da educação. A partir disso, vamos refletir sobre as tendências da
área educacional e perceber que ela está totalmente vinculada às tendências da
sociedade. Por fim, na última seção, vamos nos apropriar das inovações as quais
nós, proessores, estaremos envolvidos para sermos ao mesmo tempo inovadores.
Ao final dessa unidade, você terá um entendimento mais elaborado de
como as inovações educacionais, por meio dos recursos tecnológicos digitais
ou não, são necessárias para promover a ormação de seus alunos
a lunos a fim de que
eles sejam construam seus conhecimentos por meio da produção e acesso de
inormações de maneira criativa, crítica e, principalmente,
principalmente, ética.
Esse seu entendimento sobre as Inovações Educacionais é essencial para
a sua prática docente, envolvendo o planejamento, o desenvolvimento e a
avaliação de projetos educacionais, que necessariamente deverão ser inova-
dores. A inovação deverá azer parte seus projetos para que eles possam
cumprir o objetivo de garantir a aprendizagem de seus alunos, em um
processo de ensino que seja mais significativo, interativo e colaborativo.
A interação e a colaboração devem ser prom
promovidas
ovidas nas atuais estratégias
de ensino que você adotará, e os recursos tecnológicos estão disponíveis para
isso. Daí a importância de seu conhecimento sobre essas inovações tecno-
lógicas para que você possa incorporá-las em suas aulas e, assim, avorecer
a integração entre conteúdos e problemas reais, respeitando o ritmo e as
potencialidades de seus alunos.
Aproveite!
Seção 1
Inovação educacional
Diálogo aberto
Atualmente, quando você ouve alar em inovação, é provável que venha
a sua cabeça situações modernas com imagens de telas de computadores,
celulares ou arteatos relacionados
relacionados à inteligência artificial. E quando se ala
em inovação educacional, é igualmente provável que você imagine aulas
com computadores, celulares e internet ou alguma outra tecnologia. Mas
por que será que são essas imagens que vêm imediatamente à cabeça e não
outras? Será, então, que as inovações educacionais só existem com esses
recursos e arteatos tecnológicos?
É importante lembrar que tecnologia não é sinônimo de arteato tecno-
lógico. É comum as pessoas afirmarem que usam a tecnologia, quando
estão usando computadores ou celulares. Isso é um equívoco. Por exemplo:
o computador e o celular são arteatos tecnológicos. A tecnologia é todo
conhecimento
conhecimen to conceitual e de técnicas para a produção de computadores
computadores ou
celulares. A melhora da perormance dos computadores ou dos celulares é
ruto dos avanços da tecnologia.
Para respondermos a essas perguntas devemos ter em mente que aquilo
que é pensado como inovação em uma época, depois de implementada, logo
se torna algo comum.
Por exemplo: o uso de lousas brancas e das canetas com tinta, no lugar
dos quadros negros e do giz, são ou oram considerados como uma inovação
educacional por alguns, mas não por outros. Já a invenção da máquina de
impressão tipográfica pelo alemão Johann Gutenberg, na década de 1430,
propiciou uma inovação educacional.
Esses exemplos deixam claro que a relação entre os recursos tecnoló-
gicos e a inovação educacional deve ser marcada pelo momento histórico
em que ela ocorreu.
o correu.
Ou seja, essas imagens que vêm à nossa cabeça nos dias de hoje, quando
alamos em inovação, estão atreladas ao momento presente e jamais ocorre-
riam em outros momentos da história ou do uturo.
Agora, imagine que você está participando de um processo seletivo para
uma vaga de proessor. O entrevistador az o seguinte comentário: “o mundo
mudou muito e continua a mudar cada vez mais rápido. Antes, era possível
10
trabalhar com os alunos sentados em filas, e o objetivo do ensino, em geral,
era azer com que os alunos memorizassem aquilo que o proessor dizia que
estava ensinando. E após as provas quase tudo era esquecido pelos alunos.
Hoje isso não é mais possível. emos que inovar! ”. Em seguida ele pergunta:
“o que é Inovação Educacional
Educaciona l para você e quais seriam
seri am as maneiras possíveis
possíve is
de inovarmos na educação? ”. O que você responderia?
Essa é uma situação hipotética, mas, na verdade, está presente na cabeça
de
de proessores, gestores
material didático,
didático , ou educacionais, decisores
seja, está na cabeça de políticas
de todo mundo quepúblicas, editores
trabalha com
educação e percebe que ela precisa se atualizar para garantir
garantir maiores chances
de os alunos aprenderem.
aprenderem.
Nesta seção você terá acesso a inormações que ajudarão a responder às
perguntas eitas pelo entrevistador na situação hipotética apresentada. Nela
você vai refletir sobre o que é inovação educacional, sobre
s obre as muitas possi-
bilidades de inovar na área educação e quando um avanço deve ou não ser
considerado uma inovação pedagógica.
Reflita
Muitas vezes, a inovação é confundida com o que é novo. Será que sempre
a inovação traz algo de novo? E o que é uma o que Inovação Educacional?
Antes de connuar a ler esse texto, pare um pouco e pense sobre a
seguintes questões que parecem ser básicas: para você, o que é
inovação e o que é educação?
11
O que você entende por esses dois termos é o mesmo entendimento
das pessoas que estão ao seu lado? Será que o que entendemos atual-
mente sobre inovação e educação é o mesmo entendimento dado ao
longo da história?
Muitas
Muitas são as definições encontradas para ambos.
Nós teríamos
próprio surgimentoquedarecorrer
ideia deàEducação
história daoihumani
humanidade
dade paraambém
uma inovação. constatar
constatardeverí-
que o
amos percorrer a história da educação para compreender que desde o seu
surgimento
surgimen to ela vem sendo modificada por inovações.
A definição de educação é muito diversa, variando de pensador para
pensador (para não alar de pessoa para pessoa, de pesquisador para pesqui-
sador, de educador para educador, de filósoo para filósoo), de época para
época e, também, da intenção que se tem quando se buscou essa definição.
Para Durheim, sociólogo rancês, que viveu entre 1858 e 1917,
Exemplificando
Brandão (2007, p. 62) apresentou diferentes denições de educação de
acordo com seus principais teóricos:
“A educação não é mais do que o desenvolvimento consciente
co nsciente
e livre das faculdades inatas do homem. ” (Sciacca)
“A educação é o processo externo de adaptação superior
do ser humano, sica e mentalmente desenvolvido, livre e
consciente, a Deus, tal como se manifesta no meio intelec-
tual, emocional e evoluvo do homem. ” (Herman Horse)
“O m da educação é desenvolver em cada indivíduo
indiví duo toda a
perfeição de que ele seja capaz. ” (Kant).
“É toda a espécie de formação que surge da inuência
espiritual. ” (KRIECK)
12
Além dos teóricos citados por Brandão, cabe destacar, também, a
denição do lósofo John Dewey: “A educação é um método funda-funda -
mental do progresso e da reforma social. ” (DEWEY, 1897b, p. 93 apud
WESTBROOK; TEIXEIRA, 2010, p. 21).
13
Para Christopher Freeman (1982), um dos maiores estudiosos sobre o
tema, a inovação é o processo que coloca novas ideias em uso e que não
precisa ser de natureza tecnológica. Peter Drucer (1986), um dos autores
mais reconhecidos da administração moderna, a inovação não pode ser
conundida com invenção. Para ele, a inovação vem da área econômica,
enquanto invenção vem da tecnologia; e a inovação não precisa ser técnica,
tampouco ser necessariamente algo concreto, porque poucas delas são tão
impactantes quanto aquelas que ocorrem no âmbito social.
Exemplificando
Um exemplo é a rede de saneamento básico – tratamento de água,
canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e
avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitá-
sanitá-
rios regularizados) e materiais (através da reciclagem) – comum em boa
parte dos centros urbanos, uma inovação na história recente. O direito
humano à água potável e ao saneamento foi reconhecido pela Assem-
bleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 2010. O saneamento básico é
uma das prioridades de desenvolvimento global e é objeto do Objevo
de Desenvolvimento Sustentável.
14
• Incremental,
Incremental, que
que se caracteriza apenas
apenas pelo aprimo
aprimorament
ramentoo do
processo com a inclusão de algum novo recurso tecnológico ou
mudança de procedimen
procedimentos.
tos.
• Semirradical, caracteriza-se
caracteriza-se pela mudança do processo
processo que se
mantém, com a inclusão de algum novo recurso tecnológico ou
mudança de procedimen
procedimentos.
tos.
15
Cury (2001), quando se reeria à nova organização da estrutura do sistema
educacional brasileiro
brasileiro..
16
(deende que o aluno precisa ter consciência do mundo que o cerca, para
poder interpr
interpretá-lo
etá-lo e nele intervir), dentre muitos outros.
Assimile
Perceba que estes são apenas alguns personagens da história de
educação, dentre muitos outros, que em diferentes momentos da
história propuseram mudanças para melhorar a educação.
Perceba também que a educação, tal como a conhecemos e a enten- enten -
demos hoje, tem uma ou outra caracterísc
carac teríscaa de cada uma das propostas
feitas por esses pesquisadores ao longo do tempo.
Ou seja, qualquer que seja a inovação, ela sempre é inuenciada,
posiva ou negavamente, por outras que já exisram. Uma inovação
nunca parte do nada, sempre há algo que ela tem o propósito de
aprimorar ou evitar.
Reflita
Vamos deixar o passado para trás e começar a pensar no presente.
Pense em algumas coisas boas e ruins que acontecem nas escolas hoje
em dia. Quais delas você acha que deveriam connuar
con nuar e quais você acha
que deveriam mudar?
17
alunos temos a clara sensação de que muitas aulas conven-
cionais estão ultrapassadas. Mas para onde mudar? Como
ensinar e aprender em uma sociedade mais interconectada?
Avançaremos mais se soubermos adaptar os programas
previstos às necessidades dos alunos, criando conexões
com o codiano, com o inesperado, se transformarmos a
sala de aula em uma comunidade de invesgação. Ensinar
18
2000, 2003) e Saymour Papert (1986) têm as mesmas características daquelas
eitas em outros momentos da história, porém incorporam a tecnologia
digital como um recurso para a inovação educacional.
Esses recursos tecnológicos permitem uma maior interação entre todos
em uma comunidade de aprendizagem, colocando os alunos como prota-
gonistas principais na produção dessas inormações e, consequentemente,
na construção de seus conhecimentos. Esses recursos, com as plataormas
adapta
adaptativas,
que têmtivas, podem
ritmos tambémde
dierentes resolver o problema
aprendizagem do desempenho
e, por dosormas
isso, requerem alunos
particulares de ensino
ensino..
ais recursos aumentam as potencialidades ormativas do ensino, mas
requerem que o proessor e a escola, profissional e instituição responsáveis
pela educação sejam mediadores profissionais nesse processo.
Esse tipo de mediação não é algo de simples de ser realizado porque
requer uma nova orma de relação entre proessor, aluno e conhecimentos.
Isso implica mudar nossa orma de ver o mundo e rever nossos valores e
alterar nossas crenças, isto é, requer outra mentalidade ( mindset) sobre
a educação.
odas as decisões que tomamos são influenciadas por nossos valores,
que vamos construindo ao longo da vida na interação com outros, com os
contextos que estamos inseridos. Nossa mentalidade sobre a educação, por
consequência, é que orienta os nossos passos utur
uturos.
os.
De acordo com Dwec (2017), podemos encontrar pessoas com mentali-
dade fixa ou mentalidade de crescimento. As pessoas com mentalidades fixas
se caracterizam por ser pessoas inertes, isto é, aceitam o sistema, conor-
mam-se com o contexto em que vivem e não se arriscam a mudar por não
confiarem em si mesmas. Do lado oposto estão as que têm mentalidade de
crescimento, que acreditam nas mudanças, e que são confiantes em suas
capacidades de azer ou aprender a azer. As pessoas com pensamento de
crescimento sabem que diante de algo novo erros são cometidos, e que eles
são importantes para aprender cada vez mais. Essa mentalidade de cresci-
mento é importante para aqueles que acreditam nas inovações educacionais.
Esperamos que com esse texto, você mantenha a sua mentalidade de
crescimento. Usamos apenas o verbo manter nessa oração porque temos
a convicção de que, se você está lendo esse material, é porque você é uma
pessoa com mentalidade de crescimento. Pessoas assim como você são
importantes para a implementação das inovações educacionais que já estão
propostas e aquelas que estão por vir.
19
Sem medo de errar
Como candidato
candid ato à vaga de proessor
proess or,, diante de pergunta
pe rgunta “o
“o que é inovação
para você? ”, sua resposta poderia ser “para mim, uma inovação educacional
é aquela proposta que traz algo de novo em relação ao que se tem para
melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos na escola”.
Para completar
completar essa resposta e tentar conquistar
conquistar a confiança do entrevis-
tador, seria interessante complementar a resposta da seguinte maneira:
“Mas toda inovação educacional só é possível se o proessor tiver uma
mente aberta para o novo e a responsabilidade de estudar e conhecer esse
novo, porque a sala de aula não pode ser um laboratório e nem os alunos
são cobaias. Além disso, as expectativas a serem colocadas sobre a inovação
educacional devem ser bem dimensionadas, porque uma proposta nunca se
tornará uma inovação educacional se não or exequível. Por isso, junto com
os proessores, os demais profissionais da educação que estão na escola e no
sistema educacional precisam
precisam ter as mesmas atitudes de abertura para o novo
e responsabilidade para garantir as condições mínimas necessárias para a
proposta de se tornar uma inovação.
inovação. Ou seja, a inovação educacional começa
em todos que trabalham com a educação,
e ducação, e somos responsáveis
responsáveis por ela. ”
Qualquer inovação coloca o proessor diante
diante de uma tensão que, por um
lado está o seu desejo pelo novo e, ao mesmo tempo, o medo pelo desco-
nhecido associado à preocupação sobre se terá condições de corresponder e
acertar com seus alunos.
Implementar uma inovação na educação pode parecer inadequado para
algumas pessoas que deendem que a escola não deve ser vista como um
laboratório,
laboratório, onde os alunos seriam
ser iam cobaias para testes.
nãoDe ato,seressas
deve vistapessoas
mesmoestão
comocertas
localemdesuas preocupações,
testes. afinal,tempo,
Mas, ao mesmo escola
muitos estudos mostram que de maneira geral a aprendizagem dos alunos
não está em um patamar desejado.
Por isso as inovações são necessárias. Além disso, implementar uma
inovação não significa azer testes. O texto aqui apresentado mostrou alguns
exemplos de pesquisas que indicam o que deve ser eito e também o que deve
ser evitado. Esse conhecimen
conhecimento
to acumulado precisa chegar às escolas para que os
proessores não mais ensinem da mesma maneira como a que oram ensinados.
Para que seja possível dar esse passo para a implementação de inova-
ções, é necessário planejamento, estudo e ormação e boa gestão dos
espaços e tempos escolares.
20
Com a flexibilização presente na legislação educacional vigente, novos
currículos já podem
po dem ser colocados em ação para que a aprendizagem
aprendizagem dos alunos
seja garantida como um direito que eles têm. Diante desse desafio, em que os
papéis do proessor e do aluno são redefinidos e as escolas passam por uma
reorganização, o acesso dos novos recursos digitais se torna um grande aliado.
É diícil prever com detalhes como serão as aulas diante dessas inova-
ções. No entanto,
entanto, é certo
cer to que suas características centrais para esse momen
momento
to
perpassam por tornar o aluno responsável por sua aprendizagem, devida-
mente orientada e monitorada pelo proessor, e também o uso das tecnolo-
gias digitais em projetos.
ais projetos deverão azer com que os alunos se sintam capazes de intervir
no mundo que os cercam. Em uma etapa inicial, proessores
proessores e gestores devem
se juntar aos alunos para elaborarem um diagnóstico para identificar qual é
o problema deverá superado na escola, estabelecerem os objetivos a serem
atingidos e os recursos necessários.
Avançando na práca
tipo jingle,
amigos para que
alavam ajudar
ele atinha
memorizar
um jeitoalgumas órmulas
inovador da matemática.
em relação Meus
aos outros proes-
sores, mas para mim era só um jeito dierente porque eu continuava a não
21
entender de onde as órmulas saiam. Mas um dia ele propôs a construção
de uma cisterna na escola. Ai sim, para mim oi inovador… Eu finalmente
entendi para que serve a matemática. ”
Como profissional da área, analise essas duas memórias e diga, colocan-
do-se no lugar do ormador,
ormador, se elas são ou não inovações.
Resolução da situação-prob
situação-problema
lema
Em primeiro lugar, é importante perceber que a segunda memória tem
duas situações, ou seja, as memórias trazem três situações. São elas:
• Ida semanal à biblio
biblioteca.
teca.
• Uso de música para memorizar órmulas de matemática.
• Construção de uma cisterna.
Nas três situações
situações as respostas podem
po dem ser subjetivas por depender do que
é considerado como objetivo de cada uma das propostas consideradas inova-
doras pelos participantes do curso.
A ida à biblioteca poderia ser até ser considerada inovadora se o
objetivo osse melhorar a relação entre os alunos, ou ironicamente alando,
se osse para dar trabalho para a bibliotecária. Mas toda proposta educa-
cional deve ter como finalidade a melhoria da educação. No caso, o ato
do proessor deixar os alunos sozinhos, sem qualquer orientação, não
provocou mudanças na aprendizagem da turma, pois não havia uma
situação explícita de melhora da qualidade educacional. Portanto, apesar
do novo ser ir à biblioteca, essa situação não deve ser classificada como
uma inovação educacional.
Na proposta do uso de músicas para ajudar na memorização de
órmulas matemática acontece o mesmo. Houve de ato a inclusão de
um procedimento didático dierente e novo, no entanto,
entanto, como o próprio
depoimento do participante revela, não cumpre o objetivo de atribuir
signiicado ao que se pretendeu ensinar de Matemática, não levando,
portanto, à aprendizag
aprendizagem.
em.
Dierentemente do que ocorreu na proposta da construção da cisterna. O
Dierentemente
participante
participante evidencia que passou a entender a importância da matemá
matemática.
tica.
Deve-se destacar que em nenhuma das três situações oi analisado
o uso ou não de recursos tecnológicos digitais. Em todas as situações
as inovações
didáticos educacionais apresentadas estavam ligadas a procedimentos
usados. proced imentos
22
Faça valer a pena
1.
I. O uso dos recursos digitais para o desenvolvim
desenvolvimento
ento das pesquisas
escolares, para comunicação e publicação de inormações, simula-
dores e jogos, tem a potencialidade de tornar a escola mais interes-
sante para os alunos.
PORQUE
II. As práticas
práticas escolares tradicionais
tradicionais precisam
precisam ser eliminadas do
cotidiano das escolas, cedendo tempo e espaço para que as inova-
ções educacionais se tornem presentes, pois esses recursos digitais
garantem a interação e a comunicação de orma mais eficiente.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
a. As asserções
asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras,
verdadeiras, mas a II não justifica a I.
b. As asserções
asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras e a II justifica a I.
c. A asserção
asserção I é uma proposição verdadeira e a II, alsa.
d. A asserção
asserção I é uma proposição alsa e a II, verdadeira.
e. As asserções
asserções I e II são proposições
proposições alsas. A primeira afirmação é
verdadeira, e a segunda alsa.
23
III. Quando o proessor
proessor substitui
substitui o uso da lousa
lousa e giz pelo uso de proje-
proje-
ções na sala de aula, está promovendo uma inovação pedagógica
porque usa os recursos disponíveis para obter maior atenção e
interesse
interesse dos alunos.
IV.. Propor o jogo de xadrez com clara intencionalid
IV intencionalidade
ade pedagógica
pedagógic a em
uma sala de aula na qual os alunos nunca tiveram essa experiência
deve ser considerado uma inovação pedagógica, mesmo sendo o
xadrez um jogo milenar.
Considerando o contexto apresentado
apresentado,, é correto apenas o que se afirma em:
a. I e II.
b. I e IV
IV..
c. I, II e III.
d. I, III e IV
IV..
e. II, III e IV
IV..
Segundo ela,
24
a. Há propostas consideradas inovadoras
inovadoras que cumprem o seu objetivo
por serem propostas conservadoras, quando obtém sucesso obtido
na “solução”
“solução” de problemas educacionais estruturas e complexos.
b. Há propostas consideradas inovadoras porque colocam nova
dinâmica de trabalho na escola.
c. Há propostas consideradas
consideradas inovadoras que precisam
precisam legitimar as
propostas conservadoras
historicamente para
deinido de que aaseducação
mudar realidadescumpra seuimple-
onde são papel
mentadas.
d. Há propostas consideradas
consideradas inovadoras que mantêm
mantêm as caracterís-
ticas da realidade
realidad e onde oram implementadas,
implementadas, mesmo usando algo
al go
novo,, não sendo, portanto, inovadoras.
novo
e. Há propostas consideradas inovadoras que legitimam as conserva-
doras e por isso cumprem o seu objetivo.
25
Seção 2
paraA essas
LDB/96 e as regulamentações
evoluções, e o acesso aosque a seguiram
recursos deram o suporte
tecnológicos digitais legal
têm
potencial para ajudar em suas consolidações.
26
No entanto, essas inovações educacionais se consolidam apenas
quando as mudanças são implementadas. Um exemplo dessas mudanças
seria a eetivação de processos de ensino e aprendizagem que superaram
a distância entre o ensino centrado no conhecimento e o ensino centrado
no estudante. Enquanto a primeira perspectiva desses processos valoriza
a reprodução do conhecimento científico, cultural e artístico produzido
ao longo da história, a segunda propõe que a escola deve promover a
construção desse conhecimen
conhecimento
to pelo aluno
aluno..
Após a leitura desse texto, o responsável pela seleção pergunta: qual é
a relação que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem com a
superação da distância mencionada no texto? Qual seria sua resposta?
Nesta seção, refletiremos sobre os elementos conceituais e suas aplicações
no ensino, que, certamente,
certamente, ajudarão você a construir uma resposta para
p ara essa
situação hipotética, assim como auxiliarão em sua prática docente real.
A LDB/96 determina ações a serem tomadas em muitas rentes educa-
cionais, mas, nesta seção, nos ateremos às questões ligadas à concepção
educacional que ela trouxe, em particular, à organização curricular, que
desloca a unidade curricular de disciplinas para competências. Esse deslo-
camento implica a flexibilização curricular e outra organização dos espaços
no contexto escolar.
Ao final desta seção, você poderá compreender os significados desses
termos. Espera-se que com isso você consiga ter mais critérios para a escolha
do sentido que dará às suas ações docentes.
27
Constituição” (BASIL, 1988, [s.p.]). No entanto, isso não significa apenas
acesso à educação, mas também a permanência com princípios de ensino
especificados em seu art. 206:
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos
seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência
permanência
na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o
pensamento, a arte e o saber;
III - pluralism
pluralismoo de ideias e de concepções pedagógicas, e
coexistência de instuições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelec
estabelecimentos
imentos ociais;
V - valoriza
valorização
ção dos prossio
prossionais
nais do ensino, garando, na
forma da lei, plano de carreira para o magistério público,
com piso salarial prossional e ingresso exclusivamente por
concurso público de provas e tulos, assegurado regime
jurídico único para todas as instuições mandas pela União;
VI - gestão democráca
democrá ca do ensino público, na forma da lei;
VII - garana de padrão de qualidade. (BRASIL,
(BRASIL , 1988, [s.p.])
[s.p.])
Com a LDB/96,
competências isso passou
e habilidades quea eles
ser especificado por meio da
precisam desenvolver nodescrição
processodas
de
escolarização.. A presença das competências e habilidades pode ser percebida
escolarização
28
claramente nas diretrizes educacionais e os documentos que orientam a
elaboração dos currículos escolares,
es colares, como a BNCC.
Lembre-se
Este argo da LDB é o disposivo legal central que abre os caminhos
para as inovações:
aprenda
ocupar noàs monitoramento
competências e habilidades
da qualidadeé de
a centralidade que elas
ensino oerecido passaram
pelas escolas ae
redes de ensino, uma vez que os desempenhos dos alunos são medidos por
meio das habilidades, as quais demonstram ter nos exames de larga escala,
como ocorre, por exemplo,
exemplo, na Prova Brasil e no ENEM.
Diante disso, de maneira ainda que superficial, é importante que as
competências sejam reveladas em nossas ações e que mobilizem os recursos
e conhecimentos que temos em situações específicas diante de um enômeno
da vida, sejam eles no âmbito social, natural ou, provavelmente, de ambos
concomitantemente. Já as habilidades estão mais no âmbito do saber azer
eminentemente imediato e prático. Dierentes habilidades, quando articu-
ladas, decorrem de competências ou constituem competências, mas sempre
envolvendo algum conhecimento aplicável a algum contexto.
Você deve ter claro que, ao organizar um currículo escolar, se coloca o
desenvolvimento das competências e habilidades como um eixo norteador no
lugar daquela organização que relacionava conteúdos. Isso não significa, em
hipótese alguma, que os conteúdos estão sendo desvalorizados, ao contrá
contrário,
rio, o
propósito
propósito dos espaços escolares é a construção de conhecimen
conhecimentos,
tos, e a proposta
dessa organização curricular por competências e habilidades tem por finali-
dade atribuir significado a esses conteúdos. Com essa proposta, esse conheci-
mento é aplicável e problematizado para a construção de outro conhecimento.
Logo, pensar em uma escola com
c om uma organização curricular que consi-
dera o desenvolvimen
desenvolvimento
to de competências e habilidades implica o abandono
29
da crença que conhecimentos podem ser transmitidos, e a substituição
desse conhecimento é construído e aplicado pelos próprios alunos em seu
processo de apren
aprendizagem.
dizagem.
Reflita
O parágrafo anterior do texto evidencia uma aparente contradição
em relação à inovação educacional proposta na LDB. Por um lado, ela
valoriza a exibilização reconhecendo as individualidades dos alunos e
os contextos onde estão inseridos; por outro lado, quando monitora a
qualidade de ensino oferecido
oferec ido pelas escolas e redes de escolas, regula
regul a e,
indiretamente, engessa o mínimo ou essencial que os alunos aprendam
de forma generalizada e padronizada. Diante desse contexto, você
acha que essa contradição é aparente ou é real? Seja ela aparente ou
real, qual proposta faria para superá-la? O que você entenderia como
mínimo ou desejável em um currículo escolar?
30
mobiliza as capacidades de observar sinais siológicos,
medir a temperatura, administrar um medicamento; e
os seguintes saberes: idencar patologias e sintomas,
primeiros socorros, terapias, os riscos, os remédios, os
serviços médicos e farmacêucos. Saber votar de acordo
com seus interesses mobiliza as capacidades de saber
se informar, preencher a cédula; e os seguintes saberes:
instuições polícas, processo de eleição, candidatos,
pardos, programas polícos, polícas democrácas, etc.
Esses são exemplos banais. Outras competências estão
ligadas a contextos culturais, prossionais e condições
sociais. Os seres humanos não vivem todos as mesmas
situações. Eles desenvolvem competências adaptadas
a seu mundo. A selva das cidades exige competências
diferentes da oresta virgem, os pobres têm problemas
diferentes dos ricos para resolver. Algumas competências
se desenvolvem em grande parte na escola. Outras não.
(BENCINI; GENTILE, 2000,
200 0, [s.p.])
[s.p.])
Assimile
Na BNCC, a competência é denida como a “mobilização de conheci-
conheci -
mentos (conceitos e procedimentos), habilidades (prácas, cognivas e
socioemocionais), atudes e valores para resolver demandas complexas
da vida codiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do
trabalho” (BRASIL, 2016, p. 8).
Assimile
Na BNCC, as “habilidades expressam as aprendizagens essenciais que
devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares”
(BRASIL, 2016, p. 29).
Para você
inovação, entender na
consolidada porBNCC,
que a proposta da LDB
de especificar o pode s er considerada
ser
que precisa uma
ser aprendido
pelos alunos por meio da descrição
descr ição de competências e habilidades, é preciso
31
Exemplificando
É importante que você conheça a forma como são expressas as compe-
compe-
tências e habilidades da BNCC.
A imagem a seguir apresenta a forma pela qual a BNCC é organizada e
como as competências e habilidades são agrupadas.
Figura 1.1 | Organiz
Organização
ação da BNCC
EDUCAÇÃO BÁSICA
COMPETÊNCIAS GERAIS
ETAPAS
ENSINO
EDUCAÇÃO INFANTIL ENSINO MÉDIO
FUNDAMENTAL
Direitos de
aprendizagem
aprendizag em e
desenvolvimento
Competências Competências
especícas de área especícas de área
Língua
Componentes Matemá-
Matemá-
Portu--
Portu
Curriculares ca
guesa
Competências especí-
especí-
cas de component
componentee
Crianças
Crianças Anos Anos
bem
Bebês pequenas
(0-1a6m)
pequenas
(4a-5 iniciais nais
(1a7m-
a11m)
3a11m)
Objetos
Unidades
de Habili-
Habili-
Objevos de temá--
temá
conheci- dades Habilidades
aprendizagem e cas
mento
desenvolvimento
porém, como algo que deve ser construído e reconstruído pelos próprios
alunos, atribuindo, assim, significado com base em seus valores culturais.
Nessa lógica, o aluno passa a ser o construtor de seu conhecimento, e o
proessor assume o papel de mediador e acilitador, colocando-se entre o
aluno e o conhecimento.
Na lógica que coloca o aluno como o protagonista na construção de seu
conhecimento,
conhecimen to, ele az conexões em uma inserção crítica à realidade que vive,
analisando e propondo intervenções.
Se você comparar os papéis do pro
proessor
essor e do aluno nesses dois contextos,
perceberá que eles se modificam significativamente, assim como a organi-
zação e a dinâmica da sala de aula e da escola.
Nessa nova lógica, ao assumir o papel de proessor, você deixará de ser
um apresentador de inormações e passará a ser um mediador
med iador da aprendi-
zagem dos alunos, não se limitando mais a dar as inormações para eles,
mas orientando-os sobre como encontrá-las e sistematizá-las a serviço da
construção e do compartilhamento do conhecimento. Esse compartilha-
mento não deverá se restringir apenas à divulgação, mas abranger também
a sua problematização.
Os recursos tecnológicos digitais vêm se revelando um recurso pedagó-
gico potente para o desenvolvimento de competências e habilidades, não
só por acilitar o ensino baseado em projetos e a organização de situações-
-problema, mas também por ser acilmente adaptável às possibilidades de
flexibilização do ensino.
Com a proposta de organizar os currículos com a especificação de compe-
tências e habilidades, o conhecimento deve ser problematizado para que
outros sejam construídos e, quando necessário, sejam aplicados nas inter-
venções sobre a realidade vivida. Por isso, os propósit
propósitos
os da ação do aluno
ganham orça e suas competências e habilidades se tornam necessárias para
a análise e resolução de problem
problemas
as em situações que requerem intervenções.
Diante disso, o papel do proessor passa a ser acilitador da reconstrução do
conhecimento, e o aluno, o principal agente.
Para que o aluno seja agente, suas ações dependerão de suas competên-
cias e habilidades e, por isso, um currículo escolar com essa lógica pode ser
denominado como currículo reerenciado em competências. Nessa lógica,
o desempenho do aluno é medido por meio do que ele é capaz de azer.
A construção e reconstrução desses conhecimentos têm se tornado mais
eficientes e eficazes à medida que os recursos tecnológicos digitais têm tido
o seu acesso acilitado.
34
Vocabulário
Eciência e ecácia não são sinônimos. O conceito de eciência está atrelado
ao adequado uso dos recursos disponíveis para uma determinada nalidade,
enquanto o de ecácia está associado ao cumprimento dos objevos.
Assim, um processo pode ser classicado como:
• Eciente e ecaz quando usou os recursos disponíveis de maneira
adequada e cumpriu os objevos.
• Eciente e inecaz quando usou os recursos disponíveis de
maneira adequada, mas não cumpriu os objevos.
• Ineciente e ecaz quando os objevos foram angidos, mas sem
a adequada ulização dos recursos.
• Ineciente e inecaz quando os objevos não foram angidos e
tampouco a ulização dos recursos foi adequada.
Você deve ter percebido que a mudança de oco sobre o que deve ser
ensinado e a sua respectiva orma podem ser
s er consideradas inovações educa-
cionais, porém, quando
quando elas não são implementadas, ficam apenas no estágio
de ser uma proposta.
Pensar em tudo o que precisa ser
s er ensinado, definir objetivos pedagógicos
e escolher as estratégias que serão propostas para que esses objetivos sejam
cumpridos são ações inerentes à prática docente. No entanto, adequar-se a
essas novas demandas que colocam o desenvolvimento de competências e
habilidades nos alunos se consolida como a mais recente tendência pedagó-
gica. Essa adequação é um novo desafio para você e seus colegas. rata-se
rata-se de
uma inovação educacional!
Dica
Conheça e se reconheça!
É muito interessante que você conheça as diferentes tendências
pedagógicas existentes para que possa reconhecer em sua própria
práca docente qual delas você tem maior aproximação e possa avaliar
se é realmente a sua opção preferida.
Uma referência disponível é:
LIBÂNEO, J. C. Democrazação da escola pública. São Paulo: Edições
Loyola, 2001.
Lembre-se de que, raramente, qualquer ação educacional segue exclu-
exclu-
sivamente uma das tendências.
Como você viu ao longo desta seção, a LDB/96 é um dispositivo legal que
possibilita a implementação de inovações pedagógicas. Será na sala de aula
35
Esse processo
educacionai
educacionais continua
s em nosso plano adeacontecer
ensino paraquando incorporamos
o ano letivo inovações
e quando planejamos
cada aula usando metodologias de ensino que respondam positivamente a
perguntas, como: estou colocando oco nas aprendizagens
aprendizagens dos alunos? Estou
propondo uma dinâmica dierente nas aulas em relação à orma que eu
aprendi?
aprendi? Estou usando adequadament
adequadamentee os recursos disponíveis?
Se você responder positivamente a essas questões, terá dado grandes
passos, mas não suficientes. Precisará, ainda, implementar
implementar e avaliar o desen-
volvimento
volvimen to dessas aulas. Para esse olhar avaliati
avaliativo,
vo, basta se perguntar: os
objetivos estabelecidos estão sendo cumpridos? As estratégias de ensino
estão permitindo o uso adequado dos recursos disponíveis? As dez compe-
tências propostas na BNCC estão sendo
s endo desenvolvidas?
Será dessa maneira que você estará aproveitando
aproveitando as possibilidades de flexi-
bilização e de reorganização dos espaços e das interações que a Constitu
C onstituição
ição
de 1988 e a LDB/96 trouxeram
trouxeram para aprimorar
aprimorar a qualidade da
d a educação. Será
dessa maneira que estará ajudando seus alunos a desenvolver as competên-
cias e habilidades especificadas na BNCC.
1. Paraé necessário
mento, tornar o aluno
redefium
nir oagente
redefinir da construção
seu papel, assim comodeo seu próprio conheci-
do proessor, uma vez
que as práticas escolares tradicionais precisam ser eliminadas do cotidiano
37
I. Organizador da apr
aprendizagem,
endizagem, para escolher as tareas, a fim de que
ocorra a construção de conhecimentos considerando as condições
socioculturais, as expectativas e a competência cognitiva
cognitiva dos alunos.
II. Consultor,
Consultor, deixando de lado o papel daquele que
que expõe as inormações e
assumindo aquele que auxilia na obtenção das inormações necessárias.
III. Mediador, promovendo o debate entre os alunos e exercitando a
argumentação e a negociação sobre os métodos usados e os resul-
tados encontrados.
IV.. Controlador, estabe
IV estabelecendo
lecendo as condições para o cumprimento das
tareas.
V. Incentivador da aprendizagem, estimulando a cooperação entre
entre os alunos.
Assinale a afirmativa correta:
a. Assumindo
Assumindo esses papéis,
papéis, o pro
proessor
essor deve permanecer no
no centro
centro do
processo de ensino-aprendizagem, pois ele deve continuar a dar o
ritmo nas aulas
b. Nesse papel, o proessor promove
promove oportunid
oportunidades
ades para que os alunos
decidam sobre os encaminhamentos a serem adotados durante o
desenvolvimento do trabalho.
c. A conrontação
conrontação entre os pensamentos
pensamentos dos alunos é importan
importante,
te, mas,
mas,
como gasta muito tempo e gera muitos conflitos, deve ser evitada
sempre que possível.
d. A opção por promo
promover
ver a ormulação
ormulação das ideias, dos procedimentos
procedimentos
e dos argumentos se justifica mais pelo desenvolvimento das compe-
tências socioemocionais do que das cognitivas.
e. A interação
interação entre
entre alunos
alunos são essenciais
essenciais para o desenvolvim
desenvolvimento
ento de
suas competências e habilidades, por isso, o proessor deve controlar
todas as ações deles, a fim de evitar conflitos desnecessários.
38
Seção 3
As inovações na educação
Diálogo aberto
Até agora, nós desenvolvemos a ideia e exemplos de inovação educa-
cional. Vimos
Vimos que as propostas de inovações educacionais sempre são ações
tomadas que aprimoram o processo de ensino para atender determinados
propósitos. Às vezes elas são induzidas por demandas sociais (universali-
zação do ensino) e por avanços tecnológicos (tecnologia digital) ou, também,
podem induzir mudanças desejadas (LDB/96). De qualquer orma, essas
propostas só podem ser consideradas como inovações quando eetivamente
mudam uma realidade anterior resolvendo problemas identificados ou
cumprindo objetivos preestabelecidos.
ais mudanças podem ocorrer desde o nível da política educacional até
ao do trabalho em sala de aula.
Para pensar nesse contexto, imagine que você oi aprovado no processo
seletivo para uma vaga de proessor e oi convidado para uma entrevista
individual que será a última etapa desse processo.
Ao chegar lá, você oi agradavelmente acolhido pela direção e pela
coordenação pedagógica da escola em uma sala que tinha poltronas conor-
táveis e onde estava sendo oerecido um delicioso caé da manhã.
Elas pediram para você se sentar e disseram: “Queremos
“Queremos inovar
inovar nessa escola.
Precisamos de modernidades, mas nada com esses modismos. Nossos alunos
já não são os mesmo
mesmos.
s. Antes,
Antes, eles
eles ficavam
ficavam mais
mais quiet
quietos
os e aten
atentos.
tos. Atual
Atualmen
mente,
te,
são desinteressados, mas não param de mexer no celular e parecem ter uma
energia que nunca se esgota. Nós queremos que essa escola seja reconhecida
pela inovação educacional em um ano, e tem que começar pela sala de aula”.
Como você caracterizaria seu plano de ensino para atender essas expec-
tativas maniestadas
maniestadas pela direção da escola?
Há muitos elementos que precisam ser analisados nessa ala da
diretora que ocorre em um ambiente acolhedor. Um desses elementos se
reere ao peril do aluno. Segundo a direção, antes era desejado que os
alunos ossem quietos e atentos, hoje, eles têm interesse pelas relações
estabelecidas por meio dos recursos digitais e não por aquelas propostas
da escola. O outro elemento está associado à necessidade de modernizar
com ações e recursos mais permanentes.
41
Para que você possa ter uma ação inovadora em educação, principal-
mente na sala de aula, é necessário antes ter clareza sobre as características de
42
um determinado contexto,
contexto, sobre o que se deseja modificar e sobre o que será
eito para que essa modificação ocorra.
o corra. Depois disso, algo igualmente impor-
impor-
tante e mais diícil é avaliar em que medida a ação é inovadora, prevendo
realmente quais
quais são os impactos que ela trará.
Nesta seção, vamos sair das questões mais gerais sobre as inovações
educacionais e aterrissar na sala de aula, lugar onde as inovações ocorrem
concretamente. Para isso, vamos ocar as inovações educacionais no ensino.
A inovações educacionais, como já visto, sempre existiram na história da
educação.. Algumas delas são muit
educação muitoo remotas, outras já podem ser classificadas
como seculares,
secul ares, e outras têm acontecido em maior número nas últimas décadas.
Reflita
Diferentes linhas metodológicas podem ser idencadas como propostas
Diferentes
inovadoras no ensino, por exemplo, elas poderiam ser classicadas em
Tradicional, Escolanovista (Movimento da Escola Nova), Libertadora,
Tecnicista e Histórico-críca. Cada uma delas representou propostas de
melhoria em relação ao que era vigente, dando a ideia de uma substuir
a outra em uma linha do tempo, como se uma substuísse
substuís se a outra de fato.
No entanto, isso não acontece na práca e nem teoricamente.
Como temos a forte tendência de ensinarmos como aprendemos, é
importante você parar e reer: quais dessas tendências marcou sua
formação na escola básica?
Reflita
A descrição a seguir caracteriza
c aracteriza um modelo inovador para a arquitetura
escolar, proposto para atender aos princípios da conveniência, comodi-
comodi -
dade e saúde dos alunos, em 1849 por Henry Barnard, responsável pelo
sistema educacional americano.
As carteiras devem ser adequadas ao tamanho dos estudantes e deve
permir que o docente se aproxime deles. A sala de aula deve ter um
tablado paraseus
e transmir que oensinamentos,
professor possa
comcom apenas um
metáforas olhar inspecionar
ciencas, nas quais
as leis naturais eram aplicadas à situação educacional. O docente
43
É importante você perceber com essa citação que uma das possíveis
inovações a serem implementadas na sala de aula se
s e caracteriza por permitir
a dierentes alunos terem tempos de aprendizagem
aprendizagem particulares e com acesso
a recursos pedagógicos distintos e diversificados. A universalização do
acesso ao ensino e a busca pela não evasão dos alunos são dois atos que
aumentam
aumen tam a heterogeneidade do perfil
perfi l desses alunos dentro da sala de aula e
da escola,
rotas implicando turmas
de aprendizagem,
aprendizagem que requerem
, com tempos maior
e recursos número
distintos. Pereceba,
diversidade
Perceba, de
então, que
a inovação na sala de aula consiste na adoção de metodologias de ensino que
levem à equidade, ou seja, oerta de
d e tempos didáticos e recursos pedagógicos
ajustados a cada tipo de aluno.
Exemplificando
Para você melhor entender as propostas dessa seção, que serão mais
bem detalhadas ao longo dessa disciplina, é importante que você tenha
claro a diferença entre igualdade e equidade.
Imagine que um casal tem dois lhos e ainda os ajuda nanceiramente.
O mais velho, de 17 anos, está no Ensino Superior e mora em outra
cidade, logo precisa pagar aluguel, transporte e alimentação. O mais
novo, com 14 anos, estuda no Ensino Médio, ainda mora com os pais e
tem que se deslocar para outra cidade para estudar.
Se a família perceber que as necessidades desses lhos são diferentes e os
ajudar com aquilo que cada um deles precisa, ela estará usando o conceito
de equidade para ajudar aos lhos. Eles recebem ajudas diferentes.
Se a família, independentemente das necessidades de cada um deles,
oferece os mesmos recursos, essa família estará usando o conceito de
igualdade para ajudar os lhos.
Equidade
entre os em educação
alunos signica
no início reconhecer
do processo as diferenças
educacional existentes
e oferecer os
45
Atenção
É importante que você perceba que a universalização do acesso ao
ensino e a não evasão dos alunos foram resultados desejáveis de inova-
inova -
ções propostas que apenas cumprirão o seu papel quando as metodo-
logias de ensino adotadas nas salas de aula também forem inovadoras
para tornar o ensino equitavo.
Nessa seção é importante você estar atento ao ato de que o uso dos
recursos digitais é algo potente, mas que ele não é suficiente. Ele precisa ser
complementado
comp lementado com outro que está associada a outra característica do atual
contexto:
contexto: a atribuição de significado ao que precisa ser aprendido e, portanto,
ao que deve ser ensinado para despertar o interesse do aluno.
Para isso, é importante que aquele modelo de aula na qual os conteúdos
são transmitidos pelo proessor e pelos livros, os recursos didáticos são
ilustrativos e aos alunos cabe apenas memorizar esses conteúdos precisam
ser abandonados. E, em seu lugar,
lugar, precisam entrar aqueles modelos nos quais
os alunos têm a oportunidade de acessar os conheciment
conhecimentosos acumulados pela
humanidade, não com a finalidade de memorizar, mas sim contextualizar,
problematizar e aplicar na leitura dos enômenos naturais e sociais, propondo
soluções para os problem
problemas
as identificados.
A implementação crítica e consciente da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) é uma oportunidade de colaborar com a implemen-
tação desse novo modelo. Ela expressa o que deve ser aprendido e ensinado
por meio da especificação de competências e habilidades que precisam ser
desenvolvidas e, ao mesmo tempo, devendo ser entendidas como objetivos
pedagógicos e um direito das crianças e jovens. Para que essas prerrogativas
46
sejam cumpridas em sua sala de aula, suas propostas de ensino devem levar
os alunos a construírem os conhecimentos, habilidades,
habilidades, atitudes e valores.
Para os alunos serem os construtores dessa sua apr
aprendizagem,
endizagem, você deve
ter percebido que nessa proposta a inovação está na mudança do papel do
aluno,, quando ele deixa de ser um receptor e reprodutor
aluno reprodutor de conhecimen
conhecimentos
tos e
se torna construtor do próprio conhecimento.
Mais uma vez, muitas propostas oram eitas nessa perspectiva ao
longo da história da educação e a inovação pode estar no uso dos recursos
digitais que permitem o acesso, produção e divulgação de inormações
está em ser implementada.
O interesse dos alunos existirá quando
quando a escola e a sala de aula os acolhem,
promovendo o seu autoconhecimento e o conhecimento do mundo que o
cerca, tendo a vivência que os possibilita se sentirem potentes na intervenção
desse mundo. Eles precisam se tornar protagonistas nessa intervenção e isto
estará ligado ao seu projeto de vida. Um projeto
projeto de vida que é único a cada um.
Assimile
Uma das possíveis propostas inovadoras a serem implementadas na
sua sala de aula pode ser caracterizado por quatro desaos: o primeiro
é implementar propostas de ensino que efevamente colocam os
alunos como agentes principais na construção de seus conhecimentos,
reconhecendo, problemazando, recriando e aplicando o conheci-conheci -
mento acumulado pela sociedade. O segundo está em tornar essas
propostas equânimes que, por reconhecer a diversidade do perl e
necessidades pedagógicas dos alunos, disponibilizem tempos e recursos
especícos para cada um deles, personalizando o processo de ensino. O
terceiro, decorrente dos dois primeiros, é redenir os papéis do aluno
e do professor, da organização curricular e dos tempos e espaços da
escola. Finamente o quarto, que consiste na exploração dos recursos
digitais, aproveitando a cultura digital já existente fora da escola, para
facilitar o cumpriment
cumprimentoo do terceiro desao.
Você já deve ter ouvido alar em metodologias ativas. Elas nada mais são
do que propostas de ensino que colocam a atividade do aluno no centro e é
por meio dessa atividade que ele, ao buscar soluções para problemas reais que
identifica em um contexto, também constrói o seu conhecimento. Alguns
exemplos de metodologias ativas são a Aprendizagem Baseada em Problemas,
Aprendizagem Baseada em Projetos, Metodologia de esolução de Problemas,
Aulas Investigativas, metodologia SEAM, criação de espaços Maers, Jogos,
processos de gamificação, Sala de Aulas Invertidas e Ensino Híbrido.
Aplicar cada uma dessas metodologias requer a reorganização do currí-
culo, mudanças na postura do proessor e dos alunos, mudança nas tareas
propostas e redefiniçao dos tempos e espaços escolares.
es colares.
A sala de aula, delimitada em seu espaço ísico e pelo tempo em que
os alunos estão nelas, torna-se sem configuração, com a crescente acili-
dade de acesso e uso das erramentas digitais. Comunidades Virtuais de
Aprendizagem são constituídas por pessoas com um interesse comum
que trocam inormações, permitindo que os alunos se tornem coautores e
coaprendentes. Essa participação pode ser ampliada e aproundada com as
plataormas adaptativas, que permitem aos alunos a colocar oco em deter-
minados conhecimen
conhecimentos.
tos.
Esse hibridismo no ensino, que mescla o encontro presencial e o acesso,
produção e divulgação de inormações, permitem a personalização do ensino
e estimulam a atividade do aluno. De acordo com o modelo proposto pelo
Clayton Christensen Institute,
Institute, o ensino híbrido é um programa de educação
ormal no qual um aluno aprende por meio do ensino on-line, com algum
elemento de controle do estudante sobre o tempo, o lugar, o modo e/ou o
ritmo do estudo, e por meio do ensino presencial, na escola. (BACICH;
ANZI NEO; EVISANI, 2015).
São recursos que estão disponíveis. Inove trazendo-os para a sua aula!
Dica
Escolha um tema que seja de seu interesse e que não seja ligado à
educação, como maquiagem, artes, carros, cinema, hortas domiciliares,
pets, esportes
espor tes etc. Procure por blogues,
blo gues, canais do YouT
YouTube, fóruns, salas
de chat, aplicavos e redes de comparlhamento de vídeos, imagens e
textos. Isso não signica que você deva se esquecer dos documentários,
textos acadêmicos e reportagens
repor tagens disponibilizados
disponibilizados no mundo digital.
Mergulhe nesse mundo digital e tente começar a produzir e
compartilhar informações.
48
habili -
Comece a construir – se ainda não ver – seus conhecimentos, habili-
dades, atudes e valores acerca desse mundo digital, anal, você não
pode ajudar os outros a aprenderem se você não aprender também.
3. Com o avanço tecnológico, muitos recursos digitais podem ser acessados por
meio de celulares ou computadores. A democratização do acesso a esses equipa-
mentos modificou as ormas de relacionamento entre as pessoas e de acesso,
produção e disponibilização das inormações. Com isso, é adequado dizer que
na sociedade há uma parcela da população que tem uma nova cultura digital.
Qual das alternativas a seguir representa um beneício que a cultura digital
pode representar se ela or estabelecida nas práticas escolares:
a. Uma possibilidade de organização menos flexível dos tempos
escolares, uma vez que o acesso às inormações e a comunicação com
outras pessoas podem
po dem ser eitas a qualquer momento.
momento.
b. ensino,
Uma possibilidade
Uma de flexibilização
porque o tempo curricular
de aprendizagem e personalização
e o acesso do
às inormações
devem ser tomados a partir daquilo que é de interesse do aluno.
51
e. Uma oportunid
oportunidade
ade de padronizaçã
padronizaçãoo do ensino, porque o tempo
de aprendizagem não mais se limita necessariamente ao tempo de
aula, criando rotas personalizadas de aprendizagem, com acesso
aos recursos e às inormações pertinentes, devidamente mediadas e
orientadas pelo proessor.
52
Referências
BACICH, L.; MOAN, J. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem
teórico-prática. Penso Editora, 2018.
BASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2016.
Disponível em: [Link]
final_site.pd. Acesso
Acesso em: 23 dez. 2019.
BASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: ensino médio. Brasília,
DF: MEC, 2018. Disponível em: [Link]
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vi w=do
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y_sl
slug
ug=a
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brilil-2
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[Link]
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WESBOO, . B.; EIXEIA, A. John Dewey. ecie: Fundação Joaquim Nabuco, 2010.
Unidade 2
Adilson Dalben
As metodologias ativas
Convite ao estudo
Nesta unidade vamos nos aproximar da sala de aula e estudaremos as
metodologias ativas, para que você tenha os conhecimentos necessários a
fim de implementá-las em sua prática docente. A proposição do uso das
metodologias ativas não é nova e a busca de sua implementação tem sido
meta há pouco mais de um século, o que permitiu
p ermitiu um grande avanço teórico
na didática e na psicologia educacional, dentre outras áreas da Educação.
Atualmente
tualmente,, os resultados desse avanço teórico têm sido usados no aprimora-
mento de diversas técnicas, que associadas aos recursos tecnológicos, sobre-
tudo os digitais,
inovadora.
inovadora permitem
. Na Seção a implementação
2.1, você perceberá que adessa metodologia
implementação dasde maneira
metodolo-
gias ativas quebra alguns paradigmas educacionais porque o papel do aluno é
redefinido, tendo como implicação direta a redefinição do papel do proessor
e de toda a escola, reconfigurando os tempos e espaços escolares. Nessa seção
você perceberá de orma prática a relevância do uso dos recursos digitais.
Na Seção 2.2, você terá a oportunidade de conhecer e analisar as potenciali-
dades e limitações de alguns exemplos dessas técnicas: sala de aula invertida,
modelos híbridos de ensino, Design Tinin
Tiningg, Metodologia SEAM, Cultura
Maer
Ma er, Gamificação na Educação e Jogos Digitais. Na Seção 3.3, você poderá
perceber as dierenças existentes entre as propostas que tornam a apren-
dizagem ativa daquelas que promovem e desenvolvem o protagonismo.
Essas dierenças podem ser percebidas mais recentemente com os avanços
teóricos e são requisitadas com as demandas atuais que a sociedade az para
a Educação, provocando a necessidade de desenvolver no aluno uma visão
empreendedora,
empr eendedora, exigindo que ele seja criativo e tenha atitudes colaborativas
no processo educacional. Será nesta unidade que você terá a oportunidade de
desenvolver
desenvolv er seu conhecimento para usar em sua sala de aula a cultura digital
já presente
presente ora da escola, como
como vimos na unidade anterior
anterior..
Enfim, nesta unidade você reconhecerá a importância da flexibilização
curricular e das culturas digitais a fim de que suas aulas sejam suficientemente
suficientemente
inovadoras paradas
sado, a despeito resgatar o interesse
adversidades do aluno
existentes na pela
vida escola.
do alunoQuando
ora dainteres-
escola,
você perceberá que ele é capaz de modificar o mundo
mundo que o cerca, porque ele
é modificado com o conhecimento e com os valores que constroem na escola.
Essa ormação na escola é importante porque será nela que a criticidade e a
ética poderão se tornar ingredientes no acesso, análise, produção e comparti-
lhamentoo de inormações produzidas, não só no mundo digital, mas também
lhament
no mundo acadêmico, no qual o conhecimento científico pode e deve ser
desenvolvido para que o aluno supere sua relação apenas com o conheci-
mento comum.
comum. As inovações, que contemplam esses propósitos, permitirão
que os alunos vislumbrem
vislumbrem projetos uturos e se sintam estimulados, promo-
vendo,, assim, um maior
vendo maior compromi
compromisso
sso e responsabilidade.
responsabilidade.
A atribuição de significado ao que os alunos azem na escola e ao que é
proposto para eles aprenderem é um dos possíveis caminhos para erradicar
o desinteresse, quando maniestado pelos alunos na escola. Com essa
atribuição de significado, os alunos darão sentido a suas ações dentro – e,
principalmente
principalm ente – ora da escola.
Seção 1
queCom
vem ao ser
queuma
oi analisado na unidade anterior,
inovação educacional e sabe queagora você
ela tem suatem noção do
importância
justificada por seus propósitos.
propósitos. ambém já sabe que
que ela não precisa ser neces-
neces-
sariamentee uma ideia nova ou usar recursos novos, mas deve mudar algo que
sariament
anteriormente era eito antes de sua implementação.
Considerando os modelos centrados na aprendizagem ativa, suponha
que você, depois de um exaustivo processo de seleção, finalmente oi contra-
contra-
tado e assumiu uma turma na escola, e que a direção chamou você para uma
conversa antes da semana de planejamento do início do ano letivo.
Imagine que nessa conversa a diretora disse que sua contratação oi
eita por sua crença
conhecimentos, nas de queoasaluno
quais aulasé em
umque impera a não
expectador, meramais
transmissão
unciona,dee
que uma inovação educacional na sala de aula é aquela que az o aluno ter
maior participação.
participação. Ainda na mesma conversa, ela disse também que durante
o processo seletivo o aspecto que mais chamou a atenção dos entrevistadores
oi sua seguinte ala: “uma das inovações educacionais se caracterizaria por
aulas que envolveriam tareas as quais os alunos precisariam ler, pesquisar,
criar hipóteses e validá-las, azer sínteses e tomar decisões para resolver
problemas reais e assim, eetivamente, participariam ativamente do processo
da construção de seu próprio conhecimento”. Diante desse contexto, ela
pediu para você elaborar uma apresentação a ser eita para toda a equipe,
mostrando suas crenças sobre as mudanças que mencionou durante as entre-
vistas de seleção e como você trabalharia em sua sala de aula para
p ara torná-las
concretas. Que aspectos deveriam
de veriam aparecer na sua apresentação?
apresentação?
Nesta seção vamos analisar a proposta de usar as metodologias ativas no
processo de ensino para reverter esse quadro de desinteresse maniestado
pelos alunos em suas atividades escolares, um quadro que inelizmente é
recorrente
recorren te e que se
s e intensifica ao passar dos anos de escolarização. A análise
dessa proposta envolve sua relação na organização curricular no âmbito
dos conteúdos e dos tempos e espaços escolares, assim como na mudança
das atitudes do proessor, ou seja, a organização do currículo e a postura do
proessor
proessor também
t ambém serão probl
problematizados.
ematizados.
59
Ao final desta seção, você verá que o modelo das aulas busca evitar
e vitar aquele
no qual o aluno é um mero receptor e reprodutor de inormações, que em
geral, não o ajuda a azer conexão entre os conteúdos e suas experiências ora
da escola. Ao final dela você terá os elementos conceituais e práticos relacio-
nados às metodologias ativas associadas à cultura digital existente ora da
escola em um context
contextoo que o aluno se torna protagonista.
rabalhar com modelos de aulas com essas
ess as características se configura em
mais um desafio para o proessor, porque implica mudança de suas crenças
e valores, requerendo muito conhecimento e o rompimento daquilo que ele
esteve, em geral, acostumado a ver como método de ensino
ensino..
omper não é ácil, gera inseguranças no início,
início, mas depois os rutos
rutos são
bons!
éque
comum e que se intensifica
ele é influenciado ao passar
por atores doseanos
de dentro de escolarização.
de ora da escola, deveUma vez
ser visto
como um sintoma e não uma causa dos problemas educacionais. Certamente
você presenciou
presenciou muitas situações
situações que exemplificariam
exemplificariam essa situação.
situação.
Em geral, a escola é desinteressante porque os alunos não veem signi-
ficado naquilo que aprendem e menos ainda no que azem. Portanto, um
dos possíveis propósitos para uma inovação educacional contemporân
contemporâneaea é a
implementação
implem entação de práticas escolares que atribuam significado ao que o aluno
deve aprender e às suas atividades.
Para essa atribuição de significados, não basta o aluno deixar de um mero
receptor
Além de eser
reprodu
reprodutor
ativo tor
no de inormações
processo, totalmente
é também sem sentido
necessário que ele para sua vida.
seja capaz de
resolver problemas reais que identifica em seu cotidiano. Será em práticas
60
escolares que desempenham essas duas dimensões que ele se ormará como
cidadão e se prepara
preparará
rá para as exigências do mercado de trabalho.
Diante disso,
disso, você deve ter claro que uma metodologia ativa não é apenas
aquela que o proessor coloca um desafio parap ara o aluno, mas sim aquela que o
aluno se sinta desafiado a azer
azer.. Assim, uma metodologia ativa começa a partir
de uma tarea que o aluno eetivamente queira cumprir. A sua motivação
interna está no ato de ele se sentir realizado em cumprir aquela tarea, de
maneira diversa do que ocorre em relação aos motivadores externos, como
uma nota a ser dada pelo proessor.
Proessores que desenvolvem a postura investigativa consideram que,
ao participarem de comunidades investigativas, trabalham a avor e contra
o sistema, problematizam hipóteses undamentais sobre os propósitos
do sistema educacional existente; sendo esse trabalho realizado a partir
do levantamento de questões diíceis sobre os recursos educacionais,
processos e resultados. Conjuntamente, os proessores com postura inves-
tigativa questionam o eeito do currículo existente, a instrução e as práticas
de avaliação e as políticas. Sendo assim, consideram como as organizações
do ensino inscritas
proundas e da liderança escolar
no status quo. desafiam ou sustentam
Como podemos as desigualdades
ver, o propósito final da
investigação como postura – sempre e em todos os contextos – é aprimorar
a aprendizagem do aluno e as suas chances na participação e contribuição
para uma sociedade dierente e democrática (COCHAN-SMIH; LYLE,
2009).
Por sua vez, a motivação interna ocorrerá quando o aluno perceber que
aquilo que ele az na escola está conectado aos seus sentimentos, seus desejos
e suas expectativas. Ou seja, a escola deve ser um local onde o perfil dos
alunos e o contexto onde vivem sejam considerados e colaborem para a
Exemplificando
Uma tarea que tira o aluno do papel de receptor de inormações não
significa necessariamente que seja uma metodologia ativa. Por exemplo,
tareas como aquelas que levam o aluno a realizar um experimento
científico para registrar os resultados obtidos, ou aquelas em que a ele é
61
Anísio eixeira
eixeira oi um educador brasileiro que trouxe
t rouxe as ideias de Dewey
para o Brasil nas primeiras décadas do século XX. À época, ele já afirmava
que a escola oi se separando da vida real, tornando-se sem significado
ao longo do tempo, com o aumento da complexidade da sociedade. Além
disso, alava da necessidade de a escola
es cola padronizar os seus objetos de ensino.
Segundo ele, já naquela época
Você, ao ler essa citação, deve ter tido a sensação de que a ala de Anísio
eixeira parece ser atual, mesmo se reerindo à organização e valores
presentes nas escolas do início do século passado. Mas é dessa época que
vem a proposta
proposta de problema
problematizar
tizar o contexto
contexto real, uma das características das
metodologias ativas.
As metodologias ativas trazem problemas reais para os momentos de
escolarização para que, durante a busca da solução
s olução,, os conhecimen
conhecimentos
tos sejam
construídos e reconstruídos. Ou seja, a solução do problema e a construção
do conhecimento são processos desenvolvidos ao mesmo tempo, constan-
temente diante do desenvolvimento das tareas que têm como propósito
resolver os problemas. Por isso, a crença válida quando as metodologias são
aplicadas é que a escola é o espaço para a vida estar presente, de maneira
maneira que
o significado é inerente às práticas escolares, e assim, desperte e mantenha o
interesse
interesse dos alunos.
Esse processo de construção da solução do problema e da construção do
conhecimento rompe com a ideia de um currículo organizado, no qual os
conteúdos são alinhados sequencialmente, em uma relação ordenada, um
63
lembre-se
atitudes e valores
da vida cotidiana
cot para
idiana,, do resolver
plen
pleno demandas
o exercício complexas
da cidadania e do
mundo do trabalho. (BRASIL, 2018, p. 8)
argumentar e ouvir, debater para deender sua ideia e ver aplicação dela, e
isso az com que a escola seja um lugar de produção e divulgação do conhe-
cimento. O proessor precisa inicialmente propor tareas que permitam aos
alunos azerem tais atividades e, depois disso, ele precisa monitorar o desen-
volvimento
volvimen to para que possa azer as intervenções
intervenções adequadas.
Essas intervenções do proessor não significam dar as respostas certas aos
problemas, tampouco, mostrar qual seria o melhor caminho para chegar a
elas. Ao proessor cabe azer os apontamentos para que os alunos elenquem
quais são os possíveis caminhos e os critérios que deverão ser usados usar
para escolher,
escolher, dentre eles, qual será aquele que ele escolherá. Nesse contexto
contexto
fica bem exemplificado o real papel do proessor, que não deixa de ter a
responsabilidade sobre o processo de ensino, mas também não se torna
aquele que decide ou julga pelos alunos
a lunos o que é a melhor opção.
No processo de identificar os possíveis caminhos e os critérios as serem
usados para a escolha, um debate consistente precisa ser estabelecido entre
os alunos. O proessor precisa estar muito atento tanto à orma quanto
ao conteúdo dos debates para que possa manter os alunos motivados e
apresentar suas ideias, hipóteses argumentações. E é nesses momentos que
surgem os conflitos.
Ser um mediador de conflitos é outro papel importante do proessor
no desenvolvimento do trabalho com as metodologias ativas. Os conflitos
estão presentes em qualquer grupo social e sua superação requer o desen-
volvimento
volvimen to de recursos no âmbito
âmbito pessoal, para
p ara que aspectos comuns sejam
reconhecidos e dierenças sejam devidamente tratadas com negociação e não
imposição. Esse exercício permite que os alunos aprendam a conviver uns
com os outros e ormem suas identidades, reconhecendo os seus traços de
personalidade. É dessa maneira que as competências socioemocionais são
desenvolvi
desenvolvidas
das e vãodemocráticos.
valores e princípios
princípios ao encontr
encontro
democrá o de uma cultura
ticos. cultura da paz, inseparáve
inseparávell dos
Dierentemente do que é comum acreditar, os conflitos não devem ser
evitados, uma vez que é diante dele que relações são estabelecidas, valores são
questionados e os conhecimentos, habilidades e atitudes são desenvolvidas.
Esse é o momento do exercício e da apr
aprendizagem
endizagem da democracia.
Assim, desenvolver
desenvolver a competênc
competências
ias socioemocionais
so cioemocionais significa aprender a
controlar as emoções, saber ouvir e alar com assertividade. Significa usar o
diálogo diante do conflito para que ele seja onte de aprendizagem, uma vez
que se apoia na consciência e no autocontrole.
autocontrole. Quando o grupo
gr upo de alunos se
se
torna capaz emocionalmente, é estabelecido um ambiente de aprendizagem,
trazendo o bem-estar pessoal, abrindo espaço para a criatividade imperar.
imperar.
Com o uso das metodologias ativas, espaço para a produção coletiva são
abertos ao mesmo tempo em que as trocas de ideias levam a um aprimora-
mento da solução encontrada. E diante das argumentações e contra argumen-
tações, novas relações entre as inormações são estabelecidas e, como visto
anteriormente,
anteriormente, conhecimentos
conhecimentos são
s ão construídos e consolidados.
Esperamos que você perceba o quanto os dierentes elementos presentes
nas metodologias ativas são inter
interconectados
conectados e conv
convergem
ergem para um resultado
comum: o conhecimento.
67
Assimilie
O desenvolvimento
desenvolvimento das
da s competências socioemocionais
socioemocionais de maneira mais
objetiva ainda é muito incipiente e depende da interação entre os alunos
que têm perfis e comportamentos dierentes. Cada um tem a sua indivi-
dualidade, por isso é importante conhecer os cinco traços de persona-
lidades que pesquisadores identificaram em dierentes culturas para
entender melhor como desenvolver as competências socioemocionais.
• Abertura a novas experiências: indica disposição e habilidade para lidar com
Abertura
novas vivências. O seu oposto é a rigidez, associada às dificuldades em se
adaptar a novos contextos.
• Conscienciosidade
Conscienci osidade:: implica a acilida
acilidade
de de conviver com as regras e conven-
ções estabelecidas nos grupos sociais
so ciais e que levam à objetividade e eficácia.
• Extroversão: relaciona-se à capacidad
capacidadee e à preerência de interagir acilmente
com as pessoas.
• Amabilidade: está associ
associada
ada à empatia e à preocupaçã
preocupaçãoo com o outro.
• Estabilidade emocional:
emocional: vincula-se à capacidade de controlar
controlar as
reações emotiva
emotivas.
s.
Você, a essa altura do texto, está tomando consciência do quão complexo
é trabalhar com as metodologias ativas. Deve ter percebido que para resgatar o
interesse do aluno é importante colocá-lo de orma ativa no centro do processo
de aprendizagem, diante de um contexto real para que ele desenvolva seu conhe-
cimento e competências, incluindo aquelas de natureza socioemocional para uma
vida
vida repub
republilica
cana
na e de
demo
mocr
crááti
tica
ca.. Co
Com
m es
essa
sa sua redefi
redefini
niçã
çãoo de papel
papel,, o pa
pape
pell do
proessor também é redefinido, mas as redefinições não param por aí: é necessária
a redefinição dos espaços e tempos escolares também.
As àescolas
dente têm umahistoricamente
ragmentação organização marcada por tempos
construída de orma correspon-
dos conhecimentos. Há um
tempo reservado para as Linguagens, outra para a Matemática e um outro para
cada um dos demais componentes curriculares ou áreas de conhecimento. Com
as metodologias ativas, a depender dos projetos educacionais em que orem envol-
vido
vidos,
s, esses
esses tem
tempo
poss e es
essa
sa divi
divisã
sãoo dos tempo
temposs se to
torn
rnam
am inad
inadeq
equa
uado
doss e pod
podem
em
requerer uma reorganização.
Quando isso não é possível, os tempos e a organização do trabalho pedagó-
gico precisam ser redefinidos no interior das aulas, e os recursos digitais devem ser
utilizados.
Reflita
Há uma orte tendência de ensinarmos da mesma maneira que omos
ensinados e, em geral, as práticas de ensino a que omos submetidos
tinham uma organização linear e bastante modular, um módulo após
o outro. Nesta seção você pôde perceber a riqueza e a necessidade do
uso das metodologias ativas, mas também de sua complexidade. Como
você precisa
precisaria
ria se organiz
organizar
ar para conseg
conseguir
uir traba
trabalha
lharr com essa
essass nova
demandas educacionais? Quais seriam os valores que você teria que
repensar?
b. A orma
orma pelas quais os recursos digitais
digitais podem colaborar
colaborar,, sobretudo
sobretudo
em relação à flexibilização do tempo e espaço, uma vez que os alunos
podem azer pesquisas e estudar a qualquer momento
momento e lugar que or
adequado a ele.
c. A oportunidade
oportunidade para
para o desenvolvim
desenvolvimento
ento do pensamento
pensamento crítico e das
competências cognitivas e de natureza socioemocionais, orientados
pela postura responsá
responsável,
vel, republicana
republicana e ética.
d. A ressignificação e seleção dos conteúdos
conteúdos trabalhados em unção
dos interesses dos alunos, do projeto pedagógico da escolar e das
diretrizes curriculares oficiais, incluindo a BNCC.
e. A necessidade
necessidade de o trabalho do aluno
aluno ser intera
interativo,
tivo, coletivo e colabo-
rativo,, despertando
rativo desper tando e mant
mantendo
endo o seu interesse.
c. É inovadora,
inovadora,
ecidasmas
amadurecidas
amadur m
háasmais
não de
umaumnovidade,
noséculo.
vidade, porque
porque suas ideias vêm sendo
d. É inovadora,
inovadora, mas
mas não uma novidade,
novidade, porque
porque dá centralidade ao papel
do proessor que hoje é desvalorizado profissio
profissionalmente.
nalmente.
e. É inovadora,
inovadora, mas
mas não uma novidade,
novidade, porque
porque não há novas
novas propostas
propostas
de metodologias.
a. Somente as afirmativa
afirmativass I e III são verdadeiras.
verdadeiras.
b. Somente as afirmativas
afirmativas I e II são verdadeiras.
c. Somente as afirmativa
afirmativass I, II e III são verdadeiras.
d. Somente as afirmativas
afirmativas II e III são verdadeiras.
e. Somente as afirmativa
afirmativass I e IV são verdadeiras.
PORQUE
73
b. As
a I. asserções
asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras, mas a II não justifica
justifica
c. A asserção
asserção I é uma
uma proposição
proposição verdadeira e a II, alsa.
d. A asserção
asserção I é uma proposição alsa e a II, verdadeira.
e. As asserções I e II são proposições alsas.
74
Seção 2
radoVocê, como
em que um uturonaproessor,
as mudanças sociedadedeve estar eatento
ocorrem a comoaotais
ritmo acele-
mudanças
podem estimular a participação dos alunos no envol
envolvimento
vimento em seu próprio
processo de construção de
d e conhecimento.
conhecimento. Ao compararmos os processos de
comunicação e de pesquisa na sociedade ora da escola com aqueles dentro
dela em dierentes momentos do passado, constatamos que ora da escola o
ritmo das mudanças é bem mais célere do que aquelas ocorridas dentro dela.
Apesar disso, será que à medida que os alunos – mesmo aqueles perten-
centes às classes populares com maiores dificuldades financeiras – trazem
em mãos seus celulares, eles não estão de algum modo transormando o
espaço escolar? Será que eles, mesmo com proibições ao uso dos celulares
(tão comuns observadas nos ambientes escolares), não estariam inserindo
o uso das tecnologias nas escolas nas mais diversas perspectivas? Será que,
mesmo não sendo de maneira adequada, os alunos não utilizam os recursos
tecnológicos na escola da mesma orma que ora dela?
Para melhor entendimento
entendimento dessas questões, analisemos como exemplo as
situações em que os proessores possam ter suas aulas gravadas, mesmo que
de maneira não adequada e autorizada: já não seria uma mudança? Sabemos
que essa postura não é adequada pelos mais diversos motivos, no entanto,
essa possibilidade já não representaria uma mudança
mudança no interior da escola?
es cola?
Nesta seção
os avanços veremos impõem
tecnológicos que essassobre
perguntas são mas
a escola, exemplos de são
que não pressões que
incorpo-
radas para a construção do conhecimento. E como não são incorporadas
nas práticas escolares a serviço da aprendizagem acabam sendo vistas como
influências antagônicas
antagônicas às finalidades da escola.
Nosso propósito
propósito é que, ao final desta seção, você esteja apto a sinton
sintonizar
izar o
ritmo dos avanços tecnológicos ao ritmo das mudanças necessárias em suas
aulas, a serviço
ser viço da aprendizagem.
Como você verá nesta seção, a implementação dessas mudanças depen-
derá de seu domínio não só dos objetos de conhecimento propriamente
ditos, mas também dos conhecimentos de natur
natureza
eza didático-pedagógico.
75
espaços de ensino-aprendizagem
promovendo a autonomia dos alunosno para
contexto
que escolar,
possam
trabalhar em grupos e comparlharem conhecimentos.
Sendo assim, esses espaços se tornam complexos sistemas
de interações entre aluno-conhecimento, aluno-professor,
aluno-aluno, no qual o professor não assume mais o papel
de detentor do conhecimento, mas todos os envolvidos
no processo são responsáveis por essa construção, assim
como as diferentes ferramentas digitais.
• Laboratório otacional
Nele, os alunos usam os recursos independentemente do local pelo
qual acessam os recursos digitais. Nesses espaços os alunos recebem
tareas para que, de orma autônoma, cumpram os objetivos previa-
mente determinados
determinad os pelo proessor. No
No laboratório rotacional,
rotacional , enquanto
alguns alunos trabalham sozinhos, o proessor acompanha
acompanha outra turma.
Esse modelo se diere do modelo de estações pela necessidade do uso
dos espaços que tenham os recursos digitais disponíveis.
trabalho coletivo. Por exemplo: imagine uma aula em que será usada
a dinâmica do juízo, quando a turma é dividida em três grupos. Um
grupo deenderá uma ideia ou uma posição em um dilema, o outro
grupo deenderá o oposto e o terceiro grupo ará o julgamento. odo
o trabalho preliminar, como a leitura, pesquisa, levantamento de
hipóteses e proposição de argumentos pode ser eito antes das aulas,
com orientações on-line. Diante disso, o momento da aula é reservado
para o debate,dito.
propriamente sistematização dos conteúdos do debate e para o debate
• otação individual
Para Staer e Horn (2012, p. 11), os modelos de rotação individual
são uma implementação do modelo de otação na qual “os alunos
alternam em um horário fixo personalizado individualmente entre as
modalidades de aprendizagem, pelo menos uma delas é o aprendizado
on-line”. Neste modelo cada aluno recebe um conjunto de tareas a
serem cumpridas durante a aula. Para o cumprimento dessas tareas,
cada aluno passa por uma estação específica, segundo suas necessidades
de aprendizagem. Por
Por ter essa característica de individualizar as tareas,
t areas,
a avaliação tem um papel ainda mais importante neste modelo, porque
será por meio dela que o proessor poderá propor caminhos particu-
lares para cada aluno.
Assimile
A taxonomia dos modelos híbridos proposta pode Staer e Horn (2012)
é a seguinte:
• Modelos de otação (otation model)
– Modelo de otação de Estações (Station-otation model)
Design Tinking
Esta é uma metodologia que veio da área de Design e consiste em uma
abordagem coletiva e colaborativa para solucionar algum problema real. Sua
origem está nas áreas da Administração,
Administração, da Engenharia e do Design. O design
aqui deve ser entendido como uma orma de pensar ou visualizar caminhos
para solucionar problemas. À época, uma boa solução de problemas seria
considerada uma inovação se a solução atendesse às expectativas
expect ativas dos benefi-
ciários da solução, sendo desejada por eles; se osse exequível e tivesse viabi-
lidade financeira para sua execução.
Metodologia SEAM
A metodologia permite uma abordagem interdisciplinar ou intradisci-
plinar de Ciência, ecnologia, Engenharia, Arte e Matemática. As denomi-
nações dessas áreas em inglês compões o nome da metodologia SEAM
(Science, echnology, Engineering, Art e Mathematics). Sua aplicação
pressupõe a busca de soluções reais para problemas também reais, reque-
rendo deles pensamento crítico e criativo, com atitudes científicas. Nessa
busca é que os conhecimentos são construídos.
83
Cultura Maker
O desenvolvimento da Cultura Ma er como uma metodologia ativa
Maer
consiste na valorização da aprendizagem por meio da experimentação
bastante concreta. Os projetos nessa perspectiva de trabalho caracterizam
pela presença de oficinas repletas de erramentas para que os alunos eetiva-
mente construam objetos e equipamen
equipamentos.
tos.
Um exemplo para o uso de espaço maer seria a construção de recursos
manipuláveis
manip uláveis para o ensino das repr
representações
esentações gráficas das
d as principais unções
matemáticas.
matemá ticas. O material necessário seria uma tábua, pregos para representar
cada um dos pares ordenados em um eixo cartesiano, pedaços de arame para
serem fixados para a representação de eixo e arames no ormato das curvas
(retas, parábolas). Esse material, produzido pelos próprios alunos, poderia
ajudar no ensino de cegos ou deficientes visuais. Outros exemplos mais
complexos, envolvendo a automação (que tem sido explorada nas escolas
com mais
digital, recursos até
envolvendo financeiros hádealgumas
linguagens décadascomo
programação, por omeio da robótica
Arduíno), o uso
de impressoras
impressoras 3D e equipamen
e quipamentos
tos de corte a laser podem ser desenvolvidos.
Há tantos projetos desenvolvidos no âmbito internacional que comunidades
virtuais oram
oram geradas, criando uma rede
rede mundial na qual perguntas
perguntas podem
ser eitas, soluções podem ser desenvolvidas coletivamente e projetos e
soluções são compartilhados graciosamente.
graciosamente.
A cultura maer permite o desenvolvi
desenvolvimento
mento de tareas nas quais os erros
podem ser percebidos imediatamente pelos próprios alunos, uma ideia
presente no construcionismo deendida por Papert (1986). Segundo esse
autor, à medida que os alunos experimentam e constroem, se deparam com
erros que os levam imediatamente
imediatamente a buscar novos caminhos. É uma oportu-
nidade em que os alunos, via tentativa e erro, deparam-se constantemente
85
Um quando
tomado cuidado essa
especial com a segurança
metodologia é usada. A ísica dos alunospara
conscientização deveo uso
ser
do Equipamento de Proteção Individual (EPI) é bastante importante; algo
que os alunos devem desenvolver na escola e que hoje é um dos principais
desafios das indústrias.
Blistein (2013) aponta que a essência do maer está no azer, na obser-
vação direta dos enômen
enômenos os relaciona
relacionados,
dos, na reflexão e problema
problematização
tização
dessas observações, que levam à aprendizagem. Segundo esse autor, trata-se
de uma prática que cria a teoria e a usa para orientar a prática, em ações que
promovem a criatividade e inventividade.
Exemplificando
Um exemplo bastante comum da gamicação no codiano das pessoas
está nos programas de delidade. A pontuação que os consumi-
consumi -
dores acumulam com suas compras permite que eles recebam níveis
diferentes de status, fornecendo vantagens em outras compras ou
benecios.
Outro exemplo está em um aplicativo de deslocamento no qual você
pode ser um simples usuário, mas as colaborações com o envio de inor-
mações atribuem a você um status dierente.
Reflita
Diante das demandas atuais para a adoção de metodologias avas e a
exibilização dos tempos propiciadas pelos recursos digitais, uma nova
relação se estabelece com o tempo de trabalho do trabalho docente.
Alguns teóricos falam “desterritorialização” da escola proporcionada
pela nova lógica de comunicação proporcionada pelos avanços tecno-
lógicos, uma vez que o ensino e a aprendizagem podem ocorrer em
diferentes espaços e tempos.
Como você organizaria sua aula e sua vida para dar conta dessas novas
demandas da sociedade e da
d a Educação? ]
1. Até os anos 1980 a internet era conhecida por poucos, mesmo assim
existiam os cursos a distância, pelos quais os alunos recebiam livros e
instruções por meio dos correios. Pelo mesmo meio os alunos enviavam
suas produções aos proessores para a avaliação. Caso os alunos passassem,
recebiam um novo material.
Qual dos modelos híbridos a seguir melhor mais se aproxima do contexto
vivido até a década de 1980?
a. Modelos de Rotação.
b. Modelos Flex.
c. Modelos à La Carte.
d. Modelo Virtual Enrique
Enriquecido.
cido.
e. Modelo SEAM.
b. Somente as afirmativas
afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
verdadeiras.
c. Somente as afirmativas
afirmativas I, IV e V são verdadeiras.
verdadeiras.
92
d. Somente as afirmativas
afirmativas I, II, III e V são verdadeiras.
e. As afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.
verdadeiras.
93
Seção 3
de atividades
às maneira a que
atribuir significado
desenvolve para ao que
essa aprende na escola
aprendizagem. (e até
Por isso, ora dela)
o tema prota-e
gonismo é central.
Para que o protagonismo seja um vetor que leve a proposta a ser inova-
dora, ele dependerá do enraizamen
enraizamentoto que tem com outros conceitos e com os
procedimentos
procedimen tos que os alunos azem no processo.
Um desses enraizamentos é a relação existente entre o protagonismo
e o empreendedorismo. Nesta seção, a relação entre esses dois conceitos é
estabelecida e detalhada para que as propostas de ensino sejam eetivamente
inovadoras, não caindo no senso comum no qual o empreendedorismo se
tornaria mais uma ação conservadora.
Outro enraizamento está na proposta de trazer a prática social de
produção e compartilhamento de inormações já existente ora da escola
para as práticas escolares. Você poderá entender que na linguagem presente
World Wide Web (www), que aqui nos reeriremos simplesmente como
internet, é de responsabilidade dos profissionais da educação (proessores,
gestores escolares, gestores educacionais, produtores de materiais didáticos e
decisores de políticas públicas) que essa produção seja crítica, ética e atenda
aos critérios científicos para que essas inormações tenham a veracidade
necessária e avoreçam a produção de conhecimentos. Essas práticas sociais
94
aulaVocê,
ou dacomo
escola,proessor, precisa trazer
porque avorece esse processo
a configuração de umpara dentro da
ambiente sala de
de apren-
dizagem criativo, crítico e colaborativo. A sequência didática deve ajudar
seus alunos a construírem essas competências e habilidades, de maneira ética
e responsável.
social cadadecisões
opiniões, vez mais requente
e ações ora do ambiente escolar, influenciando as
das pessoas.
95
Reflita
O termo protagonista tem sua origem no teatro grego, em que cabia a ele
as ações em deesa do bem. Por isso, não azia sentido existir o protago-
nista sem a existência do antagonista. O antagonista é importante para
justificar
justi ficar a existê
e xistência
ncia do protagonista
protagonist a – lembrando de que o antagonist
antagonistaa
é aquele que o protagonista deve combater. As tramas se desenvolvem,
até hoje, em situações em que um tenta impedir que o outro cumpra
com seus objetivos. Nesse contexto, o antagonista não necessariamente
precisa ser uma pessoa,
pes soa, mas pode ser
se r representado por um ambiente com
relações sociais
soc iais adversas,
adversas , um enômeno natura
natural,l, sentimentos, doenças ou
um objeto. Logo, não az sentido alar em protagonista sem a existência
do antagonista. Assim, quando alamos que um aluno é protagonista, o
Reflita
Qual é a confiabilidade dos conhecimen
conhecimentos
tos produzidos nesses processos
em que não há qualquer critério científico ou de crítica que valide esses
conhecimentos produzidos?
Lembre-se
Lembre-se de que entendemos a metodologia ava na educação como
sendo uma proposta de ensino na qual a avidade do aluno seja o
centro do processo de busca por soluções ou sugestão de soluções para
problemas reais que ele idenca no contexto em que está inserido,
de maneira que ao mesmo tempo ele atribua signicado aos dados,
gerando informações e, ao relacionar essas informações, construa o seu
próprio conhecimento, dando signicado ao conhecimento construído
ao longo da história da humanidade.
Lembre-se
Entendemos competências como sendo a
[…] mobilização de conhecimentos (conceitos e procedi-
procedi -
mentos), habilidades (prácas, cognivas e socioemocio-
socioemocio -
nais), atudes e valores para resolver demandas complexas
da vida codiana, do pleno exercício da cidadania e do
mundo do trabalho. (BRASIL, 2018, p. 8)
Exemplificando
Estas são, respecvamente a quinta e sexta competências gerais
descritas na BNCC:
outra profissão,
profissão, elas devem prepara
prepararr esses alunos para serem, acima de tudo,
políticos e empr
empreendedores.
eendedores.
Deve ser político porque todo ser humano vive em comunidade, o que
significaa conviver com o outro e com o ambiente. E conviver
signific conviver é o mais político
polític o
dos atos, como afirmam Cortella e ibeiro (2012). As escolas, assim como as
amílias, clubes, igrejas; enfim, toda institu
instituição
ição social permite o exercício da
política, não se restringindo aqui à partidária, mas à mais ampla possível, e
que não será nosso oco neste momento.
momento.
Deve ser empreendedor porque o empreendedorismo na ormação dos
alunos não deve se restringir apenas à ideia de aproveitar oportunidades e
gestar empresas, mas eles devem desenvolver atitudes críticas, estimular a
construção do projeto de vida, a iniciativa e a perseverança, sempre orien-
tados pela ética.
Garantir que o aluno aprenda a ser político e empreendedor pressupõe desen-
volv
volver
er met
metod
odol
olog
ogia
iass de ensi
ensino
no em
em que
que ele
ele desen
desenvo
volv
lvaa suas
suas com
compe
petê
tênc
ncia
ias,
s, hab
habilili-
i-
dades e valores intererindo, individual ou coletivamente, de maneira criativa e
Assimile
Preparar o aluno para o empreendedorismo requer desenvolver
propostas em que ele construa os seus conhecimentos, incluindo aqueles
necessários ao exercício profissional, ao mesmo tempo em que desvela a
realidade em que vive. Além disso, identificar e resolver os problemas,
individual e coletivamente, de maneira que ele seja proativo no processo,
com iniciativa e criatividade, e com perseverança e resiliência para
implementar
imple mentar as necessárias mudanças na sociedade.
Nesse contexto, até mesmo o uso dos recursos digitais para a troca de
dados e inormações tem sorido muitas modificações. Até recentemente,
as chamadas ecnologias de Inormações e Comunicação (ICs) já permi-
tiam a flexibilização curricular (conteúdos, tempos e espaços) em tareas
de simulação, pesquisa e comunicação, mas se caracterizavam por serem
textos predominantemente escritos, devido à baixa velocidade e capacidade
da internet.
No entanto,
entanto, com o avanço tecnológico nessa área, a velocidade e capaci-
dade de processamento e armazenamento dos equipamentos, aparelhos e
da própria internet, está permitindo o uso de imagens e sons. Com isso, a
transmissão de vídeos e otos tem se popularizado em detrimento de textos
escritos. Como consequência, a produção, armazenamento e comparti-
lhamento de inormações também se popularizou, mudando os canais de
comunicação
comun icação e suas características, estabelecendo uma nova cultura digital.
Antes a comunicação ocorria por meio de e-mails, quando muito por
óruns (ou chats), caracterizando a comunicação como assíncrona (quando
aocorre
interação não ocorre
ao mesmo ao respectivamente.
tempo), mesmo tempo) eAtualmente,
síncrona
Atualm ente,(quando a interação
há espaços virtuais
(plataormas) que armazenam vídeos e áudios (podcasts), salas de aulas
virtuais, em que virtualmente é estruturada uma sala igual à conv
convencional,
encional,
para postagens de tareas a serem cumpridas pelos alunos e as produções
por eles realizadas. Enfim, há uma diversidade incrível de possibilidades
de acesso, produção e compartilhamento de inormações de uma orma
nada linear.
Segundo ellner e Share (2008), já oram geradas diversas listas de
conceitos também bastante diversificados, mas que convergem para no
mínimo cinco elementos básicos:
1) o reconhecimento da construção da mídia e da comuni-
comuni -
cação como um processo social, em oposição a aceitar
textos como transmissores isolados de informações,
neutros ou transparentes;
2) algum po de análise textual que explore as linguagens,
gêneros, códigos e convenções do texto;
3) uma exploração do papel das audiências na negociação
de signicados;
4) a problemazação do processo da representação para
revelar e colocar em discussão questões de ideologia,
poder e prazer, e;
102
odas elas são importantes para a escola, uma vez que são esses elementos
que sustentam a cada vez maior produção e o acesso a inormações disponí-
veis na internet. Aqueles que produzem, criam e acessam essas
ess as inormações
são denominados creators.
Os produtores e criadores de inormações
inormaç ões na internet, atualmente respon-
sáveis pela quebra de paradigmas da área da comunicação,
comunicação, têm estilo próp
próprio
rio
de interação, que a despeito de já existir uma grande profissionalização na
área, azem questão de, mesmo assim, manter a aparência na produção para
manter a audiência e fidelização.
Essa não necessidade de profissionalização é a oportunidade de inserir
esse movimento de produção de inormações para as práticas escolares, com
conteúdos que mantêm a aparência de entretenimento, geração de polêmicas
sobre um assunto ou emissão de opiniões, mas de maneira ética e científica.
Esse seria um caminho para o combate ou desprezo das fae news (publica-
ções com inormações inverídicas). Essa seria
s eria a área da Educomunicação.
Educomunicação.
Assimile
Segundo Soares, a Educomun
Educomunicação
icação
digital ou não, e valoriza a expressão por meio das várias ormas de linguagem
das artes. Além disso, tem também a preocupação em azer a gestão da
produção de inormações e dos espaços de armazenamento e disponibili-
zação dessas inormações.
É importante que você perceba que nesse processo de produção de inor-
mações por meio de textos ou imagens, ocorrem muitas interações entre os
alunos e, assim, é estabelecida a experiência
exper iência social da linguagem, que por sua
vez, é apontada
apontada por Vygotsy
Vygotsy (1984) como
como sendo um dos atores com maior
maior
influência na aprendizagem dos alunos. Mais uma vez a inovação está na
implementação de uma prática escolar, mesmo que seja sem novidades em
relação aos recursos tecnológicos e à teoria da aprendizagem.
No contexto
contexto das metodologias ativas, a produção coletiva e compartilha-
mento de vídeos, blogues, sites, registrando os passos dados no processo de
resolução de problemas, os resultados parciais e finais obtidos e a aprendi-
zagem ocorrida, motivam os alunos a desenvolver as competências e habili-
dades de natureza cognitivas e as socioemocionais. Por ser um processo
coletivo, a aprendizagem é colaborativa e criativa, em que todos aprendem
e são responsáveis pelas aprendizagens dos outros. É um trabalho de apren-
dentes e coaprendentes e, concomitantemente, autores e coautores.
Para a adequada produção de um vídeo, o processo deve ter:
• Uma etapa preliminar com um planejamento, quando é elaborad
elaboradoo
um resumo geral, o roteiro detalhado e o storyboard (representação
gráfica semelhante à das histórias em quadrinhos, para acilitar a
visualização das cenas).
• Produção prop
propriamente
riamente dita, quando
quando são eitas as tomadas
tomadas que
compõem cada uma das cenas que comporão o vídeo.
• Edição.
Você deve ficar ciente que a proposição de práticas escolares que tenham
aderência à cultura digital requer que os proessores tenham a mesma dispo-
nibilidade em aprender que eles esperam que seus
s eus alunos tenham.
Para uma análise sobre como inserir nas práticas escolares as práticas
comunicativas existentes ora da escola, de maneira análoga como já é
eito em outras
conhecer áreas comodessas
as características o jornalismo
dess as práticas ee estabelecer
a propaganda, o ponto
propósitos
propósit inicial é
os aderentes
104
Nesse processo,
o Youube, que nãoosé proessores
apenas um conseguem colocar plataormas
portal que armazena vídeos, mascomo
que
disponibiliza muitas erramentas para aumentar sua audiência, a serviço
105
Analise cada uma das alternativas a seguir e indique qual é a única verdadeira.
a. A Educomunicação tem o propósito
propósito de melhorar
melhorar a comunicação interna
da escola, uma vez que ele é uma das mais complexas instituições sociais.
b. A Educom
Educomunicação
cação, paraunicação azsea complementar
que possam distinção das práticas educativas
nos ambientes e da comuni-
comuni-
escolares.
106
IV.. Promove
IV dierentes modelos
[Link] de gestão para integrar criativamente
criativamente os
Dentre as alternativas a seguir, assinale a única que é correta:
a. Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b. Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
c. Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
d. Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
verdadeiras.
e. As afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
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VICEY, A. Aprendizagem ativa nos anos iniciais do ensino undamental . Porto Alegre:
Penso, 2016.
Personalização do
d o ensino
Convite ao estudo
Esta seção mostrará o motivo de a temática personalizaç
personalização ensino, oco
ão do ensino
desta unidade, ser tão importante e estar presente em propostas de ensino
que têm pretensão de apresentar uma inovação educacional. E isso com o
propósito de eetivamente melhorar a aprendizagem na sala de aula – em
particular porque será ela que permitirá o eetivo ensino adaptado aos ritmos
r itmos
e necessidades de cada pessoa, título desta seção.
No decorrer
metodologias desta
ativas têmprimeira seção, você
sua importância em umperceberá
aspecto que
maisenquanto as
abrangente,
permitindo a interrelação de vários elementos de natureza pedagógica para
uma inovação educacional na sala de aula, como se osse um guarda-chuva
que acolhe todos esses
ess es elementos, a temática personalizaç
personalização ensino é igual-
ão do ensino
mente importante
importante por se s e tratar de um desses elementos, relacionando-se
relacionando-se com
os demais.
A segunda seção desta unidade, Possibilidades de aprendizagem individu-
alizada, terá como oco a exploração dos recursos tecnológicos que permitem
à escola romper com as amarras da igualdade, graças às possibilidades que
esses recursos oerecem para a personalização do ensino e à criação de uma
nova cultura de aprendizagem.
Por fim, na última seção, serão analisados Projetos educativos personali-
zados, título da seção, para que a relação entre complexidade e individuali-
dade dos alunos sejam percebidas a fim de que eles, a partir de suas perso-
nalidades particulares e peculiares, possam maximizar suas competências e
habilidades para lidar com o mundo que os cerca.
Ao final da unidade, você estará apto não só a distinguir as inovações
educacionais atreladas às tecnologias digitais ou não, para incluí-las no
planejamento das tareas educacionais, mas principalmente para identificar
os valores e crenças presentes na cultura educacional vigente.
Essa identificação é um primeiro passo, essencial para o estabelecimento
de uma nova cultura de aprendizagem para que os alunos sejam protagonistas
Diálogo aberto
Esta é uma seção muito importante para que as práticas em sala de aula
sejam eetivamente inovadoras, considerando o propósito de melhorar a
aprendizagem dos alunos. Nela você perceberá que é pelas ações docentes
que a personalização do ensino ocorrerá e, da mesma orma, a melhoria da
qualidade da apr
aprendizagem.
endizagem.
Personalizar o ensino significa romper estruturas educacionais vigentes,
demandando a reconstrução de muitos valores e crenças consolidados
há muito tempo e que definem a cultura educacional vigente. Para você
entender, vamos discordar da afirmação de que devemos oerecer o mesmo
ensino para todos os alunos, independentemente de seu contexto de vida,
mesmo sabendo que poucos discordariam dela.
Imagine que você está participando de uma mesa redonda de um
seminário a convite de uma aculdade de educação, que conta com a presença
de muitos proessores
proessores de diversas escolas, incluin
incluindo
do a que você trabalha.
Uma das participantes pede a palavra e afirma: “Com tantos ambientes de
livre acesso que podem produzir conhecimentos de orma colaborativa, nos
quais a autogestão e auto
autorregulação
rregulação dos espaços são primordia
primordiais,
is, a auto
autonomia
nomia
dos membros que compõem esses ambientes é inevitável.”
E em seguida
seg uida ela az duas perguntas a você, diante do auditório: “Em suas
aulas, como você consegue desenvolver as competências e habilidades dos
alunos para que os espaços virtuais estejam a serviço
s erviço da apr
aprendizagem
endizagem ética e
responsável?”
responsá vel?” e “Como você poderia
po deria garantir a interação e os eedbacs sem
s em
que estes ocupem o lugar central nos ambientes virtuais, uma vez que essa
centralidade no processo deve ser dos alunos, afinal eles são os principais
protagonistas?”
Você percebe que essas perguntas são eitas com base na cultura vigente
e que, para respondê-las, é preciso alar de todas as implicações que levam à
personalização do ensino
ensino..
Quais seriam os elementos da sua resposta?
Para desvelar as relações da personalização do ensino com esses diversos
elementos conceituais, é necessário, antes de tudo, identificá-los e depois
116
Assimile
Para a personalização do ensino é muito importante que você compre-
compre-
enda o conceito de equidade, diferenciando-o do conceito de igualdade.
A equidade está presente nas prácas escolares quando elas são plane-
plane -
jadas par
parndo
ndo do reconhec
reconhecimento,
imento, a priori, de que os alunos têm conhe-
conhe -
cimentos, habilidades, competências, valores, crenças, desejos e neces-
neces-
sidades diferentes e, por isso, é caracterizada por oferecer aos alunos
300
180
280
260
160
240
A
I A
I
C 200 C
N N
Ê
I Ê
I 140
C C
I
F 180 I
F
O O
R R
P P
160
120
140
120
100
100
80 80
ONDA 1 ONDA 2 ONDA 3 ONDA 4 ONDA 5 ONDA 1 ONDA 2 ONDA 3 ONDA 4 ONDA 5
118
II I
O
T ALO RENDIMENO ALO RENDIMENO
N BAIXO VALOR AGREGADO ALO VALOR
VALOR AGREGAD O
E
M
I
D
N
E
R
E
D
L III IV
E
V BAIXO RENDIMENO BAIXO RENDIMENO
Í
N BAIXO VALOR AGREGADO ALO VALOR
VALOR AGREGAD O
GRÁFICO 1B LEIURA
Fonte: Naonal Research Council and Naonal Academy of Educaon (2010, p. 7).
119
Atenção
Por tempo levo entende-se o período de um ciclo de formação,
composto por
po r mais de um ano de escolarização,
escolarizaç ão, em cujo ao nal o aluno
recebe um parecer, resultado de uma avaliação que o autoriza ou não
connuar seus estudos. Pode ser o período de um ano levo, quando a
escola opta por uma organização seriada e, ao nal desse ano, o aluno
recebe o mesmo parecer com a mesma nalidade. Por tempo levo
também se compreende o bimestre ou trimestre como sendo tempo
em que, ao nal dele, o aluno recebe os mesmos pareceres, porém
parciais. Além disso, o tempo levo pode ser entendido como aquele
que aluno tem para desenvolver uma determinada tarefa.
OBÉM DESEMPENHO
HÁ AQUELES QUE APRENDEM EM MENOS EMPO. ACIMA DO ESPERADO OBÉM DESEMPENHO
ABAIXO DO ESPERADO
MAS AMBÉM HÁ AQUELES QUE REQUEREM MAIS EMPO PARA APRENDER.
O EMPO LEIVO FIXO DA ESCOLA FAZ COM QUE ESSES ALUNOS APRESENEM DESEMPENHOS DIFERENES,
ORNANDO A INSIUIÇÃO UMA PRODUORA DE DESIGUALDADES.
Reflita
Você notou, pelo que está exposto nos dois úlmos parágrafos, um
processo em que uma inovação educacional acarreta
ac arreta a necessidade de
outra, e o tempo que decorre desse processo? Essas são algumas de
muitas outras inovações educacionais ocorridas nos úlmos 40 anos e
que são propícias para a melhoria da aprendizagem. Mas, mesmo com
todas as fragilidades técnicas e polícas que circundam as avaliações
externas com itens padronizados (prova Brasil, SAEB, ENEM), mostram
que poucos são os avanços constatados no desempenho dos alunos. O
que ainda falta para que esse quadro seja superado?
Exemplificando
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, publicados em
1996, no trabalho em que o aluno é esse protagonista, o professor
precisa ser:
• Organizador da aprendizagem: para desempenhá-la, além de
conhecer as condições socioculturais, expectavas e compe-
compe-
tência cogniva dos alunos, precisará escolher o(s) problema(s)
que possibilita(m) a construção de conceitos/procedimentos e
alimentar o processo de resolução, sempre tendo em vista os
objevos a que se propõe angir.
122
mento de coerção,
disciplina, para impor
estabelecendo os comportamentos
uma relação desejados e controle
de mando e subordinação. da
Essa lógica
de avaliação se conorma no período da industrialização
industrialização,, quando o currículo
escolar oi ragmentado, azendo com que as práticas escolares aastassem
os processos de aprendizagem da vida real (artificializando a aprendizagem
e tornando-a sem significado). Essa avaliação era realizada em momentos
pontuais e dava o veredicto sobre a possibilidade ou não de os alunos
avançarem em seus processos de escolarização. É nesse contexto que surge
o processo de avaliação, cujas marcas permanecem até hoje (FEIAS,
(FEIAS, 1991;
FEIAS, 2003).
Para a personalização do ensino, assim como qualquer processo de
ensino que envolva as metodologias ativas, essa lógica de avaliação visa, em
detrimento da mera atribuição de notas e conceitos, ao aprimoramento das
ações que levam à melhor resolução de problemas e maior aprendizagem.
Mesmo assim, ela pode ser considerada diagnóstica, ormativa e somativa
(HADJI, 1994).
A avaliação na modalidade diagnóstica ornece inormações importantes
para as ações e tomada de decisões em relação aos alunos, nas ases iniciais
do trabalho (e até mesmo em cada uma das dierentes etapas que requerem
inormações dierentes). Essas inormações são importantes para que o
proessor possa evitar que alguns alunos dominem o trabalho em grupo,
enquanto outros se submetem a esse domínio
enquanto domínio.. Perceba que a personalização
do ensino perpassa pelas relações no trabalho em grupo, para que o ensino
seja equitativo.
124
125
Vocête deve
ambien
ambiente ter
de apr percebidoa possibilidade
aprendizagem
endizagem que está nas relações entre proessor,
do estabelecimento de umaaluno
novae
cultura de aprendizagem.
que compõem
sociedade s obreesses
sobre ambientes
ambien
a escola tes éàinevitáv
graças inevitável.
mudançael. Mostrando a pressão
cultura alavancada
alavan existente
cada pelos da
avanços
avanç os
das tecnologias digitais que democratizaram o acesso aos recursos digitais.
Em seguida, as perguntas “Em suas aulas, como você consegue desenvo des envolver
lver as
competências
competênc ias e habilidades nos alunos para que os espaços virtuais estejam a
serviço da aprendizagem
aprendizagem ética e responsável?” e “Como você poderiapo deria garantir
a interação e os eedbacs sem que ocupem o lugar central nos ambientes
virtuais, uma vez que essa centralidade no processo deve ser dos alunos, afinal
eles são os principa
principais is protagonistas?”
protagonistas?” lançam o desafio de como as escolas (na
verdade, alunos e proessores)
proessores) podem trazer isso para dentro da escola, com
o propósito de melhorar a aprendizagem, com o desenvolvimento de compe-
tências e habilidades compatíveis com o atual momento.
Basicamente,, são dois os caminhos possíveis que serão levados ao extremo
Basicamente
para acilitar as análises.
126
igual paraostodos.
respeite ritmosDeve
e asser oertado umdeensino
necessidades que, como
cada aluno. dito anteriormente,
A oerta anteriormente,
de um ensino
com essas características representa a sua personalização
p ersonalização..
Para isso, os recursos digitais, com a adoção do ensino híbrido, permitem
a necessária flexibilização do tempo e do acesso aos recursos necessários a
cada aluno. Escolas que conseguem flexibilizar seu currículo (conteúdos,
tempos, espaços e metodologias) poderão ser reconhecidas como escolas
inovadoras nessa perspectiva. No entanto, as que não conseguirem essa
flexibilização,, com os recursos digitais disponíveis, proessores
flexibilização proessores com a devida
ormação e acesso a esses
ess es recursos, também poderão
po derão ter suas práticas consi-
deradas inovadoras. Ainda que não sejam tecnológicas, pensar em persona-
lização do ensino envolve romper com as metodologias tradicionais, tendo
como oco o ritmo de aprendizagem e os interesses de cada um de seus
s eus alunos.
Como exemplo podemos citar as escolas
es colas que se baseiam no desenvolvimento
desenvolvimento
127
1. Por muito
muito tempo acreditou-se que o ideal e mais justo seria um processo
educativo que garantisse que todos os alunos ossem tratados da mesma
maneira, afinal,
afinal, igualdade é um direito de todos.
De acordo com essa afirmação, estabeleça a relação entre as seguintes asser-
ções:
I. No entanto, mais recentemente essa crença tem sido questionad
questionada,
a, e
esse processo de ensino igualitário tem se tornado um problema.
problema.
POQUE
II. Eetivamente
Eetivamente cada aluno
aluno tem o seu ritmo e orma próp
próprios
rios de
aprender, podendo ser dierente dos demais.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
a. As asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras,
verdadeiras, mas a II não justifica
justifica
a I.
b. As asserções
asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras
verdadeiras e a II justifica a I.
c. A asserção
asserção I é uma
uma proposição
proposição verdadeira e a II, alsa.
d. A asserção
asserção I é uma proposição alsa e a II, verdadeira.
e. As asserções I e II são proposições alsas.
a. O radicalismo
sociedade lenavem
que levem mudança
mudança de valores para
a uma padronização doatender
aensino.
tender às
às demandas da
128
b. O trabalho em equipe
equipe que explore as potencialidades
potencialidades e necessidades
dos alunos, que em geral são comun
comuns.
s.
c. O ambiente
ambiente de aprendizagem
aprendizagem deve permitir que alunos
alunos e pro
proessores
essores
tenham, com base na negociação, autonomia para desenvolver o
processo de ensino e de aprendizagem.
aprendizagem.
d. O papelàdo
devido suaproessor
ormaçãoé importante porque
e experiência, deveeleescolher
é o profissional que,
os melhores
caminhos para que o aluno aprenda.
e. A incorporação
incorporação dos recursos
recursos tecnológicos é necessária para o aluno
aluno
aprimorar
aprimorar o acesso à inormação atualizada.
129
d. Somente as afirmativas
afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
verdadeiras.
e. Somente as afirmativa
afirmativass I, II e IV são verdadeiras.
130
Seção 2
Possibilidades de apre
aprendizagem
ndizagem individualizada
indivi dualizada
Diálogo aberto
Nesta seção, ocaremos em dois conceitos importantes,
importantes, os quais permitem
a operacionalização da personalização do ensino no âmbito dos recursos
digitais e a exploração do ensino on-line, que são a apr
aprendizagem
endizagem adaptativa
adaptativa
e o design de apr
aprendizagem.
endizagem.
A aprendizagem adaptativa ocorre quando o aluno percorre uma deter-
minada rota personalizada de aprendizagem, composta por tareas previa-
mente elaboradas, definidas em unção de seu perfil e de suas necessidades
para o cumprimento de determinados objetivos pedagógicos. Dentro desses
conceitos, as tareas selecionadas para as rotas personalizadas de aprendi-
zagem podem ou não ser desenvolvidas nos próprios momentos das aulas,
assim como em
usar recursos período complementar. Da mesma orma, podem ou não
digitais.
No entanto, é importante lembrar que os recursos digitais são potentes
para o cumprimento dos propósitos associados à personalização do ensino,
uma vez que eles avorecem a flexibilização do tempo, dos espaços e dos
objetos de conhecimento necessários para cada aluno, ou para um grupo
específico e particular de alunos. Esses recursos digitais acilitam a pesquisa
e melhoram a qualidade, a comunicação e a publicação de inormações, além
da possibilidade de serem eitas simulações e exploração de jogos digitais,
entre muitas outras alternativas metodológicas.
131
PERSONALIZAÇÃO DO ENSINO
POSSIBILIDADES DE APRENDIZAGEM INDIVIDUALIZADA
LERAMENO DIGIAL
PLAAFORMA ADAPAIVA
Certamente, ao final desta seção, você estará ainda mais apto para ser um
proessor inovador e criativo.
A seguir, encontra-se uma situação-problema criada para elucidar uma
hipotética situação que todo proessor, mesmo com pouca experiência, já
viveu, ou
ou que, certamente,
certamente, depois de ormado,
ormado, vivenciará.
vivenciará.
Imagine-se em uma sala de aula, na qual você observou alguns poucos
alunos com um desenvolvimento da aprendizagem em um nível inadequado,
isto é, o desempenho das habilidades cognitivas e socioemocionais deles está
aquém do patamar previsto
previ sto para o momento. Em uma conversa com a coorde-
nação pedagógica da escola, vocês reconheceram que eles têm um ritmo de
aprendizagem
apr endizagem dierenciado em relação aos demais e concluíram que o uso
us o de
alguns recursos digitais permitiria, diante das acilidades e dificuldades de
cada um, estabelecer rotas alternativas e individuai
individuaiss de apr
aprendizagem.
endizagem.
Então, a coordenadora pediu para que você elaborasse alguma proposta,
Então,
para que esses alunos estabelecessem uma rota personalizada de aprendi-
zagem, usando a ideia da apren
aprendizagem
dizagem adaptativa.
adaptativa.
132
AREFAS ESPECÍFICAS
PARA O ALUNO A
AREFAS ESPECÍFICAS
PARA O ALUNO A
Letramento digital
Antes de pensarmos sobre o letramento digital e, posteriormente, sobre
a importância desse conceito para as inovações educacionais, é necessário
delimitarmos o que é letramento e, somente depois, as implicações de
adicionar o termo digital.
o deO alabetização,
conceito de letramento temsesido
mas sempre desenvolvido
buscando em orte conexão
o discernimento entre com
eles.
Atualmente
tualmente,, buscar uma definição para o conceito de letramento é uma tarea
t area
minimamente
minimamen te inadequada, um vez que são diversas as definições existentes,
sobretudo diante do número de áreas de pesquisa e de aplicação existentes,
mesmo no interior daquelas inerentes à educação e relacionadas às práticas
de leitura e escrita.
Para o nosso trabalho, entendemos que uma pessoa deixa de ser anala-
beta quando ela passa a saber ler e escrever, independentemente da orma
com que ela aprendeu e da orma como o az. É uma definição muitmuitoo simplista
de entender a alabetização, que deixa de lado, para os nossos propósitos aqui,
as implicações no analabetismo uncional.
Com essa ideia sobre alabetização, a pessoa que sabe ler e escrever
domina as técnicas de leitura e escrita, mas esse ato não significa que ela será
capaz de compreender textos mais complexos, como um contrato, da mesma
maneira que compreende
compreende uma placa de sinalização. Logo, uma pessoa que lê
um contrato tem um nível de letramento maior do que aquela que é capaz de
apenas ler a placa de sinalização.
O nível de letramento que uma pessoa se encontra determina o quanto
ela pode atuar na sociedade e o quanto esta pode influenciá-la. Além disso,
reconhecer que em
contínua, e não a evolução
degraus, desse nível
permite de letramento
compreender ocorrepela
a maneira de qual
maneira
esse
desenvolvimento ocorre e que é influenciado pela inserção social e cultura
dessa pessoa.
Uma consequência importante dessa influência para nós está no ato de
que o letramento está sempre em desenvolvimento, porque a sociedade está
sempre expandindo
expandindo e diversificando suas ormas de ler e escrever
escrever,, assim como
modificando ou substituindo
substituindo os meios por onde a leitura e a escrita ocorrem.
Os avanços tecnológicos e digitais e a acilidade de acesso aos recursos
digitais tornaram a leitura e a escrita presentes em e-mails, óruns, chats,
blogs, páginas
dierente
dieren de internet,
te dos livros sites decomo
e das cartas, busca, entre outros,
ocorria que seguem
até meados uma
da década delógica
1990
no Brasil.
134
Exemplificando
Para Freitas (2010), são exemplos de:
a. Defnições restritas:
• Letramento digital é denido como “usar a tecnologia digital,
ferramentas de comunicação e/ou redes para acessar, gerenciar,
integrar, avaliar e criar informação para funcionar em uma socie-
dade de conhecimento”, conforme a denição do relatório Digital
Transfor
ransformaon
maon (apud FREIT
FREITAS,
AS, 2010, p. 214).
• Letramento digital é entendido como uma série de habilidades
que requer dos indivíduos reconhecer
reconhec er quando a informação faz-se
necessária e ter a habilidade de localizar, avaliar e usar efeva-
efeva -
mente a informação necessária, de acordo com a denição elabo-
elabo -
rada pela Associaon of College & Research Libraries (2000).
b. Defnições amplas:
• Letramento digital se constui como “uma complexa série de
valores, prácas e habilidades situados social e culturalmente
envolvidos em operar linguiscamente dentro de um contexto
de ambientes eletrônicos, que incluem leitura, escrita e comuni-
comuni -
cação” (SELFE, 1999, p. 11 apud FREITAS, 2010, p. 238).
• Indicando as competências básicas para o processo de letra- letra-
135
Reflita
Imagine estes diferentes ambientes codianos:
a. Escolas ou instuições de Ensino Superior já disponibilizam ambientes
virtuais de aprendizagem (AVA), sistemas on-line para a organização
pedagógica e administrav
administrava.
a.
b. Quase podem ter e-mails ou outros aplicavos para se comunicar
comunicar,, acessar
blogs ou sites de buscas para a realização de pesquisas, consultar livros e
revistas ciencas disponibilizados em bibliotecas virtuais.
c. Para se tornar cliente de um banco, fazer uma viagem de avião ou ônibus,
solicitar um carro em uma grande cidade, efetuar uma compra e-com-
merce gratuitamente na internet.
Como você avalia o seu nível de letramento em cada um desses
contextos?
136
Reflita
Com base em sua experiência pessoal, qual é o seu nível de letramento
digital? E em qual nível você colocaria as escolas pela qual você tem ou
teve alguma relação, seja ela direta ou indireta?
Aprendizagem adaptativa
Dentro desse escopo que estamos analisando nesta seção, o qual olha
para a personalização de ensino, a aprendizagem adaptativa pode ser
entendida como sendo aquela que ocorre quando a metodologia de ensino
adotada utiliza os recursos digitais, visando às necessidades educacionais de
cada aluno.
137
Design de aprendizagem
O design de aprendizagem, ou learning design, como é conhecido na
literatura
literatura internacional,
internacional, nada mais é do que um método bastante prescritivo
prescritivo
de realizar o planejamen
planejamentoto de uma sequência de tareas para o cumprimento
de um objetivo pedagógico. Consiste em definir cada uma das partes de um
projeto educacional
educacional e, depois, elas podem
po dem ser subdivididas ou detalhadas.
deta lhadas.
138
Vocabulário
De acordo com Polya (1945 apud POZO, 1998, p. 24), após termos
compreendido
compreendi do o problema, devemos conceber um plano que nos
ajude a resolvê-lo. Em outras palavras, devemos nos perguntar qual
é a distância entre a situação da qual parmos, a meta que preten- preten -
demos chegar e quais são os procedimentos mais úteis para diminuir
essa distância. Polya e outros autores disnguem entre procedimentos
“estratégicos” ou “heuríscos” e outros procedimentos de solução de
problemas, tais
tai s como “regras”, “algori
“algoritmos”
tmos” ou “operadores”
“operadores ”. Enquanto
esses úlmos procedimentos se constuem em conhecimentos adqui- adqui -
ridos que permitem transformar a informação de maneira xa, ecaz e
concreta, embora possam ser ulizados num grande número de situa- situa -
ções, as “estratégias” ou procedimentos “heuríscos” guiam a solução
de problemas de uma forma muito mais vaga e global. Geralmente, os
planos, as metas e as submetas que o aluno pode estabelecer em sua
busca durante o desenvolvimento do problema são denominados estra- estra -
tégias,
por elese são
os procedimentos de transformação
denominados regras, da informação
algoritmos ou operações. requeridos
139
Como
ciais, você percebeu,
semipresenciais essa híbrido)
(ensino estruturaoupode ser usada
puramente em cursos
virtuais, presen-
em sistemas
adaptativos ou não.
Plataorma adaptativa
A plataorma adaptativa
adaptativa surgiu para oerecer o conteúdo necessário para
cada aluno, mas eliminando aquilo que é desnecessário para ela. Assim,
possui uma oerta de conteúdos e inormações muito mais flexível do que,
por exemplo,
exemplo, um livro didático ou um documentário em vídeo, cujos conte-
údos são fixos e iguais para todos os alunos. Logo, são sistemas adaptativos,
também conhecidos, que tornam possível a aprendizagem adaptativa.
Quando os alunos entram em plataormas desse tipo, tudo aquilo que
Quando os alunos entram em plataormas desse tipo, tudo aquilo que
por ele é eito, assim como a orma pela qual eles progridem nos cursos que
140
Essas tareas
complexas e quepodem
demandamser simples e de curta
mais tempo para duração, assim como
sua elaboração. mais
O grau de
complexidade e o período necessário para sua elaboração são definidos em
unção das características do aluno
aluno,, identificadas pelo sistema e complemen-
tadas por instrumentos de avaliação.
Algumas plataormas
plataormas têm recursos que as permitem, diante de um mesmo
conteúdo, diversificar as estratégias de ensino, por exemplo, sugerir uma lista
de perguntas para orientar a leitura de um texto ou a sugestão de um jogo
digital. A seleção dessa
dess a estratégia é eita não apenas com base no conteúdo ou
nos conhecimentos do aluno, mas pela orma que ele mais aprende.
Caso
seção, você tivesse
certamente lidoque
alaria esse parágrao
se trata anterior
de uma oradedo
proposta contexto desta
recuperação, algo
muito comum nas salas de aulas e nas escolas há muito tempo.
Essa sua sensação é plenamente legítima, quando ora do contexto
proposto,, que é a personalização do ensino
proposto ensino,, até mesmo pelo ato do propósito
ser o mesmo. É pertinente reconhecer
reconh ecer que, quando um proessor, ao perceber
percebe r
alguma dificuldade específica de um de seus alunos, propõe um conjunto
específico de tareas que considera as suas particulares características e que
o permita conseguir atingir o mesmo desempenho dos demais alunos, ele
desenvolveu
desenvolv eu um processo que pode e deve ser classificado como uma perso-
nalização de ensino
ensino..
ambém poderia ser considerado um processo de personalização de
ensino uma situação na qual o proessor, após sua observação sobre ativi-
dades dos alunos durante a realização de uma tarea, percebeu que eles
142
Esses dois
situação-pr
situação-problemaexemplos
oblema podem ser
hipoteticamen
hipoteticamente entendidos
te criada, como
mas que possíveis
nada respostas à
tem de semelhante
com aqueles modelos de recuperação nos quais o proessor relaciona os
alunos que não atingiram uma determinada nota ou conceito, convoca-os
para uma aula em período comp complementar
lementar no mesmo modelo da aula regular
e solicita a todos a resolução de uma mesma lista de exercícios. Esse exemplo
é também considerado por muit muitos
os uma orma de recuperação, e como todos
provavelmen
prov avelmente te sabem, com base em sua experiência, tem sido pouco eficaz.
Mas, por que essa orma de proposta de recuperação tem sido pouco
eficaz? Há muitas respostas possíveis, uma vez que são diversos os atores que
intererem nesta eficácia. No entanto, uma das possíveis respostas é porque,
nesta última situação utilizada como exemplo, não houve um processo de
personalização do ensino, o qual pode ser notado nas duas primeiras situa-
ções. Analisando-as, percebemos que as tareas oram escolhidas tomando
como reerência as dificuldades específicas dos alunos e as suas caracterís-
ticas pessoais, visando ao cumprimento de um objetivo pedagógico. Logo,
podemos considerar que esse oi um processo adaptativo e que propiciou
uma aprendizagem adaptativa. Além disso, em ambas as situaçõe
situações,
s, o proessor
identificou as necessidades do aluno, estabeleceu um objetivo pedagógico,
definiu estratégias específicas, determinou um tempo e alocou os recursos
necessários para o cumprimen
cumprimento
to de tareas previamente
previamente estabelecidas. Então
Então,,
podemos
design de dizer que, de alguma orma, esse proessor usou de uma técnica de
aprendizagem.
aprendizagem.
As duas primeiras situações oram escolhidas para que você perceba que,
muitas vezes, são atribuídos novos termos a práticas que não são tão novas
assim, logo, por si só, o uso de novas nomenclaturas não deve determinar
uma inovação educacional. Ao mesmo tempo, caso a implementação dessas
técnicas leve a resultados dierentes e desejados, uma inovação ocorreu,
independentemente da técnica ou nomenclatura aplicadas.
De ato, a possibilidade do uso dos recursos digitais amplia considera-
velmente
velmente o leque de opções para o pro
proessor
essor e para o aluno
aluno,, e dentre esses
e sses
recursos estão as plataormas adaptativas, as quais estão se popularizando e
ficando cada vez mais sofisticadas, graças aos constantes avanços tecnológicos.
143
Como vimos nesta seção, o uso dos recursos digitais requer um adequado
nível de letramento digital de proessores e alunos, sendo, portanto, um
conhecimento necessário, que, quando não está consolidado, deve ser
construído.. O letramento digital deve superar o limite do conhecimento,
construído conhecimento, do
uso e da aplicação das técnicas ou recursos digitais. É undamental que uma
crítica sobre ele seja eita. Além disso, será com o adequado nível de letra-
mento que a criatividade
de inovação, de alunos
a lunosmaior
para que a finalidade e proessores poderá
da educação sejconsolidar
a cumprida:propostas
seja a apren-
dizagem dos alunos.
144
3.
I. Muitas pesquisas mostram que, de acordo com sociólogos, o conceito
Muitas
de letramento, enquanto um processo de aquisição da aprendizagem
de uma língua, pode ser transposto para o letramento digital
POQUE
II. Letramento digital implica,
implica, além do uso dos recursos
recursos digitais,
digitais, inter
inter--
pretar, compreender,
pensamento produzir
crítico e ético, inormações
no mundo virtual. e se relacionar, com
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
a. As asserções
asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras,
verdadeiras, mas a II não justifica
justifica
a I.
b. As asserções
asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras, e a II justifica a I.
c. A asserção
asserção I é uma proposição verdadeira, e a II, alsa.
d. A asserção
asserção I é uma proposição alsa, e a II, verdadeira.
Seção 3
Projetos
Projetos educativos
educ ativos personalizados
Diálogo aberto
Nesta seção, além de mostrar como você pode se s e atualizar para acompa-
nhar os avanços das tecnologias digitais, temos o objetivo de explicitar o
quanto
quan to os avanç
avançosos das tecnologias digitais já inovar
inovaram
am em inúmeras práticas
sociais, graças à intermediação dos recursos digitais e, com isso, garantir
garantir sua
percepção da importância em incorporá-las nas práticas escolares.
Imaginamos que já esteja muito claro para você que, na atual sociedade
da inormação,
inormação, os recursos digitais azem a mediação em quase todas
tod as as suas
práticas sociais.
soc iais. No entanto,
entanto, mesmo com essa inovação, os processos
process os comuni-
cacionais continua
continuaram
ram presentes,
presentes, afinal, não há interações sem eles.
Mas, lembre-se de que os passos iniciais da migração para essa cultura
digital não oram tranquilos para todos. Os computadores, sobretudo com
sua popularização vinda com a microinormática
microinormática e com a internet, mudaram
nossa orma de organização e até mesmo nossa noção de tempo. udo isso
deve ser objeto de ensino e de aprendizagem, considerando que, provavel-
mente, nosso maior tempo de leitura é em telas, e não mais em papel. Outro
aspecto a ser considerado está no ato de que, da mesma maneira que é muito
ácil entrar em alguma plataorma, independentemente de nossa finalidade
– pesquisa, compra ou azer uma reclamação de um produto ou serviço –, é
igualmente ácil desistir desse acesso.
Por isso, todos os profissionais que trabalham no planejamento e na
produção dessas plataormas ou páginas de internet, incluindo aquela ligadas
à educação, devem se preocupar em garantir que o usuário tenha interesse
em acessar o objeto digital, seja ele qual or,
or, e concluir a tarea que o levou ao
seu acesso.
Como azer isso? Alguma vez você já se percebeu hipnotizado, ou
minimamente atraído, para permanecer em algumas dessas páginas de
internet ou aplicativos? Se isso aconteceu, você acha que esse enômeno é
uma mera coincidência ou é o resultado esperado por alguém que pensou em
estratégias e as implementou
implementou para que isso acontecesse? É isso mesmo! Essas
estratégias são elaboradas por uma área ligada à administração de empresas,
ou ao mareting, mas têm sido aprimoradas graças aos avanços dos recursos
tecnológicos. rata-se de uma área igualmente interessante para a educação,
como pretendemos mostrar neste espaço.
146
Exemplificando
Quando você deseja comprar um produto, você o escolhe por quais
critérios, além do preço e de sua nalidade?
Uma empresa que consegue atender aos critérios que você, enquanto
consumidor, escolhe, terá maiores chances de tê-lo como cliente.
148
USER EXPERIENCE
DESIGN
ARQUIEURA DA ARQUIEURA
INFORMAÇÃO
CONEÚDO
EXO, VÍDEO,
SOM DESENHO
INDUSRIAL
FAOR
HUMANO
ESÉICA
PROJEO DAS
INERAÇÕES DESIGN
DE SOM
INERAÇÃO
HOMEMCOMPUADOR
Fonte: Saer
Saer (2007, p. 20).
150
151
Reflita
Pense em fazer qualquer coisa agora. Se ela não for mediada por algum
recurso digital, ela não poderia ser aprimorada com o uso deles?
Se você conseguiu chegar a uma reposta posiva, percebe a impor- impor-
tância da UX e da presença de gêneros textuais para facilitar a comuni-
comuni-
cação e a interação?
O dinamismo,
dinamismo
digitais , em geral, é dado
por sua possibilidade aos textos
de inserir sons veiculados por meio
e imagens fixas de recursos
e de movimen
movimentoto
a eles .
Assimile
Textos, sons e imagens são diferentes formas semiócas do texto, e os
gêneros digitais são todos aqueles que se desenvolveram e constante-
constante -
mente se desenvolvem em função de sua aplicaç
aplicação
ão nos recursos digitais.
152
Você pode
po de pensar que, por
p or se tratar de gêneros textuais, a responsabilidade
responsabilidade
de seu ensino deva recair sobre a área de linguagem. Esse seria um pensa-
mento equivocado, uma vez que eles estão presentes em qualquer processo
de resolução de problemas e, portanto, presentes em qualquer proposta que
envolva
envolva metodologias ativas.
Por suas características, de celeridade e dinamismo, os gêneros digitais
despertam o interesse dos alunos e, logo, tem um potencial que precisa ser
explorado pelos proessores, tanto de maneira ormal quanto de maneira
inormal, para que os alunos aprimorem
aprimorem suas habilidades de escrita e leitura.
É importante ressaltar que o uso inormal ou ormal dos textos, seja no
momento da escrita ou da leitura, depende de sua finalidade e do contexto
onde está inserido. Assim, os gêneros digitais, por serem curtos, por vezes
com ortografia peculiar (ugindo da normalização), incluindo aspectos da
ala, precisam ser trabalhados nas salas de aula com atenção, com muito
critério de discernimento acerca da unção social da escrita, pois não signi-
fica que um gênero social deva substituir o outro, e sim adequar o seu uso,
assim como está especificado na BNCC:
153
b. Blog, ou blogue:
blogue: é uma página
página na internet,
internet, cuja característica
característica é a
constante atualização de inormações de orma acumulativa. Seus
autores mais comuns são pessoas conhecidas como blogueiros, que
usam esse espaço virtual para expressar suas opiniões, undamen-
tadas cientificamente ou não; transmitir inormações; azer diários;
dar dicas técnicas. É um espaço com possibilidades de natureza mais
eclética quanto
permitirem. a criatividade
É usado também epor
a intencionalidade dos seuspara
empresas e empresários autores
fins
comerciais, inormacionais e institucionais. É marcado pela presença
predominante de textos.
c. Vlog: é uma derivação
derivação do blogue, no
no qual vídeos são usados
usados no lugar
de textos escritos. A plataorma mais usada é o Youube, mas há
outras também gratuitas. Como esses vídeos podem ser editados por
seus autores, eles têm sido os escolhidos pelos grandes influenciadores
influenciadores
digitais e também para finalidades educacionais.
d. Podcasts: são mensagens de áudio que abordam
abordam um assunto especí-
fico. Muitos deles são jornalísticos e instruciona
instrucionais,
is, mas há aqueles que
são para emitir
e mitir opiniões. Muitas rádios convencionais,
convencionais, que passaram a
transmitir sua programação jornalística, tem produzidos os podcasts
p odcasts.
e. Memes: são mensagens
mensagens na orma de textos muit
muitoo curtos ou
ou imagens,
imagens,
ou ainda a combinação de ambos, que são usadas para satirizar algum
ato ocorrido, por vezes até distorcendo o próprio ato, para colocar
a perspectiva do humor. Um meme de sucesso é aquele que circula
rapidamente pela internet ou, na linguagem dos internautas, viralizou.
Há outros gêneros digitais que dependem da plataorma onde os textos
circulam, como os e-mails, chats, óruns e salas
sa las virtuais.
154
155
156
I. Estão em constan
constante
te evolução e, por isso, podem ter sua estrutura
mutável e adaptável para sua aplicação em dierentes mídias.
II. Em sua orma de linguagem,
linguagem, podem expressar
expressar as
as ideias da maneira
maneira
mais curta e breve possível.
III. Podem incorporar
incorporar a orma
orma de expressão
expressão característica da oralidade
e uso de imagens para expressão de sentiment
sentimentos.
os.
IV. Podem estabelecer
IV. estabele cer ormatos para uma comunicação síncrona ou
assíncrona.
Assinale a alternati
a lternativa
va correta:
a. Somente as afirmativa
afirmativass I e II são verdadeiras.
verdadeiras.
b. Somente as afirmativas
afirmativas I, II e III são verdadeiras.
verdadeiras.
c. Somente as afirmativa
afirmativass II e III são verdadeiras.
verdadeiras.
d. Somente as afirmativas II, III e IV
IV..
e. odas as alternativas são verdadei
verdadeiras.
ras.
3. A experiência do usuário
usuário,, ou user experience (UX), é uma expressão criada
por Donald Norman, em 1993, para expressar uma área que se preocupa
em melhorar cada vez mais utilidade, a acilidade e o prazer na interação do
usuário com um produto ou serviço. Na linguagem usada na área, a UX serve
para tornar a experiência agradável.
Com base nessa descrição, pode-se afirmar que:exto.
I. Aplicar os conceit
conceitos
os da user experience (UX) em projet
projetos
os educacio-
nais é importante para conhecer os interesses dos alunos.
POQUE
II. Com esse conheciment
conhecimento,
o, torna-se possível azer um melhor desenho
de um programa que atenda às suas reais necessidades de aprendi-
zagem.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
a. As asserções
asserções I e II são proposições
proposições verdadeiras,
verdadeiras, mas a II não justifica a I.
b. As asserções
asserções I e II são proposiç
proposições
ões verdadeiras,
verdadeiras, e a II justifica
justifica a I.
c. A asserção
asserção I é uma proposiç
proposição
ão verdadeira,
verdadeira, e a II, alsa.
d. A asserção
asserção I é uma proposição
proposição alsa, e a II, verdadeira.
verdadeira.
e. As asserções I e II são proposições alsas.
157
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O QUE É e o que az quem trabalha com UX? User Experience e Usabilidade. [ S. l.: s. n.], 2019. 1
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SAFFE, D. Designing or Interaction: Creating Smart Applications and Clever Devices.
Bereley: New iders, 2007.
Convite ao estudo
Nesta unidade, teremos dois propósitos ao azermos um mergulho nas
mais novas tecnologias digitais que estão disponíveis no nosso dia a dia, a
fim de conhecê-las melhor. O primeiro é para que possamos utilizá-las de
maneira mais eficiente em nossas práticas docentes, seja em nossos aazeres
profissionais, seja na aplicação no ensino propriamente dito. O segundo
é para que consigamos tornar nossos alunos também aptos a utilizá-las
como recursos para a construção de sua aprendizagem e para o exercício de
sua cidadania.
Essas tecnologias aprimoraram significativamente as interações e as
ormas de comunicação entre as pessoas. E essas mudanças têm grande
potencial para levar a uma maior justiça social, assim como para aproundar
os abismos que marcam as dierenças sociais.
Interação e comunicação são palavras-chave também na educação. Há
pouco tempo, o conhecimento estava apenas nos proessores e nos livros,
agora não mais. Ele era registrado em ormas que se caracterizavam pela
estática e, por vezes, em textos enadonhos, sem
s em significado. Com a inserção
das novas tecnologias digitais, ele pode ser
s er acessado de orma extremamente
extremamente
dinâmica e atraente.
Logo, se a escola nada fizer, ela se correrá o risco de ser colocada à margem
da produção do conhecimento,
conhecimento, e a sociedade
s ociedade precisa da instituição de ensino
para que essa construção seja eita de orma criativa, crítica e ética. Se ela
não se modernizar para a devida orientação dos processos de construção
de conhecimento, pode ficar do lado diametralmente oposto daquilo que a
qualificaria como dinâmica e atraente, perdendo seu significado e impor-
tância social.
Para que isso não aconteça, os profissionais
profissionais da educação que nela desen-
volvem suas práticas
práticas precisam
precisam também se tornar conhecedores dessas tecno-
logias e, assim, se tornarem aptos a usarem os recursos digitais de modo
criativo,
criativo, crítico e ético. Será por meio dessa ormação que esses profissionais
profissionais
da educação, em especial, os proessores, serão os eetivos agentes sociais
que colocam a escola como reerência na sociedade do conhecimento, a
qual ainda precisa caminhar muitomuito para que seja também uma sociedade de
justiça social.
Por isso, nesta unidade, na primeira seção, aprenderemos sobre as inova-
ções tecnológicas
gens de programaçãoe sua
programação, interaçãovirtual
, a realidade com aerealidade.
a realidadeAbordaremos as lingua-
ampliada, a hiper-reali-
dade e a inteligência artificial. Na segunda seção,
se ção, trataremos
trataremos especificamente
da aprendizagem nos ambientes virtuais e os cuidados necessários para que
o ensino seja um potencializador desses aprendizados. Finalmente,
Finalmente, na última
seção, compreenderemos
compreenderemos mais a respeito das normativas relacionadas ao uso
dos recursos digitais e dos conteú
conteúdos
dos neles colocados.
Diante desse contexto, você, enquanto uturo proessor, será o agente
potente para essa adequação da escola a esse mundo cheio inovações tecno-
lógicas digitais que oerecem inúmeras possiblidades de acesso e produção
de inormações.
Seu desafio é garantir que os alunos produzam conhecimentos e os divul-
guem de maneira responsável e ética, reorçando que, nesse processo, você
tem sua notoriedade reor
reorçada.
çada.
Esperamos que você perceba a presença de uma proposta de letramento
digital ampliada, na qual o ensino não garanta apenas o conhecimento para
o uso dos recursos e das tecnologias digitais. Além disso, enquanto você
estiver no exercício da docência, seja capaz de olhar para todas as limita-
ções impostas como obstáculos a serem superados, e não como motivos
para voltar a práticas conservadoras. Finalmente, reconheça sua potenciali-
dade e responsabilidade
recursos enquantomaior
tecnológicos existirem, proessor,
será acomprovando quee quanto
sua importância mais
da escola.
Seção 1
163
nova
nuar aroupagem
nos azer apara práticas
mesma conservadoras? E nesta seção devemos conti-
pergunta.
Diante dela, para sermos mais específicos e objetivos, temos de ter a
clareza de que inovar na educação requer ultrapassar os limites de incorporar
as novas tecnologias e aprender a usar os recursos digitais que estão cada
vez mais
mais acessíveis. equer desnaturalizar
desnaturalizar as lógicas conservadoras que
que estão
incorporadas em nossa cultura
cu ltura e avorecer a nossa emancipação e desenvol
des envol--
vimento enquan
enquantoto sociedade.
Você deve ter clareza de que os avanços tecnológicos são motivados por
aspectos políticos e econômicos, cujos valores nem sempre podem ser os
mesmos daqueles
conhecimento maisque os implementam
amplo do proessor, nas
paraescolas. Daí a importância
que o letramento digital oudoa
construção da cultura digital não sejam restritos.
Para tornar essas reflexões mais práticas, imagine uma situação na qual
você seja o proessor
proessor de uma turma de 4º ano do ensino undamental de uma
escola inserida em uma comunidade com alguma vulnerabilidade
vulnerabilidade social. Em
uma reunião de proessores, ficou acertado que durante o segundo semestre
do ano letivo uma turma deveria desenvolver um projeto que envolva o uso
de linguagens de programação e que os alunos acessem recursos de realidade
virtual e realidade aumentada.
aumentada.
Quais seriam os possíveis recursos que você poderia usar? Qual proble-
matização você colocaria em suas aulas para que os alunos desenvolvessem
um trabalho criativo,
criativo, crítico e ético rente
rente ao uso dessas tecnologias digitais?
164
Diante desse contexto fictício criado aqui, mas que é a eetiva realidade
para muitas escolas e proessores,
proessores, coloca-se o desafio de como trabalhar com
os recursos que não estão acessíveis para todos.
Essa situação, por si só, já mostra que o uso dos resultados dos avanços
tecnológicos nem sempre é igual para todos, ele é altamente dependente da
realidade de onde pode ser usado. Logo, novas tecnologias podem resultar,
desde sua concepção, quando não utilizadas com valores que levam à justiça
social, na exclusão e inclusão de outros.
O desafio de driblar essa característica inerente aos avanços educacionais
educacionais
é que determina a ação criativa, responsável, crítica e ética do proessor.
Diante disso, construir os valores de uma sociedade democrata e
justa socialmente é um dos mais nobres trabalhos a serem desenvolvi
desenvolvido
do
pela educação, ou seja, pela escola e pelo proessor que estão diante do
mesmo conronto.
Comando Comando
Passo Ação vista na tela Passo Ação vista na tela
(significado) (significado)
Comando: PF
100
Posição
1 5 (significa: para
inicial
rente 100
unidades)
Comando: Comando: PD
PD 30 120
2 6
(significa:
para a direita (significa:
direita empara
120°)a
em 30°)
Comando:
Comando: PF
PF 100
100
(significa:
3 7 (significa: para
para
rente 100
rente 100
unidades
unidades)
166
Comando:
PD 120
4 (significa:
para a direita
em 120°)
167
Exemplificando
A seguir, apresentam-se dois programas feitos em Logo para desenhar
o triângulo equilátero, mas o segundo tem um erro na quinta linha, que
indicou o lado errado para fazer o giro.
Quadro 4.2 | Programação SLogo
Programa SLogo Correto Programa SLogo Incorreto
Programa Resultado Programa Resultado
pd 30 pd 30
p 100 p 100
pd 120 pd 120
p 100 p 100
pd 120 pe 120
p 100 p 100
Foco na BNCC
Associado ao pensamento computacional, cumpre salientar a impor-
tância dos algoritmos e de seus uxogramas, que podem ser objetos de
estudo nas aulas de Matemáca. Um algoritmo é uma sequência nita
de procedimentos, que permite resolver um determinado problema.
Assim, ele é a decomposição de um procedimento complexo em suas
partes mais simples, relacionando-as e ordenando-as, e pode ser repre-
sentado gracamente por um uxograma. A linguagem algorítmica tem
pontos em comum com a linguagem algébrica, sobretudo
sobretu do em relação ao
conceito de variável.
Outra habilidade relava à álgebra que mantém estreita relação com
o pensamento computacional é a idencação de padrões para se
estabelecer generalizações, propriedades e algoritmos. (BRASIL, 2017,
p. 269)
168
Exemplificando
Imagine a proposta para o desenvolvimento de um carrinho elétrico
que seja capaz de percorrer automacamente uma trajetória sinuosa. É
uma proposta de automação que, quando desenvolvida nos ambientes
escolares, se torna uma aplicação de robóca educacional.
Figura 4.2 | Possível trajetória de um percurso de robóca educacional
RAJEÓRIA
169
Dica
Faça uma pesquisa na Internet usando os termos: “Comunidade
Arduíno”. Você encontrará inúmeras sugestões sobre como trabalhar
com a robóca educacional.
Fonte: Pixabay .
Você deve
de ve ter percebido
p ercebido que os programas de computadores,
computadores, os sofwares,
são fixos e predeterminados pelos analistas e programadores que os azem.
Com isso, uma vez colocado em uncionamento, o computador segue
fielmente os comandos e a ordem na qual oram especificados no programa.
Se o programa estiver errado, o resultado será indesejado.
Com o avanço das tecnologias associadas tanto ao hardware (aumento
da velocidade e capacidade de processamento, armazenamento e trans-
missão de dados) quanto ao sofware (processamento de Big Data), viabi-
lizou-se também o avanço na área da inteligência artificial, rompendo com
a limitação da prefixação de programas. Com ela, os algoritmos podem
aprimo
aprimorar
a tarearar os programas, alcançando,
proposta. alcançando, assim, resultados mais adequados
ade quados para
171
172
Reflita
A inteligência arcial é uma área em plena expansão tecnológica e tem
favorecido mudanças em muitas das prácas sociais, dada a possibili-
possibili-
dade dessa interação ser feita por meio de recursos digitais.
No campo da educação, essas mudanças também estão presentes
graças à produção de novos recursos e formas de ensino, remodelando
também os processos de aprendizagem.
Um exemplo de aplicação da inteligência arcial na educação pode
ser o processo de personalização do ensino na educação a distância.
Associada ao Big Data e ao UX, ela permite que o aluno, diante das
respostas que fornece ao sistema, seja direcionado para as tarefas que
lhe são mais pernentes.
Mas, essas mudanças estão vindo para inovar ou são novas formas de
173
• Em um evento tecnológico,
em uncionamento com seu quando vocêobserva
celular, mas ocalizaasum motor elétrico
dierentes partes
internas dele também em uncionamento.
Especificamente na área educacional, a realidade aumen
aumentada
tada propiciou a
ampliação
amp liação de recursos para buscar o maior interesse dos alunos e a ampl
ampliação
iação
de inormações por meio de imagens estáticas e dinâmicas (LOPES et al.,
2019). Alguns exemplos de aplicação da realidade aumentada na educação são:
• Na produção e no uso de jogos digitais.
• Em livros
livros didáticos, ao mirar
mirar uma imagem bidimensio
bidimensional,
nal, você
você
consegue visualizar uma imagem tridimensional.
Figura 4.4 | Exemplo de realidade aumentada
Fonte: captura de tela do vídeo Live Texturing of Augmented Reality Characters from Colored Drawings ela -
borada pelo autor.
174
• Na produção de cenários.
Figura 4.5 | Exemplo de realidade aumentada
Fonte: captura de tela do vídeo Live Augmented Reality-Naonal Geographic elaborada pelo autor.
autor.
• Na apr
apresentação
esentação de objetos virtuais.
Figura 4.6 | Exemplo de realidade aumentada
Fonte: captura de tela do vídeo Augmented Reality – Anatomy elaborada pelo autor
autor..
175
Assimile
A realidade virtual e a realidade aumentada, apesar de explorarem os
sendos humanos por meio de mundos virtuais, são recursos disntos.
Enquanto a realidade virtual simula o real, a realidade aumentada
amplia a disponibilização de informações sobre objetos do mundo real.
A hiper-realidade é um aprimoramento dessas tecnologias, melhorando
a interação em tempo real entre o mundo digital gerado e o mundo
virtual, por meio da combinação da inteligência humana e da inteli-
inteli -
gência arcial.
O pensamento computacional
computacional e o letramento digital
O pensamento computacional é associado ao pensamento lógico e
ao pensamento algébrico, como é indicado na Base Nacional Comum
Curricular,, e seu
Curricular s eu ensino deve ter como objetivo,
objetivo, além de prepara
prepararr as pessoas
pe ssoas
176
O quadro a seguir, proposto por Pedro et al. (2019), sintetiza uma visão
acerca das competências e normas associadas às tecnologias digitais neces-
sárias para que os proessores possam enrentar o desafio do ensino em uma
sociedade da inormação e do conhecimento em todo esse contexto.
contexto.
Quadro 4.3 | Competências associadas às tecnologias
ÁREA DE
COMPEÊNCIAS
COMPEÊNCIA
0.1 Conhecimento básico de hardwa
hardware,
re, como ligar/desligar e
0. Fundamentos carregar, bloquear dispositivos.
de hardware e 0.2 Conhecimento básico de sofware, como gerenciamento
gerenciamento de conta
sofware e senha de usuário, login e como azer configurações de privacidade,
etc.
1.1 Navegando,
Navegando, pesquisando e filtrando dados, inormações e
1. Conheciment
C onhecimentoo
inormações digitais, conteúdo
conteúdo..
da inormação e
dados 1.2
1.3 Avaliação
Avaliação de dados,
Gerenciamento inormações
de dados, e conteúdo
inormações [Link].
e conteúdo
177
Foco na BNCC
Os processos matemácos de resolução de problemas, de invesgação,
de desenvolvimento de projetos e da modelagem podem ser citados
como formas privilegiadas da avidade matemáca, movo pelo qual
são, ao mesmo tempo, objeto e estratégia para a aprendizagem ao
longo de todo o ensino fundamental. Esses processos de aprendizagem
são potencialmente ricos para o desenvolvimento de competências
fundamentais para o letramento matemáco (raciocínio, represen-
represen -
tação, comunicação e argumentação) e para o desenvolvimento do
pensamento computacional. (BNCC, 2017, p. 264)
178
179
Avançando na práca
Resolução da situação-prob
situação-problema
lema
Usar as produções dos alunos para produzir documentos que retratem
a realidade, propondo caminhos para a solução com publicações nas redes
sociais sobre o trabalho a ser realizado. ambém, para mobilizar os conse-
lhos de escola e a comunidade onde a escola está inserida e azer demandas
oficiais aos órgãos responsáveis pelo provimento das condições adequadas
das escolas para o despendimento de suas práticas.
O resultado dos trabalhos dos alunos podem ser campanhas publicitárias
publicitárias
para a comunidade interna e externa, produção de eventos culturais e cientí-
ficos, etc.
1. Inte
Inteligência
ligência artificial é uma tecnologia que tem se tornado cada vez mais
usada graças ao avanço da velocidade de processamento e do armazena
mento de dados dos computadores. Com isso, a inteligência humana tem
sido emulada, em alguns de seus aspectos, permitindo que os computa-
180
181
182
Seção 2
183
grande equívoco e impedir que essas tecnologias não sejam usadas para
inovar eetivamente.
Outro elemento
elemento ligado aos avanços tecnológicos que está associado a este
contexto são as redes sociais. Elas já se consolidaram como uma malha de
comunicação,
comun icação, que permite estabelecer desde pequenos grupos até uma esera
e sera
mundial, envolvendo pessoas no âmbito local ou distribuídas pelo mundo
todo. Esse ato define uma nova geografia e uma possibilidade de acesso a
diversas culturas e conhecimentos relacionados a elas.
Conorme descrito na BNCC,
184
185
Reflita
A recente crise mundial provocada pela COVID-19 mostra não só as
possibilidades de aprendizagens que podem ocorrer fora da escola mas
também as suas potencialidades. Fazer ou não fazer isolamento social?
Usar ou não máscaras para ir ao supermercado? O vírus é ou não um
ser vivo? Como fazer para achatar a curva exponencial? Acreditar em
um políco ou em um ciensta? E em qual políco e em qual ciensta?
Para tomar uma posição individual diante dessas perguntas, é inevitável
optar pelas crenças que evidenciam valores, e ambos são construídos,
reconstruídos e, por vezes, destruídos
destruídos em função do processo de apren-
dizagem trilhados por cada um. Com o isolamento social, cou evidente
quantos são os conhecimentos construídos fora da escola. Mas, qual é a
qualidade dessa aprendizagem?
Antes dessa
levando crise, também não havia outros
ao quê? outr os aprendizados? Eles estavam
Com os tópicos a serem tratados nesta seção, mais uma vez, você perce-
berá o quanto os tempos e espaços, assim como as ormas e ensinar e
aprender, podem e precisam ser ajustados a uma cultura digital já existente
ora da escola.
Para iniciar
iniciar as descrições e reflexões sobre esses tópicos específicos, parti-
remos da noção de que todo ato educacional
educacional é marcado pela interação e pela
comunicação,
comun icação, sempre mediadas por algum recurso.
Os processos de ensino e de aprendizagem, independentemente da
abordagem teórica que os sustenta, sempre requerem a interação entre
pessoas e entre as pessoas e o conhecimento (construído
(construído ou a ser
s er construído).
Os atos comunicacionais estão sempre presentes nessas interações e em
constante
constan te modificação em sua orma, meio e conteú
conteúdo,
do, expressando valores
e conhecimentos.
Por muito tempo, no âmbito escolar, os livros e as lousas (quadros-ne-
gros) tiveram a sua centralidade no processo de ensino. Neles, há um deter-
minado tipo de interação e comunicação. Mais recentemente, os computa-
dores e noteboos oram anunciados de maneira que tenderiam a assumir
essa centralidade. No entanto, em geral, esse enômeno não ocorreu, e os
computadores permaneceram em um papel coadjuvante devido ao seu
alto custo de aquisição, conservação e manutenção. Em muitos casos, mais
186
notadamen
notadamente,
te, poucas escolas tiveram a oportunidade de disponibilizar esses
recursos aos seus alunos e proessores
proessores de maneira adequada.
Com isso, durante esse período,
perío do, nos ambientes
ambientes escolares, a comunicaçã
comunicaçãoo e
a interação presentes
presentes nos processos de construção de conhecimen
conhecimento to seguiram
a lógica presente nos livros e, em particular, nos livros didáticos. Quando
possível, os computadores
computadores eram usados de orma complementar
complementar e, em geral,
as próprias propostas para o seu uso, assim como dos próprios programas e
aplicativos
aplicativos educacionais, seguiram a mesma lógica.
Atualmente
tualmente,, essa lógica presente nas interações e comunicações presentes
nas práticas sociais ora da escola oi significativamente alterada devido à
mobilidade do acesso e da produção de conhecimento propiciada pelos
dispositivos digitais móveis, como os tablets, laptops e, principalmente, os
smartphones
smartphon es (celulares).
Com a alta capacidade de processamen
processamento,to, armazenamento
armazenamento e transmissão
de dados dos dispositivos móveis
móveis e a popularização
p opularização do acesso à internet banda
larga, incluindo a diminuição significativa dos custos de ambos, as práticas
sociais desenvolvidas ora da escola já incorporam novas ormas de interação
e comunicação, criando e sustentando novos ambientes virtuais de relacio-
namento em uma complexa rede social. Nesse contexto, vem ocorrendo o
desenvolvimento de um determinado nível de letramento digital e de uma
nova cultura digital.
A lógica presente nas ormas de interação e de comunicação com esses
ambientes virtuais e redes sociais é influenciada pela mobilidade que trans-
ormou as noções de tempo e espaço, de comunidade e a orma do discurso.
disc urso.
Com essa transormação surgiram também novas novas possibilidades de pesquisa
p esquisa
e compartilhamento
compartilhamento de conheciment
conhecimento, o, avorecendo
avorecendo o uso personalizado dos
recursos e, ao mesmo tempo, o aprendizado
aprendizado colaborativo (AXLE, 2005).
As aprendizagens
aprendizagens ocorridas nesse context
contextoo são conhecidas como m-lear-
ning, ou aprendizagem móvel.
187
Reflita
No parágrafo anterior, Traxler (2005) apresenta inúmeras caracterís-
caracterís -
cas do m-learning. Compare-as com as caracteríscas daquela que
você considera existente nas escolas que você passou. Quais são as
consequências das principais semelhanças e diferenças entre elas que
você encontrou?
188
APRENDIZAGEM
MÓVEL
ECNOLO APRENDIZAGEM
GIA SOCIAL INERAIVA
ASPECO SOCIAL
CONEXO DA INFORMAÇÃO
Vocabulário
Do dicionário on-line Michaelis (2012, [s.p.]), ubíquo signica “o que
está ou pode estar em toda parte ao mesmo tempo; onipresente”.
189
190
Assimile
A aprendizagem ubíqua é aquela desenvolvida por meio de recursos
digitais móveis e que se caracteriza pela alta conecvidade e dissipação
dinâmica de conhecimentos. Ela é a aprendizagem móvel que consi-
dera as caracteríscas, as quais podem se modicar dependendo do
contexto em que os alunos estão inseridos.
Reflita
Uma vez que a constuição do homem é feita por meio das redes sociais
soc iais
que ele estabelece, uma mudança na amplitude e nos valores dessas
redes, assim como a forma pela qual ele interage com elas, não modica
modi ca
sua constuição?
191
Exemplificando
Buscando estabelecer relações entre uma rede social antes do advento
dos disposivos móveis e depois deles, podemos exemplicar como
benecios o acesso a informações e conhecimentos de diferentes e
remotas partes do mundo. Como malecio, a facilidade de pracar
bullying por meio das redes sociais, o famoso cyberbullying .
192
Assimle
Em uma comunidade virtual de aprendizagem, a socialização de seus
membros ocorre por meio da colaboração e do comparlhamento,
garanndo aprendizagens colevas. Nela, seus próprios parcipantes
denem responsabilidades, gerando prácas de autolegislação e
autocontrole, contemplando, assim, as dimensões écas e polícas
necessárias a qualquer avidade coleva.
193
Assimile
Segundo a BNCC,
Curadoria é um conceito oriundo do mundo das artes, que
vem sendo cada vez mais ulizado para designar ações e
processos próprios do universo das redes: conteúdos e
informações abundantes, dispersos, difusos, complemen-
complemen-
tares e/ou contraditórios e passíveis de múlplas seleções
e interpretações que precisam de ordenamentos que os
tornem conáveis, inteligíveis e/ou que os revistam de
(novos) sendos. Implica sempre escolhas, seleção de
conteúdos/ informação, validação, forma de organizá-
organizá-
-los, hierarquizá-los, apresentá-los. Nessa perspecva,
194
Foco na BNCC
As prácas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos
gêneros e textos cada vez mais mulssemiócos e mulmidiácos,
como também novas formas de produzir, de congurar, de disponibi- disponibi-
lizar, de replicar e de interagir. [...] Ser familiarizado e usar não signica
necessariamente
necessariamen te levar em conta as dimensões éca, estéca e políca
desse uso, nem tampouco lidar de forma críca com os conteúdos que
circulam na Web. A contraparda do fato de que todos podem postar
quase tudo é que os critérios editoriais e seleção do que é adequado,
bom, dedigno não estão ‘garandos’ de início. Passamos a depender
de curadores ou de uma curadoria própria, que supõe o desenvolvi-
mento de diferentes habilidades. (BRASIL, 2017, p. 68)
195
em sua sala de aula: serão eles quem nos ajudarão a ter acesso a essas
técnicas. Com essa proposta, o proessor precisará azer um planejamento
envolvendo as etapas de uma metodologia ativa, por exemplos, a SEAM
ou Aprendizagem Baseada em Projetos, inserindo o ensino das etapas da
curadoria digital nas etapas
et apas desse plano.
O letramento digital restrito (aquele associado à mera aprendizagem
do recurso), certamente, não será necessário, uma vez que os estudantes já
tenham esse conhecimento construído
construído ora da escola. O desafio está no letra-
mento digital ampliado,
ampliado, no qual os conhecimentos sobre o uso dos recursos
digitais e os conhecimentos por meio deles construídos precisam ser devida-
de vida-
mente mediados, incluindo o desenvolvimento do pensamento crítico e da
ética no processo. Para isso, os “enômenos e práticas relacionadas às redes
sociais também devem sers er tematizados, assim como devem ser vislumb
vislumbrados
rados
usos mais colaborativos das redes” (BASIL, 2017, p. 519).
A curadoria entra em cena por conta da “viralização” das inormações
produzidas e compartilhadas, correndo o risco de tornar opiniões mais
importan
importantes
tes que digitais
as redes sociais os conhecimentos
um campoconstruídos
értil para em base científica,
a prolieração de tornando
inorma-
ções alsas, as chamadas fae news. “Nesse contexto, torna-se menos impor-
tante checar/verificar se algo aconteceu do que simplesmente acreditar que
aconteceu (já que isso vai ao encontro da própria opinião ou perspectiva).”
(BASIL, 2017, p. 68).
Para que uma curadoria obtenha bens resultados, deve passar pelas
seguintes etapas, propostas Higgins (2008):
• Conceituar
Conceituar. Conceber e planejar a criação de dados sobre as inorma-
ções e os objetos digitais que estarão sob os cuidados da curadoria,
incluindo os métodos de captur
incluindo capturaa e opções de armazenamen
[Link].
• Criar e receber
receber.. Criar registros administrati
administrativos,
vos, que sejam descritivos,
estruturais e técnicos. Estes são os chamados metadados das inor-
mações e dos objetos digitais, que devem ser recebidos segundo as
políticas de coleta.
• Avaliar e sele
selecionar
cionar.. Avaliar as inormaçõ
inormações
es e os objetos digitais,
selecionando e encaminhando para a curadoria, seguindo diretrizes
e políticas predefinidas e com o devido cuidado com a documentação
do cumentação
e os quesitos legais.
• ranserência.
outros ranserir
ranserir
repositórios as inormaçõ
inormações
ou espaços es equando
virtuais os objetos
não digitais para
orem mais
usados, seguindo diretrizes e políticas predefinidas e com o devido
cuidado com a documentação e os quesitos legais.
196
• Preservação. Preservar
Preservar,, por
por longo prazo
prazo,, as inormações e os objetos
objetos
digitais, incluindo os metadados, de maneira que permaneçam
íntegros, autênticos, confiáveis e utilizáveis. As ações incluem a
limpeza, a validação, a autenticação e a autoria.
• Armazenamen
Armazenamento.
to. Armazenar as inormações e os objetos digitais,
incluindo
padrões e asosdiretrizes
metadados, de maneira segura e em acordo com os
preestabelecidos.
• Acesso.
Acesso. Garantir
Garantir que as inormações
inormações e os objetos
objetos digitais
digitais estejam
estejam
acessíveis diariamente
diariamente para todos que desejam acessá-los.
• ransormação. Criar novos dados a partir do origina
original,l, migrando para
um ormato dierente do original ou criando um subconjunto, por
seleção ou consulta, para gerar resultados, talvez
ta lvez para publicação.
publicação.
Os objetivos descritos em cada uma dessas etapas, para que a curadoria
seja bem-sucedida, poderiam ser interpretadas como habilidades a serem
desenvolvidas em suas aulas. Será dessa maneira que a Competência 5, da
BNCC (BASIL, 2017, p. 9), será plenamente desenvolvida.
aprendizagemtecom
principalmente
principalmen essas características.
a celeridade Os modificaram
e a abrangência, avanços tecnológicos digitais,
essa mobilidade.
Assinale a alternativa que contém um ator que pode limitar o uso do m-lear-
ning:
a. Acesso a conhecimentos
conhecimentos de toda parte do mundo e a qualquer
qualquer
momento.
b. Disponibiliz
Disponibilização
ação de dierentes
dierentes tipos de conteúdo
conteúdo de dierentes
dierentes áreas.
áreas.
c. Rompimento
Rompimento das distâncias
distâncias geográficas entre
entre o repositório de conhe-
conhe-
cimento e quem o acessa.
d. Inter
Interação
ação e comun
comunicação
icação por meio da internet.
internet.
e. Oerta de conhecimentos
conhecimentos e objetos digitais de toda natureza
natureza e de
ontes
ontes diversificadas.
197
198
Seção 3
200
livro,
indica,pois
em demarca o momento
breve, todas que estamos
essas inovações serãoe consideradas
mostra que, pelo que tudo
ultrapassadas.
Mas, para chegarmos a esse uturo e projetá-lo melhor, teremos que estar
bastante cientes e conscientes do presente que vivemos.
A Educação, um direito constitucional de qualquer brasileiro, de certa
orma, vem recebendo cada vez mais atenção nas últimas cinco décadas;
ganhando orça com a promulgação da Constituição de 1988 e de todo o
aparato
aparato jurídico que a sucedeu.
No entanto,
entanto, o contexto econômico e social brasileiro traz algumas dificul-
dades para que esse direito seja plenamen
plenamente
te atendido. Essa restrição é concre-
tamente
Nacionalobservável na escassez
do Livro Didático de peloapesar
(PNLD), menosdeumserou outro recurso.
apontadorecurso
[Link]éfico
O Plano
para a indústria editorial, pode ser tomado como um exemplo bem-sucedido
do esorço estatal para suprir essa carência de recursos.
Diante dessa realidade, o movimento da Educação Aberta no país, em
sintonia
sintonia com o que ocorre em outras partes do mundo, se propõe a oerecer
soluções alternativas e sustentáveis que possam superar as dificuldades não
só materiais, como também metodológicas.
A Educação Aberta utiliza-se e propõe o uso de ecursos Educacionais
Abertos. Ela busca omentar e estimular o ensino por meio da oerta
de sugestões de práticas e recursos metodológicos abertos, para que as
mais variadas opções existentes possam ser adaptadas para os distintos
contextos educacionais.
Apesar da dificuldade reerente aos custos e ao alcance livre dos materiais
educacionais usados nas escolas, a internet acilita o acesso a eles, mas sem
perder de vista a reflexão sobre a autoria e a permissão de uso e adequação
dos materiai
materiaiss disponibilizados.
Para concretizar esse contexto, imagine que sua escola está em um
evento aberto para a comunidade escolar para estimular e diundir o uso dos
ecursos Educacionais Abertos que usa em suas práticas. Suponha, também,
que um repórter da cidade, que ará uma matéria, cujo título é “Inovações
educacionais e o uso dos ecursos Educacionais Abertos”, ez as seguintes
perguntas:
201
202
Dependência Públicas 84 13 3
administrativa Particular 83 17 0
5º ano do Ensino
74 21 4
Fundamental
Série 9º ano do Ensino
90 9 1
Fundamental
2º ano do Ensino Médio 93 6 1
Dependência Públicas 79 92 36 90
administrativa
Particular 85 98 42 91
5º ano do
Ensino 68 91 12 85
Fundamental
9º ano do
Série
Ensino 85 94 41 94
Fundamental
2º ano do
90 94 6 97
Ensino Médio
Esse cuidado oi tomado porque você, ao ter acesso a inúmeras inor-
mações sobre os EA, não deve perder de vista que o uso e o acesso a esses
produtos
produ tos e aos seus conceitos requerem
requerem uma inraestrutura
inraestr utura mínima, composta
por equipamentos
equipamentos ou dispositivos digitais e acesso à internet, como também
um mínimo de letramento digital e outros conhecimentos. Inelizmente,
esses dois condicionantes reduzem significativamente o número de alunos
e cidadãos que têm acesso ao EA. Diante dessa limitação, cresce a impor-
tância da escola e dos proessores inserirem, em suas práticas,
práticas, o uso do EA,
cujo acesso é gratui
g ratuito.
to. O termo aberto é por esse motivo
motivo..
Com essa abertura, a possibilidade de compartilhamento de invenções
abertas e livres e a oerta desses itens têm se ampliado bastante.
bastante. Certamente,
o EA mais requente e impactante tem sido programas e aplicativos de
computadores
comp utadores e dispositivos
d ispositivos móveis, os chamados sofwares livres.
Exemplificando
Exis tem inúmeros sowares livres disponíveis
Existem disponí veis e em uso muito populares,
como o sistema operacional GNU-Linux, muitos navegadores (browsers)
usados codianamente na internet e plataformas, como o YouTube.
Mas não há apenas soware livre para uso popular, há também aqueles
especializados, por exemplo, a linguagem R, inicialmente criada na
década de 1970, mas que se consolidou como um programa de código
aberto a parr da década de 1990. É frequentemente usada por
204
Foco na BNCC
O uso dos REA é terreno férl, principalmente, por conta dos verbos
ulizar e criar, presentes na quinta competência geral Base Nacional
Comum Curricular, que diz:
Compreender, ulizar e criar tecnologias digitais de infor-
infor-
mação e comunicação de forma críca, signicava,
reexiva e éca nas diversas prácas sociais (incluindo as
escolares) para se comunicar, acessar e disseminar infor-
infor-
mações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coleva.
(BRASIL, 2018, p. 9)
205
206
Exemplificando
O RELOAD Editor (Reusable E-Learning Object Authoring and Delivery ) é
um dos muitos exemplos de soware livre usado para criar, descrever
metadados e empacotar conteúdos digitais.
Outros programas semelhantes comumente usados são o CourseLab e
o Hotpotatoes.
207
Assimile
Com o propósito de proteger as relações entre o autor e quem se uliza
de suas produções, existe a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro 1998, a
qual altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e
dá outras providências. Nessa lei, os direitos são divididos em morais e
patrimoniais.
O direito moral garante a autoria da produção, considerando-a intrans-
ferível e irrenunciável, enquanto o direito patrimonial assegura o
aproveitamento econômico da produção ao autor, permindo a sua
transferência ou cessão a outras pessoas ou instuições.
Assimile
O simples uso de uma licença aberta não chega a caracterizar um
recurso disponibilizado como REA. A licença apenas torna claros quais
são os usos possíveis do recurso por outras pessoas que não sejam o
próprio autor. Para um recurso ser considerado um REA, o autor precisa
escolher como atribuição as licenças do po CC-BY, CCBY-SA, CC-BY-NC
CC-BY-NC-SA, uma vez que elas permitem que sejam misturadas,
revistas, modicadas, adaptadas e novamente disponibilizadas.
disponibilizadas.
208
CC BY-SA
Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem a
partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais,
comerciais, desde que
lhe atribuam o devido crédito e que licenciem as novas criações
sob termos idênticos. Esta licença costuma ser compa
comparada
rada com
as licenças de sofware livre e de código aberto "copylef". odos
odos
os trabalhos novos baseados no seu terão a mesma licença,
portanto quaisquer trabalhos derivados também permitirão
o uso comercial. Esta é a licença usada pela Wikipédia e é
recomendada para materiais que seriam beneficiados com a
incorporação de conteúdos da Wikipédia e de outros projetos
com licenciamento semelhante.
Atribuição
Atribuição – Sem Derivações
CC BY-ND
Esta licença permite a redistribuição, comercial e não
comercial, desde que o trabalho seja distribuído inalterado e
no seu todo, com crédito atribuído a você.
Atribuição
Atribuição - Não Comercial
CC BY-NC
Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem a
partir do seu trabalho para fins não comerciais, e embora os
novos
possamtrabalhos tenham
para de
finslhe atribuir o devido crédito
nãoe têm
não
ser usados comerciais, os usuários
de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.
209
Atrib
Atribuição
uição – Não Comercial
C omercial – Compartilha Igual
CC BY-NC-SA
Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem
a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que
atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas
criações sob termos idênticos.
Atribuição
Atribuição - Sem Derivações
Derivaçõe s – Sem Derivados
CC BY-NC-ND
Esta é a mais restritiva das nossas seis licenças principais, só
permitindo que outros açam download dos seus trabalhos e
os compartilhem desde que atribuam crédito a você, mas sem
que possam alterá-los de nenhuma orma ou utilizá-los para
fins comerciais.
210
211
Avançando na práca
Sem empacotamento
empacotamento não há compartilhamento de conteú-
dos digitais
Imagine que você está diante de uma turma de alunos de 2º ano do Ensino
Médio que está desenvolvendo, em parceria com os alunos do 3º do Ensino
Fundamental,
Fundam ental, um curso sobre como não desperdiçar alimentos na escola.
212
Além
alunos disso, o conhecimento
e proessores dessas de
entendam o motivo
entendam dierenças é importante
os EA não para
po derem ser
poderem que
combi-
nados de orma que desconsiderem essa dierença de padrões. A padroni-
zação é necessária para que sejam possíveis a reutilização, a interoperabili-
dade, a durabilidade e a acessibilidade desses recursos, por meio do processo
de empacotamento.
O empacotamento de um objeto de aprendizagem az com que todos os
arquivos digitais (apresentações, textos, gráficos, questionários, imagens,
vídeos, áudios, simuladores, metadados etc.) sejam compactados em um
único arquivo digital que atenda à especificação de um padrão técnico. O
objetivo da padronização é permitir a interconectividade entre sistemas de
dierentes especificações. Há dierentes
dierentes dierentes padrões, dentre os quais, os pioneir
pioneiros
os
oram: a Aliança de Autoria de Aprendizagem a Distância e edes de
213
214
215
216
d. A asserção
asserção I é uma proposição alsa, e a II, verdadeira.
e. As asserções I e II são proposições alsas.
217
Referências
AUGMENED EALIY - ANAOMY. [S.l.: s.n.], 2015. 1 vídeo (2min8s). Publicado pelo
canal DA Studio. Disponível em: [Link] Acesso
em: 2 abr. 2020.
BASIL . Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC. Versão entregue ao CNE em 3
de abril de 2018. Disponível em: [Link]
EF_110518_versaofinal_site.pd. Acesso em: 27 jul. 2020.
BUCHE, N. Open educational resources and higher education. etrieved July, v. 29, p. 2012,
2010.
MOAN, J. M. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas, SP:
Papirus, 2012.
PEDO, F. et al. Artificial intelligence in education: challenges and opportunities or sustain-
able development. Paris: UNESCO, 2019.