Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado.
Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
Provas Comentadas
1. Auditor Fiscal da Receita Federal – 2009
41. Sobre a organização do Estado brasileiro, é correto afirmar que:
a) administrativamente, os municípios se submetem aos estados, e estes, por sua vez, submetem-se à União.
b) quando instituídas, as regiões metropolitanas podem gozar de prerrogativas políticas, administrativas e
financeiras diferenciadas em relação aos demais municípios do estado.
c) quando existentes, os territórios federais gozam da mesma autonomia político-administrativa que os estados e
o Distrito Federal.
d) o Distrito Federal é a capital federal.
e) embora, por princípio, todos os entes federados sejam autônomos, em determinados casos, os estados podem
intervir em seus municípios.
Resposta – Alternativa E.
a) Falsa. Municípios, Estados-membros, DF e a União são entes políticos autônomos
conforme o contido no art. 18 da CF/1988, “a organização político-administrativa da
República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e
os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição”.
b) Falsa. De acordo com o art. 25, § 3o, da CF/1988, é permitido aos Estados, mediante
lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e
microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar
a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
As prerrogativas dos entes políticos devem ser iguais para todos, independentemente de
se tratar ou não de “regiões metropolitanas”. Além disso, essas regiões são instituídas com
vistas a facilitar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de
interesse comum dos municípios envolvidos.
c) Falsa. O art. 18, § 2o, da CF/1988 explicita que “Os Territórios Federais integram a
União...”. Segundo Paludo (2012) “Os territórios (atualmente inexistentes) não são
entes federativos – são Autarquias Territoriais integrantes da estrutura da União”.
d) Falsa. De acordo com o art. 18, § 1o, da CF/1988, Brasília é a Capital Federal, e não o
Distrito Federal conforme consta na afirmativa.
e) Verdadeira. Todos os entes são autônomos, conforme vimos na alternativa “A”; assim
como há casos em que os Estados podem intervir em seus municípios (e a União em
Municípios localizados em Território Federal).
De acordo com o art. 35, da CF/1988, essa intervenção pode ocorrer quando: deixar de
ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; não
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
forem prestadas contas devidas, na forma da lei; não tiver sido aplicado o mínimo exigido
da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviço
públicos de saúde; o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar
a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a
execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
42. Considerando os modelos teóricos de Administração Pública, é incorreto afirmar que, em nosso país:
a) o maior trunfo do gerencialismo foi fazer com que o modelo burocrático incorporasse valores de eficiência,
eficácia e competitividade.
b) o patrimonialismo pré-burocrático ainda sobrevive, por meio das evidências de nepotismo, gerontocracia e
designações para cargos públicos baseadas na lealdade política.
c) a abordagem gerencial foi claramente inspirada na teoria administrativa moderna, trazendo, para os
administradores públicos, a linguagem e as ferramentas da administração privada.
d) no Núcleo Estratégico do Estado, a prevalência do modelo burocrático se justifica pela segurança que ele
proporciona.
e) tal como acontece com o modelo burocrático, o modelo gerencial adotado também se preocupa com a função
controle.
Resposta – Alternativa A.
a) Falsa. Não encontrei nenhum escrito que afirme qual é o maior trunfo do
gerencialismo, mas certamente não foi fazer com que o modelo burocrático
incorporasse valores de eficiência, eficácia e competitividade.
Entendo que o maior trunfo do gerencialismo foi promover uma gestão baseada em
resultados e voltada para o atendimento das necessidades dos cidadãos.
b) Verdadeira. Um caso bastante recente, que mostra a força atual do patrimonialismo
foi protagonizado por José Sarney (atos secretos do Senado Federal). “O governo
federal tem envidado esforços para implantação do modelo gerencial de
administração pública no Brasil, no entanto, práticas patrimonialistas ainda são vistas
na administração pública federal, estadual e municipal, e não somente no poder
Executivo, mas também no Legislativo e no Judiciário” (Paludo, 2012).
Quanto a designação de cargos públicos com base na lealdade política, é exatamente a
prática utilizada pelo governo. Segundo Paludo (2012) “...a necessidade de construir
uma base de sustentação no Congresso Nacional acaba por distribuir entre os partido
políticos aliados a chefia dos ministérios e demais cargos de primeiro escalão
dificultando a troca/mudança dos titulares desses cargos, e constituindo assim um
governo de coalizão”.
c) Verdadeira. O primeiro estágio da Nova Gestão Pública (ou novo gerencialismo
público, ou ainda, administração gerencial) foi inspirado na iniciativa privada. Esse
estágio teve origem na Inglaterra em 1979, com Margareth Thatcher, que trouxe um
administrador privado para comandar as reformas na administração pública.
d) Verdadeira. A administração burocrática é a dominante no núcleo estratégico do
Estado (coexistindo com a administração gerencial). O Núcleo Estratégico
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
“Corresponde ao governo, em sentido lato. É o setor que define as leis e as políticas
públicas, e cobra o seu cumprimento. É o setor onde as decisões estratégicas são
tomadas. Corresponde aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público e, no
poder executivo, ao Presidente da República, aos ministros e aos seus auxiliares e
assessores diretos, responsáveis pelo planejamento e formulação das políticas públicas.
O modelo de Gestão sugerido para o Núcleo Estratégico foi o burocrático e o gerencial
O princípio de orientação era a efetividade, e o tipo de propriedade a ser utilizada
deveria ser à pública estatal” (Paludo, 2012).
e) Verdadeira. Nos dois modelos de administração há a preocupação com o controle. A
diferença é que no modelo burocrático havia o controle dos meios, com pouca ou
nenhuma preocupação com os fins; já no modelo gerencial o controle se preocupa
com os fins, com os resultados pretendidos.
43. O estudo das experiências de reformas administrativas havidas em nosso país permite concluir, acertadamente,
que:
a) a retórica da reforma dos anos 1930 avançou do ponto de vista dos princípios políticos que a orientaram, a
saber: participação, accountability e controle social.
b) a tentativa de modernização do aparelho de Estado, especialmente a da década de 1960, teve como
consequência o fortalecimento da administração direta, em detrimento da administração indireta.
c) no sentido weberiano do termo, o Brasil nunca chegou a ter um modelo de burocracia pública consolidada.
d) ao contrário de outros países, o modelo de nova gestão pública, adotado a partir dos anos 1990, possuiu
inspiração autóctone e em nada se valeu das experiências britânica e estadunidense.
e) a partir da década de 1990, caminhamos rumo a uma nova administração pública, de caráter gerencialista,
visando consolidar o ideário keynesiano e o estado do bem-estar social.
Resposta – Alternativa C.
a) Falsa. A reforma de 1930 não apregoava os princípios de participação
accountability e controle social. Preocupava-se em combater as práticas
patrimonialistas e organizar a administração pública para alavancar o processo de
desenvolvimento nacional.
b) Falsa. Justamente o contrário. Juscelino Kubitschek e os governos seguintes acabaram
criando estruturas paralelas (administração indireta) mais flexíveis e com melhores
condições para implementar seus planos. Com isso houve uma degradação da
administração direta e um fortalecimento da administração indireta.
c) Verdadeira. “Bresser Pereira (2002), referindo-se à burocracia brasileira, afirma que “o
Brasil nunca foi capaz de ter um serviço público similar ao francês ou mesmo ao
americano” – ou seja: o Brasil nunca teve uma burocracia weberiana pura.
A burocracia ideal de Weber não se consolidou no Brasil porque as normas legai
deixavam brechas contrárias à burocracia racional-legal” (Paludo, 2012).
d) Falsa. Segundo o dicionário Aurélio autóctone significa “Que é oriundo de terra onde
se encontra, sem resultar de imigração ou importação”. Portanto, afirmativa é falsa
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
porque Bresser Pereira se valeu das reformas da Inglaterra, dos EUA e do livro
Reinventando o Governo, para elaborar o plano diretor de reforma do aparelho do
estado de 1995.
e) Falsa. Embora a reforma brasileira tenha ocorrido na década de 1990 (1995), ela não
visava consolidar o ideário keynesiano (que apregoava maior intervenção do Estado na
economia). Ao contrário, é justamente com essa reforma que o Estado se afasta da
produção direta de bens e serviços não essenciais, para atuar mais no campo da
regulação, controle e fomento.
44. Uma correta análise da adoção da chamada Nova Gestão Pública, pelo Brasil, revela que:
a) em sua forma original, a Constituição Federal de 1988 já disponibilizava a base legal suficiente para a
implementação daquele novo modelo de gestão, sem a necessidade de reformas.
b) toda a máquina pública passou a adotar o controle por resultados, razão pela qual foram descontinuados
alguns mecanismos de controle financeiro e orçamentário até então existentes.
c) com o aumento da descentralização, visava-se reduzir o nível de accountability a que se submeteriam os
órgãos reguladores.
d) no plano federal, a implementação das Organizações Sociais sagrou-se vitoriosa, havendo, hoje, milhares delas
espalhadas pelo país, prestando serviços públicos essenciais.
e) o Estado tinha por objetivo atuar mais como regulador e promotor dos serviços públicos, buscando,
preferencialmente, a descentralização, a desburocratização e o aumento da autonomia de gestão.
Resposta – Alternativa E.
a) Falsa. A constituição de 1988 atrasou a modernização da administração pública. “Se
por um lado a Constituição de 1988 ampliou os direitos e garantias individuais e
sociais, em termos de reforma administrativa o que se viu foi um retrocesso, um
engessamento e encarecimento do aparelho estatal. As duas principais causas de
entraves administrativos foram: estender as regras rígidas da administração direta
para a administração indireta (o que reduziu a flexibilidade operacional da
administração indireta); e a perda de autonomia do Poder Executivo para organizar
a administração pública e para a criação, transformação e extinção de cargos. Além
dessas, houve aumento dos gastos relativos ao custeio da máquina administrativa, e
aumento da ineficiência dos serviços públicos.
Com as regras da CF/1988 a administração pública se tornou mais burocrática, mais
hierárquica, mais rígida e mais centralizada” (Paludo, 2012).
b) Falsa. Primeiro que, ainda hoje, existem órgão e entidades que não implementaram a
gestão baseada em resultados; segundo que os mecanismos de controle financeiro e
orçamentário continuam em pleno vigor.
Atualmente, o que ocorre é que, além desse controle financeiro-orçamentário, há o
controle de resultados que não havia no modelo burocrático.
c) Falsa. O aumento na descentralização visava tornar a administração pública mai
próxima de seus usuários, permitindo, assim, conhecer melhor seus problemas e seu
anseios e encontrar soluções mais adequadas para as demandas locais (se possível, com
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
a participação da população).
d) Falsa. “As Organização Sociais surgiram no contexto da reforma do Estado (1995), no
Programa Nacional de Publicização regulamentado pela Lei no 9.637/1998 (embora o
primeiro contrato de gestão tenha sido assinado no governo Collor em 1991, com o
Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília). Ao mesmo tempo em que se extinguia um
ente público que desempenhava funções não exclusivas de Estado, suas atividades
eram transferidas para entidades de direito privado, sem fins lucrativos, denominadas
de Organizações Sociais-OS” (Paludo, 2012).
No âmbito federal, até 2010, haviam sido criadas apenas seis OS; e, afora os serviços de
saúde, elas não podem prestar serviços públicos propriamente ditos, mas atividades de
interesse público-social.
e) Verdadeira. “Não obstante as reformas, é possível afirmar que o Estado continua a
atuar como principal instrumento de desenvolvimento econômico, social e político das
nações. Ao mesmo tempo em que se afasta da produção direta de bens e serviços
amplia sua atuação no campo da regulação” (Paludo, 2012).
Além das características de “descentralização, desburocratização e aumento da
autonomia de gestão” deve ser considerado o controle por resultados e a orientação para
o cidadão.
45. Sobre o tema ‘governabilidade, governança e accountability’, assinale a opção incorreta.
a) A accountability visa a fortalecer o controle social e político, em detrimento do controle burocrático.
b) Governança pode ser entendida como um modelo horizontal de relação entre atores públicos e privados no
processo de elaboração de políticas públicas.
c) O conceito de governança possui um caráter mais amplo que o conceito de governabilidade.
d) As parcerias público-privadas (PPPs) constituem um exemplo de coordenação de atores estatais e não estatais,
típico da governança.
e) A governabilidade refere-se mais à dimensão estatal do exercício do poder.
Resposta – Alternativa A.
a) Falsa. Ao mesmo tempo em que fortalece o controle social, a accountability continua
a exigir o controle burocrático. “Accountability inclui a obrigação de prestar contas
a utilização de boas práticas de gestão e a responsabilização pelos atos e resultado
decorrentes da utilização dos recursos públicos” (Paludo, 2012).
b) Verdadeira. “Governança pública é compreendida como a capacidade de governar
capacidade de decidir e implementar políticas públicas que atendam as necessidades
da população.
A nova governança pública inclui a participação do mercado e da sociedade civil na
decisões. A nova governança seria uma espécie de ‘ponte’ entre os interesses do mercado
e da sociedade civil e a governabilidade” (Paludo, 2012).
Assim, na nova governança pública, há participação de atores públicos e privados no
processo de elaboração de políticas públicas.
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
c) Verdadeira. “A governança é instrumental, é o braço operacional da governabilidade
‘pode ser entendida como a outra face de um mesmo processo, ou seja, como o
aspectos adjetivos/instrumentais da governabilidade’” (Vinicius Araujo, 2002). “Por
ser um instrumento da governabilidade para a realização dos fins do Estado, a
governança pressupõe condições mínimas de governabilidade, ou seja, em situações
de crise grave ou de ruptura institucional, que afetem a governabilidade, a governança
restará comprometida, haja vista o seu caráter instrumental” (Paludo, 2012).
Mesmo sendo instrumental, para a Esaf o conceito de governança possui caráter mais amplo que a governabilidade
Penso que há mais atores envolvidos na governança e maior dificuldade em implementar as políticas públicas com
eficiência, eficácia e efetividade, do que é exigido para as grandes tomadas de decisões político-nacionais d
governabilidade.
d) Verdadeira. “A nova governança contempla a possibilidade de múltiplas participaçõe
e parcerias intra e interorganizacionais na tomada de decisão e na
implementação/controle das políticas públicas, gerando corresponsabilidade. Essa
nova governança possui um conceito mais amplo. Segundo Eduardo Grin (2008) ‘o
que as novas formas de governança participativa buscam é a construção de uma esfera
pública não estatal e uma prática política que fortaleça a auto-organização da
sociedade civil. A legitimidade se desloca do poder constituído e autorreferenciado
para os canais institucionalizados de participação popular. É esse processo de
‘cogestão’ que combina democracia direta e democracia representativa e faz a
sociedade civil chancelar a legitimação do Estado e seu papel de ente regulador da
relação dos diversos atores sociais e políticos’.” (Paludo, 2012).
Portanto, as PPPs enquadram-se na nova governança pública.
e) Verdadeira. “A governabilidade refere-se ao poder político em si, que deve ser
legítimo e contar com o apoio da população e de seus representantes. No dizer de
Bresser Pereira (1998) significa capacidade política de governar, ‘governabilidade é
uma capacidade política de governar derivada da relação de legitimidade do Estado e
do seu governo com a sociedade’.” (Paludo, 2012).
Portanto, governabilidade refere-se às condições sistêmicas do exercício do poder.
46. Sob o ponto de vista do cidadão, podemos afirmar que os seguintes mecanismos, todos acessíveis pela Internet,
são mantidos pelo governo federal como instrumentos de transparência, exceto:
a) ComprasNet.
b) SIAFI.
c) Portal Brasil.
d) Portal da Transparência.
e) Portal de Convênios.
Resposta – Alternativa B.
A questão trata da transparência eletrônica e dos portais públicos.
“ A transparência viabilizada pela Internet inclui a disponibilização de todo o tipo de
informação sobre: o governo, a administração, a estrutura de governo e dos órgãos, o
processo decisório, às políticas públicas, às contratações e compras públicas em geral, a
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
prestação de contas dos recursos utilizados, legislação etc. A disponibilização da
prestação de contas através da internet proporciona a transparência da gestão
governamental no contexto democrático, e é uma forma de concretização do
accountability governamental.
As informações são divulgadas em portais públicos, que são “uma porta de entrada na
rede mundial” para acesso à internet, patrocinada por algum órgão público, em que são
disponibilizados serviços, informações, canal de comunicação via e-mail, busca na
internet, links para diversos outros portais, informações e serviços etc.” (Paludo, 2012).
As alternativas A,C,D,E são verdadeiras por serem exemplos de portais públicos
utilizados como instrumentos de transparência.
A alternativa “B” é falsa porque o Siafi é um instrumento de transparência, mas não do
ponto de vista do cidadão.
Os cidadãos não têm acesso ao Siafi (Sistema de Administração Financeira do Governo
Federal). Quem tem acesso ao Siafi são os servidores públicos que atuam em áreas como
Gestão, Orçamento, Finanças, Contabilidade, Patrimônio e Almoxarifado. Também têm
acesso ao sistema Siafi os Órgãos de Controle como a CGU e o TCU; os Deputado
Federais e os Senadores. Excepcionalmente poderá haver outros usuários.
O Sistema de Segurança, Navegação e Habilitação do SIAFI denomina-se “sistema
SENHA”, e exige o preenchimento de um formulário contendo os dados do servidor, o
nível de acesso e perfil correspondente, que, após assinado pelo servidor e pelo chefe
imediato, é encaminhado ao ordenador de despesas do Órgão/Entidade para
autorização: se autorizado, o formulário assinado é enviado a quem compete
providenciar o cadastramento, que fornecerá a senha de acesso ao solicitante: a partir de
então, o usuário encontra-se habilitado a consultar e/ou emitir documentos no sistema
Siafi.
47. No âmbito da administração pública, o empreendedorismo pressupõe a incorporação dos seguintes
comportamentos, exceto:
a) participação dos cidadãos nos momentos de tomada de decisão.
b) substituição do foco no controle dos inputs pelo controle dos outputs e seus impactos.
c) criação de mecanismos de competição dentro das organizações públicas e entre organizações públicas e
privadas.
d) adoção de uma postura reativa, em detrimento da proativa, e elaboração de planejamento estratégico, de
modo a antever problemas potenciais.
e) aumento de ganhos por meio de aplicações financeiras e ampliação da prestação de serviços remunerados.
Resposta – Alternativa D.
“Há uma série de princípios no livro de Osborne e Gaebler (1994) que orientam os
governos e gestores a agir como empreendedores, quais sejam:
Governo catalisador: navegando em vez de remar – promove a atuação conjunta: pública
privada e voluntária (o governo coordena, regula e fomenta – e deixa a maior parte da
execução aos demais atores).
O governo pertence à comunidade: dando responsabilidade ao cidadão, em vez de servi
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
lo – os cidadãos são chamados a participar das decisões que afetam sua comunidade e a
colaborar com a fiscalização/controle dos serviços públicos.
Governo competitivo: introduzindo a competição na prestação de serviços – com a
finalidade de aumentar a eficiência (melhorar a qualidade dos serviços, reduzir gastos, e
minimizar esforços).
Governo orientado por missões: transformando órgãos burocratizados – as antigas regras
cedem lugar à missão e aos objetivos organizacionais – relacionados à eficiente prestação
dos serviços públicos e ao fortalecimento da instituição perante a sociedade.
Governo de resultados: financiando resultados e não recursos – não se financia a
estrutura administrativa, mas a eficiente prestação dos serviços públicos de qualidade
(indicadores devem ser utilizados para avaliar os resultados).
Governo e seus clientes: atendendo as necessidades do cliente e não da burocracia –
identificar e ouvir os clientes-cidadãos e direcionar os serviços prestados para o
atendimento de suas necessidades.
Governo empreendedor: gerando receitas ao invés de despesas – governos
empreendedores criam novas fontes de recursos (taxas por serviços específicos, multas a
infratores etc) e economizam recursos orçamentários para utilizá-los de maneira mais
eficiente no ano seguinte.
Governo preventivo: a prevenção em lugar da cura – atuar preventivamente de acordo
com um planejamento pode evitar/minimizar problemas, proporcionar melhores
resultados, e permitir a economia de recursos.
Governo descentralizado: da hierarquia à participação e ao trabalho de equipe – dar
mais autonomia a servidores e equipes, como forma de democratizar a gestão e agilizar a
prestação de serviços.
Governo orientado para o mercado: introduzindo mudanças através do mercado – ora
fomentando a atuação dos mercados, ora implantando no meio público
mecanismos/soluções utilizadas pelo mercado.
Destaque-se ainda, que os governos empreendedores devem ser continuamente avaliados
principalmente pela sociedade, a fim de readequar seus planos, suas estratégias, e seu
objetivos e metas – de acordo com a aprovação/reprovação da sociedade – para que
persigam sempre o melhor resultado possível, orientado pelas necessidades dos
cidadãos” (Paludo, 2012).
Portanto, a alternativa “D” é falsa e a resposta da questão, porque governos
empreendedores são pró-ativos e não reativos. As demais alternativas são verdadeiras por
estarem coerentes com os princípios do governo empreendedor anteriormente
apresentados.
48. A compreensão adequada do ciclo de gestão do governo federal implica saber que:
a) no último ano de um mandato presidencial qualquer, à lei de diretrizes orçamentárias compete balizar a
elaboração do projeto de lei do plano plurianual subsequente.
b) a função controle precede à execução orçamentária.
c) a não aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias impede o recesso parlamentar.
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
d) a votação do plano plurianual segue o rito de lei complementar.
e) com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o orçamento de investimento das
empresas estatais passou a integrar o plano plurianual.
Resposta – Alternativa C.
a) Falsa. A lei de diretrizes orçamentárias orienta a elaboração das leis orçamentária
anuais, e não do PPA como a afirmativa sugere (vide conceito no art. 165, § 2o, da
CF/1988).
b) Falsa. Embora exista o controle preventivo, quando se trata de execução orçamentária
ele pode ser concomitante/sucessivo ou posterior/corretivo. Não há como controlar a
execução se ela ainda não foi executada.
c) Verdadeira. É o que determina o texto do art. 57, § 2o, da CF/1988 “A sessão legislativa
não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias”.
d) Falsa. Tanto a lei do plano plurianual, como a lei de diretrizes orçamentárias, e a le
orçamentária anual, são leis ordinárias, que seguem o rito ordinário.
e) Falsa. O orçamento de investimento já integrava o Plano Plurianual (PPA) antes de
surgir o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
49. O controle externo da administração pública federal é exercido:
a) pelo Senado Federal.
b) pela Câmara dos Deputados.
c) pelo Tribunal de Contas da União.
d) pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
e) pelo Tribunal de Contas da União, com o auxílio do sistema de controle interno de cada Poder.
Resposta – Alternativa D.
O controle externo encontra-se estabelecido no art. 70, caput, da CF/1988: “A fiscalização
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades
da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional
mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder”.
Para o exercício desse controle, o Congresso Nacional conta com um importante aliado
trata-se do Tribunal de Contas. Segundo o art. 71 da CF/1988: “O controle externo, a
cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da
União...”.
Portanto, a alternativa “D” é a afirmativa verdadeira e a resposta da questão.
Registre-se, no entanto, que o Tribunal de Contas da União é um tribunal independente
que não está subordinado ao poder legislativo, e detém prerrogativas próprias elencadas
no extenso rol do art. 71 da CF/1988 (além de outras atribuídas pela legislação).
50. Para ser eficaz, uma política de promoção da ética no serviço público deve enfocar as seguintes ações, exceto:
a) identificação pormenorizada de padrões éticos a serem observados por detentores de cargos de confiança.
Impresso por Pedro Pereira, E-mail pedropereiraprimeiro@[Link] para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 07/01/2025, [Link]
b) criação de regras de quarentena extremamente rígidas.
c) criação de instrumentos institucionais pedagógicos de esclarecimento sobre o conteúdo de normas éticas.
d) acompanhamento sistemático, por meio de instrumentos próprios de auditoria e da observância de regras de
conduta.
e) estabelecimento de regras flexíveis para o trato de transgressões de menor potencial.
Resposta – Alternativa B.
Questão extraída do artigo denominado “O Aprimoramento da Conduta Ética no Serviço
Público Federal”, de João Carneiro (ex-presidente do Conselho de Ética Pública). João
Carneiro indicou as ações preventivas de restauração da ética do governo (que a Esaf
considerou como sendo as ações que asseguram uma política de promoção da ética
eficaz):
a) Verdadeira. Corresponde a uma das ações indicadas por João Carneiro “a
identificação pormenorizada, por setor, órgão e função, de quais são os padrõe
éticos a serem observados pelos detentores de cargos de confiança e pelo corpo
funcional de cada órgão de governo”.
b) Falsa. No artigo de João Carneiro as regras de quarentena são abordadas, no entanto
não se encontram elencadas como ação necessária para a eficácia da ética.
c) Verdadeira. Corresponde a uma das ações indicadas por João Carneiro “a criação de
instrumentos institucionais pedagógicos de esclarecimento sobre o conteúdo de
normas éticas”.
d) Verdadeira. Corresponde a uma das ações indicadas por João Carneiro “o
acompanhamento sistemático, através de instrumentos próprios de auditoria, da
observância dessas regras de conduta”.
e) Verdadeira. Corresponde a uma das ações indicadas por João Carneiro “o
estabelecimento de regras flexíveis para correção de desvios verificados
principalmente quando se tratar de transgressões de menor potencial”.
2. Auditor Fiscal do Trabalho – 2010
11. Um consórcio público, com personalidade jurídica de direito público, composto por alguns municípios, pelos
respectivos governos estaduais e pela União, integra:
a) nos municípios e nos estados, a administração direta; na União, a administração indireta.
b) nos municípios, nos estados e na União, a administração indireta.
c) nos municípios, a administração direta; nos estados e na União, a administração indireta.
d) nos municípios, nos estados e na União, a administração direta.
e) nos municípios e nos estados, a administração indireta; na União, a administração direta.
Resposta – Alternativa B.
“Segundo Maria Sylvia Di Pietro (2010) consórcios públicos são “associações formadas por pessoas jurídicas
políticas (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios), com personalidade de direito público ou de direito
privado, criadas mediante autorização legislativa, para a gestão associada de serviços públicos”.
Para o Decreto no 6.017/2007 trata-se de pessoa jurídica formada exclusivamente por entes da Federação, para