Bunker 18 – A Origem dos
Mutantes.
Os 10 Anos Anteriores.
Após a queda das bombas nucleares, o bunker 18 ficou
cheio de pessoas, principalmente cientistas. O objetivo
desse bunker era encontrar uma cura viável e
sustentável, que pudesse salvar todos do bunker, e
consequentemente, todos da superfície. Entre 2024 e
2029, uma “Cura” foi inventada, e testada. Utilizando
uma dose menor do vírus, junto de anticorpos e células
capazes de enfraquecer o avanço da infecção, Gabriel
Tonnolan foi o primeiro a ser injetado com a vacina
SOS. Porém, eles não imaginavam o que viria a seguir.
Gabriel, ao invés de ser salvo da infecção, foi infectado.
A infecção de alguma forma tinha evoluído de uma
maneira inacreditável, se escondendo nas primeiras
semanas nas correntes sanguíneas, se prendendo aos
glóbulos vermelhos e brancos, e em seguida, se
transportando para o cérebro, assim, completando a
infecção total. O caso foi desesperador. Os 50 cientistas
presos dentro daquele bunker por causa da radiação e
da infecção lá em cima, agora, estavam presos com um
infectado dentro do bunker também.
Os cientistas foram sendo infectados um por um,
morrendo um por um. Cada vez mais, os não-infectados
sentiam na pele o que era assassinar um companheiro
pela sobrevivência, chegando ao ponto de
assassinarem somente por suspeita, mesmo não
estando infectado.
Foram anos de desespero e dor, cada vez mais a
população científica ia diminuindo, onde finalmente, a
infecção foi erradicada. O plano B: Entrar na câmara de
criogenia para passar os anos, deixando com que uma
IA estude e entenda completamente a bactéria fúngica,
assim, encontrando o ponto fraco e completando a
cura. Esse processo demoraria anos, décadas. Alguns
cientistas sobraram:
Humberto Magalhães Barose (entrou no bunker
com 36 anos, entrou na câmara criogênica com 42,
entrando em 2029 e saindo em 2034, morrendo
com 47. Morreu logo em seguida.) - Humberto era
um médico e biólogo, um dos primeiros a entrar no
Bunker. Passou os anos estudando com os demais
e com a IA, impactou diretamente a vacina SOS,
sendo o pesquisador principal. Todos culparam ele
pela primeira infecção. Quando entrou na câmara
criogênica para fugir do julgamento, armaram uma
armadilha na saída, trancando a porta para que ele
não saísse de dentro, morrendo asfixiado. Seu
corpo reside lá até hoje, dentro da câmara, seu
sarcófago absoluto e intocado.
João Bernardes de Souza (Entrou no bunker com 29
anos, entrou na câmara criogênica com 34, saindo
com 39, morreu um ano depois, com 40 anos, por
uma falha na câmara que o manteve em
temperaturas extremamente frias quando acordou,
afetando seu corpo extensivamente e adquirindo
pneumonia.) - João era um cientista químico,
responsável pela criação da vacina com a liderança
de Humberto. Também se enfiou na câmara para
fugir do julgamento alheio, por mais que as
pessoas achassem que ele foi apenas um lacaio e
que Humberto era sim o responsável por tudo. Seu
corpo já foi consumido pelos fungos, apenas
parado e imóvel, coberto de raízes e coroas de
fungo.
Nikolas Nonato Blanco-Montes (Entrou no bunker
com 25 anos, entrou na câmara com 30 anos e
saiu com 35, foi congelado de forma correta e
bem-sucedida, sobrevivendo. Entrou por ser uma
das esperanças dos outros cientistas, que o
mantiveram seguro durante os cinco anos de
infecção.) - Nikolas foi o principal culpado pelo
surgimento dos três mutantes: Colossus, Maestro
(ele mesmo) e Nocturna. Nikolas era um grande
amigo de Gilberto e de Paula, que cursaram a
mesma faculdade de biologia científica e médica.
Nikolas tinha uma grande afeição romântica por
Gilberto desde sempre, porém, sempre achou que
ele tinha um caso com Paulinha, por serem bem
mais próximos e até trocavam beijos na bochecha.
No início da pandemia dentro do Bunker, Nikolas
se trancou dentro do armazenamento de
suprimentos juntos de alguns outros cientistas,
para sobreviverem, largando a outra parte para
fora, junto da infecção. Essa ação foi bem-vista
pelos cientistas a salvo, mas ele ficou dias se
culpando pelos gritos que viam da porta, os gritos
dos cientistas sendo mortos e infectados. Nikolas
sempre foi uma pessoa insensível com alguns
assuntos, principalmente com a morte e testes em
seres vivos. Ele achava certo os testes em animais
e em humanos, pois, em suas palavras, “Só desta
forma que iremos ver a ciência por completo”.
Nikolas, ao adentrar na câmara criogênica com os
outros, foi homenageado como “Esperança”, junto
de Gilberto e Paula.
Gilberto “Gil” França (Entrou no bunker com 30
anos, entrando na câmara com 35 e saindo com
40. Foi uma das Esperanças dos cientistas.) -
Gilberto sempre foi um homem de respeito e
caráter, sendo altamente elogiado na faculdade e
nos laboratórios. Gilberto não fazia ideia dos
sentimentos de Nikolas sobre ele, e, se apaixonou
por Paula. Gilberto cursou Química e Biologia. Ele
não se sentiu confortável em estar seguro dentro
do armazenamento com os outros enquanto os
outros cientistas sofriam do lado de fora, mas algo
dentro dele sentia que era o certo.
Paula “Paulinha” Igarashi (Entrou no bunker com
27 anos, entrou na câmara criogênica com 32 anos
e saiu com 37, foi uma das esperanças dos
cientistas.) - Paulinha sempre foi sensata e direta
com seus assuntos e com seus objetivos, mas os
seus dois amigos de faculdade sempre estavam lá
para descontrair sua cabeça focada. Paulinha e
Gilberto começaram um caso desde a faculdade,
mas nada sério por não terem expectativas de
base financeira ou familiar naquele momento.
Paulinha era Cientista Geral. Quando foi trancada
dentro do Armazém, decidiu esconder sua repudia
por Nikolas, apenas aceitando devido ao momento.
2034-2040.
Quando Nikolas, Gilberto, Paula e João saíram das
câmaras, se depararam com Humberto já morto, e
diversas travas e correntes ao redor da porta da
câmara. As luzes ainda estavam ligadas, e os
dispositivos funcionando. Eles decidem se adiantar e ir
até a grande IA chamada Esperança na sala de controle
do Bunker. Chegando lá, eles se deparam com um
repleto caos de corpos infectados e mortos. A IA estava
destruída, provavelmente por um dos cientistas que
poderiam ter enlouquecido. A Esperança havia se
despedaçado. O grupo se encontrou sem rumo e sem
ponto de partida, agora, apenas pensando no que
podem fazer para continuar a cura. Nikolas passa
alguns dias trancado num quarto com seu diário,
Gilberto e Paula decidem se entregar de vez a sua
paixão, e João falece. Os últimos momentos da vida
deles seria esse clima horrível e sem salvação. Quando
fuçando em documentos do Bunker, encontram uma
citação de uma sala repleta de coisas radioativas, e
Nikolas tem uma ideia: Usar radiação para extinguir o
vírus, utilizando baixa quantidade. O plano era perfeito
e Nikolas já havia bolado isso em seu diário, quando ele
vai contar para Gilberto e Paula, e é quando seu
coração é partido. Paula estava grávida. Gilberto e
Paula agora seriam pais de um bebê, e Gilberto nunca
será de Nikolas. Essa foi a gota d’água da sanidade de
Nikolas, que já havia enlouquecido. Ele disfarça sua dor
e ciúme possessivo, e conta para eles sobre o seu
plano, e uma coisa passa por sua cabeça: “Um bebê é o
melhor ser vivo para testar a cura. São novos e
precoces, se der errado... Era só fazer outro.” Essa
parte final lhe angustiava, imaginar Gilberto e Paulinha
fazendo outro bebê para experimentos lhe causava
amargor. Porém, mal sabiam eles que eles já estavam
infectados. Ao entrar na sala de controle, eles entraram
no ninho de vespas. O ar estava completamente
infectado, junto da água e da comida que eles beberam
e comeram. Eles já estavam decididos para a morte.
Foi quando Nikolas descobriu isso. Ele perdeu tudo, sua
vida, seus momentos, o Gilberto. Ele ficou sem chão, e
enlouqueceu por completo. Num ataque de psicose, ele
assassinou Paula na frente de Gilberto, e deslocou a
mandíbula do mesmo com um pedaço de ferro
enquanto dormiam calmamente. Nikolas arrastou
ambos para as profundezas daquele calabouço
infectado, e abriu a grande porta. O que eles viram foi
um grande líquido esverdeado e florescente escorrendo
pelas frestas e consumindo eles, a grande onda de
morte radioativa. A radiação penetrou seus corpos e
modificou os DNAs, junto da infecção. Assim, se
tornando os Mutantes. Por algum motivo, Maestro, ou
Nikolas, continuou consciente e pensante. Porém,
sendo influenciado pelos nervos do fungo, o fazendo
pensar somente na dominação dos seres vivos. Ele
pode falar, e se comunicar por escrita, mas agora, não
é mais Nikolas, e sim, O Maestro dos Fungos.
DOCUMENTOS - Pré-2035.
Relatório Inicial, folha rasgada na metade:
“18-11-2024
Humberto Magalhães Barose, líder de pesquisa
científica do Bunker 18. Afirmo neste documento que
todos os indivíduos registrados na lista de ocupantes
estão presentes no Bunker. Iniciaremos o trabalho após
nos acomodarmos aqui dentro. Encontraremos a Cura
com a ajuda da IA Esperança. Dou minha palavra que
salvaremos nosso povo.”
Carta de Gilberto para Paula:
“Você viu aqueles erros na IA? Ela considera o ser
humano como qualquer mamífero, como um cavalo.
Temo que isso possa modificar o resultado da vacina e
acabar causando algo pior... mas sinto que Humberto
sabe o que faz. Estou esperançoso. Ass. Gil.”
Carta de Paula para Gil:
“Os erros na IA parecem não afetar tanto quanto você
pensa, Gil. Talvez sejam apenas erros gráficos e não
afetem tanto o resultado da pesquisa. Acredito em
Humberto como você, e sei que ele é capaz de fazer
isso tudo valer a pena. Não seremos apenas cientistas
presos debaixo da terra, faremos a cura e sairemos
heróis deste país. Não que eu esteja aqui somente por
causa disso, é claro.
Ass. Paulinha.”
Relatório:
“19-06-2027
Estamos testemunhando finalmente a criação da
vacina. A vacina SOS foi pesquisada e desenvolvida por
todos nós, cientistas do Bunker 18. Ela está pronta em
apenas três doses, mas se ela funcionar, trabalharemos
para que sejam milhares. Temos que testar essa vacina
em algum ser vivo, já que não temos recursos por aqui.
Gilberto e Fernando conseguiram capturar um homem
da superfície, com claros sinais de infecção: Olhos
amarelados, dentes apodrecendo e coceira na face. Os
sintomas iniciais. Aplicaremos a vacina hoje, em uma
semana, escreverei o resultado.
26-06-27
Eu não sei o que ocorreu e onde erramos. A vacina foi
um erro. O fungo se proliferou de maneira mais
aguçada e violenta. Agora apresenta sinais de Coroas
de fungo na face. Parece ser cego, mas faz barulhos de
estalos que amaldiçoam nossos ouvidos. Soube que
Marcelo e Tânia também estão com o Fungo. Meu
Deus, o que fizemos?”
Nota de Gil:
“Nikolas nos trancou dentro do Armazém, deixando
algumas pessoas de fora. Eu não acho que tenha sido a
decisão certa, mas acho que foi a necessária para
nossa sobrevivência. Paula claramente repudia essa
decisão individual de Nikolas... E eu não sei de qual
lado ficar. Sinto que, por mais que os gritos de horror lá
de fora sejam altos e excruciantes, nossa sobrevivência
possa ser a esperança para a criação de uma cura
eficaz. Eu tenho medo do nosso futuro.”
Documento escrito às pressas sobre a vacina:
Documento Emergencial: Falha Crítica da Vacina
SOS
Não temos tempo. Tudo deu errado. A vacina SOS é um
desastre. Não cura, não salva, ela acelera. Os testes
em animais e humanos capturados da superfície deram
resultados catastróficos. A IA "Esperança" nos traiu ou
confiamos demais nela. Humberto... ele assinou isso,
ele aprovou sem verificar, sem parar para pensar. A IA
não entende humanos, não sabe o que somos. Usou
parâmetros de outros mamíferos, como se fosse tudo
igual. Não é. NÃO É!
O peptíde... aquele maldito peptíde, era pra destruir o
fungo, mas está fazendo o contrário. Está ajudando ele
a se espalhar. Não sabemos por quê ainda, mas é fato.
Os humanos da superfície que capturamos e
inoculamos pioraram de forma assustadora, a infecção
está mais rápida. Não houve tempo para testar direito.
Não houve TEMPO! Eles não eram voluntários. Fizemos
isso à força. Fizemos isso pela "ciência" e agora... agora
está tudo perdido.
Se você está lendo isso, suspenda tudo. QUEIMEM as
doses restantes, destruam as fábricas. Não confiem em
Humberto, ele vai tentar justificar, vai dizer que ainda é
viável. Não é! O bunker não é mais seguro. Eles estão
aqui dentro. Os infectados estão aqui, e eu não sei se
vou sair vivo. Corram. Salvem quem puder. A vacina é
um ERRO. Que Deus tenha piedade de nós.
Documento sobre a vacina:
Documento Científico: Desenvolvimento e
Catalogação da Vacina SOS
Autores: Equipe Científica do Bunker 18, liderada por
Dr. Humberto Magalhães Barose.
Colaboração Tecnológica: Inteligência Artificial
"Esperança"
Resumo
A vacina SOS (Sistema de Organismo Seguro) foi
desenvolvida no Bunker 18 como uma solução para a
pandemia causada pelo vírus Cordyceps, derivado do
fungo Ophiocordyceps unilateralis. A imunoterapia
adaptativa foi empregada para neutralizar o fungo sem
causar danos ao hospedeiro. A Inteligência Artificial
"Esperança" desempenhou papel central na análise
genômica e na otimização dos componentes da vacina,
que demonstrou alta eficácia em modelos
experimentais.
Componentes e Mecanismo de Ação
A vacina é composta por nanopartículas antifúngicas
encapsuladas em lipossomas, capazes de atacar
estruturas celulares do fungo. Adjuvantes
imunomoduladores foram adicionados para estimular
linfócitos T e natural killers, enquanto marcadores de
reconhecimento fúngico baseados em RNA foram
projetados para identificar proteínas específicas do
Cordyceps. Um peptíde bioativo foi incorporado para
acelerar a degradação do fungo nos tecidos infectados.
A IA "Esperança" modelou interações moleculares
utilizando dados de mamíferos como padrão. O
protocolo universal aplicou parâmetros biológicos
gerais, resultando em uma vacina teoricamente
adaptável a humanos.
Resultados Preliminares
Os testes demonstraram eliminação significativa do
fungo em tecidos infectados, com estimulação
imunológica eficaz. A adaptação do fungo observada
em alguns modelos foi interpretada como variação
esperada no processo de neutralização. Reações
adversas graves não foram relatadas nos modelos
testados.
Considerações Finais
A vacina SOS apresenta potencial como solução
definitiva para conter a pandemia de Cordyceps. Sua
distribuição será conduzida com monitoramento
contínuo, assegurando sua aplicação segura e eficaz
para a população ainda viva.
Relatório de 1 semana de Gabriel Tonnolan após a
injeção da Vacina SOS:
Relatório de Observação: Caso Gabriel Tonnolan
Autor: Dr. João Bernardes
Período de Observação: 7 dias
Contexto: Gabriel Tonnolan, sobrevivente capturado
da superfície, apresentava estágio inicial de infecção
por Cordyceps. Ele foi selecionado para testes com a
vacina SOS. Este relatório detalha a evolução de seus
sintomas durante o período de observação.
Dia 1: A vacina foi administrada às 08:00. Gabriel
apresentava sintomas leves: tosse seca, leve tremor
nos músculos faciais e temperatura corporal
ligeiramente elevada (37,8°C). Durante o dia, relatou
sensação de alívio, com diminuição aparente dos
espasmos e melhor controle motor.
Dia 2: Sintomas continuaram diminuindo. Temperatura
corporal normalizada (36,9°C). Gabriel mostrou
otimismo e relatou melhora geral. Monitoramos
constantes vitais estáveis, sem sinais de agravamento
da infecção. Aparentemente, um progresso.
Dia 3: Pela manhã, notamos leve inchaço em regiões
ao redor dos olhos e mandíbula. Gabriel queixou-se de
dores de cabeça intensas. Por volta das 16:00, ele teve
o primeiro episódio de comportamento violento,
seguido por convulsões. Os sintomas voltaram em
força, agora acompanhados de crescimento visível de
tecido fúngico em seu rosto. A temperatura subiu para
39,5°C. Começaram os estalos, sons secos que
pareciam vir de sua garganta ou mandíbula.
Dia 4: O tecido fúngico cresceu exponencialmente,
formando uma espécie de coroa que cobria a região
ocular. Gabriel perdeu completamente a visão. A boca
estava exposta, os lábios se retraíram, e ele passou a
emitir sons de estalo em padrões repetitivos. A
comunicação tornou-se impossível, e a contensão foi
necessária. Ele atacou dois membros da equipe
durante o período de alimentação.
Dia 5: Gabriel não é mais humano. O comportamento
sugere alta agressividade e ausência de qualquer
reconhecimento do ambiente ou de pessoas. Ele agora
caminha de forma irregular, guiando-se pelos sons.
Tentativas de aproximação resultaram em ataques
imediatos.
Dia 6: Estudos do tecido fúngico mostram adaptação
acelerada. As amostras indicam maior resistência a
fatores externos, incluindo calor e produtos químicos.
Gabriel, agora apelidado informalmente de "clicker"
devido aos sons característicos, parece ter
desenvolvido uma forma de ecolocação rudimentar.
Dia 7: A situação no bunker se deteriora. Descobrimos
que dois outros membros da equipe, Tânia e Fernando,
estão infectados. A origem da infecção é incerta, mas
há suspeitas de contaminação cruzada durante o
manuseio de amostras. Ambos estão isolados, mas os
sintomas iniciais são similares aos de Gabriel.
Conclusão: A vacina SOS não apenas falhou em curar
a infecção; ela parece ter catalisado uma mutação
ainda mais agressiva do Cordyceps. A presença de
"clickers" representa um novo e devastador estágio da
pandemia. Não há tempo para lamentar; o bunker corre
perigo imediato. Encerrando este relatório enquanto
ainda posso. Que Deus nos ajude.
Nota de Paulinha sobre a situação do armazém e a
falha da vacina:
“Eu não sei o que fazer mais... Estamos aqui, presos
nesse armazém sem pé nem cabeça, sem uma saída,
sem ideia. Eu pensei que Humberto saberia o que fazer,
eu pensei que sua liderança era confiável. Eu deveria
ter suspeitado junto com Gil sobre essa IA estranha e
falha, agora, a vacina criou monstros que nos
perseguem. Eu temo por nossa vida, e, pelos olhares
dos demais, Humberto também deve estar temendo.
Temos o Plano B ainda, a câmara de Criogenia, a IA
entrou em modo de conserto de falhas e deve estar
pesquisando mais sobre o fungo, ela deve consertar
seus dados sobre os humanos... Ainda há esperanças.”