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UFCD9922-S1 - Planeamento em Incêndios Rurais

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1

UFCD 9922
Planeamento e Antecipação
em Incêndios Rurais

Sessão 9922-S1

Planeamento em
Incêndios Rurais

1 2

Planeamento em incêndios rurais

• Importância do planeamento;
• Enquadramento da célula de planeamento;
• Sistema de gestão de operações;
• Competências da célula de planeamento;
• Tarefas da célula de planeamento;
• Oficial de planeamento;
• Núcleo de informações;
2 • Núcleo de antecipação;
• Núcleo de especialistas;
• Planeamento em incêndios rurais;
• Gestão da informação;
• Aspetos a ter em conta pela célula de
120 min. planeamento;
• Avaliação/cenários;
• Resumos.
Copyright © 2021 ENB
USO EXCLUSIVO DA ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS.

1
3

No final da sessão o formando deverá ser capaz de:

• Descrever as competências e tarefas da célula de


planeamento e do oficial de planeamento.

Importância do planeamento
4

2
Importância do planeamento
5

Importância do planeamento
6

Para planear é fundamental que exista

Conhecimento
Território

Capacidade Conhecimento
Decisão Histórico

Experiência Conhecimento
Operacional Risco

Conhecimento Conhecimento
Disponibilidades Sistema

3
Enquadramento da célula de planeamento
7

• Em Portugal, estes são alguns dos documentos enquadradores


do planeamento no combate aos incêndios rurais:

Enquadramento da célula de planeamento


8

• O SIOPS (DL 72/2013, de 31 de maio) estabelece o SGO


(Despacho 3317-A/2018, de 3 de abril), que é uma forma de
organização operacional que se desenvolve de uma forma modular
e evolutiva de acordo com a importância e o tipo de ocorrência.

• O SGO configura-se em três níveis:

4
Enquadramento da célula de planeamento
9

Enquadramento da célula de planeamento


10

Sistema de gestão de operações (SGO)

10

5
Sistema de gestão de operações
11

• Ativação das células de planeamento e logística;


• A ativação de, pelo menos, uma ERAS na dependência da
CEPLAN, preferencialmente dotada de um especialista na
natureza da ocorrência.

11

Sistema de gestão de operações


12

Fonte: Despacho n.º 3317-


A/2018

12

6
Sistema de gestão de operações
13

Fonte: Despacho n.º 3317-


A/2018

13

Sistema de gestão de operações


14

Fonte: Despacho n.º 3317-


A/2018

14

7
Competências da célula de planeamento
15

• Compete à célula de planeamento (CEPLAN) a recolha,


avaliação, processamento e difusão das informações
necessárias ao processo de tomada de decisão do
Comandante das operações de socorro (COS).

• A CEPLAN pode integrar os seguintes núcleos:


− Informações;
− Antecipação;
− Especialistas.

Despacho n.º3317-A/2018, de 3 de abril

15

Tarefas da célula de planeamento


16

À CEPLAN são atribuídas as seguintes tarefas:

• Ativar os núcleos de
informações, antecipação e de
especialistas em função da
natureza e desenvolvimento da
ocorrência;

Despacho n.º3317-A/2018, de 3 de abril

16

8
Tarefas da célula de planeamento
17

À CEPLAN são atribuídas as seguintes tarefas:

• Elaborar propostas de modalidades de ação;


• Avaliar a necessidade de evacuações, face
aos cenários previsíveis e planear a sua
execução;
• Recolher, avaliar, processar e difundir as
informações necessárias à tomada de
decisão;
• Outras tarefas que se mostrem necessárias
para o bom desempenho das missões da
célula.

Despacho n.º3317-A/2018, de 3 de abril

17

Oficial de planeamento
18

• Realizar um plano de ação é um dos primeiros passos chave


para a supressão do incêndio: terá que ser permanentemente
atualizado, dada a dinâmica do incêndio, variando em função
dos fatores que afetam o seu comportamento.

18

9
Oficial de planeamento
19

• O OFPLAN deverá ter capacidade de reconhecer, perceber


e interpretar toda a informação relativa ao incêndio que
provém dos vários inputs que vão chegando ao PCO;
• Deverá apoiar o COS fazendo funcionar uma estrutura
organizativa e de procedimentos que lhe permita assegurar
uma boa capacidade de antecipação.

19

Oficial de planeamento
20

Tarefas do oficial de planeamento (OFPLAN)

• Preparar e documentar os
planos de ação;

• Compilação, análise, avaliação


acerca da ocorrência;

20

10
Oficial de planeamento
21

• Promover o tratamento da
informação, de forma regular, com
outros intervenientes para que
mantenha atualizadas as suas
informações e os planos de ação;

• Assegurar que a documentação está


completa e que é percetível por
todos;

21

Oficial de planeamento
22

• Fazer recomendações e estabelecer prioridades (tendo em


conta as previsões e quais os valores a proteger);

• Mediante a predição de propagação do incêndio, propor as


ações mais adequadas;

• Usar a informação para produzir resultados;

22

11
Oficial de planeamento
23

• Analisar quais os Padrões de Propagação


identificando qual o fator dominante do
incêndio, e quais as oportunidades de
supressão;
• Garantir a utilização de simuladores de
comportamento de fogo, tais como o
Behave Plus (simulador estático) e
simuladores espaciais Wildfire Analyst,
FARSITE, FLAMMAP, para antecipar o
comportamento do fogo e locais com
menor intensidade;
• Efetuar análise CPS, para perceber onde
o comportamento sofrerá alterações
significativas;

23

Núcleo de informações
24

Quando ativado, compete ao núcleo de informações:

• Elaborar a análise do Teatro de Operações;


• Manter atualizado o quadro de informações;
• Implementar os mecanismos necessários à recolha,
processamento e transmissão dos dados que representem
informação necessária ao processo de tomada de decisão
pelo COS.

• O núcleo de informações tem um responsável nomeado pelo


OFPLAN a quem reporta diretamente.

Despacho n.º3317-A/2018, de 3 de abril

24

12
Núcleo de informações
25

Equipas de Reconhecimento e
Avaliação da Situação

Serviço Municipal de Proteção Civil

Gabinete Técnico Florestal

25

Núcleo de antecipação
26

Quando ativado, compete ao núcleo de antecipação:

• Elaborar a análise de risco da operação;

• Elaborar os cenários previsíveis para o desenvolvimento do


sinistro.

Despacho n.º3317-A/2018, de 3 de abril

26

13
Núcleo de antecipação
27

Quando ativado, compete ao núcleo de antecipação


• Antecipar a necessidade de meios e recursos de reforço ou
especializados.

• O núcleo de antecipação tem um responsável nomeado pelo


OFPLAN a quem reporta diretamente.
Despacho n.º3317-A/2018, de 3 de abril

27

Núcleo de especialistas
28

Quando ativado, compete ao núcleo de especialistas:

• Propor a requisição de meios humanos e


materiais especializados, de acordo com
a natureza da ocorrência;
• Elaborar informação especializada sobre
riscos específicos associados à
operação;
• Colaborar no desenvolvimento das
modalidades de ação.

• O núcleo de especialistas tem um responsável nomeado pelo


OFPLAN a quem reporta diretamente.

Despacho n.º3317-A/2018, de 3 de abril

28

14
Planeamento em incêndios rurais
29

29

Planeamento em incêndios rurais


30

• Uma avaliação e análise aprofundada, poderá permitir ter uma


noção de como será o comportamento do incêndio;

• Com as informações corretas pode-se planear o combate ao


incêndio e encontrar janelas/locais de oportunidade;

• É fundamental analisar o efeito combinado de todos os fatores,


para melhor planeamento e estimativa da situação.

30

15
Planeamento em incêndios rurais
31

Superação da capacidade de extinção

• Há várias situações de comportamento de fogo que superam a


capacidade de extinção:
1. Quando o crescimento do perímetro é superior à
capacidade de avanço das manobras de extinção;

31

Planeamento em incêndios rurais


32

Superação da capacidade de extinção

2. Quando a velocidade de propagação


do incêndio é superior à velocidade
de extinção:
• Quando a velocidade de
colocação de meios no perímetro
do incêndio é inferior à velocidade
de crescimento do perímetro;
• Reflete também a velocidade a
que a informação, sobre as
mudanças de comportamento do
fogo, circula na cadeia de
comando;

32

16
Planeamento em incêndios rurais
33

• O facto de a velocidade de propagação superar a velocidade de


extinção está relacionado com vários fatores, segundo o tipo de
propagação do incêndio:

− Em incêndios topográficos e
convectivos, a velocidade será muito
determinada pela distância a que
caem projeções que originam focos
secundários;
− Quanto maior a distância dos focos
secundários, maior a superfície
afetada e maior a velocidade de
propagação;
− A capacidade convectiva do incêndio
está muito relacionada com a
quantidade de combustível que
queima.

33

Planeamento em incêndios rurais


34

• Em incêndios conduzidos pelo vento, a velocidade do vento


(km/h) terá uma influência direta na velocidade de propagação
do incêndio:

− O aumento do número de meios


na extinção não garante que se
consigam enfrentar diretamente
incêndios que ultrapassem os
limites de extinção;
− Há que retardar a evolução
destes grandes incêndios e
preparar oportunidades onde a
extinção possa produzir
resultados.

34

17
Planeamento em incêndios rurais
35

Superação da capacidade de extinção

3. Quando a intensidade é superior à capacidade de extinção: o


sistema de extinção não pode efetuar manobras eficazes, na
mesma proporção que em circunstâncias normais, devido à
intensidade do fogo.

35

Planeamento em incêndios rurais


36

Superação da capacidade de extinção

4. Quando o potencial de afetar pessoas e bens é elevado:


exigindo o aumento das necessidades de meios de extinção
para os proteger.

36

18
Planeamento em incêndios rurais
37

Superação da capacidade de extinção

5. Quando existe simultaneidade de


grandes incêndios florestais: implica a
distribuição e redução do número de
recursos disponíveis.

37

Planeamento em incêndios rurais


38
Ilustração: Victor Hugo - ENB. Trabalho: Tiago Marinho (2017)

38

19
Planeamento em incêndios rurais
39

• Para planear de forma eficaz é fundamental:


− Ter noção exata do perímetro do incêndio a cada
momento;
− Ter os recursos devidamente identificados e
localizados;

39

Planeamento em incêndios rurais


40

− O posto de comando
operacional (PCO) deve
reunir todo o conjunto de
informações, delinear
estratégias e preparar o
plano estratégico de ação
(PEA);
− O PCO deve ser avisado de
alterações significativas do
comportamento do incêndio.

40

20
Gestão da informação
41

Informação Ruído

41

Gestão da informação
42

42

21
Gestão da informação
43

Exemplo:

• Temperatura;
Dados em
• Humidade relativa;
bruto
• Velocidade e direção do vento;
• Dados em bruto numa tabela.

• Adicionar um contexto aos dados.

Informação
• Quando se usa a informação e se relaciona
com outro conhecimento que já se possui, por
exemplo, a forma como a meteorologia e a
topografia afetam o comportamento do
incêndio, o tipo de comportamento do
Conhecimento incêndio, já se está a produzir conhecimento,
com uma finalidade clara que é a de
perspetivar o comportamento do incêndio.

43

Aspetos a ter em conta pela célula de planeamento


44

Prioridades a considerar pela célula de planeamento

1. Risco para as populações;

2. Localização da população e do
edificado;

3. Probabilidade de afetação das


infraestruturas;

44

22
Aspetos a ter em conta pela célula de planeamento
45

4. Valor ecológico e económico


dos terrenos que poderão ser
afetados:
• Parque Nacional;
• Parques naturais;
• Reservas;
• …
5. Outros parâmetros de
importância local (com valor
para a população, por
exemplo).

45

Aspetos a ter em conta pela célula de planeamento


46

• Análise do Risco: o oficial de planeamento (OFPLAN),


juntamente com os núcleos de apoio, deve ter capacidade para
prever quais as infraestruturas que poderão vir a ser afetadas
pelo incêndio, de forma atempada;
• Esta avaliação deve aumentar à medida que aumenta a
complexidade da operação.

46

23
Aspetos a ter em conta pela célula de planeamento
47

Análise do risco

1. Índice de risco de incêndio (RCM);

2. Risco para as populações;

3. Interface urbano-rural;

4. Risco de segurança para os operacionais;

5. …

47

Aspetos a ter em conta pela célula de planeamento


48

• Locais de abertura: dada a sua importância, os locais de


abertura (mudança de comportamento) têm que ser bem
ponderados e avaliados;
• O OFPLAN deve ter a capacidade de identificar previamente
quais os locais em que o incêndio possa vir a sofrer mudanças
de comportamento.

48

24
Aspetos a ter em conta pela célula de planeamento
49

• Previsão de ações: deve apoiar na definição de estratégias,


prioridades e gestão, para que se atinjam os objetivos tendo
em conta as condições previstas;
• A avaliação elaborada por todos os elementos da célula de
planeamento deve ser contínua.

49

Avaliação / cenários
50

Critérios para a validação de um ou vários cenários

1. Avaliação dos elementos a ter em conta para a construção do


cenário: localização do incêndio, localização dos meios e
métodos de supressão, pontos sensíveis, ameaças;
2. Previsão do comportamento do incêndio: a partir dos dados
meteorológicos, da análise do relevo, dos modelos de
combustível;
3. Caraterização física do território: através de informação
fornecida por ERAS, EAUF, GTF, ICNF, AGIF, com utilização de
instrumentos SIG, CPS, simuladores, entre outros;
4. Apresentação de um cenário para as próximas seis horas, ou
mais;

50

25
Avaliação / cenários
51

5. As diferentes modalidades de ação para lidar com o cenário são


condicionadas por:
a) Comportamento do incêndio, o que está a acontecer e qual
o comportamento previsível (através de informação
fornecida pelos comandantes de frente e de setor, chefes de
equipa, oficial de operações, ERAS, técnicos de fogo de
supressão/analistas, peritos);
b) Meios disponíveis para utilizar na execução dos diferentes
métodos de supressão;
c) Alterações meteorológicas;
d) Informação de base desatualizada ou menos correta e o
comportamento real do incêndio rural foi diferente da
projeção;
e) Ocorrência de comportamento extremo;
f) Manobras mal executadas ou ineficazes.

51

Avaliação / cenários
52

Tarefas a executar para construção de cenários

1. Contactar comandantes de setor e de frente para obter


informação;
2. Contactar equipas ERAS e obter/ confirmar informação;
3. Recolher informação de equipas de peritos e/ou especialistas:
exemplo GTF, ICNF, AGIF, EAUF, técnicos de fogo de supressão,
analistas, outros;
4. Ativar os núcleos da célula de planeamento: núcleo de
antecipação, de especialistas e de informações;
5. Com a informação disponível criar modalidades de ação.

“… projetei o cenário e já validei o cenário …”

52

26
Avaliação / cenários
53

Conjunto mínimo de critérios para validação do cenário

1. Validar locais onde se encontram as partes ativas do incêndio;


2. Validar locais já atingidos pelo incêndio, validação do perímetro
naquela hora;
3. Direção de propagação validada no terreno;
4. Meteorologia: HR, temperatura, velocidade e direção do vento,
estabilidade/ instabilidade atmosférica, inversões térmicas,…;
5. Validação da existência de construções / habitações na área do
incêndio;
6. Deteção e avaliação de pontos quentes para consolidação do
rescaldo.

Processo contínuo e dinâmico e não significa que tenha que existir toda a
informação para validar o cenário.

53

Avaliação / cenários
54

Elaboração de modalidades de ação

1. Definição de objetivo;
2. Exequível;
3. Aceitável: o benefício tem que ser superior ao risco;
4. Distinta: tem que ser substancialmente diferente das outras
modalidades;
5. Completa.

Só vão ao COS as modalidades de ação que cumprirem estes


requisitos. O COS faz a seleção da modalidade de ação e só após
isso é que se elabora/ finaliza o Plano (PEA).

54

27
Competências da célula de planeamento - resumo
55

55

Tarefas do oficial de planeamento - resumo


56

Avaliação da informação recolhida


(incluindo informação vinda do núcleo de
informações e especialistas)

Antecipação do comportamento do
incêndio

Elaboração de cenários previsíveis para


apresentação ao COS

Validação do(s) cenário(s) previsíveis


para apresentação ao COS

56

28
Tarefas do oficial de planeamento - resumo
57

Avaliação do tempo necessário e


disponível para cumprimento dos
objetivos (geral e específicos) definidos

Elaboração de modalidades de ação

Avaliação de modalidades de ação

57

Tarefas do oficial de planeamento - resumo


58

Apresentação de propostas para lidar com


a situação

Discussão dos cenários apresentados com


as restantes células do PCO e com o COS

Validação da informação pelo COS:


tomada de decisão/definição de estratégia

Não validação da informação pelo COS:


elaboração de cenários alternativos

58

29
Célula de planeamento - resumo
59

O planeamento pode ser falível por razões diversas:

• Um plano adequado pode levar demasiado tempo a ser


construído;

• A informação que serve de base ao planeamento pode estar


desatualizada;

• Pode ser demasiado influenciado por situações de curto prazo,


sendo que o planeamento terá que ser a uma escala temporal
maior;

• Não existir tempo suficiente para que seja efetuado;

• Não haver comunicação efetiva entre as diferentes células;

• Existência de pressão que não permita um efetivo trabalho.

59

Célula de planeamento - resumo


60

60

30
Importância do planeamento; 61

Enquadramento da célula de planeamento;


Sistema de gestão de operações;
Competências da célula de planeamento;
Tarefas da célula de planeamento;
Oficial de planeamento;
Núcleo de informações;
Núcleo de antecipação;
Núcleo de especialistas;
Planeamento em incêndios rurais;
Gestão da informação;
61
Aspetos a ter em conta pela célula de
planeamento;
Avaliação / cenários;
Resumos.

61

62

VERSÃO 1
2021

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