INTERPRETAÇÃO
São as conclusões que podemos chegar ao conectar as ideias do texto com a
realidade.
COMPREENSÃO
É a análise e decodificação do que está realmente escrito.
OPERADORES ARGUMENTATIVOS
Servem para estabelecer relações de sentido e ideias dentro do texto.
✔ Advérbio
✔ Conjunção
✔ Preposição
✔ Palavras denotativas
PRESSUPOSTOS.
São idéias não expressas de maneira explícita (palavras)
SUBENTENDIDOS.
São mensagens implícitas (geralmente insinuações escondidas).
DICAS PARA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto.
Para isso, devemos observar o seguinte:
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o
fim, ininterruptamente;
03. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
04. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
05. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
06. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
07. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto
correspondente;
08. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
09. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
perguntou e o que se pediu;
10. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou
a mais completa;
11. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica
objetiva;
12. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
13. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a
opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
14. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
15. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
definindo o tema e a mensagem;
16. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
17. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos
na interpretação do texto.
EXEMPLOS:
Ela dormiu na casa do namorado feliz. (quem está feliz é o namorado).
Ela dormiu na casa do namorado, feliz (quem está feliz é ela).
18. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idéias
estão coordenadas entre si;
19. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de
expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS
São dois conceitos importantes para uma melhor compreensão do texto, além de
serem bastante cobrados em provas de concursos.
✔ COESÃO - harmonia interna entre as partes de um texto. É
garantida por ligações, de natureza gramatical e lexical, entre os
elementos de uma frase ou de um texto.
✔ COERÊNCIA - relação lógica entre idéias, situações ou
acontecimentos. Pode apoiar-se em mecanismos formais, de
natureza gramatical ou lexical, e no conhecimento partilhado entre
os usuários da língua.
SIGNIFICAÇÃO IMPLÍCITA
EXEMPLO:
Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas.
A frase transmite duas informações: ele freqüentou um curso superior, aprendeu
algumas coisas.
No entanto, essas duas informações transmitem de forma implícita uma crítica ao
sistema de ensino vigente. Essa crítica se dá através do uso da conjunção mas.
Assim percebemos que um dos aspectos mais intrigantes que pode ser
apresentado por um texto é o fato dele dizer aquilo que parece não dizer, ou seja,
é a presença de enunciados subentendidos ou pressupostos.
Um leitor é considerado perspicaz quando consegue ler as entrelinhas do texto,
isto é, quando capta as mensagens implícitas.
Para não cair na exploração maliciosa de alguns textos que abusam dos aspectos
subentendidos ou pressupostos devemos saber que:
Pressupostos são ideias não expressas de maneira explícita, mas que pode ser
percebida a partir de certas palavras ou expressões utilizadas.
EXEMPLOS:
O tempo continua chuvoso (chove no momento - informação implícita estava
chovendo antes).
Pedro deixou de fumar (não fuma no momento - informação implícita fumava
antes).
Quanto à utilização de pressupostos devemos saber que eles devem ser sempre
verdadeiros ou aceitos como verdadeiros, pois são eles que construirão
informações explícitas. Sendo o pressuposto falso, a informação explícita não
terá cabimento.
Detectar o pressuposto durante uma leitura é fundamental para a interpretação
textual, uma vez que esse recurso argumentativo não é posto em discussão pelo
autor do texto, fato que aprisiona o leitor ao pensamento do autor e o leva a
defender opiniões contrárias a suas.
OS PRESSUPOSTOS SÃO MARCADOS POR:
✔ CERTOS ADVÉRBIOS - Os resultados da pesquisa ainda não chegaram até
nós. (Pressuposto - Os resultados já deviam ter chegado ou Os resultados
vão chegar mais tarde.)
✔ CERTOS VERBOS - O caso do contrabando tornou-se público.
(Pressuposto - O caso não era público.)
✔ ORAÇÕES ADJETIVAS - Os candidatos a prefeito, que só querem defender
seus interesses, não pensam no povo. (Pressuposto - Todos os candidatos
a prefeito têm interesses individuais.)
✔ ADJETIVOS - Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil.
(Pressuposto - Existem partidos radicais no Brasil.)
✔ SUBENTENDIDOS - são insinuações escondidas por trás de uma afirmação.
(Quando um fumante com o cigarro pergunta: Você tem fogo? Por trás
dessa pergunta subentende-se: Acenda-me o cigarro por favor.
Enquanto o pressuposto é um dado apresentado como indiscutível para o falante
e o ouvinte, não permitindo contestações; o subentendido é de responsabilidade
do ouvinte, uma vez que o falante esconde-se por trás do sentido literal das
palavras.
O subentendido pode ser uma maneira encontra pelo falante para transmitir algo
sem se comprometer com a informação.
TIPOLOGIA TEXTUAL
É a forma como um texto se apresenta.
As tipologias existentes são:
✔ Descrição
✔ Narração
✔ Dissertação
✔ Exposição
✔ Injunção
✔ Diálogo
DESCRIÇÃO
Tipo de texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um
animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o
adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-
se até descrever sensações ou sentimentos.
Não há relação de anterioridade e posterioridade.
NARRAÇÃO
1. Modalidade textual em que se conta um fato real ou imaginário.
2. O tempo verbal predominante é o passado.
3. Tem que possuir as respostas.
● Quem conta?
● O que ocorreu?
● Com quem ocorreu?
● Como ocorreu?
4. Narrador em primeira pessoa.
● Onipresente ( quando participa da história )
● Onisciente ( quando não participa da história).
TIPOS DE DISCURSO:
Um texto é composto por personagens que falam, dialogam entre si, manifestam,
enfim, o seu discurso.
Há três recursos para citar o discurso alheio:
✔ DISCURSO DIRETO:
EXEMPLO:
Parece que a agulha não disse nada: mas um alfinete, de cabeça grande e não
menor experiência, murmurou à pobre agulha:
- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar
a vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro
caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a
cabeça: - Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! (Um
apólogo.) Machado de Assis.
O texto reproduz a fala do alfinete e do professor de melancolia. Em ambos os
casos, a reprodução da fala é com as próprias palavras deles, como se o leitor
estivesse ouvindo esses personagens literalmente.
Esse tipo de expediente é denominado de discurso direto, cujas marcas típicas
são:
● Vem introduzido por verbo que anuncia a fala do personagem (murmurou,
disse). Esses verbos são chamados de verbos de dizer (dizer, responder,
retrucar, afirmar, falar).
● Normalmente, antes da fala do personagem, há dois pontos ou travessão.
● Os pronomes, o tempo verbal e palavras que dependem de situação são
usados literalmente, determinados pelo contexto.
✔ DISCURSO INDIRETO:
EXEMPLO:
D. Paula perguntou-lhe se o escritório era ainda o mesmo, e disse-lhe que
descansasse, que não era nada; dali a duas horas tudo estaria acabado.
Nessa passagem o narrador reproduz a fala da personagem literalmente, mas usa
suas próprias palavras.
A fala de D. Paula chega ao leitor por via indireta, por isso esse expediente é
denominado de discurso indireto, cujas marcas são:
● Discurso indireto também é introduzido por verbo de dizer.
● Vem separado da fala do narrador por uma partícula introdutória,
normalmente a conjunção que ou se.
● Os pronomes, o tempo verbal e elementos que dependem de situação são
determinados pelo contexto do narrador:
● O verbo ocorre na 3ª pessoa. Vejamos um confronto dos discursos direto
e indireto.
- Discurso direto: D. Paula disse: - Daqui a duas horas tudo estará acabado.
- Discurso indireto: D. Paula disse que dali a duas horas tudo estaria acabado.
Na conversão do discurso direto para o indireto, as frases interrogativas,
exclamativas e imperativas passam todas para a forma declarativa.
✔ DISCURSO INDIRETO LIVRE:
EXEMPLO:
Baleia encostava a cabecinha fatigada na pedra.
A pedra estava fria, certamente Sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se
muito cedo.
Baleia queria dormir. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As
crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num
chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.
Aqui, quase não conseguimos observar os limites entre a fala do narrador e a do
personagem.
Somente observando o tempo verbal e os adjetivos é que supomos tratar-se do
discurso do personagem.
Para um esclarecimento melhor, observemos os discursos abaixo:
● Discurso direto: Baleia pensava: O mundo ficará todo cheio de preás,
gordos, enormes.
● Discurso indireto: Baleia pensava que o mundo todo ficaria todo cheio de
preás, gordos, enormes.
● Discurso indireto livre: O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos,
enormes.
Notamos que o discurso indireto livre é um discurso que exclui os verbos de dizer
e a partícula introdutória.
Quanto à citação do discurso alheio, cada citação assume um papel distinto no
interior do texto, pois:
Ao escolher o discurso direto, cria-se um efeito de verdade, dando a impressão
de preservar a integridade do discurso.
Já a opção pelo discurso indireto cria diferentes efeitos de sentido.
O primeiro, que elimina elementos emocionais ou afetivos, gera um efeito de
sentido de objetividade analítica, depreendendo apenas o que o personagem diz
e não como diz. O segundo tipo serve para analisar as palavras e o modo de dizer
dos outros e não somente o conteúdo de sua comunicação.
E o discurso indireto livre mescla a fala do narrador e do personagem. Do ponto
de vista gramatical, o discurso é do narrador; do ponto de vista do significado, o
discurso é do personagem.
O efeito de sentido do discurso indireto livre está entre a subjetividade e a
objetividade.
DISSERTAÇÃO
✔ EXPOSITIVO
1. Esclarecer o assunto de maneira atemporal
2. Não há intenção de convencer o leitor ( somente informar)
3. Há introdução, desenvolvimento, conclusão.
4. Geralmente verbo no presente.
5. Tem que existir imparcialidade.
✔ ARGUMENTATIVO
1. Há posicionamento, exposição de ideia.
2. Defende um ponto de vista
3. Apresenta introdução, desenvolvimento, conclusão.
4. Verbo na primeira pessoa ( argumentação informal)
5. Terceira pessoa do presente do indicativo ( geralmente, nas
argumentações informais).
INJUNÇÃO
Indica como realizar uma ação; aconselha. É também utilizado para predizer
acontecimentos e comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os
verbos são, na sua maioria, empregados no modo imperativo. Há também o uso
do futuro do presente.
DIÁLOGO
Materializa o intercâmbio entre personagens. Pode conter marcas da linguagem
oral, como pausas e retomas.
EXERCÍCIOS
01 O relógio
Diante de coisa tão doída
Conservemo-nos serenos.
Cada minuto de vida nunca é mais, é sempre menos.
Ser é apenas uma face do não ser.
Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. (Cassiano Ricardo)
Segundo o texto, o poeta aconselha-nos à:
a) luta pela Sobrevivência.
b) tranqüilidade diante do inevitável.
c) confiança na existência futura.
d) revolta contra a morte.
e) esperança depois da morte.
02 O homem que duvida, aceita o seu destino como possibilidade e aventura. O
que tem certeza passa a ser prisioneiro da fatalidade admitida.
Infere-se do texto que:
a) a origem da aventura está na certeza do homem quanto às próprias
possibilidades diante da vida.
b) a aventura é benéfica ao indivíduo, uma vez que pode liberta-lo de suas dúvidas
existências.
c) a dúvida propicia uma atitude de liberdade do indivíduo diante da vida.
d) a dúvida aprisiona inexoravelmente o homem em seu próprio destino.
e) o homem que se aventura está sujeito às armadilhas da fatalidade.
03
Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
(Raimundo Correia)
Do texto infere-se que
a) a felicidade aparece no rosto de muitas pessoas.
b) a dor e outras emoções são sempre visíveis no semblante das pessoas.
c) se deve ter inveja dos que vivem alegremente.
d) a dor e outros sofrimentos se escondem atrás de uma aparência venturosa.
e) há pessoas que apenas odeiam aqueles que são felizes.
04 . “Na idade Média, ao contrário da festa oficial, o carnaval era o triunfo de uma
espécie de liberação temporária da verdade dominante e do regime vigente, da
abolição provisória de todas as relações hierárquicas, privilégios e tabus.” (M.
Bakthin)
Indique o item em que as festas oficiais da Idade Média são caracterizadas de
acordo com o que se depreende do texto acima.
a) Nessas festas, elaboravam-se formas especiais de comunicação, francas e
irrestritas, impregnadas de uma simbologia da alegria relatividade das verdades
e autoridades no poder.
b) Essas festas tinham por finalidade a consagração da desigualdade; nelas, as
distinções hierárquicas destacavam-se intencionalmente.
c) Eram autênticas festas do tempo futuro, das alternâncias e renovações.
d) Essas festas opunham-se a toda perpetuação, a toda regulamentação e
aperfeiçoamento, apontavam
para um ideal utópico.
e) Contrastando com a excepcional segmentação em estados e corporações da
vida diária, essas festividades sustavam a aplicação dos códigos correntes se
etiqueta e comportamento.
05. (FGV – TJ AL – Técnico Judiciário) Observe a charge.
No caso da charge, a crítica feita á internet é:
a) a criação de uma dependência tecnológica excessiva;
b) a falta de exercícios físicos nas crianças;
c) o risco de contatos perigosos;
d) o abandono dos estudos regulares;
e) a falta de contato entre membros da família.
06. (FGV – TJ AL – Técnico Judiciário) A frase do menino na charge – “num eh
verdade” – mostra uma característica da linguagem escrita de internautas que é:
a) a sintetização exagerada;
b) o desrespeito total pela norma culta;
c) a criação de um vocabulário novo;
d) a tentativa de copiar a fala;
e) a grafia sem acentos ou sinais gráficos.
Texto 1
A contracapa de um livro de suspense – Em águas sombrias – informa aos
possíveis leitores:
“Uma mãe solteira aparece morta no rio que atravessa a cidade. Pouco tempo
antes, uma adolescente vulnerável teve o mesmo destino. Embora não sejam as
primeiras mulheres perdidas para estas águas escuras, suas mortes causam uma
perturbação no rio e em sua história, dragando dele segredos há muito
submersos.
(...) um novo e viciante suspense psicológico em que a verdade é escorregadia
e pode afogar as pessoas em seus próprios mistérios.”
07. (FGV –TRT – Técnico Judiciário) No texto 1, a motivação maior para a compra
do livro é:
a) a curiosidade pelos esclarecimentos dos mistérios antecipados;
b) a atração pela violência gratuita contra mulheres, comum em nossa sociedade;
c) a discussão sobre os processos de investigação a respeito de crimes
misteriosos;
d) o esclarecimento sobre os antigos segredos submersos no rio citado;
e) o debate sobre a verdade e a mentira nas investigações criminais.
08. (FGV –TRT – Técnico Judiciário) No número 18, ano V da revista Scientific
American Brasil, o sumário dos artigos anuncia:
Por que precisamos da internet de alta velocidade
Banda larga rápida permitirá que professores e alunos tenham acesso a
tecnologias digitais modernas. O segmento que aparece após o título em negrito
funciona textualmente como:
a) confirmação da ideia apresentada anteriormente;
b) resposta a uma pergunta presente no título;
c) detalhamento da informação antes prestada;
d) retificação de uma ideia pouco clara no texto anterior;
e) argumento contra a tese defendida pelo autor do texto.
09. (FGV –TRT – Técnico Judiciário) Um cardápio de restaurante italiano dizia a
seguinte frase: “Uma pesquisa aponta que o vinho é bom para o coração; posso
confirmar, porque depois de algumas taças eu amo todo mundo!” Nesse caso, o
humor da frase advém do (da):
a) exagero contido na afirmação “eu amo todo mundo!”;
b) informação enganosa de que o álcool possa trazer benefícios;
c) confirmação da pesquisa feita por um bêbado;
d) absurdo comprovado por uma pesquisa séria;
e) polissemia da expressão “bom para o coração”.
10. (FGV –TRT – Técnico Judiciário) Uma manchete jornalística de 1 de julho dizia
o seguinte: “Planos de saúde perdem clientes, mas lucro sobe 66%”.
Infere-se dessa informação que:
a) os planos de saúde contam com gestão fraudulenta;
b) a crise econômica traz prejuízos aos planos de saúde;
c) a classe médica está recebendo melhores salários;
d) os custos dos planos de saúde devem ter aumentado;
e) a perda de clientes deve ter sido mínima.
Texto 2
Na entrevista de um jornal mineiro apareciam os depoimentos de dois jovens:
Jovem 1 – Uma luta de boxe é muito mais chocante quando a gente está
presente no ginásio. Nós vemos os golpes e é divertido ver um deles cair à sua
frente. Na TV não tem emoção. Jovem 2 – Numa luta de boxe, as câmeras filmam
todos os detalhes. Quando um dos lutadores é ferido, o sangue é mostrado na
nossa cara. É impressionante. Ver a luta de perto não é a mesma coisa, os
espectadores não veem nada.
11. (FGV –TRT – Técnico Judiciário) No texto 2, o motivo de desacordo entre os
jovens entrevistados é:
a) a presença do público como fator produtor de emoção;
b) o incentivo à violência provocado pela transmissão pela TV;
c) o maior ou menor distanciamento nas duas possibilidades de assistência a uma
luta;
d) a diversão – ou não- provocada pelas lutas de boxe;
e) a ausência de público nas lutas transmitidas pela TV, o que provoca pouca
emoção.
12. (FGV –TRT – Técnico Judiciário) No texto 2, ambas as respostas dos jovens
apresentam opiniões como argumento; o segmento que NÃO se inclui entre os
opinativos é:
a) Uma luta de boxe é muito mais chocante...
b) ... é divertido ver um deles cair à sua frente.
c) Na TV não tem emoção.
d) Quando um dos lutadores é ferido, o sangue é mostrado na nossa cara.
e) Ver a luta de perto não é a mesma coisa.
Texto – Os porquês da diversidade
Das coisas mais marcantes da adolescência, minha memória traz os tempos
de estudo e dúvidas sobre o futuro. De forma contrária às principais críticas que
se ouve hoje, meus anos de Ensino Médio foram, sim, muito significativos para
uma formação dita cidadã, e não só voltada aos vestibulares. Hoje trabalhando
com educação, tenho plena consciência de que um ensino inovador pode surgir
a partir de práticas consideradas tradicionais e que uma roda de conversa na
escola pode ser tão ou mais revolucionária quanto qualquer aplicativo
educacional. Percebo que o que torna o aluno socialmente engajado é a reflexão
constante, a troca de experiências, a diversidade de conhecimentos e opiniões
que ele aplica e vê aplicarem a um objeto de estudo, de forma digital ou
analógica. ( )
É disso que trata a educação: formar indivíduos engajados uns com os outros,
socialmente e que saibam conviver. Está aí também a grande diferença da
educação familiar, quando convivemos apenas com nossos pares.A escola nos
permite entrar em contato de forma sistemática com outros mundos, outros
olhares, outros saberes, opiniões diferentes das nossas, culturas até então
desconhecidas. É o convívio com professores e colegas que nos dá suporte para
refletir sobre nossas posições, sermos questionados sobre opiniões divergentes
e, assim, pensarmos num projeto de vida de forma plena.
13. (FGV –TRT – Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal - Cuiabá) As
memórias do passado, contadas ao início do texto, servem para
a) contrapor o ensino do passado ao do presente.
b) revelar vivências de grande valor afetivo.
c) indicar críticas ao Ensino Médio tradicional.
d) introduzir uma reflexão sobre o valor da escola.
e) apontar para os momentos de dúvida da adolescência.
14. (FGV –TRT – Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal - Cuiabá)
“De forma contrária às principais críticas que se houve hoje, meus anos de Ensino
Médio foram, sim, muito significativos para uma formação dita cidadã, e não só
voltada aos vestibulares.” Deduz-se desse segmento do texto que
a) a preparação para os vestibulares pode ser prejudicial a uma formação integral.
b) as críticas atuais já apontavam os problemas vividos pelo autor do texto.
c) as experiências do autor confirmam uma preparação voltada para o vestibular.
d) a formação dita cidadã se opõe integralmente à preparação para o vestibular.
e) as principais críticas de hoje condenam a formação dita cidadã.