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2429 Empregador - Código

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Empregador

Apresentação
O empregador, conhecido por várias designações, tais como patrão, chefe ou empresário, encontra
sua definição no artigo 2o da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na qual é descrito como “a
empresa, seja ela individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e direciona a prestação pessoal de serviços”. Além disso, outras associações e instituições
sem fins lucrativos, que empregam trabalhadores, também são consideradas entidades
empregadoras.

Essas definições são fundamentais para a compreensão da importância do empregador no contexto


jurídico brasileiro, especialmente à luz das mudanças introduzidas pela Reforma Trabalhista de
2017. Esse regramento trouxe alterações significativas no conceito de grupo econômico, que pode
ser compreendido como uma associação de duas ou mais empresas, cada uma com sua própria
personalidade jurídica, que se unem de maneira organizada para perseguir objetivos compartilhados
ou interesses integrados.

Nesta Unidade de Aprendizagem, você terá a oportunidade de explorar mais profundamente o


papel do empregador, identificar quem pode ser equiparado a uma empresa e compreender as
diferentes categorias de empregadores.

Bons estudos.

Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

• Identificar a figura do empregador.


• Apontar quais são os equiparados à empresa.
• Relacionar alguns dos diversos tipos de empregador.
Desafio
Existem discrepâncias entre o empregado urbano e o empregado doméstico, e essas diferenças
devem ser sempre levadas em consideração pelo empregador/empresa. No senso comum, é normal
que haja dúvidas sobre em qual papel se encaixa cada um deles.

Imagine a situação a seguir:


Eis que surge a dúvida de Luciana: é possível desempenhar as suas funções relacionadas à limpeza
na residência do casal, sendo que é contratada para o trabalho de limpeza na empresa?
Infográfico
De acordo com o artigo 2o da CLT, empregador é a empresa individual ou coletiva que assume os
riscos da atividade econômica e admite, assalaria e dirige a prestação de serviços. Com base nessa
definição, a legislação trabalhista brasileira reconhece cinco categorias distintas de empregadores,
quais sejam: empresas, empregadores domésticos, empregadores rurais, grupos de empresas e
empregadores equiparados.

Neste Infográfico, você vai descobrir os principais conceitos das cinco categorias conhecendo a
principal diferença entre cada uma delas.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
conteúdo ou clique no
código para acessar.
Conteúdo do livro
Entender o papel do empregador abrange reconhecer as múltiplas questões que permeiam essa
figura. Por que o artigo 2o da CLT opta pelo termo “empresa” em detrimento de “empregador”?
Quais desdobramentos se manifestam diante da mudança de titularidade em uma empresa? E em
relação à sucessão de empregadores, quais são os desafios e as implicações? Essas questões não
apenas suscitam reflexões fundamentais, mas também instigam uma investigação dos principais
conceitos e da legislação que envolvem a matéria.

No capítulo Empregador, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai poder revisar os
principais conceitos, incluindo a definição de empresa e suas implicações. Também vai conhecer os
diversos tipos de empregadores, suas principais categorias, além de explorar o poder de direção do
empregador e a regulamentação, evidenciando a organização das atividades dos empregados.

Boa leitura!
DIREITO DO
TRABALHO E
LEGISLAÇÃO
SOCIAL

Ione de Faria Belo


BELO, Ione de Faria.
Direito do Trabalho e Legislação Social. 1ª ed. – Cursos de graduação. 197 p.

Bibliografia

1. Direito 2. Direito do Trabalho 3. Título.

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Direito do Trabalho e Legislação Social

MÓDULO 02

Empregador mantendo a personalidade jurídica


própria de cada uma, estiverem sob a
direção, controle ou administração de
Conceito
outra, constituindo grupo industrial,
Traz o artigo 2º da CLT que: “Considera-se comercial ou de qualquer outra atividade
empregador a empresa individual ou econômica, serão, para os efeitos da
coletiva, que assumindo os riscos da relação de emprego, solidariamente
atividade econômica, admite, assalaria responsáveis a empresa principal e cada
e dirige a prestação de serviços”. uma das subordinadas.
Já o parágrafo primeiro do referido
artigo equipara a empregador “os Empresa
profissionais liberais, instituições de
beneficência, associações recreativas ou Empresa pode ser considerada uma
outras associações sem fins lucrativos, unidade econômica, integrada por
que admitirem trabalhadores como elementos humanos, materiais e
empregados”. Já o parágrafo segundo técnicos. E, tem por objetivo obter
dispõe que “Sempre que uma ou mais utilidade através da sua participação no
empresas, tendo, embora, cada uma mercado, na produção ou distribuição
delas, personalidade jurídica própria, de bens ou serviços. Nessa concepção
estiverem sob a direção, controle ou é a combinação dos fatores produtivos:
administração de outra, ou ainda quando, trabalho, terra e capital.
mesmo guardando cada uma sua
autonomia, integrem grupo econômico, Tem-se que a empresa nasce quando
serão responsáveis solidariamente pelas se inicia a atividade sob a orientação
obrigações decorrentes da relação de do empresário. Inferindo ser empresa
emprego. Verifica-se que o parágrafo a organização dos fatores de produção
segundo do artigo supracitado que desempenhada pelo empresário.
sempre que uma ou mais empresas,

Fique atento!
No dia a dia trata-se de “Empregador” o patrão, o empresário, ou seja, aquele
que tem sobre seu comando empregado (trabalhadores) por conta e risco.

24 UNIDADE 1
Não pense que a conceituação de estabelecimento é o lugar onde o
empresa é tarefa fácil, ainda hoje não empresário exerce suas atividades. Ou
há consenso entre os doutrinadores. seja, é o local onde a empresa exerce
Mas, ajuda a entender o conceito de suas atividades. Segundo Martins
empregador na definição legal contida (2009) estabelecimento inclui as coisas
no artigo segundo da CLT. corpóreas ou incorpóreas tais como:
instalações, máquinas, equipamentos,
Empresa segundo o artigo 2º da CLT marca, patentes etc. em um determinado
lugar da empresa. Ainda, segundo o
Obviamente empregador não é empresa. mesmo autor existe regras tuteladas
Também, é difícil imaginar a figura do pelo direito do trabalho que levam em
“empregador” sem visualizar a figura consideração o estabelecimento, tais
do empregado, sem a existência de um como: medicina e segurança do trabalho.
contrato bilateral. Existindo a figura do
empregado no vínculo laboral pactuado Equiparados ao empregador:
com um tomador de serviços surge aí a parágrafo primeiro do artigo 2º da
CLT
figura do empregador.

Infere-se que o objetivo primordial do Na esteira do parágrafo primeiro do artigo


artigo em usar “Empresa” no lugar de 2º da Consolidação das Leis do Trabalho
“Empresário” foi o de que o Contrato de verifica-se que empregador também é
Trabalho é formado com o empregador aquele que exerce atividade organizada
e não com o proprietário da empresa. ou não com fins lucrativos ou não.
Assim, ao destacar a empresa como
empregador a lei indica que não importa Os que exploram as atividades econômicas
que amanhã ou depois a empresa vá ser civis, que exercem a profissão intelectual,
vendida etc. A mudança da titularidade de natureza científica, literária ou artística
da empresa não terá relevância na ao contratar empregados para auxiliá-los
continuidade dos contratos, o que conta em seus trabalhos são equiparados a
é a situação prática da prestação do empregador, tais como: os profissionais
trabalho e não o titular da empresa. liberais - advogado, médico, contador,
dentista etc.-; os escritores; e, artistas em
Distinção entre empresa e geral -, músicos, atores, escultores etc.-.
estabelecimento As sociedades organizadas que não tem
fins lucrativos, tais como: associações,
Cabe destacar que empresa não se entidades beneficentes etc. Também,
confunde com estabelecimento. O são equiparadas a empregador as

UNIDADE 1 25
Direito do Trabalho e Legislação Social

sociedades de fato, sociedade irregular, com previsão legal expressa no âmbito


condomínios de apartamentos, empresa do direito do trabalho.
individual, micro empresa etc.
Valendo esclarecer a diferenciação dos
Além dos citados também são termos “Despersonalização da pessoa jurí-
empregadores: a União, os Estados, dica” que se trata da extinção da pessoa
os Municípios, as autarquias, empresa jurídica, portanto, deixa de ter persona-
pública, as fundações, a sociedade de lidade jurídica para prática de qualquer
economia mista e de suas subsidiárias ato civil e, “Desconsideração da pessoa
que explorem atividade econômica de jurídica” que se refere apenas quando
produção ou comercialização de bens ou se tratar de responsabilidade patrimonial
de prestação de serviços (art. 173, § 1º, dos sócios, haja vista que nestes casos a
CF/88), a massa falida, o espólio etc. sociedade continua a existir, tão somente
é deixada de lado em razão do abuso da
Desconsideração da personalidade personalidade jurídica, exemplificando
jurídica quando ocorre a “fraude”; ou confusão
patrimonial como no caso da Empresa
O artigo 50 do Código Civil prevê que Individual em que os bens da empresa se
quando existe abuso por parte da pessoa confundem com os do sócio.
jurídica ou pela confusão patrimonial e,
sendo requerido pela parte ou Ministério Risco atividade
Público pode o juiz decidir que as obri-
gações sejam estendidas aos bens parti- Uma das características do empregador
culares dos administradores ou sócios da é o risco do negócio. Isto significa que
pessoa jurídica. tanto faz obter lucro ou prejuízo. Os
riscos do empreendimento não permite
É importante ressaltar que, com o ao empregador distribuir os prejuízos
advento da Lei 13.467/17, conhecida ou perdas aos seus empregados. Cabe
como Reforma Trabalhista, o incidente de ao empregador, em razão do poder de
desconsideração da personalidade jurí- comando.
dica passou a ser formalmente previsto
para aplicação no direito do trabalho, O risco do empreendimento cabe
sendo regulamentado pelas normas do exclusivamente ao empregador
Código de Processo Civil. Trata-se de em contraponto aos interesses dos
uma prática há muito tempo verificada trabalhadores em razão do contrato
na justiça trabalhista e que então conta pactuado. O contrato de trabalho é
personalíssimo e relação ao empregado,

26 UNIDADE 1
mas, no que se refere ao empregador o relação jurídica, porém os sujeitos são
requisito da pessoalidade não é exigido. outros. Assim, a sucessão ocorre quando
Isto significa que o empregador pode ser a titularidade do negócio é transferida de
substituído, mas, o empregado não. um titular para o outro, transmitindo-se
todos os créditos e débitos trabalhistas
Alterações na empresa do sucedido para o sucessor.

Prevê o artigo 10, da Consolidação Na sucessão não existe responsabilidade


das Leis do Trabalho que: “Qualquer solidária do sucessor e do sucedido, mas,
alteração na estrutura jurídica da empresa apenas responsabilidade do sucessor,
não afetará os direitos adquiridos por que é o empregador.
seus empregados”. Já o artigo 448 do
mesmo diploma celetizado dispõe que: Restrições à sucessão
“A mudança na propriedade ou na
estrutura jurídica da empresa não afetará Verifica-se a existência de algumas situa-
os contratos de trabalho dos respectivos ções atípicas na sucessão: o empregador
empregados”. Verifica-se que o artigo 10 doméstico, a empresa individual quando
versa sobre os direitos do trabalhador, do falecimento do proprietário, desmem-
enquanto, o artigo 448 aborda os bramentos de estado ou município, que
contratos. dá origem a uma nova entidade pública
e a falência segundo a nova legislação.
Assim, se uma sociedade anônima venha a
se transformar em uma sociedade limitada O trabalho doméstico é regido por lei
ou vice versa, esta alteração não afeta os especial e não pela CLT, assim, não há
direitos adquiridos do trabalhador ou o o que falar em sucessão trabalhista na
contrato de trabalho. O mesmo ocorre esfera domestica em conformidade
com a fusão, incorporação etc. a nova com disposto no artigo 7º, “a”, da
sociedade sucede a anterior em todos os Consolidação das Leis do Trabalho excluiu
direitos e obrigações (Lei 6.404/76). expressamente o empregado doméstico
da proteção celetista. De outro, a CLT
Sucessão de Empregadores utiliza designação empresa ao fixar as
normas sucessórias, tal denominação é
Inicialmente cumpre esclarecer o que vem incompatível com empregador domés-
a ser sucessão. Segundo Martins (2009) tico. Vale ressaltar, ainda, um funda-
sucessão é a modificação do sujeito em mento de ordem doutrinária. No caso
uma determinada relação jurídica. Verifica do empregador doméstico diferente dos
que neste caso permanece a mesma demais empregadores não se admite a

UNIDADE 1 27
Direito do Trabalho e Legislação Social

impessoalidade do empregador. decorrentes do contrato anterior”. Ocorre


que, apesar do disposto no parágrafo
Outra atipicidade é o caso da empresa acima reverenciado, a jurisprudência tem
individual em que o artigo 483, § 2º, da decidido diferente em alguns casos, em
CLT faculta ao empregado no caso de especial ao decidir sobre a reestrutu-
morte do empregador constituído em ração do sistema financeiro. Decretada
empresa individual rescindir o contrato a “falência” de determinada instituição
de trabalho. financeira os julgadores tem dado ampli-
tude aos artigos 10 e 448 da CLT, ou seja,
Também, o desmembramento de um tipo legal mais amplo do que o até
estado ou município dando origem a então dado pela doutrina e jurisprudência.
outra unidade estadual ou municipal
em face do princípio da autonomia Inferindo que a alienação de parte dos
político-administrativa dos novos entes bens saudáveis (direitos e obrigações)
consagrado no Caput do artigo 18, da e a manutenção do restante dos bens
Carta Magna de 88. (direitos e obrigações) sucateados afeta
os contratos de trabalho, operando neste
A nova Lei 11.101/05 regulatória da caso a sucessão trabalhista, respondendo
falência e recuperação empresarial traz o novo titular em conformidade com os
que na falência não incidirá a sucessão artigos 10 e 448 da CLT.
de empregador no caso de alienação
conjunta ou separada de ativos, inclusive
Diversos Tipos de Empregador
da empresa ou de suas filiais. Já o item
II, do artigo 141 da referida Lei traz que: Grupo Econômico
“o objeto da alienação estará livre de
qualquer ônus e não haverá sucessão do Os grupos societários podem ser
arrematante nas obrigações do devedor, entendidos como o que resulta na
inclusive as de natureza tributária, as concentração de empresas sob uma única
derivadas da legislação do trabalho e as direção. Na Alemanha são chamados
decorrentes de acidentes de trabalho”. konzerns, na Itália cappo-grupo, na
Inglaterra de holdings e outros países
Vale um comentário sobre o § 2º, do sociedades-mães.
artigo 141, da Lei 11.101/05 que dispõe:
“Empregados do devedor contratados A Lei 6.404/76 que dispõe sobre as
pelo arrematante serão admitidos Sociedades por Ações menciona em seu
mediante novos contratos de trabalho e o artigo 265 que sociedade controladora e
arrematante não responde por obrigações suas controladas podem constituir grupo

28 UNIDADE 1
de sociedades ou participar de atividades de formar o grupo por coordenação e
ou empreendimentos comuns. Em seu não somente por subordinação como
artigo 266 traz que a administração, previsto na CLT.
coordenação etc. serão estabelecidas na
convenção do grupo, mas cada sociedade O grupo econômico, para o Direito do
conservará personalidade e patrimônios Trabalho, difere do enfoque dado pelo
distintos. Sendo, ainda, que o artigo 267 Código Comercial/Empresarial e Direito
determina que o grupo de sociedades terá Econômico.
designação de que constarão as palavras
“grupo de sociedades” ou “grupo”. Infere que o objetivo primordial do Direito
do trabalho ao instituir a figura do “Grupo
Já os consórcios estão disciplinados Econômico” foi estender a garantia do
pelos artigos 278 e 279 da referida Lei crédito trabalhista, responsabilizando
6.404/76. O artigo 278 e seu parágrafo as distintas empresas componentes do
1º traz que as companhias e quaisquer mesmo grupo econômico pelos referidos
outras sociedades, sob o mesmo controle créditos. A responsabilidade do grupo
ou não, podem constituir consórcio para econômico é solidária.
executar determinado empreendimento,
não tem personalidade jurídica e as O grupo econômico é solidariamente
consorciadas somente se obrigam responsável, podendo o empregado ter
nas condições previstas no respectivo a carteira profissional assinada por uma
contrato, respondendo cada uma por sociedade no momento da admissão e a
suas obrigações, sem presunção de baixa ser dada por outra sociedade do
solidariedade. mesmo grupo.

Vale trazer à baila o artigo 3º, § 2º da Lei No que se refere ao vínculo empregatício
5.889/73 que dispõe sobre o Trabalho poderá ser com uma empresa, duas ou
Rural: “Sempre que uma ou mais mais, depende, portanto, do contrato
empresas, embora tendo cada uma delas assinado com uma empresa, ou dos
personalidade jurídica própria, estiverem contratos assinados pelo empregado com
sob direção, controle ou administração duas ou mais sociedades. Concomitante,
de outra, ou ainda quando, mesmo um mesmo trabalhador pode celebrar
guardando cada uma sua autonomia, único contrato e prestar serviços às
integrem grupo econômico ou financeiro diversas sociedades que componham
rural, serão responsáveis solidariamente o grupo econômico, recebendo único
nas obrigações decorrentes da relação salário e todos os direitos dele decor-
de emprego”. Verifica-se a possibilidade rentes, desde que na mesma jornada de

UNIDADE 1 29
Direito do Trabalho e Legislação Social

trabalho. (Súmula 129 do TST). por conta de terceiros, execute serviços


de natureza agrária, mediante utilização
Destaca-se também que, de acordo com do trabalho de outrem”.
artigo 2º, parágrafo 3º da CLT, para que
se configure um grupo econômico, é Vale distinguir o empregador rural e o
necessário interesse compartilhado entre empregador urbano. O rural exerce suas
as empresas e atuação conjunta para atividades no campo com fins lucrativos
atingir objetivos determinados, sendo e o urbano exerce suas atividades na
que a simples identidade comum de cidade.
sócios entre as empresas não caracteriza
o grupo econômico. Consórcio de empregadores rurais

Empregador rural A Portaria 1.964/99 do Ministério


do Trabalho e posteriormente da Lei
A Lei 5.889/73 em seu artigo 3º considera 10.256/2001 que alterou a legislação
empregador rural a pessoa física ou previdenciária tratando do consórcio
jurídica, proprietária ou não, que explore direcionado especificamente para o
atividade agro econômica, em caráter empregador rural. Tem por objetivo
permanente ou temporário, diretamente regular as relações dos trabalhadores
ou através de prepostos e com auxílio rurais que prestam serviços para diversos
de empregados. Inclui-se também produtores rurais.
neste caso a exploração industrial em
estabelecimento agrário. Tem-se que consórcio de empregadores
rurais é a união de produtores rurais,
Sendo oportuno mencionar que o pessoas físicas, com a única finalidade
que caracteriza o empregador rural de contratar diretamente, empregados
é a atividade desempenhada, tal rurais, sendo concedido a um dos
como: agricultura, pecuária ou agro produtores poderes para contratar e
economia e, não o local em que está administrar a mão de obra utilizada
sendo exercida a atividade. É possível em suas propriedades. São diversos
encontrar propriedades com atividades proprietários de área rural, com
nitidamente rurais no perímetro urbano. empregados comuns. Difere, contudo,
do consorcio do Direito Comercial, haja
Outrossim, artigo 4º da Lei º 5.889/76 vista sua formação ser por pessoas físicas
dispõe que: “Equipara-se ao empregador e não jurídicas. Não há formação de uma
rural, a pessoa física ou jurídica que, empresa, mas, tão somente a união de
habitualmente, em caráter profissional, e pessoas físicas para um fim comum.

30 UNIDADE 1
O consorcio de empregadores rurais O artigo 16 da referida Lei 6.019/74 traz:
é uma forma de contratação de “No caso de falência da empresa de
empregados para atender necessidade trabalho temporário, a empresa tomadora
variável de mão de obra para um grupo ou cliente é solidariamente responsável
de empregadores. Devem-se reunir pelo recolhimento das contribuições
os proprietários rurais interessados previdenciárias, no tocante ao tempo
que farão a celebração de um “Pacto em que o trabalhador esteve sob suas
de Solidariedade” entre si, deixando ordens, assim como em referência ao
claro que todos são responsáveis mesmo período, pela remuneração e
pelo cumprimento das obrigações indenização previstas nesta Lei”. Assim,
trabalhistas. Este pacto tem que ser por verifica-se que a solidariedade da
escrito, contendo a qualificação completa empresa tomadora de serviço é apenas
de todos os participantes, ou seja: nome parcial, somente no caso de falência da
completo, estado civil, CPF, documento empresa de trabalho temporário.
de identidade, matricula Cadastro
Especifico do INSS-CEI (individual), Empregador doméstico
inscrição no INCRA, endereço domiciliar
e endereço da propriedade vinculada ao Não há uma definição expressa de quem
grupo. Lembrando, ainda que este “Pacto é o empregador doméstico. Entretanto,
de Solidariedade” deverá ser registrado observando a definição do empregado
em Cartório de Título e Documento. doméstico, podemos inferir que
empregador doméstico é toda pessoa
Empresa de trabalho temporário física ou família que admite trabalhador
doméstico, para exercer serviços de
Empresas de Trabalho Temporário natureza não lucrativa e contínua, em seu
segundo o disposto no artigo 4º da Lei n. âmbito residencial.
6019/74 é a pessoa física ou jurídica
urbana, cuja atividade consiste em colocar à Assim, não é possível um empregador
disposição de outras empresas, tempo- doméstico pessoa jurídica. Sendo
rariamente, trabalhadores, devidamente vedada, também, a natureza lucrativa
qualificados, por elas remunerados e da atividade. Podemos citar como
assistidos. exemplo o empregador perdendo seu
emprego, resolve fornecer “marmita” a
terceiros com a ajuda de sua empregada
no âmbito de sua residência. Verifica-se
neste caso que a natureza da atividade
é lucrativa, assim, a empregada poderá

UNIDADE 1 31
Direito do Trabalho e Legislação Social

ser considerada trabalhadora comum imprescindível para uma vida digna.


admitida pela CLT. Em decorrência dessa nova concepção
jurídica o Direito do Trabalho, está
Dono de obra passando por amplas modificações que
certamente, originarão em novas formas
Inicialmente é necessário distinguir dono de integração da força de trabalho no
de obra comum, que se entende como mercado.
um cidadão comum que vai construir
ou reformar sua casa e contrata um Deste modo, a contratação de
empreiteiro. Neste caso o dono da obra empregados para atender necessidade
não exerce a atividade de construção variável de mão de obra para um grupo
civil. A construção ou reforma da casa de empregadores, é realidade fática
própria não implica em assumir os riscos como ocorre com o empregador rural.
de atividade econômica. Neste caso o
empreiteiro não é subordinado ao dono Também, inexiste razão para considerar
da obra. que o consorcio de empregadores
seja exclusivamente rural, haja vista
Entretanto, se o dono da obra for uma necessidade diversificada da força de
construtora, incorporadora, imobiliária trabalho tanto no campo como na cidade.
etc. que com o termino da obra
pretende comercializá-la, aí sim, está De outro, embora ausente de
presente a relação de emprego, haja regulamentação o consórcio urbano,
vista que exercem atividade econômica, tem-se que na realidade nada obsta sua
assumindo os riscos do empreendimento, formação. Ao contrário, verifica-se que
mas, desde que exista subordinação. o artigo 5º, caput, da Carta Magna de
1988, está esboçado o fundamento legal
Consórcio de empregadores urbanos que resguarda o princípio da igualdade.
Assim, é assegurada a igualdade de
Fatores como a globalização e avanço tratamento entre o empregador rural e
tecnológico acarretam transformações o urbano, na possibilidade de criação
impactantes em todos os setores da de consórcio de empregadores, dado o
economia. Assim, faz-se necessário princípio da igualdade.
procurar novas alternativas com
perspectivas mais próximas da realidade Concomitante, a formação do consorcio
atual. Contudo, não se pode perder de de empregadores urbano atende ao
vista o princípio assegurado pela Carta princípio da livre iniciativa conforme
Magna de 88 do trabalho como um fator disposto no item IV, do artigo 1º, da

32 UNIDADE 1
Poder de Direção do Empregador e
Constituição vigente que traz: “os valores
Regulamento
sociais do trabalho e da livre iniciativa”.
Verifica-se ainda, que o artigo 170 do Poder de organização
mesmo diploma Constitucional, que trata
da ordem econômica. Vejamos o contido O poder de organização consiste na
no referido artigo: “A ordem econômica, ordenação das atividades do empregado,
fundada na valorização do trabalho implantando-as no conjunto das
humano e na livre iniciativa, tem por atividades de produção, determinando
fim assegurar a todos existência digna, o número de empregados necessários, a
conforme os ditames da justiça social, função de cada um, local e horário para a
observados os seguintes princípios: (...)”. realização do trabalho etc. Propiciando,
assim, a obtenção dos objetivos
Assim, embora não exista uma econômicos e sociais da empresa.
regulamentação específica para o Neste sentido, os empregadores podem
Consórcio de Empregadores Urbano, desenvolver regulamentos e políticas
também, inexiste lei que o proíba. internas às quais os trabalhadores
Ao contrário, existem fundamentos deverão aderir, de sorte a que, todos
constitucionais e preceitos trabalhistas caminhem na mesma direção e em busca
que justificam a aplicação analógica e dos já referidos melhores resultados.
equitativa da legislação rural.
Poder de controle
Contudo, vale lembrar que o consorcio
O poder de controle é o direito de
de Empregador Urbano, assim como
o empregador de fiscalizar as
o rural difere do consorcio do Direito
atividades profissionais dos seus
Comercial, haja vista sua formação ser
empregados. Verifica-se claramente
por pessoas físicas e não jurídicas. Não
tal poder na marcação do cartão
há formação de uma empresa, mas, tão
ponto, pois decorre do poder de
somente a união de pessoas físicas para
fiscalizar o horário de seus
um fim comum.
empregados. O artigo 74, § 2º, da
CLT prevê inclusive a obrigatoriedade
para os estabelecimentos de mais
de vinte trabalhadores a anotação
da hora de entrada e de saída, em
registro manual, mecânico ou
eletrônico, devendo, ainda, a marcação
do período de repouso. Outro controle
diz respeito às revistas

UNIDADE 1 33
Direito do Trabalho e Legislação Social

dos funcionários. Haja vista ser a revista assim como a utilização de material e as
uma forma de salvaguarda do patrimônio ferramentas de trabalho.
da empresa ou até mesmo sua segurança
e de terceiros no caso de empresas que Poder disciplinar
trabalhem com produtos perigosos.
Sendo oportuno lembrar que as revistas O poder disciplinar é o direito de o
não podem violar a intimidade do empregador impor sanções disciplinares
empregado e não pode ser vexatória ao empregado, ou seja, é a prerrogativa
segundo dispõe o artigo 5º, III e X, da da qual o empregador pode lançar
Constituição Federal. mão para impor sanções disciplinares
aos seus empregados diante da prática
Doutro, um controle bem polêmico de atos faltosos. Tais sanções podem
na atualidade é o monitoramento do ser tanto previstas nas convenções ou
empregado no computador. Lembrando acordos coletivos de trabalho ou nos
que o equipamento é de propriedade do regulamentos da empresa.
empregador e que o empregado durante
o horário de trabalho está à disposição do Na verdade o poder disciplinar decorre
empregador. Assim, o entendimento tem do poder diretivo do empregador.
sido no sentido de que o empregador Trata-se do poder do empregador
pode sim fiscalizar o envio de e-mails de determinar ordens na empresa e acaso
seus funcionários para certificar-se de não sejam cumpridas podem gerar pena-
que os mesmos não estão fazendo uso lidade para o empregado descumpridor.
do computador ou telefone no horário Oportuno esclarecer que no poder disci-
de serviço para assuntos pessoais, plinar pode o empregador normalmente
especialmente, quando há proibição do adverte verbalmente o funcionário, caso
uso pessoal do equipamento, previstas o funcionário reincida na falta será adver-
em clausula contratual. tido por escrito e na próxima falta será
suspenso. Entretanto, não é necessária
Também, considera lícito o controle essa sequência nas punições do empre-
exercido pelo empregador através da gado, exceção feita quando prevista em
instalação de câmeras e microfones, norma coletiva ou regulamentar.
vedado o uso destes equipamentos em
locais de intimidade do empregado. Regulamento

Portanto, o poder de controle dá ao Inicialmente cumpre dizer que no Brasil


empregador o direito de fiscalizar o não temos Leis específicas que cuidam
trabalho, a forma de sua realização, do regulamento das empresas, apenas

34 UNIDADE 1
a menção em alguns artigos ou súmulas uso de crachás; uniformes; prêmios; uso
do TST. Entretanto, como vimos no item dos equipamentos para fins particulares;
anterior ao falar sobre o “poder disci- vestiários; proibições; gratificações etc.
plinar” percebemos que o regulamento Assim, o regulamento pode contemplar
da empresa é algo importante, pois, esta- melhores condições de trabalho do que
belece normas que deverão ser seguidas as asseguradas por lei ou normas cole-
pelo empregador e empregado. tivas, aderindo, assim, ao contrato de
trabalho.
Os regulamentos podem ser elaborados
unilateralmente pelo empregador ou Assim, as cláusulas regulamentares da
bilateralmente com a participação dos empresa integram o contrato de trabalho.
empregados, de uma comissão repre- Encontrando óbice na alteração ainda
sentativa destes ou com a participação que bilateralmente quando prejudiciais
do sindicato. A modernidade pede ao empregado. O empregador pode
que os regulamentos sejam elaborados alterar unilateralmente o regulamento no
bilateralmente. que diz respeito a questões técnicas e as
cláusulas que modifiquem ou suprimam
Valendo observar o conteúdo dos direitos só é válida para os funcionários
regulamentos, haja vista que irão esta- que forem admitidos após a alteração ou
belecer direitos e deveres tanto para o revogação do regulamento. Para os
empregado como para o empregador, funcionários contratados antes das
dentre outros podemos citar: regras que alterações ou revogação ainda que haja a
complementam o contrato de trabalho; concordância do empregado, mas
regras disciplinares e penalidades; prejudicial aos seus direitos não será
horários de funcionamento da empresa; considerada lícita.

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UNIDADE 1 35
Dica do professor
O mundo do trabalho é uma teia complexa de relações e atores, com o empregador ocupando um
papel central nessa dinâmica. O empregador é aquele que contrata e orienta os trabalhadores em
suas funções. Uma característica fundamental do empregador é a assunção de riscos nos negócios.
Isso significa que o empregador enfrenta as incertezas e os desafios inerentes à atividade
econômica.

Além disso, dentro desta temática, uma dúvida comum é a diferença entre empresa e empresário.
Uma empresa é uma organização formal que pode ser uma entidade legal separada, com
personalidade jurídica própria. Um empresário, por outro lado, é uma pessoa física que assume os
riscos do negócio de forma individual.

Nesta Dica do Professor, você vai explorar três aspectos cruciais relacionados ao empregador: o
conceito legal, as características que envolvem a assunção de riscos nos negócios e as diferenças
fundamentais entre empresa e empresário.

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Exercícios

1) Em um mundo repleto de diversidade de empregadores e contextos de trabalho, é


fundamental compreender as particularidades de cada categoria de empregador. Entre essas
categorias, destacam-se os empregadores rurais, urbanos e domésticos. Eles desempenham
papéis únicos no cenário do emprego, refletindo as características distintas das áreas em que
operam e as relações de trabalho específicas que estabelecem.

Sobre os empregadores rurais, urbanos e domésticos, é correto afirmar o seguinte:

A) O empregador urbano e o empregador rural são equiparados, pois um empregador urbano


poderá exercer suas atividades no campo.

B) Os empregadores urbano e doméstico são equiparados porque são pessoas que


desempenham atividades com fins lucrativos, ao contrário do empregador rural.

C) O empregador rural não pode ser uma pessoa jurídica.

D) O empregador doméstico pode ser uma pessoa jurídica.

E) O empregador doméstico difere do empregador rural porque sua atividade não é de


finalidade lucrativa.

2) Em um cenário empresarial cada vez mais complexo, é comum ver empresas trabalhando em
conjunto para alcançar objetivos comuns, compartilhando recursos e estratégias. Esse
modelo de colaboração pode levar à formação do que é conhecido como “grupo de
empresas”. Dentro desse contexto, as empresas que fazem parte desse grupo podem ser
consideradas, nos termos da CLT, como “empregadores”.

Entre os elementos que caracterizam um grupo de empresas, que também pode ser
considerado “empregador”, nos termos da CLT, está o seguinte:

A) A identidade de sócios entre uma ou mais empresas, mesmo que não haja comunhão de
interesses.

B) Atividade sem fins lucrativos, como ocorre com as associações civis.

C) Responsabilidade solidária entre as empresas pelas obrigações decorrentes da relação de


emprego.
D) Personalidade jurídica própria.

E) Inexistência de dominação entre empresas do grupo, ou seja, não há controle de uma


empresa sobre outra, como ocorre com holdings, por exemplo.

3) No mundo dos negócios, é comum ocorrerem mudanças estruturais e transições empresariais. Às


vezes, uma empresa é sucedida por outra, mantendo a continuidade de suas operações,
localização, atividades, instalações e equipe de funcionários. Essa situação traz à tona questões
importantes, especialmente quando se trata dos contratos de trabalho dos empregados da
empresa que foi sucedida.

Acompanhe a situação a seguir:

Assinale a alternativa que apresenta a situação correta em relação a esses contratos:

A) Os contratos se manterão inalterados e seguirão seu curso normal.

B) As obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as posteriores, sobre a


sucessora.

C) As cláusulas e as condições estabelecidas no contrato de trabalho serão, obrigatoriamente,


repactuadas entre os empregados e o novo empregador individual.
D) A transferência de obrigações trabalhistas dependerá do contrato obrigatoriamente celebrado
entre sucessor e sucedido.

E) Não se admite a impessoalidade do empregador.

4) As relações trabalhistas acompanham as transformações da sociedade e diferentes institutos


e formas de organização podem surgir para atender a necessidades específicas. Um desses
conceitos é o consórcio de empregados, que visa unir, associar ou conectar várias pessoas
físicas em busca de um objetivo compartilhado.

Qual afirmação está de acordo com os fundamentos constitucionais e preceitos trabalhistas


em relação à aplicação analógica da legislação rural e aos consórcios urbanos?

A) A Constituição proíbe expressamente a aplicação analógica da legislação rural em contextos


urbanos.

B) Os consórcios urbanos são estritamente regulamentados por lei, tornando sua aplicação
analógica inviável.

C) A Constituição estabelece os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como


fundamentos, o que respalda a aplicação analógica da legislação rural em situações urbanas.

D) A aplicação analógica da legislação rural é permitida apenas em casos excepcionais, quando


não há alternativas disponíveis.

E) Os consórcios urbanos e rurais não têm qualquer respaldo legal, tornando-se inviável a sua
aplicação analógica.

5) No cenário empresarial em constante transformação, é prática comum que as empresas


implementem regulamentos internos para especificar os direitos e os deveres de seus
funcionários. Esses regulamentos podem abranger uma ampla gama de tópicos, desde os
horários de trabalho até as políticas de segurança. Contudo a interação entre o regulamento
da empresa e os contratos de trabalho é uma questão que frequentemente suscita
incertezas e discussões.

O que é verdadeiro em relação ao regulamento da empresa e seu impacto nos contratos de


trabalho?

A) As cláusulas regulamentares da empresa não têm efeito sobre o contrato de trabalho.


B) Alterações ou revogações do regulamento que prejudiquem os direitos dos funcionários são
consideradas lícitas, desde que haja concordância do empregado.

C) As cláusulas regulamentares da empresa não podem garantir direitos que estejam em


desconformidade com a lei ou em normas coletivas.

D) O regulamento da empresa deve ser elaborado unilateralmente pelo empregador, sem a


participação de funcionários ou sindicatos.

E) O regulamento da empresa só prevê deveres para o empregador, não estabelecendo direitos


para o empregado.
Na prática
A Consolidação das Leis do Trabalho estabelece uma abordagem inclusiva quando se trata de
empregadores, equiparando diversas entidades e instituições aos empregadores tradicionais. Isso
significa que além das empresas com fins lucrativos, a CLT reconhece como empregadores, por
assimilação, uma ampla gama de entidades e organizações que desempenham atividades diversas
na sociedade.

Entre os empregadores por assimilação, pode-se encontrar sindicatos, federações e confederações


que representam trabalhadores e empregadores bem como associações esportivas, recreativas,
educacionais, científicas e profissionais. Da mesma forma ocorre com os condomínios, os quais
equiparam-se a um empregador, conforme estabelece o artigo 2o da CLT.

Neste Na Prática, você vai conhecer um caso de empregadores equiparados, especificamente os


condomínios, que possuem a responsabilidade de garantir a integridade e o respeito aos direitos de
seus empregados enquanto estes estiverem no ambiente de trabalho.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:

Responsabilidade solidária no grupo econômico


Neste artigo, discute-se a aplicação do artigo 33 da Lei no 12.529/11, que trata da
responsabilidade solidária por infrações da ordem econômica em grupos econômicos. O objetivo é
mostrar que a aplicação literal da regra com base apenas em vínculos societários formais pode levar
a resultados inconsistentes. Os resultados apontam que a definição de grupo econômico deve
considerar a conduta investigada e as relações entre as sociedades envolvidas, visando identificar
uma direção unitária na estratégia competitiva em casos específicos. A conclusão destaca a
importância de uma definição adequada de grupo econômico para orientar o tratamento do tema
em processos relacionados à concorrência.

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Desafios do teletrabalho
O presente artigo examina uma temática pertinente atual, que é o teletrabalho, destacando sua
regulamentação legal após a reforma trabalhista de 2017, especialmente as mudanças no Art. 6o da
CLT. Além disso, busca analisar as políticas de emprego no Brasil, focando a inclusão de pessoas
com deficiência ou mobilidade reduzida por meio do teletrabalho. Fica o convite para que você leia
o texto e explore outros desafios relacionais aos empregadores.

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Desafios para os empregadores domésticos


Este estudo examinou como o e-Social afeta a prática trabalhista de empregadores domésticos em
escritórios de contabilidade na região do Vale do Rio Pardo, Rio Grande do Sul. Os resultados
destacam preocupações com a implementação das novas regras, desafios culturais em relação à
pontualidade e dificuldades na resolução de erros do sistema.

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