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Direito Administrativo

em Foco
Regime Jurídico Único para o
Cebraspe
Professora: Maria Júlia Inácio
FICHA TÉCNICA DO MATERIAL
[Link]

CÓDIGO:
2409256179M

TIPO DE MATERIAL:
E-book

TÍTULO:
Direito Administrativo em Foco – Regime Jurídico Único
para o Cebraspe

PROFESSORA:
Maria Júlia Inácio

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO:
10/2024

Este material está sujeito a atualizações. O Gran não se responsabiliza por custos
de impressão, que deve ser realizada sob responsabilidade exclusiva do aluno.
SUMÁRIO
Direito Administrativo em FocoRegime Jurídico Único para o Cebraspe . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Regime Jurídico Administrativo e suas Características . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Sentidos da Administração Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Constitucionalização do Direito Administrativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Jurisdicionamento Administrativo e Judicial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Supraprincípios do Direito Administrativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Deveres do Administrador Público. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Princípio da Eficiência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Princípio da Legalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Princípio da Impessoalidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Princípio da Intranscendência das Sanções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Princípio da Moralidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Princípio da Autotutela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Jurisprudência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

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Direito Administrativo em Foco – Regime Jurídico Único para o Cebraspe
Professora: Maria Júlia Inácio

DIREITO ADMINISTRATIVO EM FOCO


REGIME JURÍDICO ÚNICO PARA O CEBRASPE
Os principais assuntos do Regime Jurídico Único cobrados nas últimas provas da banca
Cebraspe geralmente envolvem temas relacionados ao Direito Administrativo e aos direitos
e deveres dos servidores públicos. Aqui estão alguns tópicos recorrentes:
1. características do Regime Jurídico;
2. sentidos da Administração Pública;
3. princípios explícitos e implícitos.
Esses tópicos são fundamentais para dominar o tema do Regime Jurídico Único e garantir
um bom desempenho nas provas da banca Cebraspe.

Boa sorte, concurseiro! Vamos juntos rumo à aprovação!

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Direito Administrativo em Foco – Regime Jurídico Único para o Cebraspe
Professora: Maria Júlia Inácio

REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO E SUAS


CARACTERÍSTICAS
O Regime Jurídico Administrativo é exclusivo do Direito Público e se destaca por dois
aspectos principais: prerrogativas e sujeições.
As prerrogativas conferem à Administração Pública uma posição de superioridade em
suas relações com os particulares, permitindo que atue de maneira privilegiada para o
cumprimento de suas funções.
Já as sujeições, por outro lado, impõem restrições à liberdade da Administração, em
comparação com os particulares, sob pena de nulidade de seus atos.

SENTIDOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


A Administração Pública pode ser compreendida em diferentes sentidos:
• Sentido subjetivo, formal ou orgânico: refere-se ao conjunto de órgãos, agentes
públicos e entidades, como autarquias e empresas públicas, que exercem atividades
administrativas. Aqui, focamos em quem executa as funções.
• Sentido objetivo, material ou funcional: relaciona-se às atividades e funções
desempenhadas pela Administração, como o poder de polícia e a prestação de serviços
públicos. Nesse sentido, o foco está em o que a Administração faz.
Esses sentidos são amplamente cobrados em provas de concursos, como os organizados
pelo Cebraspe, e é importante lembrar a diferença entre quem faz (subjetivo) e o que é
feito (objetivo).

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Direito Administrativo em Foco – Regime Jurídico Único para o Cebraspe
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CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO


Com a constitucionalização do Direito Administrativo, vários aspectos foram redefinidos:
1. Os princípios constitucionais ganharam centralidade, destacando-se a supremacia
do interesse público sobre o privado.
2. O princípio da legalidade foi ampliado para incluir a vinculação direta à Constituição,
não apenas à lei.
3. A discricionariedade administrativa passou a ser controlada judicialmente com base
nos princípios constitucionais.
4. Houve um reforço na participação democrática dos cidadãos nas decisões
administrativas.

JURISDICIONAMENTO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL


Diferente do sistema francês, em que há duas jurisdições (administrativa e judicial), o
Brasil adota um sistema de jurisdição única. No entanto, decisões administrativas podem ser
revistas pelo Poder Judiciário, garantindo o controle sobre eventuais abusos ou ilegalidades.

SUPRAPRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO


Os supraprincípios (ou superprincípios) são os pilares centrais que sustentam todos os
demais princípios e regras do Direito Administrativo. Segundo Celso Antônio Bandeira de
Mello, esses supraprincípios são dois:
1. supremacia do interesse público sobre o privado;
2. indisponibilidade do interesse público.

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Esses dois supraprincípios refletem uma dualidade constante no exercício da função


administrativa, destacando a relação entre os poderes da Administração e os direitos dos
administrados. Importante ressaltar que ambos são relativos, e não absolutos: nem o
interesse público prevalece sempre sobre o privado, nem o interesse público é totalmente
indisponível.

DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO


O administrador público tem o dever de agir conforme os seguintes princípios:
1. Dever de agir: decorre da indisponibilidade do interesse público, obrigando o
administrador a agir quando a lei assim o exigir.
2. Dever de prestar contas: os gestores são responsáveis pelo patrimônio público e
devem prestar contas de suas ações à sociedade.
3. Dever de probidade: o administrador deve agir com honestidade, lealdade e boa-fé.
4. Dever de eficiência: busca a excelência na gestão pública, adotando boas práticas
de administração.

Já caiu em prova!

(CEBRASPE/2024/PREFEITURA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES/AUXILIAR ADMINISTRATIVO)


O dever de agir exige que o administrador público atue em consonância com os princípios
da moralidade e honestidade administrativa.

Certo.

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PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA
O princípio da eficiência introduz a busca pela produtividade, economicidade e redução
de desperdícios na Administração Pública. Um dos grandes desafios é combinar legalidade
e eficiência, garantindo que os atos administrativos não só estejam dentro da lei, mas
também sejam os mais eficazes possíveis.
Exemplos práticos mostram que a atuação eficiente deve sempre observar os limites
legais, sem ignorar a qualidade e a otimização dos recursos públicos.

SÚMULA VINCULANTE N. 13 – NEPOTISMO


A Súmula Vinculante n. 13 proíbe a nomeação de parentes até o terceiro grau para
cargos de comissão ou confiança na Administração Pública, direta ou indireta. Essa prática,
conhecida como nepotismo, viola os princípios de impessoalidade, eficiência, igualdade
e moralidade.
Por outro lado, a Súmula não se aplica aos cargos de natureza política, como secretarias
ou ministérios, ou quando há prévia aprovação em concurso público.

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
No âmbito público, o princípio da legalidade exige que a Administração atue somente
conforme a previsão legal, o que difere da liberdade dos particulares, os quais podem fazer
tudo o que não for proibido por lei. Esse princípio assegura que o agente público só pode
agir se houver respaldo legal para suas decisões e atos.
O princípio da legalidade tem duas perspectivas:
Para o AGENTE PÚBLICO: art. 37, CF.
• Fazer apenas o que a lei autoriza.
Para o CIDADÃO: art. 5º, II, CF.
• Art. 5º, II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei;
• Significa que o cidadão comum pode fazer tudo que a lei não proíbe.
Exceções ao princípio da legalidade:
• edição de medidas provisórias;
• decretação do estado de defesa;
• decretação do estado de sítio.

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PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE
Este princípio proíbe o favorecimento de indivíduos ou grupos, garantindo que a
Administração atue de forma igualitária e imparcial. Ele também impede a promoção pessoal
de agentes públicos e exige que os atos administrativos visem sempre ao interesse público.
O princípio da impessoalidade, também apresentado expressamente na CF/1988,
apresenta cinco sentidos:

Já caiu em prova!

(CEBRASPE/2023/FNDE/ESPECIALISTA EM FINANCIAMENTO E EXECUÇÃO DE PROGRAMAS


E PROJETOS EDUCACIONAIS) Configura-se nepotismo a nomeação para cargo de direção,
na administração pública indireta da esfera federal, na situação em que o nomeado seja
parente de 4º grau, por afinidade, da autoridade nomeante.

Errado.

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PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS SANÇÕES


Este princípio impede que sanções administrativas sejam estendidas a pessoas ou
entidades que não tenham cometido o ato ilícito. Ele foi reforçado pelo STF, e este decidiu
que um município pode obter uma certidão negativa de débitos, mesmo se outro órgão,
como a Câmara Municipal, tiver dívidas.

PRINCÍPIO DA MORALIDADE
A moralidade administrativa exige que os atos públicos sigam padrões éticos, sendo
válidos apenas se respeitarem a boa-fé, a honestidade e a lealdade. Esse princípio pode
invalidar atos que, embora legais, sejam considerados imorais.
O princípio da moralidade traz a ideia segundo a qual o agente público deve agir com
honestidade, lealdade, boa-fé e probidade. A Constituição Federal mostra situações em
que este deve atuar em observância à moralidade administrativa.
A violação desse princípio implicará transgressão do próprio Direito, o que caracterizará
um ato ilícito de modo a gerar a conduta viciada em uma conduta invalidada.

• Artigo 5º LXXIII – “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular
que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico
e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do
ônus da sucumbência”.
• Ademais, o artigo 37, caput, elenca a moralidade com princípio fundamental aplicável
à Administração Pública: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.
• Além disso, o artigo 85, V, define como crimes de responsabilidade do presidente da
República os atos que atentam contra a “probidade administrativa”.

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PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA
A Administração Pública tem o poder de revisar seus próprios atos, anulando-os em caso
de ilegalidade ou revogando-os por motivos de conveniência. Esse princípio é fundamentado
nas Súmulas 346 e 473 do STF, que permitem à Administração corrigir suas ações sem a
necessidade de recorrer ao Poder Judiciário.
1º Aspecto da legalidade (poder-dever): a Administração Pública deverá anular atos
ilegais (inválidos), seja de ofício ou por provocação.
• A anulação dos atos poderá ser limitada pelo princípio da segurança jurídica, e o prazo
de decadência deles será de cinco anos; nos casos de atos individuais e concretos,
essa ação será limitada pelo contraditório e a ampla defesa.
2º Aspecto do mérito: a Administração Pública poderá rever atos passados e revogá-
los por motivos de conveniência ou oportunidade.
3º Aspecto do zelo pelos bens públicos que integram o patrimônio da Administração
Pública: esse aspecto é posto pela autora Maria Sylvia Zanella de Pietro.
Esse poder da Administração Pública está consagrado em duas Súmulas do STF: a de
n. 346 e a de n. 437.

SÚMULA 346
A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos.

SÚMULA 473
A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial.

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A imposição de sanções ao Poder Executivo estadual em virtude de pendências de órgãos


dotados de autonomia institucional e orgânico-administrativa, tais como o Ministério Público
estadual, constitui violação do princípio da intranscendência, na medida em que o Governo
do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica dessa instituição autônoma.
O Poder Executivo não pode ser impedido de contratar operações de crédito em razão do
descumprimento dos limites setoriais de despesa com pessoal por outros poderes e órgãos
autônomos (art. 20, II, e 23, § 3º da Lei de Responsabilidade Fiscal). STF. Plenário. ACO 3072,
Rel. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/08/2020 (Info 991).
O princípio da segurança jurídica em seu viés subjetivo exige da Administração Pública atuação
leal e coerente, de modo a proibir comportamentos contraditórios. Desse modo, a legislação
impõe um limite temporal para a atuação administrativa que visa anular ato ilegal, que no
caso é de 05 (cinco) anos.
Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de
Contas estão sujeitos ao prazo de cinco anos para o julgamento da legalidade do ato de
concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à
respectiva Corte de Contas.
STF. Plenário. RE 636553/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 19/2/2020 (repercussão
geral – Tema 445) (Info 967).
O princípio da intranscendência subjetiva significa que não podem ser impostas sanções e
restrições que superem a dimensão estritamente pessoal do infrator e atinjam pessoas que
não tenham sido as causadoras do ato ilícito.
É possível ao Município obter certidão positiva de débitos com efeito de negativa quando a
Câmara Municipal do mesmo ente possui débitos com a Fazenda Nacional, tendo em conta
o princípio da intranscendência subjetiva das sanções financeiras.
STF. Plenário. RE 770149, Rel. Min. Marco Aurélio, Relator p/ Acórdão Min. Edson Fachin,
julgado em 05/08/2020 (Repercussão Geral – tema 743) (Info 993).
É inconstitucional lei estadual que estabeleça prazo decadencial de 10 (dez) anos para
anulação de atos administrativos reputados inválidos pela Administração Pública estadual.
STF. Plenário. ADI 6019/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. Roberto
Barroso, julgado em 12/4/2021 (Info 1012).
No exercício do seu poder de autotutela, poderá a Administração Pública rever os atos de
concessão de anistia a cabos da Aeronáutica com fundamento na Portaria 1.104/1964, quando
se comprovar a ausência de ato com motivação exclusivamente política, assegurando-se ao
anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a não devolução das
verbas já recebidas.
Ex.: 2003, João, ex-militar da Aeronáutica, recebeu anistia política, concedida por meio
de portaria do Ministro da Justiça. Em 2006, a AGU emitiu nota técnica fazendo alguns
questionamentos sobre a forma indevida pela qual estavam sendo concedidas anistias
políticas, dentre elas a que foi outorgada a João. Em 2011, o Ministro da Justiça determinou
que fossem revistas as concessões de anistia de inúmeros militares, inclusive a de João.
Em 2012, foi aberto processo administrativo para examinar a situação de João e, ao final,
determinou-se a anulação da anistia política. Mesmo tendo-se passado mais de 5 anos, a
anulação do ato foi possível, seja por força da parte final do art. 54 da Lei n. 9.784/1999,
seja porque o prazo decadencial do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplica quando o ato
a ser anulado afronta diretamente a Constituição Federal.
STF. Plenário. RE 817338/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 16/10/2019 (repercussão
geral – Tema 839) (Info 956).

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A imposição de sanções ao Poder Executivo estadual em virtude de pendências de órgãos


dotados de autonomia institucional e orgânico-administrativa, tais como o Ministério Público
estadual, constitui violação do princípio da intranscendência, na medida em que o Governo
do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica dessa instituição autônoma.
O Poder Executivo não pode ser impedido de contratar operações de crédito em razão do
descumprimento dos limites setoriais de despesa com pessoal por outros poderes e órgãos
autônomos (art. 20, II, e 23, § 3º da Lei de Responsabilidade Fiscal). STF. Plenário. ACO 3072,
Rel. Ricardo Lewandowski, julgado em 24/08/2020 (Info 991).
Em regra, a proibição da SV 13 não se aplica para cargos públicos de natureza política, como,
por exemplo, Secretário Municipal.
Assim, a jurisprudência do STF, em regra, tem excepcionado a regra sumulada e garantido a
permanência de parentes de autoridades públicas em cargos políticos, sob o fundamento
de que tal prática não configura nepotismo.
Exceção: poderá ficar caracterizado o nepotismo mesmo em se tratando de cargo político
caso fique demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação por manifesta
ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado.
STF. 1ª Turma. Rcl 28024 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/05/2018.
Não há nepotismo na nomeação de servidor para ocupar o cargo de assessor de controle
externo do Tribunal de Contas mesmo que seu tio (parente em linha colateral de 3º grau) já
exerça o cargo de assessor-chefe de gabinete de determinado Conselheiro, especialmente pelo
fato de que o cargo do referido tio não tem qualquer poder legal de nomeação do sobrinho.
A incompatibilidade da prática enunciada na SV 13 com o art. 37 da CF/1988 não decorre
diretamente da existência de relação de parentesco entre pessoa designada e agente político
ou servidor público, mas de presunção de que a escolha para ocupar cargo de direção, chefia
ou assessoramento tenha sido direcionado à pessoa com relação de parentesco com quem
tenha potencial de interferir no processo de seleção.
STF. 2ª Turma. Rcl 18564/SP, rel. orig. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o acórdão Min. Dias
Toffoli, julgado em 23/2/2016 (Info 815).

JURISPRUDÊNCIA
Já caiu em prova!
*Todas as assertivas são corretas, e foram inseridas no material para fins de revisão.

001. (CEBRASPE/2024/PREFEITURA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES/AUXILIAR


ADMINISTRATIVO) Agir com probidade e eficiência está entre os deveres do
administrador público.

002. (CEBRASPE/2018/ABIN/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/CONHECIMENTOS GERAIS)


São considerados princípios informativos da atividade administrativa a legalidade e a
supremacia do interesse público, sendo o primeiro mencionado na Constituição vigente, e
o segundo, fundamentado nas próprias ideias do Estado em favor da defesa, da segurança
e do desenvolvimento da sociedade.

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003. (CEBRASPE/STM/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Embora não


estejam previstos expressamente na Constituição vigente, os princípios da indisponibilidade,
da razoabilidade e da segurança jurídica devem orientar a atividade da administração pública.

004. (CEBRASPE/2018/CGM DE JOÃO PESSOA-PB/CONHECIMENTOS BÁSICOS/CARGOS: 1, 2


E 3) Decorre do princípio de autotutela o poder da administração pública de rever os seus
atos ilegais, independentemente de provocação.

005. (CEBRASPE/2018/CGM DE JOÃO PESSOA-PB/TÉCNICO MUNICIPAL DE CONTROLE


INTERNO – GERAL) O princípio da eficiência determina que a administração pública direta e
indireta adote critérios necessários para a melhor utilização possível dos recursos públicos,
evitando desperdícios e garantindo a maior rentabilidade social.

006. (CEBRASPE/2018/IPHAN/CONHECIMENTOS BÁSICOS/CARGOS DE NÍVEL MÉDIO) No


serviço público, o princípio da moralidade refere-se ao elemento ético de conduta, o que
exige do servidor, entre outros aspectos, decidir entre o conveniente e o inconveniente,
enquanto o princípio da eficiência exige o direcionamento da atividade e dos serviços
públicos à efetividade do bem comum.

007. (CEBRASPE/2018/ABIN/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/CONHECIMENTOS GERAIS)


O núcleo do princípio da eficiência no direito administrativo é a procura da produtividade
e economicidade, sendo este um dever constitucional da administração, que não poderá
ser desrespeitado pelos agentes públicos, sob pena de responsabilização pelos seus atos.

008. (CEBRASPE/2018/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADMINISTRATIVA) O princípio


da proporcionalidade, que determina a adequação entre os meios e os fins, deve ser
obrigatoriamente observado no processo administrativo, sendo vedada a imposição de
obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao
atendimento do interesse público.

009. (CEBRASPE/2018/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Embora sem previsão


expressa no ordenamento jurídico brasileiro, o princípio da confiança relaciona-se à crença
do administrado de que os atos administrativos serão lícitos e, portanto, seus efeitos serão
mantidos e respeitados pela própria administração pública.

010. (CEBRASPE/2024/PREFEITURA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES/AUXILIAR


ADMINISTRATIVO) No exercício da função pública, cabe ao administrador público prestar
contas da sua gestão, garantindo a transparência de suas ações.

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011. (CEBRASPE/2024/PREFEITURA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES/PROCURADOR) Ante o


princípio da intranscendência subjetiva das sanções, as limitações jurídicas decorrentes da
inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, de autarquias, empresas governamentais
ou entidades paraestatais não podem atingir os Estados-membros, projetando, sobre estes,
consequências jurídicas desfavoráveis e gravosas.

012. (CEBRASPE/2024/CNJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Em regra, a administração


pública não depende de decisão judicial para executar os próprios atos.

013. (CEBRASPE/2024/PREFEITURA DE MOSSORÓ-RN/PROCURADOR JURÍDICO) Consoante


a jurisprudência do STF, com base no princípio da intranscendência subjetiva das sanções
financeiras, município pode obter certidão positiva de débitos com efeito de negativa caso
a respectiva câmara municipal possua débitos com a União.

014. (CEBRASPE/2024/MPE-TO/ANALISTA MINISTERIAL ESPECIALIZADO/ÁREA DE ATUAÇÃO:


PEDAGOGIA) A decadência é um fato jurídico relacionado ao princípio da segurança jurídica.

015. (CEBRASPE/2024/CAPES/ANALISTA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA) Em sentido estrito, a


administração pública compreende, sob o aspecto subjetivo, apenas os órgãos administrativos,
excluídos os órgãos governamentais.

016. (CEBRASPE/2024/INPI/ANALISTA DE PLANEJAMENTO, GESTÃO E INFRAESTRUTURA


EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL/ÁREA: A2 – GESTÃO E SUPORTE/FORMAÇÃO: DIREITO) O
nepotismo, o partidarismo e a promoção pessoal são vícios que maculam o princípio da
impessoalidade.

017. (CEBRASPE/2023/FNDE/ESPECIALISTA EM FINANCIAMENTO E EXECUÇÃO DE PROGRAMAS


E PROJETOS EDUCACIONAIS/CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS) Suponha-se que determinado
servidor público tenha sido exonerado ad nutum do cargo que ocupava e que, no ato de
exoneração, a administração tenha exposto seus motivos. Nessa situação hipotética, apesar
de inicialmente ser desnecessária a motivação, haverá a vinculação aos motivos indicados,
em razão da teoria dos motivos determinantes.

018. (CEBRASPE/2023/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/ÁREA AUDITORIA) O princípio


da impessoalidade é uma manifestação do princípio da isonomia.

019. (CEBRASPE/2023/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/FASE VESPERTINA) O


nepotismo constitui vício que viola diretamente os princípios da moralidade e da impessoalidade
na gestão da coisa pública, enquadrando-se na modalidade ampla de corrupção.

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