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Ame-se e Cure Seu Corpo Naturalmente

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Ame-se

e Cure o Seu Corpo


LOUISE L. HAY
AHLEA KHADRO
HEATHER DANE

Ame-se
e Cure o Seu Corpo
A dieta da longevidade através dos pensamentos
positivos e da nutrição natural

Tradução de:
Elisa Evangelista

Pergaminho
CAPÍTULO 1

PASSO 1
Crie Uma Nova Perspetiva
em Torno da Saúde

Todos temos uma história sobre a nossa vida e a nossa saúde, e essa
história inclui os lugares por onde passámos, o lugar onde nos encon-
tramos agora e aquele onde tencionamos dirigir-nos. Podemos ter
contado esta história milhares de vezes a nós próprios ou aos outros.
E se o lugar onde se encontra neste momento ou os desafios que
enfrentou no passado não importassem? E se soubesse a verdade,
ou seja, se tivesse consciência de que o seu corpo foi concebido para
curar? E se a sua fosse uma história de amor?
Provavelmente ensinaram-lhe que, para ser «consertado», necessita
de sair de si e recorrer aos serviços de médicos e especialistas. E se,
em vez disso, soubesse que apesar de os
médicos e os especialistas poderem dar- A saúde perfeita é o meu
-lhe orientações valiosas, o leitor é direito Divino, que eu
detentor de um enorme poder interior? reclamo neste momento.
Saiba, pois, que esta é a verdade! LOUISE
O leitor tem o poder de começar a
escutar o seu corpo. O seu corpo, tal como tudo na vida, é um espe-
lho dos seus pensamentos interiores e das suas convicções. Cada uma
das suas células reage a cada pensamento que pensa e a cada palavra
que sai da sua boca. Assim, a presença permanente de determinados
padrões de pensamentos e convicções pode gerar no corpo compor-
tamentos e padrões de conforto ou desconforto. Quanto melhor
conhecer o seu corpo e quanto mais o escutar, mais ele o aproximará
de um bom estado de saúde. Este tema será sucessivamente abordado
com mais especificidade ao longo das páginas deste livro. Neste
momento, o importante é que retenha a seguinte informação: se
estiver a enfrentar um desafio relacionado com a sua saúde, isso
significa que a Vida está a convidá-lo a amar-se. Por outras palavras,

Ame-se e Cure o Seu Corpo | 21


qualquer que seja o seu problema, a solução passa sempre e apenas
por amar-se a si mesmo.
Sempre que enfrenta um problema de saúde, isso significa que o seu
corpo está a solicitar que seja mais benevolente consigo próprio, o que
passa por amar-se um pouco mais a cada dia que passa. Pense na pessoa
ou no animal que mais ama. Como se sente quando pensa nesse ser?
Concentre-se nisto, por momentos, e sinta intensamente. Amar-se a si
mesmo significa que tem disponibilidade para sentir a mesma quantidade
de amor que sente pelo ser amado. Se lhe parecer excessivamente difícil
amar-se a esse ponto, saiba desde já que não está só nessa dificuldade.
Quando começa a amar-se mais a si próprio, torna-se mais fácil
conceder-se o que necessita sem esperar até ter cumprido todas as
demais tarefas da sua lista de coisas para fazer. No entanto, por vezes
acontece que nem sequer sabe identificar as suas necessidades.
A leitura deste livro dar-lhe-á acesso às ferramentas que o ajudarão
a reconhecer o que o seu corpo necessita para que possa sentir-se
saudável, feliz, enérgico e robusto.
O facto de se ter cruzado com este trabalho significa que está
preparado para se amar a si mesmo e para implementar uma mudança
positiva na sua saúde. Da nossa parte, reconhecemos esta possibili-
dade, e convidamo-lo desde já a também reconhecê-la!
E se lhe fosse possível criar uma nova história? O propósito deste
capítulo consiste em partilhar algumas novas formas de escrever a
sua história de amor.

O Que É a Saúde?
Para responder a esta questão sentimos que seria importante referenciar
sucintamente a forma como a ciência vê a saúde, nomeadamente os
temas mais prementes da época em que vivemos. (Não se preocupe:
seremos breves, e prometemos que não o maçaremos com um discurso
excessivamente técnico!) Mas porquê referenciar a visão científica? Por-
que ela encerra uma história mais profunda que pretendemos destacar.
Para começar, há dois factos que sobressaem desde logo quando
olhamos de relance para a abordagem da ciência à saúde:

1. As escolhas relacionadas com o estilo de vida desempenham


um papel de peso nos grandes problemas de saúde da época
em que vivemos.

22 | Louise L. Hay, Ahlea Khadro, Heather Dane


2. Num número significativo e crescente de pessoas estão a ser
diagnosticadas doenças para as quais a ciência não encontra
nem uma causa concreta nem cura.

No nosso entender, estes dois factos remetem-nos para duas ver-


dades muito importantes:

1. Cada um de nós tem o poder de criar um estado de boa saúde.


2. O facto de não haver respostas traz-nos a oportunidade per-
feita para criar uma nova perspetiva em torno do tema saúde.

O Atual Cenário da Saúde


segundo a Perspetiva da Ciência

No passado, a maior preocupação em torno da saúde prendia-se com


as doenças infecciosas que poderiam ser contraídas por contágio,
como era o caso da tuberculose e do VIH. Porém, em 2008, a Orga-
nização Mundial de Saúde reportou que a tendência, no âmbito da
saúde, deixara de incidir sobre as doenças infecciosas para passar a
focar-se no que designa como «doenças não comunicáveis». Essas
doenças – como é o caso do cancro, dos problemas cardíacos e da
diabetes – são tidas, genericamente, como crónicas e não contagiosas1.
O que se torna interessante acerca desta mudança é o facto de às
doenças não comunicáveis subjazerem quatro fatores relacionados
com o estilo de vida, a saber:

1. O consumo de tabaco
2. A nutrição deficiente
3. A falta de exercício físico
4. O consumo excessivo de álcool

O que presentemente podemos constatar é que as escolhas que


fazemos no dia-a-dia afetam a nossa saúde. Em vez de os perigos se
encontrarem à espreita algures no exterior, passámos a viver com a
oportunidade de escolher amar os nossos corpos e cuidar bem deles.
Apesar de a Organização Mundial de Saúde fazer referência a este
facto com uma linguagem mais científica, a mensagem veiculada é

Ame-se e Cure o Seu Corpo | 23


a de que, se fizermos melhores escolhas no que se refere ao estilo de
vida, a nossa saúde pode ser dramaticamente afetada.

Doenças Autoimunes:
Quando o Corpo Deixa de Se Reconhecer a Si Próprio
Uma das categorias de doenças no âmbito das doenças não comuni-
cáveis são as patologias autoimunes, que ocorrem quando o sistema
imunitário ataca órgãos e tecidos saudáveis do corpo. Por outras
palavras, o sistema imunitário deixa de ter a capacidade de distinguir
a diferença entre tecidos saudáveis e substâncias nocivas como as
bactérias, os vírus e outras substâncias patogénicas. No nosso enten-
der, isto significa que o corpo perde a capacidade de se reconhecer
a si próprio, visto que as células deixam de reconhecer os elementos
saudáveis. Reflita um pouco sobre isto: se uma pessoa tiver pensa-
mentos negativos e destituídos de amor acerca do seu corpo e de si
própria, como poderão as células ser capazes de não reproduzir essa
propensão para atentarem contra si mesmas?
A investigação demonstra que existem mais de 100 doenças auto-
imunes distintas. Em 2005, nos Estados Unidos foram diagnosticadas
doenças autoimunes a quase 24 milhões de indivíduos. Este número
continua a subir em todas as regiões do mundo, e em particular nas
nações mais industrializadas do Ocidente. Setenta e cinco por cento
da população afetada são mulheres, muitas das quais em idade fértil2.
Na verdade, os problemas relacionados com a autoimunidade cons-
tituem uma das principais causas de morte de mulheres jovens e de
meia-idade, sendo a segunda principal causa das doenças crónicas e
a terceira principal causa de invalidez, segundo os critérios da Segu-
rança Social (a seguir às doenças cardíacas e ao cancro)3.
Seguem-se algumas das condições autoimunes mais comuns4:

• Doença celíaca
• Doença de Crohn
• Diabetes (tipo 1)
• Fibromialgia
• Alergias alimentares
• Tiroidite de Hashimoto
• Doença inflamatória dos intestinos
• Lúpus

24 | Louise L. Hay, Ahlea Khadro, Heather Dane


• Esclerose múltipla
• Anemia perniciosa (carência severa de vitamina B12)
• Psoríase
• Artrite reumatoide
• Esclerodermia
• Vitiligo (patologia dermatológica)

Outros exemplos de perturbações que se pensam derivar de con-


dições autoimunes são o autismo, a síndrome de fadiga crónica, os
distúrbios alimentares5, a doença de Lyme e a narcolepsia.
Os sintomas autoimunes são amiúde dolorosos e provocam
fadiga, febre, bem como uma quebra geral do bem-estar. A maioria
das doenças autoimunes é considerada crónica e incurável. Um dos
aspectos desconcertantes das condições autoimunes é o facto de
muitas das pessoas que delas padecem não evidenciarem sinais exte-
riores de enfermidade e ostentarem uma aparência perfeitamente
saudável. Com efeito, até o problema ser diagnosticado, as pessoas
mais próximas costumam referir que os sintomas reportados são
«fruto da imaginação» ou gerados pela ansiedade. Infelizmente, mui-
tas das pessoas que padecem de doenças autoimunes são considera-
das hipocondríacas.
Os cientistas das mais diversas regiões do mundo, confrontados
pelo número crescente de diagnósticos autoimunes, não encontram
uma causa. A teoria em voga faz referência ao ambiente, a fatores
genéticos e ao estilo de vida como os possíveis catalisadores do
crescimento destas condições.

Stresse: Como os Pensamentos Negativos Crónicos Dão Origem


a Crenças e a Hábitos de Vida
Muitos especialistas concordam que o stresse está na origem de todas
as doenças e desconfortos.
Com vista a tomar conhecimento da forma como a ciência vê o
stresse, consultámos a APA (Associação Americana de Psicologia),
entidade que descreve esse fenómeno como um sentimento de preo-
cupação, sobrecarga ou exaustão6. No relatório de 2012 sobre o
stresse na América, aquela entidade constatou que, ao invés de dimi-
nuir, como seria desejável, o nível de stresse mantinha-se ou então
subia para cerca de 80 por cento da população sondada. Por outro

Ame-se e Cure o Seu Corpo | 25


lado, 20 por cento dos indivíduos sondados referiam o facto de
estarem a viver um elevadíssimo nível de stresse7.
Donde vem este estado de preocupação e sobrecarga? Como che-
gamos ao ponto de nos sentirmos esgotados? Tudo começa com um
pensamento. Com o tempo, os pensamentos negativos crónicos
transformam-se em crenças e hábitos de vida. Não é necessário muito
tempo até que todo o seu estilo de vida passe a basear-se nesses pen-
samentos, crenças e hábitos negativos, o que, por sua vez, gera o
stresse crónico, condição que tem um efeito devastador na sua saúde.
Se se sente esmagado, procure identificar os seus pensamentos.
Provavelmente pensa muito sobre tudo o que tem para fazer. Quanto
mais pensa sobre todas as tarefas que tem pela frente e sobre o pouco
tempo que tem para fazê-las, mais esmagado se sente.
E quanto à preocupação? Este estado prende-se, amiúde, com
incursões no passado e o desejo de poder ter mudado alguma coisa,
ou então com uma fixação no futuro e no que poderá acontecer.
Relativamente à exaustão – estado bastante frequente na época
em que vivemos – é possível que tenha dito «sim» a tantas coisas que
não lhe sobra tempo para descansar e se refazer. Talvez já se tenha
apercebido da importância de estabelecer limites, embora lhe seja
difícil dizer não.
O hábito de pensar negativamente pode determinar que viva em
ciclos intermináveis de stresse crónico, condição que tem um efeito
direto e profundo na sua saúde. Sendo certo que um determinado
nível de stresse é benéfico para o corpo, o stresse crónico impõe
fortes desafios ao organismo. Diversos estudos demonstram que as
emoções não são um mero produto da sua mente. Na verdade, o seu
corpo também sofre o impacto das emoções8. Por exemplo, quando
se zanga o seu corpo acumula tensão, os seus órgãos digestivos
tornam-se rígidos, a sua pulsação aumenta, a sua mandíbula e mús-
culos faciais contraem-se.
No Capítulo 3 abordaremos com mais profundidade o tema da
ligação entre a mente e o corpo. Para já, queremos partilhar o que
acontece ao seu corpo quando se encontra sob stresse. Quando o
stresse se torna crónico, processa-se a emissão de um sinal de perigo
que impede o sangue de afluir ao cérebro, ao sistema imunitário e
ao sistema digestivo. Assim, para fazer face ao perigo, o sangue é
redirecionado para os membros9,10. Isto significa que o seu sistema

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digestivo deixa de ser capaz de digerir eficazmente, que o seu sistema
imunitário perde a capacidade de protegê-lo devidamente, e que o
seu cérebro deixa de ser capaz de pensar com clareza. Os estudos
demonstram que os cérebros, quando sujeitos a um stresse prolon-
gado11, chegam, efetivamente, a encolher.
Quando padece de stresse crónico, o seu sistema nervoso deixa
de estar em equilíbrio. O que no passado foi uma relação harmoniosa
entre o sistema nervoso simpático (que rege a reação de «lutar ou
fugir») e o sistema nervoso parassimpático (que o ajuda a descansar,
a dormir, a digerir e a regenerar-se) passa a constituir uma sobrecarga
para o sistema nervoso simpático. Mais ainda, o stresse crónico
mantém-no acelerado e hipervigilante, dificultando o seu descanso,
a sua recuperação e a nutrição do seu corpo.
Se presentemente o leitor se encontra num estado de stresse cró-
nico, saiba que não está só.
Tal como acontece a muitas pessoas hoje em dia, possivelmente
o leitor aprendeu que a vida não é segura. Mas independentemente
do que lhe foi ensinado ou das suas atuais convicções, queremos que
saiba que à medida que vai entrando na sua história de amor terá a
oportunidade de constatar que é alvo de muito suporte e segurança.
Em seguida, mostrar-lhe-emos como poderá transitar do estado de
stresse crónico para um outro estado, mais equilibrado e harmo-
nioso, em que os seus pensamentos e os seus pressupostos possam
constituir um suporte para a sua saúde e felicidade. Este livro está
recheado de dicas que visam ajudá-lo a reduzir o stresse que afeta o
seu corpo e a sua mente. Onde quer que se encontre neste momento,
saiba que quando se trata de stresse é sempre possível reverter a
situação e encontrar uma cura.

A Doença enquanto Desconexão


A obra Blue Zones, da autoria de Dan Buettner, debruça-se sobre as
grandes soluções para uma vida melhor e mais longa com base na
observação das comunidades mais longevas. Três das nove soluções
recomendadas prendem-se com a conexão, nomeadamente:

1. Conexão com uma comunidade espiritual;


2. Conexão com a família;
3. Conexão com um círculo íntimo, ou «tribo» de amigos.

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Curiosamente, apesar de Buettner não a ter incluído entre as nove
grandes soluções (Power 9) para uma vida melhor e mais longa, a
alternativa que passaremos a mencionar faz parte integrante das
vidas de todas as populações «Blue Zone» que o autor estudou:
trata-se da conexão com a terra. Com efeito, todas essas populações
trabalham a terra e alimentam-se de produtos frescos e integrais.
Na época em que vivemos, as prioridades alteraram-se porque as
vidas das pessoas tornaram-se mais atarefadas. Não nos conectamos
tanto como noutros tempos, e, quando o fazemos, o contacto
processa-se, amiúde, por entre barreiras tecnológicas. Apesar de
muitos de nós gracejarmos em torno do tema, a verdade é que se
tornou comum assistirmos a jantares de família ou amigos em que
os convivas se dedicam a verificar os seus telemóveis, a enviar men-
sagens e a publicar posts no Facebook. Esses comportamentos
tornaram-se, pois, mais comuns do que o simples ato de estarmos
por inteiro no momento presente e em relação uns com os outros.
O conceito de jantar em família está a tornar-se uma raridade nos
lares dos nossos dias. Mais ainda, vemos cada vez mais pessoas a
alimentarem-se numa correria, nomeadamente nos seus automóveis,
nos seus locais de trabalho ou enquanto veem televisão ou navegam
na Internet. Estes hábitos evidenciam não apenas uma desconexão
dos outros durante as refeições, como também uma desconexão de
nós próprios. Em suma, perdemos a conexão com o ato amoroso e
sensorial que consiste em nutrir os nossos corpos.
Com o tempo, e à medida que os nossos hábitos, enquanto socie-
dade, se foram modificando, o sistema alimentar também foi sofrendo
alterações. As indústrias ligadas à produção de alimentos processados
cresceram, suprindo a necessidade que as pessoas têm de comer
rapidamente despendendo o menor esforço possível. A ciência, entre-
tanto, descobriu maneiras de criar fórmulas químicas «idênticas» aos
alimentos e capazes de acelerar o processo de preparação das refei-
ções, de intensificar o seu sabor e de criar dependência nas pessoas,
garantindo, assim, a continuidade da procura.
Mas os alimentos processados nem sequer são verdadeiros ali-
mentos. Na verdade, temos a convicção de que os alimentos sinté-
ticos e processados constituem a etapa final da desconexão. Porquê?
Porque nos desconectam da terra e da natureza, e também porque
negam o que somos e o que necessitamos para que o nosso orga-

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nismo funcione perfeitamente tendo em conta os seres naturais que
somos.
Vikas Khanna, um dos cozinheiros mais reputados da Índia, no
seu livro intitulado Return to the Rivers: Recipes and Memories of
the Himalayan River Valleys, conta uma história sobre alimentos e
conexão: «A minha última estada no Butão, em 2011, relembrou-me
até que ponto a minha vida em Nova Iorque estava desconectada
daquele mundo. Quando me encontro na região dos Himalaias sinto-
-me íntima e inigualavelmente ligado à natureza, como não acontece
em qualquer outro lugar.»12
Vikas refere que quando se desloca, a pé, da casa do seu amigo,
atravessa os campos onde crescem os alimentos que o nutrem.
Quando olha pela janela do seu quarto, vê as ovelhas que providen-
ciam a lã do seu cobertor. Quando se desloca à vila onde se realiza
o mercado dos agricultores, conhece todas as pessoas que ali vendem
e trocam os seus produtos.
No fundo, o que Vikas descobriu no Butão foi que conhecia todas
as pessoas que produzem os alimentos que ingere. Este simples facto
não só gera conexão entre a comunidade e a natureza, como também
cria um sistema de responsabilidade em que cada pessoa é levada a
empenhar-se em criar produtos saudáveis e satisfatórios para os seus
clientes. Por outras palavras, as pessoas sentem-se responsáveis pelo
bem-estar umas das outras. Ele descreve ainda algo que muitos de
nós nunca viveram: a conexão profunda que caracteriza a vida das
comunidades das Blue Zones.
Acreditamos que a boa saúde deriva da conexão – conexão con-
nosco mesmos e com os nossos corpos, com a natureza e com as
outras pessoas. Assim, o passo mais importante que o leitor pode
dar no sentido de desenvolver a sua conexão consiste em estabelecer
uma relação consigo próprio. Por outro lado, esta também é a chave
para a redução do stresse e a eliminação do desconforto. Seguida-
mente veremos como operacionalizar esta ideia.

Uma Nova Perspetiva da Saúde: A Saúde É Um Espelho da Sua


Relação Consigo Mesmo
De acordo com a medicina convencional, a crescente «epidemia» de
stresse, as enfermidades geradas pelo estilo de vida e as doenças auto-
imunes não têm uma causa originária. Todavia, a raiz do problema

Ame-se e Cure o Seu Corpo | 29


parece-nos bastante simples: trata-se de uma epidemia de falta de
amor-próprio.
Esta é uma nova perspetiva da saúde que nada tem de misterioso
e devolve as rédeas às mãos de cada um de nós. Se a saúde é o espe-
lho da relação que tem consigo mesmo e com o seu corpo, então
deixa de fazer sentido acreditar em doenças incuráveis. No nosso
entender, a doença constitui um convite a alterar para melhor a
relação que tem consigo próprio.
Curiosamente, as mais recentes descobertas científicas corrobo-
ram a referida perspetiva. Por exemplo, o Dr. Bruce Lipton – o
reputado e internacionalmente reconhecido biólogo celular que
desenvolveu estudos inéditos na Faculdade de Medicina da Univer-
sidade de Stanford –, no seu livro intitulado The Biology of Belief,
disserta sobre um novo paradigma da saúde baseado na ciência da
epigenética.
O Dr. Bruce levou a cabo uma série de experiências inovadoras
que demonstraram que os nossos genes não são detentores do
controlo da biologia. Com efeito, a ideia de que a biologia é contro-
lada pelos genes é uma falsa assunção científica que foi desmistificada
pelo Projeto do Genoma Humano algures em 2003, descoberta,
aliás, corroborada pelas experiências que Bruce levou a cabo com
células em laboratório. As suas experiências demonstraram que não
eram os genes que controlavam as células, e que estas reagiam ao
ambiente em que estavam integradas. Bruce explicou: tendo em
conta que os seres humanos são detentores de cérebros, a sua reação
ao ambiente é necessariamente bastante mais complexa do que a de
uma simples célula. Nós, humanos, temos crenças, e é através dessas
crenças que reagimos aos ambientes em que as nossas vidas se desen-
rolam.13
Qual a mensagem que o leitor está a enviar às suas células neste
instante?
Se acredita que é uma má pessoa, é isso mesmo que as suas célu-
las ouvem. Se acredita que está doente, as suas células escutam-no.
Da mesma forma, se se crê um ser belo, merecedor de amor e por-
tador de saúde, as suas células escutam-no.
Que tipo de relação supõe que está a criar consigo mesmo e com
o seu corpo quando veicula mensagens negativas e adota crenças
negativas em torno da sua pessoa?

30 | Louise L. Hay, Ahlea Khadro, Heather Dane

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