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Espectroscopia: Linhas Espectrais e Análise

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Rodrigo Sobral
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ESPECTROSCOPIA

FORMAÇÃO DAS LINHAS ESPECTRAIS


intensidade

INFORMAÇÃO

Distribuição da radiação ESPECTRO

Decomposição
da luz

A distribuição da radiação mostra como ela varia com o


comprimento de onda ou frequência
ESPECTRO

Através do espectro de um objeto astronômico


pode-se conhecer informações sobre
TEMPERATURA, PRESSÃO, DENSIDADE, COMPOSIÇÃO
QUÍMICA, ESTRUTURA, DINÂMICA, etc..
intensidade

Nenhum objeto astronômico emite


como um corpo negro perfeito!!!

Distribuição da radiação Planckiana


Nenhum objeto astronômico emite como um
corpo negro perfeito!!!

Espectro de
corpo negro

Espectro real de
uma estrela
A distribuição da radiação pode ser medida
através de um ESPECTRÓGRAFO
ESBOÇO DE UM ESPECTRÓGRAFO BÁSICO

Lente
converge a
luz da fonte

DETECTOR
Placas fotográficas
CCDs
FENDA
Dispersor de luz.
separa o feixe de luz
PRISMA ou rede de difração
Formas de se visualizar um espectro:
fotografia e gráfico

Os dois espectros abaixo são obtidos de uma estrela.


Quando são medidos por placas fotográficas tem a forma
mostrada na figura mais acima.
O dispersor pode ser um PRISMA ou uma
REDE DE DIFRAÇÃO
Difração da luz
Refração da luz

Mudança de direção da luz quando


atravessa meios diferentes (depende do
ou da luz)

Flexão das ondas ao


passarem por pequenas
aberturas (transmissiva)
ou linhas finas
paralelas (ranhuras ou
sulcos) [refletiva]
Princípio da rede de difração

Luz como onda - difração

Difração = aparente flexão que ocorre com as ondas


quando passam por um pequeno obstáculo, orifício
ou abertura cuja dimensão é de menor ordem de
grandeza do que o seu comprimento de onda.
DIFRAÇÃO DA LUZ
Difração ocorre com todos os tipos de ondas: ondas
sonoras, ondas na água e ondas eletromagnéticas.

Em princípio:
se a radiação for composta de
luz ou partículas que se
movem em perfeitas linhas
retas bola de luz nítida

Mas observando com maior


atenção: flexão das ondas
bola de luz difusa
Difração para um dado
depende do tamanho da
abertura.
DIFRAÇÃO DA LUZ

Para qualquer onda: a quantidade


de difração é proporcional à RAZÃO
DO COMPRIMENTO DE ONDA E DA
LARGURA DA ABERTURA.

Quanto MAIOR o e/ou MENOR A


ABERTURA, MAIOR É O ÂNGULO
através do qual a onda é difratada

𝜆
𝜃∝
𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎

Ex. luz visível mostra difração


perceptível somente através
de aberturas muito estreitas
Rede de difração refletiva

Material com muitas linhas finas paralelas (ranhuras ou


sulcos) espaçadas de uma distância bastante pequena
(1 m=10-6 m)

Luz é difratada por estas ranhuras


Distintas cores (comprimentos de onda)
são diferentemente difratadas

Numa rede de difração a luz é


decomposta em diferentes cores (ex. CD)
ESPECTRO CONTÍNUO DE LUZ

Uma lâmpada incandescente


emite radiação em todos os
comprimentos de onda, e
tem um espectro que é
aproximadamente de um
corpo negro de temperatura
igual a da lâmpada.

Um gás quente e denso vai ter


espectro contínuo
NEM TODO O ESPECTRO É CONTÍNUO...

espectro de emissão =
gás de H de baixa densidade e pedaços estreitos do
quente gás emite radiação espectro contínuo

linhas
emitidas
pelo gás

Alterando a quantidade
ou a T do gás se altera a
intensidade das linhas.
Mas nunca a posição de
cada linha no !
Cada elemento químico produz um diferente
ESPECTRO DE EMISSÃO

Linhas em diferentes comprimentos de onda


Espectro de emissão
Se observarmos somente uma nuvem de
gás quente e de baixa densidade,
veremos um espectro de emissão. Este
espectro também dará informações sobre
a composição química da nuvem.

100-300 partículas/cm3
NEM TODO O ESPECTRO É CONTÍNUO II...
gás frio de baixa
densidade recebendo
radiação contínua
o gás absorve
radiação

espectro contínuo + linhas escuras


ESPECTRO DE ABSORÇÃO
O ESPECTRO DE ABSORÇÃO MEDIDO DARÁ INFORMAÇÕES SOBRE A
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO GÁS QUE CONSTITUI A ATMOSFERA
(FOTOSFERA) DA ESTRELA.
Porque as estrelas têm espectros com
linhas de absorção??

Podemos supor que estrelas são uma fonte de luz contínua


produzida por um gás quente e denso nas suas camadas mais
internas, com uma atmosfera mais fria de gás na sua borda que
poderá absorver a radiação vinda de seu interior observação
um espectro de absorção vindo da estrela.

núcleo = 160.000 kg/cm3


fotosfera = 2x10-6 kg/cm3
Espectro do sol : desde os s menores (cor azul)
até os maiores (cor vermelha)
Cada elemento químico produz um
diferente ESPECTRO DE ABSORÇÃO
ESPECTRO DE ABSORÇÃO OU EMISSÃO =
“IMPRESSÃO DIGITAL DO ELEMENTO
QUÍMICO QUE O PRODUZ
Wollaston foi o primeiro a medir linhas de absorção
solares em 1802. 10 anos mais tarde Joseph Fraunhofer
estudou as linhas solares com mais detalhes e fez um
catálogo de cerca de 600 linhas: LINHAS DE FRAUNHOFER
Ajuste do espectro real por uma
curva de Planck
A análise dos modos nos quais a matéria emite
ou absorve radiação ESPECTROSCOPIA

As três formas de espectro apresentadas


anteriormente consistem nas LEIS DE
KIRCHOFF DA ESPECTROSCOPIA
(b) Um gás quente
de baixa densidade
possui um
(c) Um gás frio de baixa espectro com
densidade que recebe linhas de emissão.
radiação contínua possui um Estas linhas são
espectro de linhas de características da
absorção superpostas no composição
espectro contínuo. Estas química do gás
linhas são características da
composição química do gás

(a) Um sólido, um líquido ou um gás


suficientemente denso possuem um
espectro contínuo de radiação
Linhas de absorção e emissão de uma dado
elemento químico estão sempre no mesmo

Ex. : linhas do sódio 588.9 nm e 589.6 nm


Na 5889,5896 Å
COMO SE FORMA O ESPECTRO?

PRODUÇÃO DE LINHAS DE EMISSÃO E ABSORÇÃO


somente em comprimentos de onda específicos é
incompatível com a noção da luz como onda.

Para saber como se forma um espectro de


emissão ou absorção devemos compreender
mais a natureza da luz e da matéria a nível
microscópico (átomos)
COMO SE FORMA O ESPECTRO? NATUREZA DA LUZ
LUZ NEM SEMPRE SE COMPORTA COMO ONDA MAS TAMBÉM
COMO PARTÍCULA EINSTEIN (prêmio nobel em 1919)

O EXPERIMENTO DO EFEITO
FOTOELÉTRICO
A luz incidente numa superfície
metálica pode extrair elétrons
(e-) do material:
1) A velocidade dos elétrons só
depende do ou frequência da
luz e não da intensidade
2) Para uma dada ou , o
número de elétrons extraídos
depende da intensidade
3) Existe uma mínima (
máximo) abaixo da qual não são
extraídos os elétrons (cutoff)

A luz viaja em pacotes discretos de energia


chamados FÓTONS
FÓTONS SÃO AS PARTÍCULAS DA RADIAÇÃO
ELETROMAGNÉTICA
CADA FÓTON CARREGA UMA ENERGIA QUE É
PROPORCIONAL À FREQUÊNCIA DA RADIAÇÃO
(ou inversamente proporcional ao )

Lembra de lei de Planck?


c
E fóton E fóton h h
h = constante de Planck da radiação
Planck determinou o valor numérico de h
=6.63x10-34 Js ou 6,626x10-27 ergs s

Fótons interagem com a matéria, deslocando elétrons


de seus átomos.
NATUREZA DA MATÉRIA

ESTRUTURA DOS ÁTOMOS

O que define um elemento?


O número de prótons no núcleo define um
átomo de um elemento químico

Ex. o átomo de H tem um próton (p+)


O H com p+ + elétron (e-) = H neutro (1H1)
O H com um p+ + e- + nêutron (n0) = deutério (2H1)
(isótopo pesado do H)

Se um p+ é adicionado ao H temos formado um elemento


diferente que é o hélio 4He2
MODELO DE UM ÁTOMO DE HIDROGÊNIO
e- orbitando a diferentes energias ao
redor do próton
(átomo de Bohr 1912)

Os e- podem ocupar
diferentes níveis de energia,
mas nem todos os níveis de
energia são permitidos para
os elétrons (órbitas são
quantizadas).

• O nível de menor energia se chama estado fundamental do átomo. Se o(s)


elétron(s) ocupa(m) este nível, diz-se que o átomo se encontra no estado
fundamental (ground state).
• Se o(s) elétron(s) ocupar(em) níveis mais altos, o átomo estará no estado
excitado.
Concepção moderna:
nuvem eletrônica ao redor do núcleo

Não se pode determinar exatamente a posição onde o elétron


está e sim qual a probabilidade de encontrá-lo numa dada
posição na nuvem .

Distância média da nuvem ao núcleo = raio da órbita do elétron


Átomo de Bohr

Bohr propôs que somente certas órbitas discretas


seriam permitidas aquelas em que o momentum
angular do elétron é um múltiplo inteiro de h/2 ħ

Essas órbitas são definidas por 𝒆𝑽 ℏ


(i)

onde n=1,2,… é o no quântico principal; me é a


massa do elétron; r o raio do movimento circular
em torno do núcleo com velocidade V.
Átomo de Bohr
A expressão para a velocidade linear orbital é obtida
igualando-se a força centrípeta com a força de Coulomb
(aqui na unidades cgs Kcoulomb=1):

𝒆𝑽 𝒁 𝒆

onde Z é o número atômico (no de prótons no núcleo


atômico), qp e qe são as cargas elétricas do próton e do
elétron.

Sabendo que qp+ = qe- = e :

𝒆𝑽 𝒁𝒆 𝒁𝒆
⇒𝑽
𝒆
Átomo de Bohr

𝒆𝑽 ℏ 𝒁𝒆
𝑽
𝒆

Combinando as duas equações acima teremos os


valores para os raios orbitais função de n: somente
algumas orbitas são possíveis .



𝒆 𝒁𝒆
Átomo de Bohr
A energia total de um elétron na órbita n será dada pela
combinação da energia cinética com a energia potencial:

𝒆𝑽 𝒁𝒆 𝒁𝒆 ℏ
𝑬 𝑽
𝒆 𝒆 𝒁𝒆

A quantidade de energia ganha por um e- quando ele acelera


num potencial elétrico de 1 Volt
1eV = 1,6x10-19 J
𝒁
𝑬 , 𝒆𝑽

O sistema é ligado quando a energia do nível for En < 0.


À medida que n , E 0.

E>0: o elétron não é mais ligado ao núcleo (átomo ionizado).


Átomo de Bohr
𝒁
𝑬 , 𝒆𝑽

Escrevendo em termos da diferença entre níveis de


energia:
∆𝑬 𝑨 𝑩
, 𝒁 𝒆𝑽
𝑨 𝑩

Onde nB > nA

A diferença entre os níveis de energia corresponde às


transições atômicas ou eletrônicas
Átomo de Bohr
𝒁
𝑬 , 𝒆𝑽

Definindo o nível fundamental como n=1


𝑬 , 𝒁 𝒆𝑽

Escrevendo em termos da diferença de energia em


relação ao nível fundamental:

∆𝑬 , 𝒁 𝒆𝑽

Transições entre quaisquer níveis e o nível fundamental


Níveis de energia do átomo de H, mostrando 2 séries
de transições eletrônicas.

Neste caso Z=1


Para a série de Lyman:

∆𝑬 , 𝒆𝑽

Ex: a linha correspondente


à transição Ly (2 1) :
E2= 10,2 eV
∆𝑬 , 𝒆𝑽
Quando um elétron passa de um nível superior para um inferior
ele emite um fóton de energia igual a diferença de energia entre
os níveis.

Usando a equação de
Planck da radiação:
𝒄
𝑬 𝒉
∆𝑬
ou simplificando
𝒆𝑽.
𝐄~

Podemos obter o ou do fóton:


=121,6 nm =2,24x1015 Hz
Diferença de energia 1 1
entre níveis de energia nA 𝛥𝐸 → 13,6 𝑒𝑉
e nB com nB > nA 𝑛 𝑛

Ex: a linha
correspondente à
transição H (4 2) :
E4 2= 2,55 eV

𝒆𝑽. Então: =486,3 nm e


𝐄~
=6,17x1014 Hz
Quando um elétron passa de um nível superior para um inferior
ele emite um fóton de energia igual a diferença de energia entre
os níveis esse fóton vai ter uma frequência ou comprimento de
onda calculados pela equação de Planck.

O conjunto de fótons EMITIDOS numa dada ou


corresponde a uma linha de emissão do espectro
eletromagnético.

Outras palavras: um elétron quando vai para um nível de energia


inferior perde energia essa energia perdida aparece sob forma
de um fóton emitido (conservação de energia)
ABSORÇÃO DE UM FÓTON

Um elétron pode ganhar energia através da absorção de um fóton,


passando de um nível inferior para um superior. A energia deste
fóton deve ser necessariamente igual a diferença de energia entre
os níveis envolvidos.
O conjunto de fótons ABSORVIDOS numa dada
ou corresponde a uma linha de absorção do
espectro eletromagnético.
Resumindo

1. Luz está ligada a FÓTONS e cada fóton carrega uma


𝒄
energia = 𝒉 𝒉 (equação de Planck)
2. Átomos têm uma estrutura tal que somente algumas
órbitas são permitidas para os e-, ou seja, as órbitas são
ditas QUANTIZADAS (níveis de energia)
3. Uma transição equivale a diferença de energia entre
distintos níveis.
4. A energia do fóton correspondente a uma transição é
exatamente igual a diferença de energia entre os níveis
de energia envolvidos.

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