COLÉGIO ESTADUAL PEDRO AMAZONAS PEDROSO - CEPAP
ADRIELL DE CASTRO GOMES
ANA LEITICIA LOPES CAMELO
ARIELA PEREIRA DA SILVA MACIEL
BEATRIZ SILVA MONTEIRO
CANAÃ VITORIA DE ANGELO DE ALMEIDA
CARLOS LEVY GOMES PEREIRA
EMILY VITORIA DE CASTRO NASCIMENTO
CIVILIZAÇÃO ASTECA
MARITUBA - PA
2024
Dedicatória
Dedicamos este trabalho a todos os pesquisadores, educadores e entusiastas que
compreendem a importância do estudo das civilizações antigas para a construção de
uma compreensão mais ampla da história da humanidade. Aos povos indígenas da
América Latina, cuja herança cultural continuam a enriquecer nossa sociedade.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO...............................................................................9
2. ORIGEM DOS ASTCECAS...........................................................9
3. RELAÇÕES DE PODER...............................................................9
4. RELAÇÕES SOCIAS....................................................................10
5. RELAÇÕES ECONOMICAS.........................................................10
6. CULTURA E RELIGIÃO................................................................11
7. CURIOSIDADES...........................................................................11
8. CONCLUSÃO................................................................................11
9. REFERENCIAS.............................................................................12
1. Introdução
O estudo da civilização asteca, uma das sociedades pré-colombianas mais
avançadas e complexas da Mesoamérica, revela uma sociedade marcada pela
organização política rígida, um sistema econômico eficiente e um profundo
desenvolvimento cultural e religioso. Originários de uma região mítica chamada
Aztlán, os astecas migraram para o vale do México e fundaram a cidade de
Tenochtitlán, que rapidamente se tornou um dos centros urbanos mais importantes
de seu tempo. O desenvolvimento dessa sociedade foi impulsionado tanto pela sua
habilidade militar e diplomática quanto pela integração de práticas culturais e
religiosas locais. A religião permeava todos os aspectos da vida dos astecas,
guiando suas decisões políticas e sociais e justificando a realização de rituais que
incluíam sacrifícios humanos. Este trabalho apresenta uma análise detalhada dos
principais aspectos da civilização asteca, incluindo suas origens, a hierarquia de
poder, as dinâmicas sociais e econômicas, além de sua rica cultura.
2. Origem dos Astecas
A origem dos astecas é um dos elementos mais fascinantes e complexos de sua
história. A narrativa sobre Aztlán, uma terra mítica ao norte do México, representa o
início de sua jornada. Sob a orientação de Huitzilopochtli, seu deus da guerra, o
povo asteca partiu em busca de uma terra prometida, onde deveria construir sua
cidade ao avistar uma águia pousada sobre um cacto com uma serpente no bico.
Este símbolo, que mais tarde se tornaria a representação do México, foi encontrado
em uma ilha no lago Texcoco, onde fundaram Tenochtitlán em 1325. Inicialmente
um grupo marginalizado, os astecas consolidaram sua influência através de alianças
estratégicas e da adaptação de práticas culturais de outros povos mesoamericanos,
como os toltecas e teotihuacanos. Sua ascensão foi gradual, e a cidade de
Tenochtitlán se expandiu rapidamente até se tornar o centro de um império vasto e
poderoso.
3. Relações de Poder
A estrutura de poder dos astecas era altamente centralizada e hierárquica. O
tlatoani, ou “aquele que fala”, era o líder supremo e possuía autoridade absoluta
sobre o império. A escolha do tlatoani era feita entre os membros da família real, e
sua posição dependia da aprovação dos nobres e dos sacerdotes, criando um
sistema em que o poder religioso e o poder militar se entrelaçavam. Além do
tlatoani, a elite asteca incluía sacerdotes e líderes militares, responsáveis por manter
o equilíbrio entre as práticas religiosas e as conquistas militares. A expansão militar
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era essencial para a manutenção do poder, pois além de garantir novos territórios,
fornecia prisioneiros de guerra para os rituais religiosos, prática central na
cosmologia asteca. Essa estrutura também incluía conselhos e administrações
locais que ajudavam a manter o controle sobre os territórios conquistados. O império
era sustentado pela cobrança de tributos das regiões dominadas, consolidando o
poder político e militar da elite asteca.
4. Relações Sociais
A sociedade asteca era complexa e hierarquizada, composta por várias classes. No
topo estavam os pipiltin, ou nobres, que incluíam a família real, os sacerdotes e os
guerreiros de alta patente. Essa classe desfrutava de privilégios como o acesso à
educação e posses territoriais. Os pochtecas, comerciantes de longa distância,
formavam um grupo respeitado e influente. Graças às suas atividades de comércio e
espionagem, eles desempenhavam um papel vital na manutenção e na expansão do
império, além de possuir sua própria estrutura hierárquica. A base da sociedade era
formada pelos macehualtin, trabalhadores comuns responsáveis pela agricultura e
pelo artesanato, que sustentavam a economia asteca. Havia também os tlacotin, ou
escravos, que em sua maioria eram prisioneiros de guerra ou pessoas que haviam
se endividado. A escravidão asteca, no entanto, não era permanente, permitindo que
o indivíduo pudesse recuperar sua liberdade. As relações sociais astecas eram
complexas e baseadas em alianças e lealdade, com uma forte influência das normas
religiosas e culturais.
5. Relações Econômicas
A economia asteca se baseava principalmente na agricultura, com destaque para o
cultivo de milho, feijão, abóbora e pimenta. O desenvolvimento das chinampas –
ilhas artificiais construídas sobre o lago Texcoco – permitiu que os astecas
cultivassem alimentos de forma eficiente e sustentável, garantindo a sobrevivência
de sua população crescente. Além da agricultura, o comércio era um pilar
econômico fundamental, com mercados como o de Tlatelolco, onde se
comercializavam desde alimentos até luxuosos artigos de metal e pedras preciosas.
O sistema de tributação imposto às regiões conquistadas era outra importante fonte
de recursos. Esses tributos incluíam produtos agrícolas, artesanato e até mesmo
prisioneiros de guerra para sacrifícios. Essa combinação de agricultura avançada,
comércio dinâmico e tributação permitiu que a economia asteca prosperasse,
financiando tanto suas campanhas militares quanto suas cerimônias religiosas.
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6. Cultura e Religião
A religião asteca era central em sua cultura, guiando a vida social, política e
econômica do império. O panteão asteca incluía deuses como Quetzalcoatl, Tlaloc e
Tezcatlipoca, cada um associado a aspectos da natureza e da vida humana. Os
rituais e sacrifícios, especialmente o sacrifício humano, eram vistos como essenciais
para apaziguar os deuses e garantir o equilíbrio do universo. Além da religiosidade,
a cultura asteca era rica em expressões artísticas, como a escultura, a arquitetura, a
poesia e a música. O Templo Mayor, um dos principais centros de culto, era um
marco arquitetônico de Tenochtitlán e simbolizava a grandiosidade e a devoção dos
astecas. A poesia era valorizada como uma forma de expressão da sabedoria,
sendo recitada em eventos sociais e religiosos. As festas e celebrações, que
combinavam dança, música e teatro, eram comuns e promoviam a coesão social e a
transmissão das tradições.
7. Curiosidades:
Entre as curiosidades da civilização asteca, destaca-se o calendário, que incluía dois
sistemas principais: o calendário solar, com 365 dias, e o calendário ritual, com 260
dias, que determinava as datas de festividades e rituais. O jogo de bola, uma prática
cultural e religiosa, simbolizava a luta entre as forças opostas e frequentemente
resultava em sacrifícios. O cacau era tão valioso que era usado como moeda. A
medicina asteca também era notável, com uso de plantas para tratar doenças e
ferimentos. Por fim, a língua náuatle deixou um legado linguístico importante, com
diversas palavras incorporadas ao espanhol e a outras línguas modernas.
8. Conclusão:
A civilização asteca constitui um dos exemplos mais fascinantes de organização
social e cultural na América pré-colombiana. Sua habilidade em construir uma
sociedade complexa, baseada na integração de diversas práticas culturais e na
estruturação de um sistema político e econômico eficiente, garantiu o crescimento e
a prosperidade de seu império. Apesar da violência dos rituais e das guerras de
conquista, a sociedade asteca era capaz de inovar na agricultura, no comércio e na
arte, estabelecendo um legado que permanece vivo na cultura mexicana e mundial.
A conquista espanhola em 1521 resultou na destruição do império asteca, mas seu
impacto cultural ainda é sentido, especialmente nas tradições, na culinária e na
identidade do México. Compreender a história dos astecas nos permite valorizar as
contribuições dessas civilizações para o mundo e reconhecer a importância de
preservar a memória de sociedades que desempenharam um papel fundamental no
desenvolvimento da América Latina.
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9. Referências:
1- NEVES, Daniel. Astecas. Características dos astecas. Brasil escola. Disponível
em: <https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/astecas.htm>. Acesso em:
27 de outubro de 2024
2- SOUZA, Thiago. Astecas: quem foram, resumo e localização. Toda Matéria.
Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/astecas/>. Acesso em: 28 de
outubro de 2024
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ADRIELL DE CASTRO GOMES
ANA LEITICIA
ARIELA PEREIRA DA SILVA MACIEL
BEATRIZ SILVA MONTEIRO
CANAÃ VITORIA DE ANGELO DE ALMEIDA
CARLOS LEVY GOMES PEREIRA
EMILY VITORIA DE CASTRO NASCIMENTO
CIVILIZAÇÃO ASTECA
Trabalho da civilização Asteca
apresentada no Colégio Estadual
Pedro Amazonas Pedroso como
requisito para a obtenção de pontos
extras para a quarta avaliação
Orientador: Prof. Edilon Coelho
MARITUBA - PA
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