Teoria institucional da arte
Definir a teoria: algo é uma obra de arte, no sentido classificativo, se e só se, for um
artefacto com um conjunto de características ao qual possam ser atribuído o estatuto de
candidato à apreciação por uma ou várias pessoas de um determinada instituição social - o
“mundo da arte”
Necessita de dois requisitos: a artefactualidade, Dickie atribui um conceito mais lato à
designação aceita na sociedade de algo transformado ou criado pela mão humana. Este
abrange coreografias ou mesmo notas músicas de uma dada melodia. Para além disso, é
necessário a existência de um ou mais pessoas pertencentes ao mundo da arte que
possam atribuir o estatuto de candidato à apreciação a um conjunto de características.
O mundo da arte designa-se por uma instituição social informal constituída por todos
aqueles que direta ou indiretamente estão ligados à produção artística. Estes têm poder
para elevar uma obra a um estatuto de candidato à apreciação tornando-a uma obra de
arte, ainda que no sentido classificativo.
Uma instituição social formal caracteriza-se por possuir funcionários que se organizam por
hierarquias e mediante um conjunto de regulamentações formais. Este método seria uma
barreira à atividade da arte, que se caracteriza pela mudança, inovação e criatividade.
Assim, o mundo da arte é definido por um conjunto de regras implícitas baseadas na
tradição, em que é atribuído um estatuto que a partir daí estabelece padrões de
comportamento que ao mostrar-se ausentes podem pôr em causa esse estatuto.
Assim, basta que um dos membros do mundo da arte, até mesmo, o próprio autor atribua o
estatuto de candidato à apreciação a um determinado artefacto. Este passa a ser obra de
arte no sentido classificativo. Depois, mediante a apreciação dos restantes membros do
mundo da arte, este será elevado ao estatuto de obra de arte, no sentido valorativo, isto é,
avaliado se se trata de uma boa obra de arte ou não. Concluindo, aquilo que faz com uma
obra de arte não são as suas propriedades intrínsecas, formais e inerentes ao próprio
objeto, mas sim, o modo como foi feito, como é exposto e apreciado.
No entanto, são levantadas objeções a esta teoria institucional defendida por George Dickie:
A teoria parece ser viciosamente circular pois apresenta-nos a definição de obra de arte
como uma obra que é elevada a um estatuto de candidato à apreciação por membros do
mundo da arte. Ao mesmo tempo, define o mundo da arte como um conjunto de pessoas
que direta ou indiretamente têm o poder de atribuir esse estatuto que torna uma obra de
arte, no sentido classificativo. Para explicar a definição de obra de arte recorre à definição
do mundo da arte e vice-versa, sem apresentar o significado dos termos de forma clara.
George ao apresentar a sua tese, defende que tudo pode ser uma obra de arte desde que
seja um artefacto e seja elevado a um estatuto de candidato à apreciação por elementos do
mundo da arte. Assim, se tudo pode ser arte a tentativa de procurar uma definição que
baliza a não arte da arte torna-se inútil, pouco informativa e inoperacional. Os
institucionalistas são confrontados com um dilema: considerar que tudo pode ser uma obra
de arte ou não considerar que tudo pode ser uma obra de arte. Se optarem pela primeira
opção, tornarão a definição da arte infudada, pelo que não teríamos razão para procurar a
sua definição.
Ao colocar como condição necessária a validação de um ou mais membros do mundo da
arte, excluir arbitrariamente obras que tenham sido realizadas de forma privada, num
contexto à margem da sociedade ou até mesmo, na mente do artista. É possível que
existam obras de arte sem que haja ninguém a declará-las explicitamente. Parece assim
que há algo de fundamentalmente errado com a teoria.
Teoria histórica da arte
Definição: Na tentativa de desenvolver uma teoria que possibilitasse a existência de obras
de arte solitária, levinson definiu que: algo é uma obra de arte, se e só se, um dos seus
proprietários tem a intenção séria de que esta seja encarada com obra de arte, isto é, seja
encarada corretamente com as anteriores foram.
Argumento: No seu argumento, na primeira premissa começa por refutar a teoria
essencialista e institucional dizendo que todas as obras de arte terão de ter uma conexão
com as suas antecessoras. Na premissa 2, levanta três possíveis caminhos para definir
essa conexão: podendo ser a semelhança exterior, o tipo de prazer/experiência que
desperta ou a forma como é encarado como as obras de arte foram corretamente
encaradas no passado.
A primeira hipótese é refutada pois a diversidade de obras de arte impedia a semelhança
exterior entre elas. Além disso, existem obras de arte que são semelhantes com objetos
comuns que não são consideradas obras de arte, e não deixam de ser obras de arte por
isso. A segunda hipótese é refutada pois existem diferentes tipos de prazeres/experiências
que são despertadas e não se cingem apenas a obras de arte.
Restando apenas a terceira hipótese, concluindo que as obras de arte têm de ser
encaradas como as obras de arte anteriores foram corretamente tratadas. Na definição
inicial, Levinson apresenta “foram corretamente encaradas” e não simplesmente
“encaradas”. Não basta que no passado tenham sido encaradas como obras de arte, têm de
ter sido encaradas de forma correta.
Levinson diz ainda que não é necessário haver uma intenção ou consciência do autor que
está a produzir uma obra de arte, basta haver precedentes históricos que mostram que
aquela obra de arte foi encarada corretamente no passado. O filósofo define dois requisitos
para esta teoria: Quando o autor da obra, tem uma intenção de que esta seja encarada
como obra de arte tal como foi encarada corretamente no passado, esta intenção deve ser
séria não podendo ser momentânea, passageira ou ilustrativa.
Para além disso, o artista tem de deter os direitos de propriedade sobre os materiais e o
local em que o está a produzir.
Esta teoria apresenta vantagens relativamente às outras: inclui as obras de arte solitárias,
respondendo à objeção de que esta as excluía arbitrariamente.E define que arte vale tudo,
embora nem tudo resulte, isto é, qualquer indivíduo pode criar uma obra com a intenção
séria de que esta seja encarada como as obras de arte do passado foram corretamente
encaradas. Mas nem todas poderão ser encaradas como tal pois terão de derivar de uma
intenção séria, caso ela exista, terão de deter os direitos da propriedade da mesa…
Esta teoria levanta críticas:
Não explica por que razão a primeira obra de arte é considerada arte: Se Levinson, afirma
que uma obra é arte, se e só se, for encarada como a obras passadas foram corretamente
encaradas, a primeira obra que surgiu não tem precedentes históricos que a tornem uma
obra de arte, por isso, não há explicação para que esteja seja considerada como tal.
Demasiado inclusiva: Uma obra de arte pode ter sido criada com a intenção séria de ser
encarada tal como as obras de arte antigas foram corretamente encaradas e não ser uma
obra de arte. Pois essa forma de encarar poderá não fazer sentido no contexto atual. Para
além disso, implica plausivelmente que as falsificações são genuínas obras de arte, pois
estas cumprem os requisitos, no entanto, nunca podem ser consideradas genuínas obras
de arte.
Demasiado restrita: Um dos requisitos é possuir direitos de propriedade, isto é, uma obra
que seja criada com materiais que não sejam da posse do autor não pode ser considerada
obra de arte, deixando de lado muitas obras que são realizadas em locais que não
pertencem ao autor.
Religião, fé e deus
A Filosofia da religião vai fazer um exame crítico das crenças e dos conceitos religiosos
fundamentais.
O que significa ser racional?
Na filosofia, faz-se a distinção entre a racionalidade epistêmica e a racionalidade prudencial.
Pode possuir-se a racionalidade prudencial sem ter a racionalidade epistêmica.
Racionalidade prudencial é conducente a benefícios práticos enquanto a racionalidade
epistémica é conducente à verdade e a procura de bons argumentos que provem a verdade
de algo.
A deus nos estamos a referir?
Teísmo: tese de que há uma pessoa sem um corpo, isto é, um espírito, que é eterno,
omnipotente, omnisciente, sumamente bom, criador e o sustento do universo. Esta definição
de deus abrange as várias religiões, ainda que tenham nomes diferentes.
Alguns filósofos começam a avaliar se o conceito de deus teísta é coerente ou consistente.
Isto é, se é possível que os atributos de Deus sejam simultaneamente verdadeiros ou se
contradizem entre si, sendo logicamente inconsistentes. Defendem que o deus teísta não
existem porque não pode haver um deus omnipotente dado que seria inconsistente e
contraditório) - podemos dizer que Deus pode ou não pode criar uma pedra que ninguém
consiga levantar. Mas se Deus pode criar uma pedra que nem ele mesmo consegue
levantar não é omnipotente e se não a pode criar também não é omnipotente.
Filósofos teístas definem a omnipotência limitando aquilo que é logicamente possível.
Deísmo: defende que deus é criador, mas não intervém nem se importa com a criação, não
havendo milagres
Panteísmo, defende que deus não é distinto do mundo, havendo uma identidade entre deus
e o universo, nada estado assim, fora de deus.
O que significa ter fé em Deus?
A fé tem duas componentes centrais:
- uma atitude proposicional de crença, de manifestar a opinião de que Deus existe.
- uma atitude não proposicional de compromisso, afeição, esperança para com Deus.
Assim, a crença é uma condição necessária mas não suficiente para a existência de fé.
Agnósticos: suspendem a crença em relação a existência ou não existência de deus,
permanecem neutros ou indecisos em relação ao problema.
Ateus: negam a existência de deus
A teologia natural corresponde à tentativa de mostrar através de bons argumentos que a
fé no Deus Teísta é racional. É racional ter fé nos deus teísta se, e só se, há um bom
argumento a favor da existência de deus. Ora como há bons argumentos a favor da
existência de Deus, pode-se concluir-se que é racional ter fé no deus teísta.
Esta teoria utiliza uma racionalidade epistémica uma vez que conduz à verdade procurando
argumentos que provam que a existência de um deus teísta.
Argumento cosmológico de Tomás de Aquino (a posteriori- baseia em informação
acerca do mundo)
(1) Há uma cadeia causal que regride infinitamente ou há apenas um causa que é a
origem da cadeia causal
(2) Mas não há uma cadeia causal que regride infinitamente
(3) Logo, há apenas uma primeira causa que é a origem da cadeia causal.
Parte da ideia de que existem coisas no mundo e essas coisas não se causaram a si
mesmas. Pelo contrário, tais coisas foram causadas por outras coisas. Para a explicação
destas causas temos duas hipóteses:
- há uma cadeia causal que regride infinitamente. assim as coisas que existem no
mundo devem-se às causas que a precederam, por sua, essas devem-se a outras e
assim sucessivamente até ao infinito
- há uma primeira causa que é a origem da cadeia causal, a qual não tem causa.
Assim em vez de regredir infinitamente, essa cadeia causal irá parar numa
incausada e sobrenatural, como Deus
- Se não houvesse uma primeira causa, deixaria de haver a própria cadeia causal e
nada existiria. Mas, como existem coisas e cadeias causais, segue-se que terá de
haver uma primeira causa.
objeções:
A primeira crítica é que esta primeira causa incausada e sobrenatural não precisa
necessariamente de ser um Deus teísta e ter os atributos tradicionais do teísmo.
Falácia do Falso Dilema: Tomás de Aquino na primeira pessoa apresenta-nos apenas 2
hipóteses para a explicação das coisas que existem no mundo, quando podemos pensar
em mais possibilidades relevantes. Isto é, poderá haver primeiras causas diferentes como a
primeira causa ser um trabalho colaborativo de uma família de divindades menores. Assim,
a conclusão da premissa 3 já não seria de que há apenas uma primeira causa. Assim, teria
de explicar porque razão as outras possibilidades não são plausíveis.
Pode haver uma cadeia causal infinita: Tomás de Aquino argumenta que, se não existe uma
primeira causa, também não existe qualquer cadeia causal e assim nada existiria. Portanto,
na premissa 2 está a dizer que as cadeias causais não podem regredir infinitamente. Por
definição, uma cadeia causal que regride infinitamente não tem de ter uma primeira causal.
Portanto, é falso que se retirarmos a primeira causa deixa de haver cadeia causal e tudo o
que no mundo existe.
versão contemporânea
Os filósofos argumentam que nem tudo o que existe precisa de uma causa, mas sim tudo o
que começou a existir precisa de uma causa. Defendem que há um começo para o
universo, e portanto têm algum tipo de causa para a sua existência, dado que teve início
(recorre-se ao Big Bang). Sustentam que a causa do universo não pode ser
estácio-temporal, pois estas dimensões surgiram apenas com o início do universo. Assim a
causa do universo terá de ser Deus teísta, pois este tem poder e conhecimento suficientes
para o causar.
Argumento teleológico de Tomás de Aquino (argumento a posteriori - baseia-se na
informação do mundo tal como ele é)
Tomás de Aquino procura mostrar que, se existem coisas naturais sem inteligência que
agem para um determinado fim, produzindo o que é melhor, isso constitui evidência de que
há um desígnio sobrenatural inteligente, Deus que dirige essas coisas naturais.
(1) Se não há um ser inteligente que dirige o mundo natural, então as coisas que
carecem de cognição não agem sistematicamente para fins de produzir o melhor
(2) Mas as coisas que carecem de cognição agem sistematicamente para fins de
produzir melhor
(3) Logo, há um ser inteligente que dirige o mundo natural, ou seja, Deus.
O autor parte da premissa de que algumas coisas naturais carecem de cognição,
inteligência mas agem tendo uma finalidade, agindo, sempre ou quase sempre, para
produzir o que é melhor. Rejeita a possibilidade de esta finalidade de produzir o melhor
dever-se ao acaso ou à sorte, porque seria improvável que tais coisas produzissem sempre
ou quase sempre o melhor. Assim, deve-se a um desígnio sobrenatural, pois sem Deus não
se conseguiria explicar por que razão as coisas naturais sem inteligência se dirigem para
produzir o melhor.
objeções:
darwinismo: podemos criticar a premissa 1 dizendo que qualquer coisa agir para um
determinado fim, produzindo o melhor deve-se não a um ser inteligente mas sim ao
darwinismo. Isto é, pode deve-se à evolução do processo de seleção natural, em que os
seres vivos foram desde das espécies mais simples até às mais complexas que
conhecemos hoje. Assim, o darwinismo apresenta outra possibilidade para além do acaso
ou desígnio sobrenatural.
não se prova a existência do deus teísta: Tomás de Aquino apresenta-nos a tese de que
existe um ser inteligente capaz de criar um universo favorável à vida mas pouco diz em
relação à natureza e aos atributos deste deus. será omnipotente, omnisciente e sumamente
bom. Assim, não consegue provar realmente a existência de um deus teísta.
versão contemporânea: argumento da afinação minuciosa, parte-se da observação do
universo como altamente estruturada com parâmetros definidos como as constantes físicas
estão minuciosamente afinadas para a existência de vida. Esta parece não se deve ao
caso, pois é tal o detalhe que a probabilidade de o universo ter sido resultado de deus não é
baixa.
argumento ontológico de Anselmo
Argumento a priori, isto é, parte de premissas que podem ser conhecidas
independentemente da experiência do mundo.
(1) Se Deus não existe na realidade, então é concebível um ser mais perfeito do que Deus
(2) Mas não é concebível um ser mais perfeito do que Deus
(3) Logo, deus existe na realidade
Parte da definição de Deus como “ser maior do que o qual nada pode ser pensado”, isto é,
Deus é um ser absolutamente perfeito, não havendo nada que supere a sua perfeição.
Anselmo começa por afirmar que Deus existe pelo menos como entidade mental, mesmo o
ateu aceita esta premissa, pois para afirmar ou negar a existência de deus teve de perceber
a sua existência.
Assim, Anselmo salienta que se Deus existir apenas como entidade mental, mas não na
realidade, então seria possível conceber um ser mais perfeito do que Deus. Mas não se
pode conceber um ser mais perfeito do que Deus dada a definição deste “ser maior do que
o qual nada pode ser pensado”. Ora, isto é afirmar que Deus é o ser maximamente perfeito,
por isso não se pode conceber alguém mais perfeito que Deus.
objeções:
pode-se provar coisas que não existem: Gaunilo segundo a mesma estrutura do
argumento ontológico de Anselmo, definiu uma “Ilha perfeita” como uma ilha maior sobre a
qual nada maior pode ser pensado e concluiu, pelas mesmas razões de Anselmo, que essa
ilha meramente imaginária também existe na realidade. Assim concluiu que a estrutura
lógica de Anselmo permite provar coisas que não existem, pois uma das premissas será
falsa, não definindo qual é.
A existência não é uma perfeição: Kant deteta um grave problema na premissa 1 de
Anselmo, argumentando que a existência não caracteriza como são as coisas, isto é,
“existe” não é um predicado descritivo. O “existe” não serve para descrever o deus portanto
“existe” não é um predicado real. Então, a função do “existir” no argumento de Anselmo é
dizer que o conceito se aplica a algo, não querendo dizer que estes têm a propriedade da
existência. Concluindo, Kant distingue a descrição de deus quando dizemos que ele é
omnipotente e dizer que um conceito se aplica a algo quando dizemos que deus “existe”
versão contemporânea:
- O primeiro passo baseia-se em defender que Deus, por definição, é um ser
maximamente perfeito e por isso se existir, tem de existir necessariamente. O
segundo passo tenta-se mostrar que a existência de deus é possível, não havendo
qualquer contradição
Fideísmo de Pascal
Fideísmo: não é necessário qualquer razão epistémica para acreditar em deus.
A fé em Deus traz-nos benefícios práticos. Assim, é prudencialmente racional acreditar em
Deus, mesmo não havendo um bom argumento a favor da existência de Deus. Por isso, a fé
em Deus é prudencialmente racional, mesmo se falharem os argumentos da teologia
natural.
O raciocínio de Pascal pode ser dividido em duas partes:
- Começa por dizer que temos de escolher, trivialmente, se deus existe ou não existe.
Para fazer essa escolha usaremos a racionalidade prudencial, isto é, olhando para
os custos e benefícios de cada opção. Para avaliar as duas hipóteses, Pascal
explica que se Deus existe e acreditamos nele, a recompensa será a felicidade
eterna, ou seja, um resultado positivo com valor infinito - paraíso. Se Deus existe e
não acreditamos nele o resultado negativo será o inferno. Se Deus não existe,
independentemente do que acreditarmos o resultado será sempre finito.
- Aplica-se depois o princípio da racionalidade prudencial, isto é, se uma das opções
tiver um resultado melhor e nunca um resultado pior do que as outras opção,
devemos escolher essa opção.
(1) Quer Deus exista, quer Deus não exista, acreditar que Deus existe tem um melhor
resultado do que não acreditar em Deus, e nunca um resultado pior.
(2) Se 1 é verdadeira, então devemos escolher acreditar que Deus existe
(3) Logo, devemos escolher acreditar que Deus existe
objeções:
A fé religiosa não se pode basear num cálculo: uma devoção religiosa baseada num mero
cálculo de benefícios parece meramente interesseira e egoísta, seria então moralmente
repugnante para uma relação com Deus.
A matriz não está bem construída: como se pode saber que a recompensa tem um valor
infinito positivo. Talvez Deus recompense mesmo aqueles que não acreditam. Pode
questionar-se igualmente se Deus recompensa aqueles que têm fé apenas por interesse
mesquinho da recompensa. Por outro lado, a matriz torna-se muito icnompleta, pois não
considera outras opções de divindade, considerando apenas o Deus tEÍSTA-