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Fatores de Textualidade na Comunicação

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

CENTRO DE EDUCAÇÃO, CIENCIAS EXATAS E NATURAIS


DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
CURSO DE FILOSOFIA LICENCIATURA
LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

FATORES DE TEXTUALIDADE E COMUNICAÇÃO TEXTUAL

Marco José Gomes de Sousa1

RESENHA DE: DA ROCHA, Max Silva; SILVA, Maria Margarete de Paiva. A


LINGUÍSTICA TEXTUAL E A CONSTRUÇÃO DO TEXTO: UMA DISCUSSÃO
ACERCA DOS FATORES DE TEXTUALIDADE. Revext – Revista de Extensão da
UNEAL, Alagoas, v.2, n.1, p. 1-18, Dez. 2017.
O artigo intitulado A LINGUÍSTICA TEXTUAL E A CONSTRUÇÃO DO
TEXTO: UMA DISCUSSÃO ACERCA DOS FATORES DE TEXTUALIDADE,
consiste em uma discussão acerca da linguística do texto e os fatores de textualidade como
aspectos fundamentais na construção de sentido o texto em relação ao seu interlocutor,
leitor. Considerando como pressuposto a ideia de que o texto tem por finalidade precípua
estabelecer a comunicação entre os participantes do processo comunicativo e, de certo
modo, assegurar a significação no âmbito dessa relação. Concluindo, por fim, que os
critérios de textualidade, enquanto finalidade comunicativa, necessitam ser melhor
considerados em sala de aula, para que o texto adquira significado consistente com base
na coesão e coerência presente na sua construção, levando em conta também as interações
complexas que incidem na sua elaboração para que se alcance uma comunicação efetiva.
O artigo foi escrito e publicado por Max Silva da Rocha, Graduando do 7º período
do curso de Letras-Português pela Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL Campus
III, em Palmeira dos Índios – AL, bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação
à Docência – PIBD/CAPES/UNEAL e por Maria Margarete de Paiva Silva, Mestra em
Letras e Linguística pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL, Professora Assistente
do Curso de Letras da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL Campus III, em
Palmeira dos Índios – AL.
O presente artigo foi publicado originalmente em 2017, e está organizado da
seguinte forma a saber: em uma Introdução, Desenvolvimento, que é constituído pelos
seguintes tópicos: A importância da leitura e escrita na construção do texto; Comentários
acerca do texto e Critérios e textualidade: Coesão, Coesão lexical e referenciação,
Substituição, Conjunção, Elisão, Coerência, Intertextualidade, Intencionalidade,

1
Aluno do curso de Licenciatura em Filosofia – UEMA.
Situacionalidade, Informatividade e Aceitabilidade; e, concluindo o artigo, por meio das
Considerações finais.
Na Introdução, os autores iniciam a problemática do tema da comunicação
textual a partir do processo de construção de um novo método de estudo e compreensão
do texto, a saber precisamente: a Linguística Textual(LT), subárea da linguística nascida
na Alemanha ainda na década de 60, ela revolucionou a maneira como se estudava,
analisava, os enunciados, passando a considerar não somente as frases, mas o texto como
um todo, considerando sua interação social e contexto em que é elaborado, de acordo com
Koch, seu ilustre representante. Entretanto, essa preocupação com o texto, enquanto
unidade de sentido, só surge na década de 70, ganhando, por sua vez, corpo as Teorias do
Texto somente na década de 80. Período em que emerge, para Koch, a diferenciação do
paradigma analítico do texto, ou seja: frase e texto não se distinguem apenas por questões
quantitativas, mas por questões qualitativas. Desse modo, a LT passa a se importar com
os fatores e critérios de contextualidade inerentes ao texto que se exprimem na
manifestação linguística, porque estudar um texto, de acordo com essa perspectiva, é
estudar uma estrutura dotada de objetivações e, de todo modo, elaborada por intenções.
Para os autores do artigo, é consenso que, conforme Koch, o texto seja uma materialização
da comunicação verbal, justamente por sua concatenação de idéias. Uma vez que o autor
do texto elenca uma série de fatores multiculturais no momento de elaborá-lo de forma
falada ou escrita. Desse modo, para Marcushi, Leitura Textual seria uma espécie de
descrição da correlação entre a produção, constituição e a recepção dos textos
estruturados e oriundos de um panorama subjetivo/único/individual, social e
historicamente contextualizado, já que o indivíduo falante se comunica através de um
texto complexo, estruturado, e não por meio de frases desconexas e ilógicas. Por isso, a
Linguística Textual se concentra no estudo, na análise da entidade linguística que é
concreta e dotada de sentido. Com isso, os autores colocam em questão as três maneiras
de se fazer LT, sejam elas: por meio da consideração do texto como objeto enquanto
esfera autônoma da linguagem; a partir do texto como uma estruturação de/em cada
língua; considerando o texto como manifestação da LT, sabendo-se que toda
manifestação textual se realiza através de textos concretos oriundos de um complexo
interativo de quem o produz.
No tópico, A importância da leitura e escrita na construção do texto,
constituinte do Desenvolvimento, começa fazendo uma alusão histórica a respeito da
invenção da escrita, já que a escrita passou a dar permanência ao pensamento, às
informações e ao conhecimento, relegando, paulatinamente, ao passado, a cultura oral,
que, por sua dificuldade concreta e temporal, punha em risco a transmissão cultural entre
seus pares. Com o surgimento da escrita, é, enfim, adquirida a durabilidade dos caracteres
linguísticos de um povo, de uma comunidade, etc. Aqui os autores tecem uma crítica às
escolas que priorizam a escrita em detrimento da leitura, gerando uma preocupação no
conjunto formativo dos indivíduos, pois a leitura é requisito sine quo non não se pode
pensar um futuro acadêmico consistente e produtivo no seio cultural do arcabouço
reflexivo e educacional de um país, porque constitui o meio para formar não somente
tipos instruídos, mas reflexivos. Pois na produção do texto, não é possível se formar um
conjunto textual isolado, sem nexo causal entre suas partes bem como com seu
interacionismo sob todas as formas. O texto é um processo de interação comunicativa que
pretende construir um discurso coeso e coerente com seu(s) interlocutor(es), os quais
devem ser levados em consideração na confecção textual de modo que o mesmo seja
compreendido; de tal modo que poder-se-ia dizer que o texto é, sob o ponto de vista do
interlocutor-sujeito, um processo de reconstrução do mundo, não uma refração ou reflexo
mecânico dele.
No tópico, Comentários acerca do texto, constituinte do Desenvolvimento, tem
uma posição definida sobre o texto, pontuando-o, conceitualmente, como uma unidade
mínima e significativa de sentido. Já que falar sobre texto significa, sobretudo, falar de
uma possibilidade de comunicação e sentido entre dois pólos interativos desse processo,
isto é, do emissor com seus interlocutores. O autor elabora o texto tendo em vista
comunicar-se com seus interlocutores possíveis e imediatos. No ensino básico, conforme
frisam os autores do artigo, estão presentes de forma com certa regularidade, as
inconsistências textuais de elaboração do pensamento escrito, onde imperam a falta de
estruturação conceitual de ideias e que, na maioria das escolas, ainda se privilegia,
preponderantemente, o estudo gramatical da língua, o que faz com que as problemáticas
de produção textual permaneçam. No ensino superior, apesar de alguns pontos recursais
mais satisfatórios em comparação com a educação básica, ainda persiste determinados
gargalos não solucionados no início da vida escolar. A educação básica, sob esse aspecto,
deveria assegurar ou permitir a construção de um texto com começo, meio e fim
correlacionando de forma coesa e coerente para dar sentido ao que se pretende comunicar.
No tópico, Critérios de textualidade, o constituinte do Desenvolvimento, os
autores apontam para uma base de critérios de textualidade que garantem o complexo de
sentido e significado de um texto: coesão, coesão lexical e referenciação, coerência,
informatividade, situcionalidade, interxtualidade, intencionalidade e aceitabilidade. A
Coesão é a ligação entre as frases, período e as partes do texto; a coesão lexical e
referenciação que é uma espécie de coesão que se serve de itens lexicais similares; a
substituição é a colocação de um item no lugar do outro, seja nominal ou verbal e que
ajudam no conjunto das frases e parágrafos do texto; a conjunção cumpre seu papel de
sequencialização textual; a Elisão que tem a função de omissão e de representação da
ideia oculta no conjunto textual do léxico; a Coerência que é visto como critério
imprescindível para estruturação ordenada das ideias e efetivar a comunicação; a
Intertextualidade está relacionada com a comunicação entre os textos, pois podem se
comunicar e comparar-se um com o outro, dialogando o mesmo tema; a Intencionalidade
diz respeito à intenção, ao que o autor objetiva com a elaboração de um texto para expor
uma idéia e que deve ser captada pelo leitor/interlocutor mais atento, mais assíduo nos
meandros da leitura; a Situcionalidade é a manifestação linguística de adequação textual
ao contexto do que se pretende comunicar; a Informatividade do texto é precisamente
tudo aquilo que ele quer transmitir enquanto conteúdo linguístico; a Aceitabilidade se
relaciona diretamente com o modo com que o texto será recepcionado pelo interlocutor,
a sua atitude diante do que se pretende comunicar textualmente.
Nas Considerações finais, os autores consideram que a temática da linguística
textual sobre os fatores textuais foram abordados de maneira satisfatória e que são de
suma importância para implementação no processo de ensino-aprendizagem dos alunos
da educação básica. Por isso os critérios de textualidade devem ser aplicados em sala de
aula, visando incutir no aluno, desde a educação básica, esses elementos textuais,
principalmente os de coesão e coerência, afim de produzir uma comunicação de ideias
concatenadas e não somente gramatical e ortograficamente corretas. Propiciando, assim,
o aperfeiçoamento da linguagem escrita, a capacidade de produção, reflexão e de
comunicação textual.

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