Síndrome Metabólica: Diagnóstico e Tratamento
Síndrome Metabólica: Diagnóstico e Tratamento
1- A Síndrome Metabólica (SM) ganhou dimensão como um dos principais desafios da prática clínica nesse inicio de
século. De acordo com a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, pode-se afirmar
que:
A. O plano alimentar deve ser individualizado, com objetivo de reduzir no mínimo 15% do peso corporal inicial.
B. A baixa aderência da população alvo, faz com que os programas educativos não contribuam na prevenção da
SM.
C. O plano alimentar para a redução de peso, associado a exercício físico são considerados terapias de primeira
escolha para o tratamento de pacientes com síndrome metabólica.
D. Deve-se praticar 30 minutos de atividade física aeróbica leve a moderada 2 a 3 vezes por semana.
2- Quanto aos critérios de Síndrome Metabólica em adolescentes (10-16 anos), além do aumento da circunferência
abdominal, qual não faz parte?
A. Aumento do LDL.
B. Diminuição do HDL.
C. Aumento do Triglicerídeo.
D. Aumento da Glicemia de Jejum.
4- Paciente do sexo feminino, de 55 anos, procura atendimento médico ambulatorial para revisão, referindo
diagnóstico de diabete melito tipo 2 e hipertensão arterial há aproximadamente 4 anos. Nega precordialgia
ou dispnéia e nega evento cardiovascular prévio. Relata praticar caminhadas com boa tolerância. Vem em
uso de Metformina 2g ao dia, Dapaglifozina 10mg ao dia, Atorvastatina 20mg ao dia e Enalapril 20mg ao dia.
Ao exame, apresenta IMC 32kg/m² , PA 140/90, exame abdominal, ausculta pulmonar e cardíaca normais.
Membros inferiores aquecidos com pulsos pediosos amplos e simétricos, estesiometria sem erros
bilateralmente e sensibilidade vibratória preservada. Avaliação laboratorial demonstrou glicemia de jejum
de 130mg/dL, hemoglobina glicada de 6,5%, colesterol total 160mg/dL, HDL 55mg/dL, triglicerídeos
290mg/dL, TSH 2,5 (0,5-5,4UI/L); T4 livre 1,24 (0,89-1,78mcg/dL); e creatinina 1,4mg/dL (DCE calculada de
46,59mL/min). Em relação a esse caso, assinalar a alternativa CORRETA:
A. A paciente apresenta LDL no alvo de acordo com as recomendações da American Diabetes
Association (ADA).
B. A adição de fibrato à terapia com Estatina reduz o risco de eventos cardiovasculares maiores, em
comparação ao tratamento com Estatina isoladamente.
C. A paciente necessita de ajuste na dose de Metformina, em função do comprometimento da taxa de
filtração glomerular.
D. A paciente apresenta indicação para iniciar Aspirina em baixa dose, como prevenção primária, para
redução de evento cardiovascular.
5- A cirurgia para obesidade mórbida foi indicada para uma paciente com IMC de 50. Ela é usuária de uma
substância que deve ser suspensa seis semanas antes e depois da cirurgia, uma vez que esta aumenta os
riscos de má cicatrização de feridas e gera úlceras anastomóticas. Essa substância é o(a):
A. álcool
B. tabaco
C. cocaína
D. contraceptivo
6- Homem de 50 anos procura clínico para saber se tem diabetes. Traz consigo exames que mostram glicemia
de jejum: 112 mg/dL e 118 mg/dL (em duas ocasiões diferentes), triglicérides: 220 mg/dL, HDL: 30 mg/dL e
LDL: 130 mg/dL. Seu exame físico revela IMC: 28 kg/m² e circunferência abdominal: 106 cm. Entre os
diagnósticos abaixo, o mais provável para este paciente é
A. obesidade grau I.
B. hipercolesterolemia.
C. diabetes.
D. síndrome metabólica.
7- Uma paciente de 24 anos, com IMC de 32kg/m² e sem comorbidades, procura um médico cirurgião com
o desejo de realizar cirurgia bariátrica. Refere que já procurou outros cirurgiões que não quiseram realizar o
procedimento. Qual seria a melhor conduta do médico diante dessa situação?
A. Indicar a cirurgia bariátrica, já que a paciente possui critérios para realizar o procedimento, após
realização de pré-operatório completo.
B. Orientar a paciente que ela não possui critérios para indicação da cirurgia e que deve iniciar medidas
clínicas para a perda de peso.
C. Orientar a paciente que ela deve realizar exames laboratoriais e que, se estes revelarem que ela é
portadora de diabetes, terá indicação de realizar a cirurgia.
D. Orientar a paciente sobre os riscos da cirurgia e que esta deve ser indicada somente para pacientes
com IMC maior que 45kg/m².
E. Orientar a paciente que ela não possui critérios para indicação da cirurgia, porém, caso a paciente
insista em seu desejo, o médico deve realizar o procedimento, respeitando a vontade dela.
GABARITO
1- O médico irá avaliar a primeira consulta de um recém-nascido, sexo feminino, atualmente com 10 dias de vida. O
paciente é o primeiro filho de uma mãe hígida de 30 anos, sua gestação ocorreu sem intercorrências e o paciente
nasceu de parto normal com 38 semanas, com peso de nascimento de 3,320 kg. A mãe refere que está considerando
desistir do aleitamento materno por apresentar quadro de dor importante e dificuldade ao amamentar. O exame do
recém-nascido é normal, seu peso atual é de 3,350 kg. Ao realizar o exame das mamas da mãe, encontra-se uma
fissura importante no mamilo esquerdo. Nessa situação, é correto afirmar que
A. o correto é verificar a técnica de amamentação a fim de corrigir a pega do bebê mantendo o aleitamento
materno.
B. o ideal é suspender o aleitamento materno e iniciar fórmula láctea.
C. deve-se orientar a limpeza das mamas com sabonete antisséptico e orientar o uso de anti-inflamatório.
D. deve-se orientar a complementação com fórmula láctea a fim de otimizar o ganho de peso até a cicatrização
da lesão.
E. deve-se orientar o uso de compressas quentes e iniciar a fórmula láctea.
2- Paciente, 8 meses, sexo feminino, foi um recém-nascido a termo, com peso de nascimento de 2400 g, sem
intercorrências gestacionais ou perinatais. A mãe refere que realizou aleitamento materno exclusivo até os 6 meses
quando iniciou a introdução alimentar sem dificuldades. Atualmente está com bom ganho de peso e estatura. De
acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, é correto afirmar que para esse caso é recomendado a suplementação
profilática com dose de
3- Paciente, 2 meses, sexo masculino, recebe a primeira dose de vacina pentavalente. Após 4 horas da vacinação, a
mãe relata que o paciente evoluiu com quadro de cianose importante, ausência de resposta a estímulos sensoriais
(chamado e toque) e hipotonia súbita. O evento durou por volta de 10 minutos. O paciente chega acordado para
avaliação. A conduta correta em relação ao caso é
A. realizar uma dose de benzodiazepínico IM e contraindicar a realização das próximas doses de pentavalente.
B. realizar uma dose de benzodiazepínico IM e indicar a realização da DTP acelular nas doses subsequentes.
C. tranquilizar a família e explicar que o evento não tem relação com a vacina.
D. orientar que o tratamento é apenas de suporte e contraindicar a realização das próximas doses de
pentavalente.
E. orientar que o tratamento é apenas de suporte e indicar a realização da DTP acelular nas doses subsequentes.
4- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova vacina contra a Dengue, e esta promove
prevenção contra qualquer um dos quatro sorotipos do vírus. O calendário vacinal da Sociedade Brasileira de Pediatria
recomenda o seu uso. Esta vacina é composta pela plataforma de vacinas de vírus vivos atenuados, e sua aplicação foi
autorizada em crianças a partir dos 4 anos de idade. Dentre as vacinas abaixo, assinale a alternativa que indica aquela
que diverge, em relação à sua plataforma, da vacina contra a Dengue.
A. Varicela
B. Hepatite A
C. Febre amarela
D. SCR — tríplice viral
E. Rotavírus humano Pentavalente
5- Considerando a introdução alimentar em lactentes de 6-12 meses de idade e tomando como princípio a Pirâmide
Alimentar proposta pela SBP, em relação ao nível 4 (topo) desta pirâmide, podemos afirmar que
A. nenhuma porção desse nível deve ser utilizada nessa faixa etária.
B. esse nível compreende leite e derivados e, portanto, na ausência do leite materno, deve-se recomendar 2-4
porções ao dia.
C. se deve oferecer até 3 porções ao dia, pois este nível é representado por leguminosas e grãos.
D. no intuito de diversificar o cardápio, nenhum nível da Pirâmide Alimentar deverá ser excluído, em especial o
nível 4, o qual é representado, entre outros alimentos, pelos tubérculos.
E. somente parte dos alimentos desse nível da Pirâmide Alimentar deve ser utilizada com um máximo de 2
porções/ dia.
6- J.S., 12 meses, sexo feminino, branca, natural de Americana, interior de São Paulo, reside atualmente na cidade de
São Paulo com seus pais e sua irmã. A paciente foi encaminhada para avaliação cardiológica devido a um sopro
cardíaco que foi detectado durante um exame físico de rotina. O ecocardiograma revelou uma comunicação interatrial
(CIA) de 8 mm e uma comunicação interventricular (CIV) de 5 mm. A pressão arterial pulmonar era normal. Foi
programada cirurgia e colocação de enxerto com necessidade de imunossupressão.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a melhor data para regularização do calendário vacinal dessa criança,
dentre as abaixo, é
7- Bebê de 4 meses, é levada a UPA pela avó, pois a mãe estava trabalhando, por quadro súbito de palidez e por estar
muito "molinha". Ao exame físico, estava febril (38.2 °C), sonolenta, pálida, com flacidez muscular e diminuição da
resposta aos estímulos. Sem sinais meníngeos e restante do exame normal. Avó refere que no dia anterior, havia ido
com a mãe na UBS para fazer as vacinas recomendadas. Entre as abaixo, a vacina que mais provavelmente casou o
evento adverso descrito foi
GABARITO
1- Paciente com 15 anos, menarca aos 11 anos, queixa-se de irregularidade menstrual desde o inicio, com ciclos de 35
dias e duração de 7 dias de sangramento. Refere discreta cólica durante o período menstrual, necessitando do uso de
analgésicos. Submetida a ultrassonografia pélvica apresentou: útero em AVF com volume e textura normais; ovários
com aspecto multicístico, volume de 8 e 9 cm3 cada, e contendo 12 folículos antrais dispersos na periferia em ambos
os ovários. Qual a hipótese diagnóstica correta?
A. Endometriose
B. Ciclo menstrual normal
C. Síndrome dos ovários micropolicísticos
D. Disfunção ovarina precoce
2- Leia o relato do caso clínico a seguir. Mulher, 22 anos de idade, foi ao ambulatório de ginecologia com queixa de
irregularidade do ciclo menstrual, usava anticoncepcional oral combinado para menstruar, porém parou há 6 meses,
pois deseja engravidar. Desde então a menstruação não ocorreu. Ao exame físico IMC: 35 kg/m², hirsutismo e acne. A
ultrassonografia transvaginal mostra múltiplos cistos hipoecóicos pequenos. Para conduzir esse caso, o ginecologista
pode recomendar:
3- A síndrome de ovários policísticos (SOP) é uma das afecções mais associadas a amenorreia secundária e um dos
seus critérios é a alteração menstrual. De acordo com os novos conceitos (2018), são características da paciente que
apresenta alteração menstrual associada à SOP:
A. menina de 15 anos, com menarca aos 13 anos, com ciclos menstruais de 40 dias.
B. menina de 16 anos, com menarca aos 11 anos e ciclos menstruais de 40 dias.
C. mulher de 33 anos, com queixa de parada da menstruação há 60 dias.
D. mulher de 48 anos, com queixa de parada da menstruação há um ano.
4- A hiperinsulinemia é ocorrência bastante frequente nas pacientes com diagnóstico de síndrome dos ovários
policístico (SOP). Pode-se afirmar, tendo em vista a fisiopatogenia da SOP, que a insulina pode interagir para piorar o
quadro clínico da síndrome, já que:
5- Mulher de 28 anos procura atendimento ambulatorial apresentando ciclos oligoamenorreicos. Ao exame físico,
apresenta acantose nigricans e hirsutismo. Os exames laboratoriais demonstram prolactina, tiroxina livre (T4),
hormônio estimulador da tireoide (TSH), hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH) com
valores normais, porém com relação LH/FSH aumentada. Segundo o consenso de Rotterdam, os critérios para
diagnóstico de síndrome de ovários policísticos encontrados nesse caso são:
6- Mulher de 30 anos, nuligesta, portadora da síndrome dos ovários policísticos, em uso de contraceptivo combinado
oral (COC) há 8 anos, com ciclos regulares e satisfeita com o controle do hiperandrogenismo. Comparece à consulta
de rotina referindo dificuldade na perda de peso mesmo após orientações nutricionais. Refere prática irregular de
atividade física. Exame físico: PA=120x80mmHg; IMC-31,3Kg/m2; Indice de Ferriman Gallwey=2; circunferência da
cintura 104cm. Exame ginecológico: sem alterações. Exames complementares: Lipidograma normal; Teste de
tolerância oral à glicose (75g): jejum= 88mg/dl e após 2 horas= 136mg/dl. Além de reforçar as orientações de
alimentação saudável e atividade física regular, qual das condutas abaixo é a mais adequada para este caso?
7- Uma mulher de 23 anos, nuligesta, apresenta ciclos menstruais regulares com duração de 4 a 6 dias em média. Ao
exame físico, nota-se que a paciente é obesa, apresenta acne leve e discreta pilificação na face. Não há outros sinais
de virilização grave ou de acantose nigricans. Ao ser questionada, ela diz que esses achados começaram na
adolescência. Considerando a principal hipótese diagnóstica, foi solicitada ultrassonografia pélvica transvaginal que
demonstrou mais de 20 folículos de 5mm e um volume ovariano de 13cm³. Diante do exposto, o diagnóstico mais
provável desta paciente é:
GABARITO
1- Uma criança de 4 anos é levada ao pronto-socorro com história de febre há 2 dias. A mãe relata que a criança tem
estado irritada e com falta de apetite. Durante o exame físico, é observado um exantema maculopapular róseo na face
e tronco e extremidades, além de linfadenomegalia retroauricular. Qual é o diagnóstico mais provável?
A. Varicela.
B. Sarampo.
C. Exantema súbito.
D. Rubéola.
2- Lactente de 11 meses apresenta febre alta (40,1oC), vômitos ocasionais e irritabilidade. O exame da orofaringe
revela pequenas lesões ulceradas em palato mole e pilares anteriores das amígdalas. O restante do exame nada revela
de significativo. Considerando a principal hipótese diagnóstica, o agente etiológico responsável pelo quadro descrito
é o(a):
A. estreptococo do grupo A
B. herpes simples
C. coxsackievírus
D. adenovírus
3- Lactente de 9 meses, com história de febre alta, coriza, tosse e conjuntivite não purulenta há três dias,
iniciou exantema maculopapular nas regiões frontal e cervical, posteriormente se disseminando para tronco
e extremidades. A presença de outros dados clínicos e complicações que corroboram a suspeita de sarampo são:
A. pontos vermelhos brilhantes com centro branco ou branco-azulado na mucosa oral, descamação furfurácea e
encefalite aguda.
B. desaparecimento da febre após o início do exantema, enantema e meningite viral.
C. confluência do exantema, descamação laminar e pneumonia de células gigantes.
D. eritema malar, recorrência do exantema e ataxia cerebelar.
5- Criança de 7 anos foi trazida à consulta por apresentar lesões maculopapulares avermelhadas. A mãe informou que
o início do quadro fora precedido por febre baixa. Inicialmente surgiram lesões na face (bochechas e dorso do nariz)
e, após 2 dias, espalharam-se nos membros superiores, inclusive nas palmas das mãos, com aspecto rendilhado. Elas
acentuavam-se com o sol. Qual o diagnóstico mais provável?
A. Escarlatina
B. Eritema infeccioso
C. Exantema súbito
D. Síndrome mão-pé-boca
6- Um menino de seis anos apresenta febre há cinco dias, coriza nasal e tosse. A mãe diz que, há dois dias, notou um
exantema que começou na linha de implantação dos cabelos e foi “descendo” para o tronco e depois “espalhando”
para as coxas e extremidades. Ao examinar a criança, ela está um pouco emagrecida e em regular estado geral.
Chamam atenção um exantema morbiliforme em todo o corpo, manchas branco-acinzentadas e triangulares em
conjuntiva de aspecto queratinizado, além de manchas azuladas na mucosa jugal, na altura dos pré-molares. A revisão
dos demais sistemas não demonstra alterações dignas de nota. Considerando o diagnóstico mais provável, o
tratamento mais apropriado a ser instituído será:
7- As doenças exantemáticas representam um grande desafio no dia a dia do pediatra. Os termos exanterna ou rash
são utilizados para descrever a presença de uma erupção cutânea disseminada. As doenças exantemáticas fazem parte
de um grupo de condições caracterizadas pelo surgimento abrupto desta erupção. Sobre o assunto, leia o caso clinico
abaixo: lactente de 9 meses apresentou febre, hiperemia conjuntival bilateral com intensa fotofobia, rinorreia e tosse
por 2 dias. Ao ser examinado no terceiro dia do início dos sintomas, estava com 39 ºC de temperatura axilar, prostrado
e choroso. Na orofaringe, na parede interna das bochechas e na altura dos dentes pré-molares, apresentava pontos
esbranquiçados sobre uma superfície hiperemiada. Sem outros achados. Identifique o diagnóstico mais provável desse
lactente.
A. Dengue
B. Sarampo
C. Herpangina
D. Doença de Kawasaki
E. Febre faringoconjuntival por adenovírus
GABARITO
1- Adolescente, 16 anos de idade, vai a UBS para orientação anticoncepcional. Refere ter tido 5 parceiros sexuais.
Refere ciclos menstruais abundantes, com duração de 9 dias e cólica menstrual nos 4 primeiros dias. Última
menstruação iniciou há 5 dias. Na Unidade encontram-se disponíveis os seguintes métodos: pílulas combinadas,
implante subcutâneo, injetável mensal e DIU de cobre. Além da recomendação do uso de preservativos, qual é a
orientação mais adequada?
2- Mulher, 21 anos de idade, casada, sem filhos, procura a UBS em busca de método contraceptivo. Depois de ser
informada de todos os métodos possíveis, ela opta pela laqueadura tubária. Segundo a Lei nº 14.443 de 02 de
setembro 2022, que altera a Lei nº 9.263 de 12 de janeiro de 1996 sobre o planejamento familiar, qual é a alternativa
correta?
3- Paciente de 33 anos, G1 P1 A0, diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 2 anos, controle satisfatório com uso de
hipoglicemiante oral, desejando iniciar contracepção hormonal combinada para controle do ciclo menstrual e melhora
da acne. De acordo com os critérios de elegibilidade de contraceptivos da OMS, qual é a categoria de risco para o uso
de contraceptivo hormonal combinado (COC) para esta paciente?
A. Categoria 1.
B. Categoria 2.
C. Categoria 3.
D. Categoria 4.
4- Paciente de 27 anos, nulípara, procura ambulatório de planejamento familiar para orientação quanto ao DIU. Refere
ciclos menstruais regulares, com fluxo moderado e cólica. Nega comorbidades. Com relação ao dispositivo intra-
uterino, é correto afirmar:
5- Mulher de 25 anos comparece em consulta ginecológica em busca de método contraceptivo. AP: G5A5, lúpus
eritematoso sistêmico, com anticorpos antifosfolípides positivos. O método indicado é
6- Dois jovens, ela 25 anos e ele 26 anos de idade, tiveram uma relação sexual há 2 dias e utilizaram preservativo,
porém perceberam que a camisinha havia estourado durante o ato sexual. Ela, nuligesta, está preocupada, pois isso
nunca havia acontecido e estava no período fértil. A gestação nesse momento não seria desejada. Ela é hipertensa
desde os 22 anos, bem controlada, sem outras comorbidades.
Com base nas informações, indique o risco de uma gestação nesse caso:
7- Dois jovens, ela 25 anos e ele 26 anos de idade, tiveram uma relação sexual há 2 dias e utilizaram preservativo,
porém perceberam que a camisinha havia estourado durante o ato sexual. Ela, nuligesta, está preocupada, pois isso
nunca havia acontecido e estava no período fértil. A gestação nesse momento não seria desejada. Ela é hipertensa
desde os 22 anos, bem controlada, sem outras comorbidades.
A. Aguardar a chegada da menstruação e iniciar contraceptivo hormonal combinado, para maior segurança do
casal nos próximos ciclos.
B. Prescrever levonorgestrel, 1,5mg, via oral, dose única e uso imediato.
C. Aguardar a chegada da menstruação e iniciar contraceptivo hormonal somente com progestágeno, já que a
paciente é hipertensa.
D. Manter o uso de condom e informar sobre os riscos e benefícios de outros métodos para escolha do casal, já
que a"pílula do dia seguinte”, após dois dias, não terá efeito
GABARITO
1- Menino de 2 anos acordou a noite com intensa tosse e rouquidão. Ao exame físico: T 36,3 °C, FC 123 bpm, FR 50
irpm, SatO2 95% (ar ambiente), discreta retração em fúrcula, estridor laríngeo audível quando tosse. A conduta deve
ser:
2- Mulher de 38 anos, com diabete melito, apresenta dor subaguda e progressiva no ouvido direito com redução da
audição e que dura mais de uma semana. Nos últimos 2 dias, evolui com diplopia. O exame geral mostra que a paciente
está febril e com membrana timpânica direita turva. O exame neurológico mostra paralisia do sexto nervo craniano
direito. A causa mais provável da apresentação da paciente é:
3- A otite média aguda (OMA) representa uma das causas mais comuns de infecção respiratória alta em pediatria.
Atualmente, há a possibilidade de acompanhar o paciente sem o uso de antibióticos (watchfull waiting). Entretanto,
de acordo com as diretrizes da Academia Americana de Pediatria, em qual caso de OMA a antibioticoterapia é
obrigatória e imediata?
4- Lactente de 11 meses apresenta febre alta (40,1oC), vômitos ocasionais e irritabilidade. O exame da orofaringe
revela pequenas lesões ulceradas em palato mole e pilares anteriores das amígdalas. O restante do exame nada revela
de significativo. Considerando a principal hipótese diagnóstica, o agente etiológico responsável pelo quadro descrito
é o(a):
A. estreptococo do grupo A
B. herpes simples
C. coxsackievírus
D. adenovírus
5- Lactente, 20 meses, iniciou com febre de 38,5ºC, recusa alimentar e irritabilidade. Mãe nega quadro gripal prévio e
refere que seu filho está com dor no ouvido direito. Pais fumantes. A mãe o amamentou até o 18º mês de vida.
Calendário vacinal em dia de acordo com o Programa Nacional de Imunizações. Ao exame físico a criança apresenta
bom estado geral, dor à mobilização da orelha direita e à otoscopia notou-se hiperemia e abaulamento de membrana
timpânica direita com presença de efusão. Qual o tratamento inicial indicado para o caso:
A. Azitromicina e sintomáticos.
B. Amoxicilina e sintomáticos.
C. Clindamicina e sintomáticos.
D. Timpanocentese e clindamicina.
6- Embora não implique em diferenças, sob o ponto de vista terapêutico, algumas características diferenciam o crupe
espasmódico do crupe viral na população pediátrica. Neste contexto, assinale a alternativa CORRETA:
A. O crupe espasmódico se diferencia do viral por promover edema inflamatório dos tecidos subglóticos.
B. Tanto no crupe viral, quanto no espasmódico, a mucosa da laringe se apresenta edemaciada e hiperemiada.
C. Tanto no crupe espasmódico, quanto no viral, sugere-se que o processo obstrutivo esteja associado à presença
de agentes virais.
D. O crupe viral se caracteriza por múltiplos episódios de recorrência na faixa etária entre 3 meses e três anos de
idade.
7- Paciente, 2 anos, é atendido na emergência com quadro de febre (38°C), coriza hialina, tosse e recusa alimentar há
3 dias. Ao exame, apresenta orofaringe hiperemiada, com úlceras no palato mole e lojas amigdalianas. A conduta
indicada nesse caso, além da orientação dos pais, consiste na prescrição de:
A. Azitromicina.
B. Sintomáticos.
C. Amoxicilina.
D. Aciclovir.
GABARITO
1- Você está de plantão no Pronto Socorro do HCTCO, quando adentra paciente de 76 anos, trazido por seus familiares,
com relato de tosse, mal-estar geral e calafrios. Quando você tenta conversar com o paciente, percebe que está
confuso. Prontamente você pergunta aos familiares se ele em casa apresenta nível de consciência satisfatório e a
família diz que o paciente é normalmente lúcido e cooperativo. Sua história pregressa é positiva para hipertensão
arterial e diabetes mellitus. Ao exame físico, além da confusão mental, há frequência cardíaca :117 bpm, saturação de
02 91% em ar ambiente frequência respiratória: 27 irpm e pressão arterial: 115x70 mmHg. Raio-X de tórax mostra
presença de consolidação com broncograma aéreo. Qual a melhor conduta para o paciente:
2- Homem, 75 anos de idade, procura pronto-socorro por dispneia de longa data, principalmente ao subir ladeiras,
com piora progressiva há 3 dias, associada a tosse com secreção amarelada em grande quantidade. Nega febre. Tem
antecedente de hipertensão arterial sistêmica e tabagismo, com carga tabágica de 80 maços-ano. Está em uso de
formoterol 2 vezes ao dia. Relata quadro semelhante há 2 meses quando foi internado para antibioticoterapia. Ao
exame físico, está com estado geral regular, FC: 105 bpm/minuto, FR: 35 irpm/minuto, temperatura axilar: 38°C,
saturação periférica de oxigênio de 86% a.a. e PA: 110 x 78 mmHg. Ausculta pulmonar globalmente reduzida com
estertores na base direita, sem outras alterações. Foram realizados testes de antígeno que descartaram infecção por
influenza vírus e SARS-CoV-2. Entre as opções abaixo, a melhor antibioticoterapia para este paciente é:
A. claritromicina.
B. amoxicilina com clavulanato.
C. levofloxacino.
D. ceftriaxone + oxacilina.
3- Um médico, trabalhando em uma unidade de pronto atendimento, atende um paciente de 70 anos com queixa de
febre de início há 4 dias, acompanhada de tosse produtiva e astenia. O paciente é diabético e hipertenso, encontra-se
consciente e orientado, porém, no momento, está com a visão prejudicada, devido à cirurgia recente de correção de
catarata. Ele não tem tomado as medicações de uso contínuo por não estar conseguindo identificá-las. Seu filho, que
mora há 450 Km de distância, chegará em 2 dias para poder acompanhá-lo. Ao exame físico, apresenta frequência
respiratória de 24 irpm, pressão arterial de 100x64 mmHg, exame laboratorial: ureia 45 mg/dl e creatinina 0,6 mg/dL.
A. Internar o paciente para início do tratamento, por possuir 4 pontos no escore de prognóstico “CURB-65.”
B. O paciente pode realizar o tratamento ambulatorial por possuir apenas 1 ponto no escore de prognóstico
“CURB-65”.
C. Apesar de o paciente ter somente 1 ponto no escore de prognóstico “CURB-65”, devido às comorbidades e ao
seu contexto social, a conduta mais adequada é interná-lo para o tratamento.
D. O paciente pode realizar o tratamento ambulatorial por possuir apenas 2 pontos no escore de prognóstico
“CURB-65”.
E. Internar o paciente para início do tratamento, por possuir 3 pontos no escore de prognóstico “CURB-65.”
4- Dentre as alternativas a seguir, qual apresenta o agente infeccioso bacteriano mais comum na pneumonia adquirida
na comunidade?
A. Streptococcus pneumoniae.
B. Mycoplasma pneumoniae.
C. Streptococcus aureus.
D. Chlamydia pneumoniae.
E. Pseudomonas aeruginosa
5- Homem de 47 anos refere tosse e expectoração amarelada há 5 dias. Relata que há 3 dias apresenta febre diária e
que há 2 dias iniciou dispneia aos moderados esforços. Possui hipertensão arterial sistêmica e tabagismo 10 anos-
maço de comorbidades. Usa losartana 100 mg por dia. Não possui história de internação hospitalar. Ao exame físico,
apresenta-se consciente e orientado, febril (temperatura axilar de 38,3 °C), frequência respiratória de 23 irpm,
frequência cardíaca de 102 bpm, pressão arterial 145 x 98 mmHg, saturação arterial de 96% em ar ambiente, ausculta
respiratória com estertores crepitantes em região inferior de hemitórax direito, com demais dados do exame físico
normais. Em exames laboratoriais, apresenta hemoglobina 14 g/dL, hematócrito 42%, creatinina 0,8 mg/dL, ureia 52
mg/dL, sódio 138 mEq/L, glicemia 134 mg/dL e pH de 7,39 em gasometria arterial. Radiografia de tórax com imagem
de consolidação em base pulmonar direita.
Diante do caso clínico apresentado, o tratamento instituído deve ser realizado preferencialmente de forma
6- Um paciente com 20 anos, previamente hígido, é recebido em pronto atendimento referindo que iniciou, há cinco
dias, tosse produtiva acompanhada de astenia e febre diária entre 38 e 39 °C e que evoluiu com dor no hemitórax
direito, que piorava com inspiração profunda e dispneia progressiva. Conta que procurou médico há 3 dias, o qual lhe
prescreveu analgésicos e anti-inflamatórios, não tendo obtido melhora significativa do quadro. Ao exame físico, o
paciente encontra-se em regular estado geral, com expansibilidade da caixa torácica reduzida à direita, frêmito
toracovocal reduzido, com submacicez e murmúrio vesicular abolido em base pulmonar à direita.
7- Qual dos seguintes passos é o MAIS APROPRIADO no caso de um paciente com história de tosse seca nos últimos
três meses, fadiga e opacidade persistente na tomografia de tórax apesar de dois cursos de antibioticoterapia
apropriada, presumindo pneumonia adquirida na comunidade?
GABARITO
1- Homem, 24 anos de idade, procura pronto-socorro por febre aferida de 38 ºC, tosse com secreção purulenta e
dispneia há 2 semanas. Buscou atendimento médico no início do quadro, sendo iniciada antibioticoterapia via oral
para tratamento em domicílio. Evoluiu com melhora da tosse, porém persiste com febre diária e dispneia progressiva
há 1 semana. Tem antecedente de asma com bom controle de sintomas com uso de formoterol-budesonida a cada 12
horas. Nega exacerbações no último ano. Ao exame físico, encontra-se com PA: 126 x 82 mmHg, FC: 118 bpm, FR: 26
irpm, saturação periférica de oxigênio 95% em ar ambiente e temperatura axilar 37,8 ºC. A ausculta pulmonar está
abolida em até terço médio do hemitórax direito com sibilos discretos em hemitórax esquerdo. O restante do exame
físico está normal. Durante a reavaliação o paciente evoluiu com piora da dispneia. Ao exame, apresenta FC: 128 bpm,
FR: 36 irpm e saturação periférica de oxigênio 90% em ar ambiente. A ausculta pulmonar permanece abolida em até
terço médio do hemitórax direito com sibilos difusos em ápice à direita e hemitórax esquerdo. Iniciado tratamento
com corticoide sistêmico e beta-agonista de curta duração. A classificação da gravidade da exacerbação do paciente
e a melhor conduta, entre as opções abaixo, é:
2- Dona Caroline, de 54 anos de idade, foi a uma consulta, em virtude de tosse noturna que persiste há dois meses.
Após investigação diagnóstica, foi feito o diagnóstico de asma. Ela apresenta tosse noturna cerca de quatro vezes na
semana, com crises de desconforto respiratório quando faz exercícios, porém sem despertares noturnos. Com base
nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção terapêutica para o início do tratamento,
segundo o GINA 2023.
3- Certo paciente de 20 anos de idade iniciou investigação pneumológica por queixa de tosse e sibilância esporádica.
Tinha cerca de três episódios desse quadro ao mês, sem sintomas noturnos. Realizou espirometria e foi diagnosticado
com asma intermitente. Assinale a alternativa que indica a opção terapêutica de manutenção mais adequada para o
caso.
4- A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores que se caracteriza, clinicamente, por aumento
da responsividade dessas vias a diferentes estímulos, com consequente obstrução ao fluxo aéreo, de forma recorrente
e, tipicamente, reversível. Com relação às etapas de tratamento da asma de crianças a partir de seis anos de idade,
adolescentes e adultos no SUS, assinale a alternativa ERRADA: CI: corticoide inalatório; SABA: broncodilatador ß2-
agonista de curta duração; FORM: formoterol; LABA: broncodilatador ß2-agonista de longa duração; Anti-ige:
antiimunoglobulina E; CO: corticosteroides oral.
A. Na etapa I do tratamento da asma, recomenda-se tratamento preferencial com CI + FORM em doses baixas
de resgate ou, alternativamente, o uso de doses baixas de CI sempre que houver necessidade de uso de SABA
de resgate.
B. Na etapa II, recomenda-se, como tratamento preferencial, o uso de doses baixas diárias de CI + SABA de
resgate ou a combinação de CI + FORM contínuo, sempre que for necessário medicamento de resgate.
C. Na etapa III, quando o uso do CI isolado não é suficiente para atingir e manter o controle da doença, o
tratamento preferencial da asma é a associação de CI em média dose + LABA diária + SABA de resgate ou CI
em dose média + FORM de manutenção, diariamente e de resgate, quando necessário.
D. Na etapa IV, o tratamento preferencial é CI em dose média + LABA em dose fixa diária + SABA de resgate ou
CI dose média + FORM de manutenção, diariamente e CI dose baixa + FORM de resgate.
5- Homem de 26 anos apresenta chiado no peito e tosse seca 1 a 2 vezes ao mês há cerca de 4 meses, relacionado
com mudança climática ou exposição a odor muito intensa. Os sintomas duram algumas horas. Há 2 meses iniciou o
uso de salbutamol spray 2 puffs durante as crises, com rápido alívio dos sintomas. Refere que usou no máximo 2 vezes
ao mês, nega despertar noturno por sintoma de asma ou limitação de atividades. Nega crises e não precisou procurar
atendimento de urgência. AP: asma na infância, permanecendo vários anos assintomático. A conduta deve ser:
A. fazer uso diário e regular de formoterol 12 mcg/budesonida 400 mcg, a cada 12/12h.
B. manter o uso de salbutamol 2 puffs, se necessário, e verificar se a técnica de uso está correta.
C. recomendar que não use qualquer medicação inalatória até que faça uma espirometria pré e pós-
broncodilatador.
D. fazer uso de corticoide inalatório associado ao salbutamol spray toda vez que necessitar de medicação de
resgate.
6- Em relação à avaliação do escarro induzido no paciente com asma, é correto afirmar que
7- Paciente, 19 anos de idade, sexo feminino relata que após o tratamento de covid-19 em 2020 iniciou quadro de
tosse seca recorrente de frequência mensal. Há 3 dias, além da tosse, refere dispneia para subir um lance de escada
no trabalho. Relata piora da tosse e da dispneia após ir à casa de um amigo onde a mãe do amigo cria gatos. Ao exame
físico: FR: 22 ipm; fc: 78 bpm; PA: 110/70 mmHg; à ausculta respiratória o murmúrio vesicular estava diminuído
difusamente e os ruídos adventícios estavam ausentes. De acordo com o caso relatado, qual é a medicação indicada
e quais os exames devem ser solicitados?
A. Beclometasona inalatória para uso contínuo e salbutamol inalatório para usar por 5 dias; hemograma,
espirometria e radiografia de tórax.
B. Beclometasona e salbutamol inalatórios para uso contínuo; hemograma espirometria e radiografia de tórax.
C. Beclometasona inalatória para uso contínuo e salbutamol inalatório para usar por 5 dias; hemograma e
tomografia de tórax.
D. Beclometasona e salbutamol inalatórios para uso contínuo; hemograma e tomografia de tórax.
GABARITO
1- Mulher 35 anos, assintomática, realizou coleta de citopatológico, que evidenciou atipia de células glandulares,
possivelmente não neoplásicas. Diante desse resultado, qual deverá ser a conduta adotada?
A. Mosaico grosseiro.
B. Iodo negativo.
C. Vasos atípicos.
D. Epitélio acetobranco denso.
3- Sobre braquiterapia e seus princípios, no contexto do tratamento de câncer de colo uterino, analise as proposições
abaixo e assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.
( ) Braquiterapia significa tratamento a curta distância. Nesse tipo de terapia, radioisótopos selados ou não selados
são inseridos ou instilados no câncer ou em sua proximidade.
( ) A braquiterapia atua melhor quando o volume do câncer é pequeno, inferior a 3 a 4 cm em sua maior dimensão.
( ) Geralmente, a braquiterapia é utilizada após a radioterapia com feixe externo ter reduzido o tamanho de um tumor
volumoso.
( ) Utilizam-se cilindros intra-vaginais e eles são produzidos com diferentes curvaturas a fim de que se adaptem às
diversas formas uterinas.
A. V/V/V/V/V
B. V/V/V/F/F
C. V/F/V/V/V
D. V/F/F/V/V
E. F/F/F/F/V
I. O papel da radioterapia em câncer ginecológico, pode possuir objetivos: curativo, adjuvante ou paliativo.
II. Em pacientes com cânceres ginecológicos submetidas à radioterapia pélvica, os sintomas de insuficiência ovariana
espelham aqueles da menopausa natural, e o tratamento dos sintomas é semelhante.
III. Para minimizar a exposição dos ovários de mulheres pré-menopáusicas à radiação, esses órgãos podem ser
reposicionados cirurgicamente – o que se chama de transposição – fora do campo de radiação.
IV. A radioterapia pode ser combinada com quimioterapia, terapia biológica ou cirurgia para efeitos aditivos – visando
o controle local da doença e reduzir metástases à distância.
A. IV, apenas.
B. I e III, apenas.
C. I, II e III, apenas.
D. I, II e IV, apenas.
E. I, II, III e IV.
5- O Papilomavírus Humano (HPV) é considerado o agente da infecção viral sexualmente transmissível mais prevalente
em todo o mundo. A maioria dos indivíduos sexualmente ativos (mais de 80%) se infectará em algum momento da
vida. Já foram identificados mais de 200 tipos de HPV, cerca de 40 infectam o trato anogenital e algo em torno de 12
são efetivamente oncogênicos, ou seja, associados a tumores invasivos. Desses, o que tem mais sido estudado é o
câncer de colo uterino. Sobre o assunto, analise as proposições abaixo.
I. O vírus é composto por uma cápsula dentro da qual há um DNA em dupla fita de cerca de 8 mil pares de bases.
II. São classificados como de baixo e alto risco oncogênico, conforme sua associação com tumores invasivos. Como
exemplo de baixo risco há os tipos 6, 11, 40, 42, 43 e 44 e de alto risco são exemplos os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39,
45, 51, 52, 56, 58, 59 e 66.
III. A infecção é transmitida por contato, e não apenas pelo coito. Áreas não protegidas podem estar associadas à
transmissão e há grande possibilidade de transmissão genital sem que tenha havido a coitarca, apenas com o contato
pele a pele dos genitais dos parceiros.
IV. A transmissão pode também ser não sexual – alguns estudos apontam a transmissão por fômites.
V. Pode haver passagem de HPV de mãe para o concepto, em especial em casos de lesões genitais na passagem do
canal de parto, o que pode causar a papilomatose respiratória.
A. I, apenas.
B. I e III, apenas.
C. II, III e V, apenas.
D. I, II, III e IV, apenas.
E. I, II, III, IV e V.
6- Uma paciente de 40 anos, G5P5, chega à UPA sem queixas, apenas para avaliar resultado de exame citológico do
colo de útero. O resultado foi “células escamosas atípicas de significado indeterminado, quando não se pode excluir
lesão intraepitelial de alto grau”. De acordo com o cenário acima, assinale a alternativa CORRETA.
A. Como a paciente tem menos de 45 anos, a melhor conduta é expectante e reavaliar com seis meses por
citologia oncótica.
B. Encaminhar para a retirada da lesão por conização e aguardar o resultado histopatológico para estadiamento
da lesão.
C. Encaminhar para colposcopia e, caso a JEC seja visível e os achados normais, repetir a citologia e colposcopia
com seis meses.
D. Encaminhar para a colposcopia e realizar biópsia, independente do achado colposcópico.
E. Realizar estudo do canal endocervical e, se existirem achados colposcópicos anormais, deve-se encaminhar
para a conização.
7- Paciente de 53 anos, menopausa aos 50 anos, apresentou um episódio de sangramento uterino anormal pós-
menopausa há 60 dias e que se mantém na atividade sexual. Última colpocitologia oncótica aos 50 anos. Ao exame
colo friável, com aumento vascular. Ao exame tocoginecológico, colo endurecido, aumentado, vagina de aspecto
normal. Toque retal notando espessamento parametrial endurecido e nodular até a parede pélvica bilateral.
Colpocitologia com hemácias e células escamosas atípicas. Biopsia de colo com Carcinoma escamoso. Podemos afirmar
que:
A. O estadiamento clínico é IB3, sendo indicada a Histerectomia radical, com mapeamento por linfonodo
sentinela e/ou linfadenectomia pélvica
B. O estadiamento clínico é IIB, sendo indicada a Histerectomia radical, com mapeamento por linfonodo
sentinela e/ou linfadenectomia pélvica
C. O estadiamento clínico é III, sendo indicada cistoscopia e ultrassonografia de vias urinárias
D. O estadiamento clínico é IV, sendo indicada a ressonância magnética da pelve, cistoscopia e ultrassonografia
de vias urinárias
GABARITO