SEREP-RJ
Serviço de recrutamento e Preparo de Pessoal
da Aeronáutica do Rio de Janeiro
REGULAMENTO DE CONTINÊNCIAS
(RCONT)
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº51 DE 16/03/2022
OBJETIVO
• Conhecer as honras, as continências e os sinais de respeito
que os militares concedem aos símbolos e autoridades.
• Identificar os procedimentos e normas estabelecidos nas
diversas situações.
ROTEIRO
• Finalidade;
• Sinais de respeito e continência;
• Apresentação;
• Continência da tropa; e
• Bandeiras-insígnias, distintivos e estandartes.
FINALIDADE
Art. 1º Esta Portaria estabelece o Regulamento de Continências,
Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas.
Art. 2º O Regulamento tem por finalidade:
I - estabelecer as honras, as continências e os sinais de respeito que
os militares prestam a determinados símbolos nacionais e às
autoridades civis e militares;
II - regular as normas de apresentação e de procedimento dos
militares, bem como as formas de tratamento e a precedência; e
FINALIDADE
III - fixar as honras que constituem o Cerimonial Militar no
que for comum às Forças Armadas.
Parágrafo único. As prescrições deste Regulamento
aplicam-se às situações diárias da vida castrense, estando
o militar de serviço ou não, em área militar ou em
sociedade, nas cerimônias e solenidades de natureza
militar ou cívica.
SINAIS DE RESPEITO E CONTINÊNCIA
Art. 3º Todo militar, em decorrência de sua condição, obrigações,
deveres, direitos e prerrogativas, estabelecidos em toda a legislação
militar, deve tratar sempre:
I - com respeito e consideração os seus superiores hierárquicos,
como tributo à autoridade de que se encontram investidos por lei;
II - com afeição e camaradagem os seus pares; e
SINAIS DE RESPEITO E CONTINÊNCIA
III - com bondade, dignidade e urbanidade os seus subordinados. § 1º Todas
as formas de saudação militar, os sinais de respeito e a correção de atitudes
caracterizam, em todas as circunstâncias de tempo e lugar, o espírito de
disciplina e de apreço existentes entre os integrantes das Forças Armadas.
§ 2º As demonstrações de respeito, cordialidade e consideração, devidas
entre os membros das Forças Armadas, também o são aos integrantes das
Polícias Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares e aos Militares das
Nações Estrangeiras.
SINAIS DE RESPEITO E CONTINÊNCIA
Art. 4º O militar manifesta respeito e apreço aos seus
superiores, pares e subordinados:
I - pela continência;
II - dirigindo-se a eles ou atendendo-os, de modo disciplinado;
III - observando a precedência hierárquica; e
IV - por outras demonstrações de deferência.
SINAIS DE RESPEITO E CONTINÊNCIA
§ 1º Os sinais regulamentares de respeito e de apreço entre os
militares constituem reflexos adquiridos mediante cuidadosa
instrução e continuada exigência.
§ 2º A espontaneidade e a correção dos sinais de respeito são
índices seguros do grau de disciplina das corporações militares e da
educação moral e profissional dos seus componentes.
§ 3º Os sinais de respeito e apreço são obrigatórios em todas as
situações, inclusive nos exercícios no terreno e em campanha.
SINAIS DE RESPEITO
Art. 5º Quando dois militares se deslocam juntos, o de menor antiguidade
dá a direita ao superior. Parágrafo único. Se o deslocamento se fizer em via
que tenha lado interno e lado externo, o de menor antiguidade dá o lado
interno ao superior.
Art. 6º Quando os militares se deslocam em grupo, o mais antigo fica no
centro, distribuindo-se os demais, segundo suas precedências,
alternadamente à direita e à esquerda do mais antigo.
Art. 7º Quando encontrar um superior num local de circulação, o militar
saúda-o e cede-lhe o melhor lugar.
SINAIS DE RESPEITO
§ 1º Se o local de circulação for estreito e o militar for praça,
franqueia a passagem ao superior, faz alto e permanece de frente
para ele.
§ 2º Na entrada de uma porta, o militar franqueia-a ao superior e, se
estiver fechada, abre-a, dando passagem ao superior e torna a
fechá-la depois.
SINAIS DE RESPEITO
Art. 8º Em local público onde não estiver sendo realizada
solenidade cívico militar, bem como em reuniões sociais, o
militar cumprimenta, tão logo lhe seja possível, seus superiores
hierárquicos.
Parágrafo único. Havendo dificuldade para aproximar-se dos
superiores hierárquicos, o cumprimento deve ser feito mediante
um movimento de cabeça.
SINAIS DE RESPEITO
Art. 9º Para falar a um superior, o militar emprega sempre o tratamento
"Senhor" ou "Senhora".
§ 1º Para falar, formalmente, ao Ministro de Estado da Defesa, o
tratamento é "Vossa Excelência" ou "Senhor Ministro", sendo admitido,
nas relações correntes de serviço, o tratamento de "Ministro" ou "Senhor".
§ 2º Para falar, formalmente, a um oficial-general, o tratamento é "Vossa
Excelência", "Senhor Almirante", "Senhor General" ou "Senhor Brigadeiro",
conforme o caso, sendo admitido, nas relações correntes de serviço, o
tratamento de "Almirante", "General" ou "Brigadeiro", conforme o caso, ou
ainda, de "Senhor".
SINAIS DE RESPEITO
§ 3º Para falar, formalmente, ao Comandante, Diretor ou Chefe
de Organização Militar, o tratamento é "Senhor Comandante",
"Senhor Diretor", "Senhor Chefe", conforme o caso, sendo
admitido, nas relações correntes de serviço, o tratamento de
"Comandante", "Diretor" ou "Chefe".
§ 4º No mesmo posto ou graduação, poderá ser empregado o
tratamento "você", respeitadas as tradições e peculiaridades de
cada Força Armada.
SINAIS DE RESPEITO
Art. 10 Para falar a um mais moderno, o superior emprega o
tratamento "você".
Art. 11 Todo militar, quando for chamado por um superior, deve
atendê-lo o mais rápido possível, apressando o passo quando em
deslocamento.
SINAIS DE RESPEITO
Art. 12 Nos refeitórios, os oficiais observam, em princípio, as seguintes
prescrições:
I - aguardam, para se sentarem à mesa, a chegada do Comandante, Diretor
ou Chefe, ou da mais alta autoridade prevista para a refeição;
II - caso as autoridades mencionadas no inciso I não possam comparecer à
hora marcada para o início da refeição, esta pode ser iniciada sem a sua
presença e, à sua chegada, a refeição não precisa ser interrompida,
levantando-se apenas os oficiais que tenham assento à mesa daquelas
autoridades;
SINAIS DE RESPEITO
III - ao terminar a refeição, cada oficial levanta-se e pede permissão
ao mais antigo para retirar-se do recinto, podendo ser delegada ao
mais antigo de cada mesa a autorização para concedê-la;
IV - o oficial que se atrasar para a refeição deve apresentar-se à maior
autoridade presente e pedir permissão para sentar-se; e
V - caso a maior autoridade presente se retire antes que os demais
oficiais tenham terminado a refeição, apenas se levantam os que
tenham assento à sua mesa.
SINAIS DE RESPEITO
§ 1º Os refeitórios de grande frequência e os utilizados por oficiais de
diversas Organizações Militares podem ser regidos por disposições
específicas.
§ 2º Nos refeitórios de suboficiais, subtenentes e sargentos deve ser
observado procedimento análogo ao dos oficiais.
SINAIS DE RESPEITO
Art. 13 Nos ranchos de praças, ao neles entrar o Comandante, Diretor
ou Chefe da Organização Militar ou outra autoridade superior, a praça
de serviço, o militar mais antigo presente ou o que primeiro avistar
aquela autoridade comanda: "Rancho, Atenção!" e anuncia a função
de quem chega.
Parágrafo único. Na hipótese de que trata o caput, as praças, sem se
levantarem e sem interromperem a refeição, suspendem toda a
conversação, até que seja dado o comando de "À vontade".
SINAIS DE RESPEITO
Art. 14 Sempre que um militar precisar sentar-se ao lado de um
superior, deve solicitar-lhe a permissão.
CONTINÊNCIA
Art. 15 A continência é a saudação prestada pelo militar e pode ser
individual ou da tropa.
§ 1º A continência é impessoal e visa à autoridade e não à pessoa.
§ 2º A continência parte sempre do militar de menor precedência
hierárquica e, em igualdade de posto ou graduação, quando ocorrer
dúvida sobre qual seja o de menor precedência, deve ser executada
simultaneamente.
CONTINÊNCIA
§ 3º Todo militar, em serviço ativo ou na inatividade, deve retribuir a
continência que lhe é prestada:
I- se uniformizado, obrigatoriamente presta a continência individual; e
II- se em trajes civis, o militar pode respondê-la prestando a
continência individual ou com um movimento de cabeça, com um
cumprimento verbal ou descobrindo-se, caso esteja de chapéu.
CONTINÊNCIA
Art. 16 Têm direito à continência:
I - a Bandeira Nacional:
a) ao ser hasteada ou arriada diariamente, em cerimônia militar ou cívica;
b) por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporarão, nas formaturas;
c) quando conduzida por tropa ou por contingente de Organização Militar;
d) quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, acompanhada por guarda ou
por organização civil, em cerimônia cívica; e
e) quando, no período compreendido entre oito horas e o pôr do sol, um militar
entra a bordo de um navio de guerra ou dele sai, ou, quando na situação de
"embarcado", avista-a ao entrar a bordo pela primeira vez, ou ao sair pela
última vez;
CONTINÊNCIA
II - o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica;
III - o Presidente da República;
IV - o Vice-Presidente da República;
V - os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do
Supremo Tribunal Federal;
VI - o Ministro de Estado da Defesa;
VII - os demais Ministros de Estado, quando em visita de caráter oficial;
CONTINÊNCIA
VIII - os Governadores dos Estados e o do Distrito Federal, nos respectivos
territórios, ou, quando reconhecidos ou identificados, em qualquer parte do
País em visita de caráter oficial;
IX - o Ministro-Presidente e os Ministros Militares do Superior Tribunal
Militar, quando reconhecidos ou identificados;
X - os militares da ativa das Forças Armadas, mesmo em traje civil; neste
último caso, quando for obrigatório o seu reconhecimento em função do
cargo que exerce ou, para os demais militares, quando reconhecidos ou
identificados;
XI - os militares da reserva ou reformados, quando reconhecidos ou
identificados;
CONTINÊNCIA
XII - a tropa quando formada;
XIII - as Bandeiras e os Hinos das Nações Estrangeiras, nas mesmas
hipóteses previstas nos incisos I e II;
XIV - as autoridades civis estrangeiras, correspondentes às constantes dos
incisos III a VIII deste artigo, quando em visita de caráter oficial;
XV - os militares das Forças Armadas estrangeiras, quando uniformizados e,
se em trajes civis, quando reconhecidos ou identificados; e
XVI - os integrantes das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros
Militares, Corporações consideradas forças auxiliares e reserva do Exército.
CONTINÊNCIA
Art. 17 O aperto de mão é uma forma de cumprimento que o superior
pode conceder ao mais moderno. Parágrafo único. O militar não deve
tomar a iniciativa de estender a mão para cumprimentar o superior,
mas, se este o fizer, não pode se recusar ao cumprimento.
Art. 18 O militar deve responder com saudação análoga quando, ao
cumprimentar o superior, este, além de retribuir a continência, fizer
uma saudação verbal.
CONTINÊNCIA
Do Procedimento Normal
Art. 19 A continência individual é a forma de saudação que o militar isolado,
em serviço ativo ou na inatividade, deve aos símbolos, às autoridades, à
tropa formada e a outros militares, conforme estabelecido no art. 16.
§ 1º A continência individual é, ainda, a forma pela qual os militares se
saúdam mutuamente, ou pela qual o superior responde à saudação de um
mais moderno.
§ 2º A continência individual é devida a qualquer hora do dia ou da noite,
somente podendo ser dispensada nas situações especiais conforme
regulamento de cada Força Armada.
CONTINÊNCIA
§ 3º Quando em trajes civis, o militar em serviço ativo ou na
inatividade assume as seguintes atitudes:
I - prestará a continência individual ou assumirá posição respeitosa
em cerimônias oficiais, nas cerimônias de hasteamento ou arriação da
Bandeira, nas ocasiões em que esta se apresentar em marcha ou
cortejo, assim como durante a execução do Hino Nacional;
II - nas demais situações, se estiver de cobertura, descobre-se e
assume atitude respeitosa;
CONTINÊNCIA
III - ao encontrar um superior, o subordinado pode saudá-lo
prestando a continência individual ou com um cumprimento verbal,
de acordo com as convenções sociais; e
IV - ao receber a continência ou o cumprimento de um subordinado,
pode responder a saudação prestando a continência individual ou
com um cumprimento verbal, de acordo com as convenções sociais.
CONTINÊNCIA
Art. 20 A atitude, o gesto e a duração são elementos essenciais da
continência individual, variáveis conforme a situação dos executantes:
I - atitude: postura marcial e comportamento respeitoso e adequado
às circunstâncias e ao ambiente;
II- gesto: conjunto de movimento do corpo, braços e mãos, com ou
sem armas; e
III- duração: o tempo durante o qual o militar assume a atitude e
executa o gesto referido no inciso II.
CONTINÊNCIA
Art. 21 O militar, desarmado, ou armado de revólver ou pistola, de
sabrebaioneta ou espada embainhada, faz a continência individual de
acordo com as seguintes regras:
I - mais moderno parado e superior deslocando-se:
a) posição de sentido, frente voltada para a direção perpendicular à
do deslocamento do superior;
CONTINÊNCIA
b) com cobertura:
1. em movimento enérgico, leva a mão direita ao lado da cobertura, tocando com
a falangeta do indicador a borda da pala, um pouco adiante do botão da
jugular, ou lugar correspondente, se a cobertura não tiver pala ou jugular;
2. a mão no prolongamento do antebraço, com a palma voltada para o rosto e
com os dedos unidos e distendidos; o braço sensivelmente horizontal,
formando um ângulo de 45º com a linha dos ombros; e
3. olhar franco e naturalmente voltado para o superior e, para desfazer a
continência, baixa a mão em movimento enérgico, voltando à posição de sentido;
CONTINÊNCIA
c) sem cobertura: em movimento enérgico, leva a mão direita ao lado
direito da fronte, procedendo similarmente ao descrito na alínea "b",
no que couber; e
d) a continência é feita quando o superior atinge a distância de três
passos do mais moderno e desfeita quando o superior ultrapassa o
mais moderno de um passo;
CONTINÊNCIA
II - mais moderno deslocando-se e superior parado, ou deslocando-se em
sentido contrário:
a) se está se deslocando em passo normal, o mais moderno mantém o
passo e a direção do deslocamento;
b) se em acelerado ou correndo, toma o passo normal, não cessa o
movimento normal do braço esquerdo; e
c) a continência é feita a três passos do superior, como descrito nas alíneas
"b" e "c" do inciso I, encarando-o com movimento vivo de cabeça e, ao
passar por este, o mais moderno volta a olhar em frente e desfaz a
continência;
CONTINÊNCIA
III - mais moderno e superior deslocando-se em direções convergentes: o
mais moderno dá precedência de passagem ao superior e faz a continência
como descrito nas alíneas "b" e "c" do inciso I, sem tomar a posição de
sentido;
IV - mais moderno deslocando-se alcança e ultrapassa o superior que se
desloca no mesmo sentido: o mais moderno, ao chegar ao lado do superior,
faz-lhe a continência como descrito nas alíneas "b" e "c" do inciso I, e o
encara com vivo movimento de cabeça; após três passos, volta a olhar em
frente e desfaz a continência;
CONTINÊNCIA
V - mais moderno deslocando-se é alcançado e ultrapassado por
superior que se desloca no mesmo sentido: o mais moderno, ao ser
alcançado pelo superior, faz-lhe a continência, como nas alíneas "b" e
"c" do inciso I deste artigo, desfazendo-a depois que o superior tiver
se afastado um passo; e
VI - em igualdade de posto ou graduação, a continência é feita no
momento em que os militares passam um pelo outro ou se
defrontam.
CONTINÊNCIA
Art. 22 O militar armado de espada desembainhada faz a continência individual
tomando a posição de sentido e, em seguida, perfilando a espada. Parágrafo único.
Na continência aos símbolos e às autoridades mencionadas nos incisos I a VIII e XII
do art. 16 e a oficiais-generais, o militar abate a espada.
Art. 23 No caso do militar estar com as duas mãos ocupadas, a continência
individual será prestada tomando a posição de sentido e frente voltada para a
direção perpendicular à do deslocamento do superior.
§ 1º Quando apenas uma das mãos estiver ocupada, a mão direita deve estar livre
para executar a continência.
§ 2º O militar em deslocamento, quando não puder prestar continência por estar
com as mãos ocupadas, faz vivo movimento de cabeça.
CONTINÊNCIA
Art. 24 O militar isolado, armado de metralhadora de mão, fuzil ou arma
semelhante faz continência da seguinte forma:
I - quando estiver se deslocando:
a) leva a arma à posição de "Ombro Arma", à passagem do superior
hierárquico;
b) à passagem de tropa formada, faz alto, volta-se para a tropa e leva a
arma à posição de "Ombro Arma"; e
c) com a arma a tiracolo ou em bandoleira, toma a posição de sentido,
com sua frente voltada para a direção perpendicular à do deslocamento
do superior.
CONTINÊNCIA
II - quando estiver parado:
a) na continência aos símbolos e às autoridades mencionadas nos incisos I
a VIII do art. 16 e a oficiais-generais, faz "Apresentar Arma";
b) para os demais militares, faz "Ombro Arma";
c) à passagem da tropa formada, leva a arma à posição de "Ombro Arma";
e
d) com a arma a tiracolo ou em bandoleira, toma apenas a posição de
sentido.
CONTINÊNCIA
Art. 25 Todo militar faz alto para a continência à Bandeira Nacional,
ao Hino Nacional e ao Presidente da República.
§ 1º Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia
religiosa, o militar participante da cerimônia não faz a continência
individual, permanecendo em atitude de respeito.
§ 2º Quando o Hino Nacional for cantado, a tropa ou militar
presente não faz a continência, nem durante a sua introdução,
permanecendo na posição de "Sentido" até o final de sua execução.
CONTINÊNCIA
Art. 26 Ao fazer a continência ao Hino Nacional, o militar volta-se para a
direção de onde vem a música, conservando-se nessa atitude enquanto
durar sua execução.
§ 1º Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia à Bandeira
ou ao Presidente da República, o militar volta-se para a Bandeira ou para o
Presidente da República.
§ 2º Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia militar ou
cívica, realizada em ambiente fechado, o militar volta-se para o principal
local da cerimônia e faz a continência como estipulado no inciso I do art. 21
ou nos arts. 22, 23 ou 24, conforme o caso.
CONTINÊNCIA
Art. 27 Ao fazer a continência para a Bandeira Nacional integrante de
tropa formada e parada, todo militar que se desloca faz alto, vira-se
para ela e faz a continência individual, retomando, em seguida, o seu
deslocamento e a autoridade passando em revista à tropa observa o
mesmo procedimento.
Art. 28 Na sede do Ministério da Defesa e nas Organizações Militares,
a praça faz alto para a continência às autoridades enumeradas nos
incisos III a IX do art. 16 e a oficiais-generais.
CONTINÊNCIA
Art. 29 O Comandante, Chefe ou Diretor de Organização Militar tem,
diariamente, direito à continência prevista no art. 28, na primeira vez
que for encontrado pelas suas praças subordinadas, no interior de sua
organização.
Art. 30 Os militares em serviço policial ou de segurança poderão ser
dispensados dos procedimentos sobre continência individual
constantes deste Regulamento.
CONTINÊNCIA
Do Procedimento em Outras Situações
Art. 31 O militar em um veículo, exceto bicicleta, motocicleta ou similar,
procede da seguinte forma:
I - com o veículo parado, tanto o condutor como o passageiro fazem a
continência individual sem se levantarem; e
II - com o veículo em movimento, somente o passageiro faz a continência
individual.
CONTINÊNCIA
§ 1º Por ocasião da cerimônia da Bandeira ou da execução do Hino
Nacional, se realizados no interior de uma Organização Militar, tanto o
condutor como o passageiro saltam do veículo e fazem a continência
individual, e, caso realizados em via pública, procedem do mesmo modo,
sempre que viável.
§ 2º Nos deslocamentos de elementos transportados por viaturas,
só o Comandante e o Chefe de cada viatura fazem a continência individual,
ao tempo em que os militares transportados tomam postura correta e
imóvel enquanto durar a continência do Chefe da viatura.
CONTINÊNCIA
Art. 32 O militar isolado presta continência à tropa da seguinte forma: I -
tropa em deslocamento e militar parado:
a) se o militar estiver a pé, qualquer que seja seu posto ou graduação,
voltase para a tropa, toma posição de "Sentido" e permanece nessa
atitude durante a passagem da tropa, fazendo a continência individual
para a Bandeira Nacional, e observando as seguintes condutas com
relação ao Comandante da tropa:
1. se for mais antigo do que o Comandante da tropa, corresponde à
continência que lhe é prestada;
CONTINÊNCIA
2. se for mais moderno, faz a continência individual ao Comandante da
tropa e a todos os militares em comando de frações constituídas que lhe
sejam hierarquicamente iguais ou superiores; e
b) se o militar estiver em viatura estacionada, desembarca e procede de
acordo com o estipulado na alínea "a";
II - tropa em deslocamento e militar em movimento:
a) se o militar estiver a pé ou em veículo:
1. se for superior hierárquico ao Comandante da tropa, para, volta-se para
esta e responde à continência que lhe é prestada;
CONTINÊNCIA
2. se for mais moderno para, volta-se para a tropa e faz a continência
individual ao Comandante da tropa e a todos os militares em
comando de frações constituídas que lhe sejam hierarquicamente
iguais ou superiores;
CONTINÊNCIA
III - tropa em forma e parada, e militar em movimento de acordo com o
disposto no inciso II, parando apenas para o cumprimento à Bandeira
Nacional.
Art. 33 Ao entrar em uma Organização Militar, o oficial, em princípio, deve
ser conduzido ao seu Comandante, Chefe ou Diretor, ou, conforme as
peculiaridades e os procedimentos específicos de cada Força Armada, à
autoridade militar da Organização para isso designada, a fim de participar os
motivos de sua ida àquele estabelecimento.
CONTINÊNCIA
§ 1º Na hipótese do caput, terminada a missão ou cumprida a
finalidade que levou o oficial à Organização Militar, ele deve, antes de se
retirar, despedir-se da autoridade ao qual foi conduzido.
§ 2º Nos estabelecimentos ou repartições militares onde essa
apresentação não seja possível, deve o militar apresentar-se ou dirigir-se ao
de maior posto ou graduação presente, ao qual participará o motivo de sua
presença.
§ 3º Quando o visitante for do mesmo posto ou de posto superior
ao do Comandante, Diretor ou Chefe, é conduzido ao Gabinete ou Câmara
deste, que o recebe e o ouve sobre o motivo de sua presença.
CONTINÊNCIA
§ 4º A praça, em situação idêntica, apresenta-se ao Oficial de
Dia ou de Serviço, ou a quem lhe corresponder, tanto na chegada
quanto na saída.
§ 5º O disposto neste artigo e seus parágrafos não se aplica às
organizações médico-militares, exceto se o militar estiver em visita de
serviço.
CONTINÊNCIA
Art. 34 Procedimento do militar em outras situações:
I - o mais moderno, quando a cavalo, se o superior estiver a pé, deve passar
por este ao passo e, se ambos estiverem a cavalo:
a) marchando em sentidos opostos, o mais moderno não pode cruzar com
o superior em andadura superior e a continência é feita conforme o
disposto no inciso II do art. 21; e
b) marchando no mesmo sentido, o mais moderno ultrapassa o superior
depois de lhe pedir autorização, e a continência é feita conforme o
disposto no inciso II do art. 21;
CONTINÊNCIA
II - o militar a cavalo apeia para falar com o superior a pé, salvo se este
estiver em nível mais elevado (palanque, arquibancada, picadeiro, ou
similar) ou ordem em contrário;
III - se o militar está em bicicleta ou motocicleta, deve passar pelo superior
em marcha moderada, concentrando a atenção na condução do veículo;
IV - o portador de uma mensagem, qualquer que seja o meio de transporte
empregado, não modifica a sua velocidade de marcha ao cruzar ou passar
por um superior e informa em voz alta: "serviço urgente";
CONTINÊNCIA
V - a pé, conduzindo ou segurando cavalo, o militar faz a continência
conforme o disposto no art. 22;
VI - quando um militar entra em um recinto público, percorre com o
olhar o local para verificar se há algum superior presente e, se houver,
o militar faz-lhe a continência do lugar em que está;
VII - quando um militar entra em um recinto público, os militares mais
modernos que nele se encontram levantam-se ao avistá-lo e fazem-
lhe a continência;
CONTINÊNCIA
VIII - quando militares se encontrarem em reuniões sociais, festas militares,
competições desportivas ou em viagens, devem apresentar-se mutuamente,
declinando posto e nome, partindo essa apresentação daquele de menor
hierarquia;
IX - seja qual for o caráter, oficial ou particular, da solenidade ou reunião
deve o militar, obrigatoriamente, apresentar-se ao superior de maior
hierarquia presente, e ao de maior posto entre os oficiais presentes de sua
Organização Militar; e
X - quando dois ou mais militares, em grupo, encontram-se com outros
militares, todos fazem a continência individual como se estivessem isolados.
CONTINÊNCIA
Art. 35 Todo militar é obrigado a reconhecer o Presidente e o Vice-
Presidente da República, o Ministro de Estado da Defesa, o Comandante da
sua Força, os Comandantes, os Chefes ou os Diretores da cadeia de
comando e os oficiais de sua Organização Militar.
§ 1º Os oficiais são obrigados a reconhecer também os
Comandantes das demais Forças, assim como o Chefe do Estado-Maior de
sua respectiva Força.
§ 2º Todo militar deve saber identificar as insígnias dos postos e
graduações das Forças Armadas.
CONTINÊNCIA
CONTINÊNCIA
Art. 36 O militar fardado descobre-se ao entrar em um recinto coberto.
§ 1º O militar fardado descobre-se, ainda, nas reuniões sociais, nos
funerais, nos cultos religiosos e ao entrar em templos ou participar de atos
em que este procedimento seja pertinente, sendo-lhe dispensada, nestes
casos, a obrigatoriedade da prestação da continência.
§ 2º O disposto no caput não se aplica aos militares armados de
metralhadora de mão, fuzil ou arma semelhante ou aos militares em serviço
de policiamento, escolta ou guarda.
CONTINÊNCIA
Art. 37 Para saudar os civis de suas relações, o militar fardado não se
descobre, cumprimentando-os pela continência, pelo aperto de mão ou com
aceno de cabeça.
Parágrafo único. Estando fardado, o militar do sexo masculino que se dirigir
a uma senhora para cumprimentá-la, descobre-se, colocando a cobertura
sob o braço esquerdo e, se estiver desarmado e de luvas, descalça a luva da
mão direita e aguarda que a senhora lhe estenda a mão.
CONTINÊNCIA
Art. 38 O militar armado de espada, durante solenidade militar, não
descalça as luvas, salvo ordem em contrário.
Art. 39. Nos refeitórios das Organizações Militares, a maior autoridade
presente ocupa o lugar de honra.
Art. 40 Nos banquetes, o lugar de honra situa-se, geralmente, no
centro, do lado maior da mesa principal.
§ 1º A ocupação dos lugares nas refeições solenes é feita de
acordo com a Ordem Geral de Precedência.
CONTINÊNCIA
§ 2º A autoridade que oferece refeição solene deve sentar-se
na posição de maior precedência depois do lugar ocupado pelo
homenageado, enquanto os outros lugares são ocupados pelos
demais participantes, segundo esquema que lhes é previamente dado
a conhecer.
§ 3º Em refeições solenes onde haja mesa plena, o
homenageante deve sentar-se em frente ao homenageado.
CONTINÊNCIA
Art. 41 Em embarcação, viatura ou aeronave militar, o mais antigo é o
último a embarcar e o primeiro a desembarcar.
§ 1º Em se tratando de transporte de pessoal, a licença para
início do deslocamento é prerrogativa do mais antigo presente.
§ 2º Tais disposições não se aplicam a situações operacionais,
quando devem ser obedecidos os Planos e Ordens que lhes forem
relacionados.
APRESENTAÇÃO
Art. 42 O militar, para se apresentar a um superior, adota os seguintes
procedimentos:
I - aproxima-se do superior até a distância do aperto de mão;
II - toma a posição de "Sentido", faz a continência individual como
descrita neste Regulamento e diz, em voz claramente audível, seu
grau hierárquico, nome de guerra e Organização Militar a que
pertence, ou função que exerce, se estiver no interior da sua
Organização Militar; e
APRESENTAÇÃO
III - desfaz a continência e diz o motivo da apresentação, permanecendo
na posição de "Sentido" até que lhe seja autorizado tomar a posição de
"Descansar" ou de "À Vontade".
§ 1º Se o superior estiver em seu gabinete de trabalho ou outro
local coberto, o militar sem arma ou armado de revólver, pistola ou
espada embainhada tira a cobertura com a mão direita e adota os
seguintes procedimentos:
I - em se tratando de boné ou capacete, coloca-o debaixo do braço
esquerdo com o interior voltado para o corpo e a jugular para a frente; e
APRESENTAÇÃO
II - em se tratando de boina ou gorro com pala, empunha-o com a mão
esquerda, de tal modo que sua copa fique para fora e a sua parte anterior
voltada para a frente e, em seguida, faz a continência individual e procede à
apresentação.
§ 2º Caso esteja armado de espada desembainhada, fuzil ou
metralhadora de mão, o militar faz alto à distância de dois passos do
superior e executa o "Perfilar Espada" ou "Ombro Arma", conforme o caso,
permanecendo nessa posição mesmo depois de correspondida a saudação.
APRESENTAÇÃO
§ 3º Na hipótese do § 2º, se o superior for oficial-general ou
autoridade superior, o militar executa o manejo de "Apresentar
Arma", passando, em seguida, à posição de "Perfilar Espada" ou
"Ombro Arma", conforme o caso, logo depois de correspondida a
saudação.
§ 4º Em locais cobertos, o militar armado nas condições
previstas no § 2º, para se apresentar ao superior, apenas toma a
posição de "Sentido".
APRESENTAÇÃO
Art. 43 Para se retirar da presença de um superior, o militar faz-lhe a
continência individual, idêntica à da apresentação, e pede permissão
para se retirar e, após concedida a permissão, o oficial retira-se
normalmente, e a praça, depois de fazer "Meia Volta", rompe a
marcha com o pé esquerdo.
CONTINÊNCIA DA TROPA
Art. 44. Têm direito à continência da tropa os símbolos e as autoridades relacionadas
nos incisos I a X e XII a XVI do art. 16.
§ 1º Os oficiais da reserva ou reformados e os militares estrangeiros só têm direito à
continência da tropa quando uniformizados.
§ 2º Às autoridades estrangeiras, civis e militares, são prestadas as continências
conferidas às autoridades brasileiras equivalentes.
Art. 45. Para efeito de continência, considera-se tropa a reunião de dois ou mais
militares devidamente comandados.
CONTINÊNCIA DA TROPA
Art. 46. Aos Ministros de Estado, aos Governadores dos Estados e ao do
Distrito Federal, ao Ministro-Presidente e aos Ministros militares do Superior
Tribunal Militar são prestadas as continências previstas para Almirante de
Esquadra, General de Exército ou Tenente-Brigadeiro.
Art. 47. O Ministro de Estado da Defesa, os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças
Armadas ocupam lugar de destaque nas solenidades cívico-militares,
observada, no que couber, a Ordem Geral de Precedência.
Da Continência da Tropa a Pé Firme
Art. 53. À passagem de outra tropa, a tropa em forma e parada volta-se para ela e
toma a posição de sentido.
Art. 54. Uma tropa a pé firme presta continência aos símbolos, às autoridades e a
outra tropa formada, nas condições mencionadas no art. 16, executando os
seguintes comandos:
I - na continência a oficial subalterno e intermediário, "Sentido!";
II - na continência a oficial-superior, "Sentido! Ombro Arma!"; e
III - na continência aos símbolos e às autoridades mencionadas nos incisos I
a VIII do art. 16, a Oficiais-Generais ou autoridades equivalentes, "Sentido! Ombro
Arma! Apresentar Arma! Olhar à Direita (Esquerda)!".
Da Continência da Tropa a Pé Firme
§ 1º Para oficial-general estrangeiro, só é prestada a continência em
caso de visita oficial.
§ 2º No caso de tropa desarmada, ao comando de "Apresentar
Arma!" todos os seus integrantes fazem continência individual e a
desfazem ao Comando de "Descansar Arma!".
Da Continência da Tropa em Desfile
Art. 61. Desfile é a passagem da tropa diante da Bandeira Nacional ou da
maior autoridade presente a uma cerimônia a fim de lhe prestar
homenagem.
Art. 62. A tropa em desfile faz continência à Bandeira ou à maior autoridade
presente à cerimônia, obedecendo às seguintes determinações:
I - a trinta passos, aquém do homenageado, é dado o toque de "Sentido! -
Em Continência à Direita (Esquerda)!", sendo repetido até o escalão
batalhão, inclusive, e esse toque serve apenas para alertar a tropa;
Da Continência da Tropa em Desfile
II - a vinte passos, aquém do homenageado:
a) os comandantes de unidade e subunidade, em viaturas, levantam-se;
b) os comandantes de subunidades comandam à viva voz: - "Companhia -
Sentido! - Em Continência à Direita (Esquerda)!"; e
c) os oficiais com espada desembainhada perfilam espada, sem olhar para a
direita (esquerda);
III - a dez passos, aquém do homenageado:
a) os Comandantes de pelotão (seção) comandam: "Pelotão (seção) –
Sentido! - Olhar à Direita (Esquerda)!";
Da Continência da Tropa em Desfile
b) a Bandeira é desfraldada e o estandarte é abatido;
c) os comandantes de unidade e subunidade, em viatura, fazem a
continência individual e olham para a Bandeira ou encaram a autoridade;
d) os comandantes de unidade e subunidade abatem espada e olham para a
Bandeira ou encaram a autoridade e, quando estiverem sem espada ou com
ela embainhada, fazem a continência individual e olham a Bandeira ou
encaram a autoridade;
e) os demais oficiais com espada desembainhada perfilam espada;
Da Continência da Tropa em Desfile
f) os oficiais sem espada ou com ela embainhada ou portando outra arma
fazem a continência individual e não encaram a autoridade; e
g) os componentes da Guarda-Bandeira, músicos, corneteiros e tamboreiros,
condutores e porta-símbolos não fazem continência nem olham para o lado;
IV - a dez passos, depois do homenageado:
a) os mesmos militares que comandaram "Olhar à Direita (Esquerda)!”
comandam "Pelotão (seção) - olhar em Frente!";
b) a Bandeira e o estandarte voltam à posição de "Ombro Arma";
c) os comandantes de unidade e subunidade, em viaturas, desfazem a
continência individual;
Da Continência da Tropa em Desfile
d) os comandantes de unidade e subunidade perfilam espada; e
e) os oficiais sem espada, com ela embainhada ou portando outra arma,
desfazem a continência; e
V - a quinze passos depois do homenageado, independente de qualquer
comando:
a) os comandantes de unidade e subunidade, em viaturas, sentam-se; e
b) os oficiais a pé, com espada desembainhada, trazem a espada à posição
de marcha.
§ 1º Os comandos mencionados nos incisos II, III e IV são dados à viva voz ou
por apito.
Da Continência da Tropa em Desfile
§ 2º Quando a tropa desfilar em linha de companhia, ou formação
emassada de batalhão, o primeiro comando de "Sentido! Em Continência à
Direita (Esquerda)!" é
dado vinte passos aquém do homenageado pelo comandante superior, e o
comando de "Olhar à Direita (Esquerda)!" pelo comandante de batalhão, a
dez passos aquém do homenageado.
§ 3º Quando a tropa desfilar em linha de pelotões ou formação emassada
de companhia, o comando de "Olhar à Direita (Esquerda)!" é dado pelo
comandante de subunidade dez passos aquém do homenageado.
Da Continência da Tropa em Desfile
§ 4º Nas formações emassadas de batalhão ou companhia, o
comando de "Olhar em Frente!" é dado pelos mesmos comandantes
que comandaram "Olhar à Direita (Esquerda)!", quando a cauda de
sua tropa ultrapassar de dez passos o homenageado.
Art. 63. A tropa a pé desfila em "Ombro Arma", com a arma cruzada
ou em bandoleira e nos dois primeiros casos, de baioneta armada.
Da Continência da Tropa em Desfile
Art. 64. A autoridade em homenagem à qual é realizado o desfile
responde às continências prestadas pelos oficiais da tropa que desfila
e os demais oficiais que assistem ao desfile fazem continência apenas
à passagem da Bandeira.
DAS BANDEIRAS-INSÍGNIAS, DISTINTIVOS A ESTANDARTES
Art. 93 A presença de determinadas autoridades civis e militares em
uma Organização Militar é indicada por suas bandeiras insígnias ou
seus distintivos hasteados em mastro próprio, na área da organização.
§ 1º As bandeiras-insígnias ou distintivos de Presidente da
República, de Vice-Presidente da República e de Ministro de Estado
da Defesa são instituídas em atos do Presidente da República.
DAS BANDEIRAS-INSÍGNIAS, DISTINTIVOS A ESTANDARTES
§ 2º As bandeiras-insígnias ou os distintivos de Comandante da
Marinha, do Exército, da Aeronáutica e de Chefe do Estado-Maior
Conjunto das Forças Armadas são instituídos em atos do Ministro de
Estado da Defesa.
§ 3º Nas Organizações Militares que possuem estandarte, este é
conduzido nas condições estabelecidas para a Bandeira Nacional,
sempre a sua esquerda, de acordo com o cerimonial específico de
cada Força Armada.
DAS BANDEIRAS-INSÍGNIAS, DISTINTIVOS A ESTANDARTES
Art. 94 A bandeira-insígnia ou distintivo é hasteado quando a autoridade
entra na Organização Militar, e arriado logo após a sua saída.
§ 1º O ato de hastear ou arriar a bandeira-insígnia ou o distintivo é
executado sem cerimônia militar por militar para isso designado.
§ 2º Por ocasião da solenidade de hasteamento ou de arriação da
Bandeira Nacional, a bandeira-insígnia ou distintivo deve ser arriado,
devendo ser hasteado novamente após o término daquelas solenidades.
DAS BANDEIRAS-INSÍGNIAS, DISTINTIVOS A ESTANDARTES
Art. 95 No mastro em que estiver hasteada a Bandeira Nacional, nenhuma
bandeira, insígnia ou distintivo deve ser posicionado acima dela, mesmo
que nas adriças da verga de sinais. Parágrafo único. Excetuam-se do disposto
no caput os navios e os estabelecimentos da Marinha do Brasil que possuem
mastro com carangueja, cujo penol, por ser local de destaque e de honra, é
privativo da Bandeira Nacional.
Art. 96 A disposição das bandeiras-insígnias ou distintivos referentes a
autoridades presentes a uma Organização Militar será regulamentada em
cerimonial específico do Ministério da Defesa e de cada Força Armada.
DAS BANDEIRAS-INSÍGNIAS, DISTINTIVOS A ESTANDARTES
Art. 97 Se várias Organizações Militares tiverem sede em um mesmo
edifício, no mastro desse edifício só é hasteada a bandeira insígnia ou
distintivo da mais alta autoridade presente.
Art. 98 Todas as Organizações Militares devem ter, disponíveis para
uso, as bandeiras-insígnias do Presidente da República, do Vice-
Presidente da República, do Ministro de Estado da Defesa, do
Comandante da respectiva Força e das autoridades da cadeia de
comando a que estiverem subordinadas.
DAS BANDEIRAS-INSÍGNIAS, DISTINTIVOS A ESTANDARTES
Art. 99 O Ministro de Estado da Defesa e o oficial com direito a
bandeirainsígnia ou distintivo, este quando uniformizado e nos
termos da regulamentação específica de cada Força Armada, podem
fazer uso, na viatura oficial que os transporta, de uma miniatura da
respectiva bandeira-insígnia ou distintivo, presa em haste apropriada
fixada no pára-lama dianteiro direito.
ROTEIRO
• Finalidade;
• Sinais de respeito e continência;
• Apresentação;
• Continência da tropa; e
• Bandeiras-insígnias, distintivos e estandartes.
OBJETIVO
• Conhecer as honras, as continências e os sinais de respeito
que os militares concedem ao símbolos e autoridades.
• Identificar os procedimentos e normas estabelecidos nas
diversas situações.