0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações6 páginas

Documento 3

Enviado por

mariana araujo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações6 páginas

Documento 3

Enviado por

mariana araujo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Experimento 1 – Ponto de fusão

Experimento com Sacarose

Durante o experimento, uma ponta de espátula de sacarose foi aquecida em um cadinho de


porcelana a uma temperatura de 200°C. Observou-se que a fusão da sacarose, ou
caramelização, ocorreu após 10 minutos e 12 segundos. Esse processo é visível pela mudança
de cor e consistência da sacarose, que passou de um sólido cristalino branco para um líquido
viscoso marrom.

Experimento com Cloreto de Sódio

No experimento concomitante, uma quantidade similar de cloreto de sódio foi aquecida nas
mesmas condições (200°C por 10 minutos e 12 segundos). Durante esse período, não se
observou nenhuma mudança significativa no cloreto de sódio; ele permaneceu em estado
sólido, sem sinais de fusão ou alteração visível.

Fusão da Sacarose

A sacarose é um dissacarídeo composto por glicose e frutose. Quando aquecida, a


sacarose passa por um processo conhecido como caramelização, que é uma série de reações
químicas complexas que ocorrem quando os açúcares são aquecidos a altas temperaturas.
Este processo não é uma fusão típica, pois envolve a quebra de ligações químicas e a
formação de novos compostos, resultando em uma substância líquida marrom e viscosa. A
caramelização ocorre a temperaturas geralmente entre 160°C e 180°C, mas pode continuar a
ocorrer a temperaturas mais altas, como no experimento a 200°C.

Ausência de Fusão do Cloreto de Sódio

O cloreto de sódio (NaCl) é um composto iônico com um ponto de fusão muito mais
elevado, cerca de 801°C. A estrutura cristalina do NaCl é mantida por fortes forças
eletrostáticas entre os íons de sódio e cloreto, o que requer uma quantidade substancial de
energia térmica para ser rompida. Portanto, ao ser aquecido a 200°C, o cloreto de sódio não
atingiu a energia necessária para superar essas forças e, consequentemente, não fundiu.

Bibliografia:

• Brown, T. L., LeMay, H. E., Bursten, B. E., Murphy, C. J., Woodward, P. M., &
Stoltzfus, M. W. (2018). Química: A Ciência Central (14ª ed.). São Paulo: Pearson.
• Capítulo 13: Propriedades físicas e mudanças de estado (p. 456-459).
• Chang, R., & Goldsby, K. (2016). Química (12ª ed.). Porto Alegre: McGraw-Hill.
• Capítulo 11: Comportamento de substâncias aquecidas e processos de fusão (p. 402-
405).
• Atkins, P., & Jones, L. (2011). Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna
e o Meio Ambiente (5ª ed.). Porto Alegre: Bookman.
• Capítulo 7: Propriedades de substâncias iônicas e covalentes (p. 245-247).

Experimento 2 – Condutividade elétrica

Os testes de condutividade elétrica foram realizados com diversas substâncias utilizando um


dispositivo simples conforme descrito. Os resultados observados estão detalhados na Tabela
6.1.

Tabela 6.1 – Resultados dos testes de condutividade elétrica com diferentes substâncias

Substância Lâmpada Acende Motivo


Água destilada Não Ausência de íons livres para conduzir
eletricidade
Solução HCl 0,1 mol L– Sim Ionização completa do HCl em H⁺ e Cl⁻
1
Álcool 50% (v/v) Não Presença insuficiente de íons livres
Sacarose sólida Não Não conduz eletricidade na forma sólida
Solução aquosa de Não Não ioniza na água
sacarose
Cloreto de sódio sólido Não Íons fixos na rede cristalina
Solução de cloreto de Sim Dissociação do NaCl em Na⁺ e Cl⁻
sódio
I2 sólido Não Não conduz eletricidade na forma sólida
Solução etanólica de I2 Não Não conduz eletricidade devido à
ausência de íons
Vinagre (Ác. acético Sim Presença de íons H⁺ e CH₃COO⁻
4%)
Barra de grafite Sim Conduz eletricidade devido à estrutura
de carbono

Água Destilada

A água destilada não acendeu a lâmpada porque é um isolante elétrico. Não contém
íons livres, apenas moléculas de água, e, portanto, não pode conduzir eletricidade.

Solução de HCl 0,1 mol L–1


A lâmpada acendeu fortemente ao testar a solução de HCl 0,1 mol L–1 porque o ácido
clorídrico é um eletrólito forte que se dissocia completamente em íons H⁺ e Cl⁻ na água.
Esses íons são altamente móveis e permitem a condução eficiente da corrente elétrica.

Álcool 50% (v/v)

O álcool 50% não acendeu a lâmpada, pois, embora o álcool possa dissolver algumas
substâncias, ele não se dissocia em íons na solução. A presença de moléculas não carregadas
impede a condução elétrica.

Sacarose Sólida e Solução Aquosa de Sacarose

A sacarose sólida e a solução aquosa de sacarose não conduziram eletricidade,


portanto, a lâmpada não acendeu em ambos os casos. A sacarose é uma substância molecular
que não se ioniza na água.

Cloreto de Sódio Sólido e Solução de Cloreto de Sódio

O cloreto de sódio sólido não conduziu eletricidade porque seus íons Na⁺ e Cl⁻ estão
fixos na rede cristalina e não podem se mover livremente. No entanto, a solução de cloreto de
sódio acendeu a lâmpada, pois NaCl se dissocia em íons Na⁺ e Cl⁻ na água, permitindo a
condução elétrica.

I2 Sólido e Solução Etanólica de I2

O iodo sólido e sua solução em etanol não conduziram eletricidade. O iodo molecular
não se ioniza em nenhuma das formas, resultando na ausência de íons livres para conduzir
corrente elétrica.

Vinagre (Ácido Acético 4%)

O vinagre, contendo ácido acético a 4%, acendeu a lâmpada, embora de forma menos
intensa comparada à solução de HCl. O ácido acético é um eletrólito fraco, mas ainda se
dissocia parcialmente em íons H⁺ e CH₃COO⁻ na solução, permitindo alguma condução
elétrica.

Barra de Grafite

A barra de grafite conduziu eletricidade e acendeu a lâmpada. A grafite é uma forma


de carbono onde os elétrons livres em sua estrutura em camadas permitem a condução de
corrente elétrica.
Bibliografia:

• Brown, T. L., LeMay, H. E., Bursten, B. E., Murphy, C. J., Woodward, P. M., &
Stoltzfus, M. W. (2018). Química: A Ciência Central (14ª ed.). São Paulo: Pearson.
• Capítulo 4: Seção sobre propriedades de eletrólitos e condutividade elétrica de
soluções (p. 143-150).
• Chang, R., & Goldsby, K. (2016). Química (12ª ed.). Porto Alegre: McGraw-Hill.
• Capítulo 12: Seção sobre soluções e condutividade elétrica (p. 482-490).
• Atkins, P., & Jones, L. (2011). Princípios de Química: Questionando a Vida Moderna
e o Meio Ambiente (5ª ed.). Porto Alegre: Bookman.
• Capítulo 6: Propriedades dos compostos iônicos e moleculares (p. 213-220).

Experimento 3 – Caráter iônico-covalente de ligações químicas

Observações

• Tubo 1 (KCl + AgNO₃)


o Formação imediata de um precipitado branco.
• Tubo 2 (KBr + AgNO₃)
o Formação de um precipitado branco-cremoso.
• Tubo 3 (KI + AgNO₃)
o Formação de um precipitado amarelo.

Formação de Precipitados

Quando soluções de cloreto de potássio (KCl), brometo de potássio (KBr) e iodeto de


potássio (KI) são misturadas com nitrato de prata (AgNO₃), ocorrem reações de precipitação
devido à baixa solubilidade dos haletos de prata (AgX, onde X = Cl⁻, Br⁻, I⁻) na água. As
reações são:

1. KCl + AgNO₃ → AgCl + KNO₃


o O cloreto de prata (AgCl) é um sólido branco que se precipita imediatamente.
2. KBr + AgNO₃ → AgBr + KNO₃
o O brometo de prata (AgBr) forma um precipitado branco-cremoso.
3. KI + AgNO₃ → AgI + KNO₃
o O iodeto de prata (AgI) forma um precipitado amarelo.
Caráter Iônico das Ligações

A formação dos precipitados indica a presença de ligações iônicas nas soluções de


KCl, KBr e KI. O caráter iônico é evidenciado pela dissociação dos compostos em seus
respectivos íons (K⁺, Cl⁻, Br⁻, I⁻) em solução aquosa, que reagem com os íons Ag⁺ da solução
de AgNO₃ para formar os precipitados insolúveis.

• Cloreto de Prata (AgCl): A formação de um precipitado branco sugere a forte


interação entre íons Ag⁺ e Cl⁻.
• Brometo de Prata (AgBr): O precipitado branco-cremoso indica uma interação
semelhante, mas com um haleto de tamanho maior (Br⁻).
• Iodeto de Prata (AgI): O precipitado amarelo destaca a diferença na natureza dos
haletos, com o iodeto (I⁻) sendo ainda maior e menos polarizável comparado ao Cl⁻ e
Br⁻.

Comparação de Solubilidade e Características dos Haletos

• AgCl: Muito pouco solúvel em água, formando um precipitado branco.


• AgBr: Também pouco solúvel, com um precipitado cremoso, refletindo uma leve
diferença na interação iônica em comparação ao AgCl.
• AgI: Ainda menos solúvel do que AgCl e AgBr, formando um precipitado amarelo. A
cor amarela do AgI deve-se ao maior tamanho e menor energia de rede comparada aos
outros haletos de prata.

Bibliografia:
• Brown, T. L., LeMay, H. E., Bursten, B. E., Murphy, C. J., Woodward, P. M., &
Stoltzfus, M. W. (2018). Química: A Ciência Central (14ª ed.). São Paulo: Pearson.
• Capítulo 4: Propriedades das soluções e reações de precipitação (p. 142-145).
• Capítulo 8: Estrutura e propriedades dos compostos iônicos (p. 297-299).
• Chang, R., & Goldsby, K. (2016). Química (12ª ed.). Porto Alegre: McGraw-Hill.
• Capítulo 4: Propriedades dos compostos iônicos e moleculares (p. 144-147).
• Capítulo 13: Reações químicas em soluções aquosas (p. 403-405).

Você também pode gostar