Ponto de controlo ou check – points
Controlo G1
São verificadas as condições de prosseguimento do ciclo para a
etapa S.
Em certas situações, o ciclo não avança, permanecendo a célula
num estado designado por G0, que pode ser temporário ou definitivo.
Controlo G0
A célula verifica a integridade do DNA, após a fase S.
A célula pode reparar os erros existentes ou entrar em processo de morte
celular programada (apoptose)
Controlo M
ocorre entre a metáfase e a anáfase da mitose
caso os centrómeros não se encontrem alinhados no plano equatorial da
célula e corretamente ligados aos microtúbulos do fuso acromático, a
mitose não prossegue
Diferenciação celular
Célula especializada (diferenciada)
Célula que sofreu um processo de diferenciação, apresentando uma função
específica
Diferenciação
Ocorre porque alguns genes são ativados enquanto outros são bloqueados
(expressão seletiva dos genes)
Célula indiferenciada
Célula que não sofreu um processo de diferenciação.
São células muito semelhantes entre si e semelhantes à célula que lhe deu
origem (células estaminais)
Células estaminais (células-tronco)
São células indiferenciadas (não especializadas)
São capazes de se dividirem e de se diferenciarem em diferentes tipos de
células
Apresentam capacidade de auto-renovação, sendo a sua divisão
assimétrica, isto é, uma das células permanece como célula estaminais
enquanto a outra sofre diferenciação.
As células estaminais podem ser:
Embrionárias:
Totipotentes- tem um potencial de diferenciação ilimitado, podem
originar qualquer tipo de célula
Pluripotentes – apresentam um elevado poder de diferenciação,
mas não são capazes de originarem sozinhas a totalidade do organismo
Adultas:
Multipotentes – possuem um potencial de diferenciação restrito, são
capazes de se diferenciarem em diferentes tipos de células, mas apenas de
tecidos semelhantes
Unipotentes – são células que são capazes de se diferenciarem,
apenas, num tipo de célula
Reprodução assexuada
Formam-se novos indivíduos a partir de um só progenitor, sem ocorrer fusão
de gametas, ou seja, sem fecundação (sem variabilidade genética)
Os descendentes resultam de células formadas por divisão mitótica e
recebem cópias da totalidade do material genético do organismo progenitor
Os descendestes são geneticamente idênticos ao progenitor e idênticos
entre si (clones)
Ser vivo diploide: possui a totalidade de cromossomas da espécie (2n)
Ser vivo haploide: possui metade dos cromossomas da espécie (n)
Reprodução assexuada – estratégias reprodutoras
Bipartição
Consiste na divisão da célula-mãe em duas células-filhas geneticamente
iguais e com as mesmas dimensões, que vão crescer até atingiram o
tamanho da célula-mãe
Divisão múltipla
Igual à Bipartição porém o núcleo da célula mãe divide se em vários núcleos
e não apenas 2
Fragmentação
Consiste na divisão do corpo de organismos capazes de regenerar as partes
em falta, de modo a constituir um novo organismo, regenerando totalmente
o indivíduo
Gemulação ou Gemiparidade
Consiste no surgimento de expansões, chamadas gomos ou gemas, que ao
separarem-se, dão origem aos novos indivíduos, geralmente de menor
tamanho que o progenitor
gem
a
Esporulação
Células (esporos) que dispensam através de fatores
ambientais como o vento, e que germinam e desenvolvem um descendente
geneticamente igual ao progenitor.
Os esporos formam-se em estruturas designadas de esporângios
Partenogénese
Neste tipo de reprodução assexuada, as fêmeas produzem óvulos que sem
serem fecundados originam novos descendentes.
Micropropagação vegetativa
Consiste na clonagem de plantas com características desejáveis, em
condições adequadas.
Milhões de rebentos podem ser obtidos a partir de um único fragmento
inicial da planta mãe.
A micropropagação pode ser:
Programação vegetativa natural
Uma planta mãe pode originar novas plantas a partir das várias partes que
a constituem como as folhas, os estolhos e caules subterrâneos (rizomas,
tubérculos e bolbos)
Programação vegetativa artificial
Tipo de reprodução utilizado no sector agro-florestal para a multiplicação
vegetativa de plantas
Estacaria –consiste na introdução de ramos da planta-mãe no solo e a
partir destes vão surgir raízes e gomos que vão originar a uma nova planta
Mergulhia –consiste em dobrar um ramo
da planta mãe até enterrá-lo no solo. A
parte enterrada ganha raízes e quando
enraizada pode separa-se da planta mãe,
obtendo se assim uma planta
independente
Enxertia – consiste na junção das superfícies
de duas partes de plantas diferentes. As
plantas utilizadas são da mesma espécie, ou
de espécies muito semelhantes.
A parte que recebe o enxerto chama se cavalo
e a parte dadora chama se garfo
Vantagens de micropropagação
Produção numerosa, rápida e homogénea
Recurso a um só indivíduo, selecionado pelas suas características
Presença das características desejadas em todo o clone
Plantas com maior vigor
Desvantagens da micropropagação
Técnica altamente especializada com custos de produção elevados
Instalações laboratoriais sofisticadas
Grande redução da diversidade das espécies cultivadas
Maior sensibilidade a doenças devido a uniformidade genética
Vantagens da reprodução assexuada
Biológicas
Rápido crescimento e colonização de ambientes favoráveis
Económicas
Seleção de espécies com características favoráveis
Reprodução em grande quantidade e rapidamente
Desvantagens da reprodução assexuada
Ausência de variabilidade genética
O aparecimento de mudanças ambientais desfavoráveis pode levar ao
desaparecimento da espécie
Reprodução sexuada
Os novos indivíduos são originados a partir de um ovo, célula que resulta da
fusão de dois gametas (fecundação)
Os descrentes são geneticamente diferentes dos progenitores e diferentes
entre si.
No ovo existem dois conjuntos de cromossomas
Metade dos cromossomas provenientes do espermatozoide
Metade dos cromossomas provenientes do óvulo
Cromossomas homólogos: cromossomas morfologicamente e
estruturalmente semelhantes (possuem o mesmo tipo de genes)
Os cromossomas homólogos formam pares (1 do pai e outro da mãe)
Células diploides (2n) – são células cujos núcleos possuem a totalidade dos
cromossomas da espécie. Possuem cromossomas homólogos
A meiose implica redução cromossómica
Durante a meiose formam-se células designadas por gâmetas
Os gâmetas são células haploides (n)
Células haploides (n) – são células cujos núcleos possuem metade dos
cromossomas de espécie. Não possuem cromossomas homólogos.
A meiose implica a passagem de células diploides para células haploides.
A fecundação implica a passagem de células haploides para células
diploides.
Assim, na reprodução a fecundação alterna com a meiose (sem fecundação
não há meiose)
Meiose
Antes de acontecer a meiose, vai haver a interfase, onde ocorre a replicação
do DNA, durante o período S os cromossomas duplicam, passando a
apresentas dois cromatídeos unidos pelo centrómero.
A meiose consiste em duas divisões sucessivas:
Divisão | - Reducional
Há a separação dos cromossomas homólogos (um núcleo diploide origina
dois núcleos haploides)
Divisão || - equacional
Há a separação dos cromatídeos (os cromatídeos separam-se e obtém-se 4
núcleos haploides)
Divisão | - reducional
Prófase |
I. Ocupa cerca de 90% do tempo global da meiose
II. Ocorre a condensação dos cromossomas (curtos e grossos)
III. Ocorre o emparelhamento dos cromossomas homólogos (sinapse)
o Sinapse origina
I. Bivalentes
II. Tétrada cromatídica
IV. Ocorre o crossing-over
o Troca de material genético (troca de genes) entre cromatídeos
de cromossomas homólogos
V. Surgem pontos de quiasma
o Pontos de cruzamento entre cromatídeos de cromossomas
homólogos
VI. A membrana nuclear desagrega-se
VII. Os centríolos dividem-se e colocam-se em polos opostos e forma-se o
fuso acromático
Metáfase |
I. Os cromossomas homólogos de cada bivalente dispõem-se
aleatoriamente na placa equatorial
II. Ao contrário da metáfase da mitose, não são os centrómeros que se
localizam no meio da placa equatorial, mas sim os pontos de quiasma
Anáfase |
I. Ocorre a separação aleatória dos cromossomas homólogos, que
migram para polos opostos
II. Cada um dos dois conjuntos cromossómicos, para alem de serem
haploides, possuem informações genéticas diferentes (variabilidade
genética)
Telófase |
I. Formação dos invólucros nucleares
II. Cada núcleo possui metade dos cromossomas, cada um dos 2
cromatídeos
III. Formam-se dois núcleos haploides (2n)
Divisão || - equacional
I. O número de cromossomas mantém-se igual
II. Ocorre a separação dos cromatídeos de cada cromossoma
III. Cada um dos gâmetas fica com metade dos cromossomas
IV. Cada cromossoma fica só com um cromatídeo
Prófase ||
I. Os cromossomas constituídos por dois cromatídeos tornam-se mais
curtos e grossos
II. Forma-se o fuso acromático e é destruída a membrana nuclear
Metáfase ||
I. Os cromossomas encontram-se na zona equatorial da célula
Anáfase ||
I. Ocorre a separação dos cromatídeos, que migram para polos opostos
II. Os centrómeros dividem-se e os dois cromatídeos de cada
cromossoma separam-se e migram para polos opostos
Telófase ||
I. Os cromossomas chegam aos polos da célula
II. Reorganiza-se a membrana nuclear (4 células)
III. Cada célula (gameta) fica constituída por metade dos cromossomas,
cada um formado apenas por um cromatídeo