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Princípios do Direito do Trabalho: Aula 01

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DIREITO DO TRABALHO

Aula 01
Princípios

I) Princípio da Proteção, Protetor, da favorabilidade, da tutela, tuitivo ou corretor de Desigualdades

Esse princípio possui três diversos sentidos:

1) In dubio pro operário: na dúvida, a favor do trabalhador. (também é chamado de in dubio pro misero)
 Não é utilizado em duas situações:
 1ª exceção: quando se fala de determinada regra que já é contrária ao Interesse do trabalhador.
 2ª exceção: quando se fala de matéria probatória.

2) Princípio da norma mais favorável. (ex.: Férias 2/3 no contrato e 1/3 na CF, o que vale são os 2/3)
 Três teorias para aplicação da norma mais favorável:
 Acumulação: Escolha das regras mais favoráveis de cada regimento. Mesmo sendo mais
vantajosa, essa teoria fraciona os instrumentos normativos, criando um terceiro diploma
normativo, acabando com o equilíbrio que havia em cada um.

 Conglobamento: Parte da premissa de que o conjunto normativo será considerado. Essa é a


teoria que prevalece.

 Conglobamento Mitigado ou por Instituto: Escolha por conjunto de normas em relação a cada
matéria/ assunto.

 Com a reforma trabalhista, o princípio da norma mais favorável sofre uma grande flexibilização:
 Alteração do art. 620, CLT: “As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho
sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção
coletiva de trabalho.” (acordo > convenção)

 Inclusão do art. 611-A, CLT: “A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm
prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:
I – pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites
constitucionais; (acordo > convenção > lei)
II – banco de horas anual;
III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta
minutos para jornadas superiores a seis horas;
IV – adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE), de que trata a
Lei n o 13.189, de 19 de novembro de 2015; (...)”

 Inclusão no art. 444, CLT: “Parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o caput
deste artigo aplica-se às hipóteses previstas no art. 611-A desta
Consolidação, com a mesma eficácia legal e preponderância
sobre os instrumentos coletivos, no caso de empregado portador
de diploma de nível superior e que perceba salário mensal igual
ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do
RGPS.” (contrato do hipersuficiente > acordo coletivo)

3) Preservação da condição mais benéfica ou inalterabilidade contratual lesiva


 Art. 468, CLT: “Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das
respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim
desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao
empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta
garantia.”

 Súmula 51, TST: Norma regulamentar. Vantagem e opção pelo novo


regulamento. Art 268 da CLT:
“I - As cláusulas regulamentares, que revoguem ou
alterem vantagens deferidas anteriormente, só atingirão
os trabalhadores admitidos após a revogação ou
alteração do regulamento.”
II) Princípio da Irredutibilidade Salarial
 Previsão constitucional: “Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
outros que visem à melhoria de sua condição social:
VI – irredutibilidade do salário, salvo o disposto em
convenção ou acordo coletivo;”

 Art. 611-A, CLT: “§ 3º Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada,
convenção coletiva ou o acordo coletivo de trabalho deverão
prever a proteção dos empregados contra dispensa imotivada
durante o prazo de vigência do instrumento coletivo.”
(Além dessa previsão, pode haver também outras vantagens, desde que seja
respeitado que haverá proteção.)

III) Princípio da Indisponibilidade de Direitos Trabalhistas


 Renúncia como consequência das opções juridicamente válidas.
 Súmula 51 do TST: “II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa,
a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de
renúncia às regras do sistema do outro.”

 Renúncia ou transação do direito quando a conciliação ocorre em juízo.


 O acordo pode acontecer antes da sentença pelo fato de ser feito na presença do juiz que impediria
coação, vício de consentimento, irregularidade etc.

 Possibilidade de transação extrajudicial.


 Art. 652, CLT: “Compete às Varas do Trabalho: f. decidir quanto à homologação
de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça do
Trabalho.”
(O juiz pode intimar as partes para prestar algum esclarecimento ou marcar
audiência para ouvir as partes.)

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