HISPANISTA – Vol XIX – 73 – Abril – Mayo – Junio de 2018 Revista
electrónica de los Hispanistas de Brasil – Fundada en abril de 2000 ISSN
1676 – 9058 ( español) ISSN 1676 – 904X (portugués)
LITERATURA E HISTÓRIA: A DITADURA NA ARGENTINA E A
RECONSTRUÇÃP DO PASSADO
Job Lopes
Guilherme Griesang
Lucas Felipe
INTRODUÇÃO
Este artigo trata-se de uma pesquisa bibliográfica de cunho
analítico/interpretativo com base em dados de acervos, relatórios, e produções
cientificas. Temos como base para o desenvolvimento, alguns livros e artigos
dos seguintes teóricos: Maria Paula Gonzales, Juan Pablo Bohoslavsky,
Deamézola, e Lvovich, e também alguns livros como o “Novo olhar história” de
Marco Pellegrini. Estamos usando estes teóricos pois os mesmos possuem um
amplo e diversos conhecimentos do período da ditadura militar na Argentina,
em suas obras recriam as políticas aterrorizantes, denunciam as atrocidades e
reconstroem o passado recente.
A ditadura militar argentina que ocorreu de 1966 a 1973 tendo um breve
intervalo retornando de 1976 a 1983, semelhante aos demais regimes deste
período, fora responsável por grandes atrocidades, demostrando o quão a
biopolítica pode ser cruel. Merecendo grande destaque entre as demais
ditaduras, a Argentina tem como características o silênciamento, políticas de
esquecimento e resquícios de imoralidade por parte militar, embora esse
esquecimento tenha sido atualmente combatido com a contribuição da política
democrática.
As políticas de silênciamento e de esquecimento foram muito eficazes,
estima-se que durante o regime cerca de trinta mil civis foram assassinados,
porém os militares haviam assumido a morte de apenas oito mil dessas vidas. O
silêncio e inequidade se instalou rapidamente nos primeiros anos, onde espaços
reservados ao livre exercício pensador foram trocados por ambientes
conservadores onde se tornava perigoso exercer qualquer pensamento
contrário aos padrões ditatoriais da época. Porém, esta corrente de
esquecimento foi quebrada por pequenos grupos como as “Madres de la plaza
de mayo” que se manifestaram visivelmente e apesar de tudo, tiveram sua
recompensa.
CONSEQUÊNCIAS PARA OS ARTISTAS
Durante a ditadura militar argentina são diversas as consequências e
prejuízos que acabavam com o direito de liberdade e expressão dos artistas e
escritores do período.
Dentre elas podemos citar vários acontecimentos pós-ditadura, que nos
dá uma base para discutir e refletir sobre o assunto, como alguns documentos
achados que foram revelados pelo Ministério da Defesa da Argentina, que
mostram que durante o período da ditadura foram elaboradas listas distintas
em três fases sendo em 1979, 1980, e 1982. As listas chegavam a ter 650
nomes de escritores e de artistas, essas listas possuíam categorias do grau 1 ao
grau 4, sendo que o grau 4, seria o nível máximo, ou seja, era considerado
mais perigoso.
As principais ordens dos comandos militares eram para que os artistas
não pudessem assumir cargos públicos, benefícios concedidos pelo estado, e
principalmente que não se apresentassem em público por serem considerados
marxistas, isso sem contar que muitos artistas com medo de serem mortos ou
torturados, partiam para outros países em busca de refúgio. Entre esses
artistas haviam diversos tipos de demonstrações culturais como músicos,
cantores, jornalistas e escritores.
Durante a ditadura militar da Argentina, com relação aos escritores,
muitos eram exilados ou até mesmo assassinados durante os confrontos com
os militares nas ruas argentinas. Dentre os principais escritores argentinos que
sofreram repressão podemos listar os seguintes: Juan Guelman, que foi exilado
e teve seu filho e sua nora assassinados, em outro caso, totalmente diferente
temos o escritor Rodolfo Wash, que era contra os conceitos políticos da época e
divulgava materiais como panfletos, se posicionando contra a ditadura, mas
mesmo sendo resistente acabou sendo obrigado a trabalhar clandestinamente e
acabou sequestrado e morto.
Os movimentos cineastas também tiveram sua importância, mesmo que
muitos cineastas tenham se refugiado do país, obras como “A História Oficial”
(1985) filme criado por Luis Puenzo, e “Los miedos” (1980) de Alejandro Doria,
ambos filmes retratam a temática da ditadura militar na Argentina, com ênfase
nas políticas de silenciamento da época. Os dois autores aqui apresentados,
foram grandes artistas que tiveram que lutar contra a censura artística da
ditadura.
O SILENCIAMENTO HISTORIOGRÁFICO E A REDEMOCRATIZAÇÃO
A partir das políticas de silênciamento e esquecimento da ditadura militar
na Argentina, o papel historiográfico de suma importância foi sobrepujado, pois
a construção do passado ocorre principalmente na forma oral, e esta por sua
vez ficou afetada e limitada após os horrores do regime militar, outro fato foi a
ausência de acesso das instituições acadêmicas ás informações nacionais,
sendo assim resultou na falta de documentos do período. Os historiadores se
calaram, sua função de construir um passado recente foi incumbida por outras
produções que mantiveram a crítica presente na luta pela memória, isto de
acordo com análise do artigo “ensino da história na argentina: saberes e
práticas escolares e docentes sobre a última ditadura militar”1:
Sobre essa falta de abordagem pela historiografia,
indicaram-se os constrangimentos institucionais e
materiais que afetaram à pesquisa acadêmica, a falta
geral de pesquisa sobre a história da Argentina do último
meio século, a persistência de atores comprometidos com
a ditadura em instituições democráticas, a continuidade da
cultura do medo, os obstáculos no acesso a fontes
documentais, a falta de acesso aos arquivos das
instituições repressivas e até mesmo o impacto das
políticas de esquecimento nos próprios historiadores
(LVOVICH, 2007). Isto contrasta com o que aconteceu em
outros campos culturais e acadêmicos, porque enquanto a
historiografia não realizara a reconstrução do passado
próximo, foram outras produções (literárias, jornalísticas,
cinematográficas e artísticas) bem como outras ciências
sociais (economia, ciência política, sociologia), que se
dedicaram a essa tarefa e, juntamente com as lutas pela
memória, mantiveram esse passado recente na agenda
pública (DEAMÉZOLA, página 137-162, 1999 ).
A autora enfatiza o fato, de que algumas instituições apesar de serem
democráticas permanecem silenciosas demonstrando a questão da cultura do
medo, o que ainda as relaciona com a ditadura. Em um primeiro momento pós-
silenciamento, apesar da intenção do estado em realizar a redemocratização,
houve uma indução ao esquecimento, desvalorizando a justiça e priorizando a
continuidade da democracia dizendo o futuro.
A ocultação e as políticas de esquecimento perpetuaram durante a
redemocratização mesmo que os intentos de busca pela justiça tenham sido
constantes. O presidente Raul Alfonsin foi o marco entre ditadura e democracia
que por sua vez criou a CONADEP (Comissão Nacional sobre o desaparecimento
de pessoas) e solicitou um relatório que constava denúncias sobre
desaparecimento e tortura, na tentativa de deixar para trás um passado
obscuro. Como consequência surgiu o relatório do “Nunca más” que permitiu o
conhecimento geral que o governo tivesse atuado como estado terrorista, estas
atitudes do governo se constituem como parte do processo autodenominado de
“Reorganização Nacional”.
Somando a redemocratização temos os rituais de continuidade que iam
contra o silenciamento das atrocidades cometidas, o movimento “As madres de
la plaza de Mayo” teve uma importância crucial neste processo, ao começarem
a se reunir durante a ditadura (1977) com intuito de clamar por justiça pelo
desaparecimento de seus filhos e netos, esse movimento continuou durante a
democracia de modo que ainda houvesse a lembrança do passado oblíquo.
Posteriormente outro movimento juntou-se ao primeiro, o movimento
denominado “Hijos” que tinha como lema “Hijos pela justiça, contra o
esquecimento e o silêncio, sendo estes movimentos grandes responsáveis pelo
irrupção de outras vozes, como exemplo a dos militares arrependidos que
confessaram alguns métodos de desaparição de corpos, essa situação foi
chamada de “Boom da memória”.
Fonte: Foto retirada do site < [Link]
maio/> Madres choravam em frente às câmeras nacionais e internacionais segurando placas
com fotos e nomes dos desaparecidos exclamando frases marcantes, como “Aparição com Vida”
e “Com vida os levaram [os desaparecidos], com vida os queremos” para chamar a atenção do
que estava ocorrendo no país.
Em contradição aos movimentos que buscavam justiça, os familiares de
membros das forças armadas exigiam uma memória completa de modo a
justificar atos cometidos contra os guerrilheiros. Com a justificativa de que seus
familiares estavam servindo ao estado, ou seja, apenas realizavam o
cumprimento de ordens, enfatizando que os verdadeiros culpados pelas
atrocidades do regime militar, eram os responsáveis pelo comando maior das
forças militares, muitas vezes sendo o próprio estado.
Essas discussões foram muito incompletas e os historiadores mesmo que
reconhecessem a importância da criação de uma lei de ensino sobre a ditadura,
apontavam que era muito recente e não existiam estudos históricos, ainda
assim em 1993 o governo criou a Lei n°24.195 que determinava o ensino em
escolas públicas por uma perspectiva crítica sobre o regime militar, inaugurando
a redemocratização no ensino curricular. No ano de 2004, dez anos após a
implementação do ensino sobre a ditadura, iniciou-se um novo processo de
definição de conteúdo para o país, com a criação de um conjunto chamado de
NAP (Núcleo de aprendizado prioritário), entre eles está a referência da história
da Argentina:
Compreensão das causas que levaram a um período de
instabilidade política na Argentina no período 1955-1976,
identificando os diversos atores e interesses envolvidos. O
conhecimento das características do terrorismo de Estado
na Argentina implementadas pela ditadura militar de
1976-1983, e sua relação com a Guerra Fria e a
implementação de um modelo econômico e social
neoliberal (MECYT, 2004, p. 27).
A última medida educacional tomada pelo processo de redemocratização,
foi a Lei de educação nacional 26.206 de 2006, que inseria a perspectiva da
construção da memória e da história recente, além do conjunto legislativo
apresentado, a educação na argentina utiliza outros meios de abordagens da
história recente como a comemoração de datas importantes e eventos
escolares em homenagem aos heróis nacionais.
ANÁLISE COMPARATIVA SOBRE O SILENCIAMENTO
HISTORIOGRÁFICO NA DITADURA MILITAR DO BRASIL E DA
ARGENTINA
Com base nos estudos acima apresentados sobre historiografia na
ditadura militar da Argentina podemos realizar uma análise, que fará a
comparação com a historiografia da ditadura militar no Brasil. Para iniciarmos
esta análise de forma geral podemos dizer que a ditadura militar brasileira, foi
marcada por menos atrocidades do que na ditadura argentina, isto é possível
compreender com base nos dados de pesquisa, segundo o Livro Novo olhar
história (2016/2017), na ditadura militar da argentina foram aproximadamente
30.00 mil pessoas mortas, enquanto no Brasil de acordo com o advogado Pedro
Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, foram
aproximadamente 434 mortas ou desaparecidas, uma diferença enorme entre
as duas ditaduras.
Outro fator importante de se discutir, é a questão da disseminação da
informação e dos métodos utilizados pelos militares em torturas, porque no
Brasil quando as pessoas desapareciam e eram torturadas, muitas delas
sobreviviam, e posteriormente relatavam o que sofreram, não havendo
silenciamento historiográfico no período, enquanto na ditadura da argentina as
pessoas desaparecidas geralmente eram possivelmente mortas, facilitando o
processo de ocultação pela falta de informações.
Pode-se compreender , conforme o Livro Novo olhar história (2016/2017)
do historiador Marco Pellegrini Nome de livro sempre em itálico a fonte, que o
silênciamento no Brasil teve um processo menos intenso do que na ditadura da
argentina, pois na ditadura militar da argentina, a redemocratização só foi
possível em um momento pós-ditadura, sendo que todos os partidos políticos
democráticos foram extinguidos facilitando a falta de documentos por parte da
historiografia, enquanto no Brasil durante a ditadura em 1965 foram criados
dois partidos, a Arena( Aliança Renovadora Nacional), que era aliada ao regime
militar, e o MDB(Movimento Democrático Brasileiro) que fazia oposição ao
governo e defendia a redemocratização, ou seja, baseando-se nisso a falta de
documentos e informações não foi extrema, pois durante a ditadura já existia
um movimento atuando para a redemocratização.
Com relação ao silenciamento de artistas e escritores, também
encontramos uma diferença essencial entre as duas ditaduras, sendo que no
Brasil, os músicos conseguiam se apresentar em público, só que para uma
música ser comercializada era necessário que fosse enviada para o órgão
responsável. Pela censura às representações artísticas como o teatro, cinema e
música, o sistema era conhecido como Divisão de Censuras de Diversões
Públicas (DCDP), afim de analisar o conteúdo da música para verificar se não
continha letra contrária os conceitos militares da época2. Enquanto no regime
argentino os artistas eram proibidos até de se apresentar em público, ficando
impossibilitados de mostrar seu conhecimento artístico e cultural.
A repreensão recaiu também sobre os jornalistas, tanto no Brasil quanto
na Argentina, ambos países calaram sua imprensa. O jornalista Vladimir Herzog,
preso, torturado e morto, mesmo que os militares alegassem suicídio por parte
deste, os sinais de tortura presente relatavam sua morte causada pelo abuso
militar, o caso Herzog foi arquivado em 2009, sem que houvesse justiça
legalmente, esse caso pode ser comparado a da jornalista argentina Ana
Guzzetti, que de acordo com o escritor Richard Gillespie foi detida a mando do
Presidente Perón e catorze meses depois foi sequestrada pelas entidades as
quais difamou:
En 1974, cuando Ana Guzzetti, una periodista peronista
que trabajaba para El Mundo, diario con simpatías hacia el
ERP, le preguntó en una conferencia de prensa se su
gobierno estava investigando las organizaciones
parapoliciales de la derecha que habían asesinado a doce
militantes peronistas y destruido veinticinco de sus locales
durante la quincena anterior, Perón ordenó que se
procediera legalmente contra ella por difamación. Fue
detenida el mismo mes y 14 meses después secuestrada a
su vez por los hombres a quienes había denunciado, que
conducían unos Ford Falcon idénticos a los que usaba la
Policía Federal. Los miembros de la Asociación de la
Prensa de Buenos Aires emprendieron una huelga de
protesta y seis días después fue encontrada apalizada,
pero aun con vida, en la autopista panamericana
(GILLESPIE, 1987: 195).
Apesar de Guzzetti ter sofrido um silenciamento fora do período da
ditadura, sem dúvidas fora em consequência desta e com indivíduos à esta
relacionados, o caso semelhante ao de Herzog serve para se observar, que em
ambas ditaduras não permitiu-se críticas ao Estado, nem de manifestos
culturais menores, nem de importantes agentes como imprensas da época.
Realizando outra comparação sobre historiografia das ditaduras militares
do Brasil e Argentina, pode-se relacionar o assunto sobre a violação dos direitos
humanos no regime militar com o silenciamento, pois de acordo com o Artigo
XIX “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este
direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar,
receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e
independentemente de fronteiras”(Declaração Universal do Direitos Humanos
da ONU – 1948), como o Estado é o responsável por garantir os direitos de um
cidadão, e uma vez que este é seu violador, se faz pouco útil a existência deste
direito, ou seja, o judiciário da Argentina reviu essas violações após a
redemocratização, porém esses direitos não foram assegurados no Brasil
mesmo após a ditadura, conforme Bohoslavsky,
Com relação à justiça, até o presente momento, ninguém
foi preso pelas violações aos direitos humanos. Em 2011,
o Ministério Público Federal decidiu, por meio de um
grupo de trabalho, formular uma estratégia para driblar a
lei de anistia e procurar promover avanços nesta tarefa
(cumplicidade financeira na ditadura brasileira:
implicações atuais. Juan Pablo Bohoslavsky e Marcelo D.
Torelly pág. 100 ).
A impunidade deixou a memória recente brasileira em aberto, de modo
que, apesar de se reconhecer o delito dos direitos humanos, os infratores não
foram responsabilizados. Outra informação relevante para comparação entre as
duas ditaduras, são os movimentos contra o silenciamento durante a ditadura.
Enquanto na argentina podemos listar alguns movimentos realizados pelos
familiares dos desaparecidos, como “Madres de la plaza de Mayo” que ocorreu
durante o regime. No Brasil pode-se listar também diversos movimentos que
foram contra o regime militar, entre eles temos o movimento da UNE (União
Nacional dos Estudantes), o qual implantou um programa chamado UNE-
volante, que passou a divulgar propostas a favor de uma cultura revolucionária
e democrática. Concluindo-se então que neste aspecto as duas ditaduras
possuem movimentos semelhantes, no entanto o Brasil contou com
movimentos teatrais, musical, e literários durante o regime militar.
CONCLUSÃO
Podemos concluir na pesquisa apresentada, que durante a ditadura
militar da argentina houve um silêncio eloquente em resultado das políticas de
esquecimento e do medo, derivadas das atitudes do estado terrorista. Sendo
que um dos principais afetados foram os historiadores, que devido à falta de
acesso aos documentos, tiveram seus trabalhos prejudicados, que mesmo após
a ditadura encontraram dificuldades para reproduzir um passado recente.
A redemocratização ocorreu junto aos movimentos que perpetuaram a
memória, não deixando a violência ser esquecida, e também a
redemocratização contou com o apoio de relatórios que possibilitaram o
reconhecimento das atrocidades e leis que tornaram consciente que a ditadura
foi algo ruim na história do país argentino.
Concluímos também que não foram só historiadores que foram afetados,
mas também foram prejudicados artistas e escritores, que eram inclusive
proibidos de se apresentar em público, impossibilitando a demonstração da sua
arte cultural. Baseando-se na ditadura argentina podemos compreender que a
ditadura brasileira teve algumas diferenças que a tornou menos violenta como
o fato de que no Brasil os artistas podiam se apresentar em público com
restrições, outro fator importante é a questão das torturas e atrocidades, pois
no Brasil geralmente as vítimas sobreviviam e relatavam suas histórias, sendo
que na Argentina as vítimas em grande parte eram mortas, facilitando o
silenciamento.
Para finalizar, podemos ressaltar a grande importância deste estudo, pois
pesquisas como esta, incentivam claramente uma perspectiva de manter o
contexto histórico da humanidade, em diversas áreas, proporcionando um
possível fim do silenciamento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOHOSLAVSKY, Juan Pablo - Cumplicidade financeira na ditadura: Implicações
atuais. Editora Siglo veintiuno, Buenos Aires, 2013.
DE AMÉZOLA, G. Entrepasados: Problemas y dilemas de la enseñanza de la
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GILLESPIE, Richard. Soldados de Perón: Los Montoneros. Buenos Aires. Grijalbo
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GONZALEZ, Maria Paula. Ensino da História na Argentina: saberes e práticas
escolares e docentes sobre a última ditadura militar. Revista Transversos, Rio
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LVOVICH, D. Historia reciente. Perspectivas y desafíos para un campo en
construcción: Historia reciente de pasados traumáticos. De los fascismos y
colaboracionismos europeos a la historia de la última dictadura argentina. En M.
Franco y F. Levín, (Comps.) Buenos Aires: Paidós, 2007, p. 97-124.
PELLEGRINI, Marcos - Novo olhar história, editora FTD S.A, São Paulo, 2013.