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Prolapso Pélvico: Causas e Tratamentos

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Prolapsos

Profa. Natália
Conceito
É um estado patológico causado
pelo enfraquecimento das
estruturas pélvicas de suporte
(muscular e fascial), resultando
na herniação de uma ou mais
vísceras pélvicas decorrente de
um defeito no assoalho pélvico
(ICS)
Prolapsos

Distúrbio da estática pélvica

Fatores congênitos Fatores adquiridos

Fatores teciduais Traumatismo obstétrico

Idade e menopausa
Anomalias da caixa óssea pélvica
Atividades esportivas intensas

Profissões que exigem ortostatismo e


hiperpressão abdominal prolongada
Fisiopatologia

DEFEITOS APICAIS – ruptura do complexo


ligamentar cardinal utero-sacro do anel pericervical
DEFEITOS ANTERIORES – ruptura da fáscia
pubocervical (longitudinal, lateral, transverso)
DEFEITOS POSTERIORES – ruptura do septo
retovaginal
DEFEITOS DISTAIS – alargamento do hiato
genital, destruição do corpo perineal
Classificação
Orgão
-Bexiga
Localização -Útero
-Anterior -Cúpula
-Posterior -Intestino
-Reto

Nível da descida do orgão


-Grau I
-Grau II
-Grau III
-Grau IV
Localização

Prolapso
anterior

Prolapso
posterior
Orgão

Prolapso de
cúpula vaginal
Como diferir????
Prolapso total
Sistema POPQ
de
classificação
Medidas: 6 dinâmicas 3 estáticas
Ponto de referência: hímen (ponto 0)
Acima do ponto 0 negativo
Abaixo do ponto 0 positivo
Classificação

(Bump et al,1997)
Pontos de referência
CVT – comprimento vaginal total
É a medida da vagina em cm tendo como referência o ponto
zero (hímem)
HG – hiato genital
É a medida em centímetros do orifício uretral externo até a
carúncula himenal posterior
CP – corpo perineal
É a medida em cm da carúncula himenal posterior ao ânus

ICS/SAU (Bump et al,1997)


Pontos de referência
Ponto C
Localizado no colo uterino ou na
cúpula vaginal
Medido em cm durante o esforço
Ponto D

Localizado no Fórnix posterior


Não existe nas histerectomizadas

ICS/SAU (Bump et al,1997)


(Prolapso total) (Normal)
Classificação
Sinais e sintomas
Uretrovesicais
Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga

Necessidade de recorrer a posições inconvencionais para esvaziar a bexiga

Presença de urina residual

Anorretais
Dores ou sensação de pressão durante ou após a evacuação

Sensação de esvaziamento parcial

Necessidade de recorrer a manobras digitais para obter o esvaziamento total ou


fezes endurecidas

Prolapso de tecidos durante ou após o esvaziamento


Sinais e sintomas
Sexuais
Dores durante o ato sexual

Diminuição da frequencia das relações sexuais

Incontinência urinária durante o ato sexual

Mudanças em relação ao orgasmo

Diminuição ou perda da libido

Outros sintomas
Sensação de peso ou de “tampão mal colocado” durante esforços
Dores quando em posição de pé prolongada
Dores lombares
Flatulências vaginais
DIAGNÓSTICO

• Exame especular
•Exame do assoalho pélvico
• Manobra de esforço
Avaliação

PERFIL VAGINAL
URETRA/BEXIGA/ÚTERO/RETO/PERÍNEO

ESTADIAMENTO ICS
Tratamento
Cirúrgico

•CIRURGIA ANTI-INCONTINÊNCIA

•COLPORRAFIA OU CORREÇÃO PARAVAGINAL

•PERINEOPLASTIA

Protocolo: Graus III e IV


Conservador
Conservador
Fisioterapia
Estratégias de conduta – Adoção de atividades que
minimizem a pressão crônica sobre o AP

Ajuste postural – Correção no sentido da postura dinâmica


ereta

Treinamento funcional dos MAP´s – Foco: Fibras do tipo I

Ginástica hipopressiva / Fortalecimento de transverso


abdominal

Eletroterapia – diminuição da percepção ou hipotonia


Conscientização perineal
Estratégias de conduta – Adoção
de atividades que minimizem a
pressão crônica sobre o AP
Alívio de pressão sobre os MAPS
Posição genupeitoral
Ginástica hipopressiva
Treinamento dos Map’s

Atenção especial:
Fibras tipo I
Ajuste postural – Correção no sentido da postura dinâmica
ereta
Foco na qualidade de vida e funcionalidade
da paciente!!

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