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Formação Econômica

do Brasil
https://www.ensayistas.org/filosofos/brasil/holanda/raizes.htm
https://www.youtube.com/watch?v=pRsra5NOdMI

https://www.youtube.com/watch?v=kFHAjybsk9o
Se se pode aplicar a
expressão “obra
fundadora” a alguns
autores e livros do
ensaísmo brasileiro no
século XX, Raízes do Brasil
estará certamente entre
eles.
Raízes do Brasil figurou, ao lado
de outros ensaios e ensaístas —
entre eles as obras de Paulo
Prado, Gilberto Freyre e Caio
Prado Jr. —, como exemplo
destacado dos esforços
reflexivos...

(Antônio Cândido)
Foi a partir da época dos grandes descobrimentos
marítimos que os dois países entraram mais
decididamente no coro europeu. Esse ingresso
tardio deveria repercutir intensamente em seus
destinos, determinando muitos aspectos peculiares
de sua história e de sua formação espiritual.
Surgiu, assim, um tipo de sociedade que se
desenvolveria, em alguns sentidos, quase à
margem das congêneres européias, e sem delas
receber qualquer incitamento que já não trouxesse
em germe. (p 31)
No caso particular de Portugal, a ascensão, já ao tempo
do mestre de Avis, do povo dos mesteres e dos mercadores
citadinos pôde encontrar menores barreiras do que nas
partes do mundo cristão onde o feudalismo imperava sem
grande estorvo. Por isso, porque não teve excessivas
dificuldades a vencer, por lhe faltar apoio econômico onde
se assentasse de modo exclusivo, a burguesia mercantil não
precisou adotar um modo de agir e pensar absolutamente
novo, ou instituir uma nova escala de valores, sobre os
quais firmasse permanentemente seu predomínio. Procurou,
antes de associar-se às antigas classes dirigentes, assimilar
muitos dos seus princípios, guiar-se pela tradição, mais do
que pela razão fria e calculista. Os elementos aristocráticos
não foram completamente alijados e as formas de vi da
herdadas da Idade Média conservaram, em parte, seu
prestígio antigo. (p 36)
Portugal e a colonização das
terras tropicais
Essa exploração dos trópicos não se
processou, em verdade, por um
empreendimento metódico e racional, não
emanou de uma vontade construtora e
enérgica: fez-se antes com desleixo e certo
abandono. Dir-se-ia mesmo que se fez
apesar de seus autores. (p. 43)
[a despeito do esforço
português.]
O que o português vinha buscar era, sem dúvida, a
riqueza, mas riqueza que custa ousadia, não
riqueza que custa trabalho. A mesma, em suma, que
se tinha acostumado a alcançar na índia com as
especiarias e os metais preciosos. Os lucros que
proporcionou de início, o esforço de plantar a cana e
fabricar o açúcar para mercados europeus,
compensavam abundantemente esse esforço —
efetuado, de resto, com as mãos e os pés dos negros
—, mas era preciso que fosse muito simplificado,
restringindo-se ao estrito necessário às diferentes
operações. (p. 49)
Toda a estrutura de nossa sociedade
colonial teve sua base fora dos meios
urbanos. É preciso considerar esse fato
para se compreenderem exatamente as
condições que, por via direta ou indireta,
nos governaram até muito depois de
proclamada nossa independência
política e cujos reflexos não se
apagaram ainda hoje. (p. 73)
Na Monarquia eram ainda os
fazendeiros escravocratas e eram filhos
de fazendeiros, educados nas profissões
liberais, quem monopolizava a política,
elegendo-se ou fazendo eleger seus
candidatos, dominando os parlamentos,
os ministérios, em geral todas as posições
de mando, e fundando a estabilidade
das instituições nesse incontestado
domínio. (p 73)
Mesmo depois de inaugurado o regime republicano, nunca, tal vez,
fomos envolvidos, em tão breve período, por uma febre tão in tensa
de reformas como a que se registrou precisamente nos meados do
século passado e especialmente nos anos de 51 a 55. Assim é que
em 1851 tinha início o movimento regular de constituição das
sociedades anônimas; na mesma data funda-se o segundo Banco
do Brasil, que se reorganiza três anos depois em novos moldes,
com unida de e monopólio das emissões; em 1852, inaugura-se a
primeira linha telegráfica na cidade do Rio de Janeiro. Em 1853
funda-se o Banco Rural e Hipotecário, que, sem desfrutar dos
privilégios do Banco do Brasil, pagará dividendos muito mais
avultados. Em 1854 abre-se ao tráfego a primeira linha de
estradas de ferro do país — os 14,5 quilômetros entre o porto de
Mauá e a estação do Fragoso. A segunda, que irá ligar à Corte a
capital da província de São Paulo, começa a construir-se em 1855.
(p. 74)
A organização e expansão do crédito bancário,
literalmente inexistente desde a liquidação do primeiro
Banco do Brasil, em 1829, e o conseqüente estímulo à
iniciativa particular; a abreviação e o incremento dos
negócios, favorecidos pela rapidez maior na circulação
das notícias; o estabelecimento, enfim, de meios de
transporte modernos entre os centros de produção
agrária e as grande praças comerciais do Império são
algumas das conseqüências mais decisivas de tais
sucessos. (p 74)
Não é por simples coincidência
cronológica que um período de excepcional
vitalidade nos negócios e que se desenvolve
sob a direção e em proveito de
especuladores geralmente sem raízes
rurais tenha ocorrido nos anos que se
seguem imediatamente ao primeiro passo
dado para a abolição da escravidão, ou
seja, a supressão do tráfico negreiro. (p.
74)
A Lei Eusébio de Queirós teve várias consequências, entre elas:
✓ Fim do tráfico negreiro
✓ A lei foi aprovada em 1850 e colocou fim ao tráfico negreiro, que
trouxe quase cinco milhões de africanos para o Brasil como
escravos. O último desembarque clandestino de africanos ocorreu
em 1856.
✓ Diminuição da população escrava
✓ A lei desestimulou e reprimiu o tráfico negreiro, o que resultou na
gradual diminuição da população escrava no Brasil.
✓ Reação das elites brasileiras
✓ A lei provocou uma reação das elites brasileiras contra o governo
imperial.
✓ Lei de Terras
✓ Duas semanas após a aprovação da Lei Eusébio de Queirós, o
Senado aprovou a Lei de Terras, que garantia a propriedade a quem
tivesse um título registrado em cartório.
✓ Aumento do preço do escravo e do tráfico interno
✓ O preço do escravo subiu e aumentou-se o tráfico interno.
✓ Lei Nabuco de Araújo
✓ A Lei Eusébio de Queirós só foi realmente cumprida quando entrou
em vigor, em 1854, a Lei Nabuco de Araújo.
✓ A Lei Eusébio de Queirós foi uma medida tomada no contexto do
movimento abolicionista no Brasil.
“...a circunstância de serem principalmente
portuguesas, não brasileiras, as grandes fortunas
formadas à sombra do comércio negreiro tendia a
mobilizar contra a introdução de escravos e, por
conseguinte, em favor de um governo disposto a
enfrentá-la sem hesitações toda a descendência
ainda numerosa dos caramurus da Regência. E
sabe-se que o nativismo lusófobo chegou a
representar, direta e indiretamente, uma
ponderável influência no movimento para a
supressão do tráfico.” (p. 75)
✓ Os caramurus, também conhecidos
como restauradores, foram um grupo
político que atuou durante o Período
Regencial no Brasil (1831-1840):
✓ Definições: Os caramurus eram um
grupo absolutista que defendia o
retorno de Dom Pedro I ao trono.
✓ Composição: Eram formados
principalmente por comerciantes e
burocratas portugueses, além de
militares.
✓ Dissolução: O grupo se dissolveu em
1834, após a morte de Dom Pedro I.
Com o declínio da velha lavoura e a quase
concomitante ascensão dos centros urbanos,
precipitada grandemente pela vinda, em 1808,
da Corte portuguesa e depois pela
Independência, os senhorios rurais principiam
a perder muito de sua posição privilegiada e
singular. Outras ocupações reclamam agora
igual eminência, ocupações nitidamente
citadinas, como a atividade política, a
burocracia, as profissões liberais. (p. 82)
Opiniões fortes:
✓ Era voz dissonante da historiografia
brasileira ao afirmar que o império não
tinha nada a ver com as elites rurais do
Brasil.
✓ Para ele, a independência e o processo
político de construção do Estado no Brasil
foi o fruto de uma elite urbana.
✓ Essa elite urbana era constituída de filhos
de proprietários de engenho e de
fazendeiros com formação urbana,
costumes urbanos, modos de vestir urbanos
(tanto os que concluíram as faculdades em
Coimbra, quanto aqueles que fizeram curso
de Direito no Rio de Janeiro).
✓ A sociedade colonial era arcaica, nas suas palavras, uma
estrutura imóvel, [que resistiu até 1930]. A política do
Império, a Abolição e nem mesmo a República Velha
conseguiram mudar essa estrutura.

https://www.gov.br/siscomex/pt-br/servicos/aprendendo-a-exportarr/curiosidades-e-fatos-
historicos/as-regencias-1831-a-1840
✓Sérgio Buarque chamou de “liberalismo de
fachada”, o movimento que levou o Brasil à
independência e atribuiu às elites oligárquicas
provinciais à imobilidade da sociedade colonial, que
se estendeu até à década de 1930.

✓Nada abalava o “localismo tradicional da


colônia”!!!
✓A política interna não se descolava da escravidão,
não perdia de vista as relações sociais da
escravidão, se sustentava na formação colonial
brasileira, o que não abriu caminhos para o
surgimento de uma “burguesia” brasileira nas
cidades do litoral.
[com certeza, uma “burguesia brasileira”
seria o elemento catalisador de uma reforma
liberal, a
introdução de um sistema
representativo].

As elites urbanas faziam a


política do país. No lugar da
burguesia o que existia?
•Direito ao voto (Constituição de 1824): para
homens livres, maiores de 25 anos, e renda
anual de mais de 100 mil réis era permitido
votar nas eleições primárias onde eram
escolhidos aqueles que votariam nos
deputados e senadores.
•Por sua parte, para ser candidato nas
eleições primárias, a renda subia a 200 mil
reis e excluía os libertos. Por fim, os
candidatos a deputados e senadores deviam
ter uma renda superior a 400 mil réis, serem
brasileiros e católicos.
A Constituição de 1824 foi
inspirada no
constitucionalismo inglês,
que considera
constitucional o que diz
respeito aos poderes do
Estado e aos direitos e
garantias individuais.
✓As reformas vindas da
Europa construíram uma
fachada urbana, uma
fachada burguesa,
“escondendo” as relações
sociais.
https://www.youtube.com/watch?v=RRhGpAhC_5c

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