Características da Família Violaceae
Características da Família Violaceae
VIOLACEAE
Juliana P. Souza & Vinicius C. Souza
Árvores, arbustos eretos ou volúveis, subarbustos ou ervas; geralmente perenes. Folhas alternas ou
opostas, simples, com estípulas foliáceas geralmente caducas ou reduzidas a uma pequena saliência, inteiras
ou serreadas, glabras ou com indumento de diversos tipos. Flores solitárias ou dispostas em racemos, panículas,
dicásios ou fascículos, pentâmeras, bissexuadas, diclamídeas, actinomorfas ou fortemente zigomorfas; sépalas
5, persistentes, imbricadas; pétalas 5, livres, iguais ou desiguais entre si, a inferior às vezes calcarada ou
gibosa, imbricadas ou contortas; estames em geral 5, livres ou com os filetes unidos, isomorfos ou
freqüentemente os dois anteriores providos de uma giba ou calcar, conectivo geralmente provido de um
apêndice membranáceo no ápice das anteras, anteras rimosas; ovário súpero, 1-locular, 3(-5)-carpelar,
placentação parietal, óvulos 1-2 ou numerosos em cada placenta, anátropos, estilete reto, sigmóide ou encurvado,
com 1 estigma de formas diversas. Fruto cápsula loculicida (às vezes com deiscência explosiva) ou baga;
sementes 1-2 a numerosas, tomentosas ou glabras, aladas ou com arilo, endosperma farto, embrião reto, com
cotilédones planos, foliáceos.
Violaceae é uma família de ampla distribuição, compreendendo cerca de 25 gêneros e 800 espécies
espalhadas principalmente nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. As espécies herbáceas de Violaceae
estão concentradas no Hemisfério Norte, sendo as arbustivas ou escandentes predominantes nos trópicos.
No Brasil, ocorrem cerca de 70 espécies subordinadas a dez gêneros e, no Estado de São Paulo, são encontrados
seis gêneros e 16 espécies. Rinorea é referido para o Estado de São Paulo por Hekking (1988). Entretanto,
analisando o material assim identificado pelo autor, concluiu-se que se trata de Hybanthus Jacq., não ocorrendo,
portanto, o gênero Rinorea no Estado de São Paulo. Barros et al. (1991) referiram Paypayrola Aubl. para
a Ilha do Cardoso, gênero conhecido apenas na região Amazônica, não ocorrendo em outras regiões do
Brasil. Uma vez que todos os materiais coletados no Estado de São Paulo assim identificados encontram-se
em fase de frutificação ou em botões muito jovens, não foi possível proceder sua identificação ao nível de
espécie, inclusive tornando-se duvidosa a identificação ao nível genérico.
Eichler, A.W. 1871. Violaceae. In C.P.F. Martius & A.G. Eichler (eds.) Flora brasiliensis. Lipsiae, Frid. Fleischer,
vol. 13, pars 1, p. 345-396, tab. 69-80.
Hekking, W.H.A. 1988. Violaceae - Part I. Fl. Neotrop. Monogr. 46: 1-207.
Marquete, N.F.S. & Silva, J.D. 1974. Violaceae da Guanabara. Rodriguésia 27 (39): 169-224.
Schulze, G.K. 1936. Morphologisch-systematische Studien über die Gattung Hybanthus mit besonderer
Berücksichtigung der südamerikanischen Arten. Bot. Jahrb. Syst. 67: 437-492.
1. Flores calcaradas.
2. Sépalas fortemente desiguais entre si ........................................................................ 5. Schweiggeria
2. Sépalas iguais ou subiguais entre si.
3. Arbustos escandentes; cápsula membranácea vesiculoso-inflada............................. 2. Anchietea
3. Ervas ou subarbustos eretos; cápsula coriácea ........................................................... 4. Noisettia
1. Flores não calcaradas.
4. Estames providos de apêndice terminal encurvado .................................................................. 6. Viola
4. Estames providos de apêndice terminal reto.
5. Arvoretas a árvores; estames com apêndice terminal apiculado ........................... 1. Amphirrhox
5. Ervas a arbustos; estames com apêndices terminais de formas diversas, mas nunca apiculados
.................................................................................................................................. 3. Hybanthus
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Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
VIOLACEAE
1. AMPHIRRHOX Spreng.
Arbustos ou arvoretas. Folhas alternas, pecioladas e serreadas. Inflorescência terminal em dicásio solitário
ou agrupado em 2-4 ou racemos de dicásios. Flores zigomorfas; sépalas livres, desiguais; pétalas nitidamente
ungüiculadas e desiguais; estames livres e iguais, filetes curtos sem apêndices membranáceos, anteras oblongas
ou ovadas, conectivo provido na parte terminal de um apículo membranáceo; ovário multiovulado, estilete
filiforme e reto, estigma truncado, diminutamente denticulado. Cápsula trígono-ovada, 3-valvar, valvas
naviculiformes; sementes numerosas, obovadas ou ovadas, testa crustácea e lisa; rafe linear, calaza orbicular,
endosperma abundante, cotilédones foliáceos, radícula curta.
O gênero Amphirrhox compreende cerca de seis espécies encontradas no Brasil e Guianas, das quais
apenas uma ocorre no Estado de São Paulo.
1.1. Amphirrhox longifolia (A. St.-Hil.) Spreng., Syst. Cur. a espatuladas, ápice obtuso a arredondado, base alargada;
post. 4(2): 99. 1827. filetes ca. 1mm. Fruto 2-2,9cm, elipsóide, rugoso.
Prancha 1, fig. A. Ocorre nos Estados do Pará, Mato Grosso, Bahia, Rio
Arbustos ou arvoretas 2,5-5m. Folha com pecíolo de de Janeiro e São Paulo. E6, E7, E8, F6: mata atlântica da
2-10mm; lâmina 4,7-14,9×0,9-4,5cm, elíptica ou oblan- Serra do Mar. Foi coletada em flor nos meses de janeiro,
ceolada, ápice acuminado ou menos freqüentemente agudo, fevereiro, junho, agosto, setembro e outubro e em fruto no
margem serreada, base aguda, glabra em ambas as faces. mês de novembro.
Flores alvas; sépalas desiguais, em geral duas maiores, Material selecionado: Cubatão, IX.1994, S.E. Martins 156
3,5-5×2,5-3mm, uma intermediária, 2,5-3,5×2mm, e duas (SPSF). Ibiúna, X.1995, O.T. Aguiar & J.A. Pastore 609 (ESA,
menores, 1,5-2,5×1,5-2mm, ovais, ápice arredondado a SPF, SPSF). Iguape, IX.1990, S.J.G. Silva et al. 59 (SP). Ubatuba,
agudo; corola com labelo de 1,4-2,5cm, provido de uma VIII.1994, M.A. Assis 338 (HRCB, SP, SPF, UEC).
unha naviculada, lâmina 4-9mm larg., oval, ápice Ilustrações adicionais são encontradas em Eichler
emarginado, as demais pétalas 14-23×2-5mm, oblanceoladas (1871, tab. 75).
2. ANCHIETEA A. St.-Hil.
Arbustos escandentes. Folhas alternas, pecioladas. Inflorescência axilar, fascículo ou racemo, 3-12
flores; sépalas livres, subiguais entre si, persistentes; pétalas desiguais, anterior maior e calcarada; estames
livres, desiguais, os dois anteriores providos de calcares inclusos no calcar da pétala; anteras com apêndices
membranáceos terminais; ovário multiovulado, estigma suborbicular ou arredondado. Cápsula membranácea,
vesiculoso-inflada, 3-valvar; sementes numerosas, radialmente estriadas, achatadas ou plano-convexas, aladas,
funiculadas, presas alternadamente e bisseriadamente no eixo mediano e longitudinal da valva; testa
membranácea e provida de pontos e estrias acastanhados; rafe linear; calaza orbicular; endosperma carnoso;
cotilédones foliáceos; radícula curta.
Anchietea possui aproximadamente oito espécies distribuídas pela América do Sul. No Brasil, ocorrem
três espécies, encontradas nos Estados de Goiás, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
2.1. Anchietea pyrifolia (Mart.) G. Don, Gen. Syst. 1: acuminado, menos freqüentemente arredondado, margem
340. 1831. serreada, base aguda, obtusa ou arredondada, glabra em
Anchietea salutaris A. St.-Hil., Ann. Sci. Nat. (Paris) ambas as faces. Flores alvas, róseo-claras, amarelo-claras
2: 252. 1824. ou amarelo-esverdeadas; pedicelo 9-13mm, glabro;
Nomes populares: cipó-do-mato, cipó-suma, piriguaia. bractéolas ca. 0,5mm, lineares, ápice agudo, subciliadas;
Prancha 1, fig. B. sépalas 2-3×0,5-1mm, lanceoladas, ápice acuminado,
Arbustos escandentes; ramos glabros ou glabrescentes ciliadas; labelo 11×7-8mm, ungüiculado, lâmina oval, ápice
ou menos freqüentemente pubescentes; internós 3-47mm. arredondado ou obtuso, calcar 4-8mm, pétalas laterais
Folha com pecíolo de 2-10mm; lâmina 2,1-9,6×1-3,8cm, 7-8×2,5-3,5mm, obovais ou espatuladas, ápice arredondado,
elíptica, lanceolada, oval ou oval-elíptica, ápice agudo ou superiores 3-3,5×1,5mm, oval-elípticas a obovais, ápice
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Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
HYBANTHUS
arredondado a obtuso; filetes ca. 0,5mm, apêndice terminal Pariquera-Açú, I.1995, L.C. Bernacci et al. 1150 (IAC, SP).
arredondado a triangular, calcares dos estames anteriores Ribeirão Bonito (Guarapiranga), X.1995, J.C.R. Macedo s.n.
3-5mm. Cápsula 4,1-8,5cm; sementes 9-14mm, alas com (ESA 7000). Riversul, IX.1994, J.Y. Tamashiro et al. 695 (ESA,
margem inteira, ondulada ou irregularmente denteada. SPF, SPSF, UEC). Sales, VIII.1995, M.D.N. Grecco et al. 136
(UEC). Salesópolis, IX.1994, L. Rossi et al. 1639 (ESA, HRCB,
Ocorre nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de
SP, SPF, UEC). São Paulo, IX.1994, S.A.P. Godoy et al. 265
Janeiro e São Paulo. C4, C5, C7, D5, D6, D7, D8, E4, E5, (ESA). Tapiraí, X.1994, K.D. Barreto et al. 3058 (ESA).
E6, E7, E8, E9, F4, F5, F6: mata mesófila, restinga, mata Torrinha, VIII.1994, K.D. Barreto et al. 2857 (ESA).
atlântica. Floresce e frutifica ao longo de todo o ano. No Estado de São Paulo são reconhecidas para
Material selecionado: Águas da Prata, XI.1966, J. Mattos Anchietea pyrifolia, as variedades pyrifolia e hilariana
& N. Mattos 14193 (SP). Amparo, VIII.1943, M. Kuhlmann 933
(Eichl.) Marquete & Dames e Silva, diferenciadas pelo
(SP). Campos do Jordão, X.1945, P.S.J. Capel s.n. (FCAB 2784).
Capão Bonito, X.1966, J. Mattos 13931 (SP). Corumbataí, comprimento do calcar do labelo e comprimento e formato
VIII.1995, M.A. Assis et al. 574 (ESA, UEC). Cunha, XII.1996, do ovário, estilete, fruto e sementes. No presente trabalho,
J.P. Souza et al. 1045 (ESA). Itapetininga, VII.1887, A. Löfgren esta espécie não é tratada ao nível de variedade.
109 (SP). Itararé, VIII.1995, V.C. Souza et al. 8837 (ESA).
3. HYBANTHUS Jacq.
Arbustos, subarbustos ou ervas. Folhas alternas ou opostas, inteiras ou serreadas, pecioladas; estípulas
persistentes ou caducas. Flores axilares solitárias ou dispostas em racemos; sépalas iguais ou subiguais, ou
menos freqüentemente fortemente desiguais entre si; pétalas desiguais, a anterior maior, suboblonga, subobovada
ou subquadrangular, com uma unha alongada e dilatada na base; as duas laterais pequenas, lineares a
linear-lanceoladas, freqüentemente subfalcadas, as duas superiores oblongas, lanceoladas ou ovais,
freqüentemente falcadas ou subfalcadas; estames livres, desiguais, os dois anteriores em geral com base
gibosa, geniculada ou curtamente calcarada, conectivos providos de apêndices membranáceos terminais;
ovário globoso, subgloboso ou subovado, estilete encurvado, estigma rostrado ou capitado. Cápsula globosa
ou subglobosa, 3-valvar, valvas naviculiformes, com as peças florais persistentes; sementes obovadas ou
subglobosas, testa crustácea ou lisa, rafe linear, calaza orbicular, endosperma abundante, cotilédones foliáceos.
O gênero Hybanthus está distribuído nos trópicos e América do Norte e compreende cerca de 150
espécies, das quais aproximadamente 25 ocorrem no Brasil. No Estado de São Paulo, são encontradas nove
espécies.
1. Folhas opostas.
2. Flores em racemos terminais .............................................................................. 1. H. atropurpureus
2. Flores axilares solitárias.
3. Labelo com até 4mm ........................................................................................... 7. H. parviflorus
3. Labelo com mais de 4mm.
4. Folhas com margem não espessada; estames anteriores com base gibosa e densamente pubes-
cente ............................................................................................................... 2. H. bigibbosus
4. Folhas com margem nitidamente espessada; estames anteriores não gibosos e glabros
.............................................................................................................................. 6. H. glaucus
1. Folhas alternas.
5. Indumento formado por tricomas estrelados ................................................................ 9. H. velutinus
5. Indumento formado por tricomas simples.
6. Labelo com até 4mm ........................................................................................... 7. H. parviflorus
6. Labelo com mais de 4mm.
7. Sépalas com margem inteira ........................................................................... 5. H. communis
7. Sépalas com margem fimbriada.
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Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
VIOLACEAE
3.1. Hybanthus atropurpureus (A. St.-Hil.) Taub. in Engl. temente lenticelados, indumento formado por tricomas
& Prantl, Nat. Pflanzenfam. 3(6): 333. 1895. simples; internós 8-48mm. Folhas opostas; estípulas
Ionidium atropurpureum A. St.-Hil., Mém. Mus. 2,5-3×0,5mm, lineares a linear-lanceoladas, ápice agudo,
Hist. Nat. 11: 490. 1824. margem inteira, esparsamente pubescentes, escariosas,
Nomes populares: apanha-saia, ganha-saia, purga-de- freqüentemente caducas, aparecendo apenas no ápice dos
rato, purga-de-veado. ramos; pecíolo 1-3mm; lâmina 1,5-8,8×0,5-2,9cm, elíptica,
Prancha 1, fig. C. oblanceolada ou menos freqüentemente lanceolada ou
Arbustos de 0,6-1,5m; ramos glabros a pubescentes nos oval-elíptica, ápice acuminado, margem serreada, base
ramos mais novos, freqüentemente lenticelados, indumento aguda ou menos freqüentemente obtusa ou arredondada,
formado por tricomas simples; internós 1-5,8(-9,2)cm. face superior glabra ou esparsamente pubescente, inferior
Folhas opostas; estípulas 3,5-4×0,9mm, lanceoladas a glabra ou pubescente, com tricomas concentrando-se nas
lineares, curtamente ciliadas, ápice acuminado; pecíolo até nervuras. Flores axilares, solitárias, brancas, róseas ou
1,5mm; lâmina 2,9-14,1(19,2-)×0,6-5,1(-7,6)cm, lanceolada, creme; pedicelo 6-16mm; bractéolas 1-1,5×0,5mm, lineares;
elíptica, menos freqüentemente oblanceolada ou oval, ápice sépalas ligeiramente desiguais, 2-3,5×1mm, estreitamente
acuminado, margem serreada, base aguda, glabra em ambas lanceoladas ou elípticas, ápice agudo; labelo 9-12mm, unha
as faces. Flores alvas ou esverdeadas com a porção apical recurvada, lâmina 4-5mm larg., orbicular a oval ou elíptica,
do labelo vinho-escuro, dispostas em racemos terminais; ápice obtuso a arredondado, pétalas laterais 4-5,5×3mm,
pedicelo 3-5mm, pubescente; sépalas 2,5-3×1mm, falcadas, ápice agudo, pétalas superiores 3-4×2-2,5mm,
lanceoladas a ovais, ápice agudo; labelo 4×2,5mm, com subfalcadas, ápice agudo; estames subsésseis, com
porção inferior suborbicular a quadrangular, superior apêndices terminais triangulares, castanho-alaranjados,
oblonga a oblanceolada, ápice emarginado, pétalas laterais estames anteriores com base densamente pubescente e
2,5-3×2-2,5mm, falcadas, ápice agudo, superiores bigibosa; ovário glabro. Cápsula 4-5×4-5mm, globosa.
2-2,5×1-1,5mm, subfalcadas, ápice agudo; estames sésseis, Ocorre no Paraguai e Argentina e, no Brasil, nos
apêndices terminais triangulares, castanho-alaranjados; Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
ovário glabro. Cápsula 5-7,5×5-6mm, globosa ou elipsóide. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. C4, D1, D3, D4, D5,
Ocorre nos Estados de Goiás, Bahia, Minas Gerais, D6, D7, D8, E4, E5, E6, E7, E8: mata mesófila. Floresce e
Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, e frutifica ao longo de todo o ano.
mais raramente no Rio de Janeiro. C5, C6, C7, D5, D7, D8, Material selecionado: Angatuba, XI.1983, J.A. Ratter et al.
E6, E7, E8: matas secundárias, capoeiras, cerrados. Floresce 4887 (UEC). Atibaia, VII.1987, J.A.A. Meira-Neto 21234 (UEC).
e frutifica ao longo de todo o ano. Botucatu, VII.1976, s.col., s.n. (IAC). Bragança Paulista,
Material selecionado: Brotas, IX.1989, S.A. Lieberg 22717 X.1990, R. Mello-Silva et al. 379 (SP, SPF). José Bonifácio,
(UEC). Cabreúva, IV.1995, M.G.L. Wanderley et al. 2116 (HRCB, XII.1984, De Lucca et al. 788 (SPSF). Paraguaçu Paulista,
SP, SPF, UEC). Cachoeira Paulista, X.1994, R. Simão-Bianchini II.1965, G. Eiten et al. 5917 (SP). Piracicaba, I.2000, J.P. Souza
566 (HRCB, SP, SPF, UEC). Cássia dos Coqueiros, XI.1994, 3023 (ESA). Santa Cruz do Rio Pardo, IX.1959, I.M. Válio 32
A.M.G.A. Tozzi & E. Martins 94-261 (UEC). Ibitinga, VI.1996, (SP). São Bento Sapucaí, IX.1945, P.S.J. Capell s.n. (FCAB).
V.C. Souza & J.P. Souza 11329 (ESA). Jundiaí, IX.1994, S.J.L. São Luiz do Paraitinga, IX.1892, A. Löfgren & G. Edwall 1870
Mendaçolli et al. 619 (SP). Piracicaba, IX.2000, J.P. Souza 3545 (SP). São Roque, X.1988, H.F. Leitão Filho et al. 20921 (UEC).
(ESA); São José do Rio Pardo, XI.1944, F. Glasauer s.n. (SPSF Teodoro Sampaio, VII.1991, J.V. Godoy 86 (SP). Timburi,
706). Taubaté, IX.1992, A. Löfgren 1840 (SP). Valinhos, VI.1995, J.Y. Tamashiro 1269 (SP).
IX.1996, J.P. Souza 700 (ESA).
3.3. Hybanthus brevicaulis (Mart.) Baill., Traité bot. méd.
3.2. Hybanthus bigibbosus (A. St.-Hil.) Hassl., Bull. Soc. phan. 2: 841. 1884.
Bot. Genève, Sér. 2,1: 213. 1909. Ionidium brevicaule Mart., Spec. mat. med. bras. 15.
Ionidium bigibbosum A. St.-Hil., Mém. Mus. Hist. 1824.
Nat. 11: 488. 1824. Prancha 1, fig. E.
Nomes populares: carapacú-peteca, erva-de-veado. Ervas a subarbustos 20-50cm; ramos cilíndricos,
Prancha 1, fig. D. densamente pubescentes no ápice, indumento formado por
Arbustos 0,5-2m; ramos cilíndricos, subglabros, freqüen- tricomas simples; internós 6-34mm. Folhas alternas;
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Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
HYBANTHUS
estípulas 3-8×1,5-3,5mm, hialinas, lanceoladas a ovais, praticamente em todos os estados, exceto na região sul,
ápice acuminado, margem subinteira, base freqüentemente sendo bastante comum em dunas e restingas. Entretanto,
cordada; lâmina 3,3-12,6(17-)×2,1-4,5(-6)cm, oval-elíptica a não existem registros da ocorrência de H. calceolaria nestes
oboval-lanceolada, margem serreada, ápice agudo ou ambientes no Estado de São Paulo. D1: mata. Foi coletada
obtuso, base agudo-atenuada, pubescente a densamente em flor no mês de dezembro e em fruto no mês de fevereiro.
pubescente em ambas as faces, com tricomas Material examinado: Teodoro Sampaio, II.1996, J.P. Souza
concentrando-se nas nervuras na face inferior. Flores roxas, & V.C. Souza 367 (ESA). S.mun. (Serra da Bocaina), XII.1930,
densamente dispostas em racemos terminais ou axilares; A. Lutz & B. Lutz 2006 (R).
pedicelo ca. 6mm, tomentoso; bractéolas ca. 3×1mm, Material adicional examinado: BAHIA, Porto Seguro,
VII.1998, J.P. Souza & V.C. Souza 2404 (ESA). RIO DE
lanceoladas, ápice agudo; sépalas 4-6×2mm, elíptico-lan-
JANEIRO, Cabo Frio, VII.1998, J.P. Souza & V.C. Souza 2470
ceoladas, margem fimbriada, ápice acuminado, tomentosas, (ESA).
labelo 9-10mm, unha recurvada, lâmina 5-7mm larg.,
rômbeo-orbicular, ápice mucronado, pétalas laterais 3.5. Hybanthus communis (A. St.-Hil.) Taub. in Engl. &
5,5-6×1,5mm, oblanceoladas, ápice obtuso, ciliadas na base Prantl, Nat. Pflanzenfam. 3(6): 333, f. 154 E-G. 1895.
e nervura central, superiores 3×1mm, oblongas, ápice Ionidium commune A. St.-Hil., Mém. Mus. Hist. Nat.
obtuso, subciliadas na nervura central; filetes ca. 1,5mm, 11: 469. 1824.
anteras com apêndices terminais arredondados, Prancha 1, fig. F.
castanho-alaranjados, pubescentes na parte dorsal; ovário Ervas a subarbustos, 0,3-1,2m, ramos cilíndricos,
glabro. Cápsula 5-6×4-5mm, elipsóide. pubescentes, indumento formado por tricomas simples;
Ocorre nos Estados de Mato Grosso, Minas Gerais, internós 8-37mm. Folhas alternas; pecíolo 1-4mm; lâmina
Rio de Janeiro e São Paulo. D6, E7: mata mesófila. Foi 2,2-9,6×1,1-2,9(-4,5)cm, lanceolada ou elíptica, menos
coletada em flor e fruto nos meses de janeiro, abril e outubro. freqüentemente oval, ápice agudo a acuminado, margem
Material selecionado: Piracicaba, I.1995, K.D. Barreto et al. serreada, base atenuada, subglabra a esparsamente
3538 (ESA). São Paulo, X.1899, G. Edwall 4441 (SP).
pubescente em ambas as faces. Flores solitárias ou em
Ilustrações adicionais encontram-se em Eichler (1871,
racemos terminais ou axilares, alvas ou arroxeadas; pedicelo
tab. 72-II).
4-8mm, pubescente, recurvado; bractéolas inconspícuas;
sépalas 4-4,5×1mm, lanceoladas, ápice acuminado,
3.4. Hybanthus calceolaria (L.) Oken, Allg. Naturgesch.
pubescentes; labelo 8-21mm, unha recurvada, lâmina 9-16mm
3(2): 1376. 1841.
larg., rômbeo-orbicular, ápice arredondado, apiculado, pétalas
Ionidium ipecacuanha L., Mant. pl. 2: 484. 1771.
laterais 5,5-6×2mm, falcadas, ápice agudo, superiores
Nomes populares: poaia, poaia-do-campo.
3,5-4×1mm, subfalcadas a oblongas, ápice arredondado;
Ervas, ca. 30cm; ramos cilíndricos, tomentosos a vilosos,
estames subsésseis, apêndices terminais assimétricos,
indumento formado por tricomas simples; internós
castanho-alaranjados, estames anteriores calcarados; ovário
0,7-1,3cm. Folhas alternas; estípulas 3-9×1,5mm, hialinas,
glabro. Cápsula 5,5-8×4,5-6mm, elipsóide.
lanceoladas, ápice acuminado, margem inteira a subinteira,
Ocorre na Venezuela, Peru, Paraguai, Argentina e
base obtusa a arredondada; lâmina 2-3,6×0,8-1,6cm, elíptica,
Uruguai. No Brasil, ocorre nos Estados de Mato Grosso,
lanceolada, oval-elíptica, oblanceolada, margem serreada,
Maranhão, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais,
ápice agudo ou obtuso, base aguda a atenuada, tomentosa
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio
em ambas as faces. Flores lilás-claro ou alvas com mancha
Grande do Sul. B4, B6, C2, C3, C6, C7, D1, D2, D6, D7,
amarela na base do labelo, solitárias, axilares; pedicelo
D8, E5, E7: mata mesófila e capoeiras. Floresce e frutifica
1-1,3cm, tomentoso; bractéolas 5-7×1,5cm, lanceoladas,
ao longo de todo o ano.
ápice acuminado; sépalas 6-8×3-4mm, ovais, margem
Material selecionado: Águas da Prata, III.1994, A.B.
fimbriada, ápice acuminado, vilosas, labelo 2-2,5cm, unha Martins et al. 31491 (SP, UEC). Adamantina, III.1976, N. Taroda
recurvada, lâmina 1,6cm larg., transversalmente rômbica ou s.n. (UEC 15662). Avaré, III.1967, J. Mattos & N. Mattos 14455
subdeltóide, ápice obtuso, pétalas laterais 13×2mm, (SP). Batatais, III.1994, W. Marcondes-Ferreira 876 (ESA).
espatuladas, ligeiramente falcadas, ápice agudo, Campinas, IV.1992, S.C.S. Andrade et al. 26166 (UEC). Iepê,
tomentosas a vilosas na região apical, superiores 4-5×1mm, II.1965, G. Eiten et al. 5952 (SP). Monte Alegre do Sul, III.1995,
oblongas, ápice obtuso a arredondado, ciliadas no ápice L.C. Bernacci 1209 (ESA, HCB, IAC, SPF, UEC). Osvaldo Cruz,
sobre a nervura central; filetes ca. 2mm, geniculados, VI.1996, V.C. Souza & J.P. Souza 11428 (ESA). Ribeirão Preto,
anteras com apêndices terminais arredondados ou V.1996, M.A. Assis et al. 810 (HRCB). São Bento do Sapucaí,
X.1945, P.S.J. Capel s.n. (FCAB 2786). São José do Rio Preto,
emarginados, castanho-alaranjados; ovário tomentoso.
III.1977, M.A. Coleman 102 (SP). São Paulo, IV.1995, J. Pastore
Cápsula 5-9×7-8mm, ovóide. et al. 590 (ESA, SPSF, UEC). Teodoro Sampaio, VI.1994, J.B.
Espécie de ampla distribuição no Brasil, ocorrendo Baitello 677 (ESA).
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Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
VIOLACEAE
Ilustrações adicionais encontram-se em Eichler (1871, Colômbia. No Brasil, é encontrada nos Estados de Minas
tab. 73). Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul. D7, D8, E7, F4: cerrados e campos de altitude. Foi
3.6. Hybanthus glaucus (Chodat) Schulze-Menz, Notizbl. coletada em flor nos meses de janeiro e março e de julho a
Bot. Gart. Berlin-Dahlem 12: 113. 1934. novembro.
Ionidium glaucum Chodat, Bull. Herb. Boissier, Sec. Material selecionado: Campos do Jordão, X.1989, J.R.
Sér. 8: 734. 1902. Pirani et al. 2521 (SPF). Itararé, I.1996, V.C. Souza et al. 10525
Prancha 1, fig. G-H. (ESA). Moji-Guaçu, X.1955, O. Handro 533 (ESA, SP, SPSF).
Ervas 12-30cm; ramos subglabros, indumento formado por São Paulo, IX.1949, G. Hashimoto 650 (ESA, SP).
tricomas simples; internós 2,4-8,6cm. Folhas opostas,
3.8. Hybanthus setigerus (A. St.-Hil.) Baill., Traité bot. méd.
subsésseis, pecíolo até 1mm, lâmina 2,7-5,2×0,6-1,4cm,
phan. 2: 841. 1884.
elíptica, menos freqüentemente oblanceolada ou
Ionidium setigerum A. St.-Hil., Mém. Mus. Hist. Nat.
lanceolada, base aguda, margem inteira, espessada,
11: 470. 1824.
amarelada, ápice agudo, glabra em ambas as faces. Flores
Prancha 1, fig. K-M.
amarelas, axilares, solitárias; pedicelo 9-11mm, glabro;
Ervas ca. 60cm; ramos pubescentes, indumento formado
bractéolas subopostas, 1×0,5mm, lineares a linear-lanceo-
por tricomas simples; internós 1-5,2cm compr. Folhas
ladas, ápice agudo; sépalas subiguais, 4-5,5×5mm,
alternas; estípulas 3-6mm, profundamente fimbriadas,
lanceoladas, freqüentemente subfalcadas, margem
reduzidas a segmentos filiformes, com tricomas esparsos
curtamente ciliada, ápice agudo; labelo 1,3-1,4cm,
nos segmentos; pecíolo 1-8mm; lâmina 2,4-10,7×0,5-3,2cm,
ungüiculado, lâmina 4mm larg., pétalas superiores
lanceolada, elíptica, ápice acuminado, menos
5×1-1,5mm, falcadas, ápice arredondado, laterais 9×3-3,5mm,
freqüentemente agudo, margem serreada, base atenuada
espatuladas, falcadas, ápice arredondado; estames iguais,
ou aguda, pubescente em ambas as faces. Flores axilares,
filetes 1mm, apêndices terminais triangulares ou
solitárias, roxas, róseas, alvas ou lilases; pedicelo 7-13mm,
lanceolados, castanho-alaranjados; ovário glabro. Cápsula
recurvado na parte superior, esparsamente viloso;
7×5mm, elipsóide.
bractéolas semelhantes às estípulas; sépalas 3-3,5×1mm,
Ocorre nos Estados de Paraná, Mato Grosso, Bahia e
lanceoladas, ápice acuminado, margem fimbriada; labelo
São Paulo. C6, E5: cerrados. Foi coletada em flor e fruto em
1,0cm, unha recurvada, pubescente internamente, lâmina
novembro e janeiro.
5-5,5cm larg., rômbica, ápice obtuso, pétalas laterais
Material examinado: Itapetininga, XI.1967, J. Mattos &
N. Mattos 15110 (SP). Pirassununga, 4730’W 2202’S, II.1995,
4,5-5×2mm, falcadas, ápice agudo, superiores 3,5-4×1-1,5mm,
M. Batalha et al. 326 (SP). subfalcadas, ápice obtuso; estames subsésseis, apêndices
terminais triangulares, castanho-alaranjados, os estames
3.7. Hybanthus parviflorus (Mutis ex L.f.) Baill., Traité bot. anteriores bigibosos e tomentosos na base; ovário glabro.
méd. phan. 2: 841. 1884. Cápsula 5-9×4-8mm, ovóide.
Ionidium glutinosum Vent., Jard. Malmaison: 27. 1803. Ocorre nos Estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais,
Prancha 1, fig. I-J. Rio de Janeiro e São Paulo. D7, D8: mata mesófila. Foi
Ervas eretas ou prostradas; ramos pubescentes, indumento coletada em flor e fruto nos meses de abril a agosto e no
formado por tricomas simples; internós 2-12mm. Folhas mês de outubro.
alternas, freqüentemente subopostas ou opostas na base Material selecionado: Joanópolis, IV.1995, J.Y. Tamashiro
et al. 790 (ESA, SP, UEC). Santo Antônio do Pinhal, VI.1992,
dos ramos; pecíolo até 2,5mm, ou base longamente
J.Y. Tamashiro et al. 26773 (UEC).
atenuada, assemelhando-se a um pecíolo; estípulas
1,5-2×0,5-1mm, triangulares, lanceoladas ou ovais, 3.9. Hybanthus velutinus Schulze-Menz, Notizbl. Bot. Gart.
subciliadas; lâmina 6-29×3-11mm, lanceolada, elíptica, Berlin-Dahlem 12: 111. 1934.
margem serreada, ápice agudo, subglabra ou pubescente Ervas ca. 20cm; ramos cilíndricos, tomentosos, indumento
em ambas as faces. Flores solitárias ou axilares, alvas; formado por tricomas estrelados; internós 8-24mm. Folhas
pedicelo 6-11mm, pubescente; bractéolas ausentes; sépalas alternas; estípulas 6-8×0,5mm, estreitamente lanceoladas a
1,5×0,5mm, lanceoladas a ovais, ápice agudo, esparsamente lineares, ápice acuminado, margem inteira, base obtusa;
pubescentes; labelo 3,5-4mm, lâmina 2mm larg., obcordada, lâmina 2,3-4,4×0,8-1,6cm, oblanceolada a oboval, menos
pétalas laterais 1,5×0,5mm, falcadas, ápice agudo, freqüentemente elíptica, margem subinteira a esparsamente
superiores 1×0,5mm, oblongas, ápice arredondado; estames serreada ou serreada, ápice agudo ou obtuso, base
sésseis, apêndices terminais triangulares, castanho-alaran- agudo-atenuada, tomentosa em ambas as faces. Flores
jados; ovário glabro. Cápsula 2-3×2-3mm, globosa. alvas, solitárias, axilares; pedicelo ca. 1,5-2cm, tomentoso;
Ocorre na Argentina, Bolívia, Peru, Chile, Equador e bractéolas ca. 1-1,5×0,5mm, lineares, ápice acuminado;
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Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
SCHWEIGGERIA
sépalas 8×4-5mm, ovais, margem fimbriada, ápice F4: campo. Foi coletado em fruto no mês de novembro.
acuminado, tomentosas a vilosas, labelo 1,5-2cm, unha Material examinado: Itararé, XI.1994, K.D. Barreto et al.
recurvada, lâmina 1,4-1,9cm larg., transversalmente elíptica 3212 (ESA).
a transversalmente oblonga, ápice truncado a arredondado Material adicional examinado: PARANÁ, Jaguariaíva,
ou obtuso, pétalas laterais 1,5-1,7×1,1-1,2cm, ungüiculadas, IX.1993, G. Hatschbach 59430 (ESA).
ápice retuso ou emarginado, tomentosas a vilosas na região H. velutinus diferencia-se das demais espécies de
apical, superiores 5,5-6×1mm, oblanceoladas a oblongas, Hybanthus do estado por apresentar os apêndices
ápice agudo, densamente ciliadas sobre a nervura central; terminais das anteras alvos e o indumento formado por
filetes ca. 1-1,5mm, anteras com apêndices terminais tricomas estrelados, embora esta última característica
arredondados ou agudos, alvos, tomentosas na parte freqüentemente seja variável, podendo ser encontrados
dorsal; ovário tomentoso. Cápsula 0,8-1×6-7mm, elipsóide. tricomas simples e estrelados na mesma planta e, algumas
Ocorre no Paraguai e nos Estados de São Paulo e Paraná, vezes (principalmente em populações da região de Vila
sendo esta a primeira referência desta espécie para o Brasil. Velha, PR), apenas tricomas simples.
4. NOISETTIA Kunth
Ervas ou subarbustos eretos. Folhas alternas, pecioladas. Inflorescência em fascículos axilares. Flores
com sépalas livres, subiguais; pétalas desiguais, labelo ungüiculado e calcarado; estames livres, desiguais, os
dois anteriores providos de calcares inclusos no calcar da pétala, conectivos providos de apêndices
membranáceos terminais; ovário glabro, óvulos numerosos, estigma truncado ou subtrilobado. Cápsula oblonga,
ou oblongo-ovada, trivalvar, valvas naviculiformes, peças florais persistentes; sementes numerosas, funículo
curtíssimo; testa crustácea; rafe linear; calaza orbicular; endosperma abundante; cotilédones foliáceos, pouco
espessados.
Noisettia compreende cerca de três espécies, distribuídas no Peru, Brasil e Guianas. No Brasil, este
gênero é representado por uma espécie.
4.1. Noisettia orchidiflora (Rudge) Ging. in DC., Prodr. 4-5,5×3,5-4,5mm, calcarado, calcar 6-7mm, pétalas
1: 290. 1824. laterais 3,5-4×1mm, oblongas, subfalcadas, ápice
Noisettia longifolia (Poir.) Kunth in Humb., Bonpl. & arredondado, superiores 2-2,5×7mm, semelhantes às
Kunth, Nov. gen. sp. 5: 384. 1823. laterais; estames subsésseis, providos de um apêndice
Prancha 1, fig. N. terminal arredondado, os dois anteriores calcarados,
Ervas a subarbustos, 0,5-1m, simples ou ramificados; caule calcar 4-5mm. Cápsula 5-7×4-5mm, elipsóide a ovóide.
cilíndrico a subquadrangular; internós 2-11(-29)mm. Ocorre no Peru e Guiana Francesa. No Brasil, ocorre
Estípulas 1-1,5×0,5mm, estreitamente triangulares a nos Estados de Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e São
linear-lanceoladas, caducas ou persistentes; pecíolo Paulo. E7, E8, E9, F6: mata atlântica. Foi coletada em flor e
5-15mm; lâmina 9,1-20,6×1,6-5cm, lanceolada, oblanceolada fruto nos meses de novembro a fevereiro e em maio.
ou elíptica, ápice acuminado, menos freqüentemente agudo, Material selecionado: Biritiba-Mirim, V.1983, A. Custodio-
margem serreada com dentes glandulosos, base atenuada Filho 1349 (SP). Caraguatatuba, I.1990, M. Imamoto s.n. (SPSF
ou menos freqüentemente aguda. Flores alaranjadas, 13292). Sete Barros (Mamparra), II.1995, P.H. Miyagi et al.
amarelas, róseas ou alvas; pedicelo 1,4-1,9cm, provido de 469 (SP). Ubatuba (Picinguaba), XII.1993, L. Rossi & G. Esteves
brácteas lineares ou lanceoladas na base, 2×0,5mm; sépalas 1368 (ESA, SP).
3-4×1mm, lineares a linear-lanceoladas, freqüentemente Ilustrações adicionais encontram-se em Eichler (1871,
falcadas, ápice acuminado; labelo curtamente ungüiculado, tab. 70-II).
5. SCHWEIGGERIA Spreng.
Arbustos eretos. Folhas alternas, estipuladas, curtamente pecioladas. Flores axilares, solitárias; sépalas
fortemente desiguais, as 3 exteriores com base cordada e muito maiores que as 2 interiores; pétalas desiguais,
a anterior maior, ungüiculada e calcarada; estames livres, desiguais, os 2 anteriores calcarados, com os
calcares inclusos no cálcar da pétala, anteras providas de apêndices membranáceos terminais; ovário glabro,
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Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
VIOLACEAE
óvulos numerosos; estigma trilobado. Cápsula ovada ou suboblonga, 3-valvar, valvas naviculiformes, peças
florais persistentes; sementes numerosas, testa crustácea e diminutamente reticulada; rafe linear, chalaza
orbicular; endosperma abundante, cotilédones foliáceos; radícula curta.
Este gênero é constituído por duas espécies, uma no México e outra no Brasil.
5.1. Schweiggeria fruticosa Spreng., Neue Entd. 2: 167. 2,5-4×0,5-1mm, lineares ou linear-lanceoladas, ápice
1821. acuminado; labelo 9mm, calcarado, cálcar 3,5-4mm, lâmina
Schweiggeria floribunda (Mart.) A. St.-Hil., Mém. obcordada, base com duas cristas longitudinais denteadas,
Mus. Hist. Nat. 11: 456. 1824. pétalas laterais 4-5×2-2,5mm, elípticas a obovais, falcadas,
Prancha 1, fig. O-P. ápice arredondado, superiores 2,5-3,5×1,5-2mm, elípticas a
Arbustos 1-2m; ramos glabros a pubérulos; internós até obovais, freqüentemente subfalcadas, ápice arredondado
1,8cm ou às vezes ramos curtos com as folhas muito a obtuso; estames subsésseis, anteras com apêndice
condensadas. Estípulas 1-1,5×0,8mm, lanceoladas a ovais, terminal arredondado, os dois estames anteriores
ápice agudo, lâmina 1-4,7×0,6-1,7cm, oblanceolada a calcarados, calcar 3-3,5mm; estigma trilobado, 2 lobos
oboval-lanceolada, ápice obtuso ou arredondado, menos maiores e um menor, noduliforme. Cápsula 5-7×4-5mm,
freqüentemente agudo, margem serreada, os dentes em geral ovóide a elipsóide.
glandulosos, base atenuada, glabra em ambas as faces. Ocorre nos Estados de Ceará, Bahia, Rio de Janeiro e
Flores axilares, solitárias, alvas ou amarelo-claras com São Paulo. D5, D6, E4, E6, E7: matas secundárias. Foi
manchas roxas, pedicelo 1,1-1,9cm, ereto ou recurvado, coletada em flor e fruto nos meses de maio a novembro e
subglabro a pubescente; bractéolas 1,5-2×0,5mm, em janeiro.
lanceoladas a ovais, ápice acuminado, curtamente ciliadas Material selecionado: Brotas, IX.1991, C.S. Zickel 30246
(UEC 77780). Itu, X.1897, A. Russel s.n. (SP 14180). Jundiaí,
na nervura central; as 3 sépalas exteriores 5-6×3-4mm, ovais,
IX.1957, M. Kuhlmann 4315 (ESA, SP). Piracicaba, X.1985,
ápice agudo a acuminado, sendo as duas laterais E.L.M. Catharino 445 (ESA, SP). Tietê, VI.1938, J.E. Rombouts
assimétricas e a superior simétrica, 2 sépalas interiores s.n. (IAC 2523, SP 41097).
6. VIOLA L.
Ervas caulescentes ou acaules, raramente subarbustos. Folhas alternas, biestipuladas, estípulas geralmente
foliáceas e serreadas, pecioladas, inteiras ou serreadas. Flores axilares, solitárias, bibracteoladas; sépalas
subiguais, prolongadas na base; pétalas desiguais, a inferior com base sacada ou calcarada; estames livres ou
curtamente unidos, subsésseis, providos de um apêndice membranáceo terminal e os dois anteriores gibosos
ou calcarados; estigma capitado ou clavado, estilete recurvado ou reto, óvulos numerosos. Cápsula 3-valvar,
valvas naviculiformes; sementes ovóide-globosas, testa crustácea, rafe linear, chalaza orbicular.
O gênero Viola compreende cerca de 300 espécies que ocorrem predominantemente nas zonas temperadas
e nos Andes, sendo também encontradas na África e nordeste da Ásia, havendo muitas espécies endêmicas
em ilhas do Atlântico.
6.1. Viola cerasifolia A. St.-Hil., Hist. pl. remarq. Brésil: lanceoladas ou elípticas, freqüentemente assimétricas,
277. 1826. neste caso com base cordada, ápice agudo ou acuminado,
Prancha 1, fig. Q. margem fimbriada, lâmina 3,7-8,6×1,8-3,8cm, lanceolada,
Ervas eretas ou suberetas; ramos glabros, internós oval, oval-elíptica ou elíptica, ápice agudo, menos
(2-)7-21mm. Pecíolo 4-17mm; estípulas 7-14×1-3mm, freqüentemente acuminado, margem serreada, base
360
Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
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Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
VIOLA
decorrente no pecíolo, aguda ou menos freqüentemente 10-12×4-5mm, oblongas, ápice arredondado, superiores
obtusa, atenuada, glabra em ambas as faces. Flores alvas 10-12×5mm, obovais, ápice arredondado; estames anteriores
ou azul-claras; bractéolas 5-7,5×1-1,5mm, lineares, ápice gibosos na base ou providos de apêndices terminais
agudo, biglandulosas na base; pedicelo 3,1-4,5cm, glabro; falciformes, os posteriores providos de apêndices terminais
sépalas 8-11×1-2mm, lanceoladas, ápice acuminado ou triangulares. Cápsula 6-11×5mm, elipsóide.
agudo, base com prolongamento agudo, arredondado ou Ocorre nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e
assimétrico; labelo 10-12×8mm, oboval, ápice arredondado São Paulo. E8, E9: mata atlântica. Foi coletada em flor e
ou truncado, base naviculada, recurvado, pétalas laterais fruto de dezembro a maio.
Prancha 1. A. Amphirrhox longifolia, estame. B. Anchietea pyrifolia, estame. C. Hybanthus atropurpureus, estame.
D. Hybanthus bigibbosus, estame. E. Hybanthus brevicaulis, estame. F. Hybanthus communis, estame. G-H. Hybanthus
glaucus, G. hábito; H. estame. I-J. Hybanthus parviflorus, I. estame; J. corola. K-M. Hybanthus setigerus, K. estame; L. estípula;
M. sépala. N. Noisettia orchidiflora, estame. O-P. Schweiggeria fruticosa, O. estame; P. cálice. Q. Viola cerasifolia, estame. R-S.
Viola gracillima, R. folha; S. estame. T-U. Viola subdimidiata, T. estame; U. folha. (A, Aguiar 609; B, Rossi 1639; C, J.P. Souza
700; D, Barreto 1976; E, Barreto 3538; F, Tamashiro 18840; G-H, Batalha 326; I-J, V.C. Souza 4170; K-M, Tamashiro 790; N, Rossi
& Esteves 1368; O-P, Catharino 445; Q, Baitello 503; R-S, Gehrt ESA 32420; T-U, Kuhlmann ESA 27873).
361
Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
VIOLACEAE
Material selecionado: Cunha, XII.1996, J.P. Souza 732 Ocorre nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro
(ESA). Ubatuba-São Luiz do Paraitinga, V.1961, C. Moura & e São Paulo. D8, E7: florestas montanas. Foi coletada
J. Mattos 12 (ESA, SP). em flor e fruto de novembro a janeiro.
Material adicional examinado: SÃO PAULO, Cunha, Material selecionado: Campos do Jordão, XI.1949,
III.1994, J.B. Baitello 503 (ESA, SP, SPF, UEC). M. Kuhlmann 2139 (ESA, SP). São Paulo, s.d., A. Emelen s.n.
(SPSF 1270).
6.2. Viola gracillima A. St.-Hil., Hist. pl. remarq. Brésil:275.
1826. Lista de exsicatas
Prancha 1, fig. R-S. Aguiar, O.T.: 609 (1.1); SPSF 5811 (2.1); Almeida, R.J.:
Ervas prostradas ou suberetas; ramos glabros; internós 133 (3.1), 143 (3.1), 287 (3.1), 296 (3.1); Aloisi, J.: IAC 4605
2-10mm. Pecíolo 4-8mm; estípulas 2,5-3,5×0,7mm, lineares (3.1), SP 44282 (3.1); Andrade, S.C.S.: 26166 (3.5); Araujo, P.:
a linear-lanceoladas, ápice acuminado; lâmina 5 (3.1); Assis, M.A.: 178 (4.1), 248 (2.1), 251 (2.1), 338 (1.1),
4,5-6×6-11mm, reniforme, ápice obtuso ou arredondado, 390 (2.1), 422 (2.1) 440 (2.1), 497 (3.1), 574 (2.1), 575 (3.1), 810
(3.5); Assumpção, C.T.: HRCB 8942 (3.1); Azevedo, A.M.G.:
margem subinteira, base cordada a truncada, glabra em
8816 (3.1); Baitello, J.B.: 503 (6.1), 677 (3.5), SPSF 6114 (6.1);
ambas as faces. Flores alvas a azuladas; bractéolas Barreto, K.D.: 1134 (3.2), 1976 (3.2), 2857 (2.1), 3058 (2.1),
1,5-2,5×0,3mm, lineares, ápice acuminado, pedicelo 3212 (3.9), 3538 (3.3); Barros, F.: 1592 (2.1); 2387 (3.1);
(1,1-)3,5-4,3cm, ereto ou recurvado, glabro; sépalas Batalha, M.: 326 (3.6); Bernacci, L.C.: 02 (3.1), 116 (3.1),
3-4×1mm, lanceoladas, ápice agudo, glabras; labelo 1150 (2.1), 1209 (3.5), 1288 (3.1), 1542 (3.2); Bockermann, W.:
9-10×4-5mm, oboval, ápice acuminado, base naviculada, SP 192938 (5.1); Brade, A.C.: SP 6304 (3.5); Brown-Jr., K.S.:
recurvada, pétalas laterais 8,5-9×3,5-4mm, oblongas a 15765 (3.1); Brunini, J.: 18 (3.1), 156 (3.1), 169 (3.1); Burchell:
lanceoladas, levemente assimétricas, ápice obtuso a 4960 (3.1); Camargo, P.N.: 71 (3.5); Capel, P.S.J.: FCAB 2784
arredondado, superiores 7,5-8×3mm, oblanceoladas, ápice (2.1), FCAB 2786 (3.5), FCAB 2787 (3.8), FCAB 2789 (3.2);
Cardamone, R.B.: 180 (3.1); Carvalho, A.: IAC 2983 (3.2); SP
agudo, obtuso ou arredondado; estames sésseis, os dois
41093 (3.2); Cassalho, A.: SPSF 10748 (2.1); Castro, M.M.S.:
anteriores providos de um apêndice terminal falciforme e 22043 (3.1); Catharino, E.L.M.: 67 (3.2), 378 (3.1), 445 (5.1),
gibosos na base, os três posteriores providos de apêndices 465 (3.2), 634 (5.1), 884 (3.2), 913 (3.2), 969 (3.2); Cerati,
terminais triangulares. Fruto não visto. T.M.: 86 (3.2); Cesar, O.: HRCB 3914 (3.1); Cesar: HRCB
Ocorre nos Estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. 1195 (3.1); Chiea, S.A.C.: 357 (5.1), 358 (3.1); Coleman, M.A.:
E7: campos úmidos. Foi coletada em flor no mês de abril. 102 (3.5); Cordeiro, I.: 921 (2.1); Corrêa, S.A.: 18 (2.1);
Material examinado: São Paulo, VI.1930, A. Gehrt s.n. Correia-Jr., C.: SP 20129 (3.1); Custodio-Filho, A.: 366 (2.1),
(ESA 32420, SPF 10438). 1349 (4.1), 1764 (2.1); Davis, P.H.: 59805 (2.1); De Lucca: 788
Ilustrações adicionais encontram-se em Eichler (1871, (3.2); Dedecca, D.M.: 470 (3.2); Duarte, C.: 241 (2.1); Edwall,
tab. 71-I). G.: 4441 (3.3); Egler, S.G.: 22145 (3.1); Eiten, G.: 5713 (3.1),
5718 (3.1), 5917 (3.2), 5952 (3.5); Emelen, A.: SPSF 1254 (3.7),
SPSF 1269 (3.7), SPSF 1270 (6.3); Erasmo, A.O.: IAC 24639
6.3. Viola subdimidiata A. St.-Hil., Hist. pl. remarq. Brésil:
(3.5); Esteves, G.L.: 2640 (2.1); Ferreira, H.: 26122 (3.1);
276. 1826. Forero, E.: 8414 (3.1); Franceschinelli, E.V.: 22522 (3.1);
Prancha 1, fig. T-U. Furlan: 35 (3.1); Furlan, A.: 1039 (4.1), 1211 (2.1); Galvão,
Ervas eretas ou suberetas; ramos glabros, internós 5-46mm. J.C.: 27100 (2.1); Garcia, F.C.P.: 161 (2.1), 439 (2.1); Gehrt,
Estípulas 8-13×2,5-4,5mm, assimétricas, lanceoladas, ápice A.: ESA 32420 (6.2), SP 690 (3.1), SP 4478 (2.1), SP 35497
agudo, margem profundamente serreada a fimbriada, base (3.1), SPF 10438 (6.2); Gehrt, G.: SP 2081 (3.2); Gentry, A.:
cordada; pecíolo 3-11mm, lâmina 2-5,7×1,1-2,9cm, 58772 (3.1); Geraldini, A.: 21989 (3.1); Gibbs, P.E.: 3367 (3.5),
lanceolada ou oval, ápice agudo, margem serreada, base 5642 (1.1); Ginzbarg, S.: 663 (3.5); Giulietti, A.M.: 1030 (3.7);
decorrente no pecíolo, fortemente assimétrica, cordada ou Glasauer, F.: SPSF 706 (3.1); Godoy, J.V.: 86 (3.2), 265 (2.1);
Goldenberg, R.: 27898 (2.1); Grecco, M.D.N.: 136 (2.1); Grossi,
obtusa, atenuada, glabra em ambas as faces. Flores lilases;
F.: ESA 3843 (3.2); Grotta, A.S.: 14381 (3.2); Hammar, A.:
bractéolas, 4-5×0,5mm, lineares, ápice agudo; pedicelo 5743 (3.5), SP 14175 (3.5), SPSF 14945 (3.5); Handro, O.: 533
(2,8-)3,3-4,1cm, glabro; sépalas 6-8×1-1,5mm, lanceoladas, (3.7), SP 51724 (3.1), SPSF 14948 (3.1); Hashimoto, G.: 650
base com prolongamento agudo ou arredondado; labelo (3.7); Hatschbach, G.: 59430 (3.9); Hauff, I.: 64 (2.1); Hoehne,
9-10×4mm, ápice arredondado, base naviculada, recurvada, F.C.: 48 (2.1), ESA 27868 (6.1), ESA 30922 (3.8), SP 300 (3.1),
pétalas laterais 8-9×4mm, obovais, ápice arredondado, SP 386 (2.1), SP 2357 (2.1), SP 2395 (3.7), SP 2553 (3.1), SP
superiores 6,5-8×3,5-4mm, espatuladas, assimétricas; 3483 (3.5), SP 12915 (3.1), SP 13653 (3.5), SP 14476 (3.5), SP
estames anteriores gibosos na base, providos de apêndices 17199 (2.1), SP 20388 (3.5), SP 20627 (3.1), SP 32217 (3.1);
terminais falciformes, os posteriores providos de Hoehne, W.: SPF 10557 (2.1), SPF 10920 (3.1), SPF 13556
(3.1), SPF 13557 (3.1), SPF 13791 (2.1), SPF 15436 (3.1), SPF
apêndices terminais triangulares. Cápsula 8-12×5mm,
16176 (2.1); Imamoto, M.: SPSF 13292 (4.1); Ivanauskas, N.M.:
elipsóide.
362
Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 2. ISBN 85-7523-053-0 (online)
Souza, J.P. & Souza, V.C. 2002. Violaceae In: Wanderley, M.G.L., Shepherd, G.J., Giulietti, A.M., Melhem, T.S., Bittrich, V.,
Kameyama, C. (eds.) Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, vol. 2, pp: 353-364.
VIOLACEAE
ESA 14694 (5.1); Joly, A.B.: 1066 (3.8), SPF 85392 (3.2), SPF Pirani, J.R.: 844 (3.1), 2521 (3.7); Pompéia, S.: SP 236502
85394 (3.1), SPF 17768 (2.1); Kiehl, J.: SP 43638 (2.1); Kim, (1.1); Puttemans, A.: SP 14179 (3.1); Ratter, J.A.: 4887 (3.2);
A.C.: 30059 (2.1); Kirszenzaft, S.L.: 4963 (3.1); Krug, H.P.: Redes, A.I.C.: ESA 3232 (2.1); Ribeiro, J.E.L.S.: 218 (4.1);
IAC 2895 (3.1), IAC 4815 (3.1), SP 41094 (3.1), SP 41095 (3.1), Rocha, Y.V.: 15571 (3.1); Rodrigues, E.A.: 275 (3.5); Rodrigues,
SP 44284 (3.1); Kubitzki, K.: 81-5 (6.1); Kuhlmann, M.: 500 R.R.: 14971 (1.1), ESA 10832 (3.2); Rombouts, J.E. : IAC 2523
(3.5), 933 (2.1), 1216 (3.8), 2139 (6.3), 3451 (3.7), 3452 (2.1), (5.1), SP 41097 (5.1); Rossi, L.: 1639 (2.1); Roth, L.: 99 (3.7);
4000 (3.1), 4315 (5.1), ESA 27873 (6.3), ESA 27875 (3.7), SP Russel, A.: 97 (3.2), 233 (3.1), SP 14180 (5.1); Sakuragui,
36282 (2.1), SPSF 14944 (3.7); Leitão Filho, H.F.: 660 (2.1), C.M.: 473 (3.7); Salis, S.M.: 120 (5.1), 266 (3.1); Santoro, J.:
1079 (2.1), 1212 (2.1), 3171 (2.1), 8634 (5.1), 10599 (3.2), 13103 IAC 682 (3.1), IAC 688 (3.1), IAC 800 (3.1); Savina: 33 (3.1),
(3.2), 13106 (3.1), 20774 (1.1), 20802 (1.1), 20921 (3.2), 20938 144 (3.1); Sazima, M.: 10421 (3.1), 13162 (3.2); Schlittler,
(3.2); Lemos, C.: 1172 (3.1); Lieberg, S.A.: 22717 (3.1); F.H.M.: HRCB 4847 (3.1); Semir, J.: 4905 (3.1); Sendulsky,
Löfgren, A.: 109 (2.1), 256 (3.1), 273 (3.2), 460 (6.3), 777 (2.1), T.: 852 (2.1), 931 (2.1); Shepherd, G.J.: 10274 (2.1), 10281
1313 (3.1), 1519 (3.5), 1840 (3.1), 1870 (3.2), 2155 (3.5), 2223 (3.1); Silva, D.M.: 22056 (2.1); Silva, J.F.: 4579 (3.5); Silva,
(3.1), 3337 (1.1), 3471 (4.1), 3472 (6.1), 3473 (3.7), 5742 (2.1); S.J.G.: 59 (1.1); Silveira, L.T.: 22606 (3.1); Simão-Bianchinni,
Luederwaldt, H.: SP 14177 (3.5); Lutz, A.: 2006 (3.4). Macedo, R.: 566 (3.1); Smith, C.: 123 (2.1), 5684 (2.1); Souza, H.M.:
J.C.R.: ESA 7000 (2.1); Machado, C.G.: 22401 (3.1); Mamede, IAC 19047 (5.1); Souza, J.P.: 367 (3.4), 700 (3.1), 702 (3.1),
M.C.H.: 566 (3.1); Marcondes-Ferreira, W.: 876 (3.5); Martins, 732 (6.1), 811 (2.1), 1045 (2.1), 2404 (3.4), 2470 (3.4), 3023
A.B.: 31491 (3.5); Martins, E.: 22193 (3.1); Martins, F.R.: 7953 (3.2), 3060 (3.6) 3545 (3.1); Souza, V.C.: 4170 (3.7), 5638 (3.5),
(3.1), 8219 (5.1); Martins, S.E.: 76 (1.1), 156 (1.1), 172 (1.1), 5752 (3.5), 8827 (2.1), 8837 (2.1), 9244 (4.1), 10525 (3.7), 11329
173 (1.1); Mattos, J.: 9200 (2.1), 13931 (2.1), 14193 (2.1), 14455 (3.1), 11428 (3.5); Spigolon, J.R.: 22718 (3.1); Stehle, D.I.:
(3.5), 15110 (3.6); Meira-Neto, J.A.A.: 21234 (3.2), 21544 (2.1); SPSF 1208 (3.1); Stranghetti, V.: 23556 (3.1); Stublebine, W.S.:
Mello-Silva, R.: 376 (3.1), 379 (3.2); Mendaçolli, S.L.J.: 171 11462 (3.5); Tamashiro, J.Y.: 695 (2.1), 790 (3.8), 1043 (3.1),
(3.1), 588 (3.1), 619 (3.1); Mendes, A.J.: IAC 2975 (3.1); Mendes, 1269 (3.2), 18840 (3.5), 26773 (3.8); Taroda, N.: 4956 (3.2),
J.E.T.: IAC 210 (3.1), IAC 16423 (3.1); Mendes, O.T.: IAC 6723 (3.1), UEC 15662 (3.5); Tozzi, A.M.G.A.: 94-261 (3.1);
3414 (3.5), SP 41877 (3.5); Miyagi, P.H.M.: 469 (4.1); Monteiro, Trigo, J.R.: 14602 (3.3), 14658 (3.1); Usteri, A.: SP 14188 (2.1);
R.: 6717 (3.1); Moraes, P.R.L.: 643 (2.1), 23613 (5.1), 23646 Válio, I.M.: 32 (3.2); Vasconcellos, M.B.: 10417 (3.1), 10422
(5.1), 23696 (3.1); Moura, C.: 12 (6.1); Neves: UEC 33783 (3.2); Viegas, A.P.: IAC 2236 (3.1), IAC 4766 (3.2), IAC 5051
(3.2); Nicollini, E.M.: (3.1); Novaes, C.: SP 2041 (2.1), SP 2131 (3.1), SP 44285 (3.2); Wanderley, M.G.L.: 265 (6.1), 2116 (3.1);
(3.2), SP 2283 (3.2); Novaes, J.C.: 819 (3.2); Oliveira, R.C.: Webster, G.L.: 25190 (2.1), 25421 (2.1), 25391 (2.1); Zappi,
157 (3.1); Pagano: 63 (3.1), 173 (3.1), 178 (3.1); Pastore, J.: D.C.: 42 (3.5); Zickel, C.S.: 30245 (5.1), 30246 (5.1); s.col.:
590 (3.5); Pereira, D.F.: 22 (3.1), 189 (3.1); Pickel, B.: 455 106 (3.5), 22819 (3.1), IAC 26218 (3.8), IAC 26460 (3.2), IAC
(3.1), 4669 (2.1), SPSF 268 (2.1), SPSF 768 (3.1), SPSF 1769 26461 (3.2), IAC 26555 (3.1), SP 6962 (3.1).
(3.5), SPSF 1827 (3.5); Pinto, M.M.: 15043 (5.1), 15056 (3.1);
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