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História da Fotografia e Invenções

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1

Panorama histórico

Teóricos

FOTOGRAFIA
2021-01

Rosana Parede e Ricardo Matsuzawa


FOTOGRAFIA

“A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se


aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se
um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e
conta-se uma história, cabe a nós, espectadores, o imenso
desafio de lê-las”

Ansel Adams
FOTOGRAFIA

“ baseia-se num equívoco estranho que tem a ver com sua dupla
natureza de arte mecânica: o de ser um instrumento preciso e
infalível como uma ciência e, ao mesmo tempo, inexato e falso
como a arte. A fotografia, em outras palavras, encarna a forma
híbrida de uma arte exata` e, ao mesmo tempo, de uma
ciência artística`, o que não tem equivalentes na história do
pensamento ocidental .

Francesca Alinovi
FOTOGRAFIA

A arte de fixar e reproduzir por meios de reações químicas,


em superfícies convenientemente preparadas, as imagens
obtidas em câmera escura.

História da fotografia : Uma busca pelo desenvolvimento


técnico pela óptica e química.
FOTOGRAFIA

Etimologia Combinação de Dois Processos


Termo originário do grego: Câmara Escura
Phosgraphein Significa algo Princípio Físico para formação da Imagem
como “desenhar na luz” +
Junção de dois elementos: Phos Processo Químico
ou Photo (Luz) + Graphein Elementos de fixação da Imagem em uma
(Marcar, Desenhar ou Registrar) superfície Plana
A CÂMARA E O OLHO HUMANO

FUNCIONAMENTO
A câmera foi criada com base no
funcionamento do olho humano onde o
Cristalino se refere às lentes, a Íris ao
diafragma e o fundo do olho sensor
fotográfico.
CÂMARA ESCURA

A primeira descoberta importante para a


fotografia foi a Câmara Escura. O
conhecimento do seu princípio ótico é
atribuído, por alguns historiadores, ao chinês
Mo Tzu no século V a.C., outros indicam o
Plátano de Sombra
filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) como
o responsável pelos primeiros comentários
esquemáticos da Camera Obscura.
Sentado sob uma árvore, Aristóteles observou
a imagem do sol, em uma eclipse parcial,
projetando-se no solo em forma de meia lua
ao passar seus raios por um pequeno orifício
entre as folhas de um plátano. Observou
também que quanto menor fosse o orifício,
mais nítida era a imagem.
CÂMARA ESCURA

Um erudito árabe, Ibn al Haitam (965-


1038), o Alhazem, observa um eclipse solar
com a câmara escura, na Corte de
Constantinopla, em princípios do século XI.
No século XIV já se aconselhava o uso da Câmara Escura tipo caixão e reflex,
câmara escura como auxílio ao desenho e à usada por cerca de 150 anos, antes do
pintura. Leonardo da Vinci (1452-1519) fez aparecimento da Fotografia.
uma descrição da câmara escura em seu
livro de notas sobre os espelhos, mas não
foi publicado até 1797.
CÂMARA ESCURA

FUNCIONAMENTO
1. Caixa preta totalmente vedada, com um
pequeno orifício (ou objetiva) em um dos
lados.
2. A Luz INCIDE sobre um Objeto fora da
Câmara

3. A Luz que incide sobre o Objeto fora da


câmera REFLETE para dentro da câmara
através do pequeno orifício

4. A imagem do Objeto do lado de fora agora é


Primeira ilustração publicada da Câmara Escura, 1544
PROJETADA para o interior da Câmara na por Reiner Gemma Frisius, físico e matemático holandês.
parede Oposta do pequeno orifício.
Durer, máquina de retratar, 1535

No Renascimento, o desenho deixa de


ser atributo de quem, por dotes naturais e
formação adequada, seja capaz de manejar o
lápis. Os grandes artistas também não
resistem aos meios técnicos que lhes
facilitam as tarefas, tendo ainda em conta –
basta os exemplos de Leonardo o Miguel
Ângelo – que a maioria deles dominam, ao
mesmo tempo, a pintura, a escultura, a
arquitetura e, quando há referências, o
desenho e o desenho técnico.
As câmaras lúcidas

Síntese de todas estas


máquinas de desenhar são as
câmaras lúcidas (ou câmaras
claras) que aparecem no
início do século XIX.
Imagens de consumo anteriores da Fotografia

Idade da madeira (século XIII): Xilogravura

Idade do metal (século XV): Calcogravura / água-forte e Tipografia

Idade da pedra (século XIX): Litografia


XILOGRAVURA – Idade Média

O desenho torna-se pela primeira vez reprodutível.


Um pedaço de madeira compensada e um estilete é o material
necessário para o processo de confecção de uma matriz de
xilogravura. Cria-se ranhuras e talhos na tábua de madeira
obtendo assim um desenho.
A matriz
O Cordel
Calcogravura (século XV)

Arte de gravar em metal, que se dá através de vários processos,


sendo o mais antigo deles a gravura a buril ou talho-doce, em
que a gravação é feita diretamente no metal com um
instrumento de aço chamado buril. Outros gêneros da gravura
feita em metal, que fazem parte da Calcografia, são aqueles
conhecidos como água-forte, ponta-seca e água-tinta.
Calcogravura (século XV)

Representação da
técnica de gravura
em metal para a
"Encyclopédie de
Diderot, gravura em
metal, 1760
Calcogravura (século XV)
Tipografia - Gutemberg – Revolução na imprensa (Séc. XV)

Tipos Móveis
"A invenção da imprensa é o maior
acontecimento da história. É a revolução
mãe... é o pensamento humano que larga
uma forma e veste outra... é a completa e
definitiva mudança de pele dessa serpente
diabólica, que, desde Adão, representa a
inteligência. (Victor Hugo)
Séc. XIX (1818) - Litografia

Desenho ou escrita em pedra, depois


estampada em papel. Palavra de
origem grega formada por lithos
(pedra) e grapho (escrever). Esta
nova técnica utiliza uma pedra calcária
de grão muito fino e baseia-se na
repulsão entre a água e as substâncias
gordurosas.
Riqueza de detalhes.
Com a litografia , a técnica de
reprodução atinge uma etapa
essencialmente nova.
Litografia - retratos
Litografias à partir de fotografias
Litografias de Escher
Litografias Paisagens
Litografias Ciência
As artes gráficas adquirem os meios de ilustrar a vida cotidiana

A Litografia ainda estava em seus


primórdios quando foi alcançada pela
fotografia (1826).

A mão foi liberada das responsabilidades


artísticas mais importantes, que agora
cabiam unicamente ao olho.

O processo de reprodução da imagem é


acelerado ao nível da palavra oral.
As artes gráficas adquirem os meios de ilustrar a vida cotidiana

Face a uma demanda cada vez maior, a produção


de imagens vê-se obrigada a pautar-se por novos
requisitos:

-Exatidão
-Rapidez de execução
-Baixo custo
-Reprodutibilidade
Algumas descobertas importantes para a fotografia

Em 1604, o cientista italiano Ângelo Sala,


observa que um certo composto de prata se
escurecia quando exposto ao sol. Acreditava-se
que o calor era o responsável. Anos antes, o
alquimista Fabrício tinha feito as mesmas
observações com o cloreto de prata.
Em 1727, o professor de anatomia Johann
Schulze demonstrou que os cristais de prata
halógena ao receberem luz, e não o calor como
se supunha, se transformavam em prata metálica
negra.
Algumas descobertas importantes para a fotografia

Em 1802, Sir Humphrey Davy obteve imagens


mediante a ação da luz sobre o couro branco
impregnado de nitrato de prata. Mas ele não
conseguiu "fixar" as imagens, isto é, eliminar o
nitrato de prata que não havia sido transformado
em prata metálica, pois apesar de bem lavadas e
envernizadas, elas se escureciam totalmente
quando expostas a luz.
Em 1777, o químico Karl Wilhelm Scheele
descobre que o amoníaco atua satisfatoriamente
como fixador
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Nicéphore Nièpce

1826: O físico francês Joseph Nicéphore


Niépce (1765-1833) produz a primeira
imagem fotográfica.
Ele colocou uma placa sensibilizada com
betume da judéia dentro de uma câmara
escura com orifício para exposição à luz.
Processo levou na época, oito horas
(podendo ultrapassar 12 horas de exposição)
por causa de um ISO muito baixo, conseguiu
uma imagem do quintal de sua casa.
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Nicéphore Nièpce

A primeira fotografia conhecida data possivelmente de 1826,


realizada por Nicéphore Niepce.
(imagem sem retoque)
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Nicéphore Nièpce

Mesma foto, só que retocada em 1950.


Joseph Nicéphore Niépce

Inventor francês.
Em 1813, Nicéphore dedicava-se com grande
entusiasmo à litografia.
Durante os anos de 1814 e 1815, começou a
estudar a possibilidade de registrar a imagem
luminosa sobre a pedra litográfica.
Ele chamava o processo de heliografia e
demorava oito horas para gravar uma imagem.
As primeiras heliografias datam de 1816.
Joseph Nicéphore Niépce

Durante muitos anos considerou-se como


primeira fotografia conhecida a de uma
natureza morta que se datava de 1822.
Esta peça única foi emprestada para uma exposição e
não voltou a aparecer.
1839 – Louis-Jacques Mandé Daguerre (1787 – 1851)

Aprimora a Fotografia e a divulgada para


o mundo.
Pintor, decorador e, sobretudo, era famoso por
seu Diorama, onde aplicava seus
conhecimentos de perspectiva e jogos de luz.
Associação Niepce-Daguerre, 1929.
1937, Daguerre introduz novas modificações na
sociedade, com o consentimento do filho de
Niépce. Daí para adiante, só figurará o nome
de Daguerre e o processo denomina-se
Daguerreótipo.
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Louis Daguerre

Daguerre continuou as experiências de Nièpce e


as aperfeiçoou, mas não sem grandes dificuldades.
Primeiro, utilizou como base chapas metálicas de
prata ou cobre, que já haviam sido testadas por
Nièpce com bons resultados.
Utilizando placas de cobre cobertas com sais de
prata para captar imagens, que podem se tornar
visíveis ao serem expostas ao vapor de mercúrio.
Isso o leva a inventar, em 1839, o Daguerreótipo,
câmera que produz imagens com 30 minutos de
exposição, possibilitando a produção de
fotografias em menor tempo.
Entretanto, estas imagens de cobre eram únicas,
impossibilitando a impressão de cópias.
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Louis Daguerre

Daguerreótipo Placa de prata revestida


com iodeto de prata sobre
uma chapa de vidro no
interior de uma caixa que
era exposta à luz por 10
minutos ou mais
CHAPA ÚNICA– Daguerreótipo
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Louis Daguerre

Daguerre, Composição, 1837. Trata-se de um dos primeiros


daguerreótipos.
Daguerreótipos

Autor não identificado. Roma. Templo de Saturno no Foro


Romano, 1845
Daguerreótipos.
Daguerreótipos.
Daguerreótipos.
La Jeune Martyre (1855), Paul Delaroche.

Em 1839, Paul Delaroche após tomar conhecimento da nova


invenção, o daguerreótipo, saiu pelas ruas de Paris gritando:
A partir de hoje a pintura está morta .
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Negativo

1839-1840: O físico britânico


William Henry Fox Talbot cria
uma base de papel emulsionada William Henry Fox Talbot
com sais de prata que registra
uma imagem em negativo.
A partir dela era possível
produzir cópias positivas.
Esse processo, chamado de
Calótipo e patenteado em 1841,
é mais barato do que o de
Daguerre, tornando a fotografia
mais acessível e mais presente na
vida das pessoas.
1841 - Fox Talbot – Talbotipia ou Calotipia (negativo/positivo).
Estúdio de Fox Talbot em Reading, 1845.
Talbotipia ou Calotipia
Talbotipia ou Calotipia
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Colódio úmido, chapas de vidro

1851: O escultor britânico Frederick Scott Archer


desenvolve o processo chamado de colódio úmido,
negativo feito sob placas de vidro sensibilizadas com
uma solução de nitro celulose com álcool e éter.
O fotógrafo precisa sensibilizar a placa imediatamente
antes da exposição e revelar a imagem em seguida.
Esse processo é 20 vezes mais rápido que os
anteriores e os negativos apresentam uma riqueza de
detalhes semelhante à do daguerreótipo, com a
vantagem de permitir a produção de várias cópias.

Os primeiros negativos eram de papel fotográfico,


produzidos pelo próprio fotógrafo. Em seguida, foram
substituídos por chapas de vidro, melhorando a
definição da imagem.
REVELAÇÃO EM PLACA ÚMIDA

ROGER SASSAKI

Elabora trabalho utilizando os processos de placa


úmida, forma como era feita a fotografia no séc 19 https://youtu.be/psOZKvq1P5I
etapas nucleares da complexa relação da fotografia com a sociedade do século XIX.

1839 – 1850: Quando o interesse pela


fotografia se restringe a um pequeno número
de amadores, provenientes das classes
abastadas, que podem pagar os altos preços
cobrados pelos artistas fotógrafos .
1839 – 1850: artistas fotógrafos
1854 - Cartão de visita fotográfico

1854 - Corresponde à descoberta do Cartão de


visita fotográfico por Disdéri, que coloca a
fotografia ao alcance de muitos e lhe confere uma
verdadeira dimensão industrial, quer pelo
barateamento do produto, quer pela vulgarização dos
ícones fotográficos em vários sentidos.
Cartão de visita fotográfico
Cartão de visita fotográfico

Usa artifícios teatrais que definem o status do cliente;


Funde o realismo essencial da fotografia e a
idealização intelectual do modelo;
Não hesita em embelezar o cliente, aplicando a
técnica do retoque;
O agradável , ameaçado pela exatidão da fotografia,
torna-se o grande trunfo do fotógrafo industrial;
Fornece à sua clientela sua imagem num espelho
complacente .
Transformada em instrumento de propaganda - reportagens militares.

A câmera fotográfica é o olho da história ,


Mathew Brady.
Documentação da Guerra da Criméia
realizada por Roger Fenton em 1855.
Embora suas cartas retratem os horrores do
conflito, suas imagens são estáticas e tranquilas
– dão conta de uma guerra limpa, incruenta.
Na realidade, o trabalho documentário de
Fenton sofre limitações técnicas pelas
pesadas chapas de colódio úmido e pela
câmera de tripé.

.
Transformada em instrumento de propaganda - reportagens militares.

.
Transformada em instrumento de propaganda - reportagens militares.

.
Transformada em instrumento de propaganda - reportagens militares.

.
1880 -MASSIFICAÇÃO

1880: Início da massificação, quando a fotografia se


torna um fenômeno predominantemente comercial,
sem deixar de lado sua pretensão a ser considerada
arte.

o uso do retoque e da coloração torna-se uma


prática cada vez mais corrente. A intervenção
artesanal, manual, torna-se o toque distintivo do
fotógrafo profissional
1880 -MASSIFICAÇÃO

Gradualmente, a fotografia tomou o lugar daquilo que


fora anteriormente uma das principais funções da
arte – registrar com precisão a informação
visual.
A feitura de retratos foi um campo onde a fotografia
teve aplicação imediata.
- Projeção social similar à pintura, rapidez e
preços mais acessíveis
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Carte-de-Visite
Em 1854, André Disderi patenteou um sistema para tirar diversos
retratos em uma única chapa. A carte-de-visite (nome dado ao
formato de apresentação fotográfica), já um excelente negócio,
transformou-se em uma mania a partir de 1859.
PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Carte-de-Visite

Disderi – cartões de visita para o balet Pierre de Médicis , 1876


PRIMEIROS EXPERIMENTOS – Zoopraxiscópio

1878: O inglês Edward Muybridge, fotógrafo inglês


reproduz em fotografia o movimento de um cavalo
galopando.
Conhecido por seus experimentos com o uso de
múltiplas câmeras para captar o movimento, além de
inventor do zoopraxiscópio – um disco circular com
uma sequência de imagens que quando girava dava a
impressão de movimento.
Este sistema acabou por se tornar um percursor no
desenvolvimento da película de filme
MUYBRIDGE - ZOOPRÁXISCÓPIO

O Primeiro exemplo de fotografia em


série resultou de uma aposta entre o
magnata das ferrovias Leland Stanford e
seu amigo Frederick MacCrellish.
Stanford encarregou Eadweard
Muybridge de provar que o cavalo, em
algum momento do galope, mantinha as
quatro patas no ar.
Muybridge utilizou doze câmaras
providas de obturadores
eletromagnéticos, além de um circuito
elétrico para disparo. O trabalho
desenvolvido por Muybridge preparou o
Eadward Muybridge, 1877 - Zoopraxiscópio terreno para o advento dos filmes
cinematográficos.
MUYBRIDGE - ZOOPRÁXISCÓPIO

O Primeiro exemplo de fotografia em


série resultou de uma aposta entre o
magnata das ferrovias Leland Stanford e
seu amigo Frederick MacCrellish.
Stanford encarregou Eadweard
Muybridge de provar que o cavalo, em
algum momento do galope, mantinha as
quatro patas no ar.
Muybridge utilizou doze câmaras
providas de obturadores
eletromagnéticos, além de um circuito
elétrico para disparo. O trabalho
desenvolvido por Muybridge preparou o
Eadward Muybridge, 1877 - Zoopraxiscópio terreno para o advento dos filmes
cinematográficos.
Fotografia Colorida

James C. Maxwell (1831-1879), fotografou fitas coloridas


através de filtros vermelhos, verde e azul. A partir dos
negativos, produziu três transparências positivas em preto
e branco; projetou-as sobre uma tela, simultaneamente, por
meio de três lanternas, cada uma delas com luz
correspondente à cor do filtro usado no negativo. A
imagem reproduzia as fitas coloridas.
Fotografia Colorida

Ducas du Haron, em 1869, expôs os métodos básicos da foto


colorida: o aditivo e o subtrativo.
Nos métodos subtrativos, três negativos são feitos
separadamente com luzes vermelha, verde e azul. Em seguida,
produzem-se positivos com as cores complementares às
usadas para elaborar o negativo, e os três são copiados
simultaneamente sobre o papel branco ou outro filme. O
negativo feito com luz vermelha é copiado em azul-esverdeado
(ciano), o de luz azul é copiado em amarelo e o de luz verde
em magenta.

Foto colorida tirada utilizando método subtrativo desenvolvido por Ducas Du Hauron
POPULARIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA

1888: O norte-americano George Eastman desenvolve a


primeira câmera portátil, Kodak n.1 vendida com um filme
em rolo de papel suficiente para tirar 100 fotografias - 25
dólares. Terminado o rolo o cliente envia a câmera inteira para
a empresa Eastman, que providencia a revelação do filme e
obtêm as cópias em papel, devolvendo o equipamento com um
novo rolo de filme. O lema da Eastman é “Você aperta o botão,
nós fazemos o resto”. A simplicidade da câmera Kodak é
responsável pela popularização da fotografia amadora. Utilizava
marketing direto e objetivo.
1889: George Eastman substitui o filme de papel por um de
plástico transparente à base de celulose.
George Eastman
GEORGE EASTMAN -KODAK
GEORGE EASTMAN -KODAK
O homem agora já podia eternizar os momentos através da Fotografia e
também conseguia realizar cópias das mesmas.
A linguagem fotográfica começaria a ganhar espaço no mundo das artes,
da informação e da publicidade.
De agora em diante, a Fotografia não seria mais apenas um experimento
científico, mas sim umas das mais poderosas formas de Expressão
PROCESSO DE REVELAÇÃO DO FILME FOTOGRÁFICO

https://youtu.be/HfGC_6NQ_TY
Algumas datas

- 1914 - Kodak lança a primeira câmera fotográfica pequena e portátil.


- 1935 – Kodak lança o primeiro cromo colorido
- 1981 – Primeira máquina fotográfica digital do mercado
POPULARIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA

1915: Os processos de impressão dos


jornais diários evoluem e começam a utilizar
a fotografia com mais frequência para ilustrar
as reportagens, em substituição ao desenho.
A presença de fotos na imprensa firma-se
com os jornais Daily Mirror, de Londres
(Reino Unido), e Ilustrated Daily News, de
Nova York (EUA).

Daily Mirror, 1915 (Londres)


POPULARIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA
FOTOGRAFIA COMO FORMA DE EXPRESSÃO

1919-1938: Terminada a Primeira Guerra Mundial, a


fotografia liga-se a movimentos artísticos de
vanguarda, como o cubismo e o surrealismo.
Fotógrafos como o norte-americano Man Ray
trabalharam em estreita ligação com pintores e
outros artistas.
As técnicas de fotomontagem (manipulação de
negativos) e fotograma (imagem direta sobre o
papel fotográfico, sem o uso do negativo e da
câmera) são amplamente usadas. Além de outros
experimentos artísticos envolvendo Luz e Sombras.
FORMA DE EXPRESSÃO – Man Ray

Daily Mirror, 1915 (Londres)


PROFISSIONALIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA – Fotojornalismo

1925: A empresa alemã Leitz começa a


comercializar a primeira câmera
fotográfica 35 mm, a Leica, inventada pelo
engenheiro Oskar Barnack.
Ela dá um grande impulso para o
fotojornalismo por ser silenciosa, rápida,
portátil e por ter disponíveis diversos
tipos de lentes e acessórios.
PROFISSIONALIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA – Publicidade

1929: As fotografias começam a


ocupar grande espaço na
publicidade, considerada um dos
principais processos de criação
artística nesse período.
Vários profissionais importantes
na época, como Cecil Beaton,
Man Ray, Moholy-Nagy e Edward
Steichen, fazem fotografias
publicitárias paralelamente aos
trabalhos de fotografia autoral.
PROFISSIONALIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA

CARTIER-BRESSON

1932: O francês Henri Cartier-Bresson começa sua carreira como


fotojornalista, desenvolvendo um estilo definido por ele como a busca
pelo “momento decisivo”, isto é, pelo instante fugaz em que uma imagem
se forma completamente em frente à câmera.
Por isso, não realiza nenhum tipo de retoque ou manipulação das imagens.
Cartier-Bresson torna-se o mais influente fotojornalista de sua época.
A fotografia mais divulgada de Cartier-Bresson é a do pulo, feita em Paris,
1932.
O salto do personagem e o salto inverso do cartaz de circo, logo ao
fundo, demonstram a genialidade de Bresson ao capturar o rápido
momento ao mesmo tempo em que se constrói uma narrativa para o
trabalho.
PROFISSIONALIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA
REVISTA LIFE

1936: O norte-americano Henry Luce funda a revista Life nos


Estados Unidos (EUA), com o objetivo de substituir a fotografia
acidental, improvisada, por uma edição de fotografia planejada.
Os fotógrafos a serviço da revista, um marco da fotorreportagem
mundial, são pautados para cada matéria e encorajados a produzir
uma grande quantidade de imagens para dar mais opções de
escolha aos editores.
Vários dos principais nomes do fotojornalismo mundial
trabalharam para a Life, entre eles Robert Capa, que fez a
cobertura de guerras em todo o mundo durante vinte anos, até
morrer no indochina ( Vietnã) ao pisar em uma mina terrestre.
Entre suas fotos mais famosas estão Morte de um Soldado Legalista
(soldado sendo alvejado na Guerra Civil Espanhola, entre 1936-
1939), e a série de imagens feitas durante o desembarque das
tropas aliadas na Normandia, em 1944, durante a II Guerra Mundial.
EVOLUÇÃO DO PROCESSO FOTOGRÁFICO
KODACOLOR – foto em cores

1942: A Kodak introduz o filme


Kodacolor, negativo colorido que
permite a confecção de cópias em
cores.
Em 20 anos, o Kodacolor torna-se o
filme mais popular entre os fotógrafos
amadores.
A empresa alemã Agfa, que havia
desenvolvido o processo negativo-
positivo colorido Agfacolor em 1936,
começa a comercializá-lo apenas em
1949, devido à eclosão da II Guerra
Mundial.
EVOLUÇÃO DO PROCESSO FOTOGRÁFICO
PRIMEIRA CÂMERA DIGITAL

1975: Steve Sasson em seu laboratório na Eastman Kodak Company,


reunindo dispositivos analógicos e digitais juntamente com uma lente
de câmera Super 8, cria o que se considera hoje a primeira câmera
digital do mundo.
Este equipamento era pesado e desajeitado. Gravava as imagens em
uma fita cassete e usava um revolucionário sensor chamado CCD e
levava 23 segundos para formar uma imagem com resolução de 100
linhas em preto e branco.
Como a câmera não possuía LCD, era necessário colocar a fita
cassete em um reprodutor portátil ligado a um computador que
exibia a imagem em uma tela de TV.
A proeza foi mostrada para executivos da Kodak em 1976 com o
nome de “Fotografia sem Filme”.
A possibilidade de se fazer fotografia sem filme não animou os
executivos da maior fabricante de filmes, papéis e produtos químicos
para fotografia.
EVOLUÇÃO DO PROCESSO FOTOGRÁFICO – Anos 1990-2000
1991 a 2000: Aparecimentos de diversos modelos avançados de câmeras digitais: SinarScitex – PhaseOne –
Dicomed – Kodak/Nikon, Canon, Epson, etc.

Década de 90: Intensifica-se o uso das câmeras digitais, principalmente no fotojornalismo e na publicidade.
Nessas câmeras, o filme é substituído por um disco ou cartão de memória no qual as imagens são
armazenadas digitalmente. Elas podem assim ser transmitidas por meio de linha telefônica para um
computador em qualquer lugar do mundo de forma extremamente rápida, já que o processo digital elimina a
necessidade de revelação fotoquímica e ampliação.

Década de 2000: As câmeras digitais tornam-se muito presentes na vida das pessoas, as antigas câmeras
analógicas (filme) foram dando espaço para a nova tecnologia digital.

2002: Canon lança a primeira câmera full frame (sensor 35mm), a EOS-1Ds.

2009: O filme Kodachrome, o melhor filme da fotografia analógica utilizado na Fotografia e no Cinema. Deixa
de ser fabricado pela Kodak Eastman Co.
EVOLUÇÃO DO PROCESSO FOTOGRÁFICO






FILMES X SENSORES FOTOGRÁFICOS
EVOLUÇÃO DO PROCESSO FOTOGRÁFICO

FALÊNCIA DA KODAK
2011 – Em dezembro de 2011, as ações da Kodak na Bolsa
de Nova York caem para o patamar de US$ 0,40.
O valor mínimo de cada ação para o pregão é de US$ 1,00.
Em janeiro de 2012, a Kodak pede concordata com
rumores que deverá quebrar até meados de 2012.
O império de seu fundador George Eastman, que apesar de
ter inventado a primeira câmera digital em 1975, não
acreditou que a corrida pela fotografia digital seria rápida e
que dizimaria aqueles que não estivessem tecnologicamente
atualizados.
Ao longo dos anos, a Kodak não investiu na fotografia
digital como os seus concorrentes o fizeram, acreditando
que as vendas com filmes, papéis fotográficos e produtos
químicos para a fotografia continuariam sendo o seu carro-
chefe, infelizmente a história provou o contrário
TEÓRICOS DE FOTOGRAFIA

WALTER BENJAMIN

No seu mais famoso ensaio, ele analisa como as mudanças


operadas pela modernidade com o advento da fotografia e do
cinema (e as transformações trazidas pelas respectivas
técnicas) mexem com o status da obra de arte, retirando-lhe
a “aura”, característica que a torna única, experiência da
contemplação “aqui e agora”. Com Benjamin, a arte passa a
ser pensada de modo diverso: a reprodução deixa de ser
tratada como uma mera cópia e passa a ser pensada como a
própria obra.
TEÓRICOS DE FOTOGRAFIA

ROLAND BARTHES

Em seu último livro, Roland Barthes explora a


diferença entre os processos de reprodução da
imagem na câmara clara e na câmara escura (a
fotografia). Na primeira, a imagem é copiada pela
mão do homem, enquanto, na segunda, ela é
reproduzida mecanicamente sem a interferência
humana. Barthes procura aqui mostrar que sem
a intervenção pessoal e subjetiva do observador
a fotografia ficaria limitada ao registro
documental.
TEÓRICOS DE FOTOGRAFIA

BORIS KOSSOY

A fotografia é um resíduo do passado, fonte histórica


aberta a interpretações. Esse é o mote da análise
interdisciplinar que Kossoy faz do processo de
representação nos documentos visuais. Fotografia &
História traz princípios de investigação e uma
metodologia de análise crítica das fontes fotográficas, a
partir de uma abordagem sociocultural. A obra, em
edição revista e ampliada, é pioneira no país. Tornou-se
referência importante para historiadores, cientistas
sociais e estudiosos da comunicação.
TEÓRICOS DE FOTOGRAFIA

VILÉM FLUSSER

Imagens são mediações entre homem e mundo. O


homem “existe”, isto é, o mundo não lhe é acessível
imediatamente. Imagens têm o propósito de lhe
representar o mundo. Mas, ao fazê-lo, entrepõem-se
entre mundo e homem. Seu propósito é serem mapas
do mundo, mas passam a ser biombos. O homem, ao
invés de se servir das imagens em função do mundo,
passa a viver em função de imagens. Não mais decifra as
cenas da imagem como significados do mundo, mas o
próprio mundo vai sendo vivenciado como conjunto de
cenas.Tal inversão da função das imagens é idolatria.
BIBLIOGRAFIA REFERENCIAL

BARTHES, Roland. A câmara clara. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1984.

CESAR, Newton. PIOVAN, Marco. Making Of: revelações sobre o dia a dia da fotografia. São Paulo: Editora
Futura, 2003.

KEENE, Martin. Fotojornalismo: guia profissional. Portugal – Lisboa: Editora Dinalivro, 2002.

KOSSOY, Boris. Fotografia e história. São Paulo: Editora Ática, 1989.

SOUSA, Jorge Pedro. Fotojornalismo: introdução à história, às técnicas e à linguagem da fotografia na


imprensa. Santa Catarina: Editora Letras Contemporâneas, 2004.

SOUSA, Jorge Pedro. Uma história crítica do fotojornalismo. Santa Catarina: Editora Letras Contemporâneas,
2004.

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