REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PROVÍNCIAL DA EDUCAÇÃO/ SAÚDE
INSTITUTO TÉCNICO E PRIVADO DE SAÚDE BENDIZER
TRABALHO DE CONCLUSÃO DO ESTÁGIO
CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTE PÓS-OPERADO POR
OCLUSÃO INTESTINAL MECÂNICA
AUTORES: ESTUDANTES DA 13ªCLASSE
CURSO: ENFERMAGEM
GRUPO: 4
LUANDA, 2024
CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTE PÓS-OPERADO POR OCLUSÃO
INTESTINAL MECÂNICA
Trabalho Apresentado ao Hospital do Prenda
Como um dos Requisitos Para a Conclusão do
Estágio na área da cirurgia
Lista dos Integrantes
1. Gaspar Domingos.
2. Gelson Bento.
3. Gilson Tandala.
4. Gizela Do Nascimento.
5. Helena Fernando.
6. Honória Eduardo.
7. Inâcia Da Costa.
8. Inês Francisco.
9. Isabel Nhanga.
10. Jacimara Caiombe.
11. Jaíme Matos.
12. Lemos Laurindo
O Supervisor
________________________
Martinho Ngonga
FOLHA DE APROVAÇÂO
CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTE PÓS-OPERADO POR OCLUSÃO
INTESTINAL MECÂNICA
Aprovado aos _______/ ________/2024
Trabalho Apresentado ao Hospital do Prenda
Como um dos Requisitos Para a Conclusão do
Estágio na área da cirurgia
Banca Examinadora
PRESIDENTE:_______________________ Assinatura_____________________
1ªVOGAL:___________________________ Assinatura_____________________
2ªVOGAL:___________________________ Assinatura_____________________
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 5
1.1 Objectivos ............................................................................................................................ 6
1.1.1 Objectivo Geral ................................................................................................................. 6
1.1.2 Objectivos Específicos ...................................................................................................... 6
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................................... 7
2.1 Conceito de Oclusão Intestinal Mecânica ........................................................................... 7
2.2 Fisiopatologia da Oclusão Intestinal mecânica ................................................................... 7
2.3 Abordagens Cirúrgicas e Indicações Clínicas ..................................................................... 7
2.4 Complicações comuns no pós-operatório ............................................................................ 8
2.5 Cuidados de Enfermagem no Pós-Operatório ..................................................................... 9
2.5.1 Monitoramento de sinais vitais e estado geral .................................................................. 9
2.5.2 Controle da dor e administração de medicamentos........................................................... 9
2.5.3 Manutenção de tubos e drenos .......................................................................................... 9
2.5.4 Prevenção de complicações pós-operatórias (infecção, trombose, etc.) ......................... 10
2.6 Plano de Cuidados Individualizado ................................................................................... 10
2.6.1 Avaliação inicial do paciente .......................................................................................... 10
2.6.2 Diagnósticos de enfermagem relacionados ..................................................................... 10
2.6.3 Intervenções prioritárias .................................................................................................. 11
2.7 Educação ao Paciente e Família ........................................................................................ 11
2.7.1 Orientações sobre cuidados domiciliares ........................................................................ 11
2.7.2 Reconhecimento de sinais de complicações ................................................................... 12
2.7.3 Importância do acompanhamento médico regular .......................................................... 12
2.8 Impacto dos cuidados de enfermagem na recuperação do paciente .................................. 12
2.9 Desafios no manejo pós-operatório ................................................................................... 13
3 CONCLUSÃO ..................................................................................................................... 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 15
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1 INTRODUÇÃO
A oclusão intestinal é uma condição médica conhecida desde a antiguidade, as
descrições de sintomas compatíveis com obstrução intestinal já foram mencionadas em textos
médicos egípcios e gregos antigos. Com o passar dos séculos, o conhecimento sobre as causas
e tratamentos dessa condição evoluiu significativamente.
Durante o século XIX, avanços cirúrgicos permitiram a realização das primeiras
intervenções para tratar obstruções intestinais mecânicas, marcando um grande progresso na
medicina.
A oclusão intestinal mecânica é definida como uma interrupção física no trânsito do
conteúdo intestinal, resultante de um bloqueio estrutural que impede a passagem normal de
alimentos, líquidos e gases pelo trato gastrointestinal. Essa condição pode afetar tanto o
intestino delgado quanto o grosso, sendo mais comum no primeiro devido ao seu lúmen mais
estreito. As causas incluem aderências pós-cirúrgicas, hérnias, tumores e outras lesões que
comprimem ou obstruem o lúmen intestinal.
A importância dos cuidados de enfermagem no pós-operatório de pacientes
submetidos a cirurgias por oclusão intestinal mecânica é fundamental para promover uma
recuperação adequada e prevenir complicações.
Os enfermeiros desempenham um papel crucial no monitoramento dos sinais vitais,
controle da dor, manutenção de sondas e drenos, prevenção de infecções e orientação ao
paciente e familiares sobre os cuidados necessários. Uma assistência de enfermagem eficaz
contribui significativamente para a detecção precoce de problemas, permitindo intervenções
rápidas que favorecem a recuperação do paciente.
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1.1 Objectivos
1.1.1 Objectivo Geral
Compreender os cuidados de enfermagem a paciente pós-operado por oclusão
intestinal mecânica
1.1.2 Objectivos Específicos
Identificar as principais complicações que podem surgir em pacientes pós-operados
por oclusão intestinal mecânica.
Descrever os cuidados de enfermagem necessários para prevenir complicações no pós-
operatório.
Analisar o papel da enfermagem no monitoramento de sinais vitais e estado geral do
paciente.
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Conceito de Oclusão Intestinal Mecânica
Oclusão intestinal mecânica é a interrupção parcial ou completa do trânsito de alimentos,
líquidos e gases no trato gastrointestinal, causada por barreiras físicas no intestino.
2.2 Fisiopatologia da Oclusão Intestinal mecânica
A fisiopatologia da oclusão intestinal envolve alterações no trânsito normal do
conteúdo intestinal devido a uma obstrução mecânica, levando a uma série de eventos locais e
sistêmicos. Inicialmente, a obstrução impede a passagem de alimentos, líquidos e gases,
resultando em distensão intestinal acima do local da oclusão. Essa distensão aumenta a
pressão intraluminal, comprometendo o fluxo sanguíneo e favorecendo a proliferação
bacteriana no intestino.
Com o agravamento, ocorre um desequilíbrio hidroeletrolítico, devido à perda de
fluidos no lúmen intestinal e ao vômito, levando à desidratação e hipovolemia. Além disso, a
isquemia intestinal pode desenvolver-se quando a pressão supera o fluxo sanguíneo local,
resultando em necrose do tecido, perfuração e peritonite, aumentando o risco de sepse e
falência de múltiplos órgãos.
2.3 Abordagens Cirúrgicas e Indicações Clínicas
As abordagens cirúrgicas para a oclusão intestinal mecânica são indicadas em casos
onde a obstrução não pode ser resolvida por métodos conservadores ou apresenta risco de
complicações graves, como isquemia, necrose ou perfuração intestinal. A escolha do
procedimento depende da causa e da localização da obstrução.
Entre as técnicas cirúrgicas mais comuns para o tratamento de condições relacionadas
ao trato gastrointestinal,temos :a enterólise, ressecção intestinal, hernioplastia e Colostomia
ou ileostomia.
A enterólise se destaca na remoção de aderências intestinais que podem causar
obstrução do trânsito, sendo fundamental em casos de aderências pós-cirúrgicas.
A ressecção intestinal com anastomose é indicada em situações de necrose ou tumores,
envolvendo a remoção do segmento afetado e a reconexão das extremidades saudáveis,
garantindo a continuidade do fluxo intestinal.
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A hernioplastia é utilizada para corrigir obstruções causadas por hérnias encarceradas,
promovendo a reparação da parede abdominal e a recuperação do trânsito intestinal. Em casos
mais graves, a colostomia ou a ileostomia podem ser necessárias, promovendo a desviação
temporária ou permanente do fluxo intestinal, de forma a proteger o trato digestivo
comprometido.
As indicações clínicas para cirurgia incluem dor abdominal severa persistente, vômitos
incontroláveis, ausência de melhora com tratamentos conservadores e sinais de complicações,
como febre, taquicardia ou evidências de isquemia em exames de imagem. A intervenção
precoce é crucial para reduzir a mortalidade e melhorar os resultados clínicos.
2.4 Complicações comuns no pós-operatório
As complicações pós-operatórias podem variar de acordo com o tipo de intervenção
realizada, mas algumas são mais comuns e podem comprometer a recuperação do paciente.
Infecções, como de ferida ou sistêmicas, são uma complicação frequente e podem aumentar o
risco de outras complicações, como abscessos e sepse.
Os sangramentos também são comuns, podendo ser internos ou externos, e podem
levar à necessidade de reintervenções. A formação de aderências intestinais, que ocorre
quando tecidos cicatrizam e formam conexões anormais, é outra complicação comum,
podendo causar obstruções intestinais e comprometendo o trânsito intestinal. Além disso,
hérnias podem surgir em locais de incisão ou ao redor da área operada, afetando o
funcionamento normal do sistema digestivo.
Outro grupo de complicações são as relacionadas à função intestinal. Obstruções
intestinais, como a obstrução mecânica, podem surgir devido a fatores como a presença de
cicatrizes ou aderências. Estenoses e estomas também podem surgir em casos de intervenções
mais complexas, como a realização de colostomias ou ileostomias, que são utilizadas em
situações de necessidade extrema para garantir a desviação do trânsito intestinal. A dor
persistente e o desconforto na área da cirurgia também são comuns, podendo prolongar a
recuperação e afetar a qualidade de vida do paciente.
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2.5 Cuidados de Enfermagem no Pós-Operatório
Cuidados de Enfermagem no Pós-Operatório envolvem várias práticas essenciais para
garantir a recuperação segura e eficiente dos pacientes. tais como: Monitoramento de sinais
vitais e estado geral, . controle da dor e administração de medicamentos, manutenção de tubos
e drenos, promoção da mobilização precoce e prevenção de complicações pós-operatórias.
2.5.1 Monitoramento de sinais vitais e estado geral
O monitoramento constante dos sinais vitais, como temperatura, pressão arterial,
frequência cardíaca e respiratória, é essencial para identificar precocemente alterações que
podem indicar complicações, como infecções, distúrbios do sistema cardiovascular, ou
alterações no trânsito intestinal. A detecção precoce dessas anomalias permite uma
intervenção mais ágil e eficaz, evitando o agravamento dos problemas e garantindo uma
recuperação mais segura. Além disso, o controle contínuo desses parâmetros contribui para a
avaliação do estado geral do paciente, ajudando a ajustar o tratamento e a garantir melhores
resultados pós-operatórios.
2.5.2 Controle da dor e administração de medicamentos
O controle da dor é fundamental para garantir o conforto do paciente e facilitar a
mobilização, minimizando o risco de complicações como trombose venosa profunda e
distúrbios do trânsito intestinal. A administração adequada de medicamentos analgésicos e
anti-inflamatórios, conforme prescrição médica, contribui significativamente para uma
recuperação mais tranquila e eficaz. Além disso, o uso controlado desses medicamentos ajuda
a reduzir o desconforto, permitindo que o paciente se movimente de maneira precoce e
segura, favorecendo a cicatrização e prevenindo complicações pós-operatórias.
2.5.3 Manutenção de tubos e drenos
A manutenção adequada de tubos e drenos, como cateteres e drenos de aspiração, é
fundamental para prevenir infecções e o acúmulo de líquidos, contribuindo para uma
recuperação mais eficiente. A monitoração constante desses dispositivos permite identificar e
tratar possíveis complicações precocemente, garantindo o adequado desvio do fluxo e a
drenagem eficiente de fluidos, o que reduz o risco de infecções e distúrbios relacionados ao
sistema gastrointestinal. Além disso, a correta manipulação e higiene dos drenos são
essenciais para garantir a segurança do paciente e promover a cicatrização.Promoção da
mobilização precoce: Incentivar a mobilização precoce é fundamental para prevenir
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complicações como trombose venosa profunda e facilitar o retorno da função intestinal e da
respiração.
2.5.4 Prevenção de complicações pós-operatórias (infecção, trombose, etc.)
A aplicação de medidas preventivas, como o uso de anticoagulantes profiláticos, a
monitorização da glicemia e o controle rigoroso da higiene, é essencial para reduzir o risco de
complicações pós-operatórias, como infecções e trombose. Essas ações ajudam a manter o
paciente estável, promovendo uma recuperação mais segura e minimizando os fatores de
risco. Além disso, a educação ao paciente e a implementação de protocolos de cuidado
contribuem para a adesão a essas medidas, melhorando os resultados no pós-operatório e
garantindo uma recuperação mais eficiente.
2.6 Plano de Cuidados Individualizado
Plano de Cuidados Individualizado é uma abordagem essencial no pós-operatório,
visando atender as necessidades específicas de cada paciente, com foco na prevenção de
complicações e na promoção da recuperação eficaz. Este plano inclui a avaliação inicial, a
identificação de diagnósticos de enfermagem relacionados e intervenções prioritárias,
orientadas para a manutenção da saúde e bem-estar do paciente.
2.6.1 Avaliação inicial do paciente
A avaliação inicial do paciente envolve a coleta de dados detalhados sobre o histórico
clínico, condições preexistentes, exames laboratoriais e sinais vitais. A identificação de
fatores de risco, como infecções, distúrbios metabólicos e complicações gastrointestinais, é
essencial para prever possíveis complicações pós-operatórias, como infecções, trombose
venosa profunda e obstruções intestinais. Além disso, a avaliação permite a detecção precoce
de alterações que podem influenciar a recuperação, como a presença de comorbidades, o
estado nutricional e a função orgânica do paciente, garantindo cuidados personalizados e
intervenções adequadas para promover uma recuperação mais segura e eficiente.
2.6.2 Diagnósticos de enfermagem relacionados
Com base na avaliação inicial, os diagnósticos de enfermagem são estabelecidos,
incluindo risco de infecção, dor aguda, comprometimento da mobilidade, distúrbios no
controle da dor, risco de trombose venosa profunda e problemas relacionados ao trânsito
intestinal. Esses diagnósticos são essenciais para direcionar intervenções específicas, como o
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uso de medicamentos profiláticos, medidas de controle da dor, e a promoção de mobilização
precoce para prevenir complicações e garantir uma recuperação mais segura. Além disso, a
identificação desses diagnósticos permite o desenvolvimento de estratégias personalizadas,
visando reduzir riscos e melhorar o prognóstico do paciente.
2.6.3 Intervenções prioritárias
As intervenções prioritárias incluem o monitoramento contínuo dos sinais vitais, a
administração de medicamentos analgésicos e anticoagulantes, a manutenção adequada de
tubos e drenos, além da promoção da mobilização precoce. Essas medidas são essenciais para
a prevenção de complicações como infecções, tromboses venosas profundas e distúrbios no
trânsito intestinal, que podem comprometer a recuperação do paciente.
O controle eficaz da dor, a minimização da formação de coágulos e a preservação da
função intestinal garantem uma recuperação mais tranquila e segura. Além disso, a
mobilização precoce ajuda a reduzir o risco de complicações respiratórias e circulatórias,
promovendo a retomada das atividades normais e melhorando a qualidade de vida pós-
operatória. Assim, a implementação dessas intervenções contribui para resultados mais
favoráveis e um retorno mais ágil às atividades diárias do paciente.
2.7 Educação ao Paciente e Família
Educação ao Paciente e Família é uma parte essencial no plano de cuidados pós-
operatórios, visando promover a recuperação segura e a adesão aos cuidados domiciliares.
2.7.1 Orientações sobre cuidados domiciliares
É fundamental fornecer orientações claras e detalhadas sobre como o paciente e a
família devem gerenciar a ferida cirúrgica, a manutenção de drenos, o uso adequado dos
medicamentos e a importância da higiene pessoal. Instruções sobre a mobilização precoce, a
alimentação balanceada e a hidratação adequada também são cruciais para promover a
recuperação e prevenir infecções, complicações como o acúmulo de líquidos e distúrbios no
trânsito intestinal. Além disso, garantir que o paciente compreenda a necessidade de evitar
esforços físicos excessivos e respeitar os períodos de repouso contribui para a redução do
risco de complicações e melhora a qualidade da recuperação em casa.
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2.7.2 Reconhecimento de sinais de complicações
Reconhecimento de sinais de complicações: Ensinar o paciente e a família a identificar
sinais de infecção, febre persistente, dor intensa, inchaço, e alterações no trânsito intestinal é
essencial para a detecção precoce de complicações pós-operatórias. A orientação sobre esses
sintomas pode evitar o agravamento de problemas e incentivar o pronto atendimento médico,
reduzindo o risco de complicações mais graves, como infecções generalizadas ou obstruções
intestinais. Além disso, a capacitação sobre o reconhecimento precoce de sinais de alerta
permite que o paciente e a família busquem assistência médica de forma imediata,
promovendo melhores resultados na recuperação.
2.7.3 Importância do acompanhamento médico regular
É necessário informar o paciente e sua família sobre a necessidade de consultas
regulares pós-operatórias é fundamental para monitorar a evolução da recuperação e detectar
possíveis complicações precocemente. O acompanhamento médico regular permite ajustar as
intervenções conforme necessário, garantindo a detecção precoce de problemas como
infecções, trombose venosa profunda ou distúrbios no trânsito intestinal. Além disso, ele
contribui para a identificação de possíveis sinais de alerta e a realização de intervenções
adequadas, promovendo melhores resultados no pós-operatório e minimizando riscos de
complicações mais severas.
2.8 Impacto dos cuidados de enfermagem na recuperação do paciente
Os cuidados de enfermagem desempenham um papel essencial na recuperação do
paciente após a cirurgia. A implementação de estratégias eficazes, como monitoramento
contínuo dos sinais vitais, gestão adequada da dor, manutenção de drenos e orientações sobre
cuidados domiciliares, contribui para a redução de complicações pós-operatórias e melhora os
resultados do tratamento. A promoção de mobilização precoce, por exemplo, ajuda a prevenir
a formação de coágulos e distúrbios no trânsito intestinal, enquanto a educação ao paciente
fortalece a adesão aos cuidados, melhorando a recuperação global.
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2.9 Desafios no manejo pós-operatório
Um dos principais desafios no manejo pós-operatório é a identificação e o controle de
complicações, como infecções, dor persistente e trombose venosa profunda. Além disso, a
mobilização precoce pode ser dificultada por fatores como a falta de apoio familiar, o estado
físico debilitado do paciente ou a complexidade da intervenção cirúrgica. A resistência à
adesão às orientações pós-operatórias e a ausência de acompanhamento médico regular
também podem comprometer a recuperação e aumentar o risco de complicações. Superar
esses desafios requer uma abordagem multidisciplinar, com a participação ativa da equipe de
enfermagem para garantir cuidados contínuos e personalizados.
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3 CONCLUSÃO
Os cuidados de enfermagem desempenham um papel fundamental na recuperação pós-
operatória, influenciando diretamente os resultados clínicos dos pacientes. A implementação
de práticas como o monitoramento contínuo dos sinais vitais, o controle da dor, a manutenção
de drenos e a prevenção de complicações, como infecções e trombose, contribui para a
melhora do conforto e a redução de riscos. Além disso, a educação ao paciente e a família
sobre o manejo adequado em casa, o reconhecimento precoce de sinais de alerta e a adesão ao
acompanhamento médico regular são cruciais para garantir uma recuperação segura e eficaz.
Portanto, os cuidados de enfermagem não só promovem a saúde e o bem-estar dos
pacientes, mas também minimizam complicações, acelerando o processo de recuperação. A
contínua supervisão, a implementação de intervenções baseadas em evidências e a educação
do paciente são pilares essenciais para garantir resultados positivos e sustentáveis no pós-
operatório.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Pós-enfermagem de valor. 2022. Disponível em: https://posenfermagemdevalor.com.br/
cuidados-de-enfermagem-no-pos-operatorio/. Acesso em: 22 Dez. 2024.
2-ENFERMAGEMONLINE. Cuidados de enfermagem no pós-operatório. Disponível em:
https://enfermagemonline.com/cuidados-de-enfermagem-no-pos-operatorio/. Acesso em: 22
Dez. 2024.
3-IPED. Cuidados de enfermagem no pós-operatório de oclusão intestinal mecânica. Instituto
de Pesquisa e Educação em Enfermagem e Saúde, 2024. Disponível em: https://www.iped.
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4-PEREIRA et al. Cuidados de enfermagem pós-operatórios e a recuperação do paciente.
Revista de Enfermagem. 2022. 45(6), 789-804.
5-POSENFERMAGEMDEVALUE. Cuidados de enfermagem no pós-operatório: confira 5!
Disponível em: https://posenfermagemdevalor.com.br/cuidados-de-enfermagem-no-pos-
operatorio/. Acesso em: 22 Dez. 2024.
6-SANARMED. Oclusão intestinal mecânica. Disponível em: https://www.sanarmed.com/.
Acesso em: 22 Dez. 2024.
7-SMITH, J. et al. Fisiopatologia da oclusão intestinal: aspectos mecânicos e sistêmicos.
Revista Brasileira de Enfermagem, v. 20, n. 4, p. 567-579, 2023.
8-WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Cuidados pós-operatórios e complicações.
2023.