Prova AD Unesp
Prova AD Unesp
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Nome do candidato
(D) CPAP nasal com concentração de oxigênio a 30% e au- RN de 39 semanas, com peso de nascimento de 3 450 g, foi
mento da temperatura do berço de reanimação. amamentado na primeira hora de vida.
(A) icterícia do leite materno; manter o aleitamento materno Lactente de 6 meses está em aleitamento materno exclusivo
e realizar banhos de sol 2x/dia em horários com baixa (AME) e iniciará introdução da alimentação complementar.
radiação ultravioleta. AP: pré-natal e parto sem intercorrências, nascido a termo
com peso de 3 020 g. Peso atual: 8 900 g.
(B) hiperbilirrubinemia relacionada à baixa ingesta; orientar a
A recomendação de suplementação de ferro é
mãe quanto à técnica de amamentação e reavaliar o RN
em retorno próximo. (A) desnecessária por não haver fatores de risco e pelo RN
ter recebido AME.
(C) provável crise de hemólise por incompatibilidade sanguí-
nea A-O; realizar fototerapia e acompanhar o nível da (B) de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, via oral, longe da ma-
bilirrubina. mada, de agora até o 24o mês de idade.
(D) icterícia do leite materno; suspender o aleitamento ma- (C) de 2 mg/kg/dia de sulfato ferroso, via oral, a qualquer ho-
terno por 12 a 24 horas e reavaliar o paciente após esse rário do dia, de agora até o 24o mês de idade.
período.
(D) de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, via oral, se o aleita-
mento materno for suspenso, até o 24o mês de idade.
Lactente de 20 dias de vida reside no Brasil e apresenta, no Menina de 1 ano e 3 meses e irmão de 4 anos estão com febre
resultado do teste do pezinho, TSH de 15 mUI/L. AP: nascido baixa (37,8 ºC a 38,0 ºC), que cede com dipirona, e sem ape-
a termo com peso de 3 050 g, sem intercorrências, em aleita- tite há dois dias. AP: crianças hígidas, sem internação prévia.
mento materno exclusivo. AF: pai teve dengue há 15 dias. Teste rápido para dengue
Sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) e a para ambas as crianças: positivo. Exame físico: prova do laço
conduta correta para o caso, é correto afirmar: negativo em ambas, hidratadas, eupneicas, PA normal.
A classificação e o tratamento da dengue, além do uso de
(A) o teste do pezinho, o da orelhinha, da linguinha e do co- dipirona ou paracetamol se houver febre e a não utilização de
raçãozinho devem ser realizados por todas as crianças anti-inflamatórios, são:
e estão disponíveis pelo SUS no Brasil; deve-se iniciar o
tratamento com levotiroxina e coletar TSH e T4L de san- (A) menina e irmão: grupo A; TRO em casa, orientar sinais
gue periférico em 15 dias. de alerta para retorno em serviço de saúde se necessá-
rio, coletar hemograma e sorologia no sexto dia de doen-
(B) o teste do pezinho disponível no SUS analisa, na maioria ça, com reavaliação a seguir.
das cidades do Brasil, fenilcetonúria, hipotireoidismo con-
gênito, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, (B) menina: grupo B, irmão: grupo A; menina: coletar e ve-
deficiência de biotinidase e fibrose cística; deve-se inves- rificar hematócrito, iniciar TRO supervisionada; se não
tigar histórico do paciente, fazer exame físico e coletar estiver hemoconcentrado, orientar TRO; reavaliação em
TSH e T4L de sangue periférico. 24 h; irmão: realizar TRO em casa e orientar sinais de
alerta para retorno, coletar hemograma e sorologia no
(C) o teste do pezinho está sendo realizado pelo SUS, na sexto dia de doença; reavaliação em 72 h.
maioria das cidades do país, assim como todos os exa-
mes, até a 5a etapa (atrofia muscular espinhal); deve-se (C) menina: grupo B, irmão: grupo A; para ambos: coletar e
realizar exame físico e coletar exames complementares, verificar hematócrito; se estiver alterado, iniciar TRO no
incluindo a tireoglobulina. serviço com orientação para uso em casa se houver boa
aceitação; retorno no sexto dia para coleta de sorologia.
(D) atualmente, o teste do pezinho realizado no Brasil, pelo
SUS, na maioria das cidades do país, inclui o teste de (D) menina e irmão: grupo B; para ambos: coletar hemogra-
triagem neonatal genética para doenças com tratamen- ma e orientar TRO em casa; reavaliação em 24/48h para
tos disponíveis; deve-se investigar histórico do paciente, verificação do exame; se hematócrito estiver alterado,
fazer exame físico e coletar TSH e T4L de sangue peri- realizar hidratação IV com soro fisiológico 0,9% e coletar
férico. novo hemograma; retorno no sexto dia da doença com
coleta de sorologia e verificação do hematócrito.
QUESTÃO 08
Menino de 8 anos apresenta febre alta, dor de garganta, Menina de 10 anos apresenta inapetência, palidez, sono-
vômitos e cefaleia há 24 h. Está em uso de amoxacilina há lência, baixo rendimento escolar há 6 meses, diminuição da
24 h. Exame físico: hipoativo, faringe hiperemiada com pla- diurese há 5 dias. AP: infecções urinárias febris dos 4 aos
cas esbranquiçadas sobre as amígdalas, língua saburrosa 8 meses de idade; POT: correção de refluxo vesico-ureteral
com papilas evidentes e adenomegalia cervical, exantema com 1 ano. Exame físico: peso e estatura no percentil 25,
micropapular avermelhado em todo o tegumento, que poupa PA: 112 x 80 mmHg (PAS entre percentil 90 e 95 e PAD en-
região perioral e some à digitopressão, acentuado nas pre- tre percentil 95 e 95+12 mmHg), REG, descorada +2/+4,
gas poplíteas e na região cubital. sem edemas, sopro cardíaco +1/+6. Exames laboratoriais:
GV: 2,34 x 106/mm3, Hb: 7,5 g/dL, Ht: 24%, plaquetas:
O diagnóstico e a conduta corretos são, respectivamente:
136 000/mm3, Cr: 1,5 mg/dL, Ur: 50 mg/dL, urina: densidade
(A) mononucleose infecciosa; uso de sintomáticos. de 1 001, pH: 6,5, nitrito e leucoesterase negativos, proteína
+2, leucócitos: 10/campo, hemácias: 8/campo. US de rins e
(B) farmacodermia; suspensão do antibiótico e uso de cor- vias urinárias: tamanhos diminuídos, não apresenta diferencia-
ticoide. ção córtico-medular.
(A) administrar a pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas de reforços
com a vacina DTPw aos 15 meses e aos 4 anos de idade, além da vacinação de gestantes, puérperas e de profissionais
da área da saúde, com a dTpa.
(B) manter a vigilância sobre os casos suspeitos como a principal medida para prevenir o aumento da doença em todas as
faixas etárias, visto que, em 2023, as vacinas apresentaram aumento da cobertura, em comparação com o ano de 2022.
(C) realizar ações de alerta aos profissionais de saúde da área assistencial, investigar contatos de casos confirmados, ofertar
tratamento oportuno em casos suspeitos.
(D) manter a administração da pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas
de reforços com a vacina DTPw aos 15 meses e aos 4 anos de idade, a fim de prevenir óbitos em lactentes.
QUESTÃO 15
Lactente de 5 meses, internada por quadro de dispneia e sibilância, sem febre, inapetência ou perda de peso. Fez uso
de antibiótico, por sete dias, para tratar possível pneumonia. Após duas semanas da alta hospitalar, manteve os sintomas
e apresentou febre ao entardecer e taquidispneia, então foi reinternada. Exame físico: desconforto respiratório com tira-
gem subcostal; à ausculta, MV reduzido em base esquerda e crepitações, principalmente em hemitórax esquerdo. Necessi-
tou de oxigenoterapia com cateter nasal e de prescrição de antibióticos. Exames complementares: raio X (figura a seguir).
AP: hígida, peso no percentil 50 e comprimento no percentil 50-10.
A: raio X em anteroposterior revelando opacidade em praticamente todo o pulmão esquerdo, poupando parte do
lobo superior, obliterando contorno cardíaco.
B: raio X em anteroposterior e perfil com a evolução 15 dias depois, evidenciando a resolução parcial do processo
consolidativo, com surgimento de pequenas cavernas de permeio e alguns broncogramas aéreos.
(A) solicitar TC de tórax e escarro com baciloscopia para BAAR, realizar IGRA (Interferon-Gamma Release Assay) e, se o
resultado for positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar RIP (rifampicina, isoniazida e pirazinamida) nas doses ade-
quadas para a idade; realizar a vacinação BCG; solicitar raio X de tórax e escarro materno.
(B) solicitar TC de tórax, hemocultura e cultura de secreções, solicitar painel viral e avaliar o uso de novo antibiótico em confor-
midade com o antibiograma, se houver cultura positiva. Conferir teste de triagem neonatal e realizar dosagem de sódio e
cloro no suor, realizar triagem para vírus da imunodeficiência humana (HIV) e investigar óbitos fetais pregressos ou outros
filhos com doenças na família.
(C) solicitar TC de tórax, coletar lavados gástricos consecutivos com baciloscopia para BAAR, realizar teste rápido molecular
(TRM-TB) e, se o resultado for positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar esquema com RIP, nas doses adequadas
para a idade; conferir vacinação BCG, realizar triagem para HIV, solicitar raio X de tórax e escarro materno e investigar
vínculos epidemiológicos.
(D) solicitar TC de tórax, coletar lavados gástricos consecutivos com baciloscopia para BAAR, realizar IGRA e, se resultado
positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar esquema com rifampicina, isoniazida e etambutol, nas doses adequadas
para a idade; coletar líquor e iniciar corticoide se necessário; investigar vínculos epidemiológicos.
Adolescente de 13 anos apresenta lesões na região anterior Menino de 8 anos apresenta quadro progressivo de cefaleia,
e posterior do dorso (figura A) há um ano, assintomáticas. vômitos e dificuldade de marcha há duas semanas. Exame
Exame direto: figura B. físico: BEG, escala de coma de Glasgow: 14, marcha atáxi-
ca, dismetria e decomposição de movimentos bilateralmente,
Figura A reflexos patelares em pêndulo. Ressonância magnética de
encéfalo conforme a imagem a seguir.
Figura B
(A) glioblastoma.
(B) neuroblastoma.
(B) Trata-se de micose superficial causada por fungos der- Adolescente de 18 anos queixa-se de sentir, há uma semana,
matófitos. obstrução nasal à direita, secreção purulenta por essa fossa
nasal e cefaleia. Exame fisico: febre alta, edema palpebral
(C) O sinal de Nikolsky é positivo nessa dermatose. importante, perda visual, diminuição na motilidade ocular e
(D) Ao exame micológico direto, evidenciam-se pseudo-hifas sinais meníngeos.
e esporos. A suspeita diagnóstica correta é de
(A) Pendred.
(B) Alport.
(C) Usher.
(D) Waardenburg.
Lactente de 7 meses apresenta lacrimejamento excessivo em olho esquerdo (OE). AP: nascida com 35 semanas de IG, parto
cesáreo. Exame ocular: cílios grudados, filme lacrimal aumentado em OE, sem lesões de superfície ocular, presença de se-
creção à expressão do canto medial do OE.
O diagnóstico correto é
QUESTÃO 21
Primigesta comparece à segunda consulta de pré-natal em 12.03.24. Ultrassom: idade gestacional compatível com a data da
última menstruação (DUM: 26.01.24).
A idade gestacional e a data provável do parto (DPP) são, respectivamente,
QUESTÃO 22
Primigesta de 18 anos está, em 20.06.24, com 12 semanas de gestação. Ela apresenta a carteira de vacinação a seguir.
dT dTpa
dupla adulto (tétano, difteria Influenza Hepatite B Rubéola Covid-19
(tétano e difteria) e coqueluche)
Jan/2020
Jan/2020 (1a dose)
Nov/23
Data Abr/2023 Mai/2023 Abr/2019
(4a dose)
Abr/2020 Abr/2020
(2a dose)
(A) terceira dose da dT; influenza; covid-19; a partir da 20a semana, dTpa.
QUESTÃO 23
Mulher de 38 anos teve o diagnóstico de diabetes gestacional com 25 semanas. Retorna 40 dias pós-parto para verificação do
teste de tolerância oral à glicoce (75 g), cujos valores são: glicemia de jejum de 99 mg/dL e glicemia de 2 horas de 155 mg/dL.
O resultado do exame é compatível com
(A) o normal.
(B) diabetes.
Tercigesta secundípara de 36 anos, com 11 semanas de gra- Primigesta de 19 anos, na 32a semana de gestação, procura
videz, apresenta glicemia de jejum de 94 mg/dL. AP: macros- atendimento em unidade de pronto atendimento com queixa
somia em gestação anterior. de cefaleia persistente há dois dias acompanhada de visão
de pontos brilhantes e dor na região do estômago. Exame
A conduta correta consiste em
físico: REG, edema de membros inferiores e mãos (++/4+),
(A) realizar imediatamente um teste de tolerância oral à PA: 140 x 90 mmHg.
glicose (75 g).
Considerando o diagnóstico e a necessidade de transferên-
(B) orientar mudança de estilo de vida e fazer controle da cia da gestante para outro serviço, a conduta clínica correta
glicemia. é a administração de
(C) realizar teste de tolerância oral à glicose com 24 semanas. (A) sulfato de magnésio, 4 g IV, apenas.
(D) solicitar hemoglobina glicada e prescrever metformina. (B) sulfato de magnésio, 4 g IV + 10 g IM.
Puérpera apresenta temperatura axilar de 37,9 ºC. AP: sexto Cefuroxima Resistente
dia pós-parto cesariano (gestação de 39 semanas e parada Ciprofloxacina Sensível, dose padrão
secundária da descida com 12 horas de bolsa rota). Exame
físico: BEG, temperatura sublingual: 37,2 ºC, FC: 72 bpm, Ertapenem Sensível, dose padrão
mamas túrgidas, flácidas e sem sinais flogísticos, abdome Gentamicina Sensível, dose padrão
semigloboso, depressível, indolor à palpação profunda, útero
palpável 2 a 3 cm acima do bordo superior da sínfise púbica, Imipenem Sensível, dose padrão
ferida operatória sem sinais flogísticos, loquiação sem odor Levofloxacina Sensível, dose padrão
fétido. Toque vaginal: útero móvel, indolor à mobilização, colo
pérvio: 1,5 cm. Hemograma: Ht: 33%, Hb: 11,2 g/dL, leucóci- Nitrofurantoína Sensível, dose padrão
tos: 12 400/mm3, neutrófilos: 6 800/mm3, bastões: 0/mm3. Norfloxacina Resistente
A conduta correta é: Piperacilina/Tazobactan Sensível, dose padrão
(A) internação e antibioticoterapia. Sulfametoxazol/Trimetoprin Resistente
(B) internação para rastreio infeccioso.
(D) orientar curva térmica sublingual e retorno se necessário. (A) intra-hospitalar, com carbapenêmicos.
Em relação à terapia hormonal, é correto afirmar que ela está (D) alta expressão de receptores hormonais de estrogênio e
progesterona e baixa taxa de proliferação celular (Ki-67).
(A) indicada para o alívio dos sintomas climatéricos.
(A) citologia oncótica. (C) ausência de disfunções das glândulas adrenais e tireoi-
dianas e ausência de anormalidades canaliculares.
(B) colposcopia.
(D) integridade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano e au-
(C) novo teste de DNA HPV em 1 ano. sência de disfunções das glândulas adrenais, tireoidia-
nas e paratireoidianas.
(D) exérese da zona de transformação.
Mulher de 34 anos com desejo reprodutivo queixa-se Paciente de 30 anos, portadora de síndrome dos ovários
de sangramento uterino aumentado. AP: G0P0. EF: IMC: 38,7 policísticos (SOP), deseja engravidar. Está em uso de anti-
kg/m2. Histeroscopia ambulatorial: lesão circunscrita bem concepcional combinado (ACO) e espironolactona.
delimitada de aspecto polipoide, em parede uterina fúndica
Quanto às recomendações pré-gestacionais apropriadas a
anterior, intensamente friável e hipervascularizada, com
essa paciente, assinale a alternativa correta.
sinais de atipias vasculares.
Biópsia excisional da lesão e amostragem do endométrio ad- (A) A paciente não deve engravidar, pois tem alto risco de
jacente: adenocarcinoma endometrial do tipo endometrioide, complicações gestacionais.
bem diferenciado, confinado ao pólipo, margens cirúrgicas
(B) Deve-se suspender o ACO, manter a espironolactona e
livres. Estudo bimolecular: mutação do gene POLE.
iniciar ácido fólico, apenas.
Considerando os achados e o desejo da paciente, é correto
indicar (C) Deve-se suspender o ACO, manter a espironolactona,
iniciar ácido fólico e realizar GTT.
(A) braquiterapia e radioterapia.
(D) Deve-se suspender o ACO e a espironolactona, iniciar
(B) histerectomia total com salpingooforectomia, apenas. ácido fólico e realizar GTT.
(C) iniciar a investigação, pois provavelmente se trata de (D) Estudos atuais mostram maior tempo de internação e
malformação útero-vaginal. maior taxa de abscesso tubo-ovariano em pacientes com
DIU, especialmente DIU de cobre.
(D) aguardar, pois provavelmente se trata de retardo consti-
tucional do desenvolvimento.
Mulher de 45 anos apresenta melena e está hemodinamica- Homem de 78 anos teve infecções respiratórias recorrentes
mente estável, em tratamento com vasoconstritor. AP: cirrose no último ano, com duas pneumonias bacterianas nos últimos
por hepatite autoimune. EDA: 4 cordões varicosos de grosso 6 meses. AP: HAS e DM2. Exames complementares: ane-
calibre e gastropatia hipertensiva portal intensa. mia normocítica e normocrômica e eletroforese de proteínas
séricas com hipogamaglobulinemia, dosagem de cadeias
Além de fazer ligadura elástica das varizes esofágicas, deve-se
leves livres com aumento de cadeia leve lambda e redução
(A) prescrever antibiótico profilático, se a paciente tiver ascite, de cadeia leve kappa, com relação kappa/lambda alterada.
e dar alta hospitalar. O diagnóstico provável é
(B) trocar vasoconstritor por betabloqueador não seletivo e (A) imunodeficiência comum variável.
dar alta hospitalar.
(B) gamopatia monoclonal.
(C) prescrever betabloqueador não seletivo e antibiótico pro-
filático, se a paciente tiver ascite. (C) lúpus eritematoso sistêmico.
(D) manter vasoconstritor por 3 a 5 dias e antibiótico profilá- (D) imunodeficiência primária com defeito de anticorpos.
tico e, a seguir, trocar por betabloqueador não seletivo.
QUESTÃO 45
QUESTÃO 42
Familiar de mulher de 86 anos informa que, há 4 dias, a pa-
Homem de 73 anos apresenta dispneia e edema de membros ciente acordou à noite confusa e agitada, não reconhecendo
inferiores há 2 meses, sendo diagnosticado com insuficiência a própria casa e alegando que o quarto estava cheio de ca-
cardíaca e derrame pleural moderado. Após tratamento com chorros barulhentos. Desde então, passou a necessitar de
diurético, apresenta melhora do edema, mas persiste com ajuda para fazer sua higiene pessoal, a não compreender as
dispneia e derrame pleural. É indicada toracocentese diag- orientações e a perseverar na ideia de que precisava cuidar
nóstica. AP: HAS e DM2. dos cachorros. Há 1 dia, está desatenta, apática, sonolenta,
com dificuldade para deambular e com incontinência para fe-
Deve-se realizar o cálculo do gradiente de albumina do lí- zes e urina. AP: ausência de distúrbios mentais prévios.
quido pleural para diferenciação entre transudato e exsudato
devido Segundo o Confusion Assessment Method (CAM), para o
diagnóstico do quadro descrito, são obrigatórios
(A) à idade avançada.
(A) pensamento desorganizado e dificuldade para focar a
(B) ao uso de diurético. atenção.
(D) à suspeita de neoplasia. (C) dificuldade para focar a atenção e dependência funcional.
A seguir, são apresentados os valores de creatinina sérica de Mulher de 68 anos relata tosse produtiva e febre há 3 dias.
quatro pacientes com episódio de insulto renal agudo isquê- Exame físico: desorientação em tempo e espaço, FC:
mico tratado com medidas adequadas. 75 bpm, FR: 24 irpm, SatO2: 93% em ar ambiente, PA:
130 x 70 mmHg, T: 38,1 ºC, ausculta pulmonar com murmúrio
Valores de creatinina sérica (mg/dL) vesicular presente e crepitações em base esquerda. Exames
Dias laboratoriais: Hb: 13,5 g/dL, plaquetas: 205 mil/mm3, leucóci-
Paciente A Paciente B Paciente C Paciente D tos: 13 800/mm3, PCR: 18 mg/dL, creatinina: 1,1 mg/dL, ureia:
0 1,0 1,0 4,0 3,0 56 mg/dL, sódio: 136 mEq/L. Gasometria arterial (ar ambien-
te): pH: 7,34, pO2: 65 mmHg, pCO2: 35 mmHg, bicarbonato:
1 3,0 3,0 7,0 7,0 18 mEq/L.
2 5,5 1,0 10,0 7,0 A conduta correta consiste em iniciar antibioticoterapia com
4 7,0 1,0 10,0 8,0
(A) azitromicina e em internação hospitalar.
8 7,0 1,0 10,0 8,0
(B) azitromicina e em tratamento ambulatorial.
10 7,0 1,0 10,0 8,0
20 3,8 1,0 4,0 8,0 (C) amoxicilina com clavulanato e azitromicina e em interna-
ção hospitalar.
30 1,5 1,0 4,0 10,0
90 1,0 1,0 4,0 10,0 (D) amoxicilina com clavulanato e azitromicina e em trata-
mento ambulatorial.
QUESTÃO 47
Mulher de 55 anos relata dor torácica intensa e dispneia súbi- Homem de 50 anos com neoplasia de esôfago refere que
ta há 1 hora. Evolui com parada cardiorrespiratória em ritmo está com dificuldade de deglutição há 2 meses e, por isso,
apresentado em ECG (conforme a imagem a seguir). opta por alimentos pastosos, sendo metade do que costu-
mava comer anteriormente. Seu peso habitual era de 120 kg
(IMC = 39 kg/ m2) e, atualmente, é de 90 kg (IMC = 29,4 kg/ m2).
Segundo os critérios do Global Leadership Initiative in
Malnutrition (GLIM), o paciente apresenta
(C) intubação orotraqueal, compressões torácicas, adminis- Homem de 52 anos refere dispneia aos esforços. AP: HAS,
tração de epinefrina e compressões torácicas. DM2 e obesidade. Exame físico: estase jugular 2+/4+, cre-
pitações pulmonares em bases bilateralmente e edema de
(D) desfibrilação, administração de amiodarona, compres- membros inferiores sem sinais inflamatórios. Radiografia de
sões torácicas e administração de epinefrina. tórax: congestão pulmonar grave. Ecocardiograma: aumento
de átrio esquerdo, aumento da espessura da parede do ven-
trículo esquerdo e fração de ejeção de 55%.
QUESTÃO 51
Com o objetivo de aumentar a sobrevida, a melhor conduta
Mulher de 70 anos refere dor intensa em joelho direito há para esse paciente é
2 dias, sem história de trauma prévio, acompanhada de
edema e eritema no local. AP: artrite reumatoide soropositi- (A) introduzir inibidor da enzima conversora da angiotensina.
va em remissão há 1 ano. Medicações em uso: leflunomida (B) introduzir espironolactona.
20 mg/dia. Exame físico: joelho direito com sinal da tecla pre-
sente, amplitude de movimento reduzida e calor local. (C) introduzir inibidor da SGLT2.
A principal hipótese diagnóstica e a conduta inicial devem ser: (D) tratar as comorbidades.
(A) artrite reumatoide em atividade; prednisona e metotrexato.
(C) artrite gotosa; punção articular diagnóstica, análise do Mulher de 63 anos refere ganho de peso e constipação.
líquido sinovial, alopurinol e anti-inflamatório. Não possui doenças prévias nem faz uso de medicamentos.
Exames laboratoriais: TSH: 10,7 mU/L, T4 livre: 1,1 ng/dL
(D) artrite séptica; punção articular diagnóstica, análise do (valores de referência: 0,7 – 1,4 ng/dL), anti-TPO: 23 UI/mL
líquido sinovial e antibioticoterapia. (valores normais abaixo de 35 UI/mL).
Nesse caso, a conduta deve ser:
QUESTÃO 52
(A) iniciar tratamento com levotiroxina para normalizar os
Homem de 23 anos refere dispneia iniciada há 30 minutos níveis de TSH e aliviar os sintomas.
durante atividade física. Nega histórico de trauma. Nega (B) solicitar ultrassonografia de tireoide e indicar tratamento
procedimentos torácicos prévios. Exame físico: murmúrio apenas em caso de alterações ecográficas difusas.
vesicular presente em todo hemitórax direito e ausente no
hemitórax esquerdo, percussão com som claro pulmonar no (C) calcular o risco cardiovascular e iniciar tratamento com
hemitórax direito e timpanismo no hemitórax esquerdo. Rea- levotiroxina apenas em caso de a paciente apresentar
lizada ultrassonografia torácica a beira-leito, cujos achados alto risco.
esperados à direita e à esquerda são, respectivamente:
(D) monitorizar os níveis de TSH e T4 livre a cada 6-12 me-
(A) deslizamento pleural, linhas A e pulso pulmonar; desliza- ses e iniciar tratamento apenas se houver progressão.
mento pleural, linhas B e pulso pulmonar.
Homem de 28 anos apresenta dificuldades em manter con- Homem de 55 anos, agricultor, apresentou úlcera única, de
trole glicêmico adequado, com variações significativas da bordas infiltradas, emolduradas e fundo granuloso na região
glicemia ao longo do dia, apesar do uso de múltiplas doses pré-tibial esquerda, com crescimento há 45 dias. AP: DM2,
diárias de insulina e monitoramento contínuo da glicose. doença de Chagas, bloqueio atrioventricular grau II, bloqueio
AP: DM1 sem complicações vasculares. de ramo esquerdo e doença renal crônica pré-dialítica. Exa-
me citológico da base da úlcera: estruturas parasitárias dimi-
Nesse caso, a prescrição de inibidores da SGLT-2 para me-
nutas.
lhora do controle glicêmico
A estratégia terapêutica mais segura e eficaz é
(A) está associada ao aumento de eventos de hipoglicemia
grave. (A) miltefosina oral.
(B) promove redução da glicemia por efeito mediado pela in- (B) antimoniato de N-metil glucamina intramuscular.
sulina.
(C) anfotericina B (lipossomal) endovenosa.
(C) está associada ao aumento do risco de cetoacidose dia-
(D) pentamidina intramuscular.
bética.
Mulher de 57 anos, queixa-se de pirose e epigastralgia há Homem de 19 anos dá entrada em Unidade de Pronto Aten-
2 anos, nega disfagia e perda ponderal. Refere uso de dimento com história de mergulho em lago. Exame físico:
omeprazol por mais de 6 meses sem melhora do quadro. AP: sonolento, confuso, fala empastada, hálito etílico, paresia
HAS e DM2 em tratamento. Exame físico: IMC de 29 kg/m2. dos membros inferiores e ferimento cortocontuso na cabeça,
EDA (3 exames): gastrite enantematosa leve de antro gás- FC: 68 bpm, FR: 18 irpm, SatO2: 98% (ar ambiente);
trico. PA: 80 x 50 mmHg.
A hipótese e próximo exame para complementação diagnós- Pode-se afirmar, corretamente, que
tica são, respectivamente,
(A) não há necessidade de suporte de oxigênio, uma vez que
(A) acalasia; manometria esofágica convencional. o paciente apresenta boa saturação em ar ambiente.
(B) doença do refluxo gastroesofágico; manometria esofági- (B) o deficit neurológico dos membros inferiores é secundá-
ca de alta resolução. rio a uma lesão cranioencefálica.
(C) doença do refluxo gastroesofágico; pHmetria esofágica. (C) se trata de choque hipovolêmico e deve-se iniciar o trata-
mento com reposição volêmica com 2 000 mL de cristaloi-
(D) esofagite eosinofílica; nova endoscopia com biópsias
de intravenoso em bolus.
esofágicas.
(D) a causa do choque e do deficit neurológico é uma prová-
vel lesão ou compressão de medula ou raízes nervosas
QUESTÃO 62 ao nível da coluna cervical baixa/torácica alta.
Homem de 75 anos queixa-se de dois episódios de hemato- Homem de 67 anos queixa-se de dificuldade miccional, jato
quezia em grande quantidade há 1 dia, associada à síncope. urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto da
Exame físico: REG, afebril, acianótico, anictérico, descorado bexiga, há 6 meses. Nega hematúria, infecções urinárias re-
2+/4+, FC: 120 bpm, PA: 100 x 60 mmHg; abdome plano, correntes e sintomas de disfunção erétil. AP: HAS controlada.
flácido e indolor à palpação. Toque retal: ausência de lesões Toque retal: próstata aumentada e consistência elástica.
e fezes na ampola, grande quantidade de coágulos. AP: HAS,
A primeira linha de tratamento farmacológico deve ser:
DM e antiagregante plaquetário devido a procedimento endo-
vascular recente. EDA (há 3 dias): sem alterações. (A) inibidor da 5-alfa-redutase.
A etiologia mais provável e o tratamento inicial são: (B) alfabloqueador.
(A) angiodisplasia; arteriografia. (C) anti-inflamatório não esteroide.
(B) doença hemorroidária; cirurgia de urgência. (D) inibidor da fosfodiesterase tipo 5.
(C) doença diverticular do cólon; monitorização e estabiliza-
ção clínica.
QUESTÃO 70
(D) neoplasia de cólon; colonoscopia.
Homem de 45 anos apresenta dor lombar intensa do lado
direito, em cólica, que irradia para a região inguinal, acom-
QUESTÃO 67 panhada de náuseas e vômitos. Nega febre. Exame físico:
afebril, dor à palpação da região lombar direita e sinal de
Menino de 11 meses apresenta dor abdominal intermitente há Giordano positivo.
1 dia. Mãe relata que o filho apresenta momentos com muita
O exame de imagem para confirmar o diagnóstico deve ser:
dor, que duram alguns minutos e, em seguida, fica quieto e
pálido. Hoje apresentou episódios de vômitos, inicialmente (A) US abdominal.
com conteúdo alimentar e, posteriormente, esverdeado. Não
evacua há 2 dias. Exame físico: REG, descorado +/4, desi- (B) radiografia simples de abdome.
dratado ++/4, FC: 140 bpm. Abdome distendido, com ruídos (C) urografia excretora.
hidroaéreos diminuídos, doloroso à palpação profunda, com
massa móvel palpável em hipocôndrio direito e fossa ilíaca (D) TC de abdome total sem contraste.
direita “vazia”, sem sinais de irritação peritoneal.
A principal hipótese diagnóstica para esse caso é: QUESTÃO 71
(A) apendicite aguda. Homem de 28 anos apresenta úlcera genital dolorosa há 5
(B) invaginação intestinal. dias. Relata febre e mal-estar geral antes do aparecimento da
lesão. Exame físico: imagem. AP: múltiplas parcerias sexuais
(C) enterocolite necrosante. nos últimos meses sem uso de preservativos.
(D) obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides.
QUESTÃO 68
Em face do exposto, a conduta a ser adotada é realizar Em face do exposto, a hipótese diagnóstica é:
(B) drenagem de cavidade abdominal guiada por US. (B) herpes genital.
Homem de 65 anos foi submetido a implante de prótese val- Homem de 54 anos apresenta dor torácica e tosse com
var mecânica mitral e está em uso de anticoagulante oral. expectoração amarelada há 5 dias, febre há 2 dias. AP:
Evoluiu no 5o dia de pós-operatório com estase jugular, hipo- tabagista (carga tabágica: 35 anos-maço). Radiografia de
tensão arterial e hipofonese de bulhas cardíacas. tórax: broncograma aéreo em lobo superior direito e derrame
pleural à direita de 15 mm em decúbito lateral direito. Toraco-
A conduta a ser adotada nesse caso deve ser:
centese diagnóstica: líquido pleural seroso, pH: 7,2, glicose:
(A) realizar ecocardiograma, suspender anticoagulante oral 80 mg/dL, proteína: 2,6 g/dL, DHL: 270 UI/L, 55% de neutró-
e otimizar medicação para controle da insuficiência car- filos, 25% de linfócitos, 10% monócitos. Exames laboratoriais
díaca. séricos: proteína: 6,5 g/dL, DHL: 520 UI/L.
(B) substituir o anticoagulante oral por heparina regular e fa- Com relação ao derrame pleural, deve-se realizar
zer acompanhamento do tempo de tromboplastina par-
(A) biópsia pleural.
cialmente ativada a cada 8 horas.
(B) drenagem torácica.
(C) realizar drenagem do derrame pericárdico.
(C) conduta expectante.
(D) reoperar imediatamente, drenando o derrame pericárdio,
e trocar a prótese mecânica por biológica. (D) pleurodese.
QUESTÃO 73 QUESTÃO 76
Adolescente de 17 anos, vítima de queimadura de 2o grau su- Homem de 38 anos, vítima de acidente automobilístico, dá
perficial com álcool em região lateral e inferior da coxa direita entrada no Pronto-Socorro referindo dor torácica impor-
há 2 horas, relata dor local de intensidade 8 em uma escala tante. Exame físico: sudoreico, taquipneico, FC: 125 bpm,
de 10. PA: 80 x 50 mmHg, turgência jugular, escoriação e crepitação
à palpação do 4o e 5o arcos costais à esquerda, ausência de
Além da limpeza local com soro fisiológico, a conduta inicial a
murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo e bulhas rítmicas
ser adotada deve ser analgesia
normofonéticas a dois tempos.
(A) intravenosa e antibiótico via oral.
Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser:
(B) via oral e colagenase tópica.
(A) intubação orotraqueal.
(C) intravenosa e curativo com sulfadiazina de prata.
(B) pericardiocentese.
(D) intravenosa e antibiótico intravenoso.
(C) toracostomia com drenagem pleural fechada.
Menino de 1 ano e oito meses estava passeando com sua Homem de 65 anos queixa-se de claudicação intermitente há
avó e tentou se soltar fazendo força para se jogar no chão 6 meses, com piora da dor em membro inferior direito há 25
(imagem). A avó segurou firmemente, enquanto a criança pu- dias, ao caminhar cerca de 30 metros e aliviada com repou-
xava sua mão com força. De repente, o menino deu um grito so. AP: ex-tabagista há 10 anos, DM2 em uso de metformina.
agudo, começou a chorar e parou de mexer o cotovelo es- Exame físico: pulsos femorais presentes bilateralmente, au-
querdo, dando entrada com essa situação clínica no Pronto- sência de pulsos poplíteos, tibiais posteriores e tibiais ante-
-Socorro. riores bilateralmente.
Em face do exposto, a conduta deve ser:
Homem de 62 anos dá entrada no Pronto-Socorro com (D) betabloqueador e acompanhamento clínico regular.
queixa de dor súbita e edema no MIE. AP: câncer de pul-
mão metastático em tratamento quimioterápico, evoluindo
com pancitopenia. Exame físico: aumento de volume e calor
localizado no MIE. US Doppler: trombose venosa profunda
envolvendo as veias femoral e ilíaca comum esquerdas.
A conduta nesse caso deve ser:
Homem de 37 anos, com diagnóstico recente de tuberculose Homem de 50 anos, casado, técnico em telecomunicações,
(TB) pulmonar em tratamento. A equipe de saúde identifica funcionário de empresa de telefonia há 20 anos, começa a
que sua esposa de 35 anos e seu filho de 15 anos têm diag- apresentar alguns problemas de saúde após sucessivas mu-
nóstico de TB ativa. danças administrativas em seu emprego, com ameaças de
demissão, desmoralização dos funcionários e exigências cada
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento encurtado com
vez maiores de rendimento. Foi transferido de unidade duas
2 meses de rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambu-
vezes e assumiu posto de gerência, aumentando suas atribui-
tol, seguido por 2 meses de rifampicina + isoniazida,
ções, enquanto reduzia-se o efetivo de pessoal. Começou a
(A) é recomendado para o filho, caso o raio-X de tórax seja sentir-se muito cansado fisicamente, ansioso, tenso e insone.
compatível com TB pulmonar confinada em um lobo, sem Passou a apresentar também tristeza profunda, falta de pra-
cavidades e sem padrão miliar; tenha teste rápido mole- zer nas atividades, dificuldade em tomar decisões, perda de
cular para TB não detectado e apresente sintomas leves apetite e de peso, lapsos de memória, desesperança, senti-
que não precisem de internação. mento de desvalorização pessoal e profissional. Foi afastado
do trabalho por transtorno mental relacionado ao trabalho.
(B) é recomendado para a esposa, caso o raio-X de tórax
Os diagnósticos mais prováveis, nesse caso, são síndrome
seja compatível com TB pulmonar confinada em um lobo,
sem cavidades e sem padrão miliar; tenha teste rápido (A) de estresse pós-traumático e transtorno depressivo.
molecular para TB não detectado e apresente sintomas (B) da fadiga crônica e transtorno depressivo.
leves que não precisem de internação.
(C) do esgotamento profissional e síndrome da fadiga crônica.
(C) é recomendado para o filho, caso o raio-X de tórax mos- (D) do esgotamento profissional e transtorno depressivo.
tre derrame pleural não complicado; tenha baciloscopia
de escarro positiva para BAAR ou teste rápido molecular
para TB positivo e esteja com estado nutricional seme- QUESTÃO 84
lhante ao que tinha antes de desenvolver TB, após 4 me-
ses de tratamento. Assinale a alternativa correta quanto à associação entre o
uso abusivo de álcool e de outras drogas, provocando de-
(D) não foi incorporado no Brasil, apesar das recomenda- pendência química e psicológica, e as condições e situações
ções da Organização Mundial de Saúde, baseadas nos de trabalho.
resultados consistentes do estudo SHINE, no qual foi de-
(A) Há intensificação do uso dessas substâncias para justifi-
monstrada a não inferioridade do esquema terapêutico
car as faltas ou para compensar a insatisfação no traba-
de 4 meses em comparação ao de 6 meses.
lho ou a impossibilidade de realizá-lo.
(B) Há início ou intensificação do uso dessas substâncias
como recurso para enfrentar situações desagradáveis/
QUESTÃO 82 difíceis, para compensar a insatisfação, para viabilizar o
trabalho ou como forma de inclusão no grupo.
Por atribuição conferida pela Constituição Federal, o Minis-
(C) Há início ou intensificação do uso dessas substâncias
tério da Saúde institui a Lista de Doenças Relacionadas ao
em trabalhadores expostos a produtos químicos, visando
Trabalho (LDRT), periodicamente. As finalidades da LDRT
manter a performance propiciada pela inalação do produ-
são, além de orientar o uso clínico epidemiológico, de forma
to utilizado no trabalho.
a permitir a qualificação da atenção integral à Saúde do Tra-
balhador, facilitar o estudo da relação entre o adoecimento e (D) O uso abusivo dessas substâncias está fortemente re-
o trabalho; lacionado a fatores genéticos e de personalidade, não
sendo possível associá-lo ao trabalho.
(A) adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos
terapêuticos mais acurados; orientar as ações de respon-
sabilização dos trabalhadores adoecidos. QUESTÃO 85
(B) adotar procedimentos medicamentosos; elaborar projetos A fim de avaliar a associação entre câncer bucal e a presença
terapêuticos mais acurados; orientar as ações de vigilân- e gravidade da periodontite, um estudo incluiu 200 participan-
cia e promoção da saúde em nível individual e coletivo. tes, 100 diagnosticados com câncer bucal e 100 sem câncer
bucal. Um questionário foi utilizado para obter informações
(C) adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos sobre fatores de risco socioeconômicos e de estilo de vida
terapêuticos que preservem o empregador; orientar as que podem influenciar o desenvolvimento do carcinoma de
ações de vigilância e promoção da saúde em nível indi- células escamosas oral e a gravidade da periodontite, deter-
vidual e coletivo. minada de acordo com a Classificação das Doenças e Condi-
ções Periodontais e Peri implantares.
(D) adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos
terapêuticos mais acurados; orientar as ações de vigilân- O desenho de estudo utilizado nessa pesquisa foi:
cia e promoção da saúde em nível individual e coletivo.
(A) ensaio clínico randomizado.
(B) estudo de coorte prospectivo.
(C) estudo de caso-controle.
(D) estudo transversal.
Confidencial até o momento da aplicação. 21 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto
QUESTÃO 86 QUESTÃO 89
Um estudo foi conduzido para avaliar a relação entre o con- Segundo o Decreto no 7.508/2011, que regulamenta a Lei
sumo de frutas e vegetais em diferentes países e a preva- Orgânica da Saúde (no 8.080/1990), no Sistema Único de
lência de doenças cardiovasculares (DCV). Os resultados Saúde (SUS), o acesso universal e igualitário às ações e aos
mostraram que países com maior consumo médio de frutas e serviços de saúde será ordenado
vegetais apresentaram menor incidência de DCV. Com base
nesses resultados, concluiu-se que indivíduos que conso- (A) pela APS (Atenção Primária à Saúde).
mem mais frutas têm menor risco de desenvolver DCV.
(B) pela CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Servi-
Essa conclusão pode estar incorreta devido ao seguinte tipo ços de Saúde).
de erro:
(C) pelo DRS (Departamento Regional de Saúde).
(A) viés de seleção.
(D) pela RAS (Rede de Atenção à Saúde Especializada).
(B) falácia ecológica.
(C) confusão residual.
(D) de aferição. QUESTÃO 90
(D) Foi encontrado um aumento no risco de dor epigástrica O “processo contínuo e sistemático de coleta, consolida-
devido ao uso do medicamento, mas este não foi signi- ção, análise de dados e disseminação de informações so-
ficativo. bre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento
e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo
a regulação, intervenção e atuação em condicionantes e de-
QUESTÃO 88 terminantes da saúde, para a proteção e promoção da saú-
de da população, prevenção e controle de riscos, agravos
A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu e doenças” (Resolução do Conselho Nacional de Saúde no
artigo 199 e parágrafos, trata da assistência à saúde pela 588/2018) corresponde ao conceito de
iniciativa privada.
(A) Integralidade.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a condição
a ser observada nessa prestação de serviços. (B) Vigilância em Saúde.
(A) É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios
(C) Vigilância Epidemiológica.
ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
(B) As instituições privadas poderão participar do Sistema (D) Universalidade.
Único de Saúde de forma complementar, observada a
equidade entre as entidades filantrópicas e as com fins
lucrativos.
(C) É permitida a participação direta ou indireta de empresas
ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País,
exceto nos casos previstos em lei.
(D) São permitidos a coleta, o processamento e a transfusão
de sangue e seus derivados, com fins comerciais, exceto
nos casos previstos em lei.
FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto 22 Confidencial até o momento da aplicação.
QUESTÃO 92 QUESTÃO 93
Mulher de 32 anos, faxineira, estava limpando a parte exter- A figura a seguir representa graficamente a ocorrência de ca-
na de uma janela, em um prédio, quando caiu de altura de sos novos de dengue em dois municípios do estado de São
12 metros, chocando o abdome sobre um muro. No PS teve Paulo, no ano de 2024.
diagnóstico de laceração de fígado com hemorragia intra-ab-
dominal, choque hemorrágico e óbito. A família informou que Ocorrência de casos novos de DENGUE por 100 mil habitantes,
ela tinha anemia falciforme. segundo semanas epidemiológicas, nos municípios de São Manuel
e Botucatu, de janeiro a abril de 2024
PARTE I 600
a) Choque hemorrágico
b) Laceração hepática
400
c) Traumatismo abdominal
d) Queda de edifício
200
PARTE II
Anemia falciforme
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
JAN FEV MAR ABR
(B)
O preenchimento correto da Declaração de Óbito Semanas epidemiológicas
(DO) deve ser:
(Ministério da Saúde)
PARTE I
a) Queda de edifício Os dados apresentados por semanas epidemiológicas ex-
b) Traumatismo abdominal pressam
c) Laceração de fígado
d) Choque hemorrágico (A) coeficientes de prevalência.
PARTE I QUESTÃO 94
a) Choque hemorrágico
b) Laceração hepática A população do estado de São Paulo em 2022 era de
c) Anemia falciforme 44 411 238 habitantes (IBGE). O quadro a seguir expressa
d) ------------- informações sobre a ocorrência de casos e óbitos (acumula-
dos) de Covid-19 no estado, nos anos de 2021 e 2022.
PARTE II
Queda de edifício
Acumulado Acumulado
Covid-19
até 31.12.21 até 31.12.22
(D)
O preenchimento correto da Declaração de Óbito Casos 4.456.108 6.317.252
(DO) deve ser: Óbitos 155.205 177.435
PARTE I (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo)
a) Choque hemorrágico
b) Traumatismo de fígado
c) Anemia falciforme Com base nessas informações, assinale a alternativa que
d) ------------- expressa percentualmente o coeficiente de letalidade da
Covid-19, no estado de São Paulo, durante o ano de 2022.
PARTE II
Queda de edifício (A) 1,2
(B) 2,8
(C) 3,5
(D) 349,5
Assinale a alternativa que expressa corretamente o denomi- Assinale a alternativa que descreve corretamente como mar-
nador do coeficiente de mortalidade materna. cadores de consumo alimentar do SISVAN (Sistema de Vigi-
lância Alimentar e Nutricional) podem ser utilizados na prática
(A) População feminina de 15 a 49 anos de idade. clínica na APS.
(B) População feminina total. (A) São utilizados exclusivamente para a prescrição de me-
dicamentos nutricionais aos pacientes com deficiências
(C) Número total de óbitos femininos.
específicas.
(D) Número de nascidos vivos.
(B) São usados para auxiliar o monitoramento do consumo
de alimentos, permitindo a implementação de orienta-
ções dietéticas individualizadas.
QUESTÃO 96
(C) São utilizados apenas para registrar a altura e o peso dos
São consideradas ações e atividades de programas da aten- pacientes, sem considerar aspectos relacionados à dieta
ção primária a serem executadas pela ESF: e ao consumo alimentar.
(A) Na atenção à saúde da mulher: pré-natal de baixo, médio (D) São usados para a avaliação exclusiva de aspectos so-
e de alto risco gestacional: diagnóstico de gravidez, cadas- cioeconômicos dos pacientes, sem relação direta com a
tramento das gestantes com e sem riscos gestacionais, dieta e o consumo alimentar.
na primeira consulta; vacinação antitetânica, avaliação no
puerpério e atividade educativa de promoção à saúde; pla-
nejamento familiar com fornecimento de medicamento e
orientação quanto a métodos anticoncepcionais. QUESTÃO 98
(B) No controle de tuberculose: busca ativa de casos e iden- Mulher de 68 anos comparece à UBS para saber resultados
tificação de sintomáticos respiratórios; diagnóstico clínico de exames bioquímicos, que estão alterados. Refere que
dos comunicantes, vacinação com BCG e quimioprofi- se mudou recentemente para o bairro e sempre cuidou
laxia quando necessário; notificação e investigação dos de sua alimentação, consumindo verduras e legumes
casos; tratamento supervisionado dos casos positivos e de 1 a 2 vezes por dia. Atualmente, tem dificuldade para
busca de faltosos; fornecimento de medicamentos; ações comprar verduras e legumes, pois nesse bairro não há
educativas. horta, sacolão ou feira livre, passando dias sem consumir
esses alimentos.
(C) No controle de hipertensão arterial e diabetes: diagnós-
tico de caso e cadastramento dos portadores; busca Dessa forma, o território em questão caracteriza-se como um
ativa dos casos com medição de pressão arterial e/ou ambiente alimentar denominado
dosagem dos níveis de glicose; diagnóstico precoce de
(A) pântano alimentar.
complicações; encaminhamento de todos os pacientes
para acompanhamento na atenção especializada; ações (B) oásis alimentar.
educativas.
(C) deserto alimentar.
(D) Na eliminação da hanseníase: busca ativa de casos e
identificação dos sintomáticos dermatológicos e de seus (D) ilhas de abundância.
comunicantes; notificação e investigação dos casos;
diagnóstico clínico dos casos com exames dos sintomáti-
cos; tratamento supervisionado dos casos com avaliação
dermato-neurológica e encaminhamento para a farmácia
de alto custo para fornecimento de medicamento.
QUESTÃO 100