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Prova AD Unesp

Prova de acesso direto-residencia medica

Enviado por

Bruna Barauna
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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FACULDADE DE medicina – cÂmpus de botucatu

Processo Seletivo para Residência Médica – 2025

áreas básicas e áreas de acesso direto

001. Prova escrita Objetiva


(Opções: 001, 003, 006, 011, 012, 017, 019, 021, 022, 023, 025, 026,
027, 029 a 032, 034 e 035)

 Você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 100 questões objetivas.
 Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas.
 Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum
problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno.
 Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta.
 Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu.
 A duração da prova é de 4 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas.
 Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorrida 1 hora do início da prova.
 Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua
prova e assine o termo respectivo.
 Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno.
 Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas.

Nome do candidato

RG Inscrição Prédio Sala Carteira

Aguarde a ordem do fiscal para abrir este caderno.

Confidencial até o momento da aplicação.


Confidencial até o momento da aplicação.
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ACR TI-RADS: American College of Radiology Thyroid IM: intramuscular


Imaging Reporting and Data System (TI-RADS®) IMC: índice de massa corpórea
AF: antecedentes familiares IRA: insulto renal agudo ou injúria renal aguda
Anti-TPO: anticorpo antiperoxidase irpm: incursões respiratórias por minuto
AP: antecedentes pessoais IV: intravenoso
ATLS: Advanced Trauma Life Suport (ATLS®) MEEM: miniexame do estado mental
B-hCG: gonadotrofina coriônica humana MEG: mau estado geral
BAAR: bacilo álcool-ácido resistente MSD: membro superior direito
BD: bilirrubina direta MSE: membro superior esquerdo
BEG: bom estado geral MID: membro inferior direito
BI: bilirrubina indireta MIE: membro inferior esquerdo
bpm: batimentos por minuto MV: murmúrio vesicular
BT: bilirrubina total mmHg: milímetros de mercúrio
Ca-TRIPS: Índice de estabilidade fisiológica para risco no Na: sódio
transporte
NTA: necrose tubular aguda
CPAP: continuous positive airway pressure
PA: pressão arterial
Cr: creatinina
PAD: pressão arterial diastólica
DAOP: doença arterial obstrutiva periférica
PAS: pressão arteria sistólica
DHL: desidrogenase lática
pO2: pressão parcial de oxigênio
DM: diabetes mellitus
pCO2: pressão parcial de gás carbônico
DM1: diabetes mellitus tipo 1
PCR: proteína C reativa
DM2: diabetes mellitus tipo 2
POT: pós-operatório tardio
DRA: doença renal aguda
PRL: prolactina
DRC: doença renal crônica
P: peso
dTpa: vacina adsorvida difteria, tétano e pertússis
REG: regular estado geral
DUM: data da última menstruação
RN: recém-nascido
ECG: eletrocardiograma
Rx: radiografia
EDA: endoscopia digestiva alta
SatO2: saturação de oxigênio
EF: exame físico
SGLT2 : sodium-glucose linked transporter
Escore Ca-TRIPS: escore de risco para o transporte inter-
hospitalar T: temperatura

ESF: Estratégia Saúde da Família Tax: temperatura

FA: fosfatase alcalina TB: tuberculose

FC: frequência cardíaca TEC: tempo de enchimento capilar

FR: frequência respiratória T4L: hormônio tireoidiano

FSH: hormônio folículo-estimulante TC: tomografia computadorizada

GB: glóbulos brancos TGO: transaminase glutâmico-oxalacético

GV: glóbulos vermelhos TGP: transaminase glutâmico-pirúvica

GGT: gamaglutamiltransferase TSH: hormônio tireoestimulante

GTT: teste de tolerância à glicose TRO: terapia de reidratação oral

HAS: hipertensão arterial sistêmica UBS: unidade básica de saúde

Hb: hemoglobina Ur: ureia

HGT: hemoglucoteste US: ultrassonografia

Ht: hematócrito Vacina DTPw: vacina tríplice bacteriana de células inteiras

IG: idade gestacional 25-OH vitamina D: 25-hidroxivitamina D

Confidencial até o momento da aplicação. 3 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto


CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÃO 03

RN de 33 semanas com peso de 1 400 g, que nasceu assisti-


do em maternidade de nível secundário, evolui com descon-
QUESTÃO 01 forto respiratório. Exame físico com 6 horas de vida: estável
em CPAP nasal com 50% de oxigênio, SatO2: 90%, T: 36 ºC,
RN de 35 semanas recebeu reanimação neonatal em sala de HGT: 25 mg/dL.
parto com dois ciclos de ventilação pulmonar com pressão
positiva. AP: pré-eclâmpsia materna, parto cesáreo. Exame Em relação ao transporte desse RN, é correto afirmar:
físico aos 12 minutos de vida: desconforto respiratório com
(A) não há necessidade de transferência, pois o RN está es-
batimento de aleta nasal moderada, tiragem intercostal e
tável.
subdiafragmática, murmúrio vesicular presente bilateral-
mente e gemência expiratória, SatO2: 94%, FC: 140 bpm, (B) deve-se intubar o RN e transferi-lo para que receba sur-
FR: 60 irpm, Tax: 36,6 ºC. factante em serviço terciário.
A conduta inicial envolve
(C) deve-se calcular o risco de morte pelo escore Ca-TRIPS
(A) oferta de oxigênio inalatório para obter SatO2 acima de para decidir a necessidade de transferência.
95%.
(D) deve-se transferir o RN após solicitação de vaga, con-
(B) cateter nasal de oxigênio 1-2 L/min e início de antibióticos sentimento materno e estabilização dele.
na primeira hora de vida.

(C) suporte respiratório com CPAP, com concentração de oxi-


gênio a 21%. QUESTÃO 04

(D) CPAP nasal com concentração de oxigênio a 30% e au- RN de 39 semanas, com peso de nascimento de 3 450 g, foi
mento da temperatura do berço de reanimação. amamentado na primeira hora de vida.

A prescrição de vitamina K injetável é indicada para preven-


ção da
QUESTÃO 02
(A) forma clássica da doença hemorrágica do recém-nascido.
RN, com 10 dias de vida, apresenta pele e olhos amarela-
dos. Recebe leite materno em livre demanda, e mãe relata (B) plaquetopenia aloimune.
que o RN mama pouca quantidade, acorda muitas vezes e
(C) forma precoce da doença hemorrágica do recém-nascido.
parece estar sempre com fome. Ela diz que apresenta dor no
mamilo ao amamentar. AP: nascido de 36 semanas, peso de (D) forma tardia da doença hemorrágica do recém-nascido.
2 800 g, tipagem sanguínea: mãe: A+ e RN: O+, 2 dias em
alojamento conjunto. Exame físico: BEG, icterícia (++/++++)
até região umbilical. P: 2 600 g.
O diagnóstico e a conduta devem ser, respectivamente: QUESTÃO 05

(A) icterícia do leite materno; manter o aleitamento materno Lactente de 6 meses está em aleitamento materno exclusivo
e realizar banhos de sol 2x/dia em horários com baixa (AME) e iniciará introdução da alimentação complementar.
radiação ultravioleta. AP: pré-natal e parto sem intercorrências, nascido a termo
com peso de 3 020 g. Peso atual: 8 900 g.
(B) hiperbilirrubinemia relacionada à baixa ingesta; orientar a
A recomendação de suplementação de ferro é
mãe quanto à técnica de amamentação e reavaliar o RN
em retorno próximo. (A) desnecessária por não haver fatores de risco e pelo RN
ter recebido AME.
(C) provável crise de hemólise por incompatibilidade sanguí-
nea A-O; realizar fototerapia e acompanhar o nível da (B) de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, via oral, longe da ma-
bilirrubina. mada, de agora até o 24o mês de idade.
(D) icterícia do leite materno; suspender o aleitamento ma- (C) de 2 mg/kg/dia de sulfato ferroso, via oral, a qualquer ho-
terno por 12 a 24 horas e reavaliar o paciente após esse rário do dia, de agora até o 24o mês de idade.
período.
(D) de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, via oral, se o aleita-
mento materno for suspenso, até o 24o mês de idade.

FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto 4 Confidencial até o momento da aplicação.


QUESTÃO 06 QUESTÃO 07

Lactente de 20 dias de vida reside no Brasil e apresenta, no Menina de 1 ano e 3 meses e irmão de 4 anos estão com febre
resultado do teste do pezinho, TSH de 15 mUI/L. AP: nascido baixa (37,8 ºC a 38,0 ºC), que cede com dipirona, e sem ape-
a termo com peso de 3 050 g, sem intercorrências, em aleita- tite há dois dias. AP: crianças hígidas, sem internação prévia.
mento materno exclusivo. AF: pai teve dengue há 15 dias. Teste rápido para dengue
Sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) e a para ambas as crianças: positivo. Exame físico: prova do laço
conduta correta para o caso, é correto afirmar: negativo em ambas, hidratadas, eupneicas, PA normal.
A classificação e o tratamento da dengue, além do uso de
(A) o teste do pezinho, o da orelhinha, da linguinha e do co- dipirona ou paracetamol se houver febre e a não utilização de
raçãozinho devem ser realizados por todas as crianças anti-inflamatórios, são:
e estão disponíveis pelo SUS no Brasil; deve-se iniciar o
tratamento com levotiroxina e coletar TSH e T4L de san- (A) menina e irmão: grupo A; TRO em casa, orientar sinais
gue periférico em 15 dias. de alerta para retorno em serviço de saúde se necessá-
rio, coletar hemograma e sorologia no sexto dia de doen-
(B) o teste do pezinho disponível no SUS analisa, na maioria ça, com reavaliação a seguir.
das cidades do Brasil, fenilcetonúria, hipotireoidismo con-
gênito, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, (B) menina: grupo B, irmão: grupo A; menina: coletar e ve-
deficiência de biotinidase e fibrose cística; deve-se inves- rificar hematócrito, iniciar TRO supervisionada; se não
tigar histórico do paciente, fazer exame físico e coletar estiver hemoconcentrado, orientar TRO; reavaliação em
TSH e T4L de sangue periférico. 24 h; irmão: realizar TRO em casa e orientar sinais de
alerta para retorno, coletar hemograma e sorologia no
(C) o teste do pezinho está sendo realizado pelo SUS, na sexto dia de doença; reavaliação em 72 h.
maioria das cidades do país, assim como todos os exa-
mes, até a 5a etapa (atrofia muscular espinhal); deve-se (C) menina: grupo B, irmão: grupo A; para ambos: coletar e
realizar exame físico e coletar exames complementares, verificar hematócrito; se estiver alterado, iniciar TRO no
incluindo a tireoglobulina. serviço com orientação para uso em casa se houver boa
aceitação; retorno no sexto dia para coleta de sorologia.
(D) atualmente, o teste do pezinho realizado no Brasil, pelo
SUS, na maioria das cidades do país, inclui o teste de (D) menina e irmão: grupo B; para ambos: coletar hemogra-
triagem neonatal genética para doenças com tratamen- ma e orientar TRO em casa; reavaliação em 24/48h para
tos disponíveis; deve-se investigar histórico do paciente, verificação do exame; se hematócrito estiver alterado,
fazer exame físico e coletar TSH e T4L de sangue peri- realizar hidratação IV com soro fisiológico 0,9% e coletar
férico. novo hemograma; retorno no sexto dia da doença com
coleta de sorologia e verificação do hematócrito.

QUESTÃO 08

Menino de 8 anos em retorno para verificar exames. AP: sín-


drome de West, em uso de valproato de sódio (dose ade-
quada para o peso); encefalopatia crônica não progressiva
de grau 3; anemia megaloblástica pregressa. Exame físico:
eutrófico.
A relação correta entre os resultados dos exames, o diagnós-
tico e a conduta correta é:

(A) Hb: 12,2 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina:


33 ng/mL, 25-OH vitamina D: 20 ng/mL; deficiência de
vitamina D; suplementação de vitamina D: 1 000 UI por
dia por 3 meses.

(B) Hb: 11,5 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina: 30 ng/mL,


25-OH vitamina D: 20 ng/mL; anemia ferropriva; suple-
mentação de ferro elementar: 5 mg/kg/dia por 3 meses.

(C) Hb: 12,2 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina: 15 ng/mL,


25-OH vitamina D: 33 ng/mL; deficiência de vitamina D e
anemia ferropriva; suplementação de vitamina D: 1 000
UI por dia por 3 meses e de ferro elementar: 5 mg/kg/dia
por 3 meses.

(D) Hb: 11,5 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina: 30 ng/mL,


25-OH vitamina D: 33 ng/mL; anemia ferropriva; suple-
mentação de ferro elementar: 5 mg/kg/dia por 3 meses.

Confidencial até o momento da aplicação. 5 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto


QUESTÃO 09 QUESTÃO 12

Menino de 8 anos apresenta febre alta, dor de garganta, Menina de 10 anos apresenta inapetência, palidez, sono-
vômitos e cefaleia há 24 h. Está em uso de amoxacilina há lência, baixo rendimento escolar há 6 meses, diminuição da
24 h. Exame físico: hipoativo, faringe hiperemiada com pla- diurese há 5 dias. AP: infecções urinárias febris dos 4 aos
cas esbranquiçadas sobre as amígdalas, língua saburrosa 8 meses de idade; POT: correção de refluxo vesico-ureteral
com papilas evidentes e adenomegalia cervical, exantema com 1 ano. Exame físico: peso e estatura no percentil 25,
micropapular avermelhado em todo o tegumento, que poupa PA: 112 x 80 mmHg (PAS entre percentil 90 e 95 e PAD en-
região perioral e some à digitopressão, acentuado nas pre- tre percentil 95 e 95+12 mmHg), REG, descorada +2/+4,
gas poplíteas e na região cubital. sem edemas, sopro cardíaco +1/+6. Exames laboratoriais:
GV: 2,34 x 106/mm3, Hb: 7,5 g/dL, Ht: 24%, plaquetas:
O diagnóstico e a conduta corretos são, respectivamente:
136 000/mm3, Cr: 1,5 mg/dL, Ur: 50 mg/dL, urina: densidade
(A) mononucleose infecciosa; uso de sintomáticos. de 1 001, pH: 6,5, nitrito e leucoesterase negativos, proteína
+2, leucócitos: 10/campo, hemácias: 8/campo. US de rins e
(B) farmacodermia; suspensão do antibiótico e uso de cor- vias urinárias: tamanhos diminuídos, não apresenta diferencia-
ticoide. ção córtico-medular.

(C) sarampo; vitamina A. O diagnóstico e a causa básica são, correta e respectiva­


mente:
(D) escarlatina; penicilina benzatina.
(A) injúria aguda do rim; glomerulonefrite rapidamente pro-
gressiva.

QUESTÃO 10 (B) injúria aguda do rim; síndrome hemolítica urêmica


atípica.
RN com 48 horas de vida é submetido ao teste do cora-
çãozinho com os seguintes resultados: MSD SatO2: 96%, (C) doença renal crônica; hipertensão arterial sistêmica.
MIE SatO2: 91%.
(D) doença renal crônica; anomalias congênitas do trato uri-
Segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pe- nário.
diatria (2022), deve-se considerar o resultado

(A) normal e dar alta hospitalar para o RN.


QUESTÃO 13
(B) alterado e dar alta hospitalar para o RN com encaminha-
mento para especialista. Criança apresenta lesões elevadas, com edema central de
tamanho variável, algumas circundadas por eritema, com
(C) alterado e fazer um ecocardiograma imediatamente.
retorno da pele ao seu aspecto normal em 12 horas.
(D) alterado, e deve-se repetir o exame em uma hora. Se O diagnóstico e a etiologia são, correta e respectivamente:
ainda alterado, realizar um ecocardiograma.
(A) urticária aguda; infecciosa.

(B) angioedema agudo; alergia ao leite de vaca.


QUESTÃO 11
(C) urticária aguda; dermografismo.
Menina de 20 dias de vida comparece a uma consulta de
rotina, e é solicitada a medida da PA por aparelho oscilomé- (D) angioedema agudo; picada de inseto.
trico. AP: nasceu de cesárea, gestação de 39 semanas sem
intercorrências, grande para a idade gestacional.
Com relação à indicação para aferir a PA e a escolha pelo
aparelho utilizado, respectivamente, é correto afirmar:

(A) a indicação é necessária; a escolha é adequada.

(B) a indicação é necessária; a escolha é inadequada.

(C) a indicação não é necessária; a escolha é adequada.

(D) a indicação não é necessária; a escolha é inadequada.

FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto 6 Confidencial até o momento da aplicação.


QUESTÃO 14

A conduta correta em relação ao aumento de casos de coqueluche no Brasil consiste em

(A) administrar a pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas de reforços
com a vacina DTPw aos 15 meses e aos 4 anos de idade, além da vacinação de gestantes, puérperas e de profissionais
da área da saúde, com a dTpa.

(B) manter a vigilância sobre os casos suspeitos como a principal medida para prevenir o aumento da doença em todas as
faixas etárias, visto que, em 2023, as vacinas apresentaram aumento da cobertura, em comparação com o ano de 2022.

(C) realizar ações de alerta aos profissionais de saúde da área assistencial, investigar contatos de casos confirmados, ofertar
tratamento oportuno em casos suspeitos.

(D) manter a administração da pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas
de reforços com a vacina DTPw aos 15 meses e aos 4 anos de idade, a fim de prevenir óbitos em lactentes.

QUESTÃO 15

Lactente de 5 meses, internada por quadro de dispneia e sibilância, sem febre, inapetência ou perda de peso. Fez uso
de antibiótico, por sete dias, para tratar possível pneumonia. Após duas semanas da alta hospitalar, manteve os sintomas
e apresentou febre ao entardecer e taquidispneia, então foi reinternada. Exame físico: desconforto respiratório com tira-
gem subcostal; à ausculta, MV reduzido em base esquerda e crepitações, principalmente em hemitórax esquerdo. Necessi-
tou de oxigenoterapia com cateter nasal e de prescrição de antibióticos. Exames complementares: raio X (figura a seguir).
AP: hígida, peso no percentil 50 e comprimento no percentil 50-10.

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

A: raio X em anteroposterior revelando opacidade em praticamente todo o pulmão esquerdo, poupando parte do
lobo superior, obliterando contorno cardíaco.

B: raio X em anteroposterior e perfil com a evolução 15 dias depois, evidenciando a resolução parcial do processo
consolidativo, com surgimento de pequenas cavernas de permeio e alguns broncogramas aéreos.

Para elucidação diagnóstica, as próximas condutas devem ser:

(A) solicitar TC de tórax e escarro com baciloscopia para BAAR, realizar IGRA (Interferon-Gamma Release Assay) e, se o
resultado for positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar RIP (rifampicina, isoniazida e pirazinamida) nas doses ade-
quadas para a idade; realizar a vacinação BCG; solicitar raio X de tórax e escarro materno.

(B) solicitar TC de tórax, hemocultura e cultura de secreções, solicitar painel viral e avaliar o uso de novo antibiótico em confor-
midade com o antibiograma, se houver cultura positiva. Conferir teste de triagem neonatal e realizar dosagem de sódio e
cloro no suor, realizar triagem para vírus da imunodeficiência humana (HIV) e investigar óbitos fetais pregressos ou outros
filhos com doenças na família.

(C) solicitar TC de tórax, coletar lavados gástricos consecutivos com baciloscopia para BAAR, realizar teste rápido molecular
(TRM-TB) e, se o resultado for positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar esquema com RIP, nas doses adequadas
para a idade; conferir vacinação BCG, realizar triagem para HIV, solicitar raio X de tórax e escarro materno e investigar
vínculos epidemiológicos.

(D) solicitar TC de tórax, coletar lavados gástricos consecutivos com baciloscopia para BAAR, realizar IGRA e, se resultado
positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar esquema com rifampicina, isoniazida e etambutol, nas doses adequadas
para a idade; coletar líquor e iniciar corticoide se necessário; investigar vínculos epidemiológicos.

Confidencial até o momento da aplicação. 7 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto


QUESTÃO 16 QUESTÃO 18

Adolescente de 13 anos apresenta lesões na região anterior Menino de 8 anos apresenta quadro progressivo de cefaleia,
e posterior do dorso (figura A) há um ano, assintomáticas. vômitos e dificuldade de marcha há duas semanas. Exame
Exame direto: figura B. físico: BEG, escala de coma de Glasgow: 14, marcha atáxi-
ca, dismetria e decomposição de movimentos bilateralmente,
Figura A reflexos patelares em pêndulo. Ressonância magnética de
encéfalo conforme a imagem a seguir.

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Figura B

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

A hipótese diagnóstica correta é

(A) glioblastoma.

(B) neuroblastoma.

(C) astrocitoma pilocítico.


(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) (D) meningioma.

Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.

(A) O tratamento de escolha é terbinafina oral. QUESTÃO 19

(B) Trata-se de micose superficial causada por fungos der- Adolescente de 18 anos queixa-se de sentir, há uma semana,
matófitos. obstrução nasal à direita, secreção purulenta por essa fossa
nasal e cefaleia. Exame fisico: febre alta, edema palpebral
(C) O sinal de Nikolsky é positivo nessa dermatose. importante, perda visual, diminuição na motilidade ocular e
(D) Ao exame micológico direto, evidenciam-se pseudo-hifas sinais meníngeos.
e esporos. A suspeita diagnóstica correta é de

(A) trombose de seio cavernoso.


QUESTÃO 17
(B) celulite periorbital.
Menino de 15 anos de idade apresenta surdez genética neu-
(C) abscesso subperiosteal.
rossensorial em altas frequências acompanhada de nefrite
progressiva. (D) abscesso orbital.
A síndrome genética que deve ser considerada é a de

(A) Pendred.

(B) Alport.

(C) Usher.

(D) Waardenburg.

FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto 8 Confidencial até o momento da aplicação.


QUESTÃO 20

Lactente de 7 meses apresenta lacrimejamento excessivo em olho esquerdo (OE). AP: nascida com 35 semanas de IG, parto
cesáreo. Exame ocular: cílios grudados, filme lacrimal aumentado em OE, sem lesões de superfície ocular, presença de se-
creção à expressão do canto medial do OE.
O diagnóstico correto é

(A) glaucoma congênito.

(B) conjuntivite química.

(C) dacrioestenose congênita.

(D) oftalmia neonatal.

QUESTÃO 21

Primigesta comparece à segunda consulta de pré-natal em 12.03.24. Ultrassom: idade gestacional compatível com a data da
última menstruação (DUM: 26.01.24).
A idade gestacional e a data provável do parto (DPP) são, respectivamente,

(A) 6 semanas e 4 dias; 01.11.24.

(B) 7 semanas e 2 dias; 30.10.24.

(C) 6 semanas e 5 dias; 26.10.24.

(D) 7 semanas; 26.10.24.

QUESTÃO 22

Primigesta de 18 anos está, em 20.06.24, com 12 semanas de gestação. Ela apresenta a carteira de vacinação a seguir.

dT dTpa
dupla adulto (tétano, difteria Influenza Hepatite B Rubéola Covid-19
(tétano e difteria) e coqueluche)
Jan/2020
Jan/2020 (1a dose)
Nov/23
Data Abr/2023 Mai/2023 Abr/2019
(4a dose)
Abr/2020 Abr/2020
(2a dose)

A recomendação sobre a imunização nessa gravidez é:

(A) terceira dose da dT; influenza; covid-19; a partir da 20a semana, dTpa.

(B) influenza; covid-19 (5a dose); terceira dose da hepatite B.

(C) terceiras doses da dT e da hepatite B; influenza; covid-19 (5a dose).

(D) influenza e covid-19; 3a dose da hepatite B; a partir da 20a semana, a dTpa.

QUESTÃO 23

Mulher de 38 anos teve o diagnóstico de diabetes gestacional com 25 semanas. Retorna 40 dias pós-parto para verificação do
teste de tolerância oral à glicoce (75 g), cujos valores são: glicemia de jejum de 99 mg/dL e glicemia de 2 horas de 155 mg/dL.
O resultado do exame é compatível com

(A) o normal.

(B) diabetes.

(C) intolerância à glicose.

(D) glicemia de jejum alterada.

Confidencial até o momento da aplicação. 9 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto


QUESTÃO 24 QUESTÃO 27

Tercigesta secundípara de 36 anos, com 11 semanas de gra- Primigesta de 19 anos, na 32a semana de gestação, procura
videz, apresenta glicemia de jejum de 94 mg/dL. AP: macros- atendimento em unidade de pronto atendimento com queixa
somia em gestação anterior. de cefaleia persistente há dois dias acompanhada de visão
de pontos brilhantes e dor na região do estômago. Exame
A conduta correta consiste em
físico: REG, edema de membros inferiores e mãos (++/4+),
(A) realizar imediatamente um teste de tolerância oral à PA: 140 x 90 mmHg.
glicose (75 g).
Considerando o diagnóstico e a necessidade de transferên-
(B) orientar mudança de estilo de vida e fazer controle da cia da gestante para outro serviço, a conduta clínica correta
glicemia. é a administração de

(C) realizar teste de tolerância oral à glicose com 24 semanas. (A) sulfato de magnésio, 4 g IV, apenas.

(D) solicitar hemoglobina glicada e prescrever metformina. (B) sulfato de magnésio, 4 g IV + 10 g IM.

(C) hidralazina, 5 mg IV.


QUESTÃO 25 (D) benzodiazepínico, 10 mg IV.

Primigesta de 22 anos procura o pronto atendimento da ma-


ternidade com 33 semanas e 2 dias relatando sentir cólicas QUESTÃO 28
em baixo-ventre. AP: parto a termo em gestação anterior.
Exame físico: altura uterina de 31 cm, feto único, situação Primigesta de 22 anos, com 14 semanas de gestação de
longitudinal, dorso à esquerda e apresentação cefálica. Dinâ- risco habitual, assintomática, apresenta cultura de urina posi-
mica uterina: uma contração de 25 segundos em 10 minutos. tiva, com mais de 100 000 UFC/mL, cujo agente identificado
Toque vaginal: colo uterino posterior, grosso, pérvio: 1,5 cm. foi Escherichia coli, ESBL positivo (antibiograma a seguir).
A conduta correta é:
Antimicrobianos Resultado
(A) corticoterapia, apenas.
Amicacina Sensível, dose padrão
(B) inibição do trabalho de parto, apenas.
Amoxacilina/Ácido Clavulânico Sensível, dose padrão
(C) liberação com orientações.
Ampicilina Resistente
(D) inibição do trabalho de parto, corticoterapia e neuropro-
teção. Cefalexina Resistente
Cefepima Resistente
QUESTÃO 26 Ceftriaxona Resistente

Puérpera apresenta temperatura axilar de 37,9 ºC. AP: sexto Cefuroxima Resistente
dia pós-parto cesariano (gestação de 39 semanas e parada Ciprofloxacina Sensível, dose padrão
secundária da descida com 12 horas de bolsa rota). Exame
físico: BEG, temperatura sublingual: 37,2 ºC, FC: 72 bpm, Ertapenem Sensível, dose padrão
mamas túrgidas, flácidas e sem sinais flogísticos, abdome Gentamicina Sensível, dose padrão
semigloboso, depressível, indolor à palpação profunda, útero
palpável 2 a 3 cm acima do bordo superior da sínfise púbica, Imipenem Sensível, dose padrão
ferida operatória sem sinais flogísticos, loquiação sem odor Levofloxacina Sensível, dose padrão
fétido. Toque vaginal: útero móvel, indolor à mobilização, colo
pérvio: 1,5 cm. Hemograma: Ht: 33%, Hb: 11,2 g/dL, leucóci- Nitrofurantoína Sensível, dose padrão
tos: 12 400/mm3, neutrófilos: 6 800/mm3, bastões: 0/mm3. Norfloxacina Resistente
A conduta correta é: Piperacilina/Tazobactan Sensível, dose padrão
(A) internação e antibioticoterapia. Sulfametoxazol/Trimetoprin Resistente
(B) internação para rastreio infeccioso.

(C) antibioticoterapia oral e reavaliação em 3 dias. O tratamento correto é

(D) orientar curva térmica sublingual e retorno se necessário. (A) intra-hospitalar, com carbapenêmicos.

(B) intra-hospitalar, com amoxacilina/ácido clavulânico.

(C) ambulatorial, com carbapenêmicos.

(D) ambulatorial, com amoxacilina/ácido clavulânico.

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QUESTÃO 29 QUESTÃO 32

Secundigesta de 29 anos, com 20 semanas de gestação, A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis


está assintomática. AP: máculas e pápulas eritematosas em
várias partes do corpo, incluindo as regiões palmo-plantares (A) acomete, em média, 30% das pacientes com DIP (doença
há 8 meses, que desapareceram sem tratamento. Exame inflamatória pélvica) e está muito associada ao Mycoplasma
físico sem lesões de pele. Sorologia para sífilis: teste trepo- hominis.
nêmico reagente, VDRL: 1/128.
(B) apresenta envolvimento leve do parênquima hepático,
O diagnóstico e o tratamento corretos são, respectivamente: mas, em casos graves, pode evoluir para insuficiência do
órgão.
(A) sífilis latente com duração ignorada; penicilina benzatina
na dose total de 7,2 milhões UI, IM. (C) traduz-se clinicamente por quadro de dor aguda em
hipocôndrio direito, o que leva à confusão diagnóstica
(B) sífilis latente com duração ignorada; penicilina benzatina com colecistite aguda.
na dose total de 4,8 milhões UI, IM.
(D) apresenta provas de função hepática alteradas essen-
(C) sífilis secundária recente; penicilina benzatina na dose ciais para o diagnóstico e que costumam predizer a
total de 7,2 milhões UI, IM. gravidade do quadro.
(D) sífilis secundária recente; penicilina benzatina na dose
total de 4,8 milhões UI, IM.
QUESTÃO 33

As características típicas do câncer de mama luminal A são:


QUESTÃO 30
(A) alta expressão de human epidermal growth factor receptor-
Mulher de 51 anos relata fogachos moderados, principalmen- -type 2 (HER2) e baixo índice de proliferação celular.
te noturnos, acompanhados de insônia, irritabilidade e cefa-
leia. AP: trombose em membro inferior direito, última mens- (B) baixa expressão de receptores hormonais de estrogênio
truação há 18 meses. IMC: 30,6 kg/m2. Densitometria óssea e progesterona e alta taxa de proliferação celular (Ki-67).
em coluna lombar com T-score de –2,6 desvios-padrão e colo
de fêmur com T-score de –1,68 desvios-padrão, mamografia (C) ausência de receptores hormonais de estrogênio e pro-
BI-RADS I. gesterona e alta expressão de HER2.

Em relação à terapia hormonal, é correto afirmar que ela está (D) alta expressão de receptores hormonais de estrogênio e
progesterona e baixa taxa de proliferação celular (Ki-67).
(A) indicada para o alívio dos sintomas climatéricos.

(B) indicada para tratamento da osteoporose.


QUESTÃO 34
(C) contraindicada devido ao tromboembolismo.
Para que ocorra o ciclo menstrual com descamação cíclica e
(D) contraindicada devido à obesidade. ordenada do endométrio, são necessárias as seguintes con-
dições:

(A) ausência de disfunções das glândulas adrenais, tireoi-


QUESTÃO 31
dianas e paratireoidianas e ausência de anormalidades
Mulher de 36 anos realizou rastreio de câncer de colo uterino canaliculares.
com pesquisa de DNA HPV por PCR, cujo resultado foi posi-
(B) integridade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, ausên-
tivo para o genótipo 16.
cia de disfunções tireoidianas e adrenais e ausência de
A conduta correta é realizar anormalidades canaliculares.

(A) citologia oncótica. (C) ausência de disfunções das glândulas adrenais e tireoi-
dianas e ausência de anormalidades canaliculares.
(B) colposcopia.
(D) integridade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano e au-
(C) novo teste de DNA HPV em 1 ano. sência de disfunções das glândulas adrenais, tireoidia-
nas e paratireoidianas.
(D) exérese da zona de transformação.

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QUESTÃO 35 QUESTÃO 38

Mulher de 34 anos com desejo reprodutivo queixa-se Paciente de 30 anos, portadora de síndrome dos ovários
de sangramento uterino aumentado. AP: G0P0. EF: IMC: 38,7 policísticos (SOP), deseja engravidar. Está em uso de anti-
kg/m2. Histeroscopia ambulatorial: lesão circunscrita bem concepcional combinado (ACO) e espironolactona.
delimitada de aspecto polipoide, em parede uterina fúndica
Quanto às recomendações pré-gestacionais apropriadas a
anterior, intensamente friável e hipervascularizada, com
essa paciente, assinale a alternativa correta.
sinais de atipias vasculares.
Biópsia excisional da lesão e amostragem do endométrio ad- (A) A paciente não deve engravidar, pois tem alto risco de
jacente: adenocarcinoma endometrial do tipo endometrioide, complicações gestacionais.
bem diferenciado, confinado ao pólipo, margens cirúrgicas
(B) Deve-se suspender o ACO, manter a espironolactona e
livres. Estudo bimolecular: mutação do gene POLE.
iniciar ácido fólico, apenas.
Considerando os achados e o desejo da paciente, é correto
indicar (C) Deve-se suspender o ACO, manter a espironolactona,
iniciar ácido fólico e realizar GTT.
(A) braquiterapia e radioterapia.
(D) Deve-se suspender o ACO e a espironolactona, iniciar
(B) histerectomia total com salpingooforectomia, apenas. ácido fólico e realizar GTT.

(C) histerectomia total com salpingooforectomia bilateral e


pesquisa de linfonodo sentinela.
QUESTÃO 39
(D) tratamento conservador com progestágenos contínuos
por 6 meses e mudanças do estilo de vida. Adolescente de 15 anos relata aumento da duração e do
volume da menstruação. AP: menarca aos 12 anos e
6 meses, DUM há 2 meses.
QUESTÃO 36 Os exames laboratoriais imprescindíveis na avaliação inicial
são
Em relação à investigação da paciente com suspeita clínica
de endometriose, é correto afirmar que (A) FSH, TSH e PRL.
(A) o exame físico normal descarta o diagnóstico. (B) hemograma e BhCG.
(B) a laparoscopia é o exame padrão-ouro para o diagnós- (C) hemograma e coagulograma.
tico.
(D) nenhum; trata-se de imaturidade do eixo hipotálamo-
(C) o tratamento clínico deve ser sempre instituído para con- -hipófise-ovário.
trole da queixa álgica.

(D) US transvaginal com preparo intestinal ou RM são indis-


pensáveis para corroborar suspeita clínica. QUESTÃO 40

Com base na relação entre dispositivo intrauterino (DIU) e


doença inflamatória pélvica, assinale a alternativa correta.
QUESTÃO 37
(A) O DIU não precisa ser removido de rotina, mas a retira-
Adolescente de 13 anos e 3 meses relata nunca ter mens-
da deve ser considerada na ausência de melhora clínica
truado e não apresentar desenvolvimento de mamas e pelos
após 48-72 h de antibioticoterapia.
pubianos.
A conduta correta consiste em (B) O DIU deve ser removido imediatamente para diminuir
o risco de disseminação bacteriana, especialmente em
(A) iniciar a investigação, pois provavelmente se trata de al- pacientes que desejam retirá-lo.
terações no eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
(C) Há indicação de tratamento hospitalar para evitar abs-
(B) aguardar até os 16 anos, sem necessidade de investi- cesso tubo-ovariano e outras complicações dessa asso-
gação. ciação.

(C) iniciar a investigação, pois provavelmente se trata de (D) Estudos atuais mostram maior tempo de internação e
malformação útero-vaginal. maior taxa de abscesso tubo-ovariano em pacientes com
DIU, especialmente DIU de cobre.
(D) aguardar, pois provavelmente se trata de retardo consti-
tucional do desenvolvimento.

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QUESTÃO 41 QUESTÃO 44

Mulher de 45 anos apresenta melena e está hemodinamica- Homem de 78 anos teve infecções respiratórias recorrentes
mente estável, em tratamento com vasoconstritor. AP: cirrose no último ano, com duas pneumonias bacterianas nos últimos
por hepatite autoimune. EDA: 4 cordões varicosos de grosso 6 meses. AP: HAS e DM2. Exames complementares: ane-
calibre e gastropatia hipertensiva portal intensa. mia normocítica e normocrômica e eletroforese de proteínas
séricas com hipogamaglobulinemia, dosagem de cadeias
Além de fazer ligadura elástica das varizes esofágicas, deve-se
leves livres com aumento de cadeia leve lambda e redução
(A) prescrever antibiótico profilático, se a paciente tiver ascite, de cadeia leve kappa, com relação kappa/lambda alterada.
e dar alta hospitalar. O diagnóstico provável é
(B) trocar vasoconstritor por betabloqueador não seletivo e (A) imunodeficiência comum variável.
dar alta hospitalar.
(B) gamopatia monoclonal.
(C) prescrever betabloqueador não seletivo e antibiótico pro-
filático, se a paciente tiver ascite. (C) lúpus eritematoso sistêmico.

(D) manter vasoconstritor por 3 a 5 dias e antibiótico profilá- (D) imunodeficiência primária com defeito de anticorpos.
tico e, a seguir, trocar por betabloqueador não seletivo.

QUESTÃO 45
QUESTÃO 42
Familiar de mulher de 86 anos informa que, há 4 dias, a pa-
Homem de 73 anos apresenta dispneia e edema de membros ciente acordou à noite confusa e agitada, não reconhecendo
inferiores há 2 meses, sendo diagnosticado com insuficiência a própria casa e alegando que o quarto estava cheio de ca-
cardíaca e derrame pleural moderado. Após tratamento com chorros barulhentos. Desde então, passou a necessitar de
diurético, apresenta melhora do edema, mas persiste com ajuda para fazer sua higiene pessoal, a não compreender as
dispneia e derrame pleural. É indicada toracocentese diag- orientações e a perseverar na ideia de que precisava cuidar
nóstica. AP: HAS e DM2. dos cachorros. Há 1 dia, está desatenta, apática, sonolenta,
com dificuldade para deambular e com incontinência para fe-
Deve-se realizar o cálculo do gradiente de albumina do lí- zes e urina. AP: ausência de distúrbios mentais prévios.
quido pleural para diferenciação entre transudato e exsudato
devido Segundo o Confusion Assessment Method (CAM), para o
diagnóstico do quadro descrito, são obrigatórios
(A) à idade avançada.
(A) pensamento desorganizado e dificuldade para focar a
(B) ao uso de diurético. atenção.

(C) ao diagnóstico de diabetes. (B) modificação aguda do estado mental e apatia.

(D) à suspeita de neoplasia. (C) dificuldade para focar a atenção e dependência funcional.

(D) modificação aguda do estado mental e dificuldade para


focar a atenção.
QUESTÃO 43

Mulher de 52 anos apresenta febre de 38,5 ºC há 2 dias. AP:


linfoma difuso de grandes células B, com 1o ciclo de quimiote-
rapia há 8 dias. Exame físico: FC: 112 bpm, FR: 22 irpm, PA:
120 x 80 mmHg e desidratada +/4+.
Deve-se

(A) monitorizar clinicamente, já que a paciente está estável;


não é necessário coletar exames e pode-se dar alta com
antibioticoterapia empírica.

(B) coletar hemograma devido à possibilidade de neutrope-


nia febril e, se confirmar o diagnóstico, introduzir antibi-
ótico.

(C) iniciar antibioticoterapia de amplo espectro com cobertu-


ra para Pseudomonas na admissão.

(D) monitorizar clinicamente, já que a paciente está estável;


não é necessário coletar exames e pode-se dar alta com
uso de antitérmico.

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QUESTÃO 46 QUESTÃO 48

A seguir, são apresentados os valores de creatinina sérica de Mulher de 68 anos relata tosse produtiva e febre há 3 dias.
quatro pacientes com episódio de insulto renal agudo isquê- Exame físico: desorientação em tempo e espaço, FC:
mico tratado com medidas adequadas. 75 bpm, FR: 24 irpm, SatO2: 93% em ar ambiente, PA:
130 x 70 mmHg, T: 38,1 ºC, ausculta pulmonar com murmúrio
Valores de creatinina sérica (mg/dL) vesicular presente e crepitações em base esquerda. Exames
Dias laboratoriais: Hb: 13,5 g/dL, plaquetas: 205 mil/mm3, leucóci-
Paciente A Paciente B Paciente C Paciente D tos: 13 800/mm3, PCR: 18 mg/dL, creatinina: 1,1 mg/dL, ureia:
0 1,0 1,0 4,0 3,0 56 mg/dL, sódio: 136 mEq/L. Gasometria arterial (ar ambien-
te): pH: 7,34, pO2: 65 mmHg, pCO2: 35 mmHg, bicarbonato:
1 3,0 3,0 7,0 7,0 18 mEq/L.
2 5,5 1,0 10,0 7,0 A conduta correta consiste em iniciar antibioticoterapia com
4 7,0 1,0 10,0 8,0
(A) azitromicina e em internação hospitalar.
8 7,0 1,0 10,0 8,0
(B) azitromicina e em tratamento ambulatorial.
10 7,0 1,0 10,0 8,0
20 3,8 1,0 4,0 8,0 (C) amoxicilina com clavulanato e azitromicina e em interna-
ção hospitalar.
30 1,5 1,0 4,0 10,0
90 1,0 1,0 4,0 10,0 (D) amoxicilina com clavulanato e azitromicina e em trata-
mento ambulatorial.

Considerando IRA (injúria renal aguda), NTA (necrose tubu-


lar aguda), DRC (doença renal crônica) e DRA (doença renal
aguda), a associação correta entre os pacientes (A, B, C e D) QUESTÃO 49
e seu diagnóstico nefrológico é:
Homem de 42 anos apresenta lesões cutâneas (conforme fi-
(A) A: IRA hemodinâmica; B: IRA intrínseca por NTA; C: DRC gura a seguir) que se iniciaram há dois dias, com muita dor na
com IRA sobreposta; D: DRC. região torácica à esquerda. AP: transplantado renal há 6 anos
em uso de drogas imunossupressoras.
(B) A: DRC; B: IRA funcional; C: DRC com IRA sobreposta;
D: DRA.

(C) A: DRA; B: IRA hemodinâmica; C: DRC com IRA sobre-


posta; D: DRC com DRA sobreposta.

(D) A: DRA; B: DRC com IRA sobreposta; C: IRA intrínseca


por NTA; D: DRC com DRA sobreposta.

QUESTÃO 47

Mulher de 36 anos apresenta dispneia aos esforços há 2


meses com piora progressiva e, há 2 dias, relata cefaleia
occipital ao acordar. EF: ortopneia, cianose discreta de extre-
(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
midades, confusão mental leve, FC: 120 bpm, FR: 27 irpm,
PA: 268 x 134 mmHg em MSE e 272 x 138 mmHg em MSD,
A conduta correta envolve
ictus desviado para a esquerda, presença de quarta bulha,
sopro sistólico 2+/4+ em foco mitral, crepitações finas em am- (A) o uso de aciclovir endovenoso, na dose de 10 mg/kg a
bas as bases pulmonares, fundo de olho com borramento de cada 8 horas, até melhora clínica.
papila, exsudatos e hemorragias.
(B) apenas aguardar evolução do quadro, uma vez que se
Em relação ao diagnóstico imediato e à conduta correta,
trata de doença autolimitada.
trata-se de hipertensão
(C) o uso de aciclovir tópico por 14 dias.
(A) acelerada/maligna e manejo hospitalar com medicações
orais. (D) o uso de aciclovir oral na dose 200 mg cinco vezes ao dia
por sete dias e analgesia.
(B) acelerada/maligna e manejo hospitalar com vasodila­
tador intravenoso.

(C) resistente e manejo ambulatorial com medicações orais.

(D) resistente e manejo hospitalar com vasodilatador intra-


venoso.

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QUESTÃO 50 QUESTÃO 53

Mulher de 55 anos relata dor torácica intensa e dispneia súbi- Homem de 50 anos com neoplasia de esôfago refere que
ta há 1 hora. Evolui com parada cardiorrespiratória em ritmo está com dificuldade de deglutição há 2 meses e, por isso,
apresentado em ECG (conforme a imagem a seguir). opta por alimentos pastosos, sendo metade do que costu-
mava comer anteriormente. Seu peso habitual era de 120 kg
(IMC = 39 kg/ m2) e, atualmente, é de 90 kg (IMC = 29,4 kg/ m2).
Segundo os critérios do Global Leadership Initiative in
Malnutrition (GLIM), o paciente apresenta

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) (A) sobrepeso.

Após chamar ajuda, a sequência de medidas no atendimento (B) risco nutricional.


deve ser a seguinte:
(C) desnutrição grave.
(A) compressões torácicas, administração de epinefrina,
(D) obesidade controlada.
compressões torácicas e administração de epinefrina.

(B) desfibrilação, compressões torácicas, desfibrilação e ad-


ministração de epinefrina. QUESTÃO 54

(C) intubação orotraqueal, compressões torácicas, adminis- Homem de 52 anos refere dispneia aos esforços. AP: HAS,
tração de epinefrina e compressões torácicas. DM2 e obesidade. Exame físico: estase jugular 2+/4+, cre-
pitações pulmonares em bases bilateralmente e edema de
(D) desfibrilação, administração de amiodarona, compres- membros inferiores sem sinais inflamatórios. Radiografia de
sões torácicas e administração de epinefrina. tórax: congestão pulmonar grave. Ecocardiograma: aumento
de átrio esquerdo, aumento da espessura da parede do ven-
trículo esquerdo e fração de ejeção de 55%.
QUESTÃO 51
Com o objetivo de aumentar a sobrevida, a melhor conduta
Mulher de 70 anos refere dor intensa em joelho direito há para esse paciente é
2 dias, sem história de trauma prévio, acompanhada de
edema e eritema no local. AP: artrite reumatoide soropositi- (A) introduzir inibidor da enzima conversora da angiotensina.
va em remissão há 1 ano. Medicações em uso: leflunomida (B) introduzir espironolactona.
20 mg/dia. Exame físico: joelho direito com sinal da tecla pre-
sente, amplitude de movimento reduzida e calor local. (C) introduzir inibidor da SGLT2.
A principal hipótese diagnóstica e a conduta inicial devem ser: (D) tratar as comorbidades.
(A) artrite reumatoide em atividade; prednisona e metotrexato.

(B) osteoartrite; analgésico e condroprotetor. QUESTÃO 55

(C) artrite gotosa; punção articular diagnóstica, análise do Mulher de 63 anos refere ganho de peso e constipação.
líquido sinovial, alopurinol e anti-inflamatório. Não possui doenças prévias nem faz uso de medicamentos.
Exames laboratoriais: TSH: 10,7 mU/L, T4 livre: 1,1 ng/dL
(D) artrite séptica; punção articular diagnóstica, análise do (valores de referência: 0,7 – 1,4 ng/dL), anti-TPO: 23 UI/mL
líquido sinovial e antibioticoterapia. (valores normais abaixo de 35 UI/mL).
Nesse caso, a conduta deve ser:
QUESTÃO 52
(A) iniciar tratamento com levotiroxina para normalizar os
Homem de 23 anos refere dispneia iniciada há 30 minutos níveis de TSH e aliviar os sintomas.
durante atividade física. Nega histórico de trauma. Nega (B) solicitar ultrassonografia de tireoide e indicar tratamento
procedimentos torácicos prévios. Exame físico: murmúrio apenas em caso de alterações ecográficas difusas.
vesicular presente em todo hemitórax direito e ausente no
hemitórax esquerdo, percussão com som claro pulmonar no (C) calcular o risco cardiovascular e iniciar tratamento com
hemitórax direito e timpanismo no hemitórax esquerdo. Rea- levotiroxina apenas em caso de a paciente apresentar
lizada ultrassonografia torácica a beira-leito, cujos achados alto risco.
esperados à direita e à esquerda são, respectivamente:
(D) monitorizar os níveis de TSH e T4 livre a cada 6-12 me-
(A) deslizamento pleural, linhas A e pulso pulmonar; desliza- ses e iniciar tratamento apenas se houver progressão.
mento pleural, linhas B e pulso pulmonar.

(B) deslizamento pleural, linhas A; deslizamento pleural au-


sente e ponto pulmonar.

(C) deslizamento pleural ausente e linhas B; deslizamento


pleural, linhas A e sinal da água-viva.

(D) deslizamento pleural ausente, linhas A e ponto pulmonar;


deslizamento pleural e linhas A.
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QUESTÃO 56 QUESTÃO 59

Homem de 28 anos apresenta dificuldades em manter con- Homem de 55 anos, agricultor, apresentou úlcera única, de
trole glicêmico adequado, com variações significativas da bordas infiltradas, emolduradas e fundo granuloso na região
glicemia ao longo do dia, apesar do uso de múltiplas doses pré-tibial esquerda, com crescimento há 45 dias. AP: DM2,
diárias de insulina e monitoramento contínuo da glicose. doença de Chagas, bloqueio atrioventricular grau II, bloqueio
AP: DM1 sem complicações vasculares. de ramo esquerdo e doença renal crônica pré-dialítica. Exa-
me citológico da base da úlcera: estruturas parasitárias dimi-
Nesse caso, a prescrição de inibidores da SGLT-2 para me-
nutas.
lhora do controle glicêmico
A estratégia terapêutica mais segura e eficaz é
(A) está associada ao aumento de eventos de hipoglicemia
grave. (A) miltefosina oral.

(B) promove redução da glicemia por efeito mediado pela in- (B) antimoniato de N-metil glucamina intramuscular.
sulina.
(C) anfotericina B (lipossomal) endovenosa.
(C) está associada ao aumento do risco de cetoacidose dia-
(D) pentamidina intramuscular.
bética.

(D) promove aumento na taxa de filtração glomerular.


QUESTÃO 60

QUESTÃO 57 Homem de 33 anos refere febre alta, cefaleia, mialgia, artral-


gia há 4 dias. Há um dia, houve aparecimento de manchas
Mulher de 62 anos refere dor epigástrica em queimação de vermelhas pelo corpo, muito pruriginosas e epistaxe em mí-
forte intensidade com irradiação para região retroesternal nima quantidade, com resolução espontânea. AP: DM1 con-
e membros superiors, com duração, até o momento, de 50 trolado. Exame físico: BEG, PA: 130 x 80 mmHg (aferida em
minutos. Exame físico normal. ECG: infradesnivelamento de duas posições), FC: 89 bpm, TEC < 3 segundos, sem sinais
segmento ST maior que 1 mm em derivações inferiores. de hipoperfusão, prova do laço negativa. HGT 149 mg/dL.
Considerando as diretrizes da Sociedade Europeia de Car- Com suspeita de dengue, a classificação clínica e a conduta
diologia para síndrome coronariana aguda, pode-se afirmar, são, correta e respectivamente,
corretamente, que
(A) grupo B; é necessário iniciar hidratação e avaliar o he-
(A) é possível inferir a artéria culpada pelo evento corona- mograma em até 4 horas. Caso não apresente hemocon-
riano agudo a partir da alteração eletrocardiográfica des- centração e/ou plaquetopenia grave, o manejo pode ser
crita. ambulatorial, com reavaliações clínicas diárias e hemo-
gramas seriados, até resolução completa do quadro.
(B) na evolução natural da isquemia miocárdica, a alteração
eletrocardiográfica descrita é precedida de inversão si- (B) grupo C; é necessário iniciar hidratação e avaliar o he-
métrica de onda T. mograma em até 2 horas. A depender do hemograma, o
paciente deverá ficar internado ou ser manejado ambula-
(C) a apresentação clínica e eletrocardiográfica desta pa-
torialmente, com reavaliações clínicas diárias e hemogra-
ciente é compatível com suboclusão coronariana, não
mas seriados, até resolução completa do quadro.
sendo possível a oclusão total.
(C) grupo A; não é necessário avaliar o hemograma, e o ma-
(D) a alteração eletrocardiográfica mencionada é compatível
nejo pode ser ambulatorial, com reavaliação clínica no
com lesão miocárdica do tipo isquemia.
dia da cessação da febre ou no sétimo dia de sintoma,
caso a febre persista.
QUESTÃO 58 (D) grupo D; é necessário iniciar hidratação endovenosa e
avaliar o hemograma em até 2 horas. O paciente deverá
Assinale a alternativa correta sobre as medidas não farmaco-
ficar internado por, pelo menos, 48 horas em unidade de
lógicas para controle da hipertensão arterial sistêmica.
terapia intensiva.
(A) Em pacientes em uso de dieta rica em sódio, substituir
cloreto de sódio por cloreto de potássio é recomendado
para reduzir a pressão arterial e o risco cardiovascular.

(B) A restrição de sal (cloreto de sódio) na dieta é recomen-


dada para redução da pressão arterial, com restrição de
menos de 4 gramas de cloreto de sódio, que corresponde
a cerca de 1 grama de sódio.

(C) É recomendado o consumo moderado de álcool para pro-


teção cardiovascular.

(D) Há evidência dos efeitos de exercício aeróbico na redu-


ção da hipertensão arterial e melhora do perfil cardiovas-
cular, porém não para exercício resistido.

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QUESTÃO 61 QUESTÃO 64

Mulher de 57 anos, queixa-se de pirose e epigastralgia há Homem de 19 anos dá entrada em Unidade de Pronto Aten-
2 anos, nega disfagia e perda ponderal. Refere uso de dimento com história de mergulho em lago. Exame físico:
omeprazol por mais de 6 meses sem melhora do quadro. AP: sonolento, confuso, fala empastada, hálito etílico, paresia
HAS e DM2 em tratamento. Exame físico: IMC de 29 kg/m2. dos membros inferiores e ferimento cortocontuso na cabeça,
EDA (3 exames): gastrite enantematosa leve de antro gás- FC: 68 bpm, FR: 18 irpm, SatO2: 98% (ar ambiente);
trico. PA: 80 x 50 mmHg.
A hipótese e próximo exame para complementação diagnós- Pode-se afirmar, corretamente, que
tica são, respectivamente,
(A) não há necessidade de suporte de oxigênio, uma vez que
(A) acalasia; manometria esofágica convencional. o paciente apresenta boa saturação em ar ambiente.

(B) doença do refluxo gastroesofágico; manometria esofági- (B) o deficit neurológico dos membros inferiores é secundá-
ca de alta resolução. rio a uma lesão cranioencefálica.

(C) doença do refluxo gastroesofágico; pHmetria esofágica. (C) se trata de choque hipovolêmico e deve-se iniciar o trata-
mento com reposição volêmica com 2 000 mL de cristaloi-
(D) esofagite eosinofílica; nova endoscopia com biópsias
de intravenoso em bolus.
esofágicas.
(D) a causa do choque e do deficit neurológico é uma prová-
vel lesão ou compressão de medula ou raízes nervosas
QUESTÃO 62 ao nível da coluna cervical baixa/torácica alta.

Mulher de 62 anos queixa-se de disfagia progressiva nos úl-


timos 4 anos associada à perda ponderal de 7 kg. AP: HAS e QUESTÃO 65
cirurgia colorretal prévia por obstrução intestinal, porém não
se recorda o motivo. Refere aceitar dieta pastosa atualmente. Mulher de 47 anos refere dor intensa no epigástrio e
EDA: candidíase esofágica, sem evidência de lesões suges- hipocôndrio direito há 1 dia. Apresentou episódios seme-
tivas de neoplasia. lhantes anteriormente, porém, dessa vez, a dor está mais in-
tensa e acompanhada de náuseas e vômitos. Exame físico:
A hipótese diagnóstica e o próximo exame para confirmá-lo
obesa, dor à palpação do epigástrio e do hipocôndrio direito.
são, correta e respectivamente,
Exames: Ht: 42%; Hb: 13,5 g/dL; GB: 10 500 mm3;
(A) esclerodermia; manometria esofágica convencional. Ur: 39 mg/dL; Cr: 1 mg/dL; TGO: 40 U/L; TGP: 43 U/L;
GGT: 60 U/L; FA: 140 U/L; BT: 1,1 mg/dL; BD: 0,6 mg/dL;
(B) motilidade esofágica ineficaz; manometria esofágica de BI: 0,5 mg/dL; amilase: 130 U/L; lipase: 495 U/L.
alta resolução.
Pode-se afirmar, corretamente, que
(C) acalasia; pHimpedanciometria.
(A) a principal hipótese diagnóstica é pancreatite aguda, e
(D) acalasia; manometria esofágica de alta resolução. o primeiro exame de imagem a ser solicitado é TC de
abdome.

QUESTÃO 63 (B) o tratamento inicial deve incluir jejum, hidratação, analge-


sia, antiemético e antibióticos.
Motociclista de 25 anos sofreu colisão em alta velocidade
contra um automóvel. Estava de capacete fechado (com pro- (C) ao palpar o hipocôndrio direito, se a paciente sentir dor ao
teção frontal) e foi arremessado a 10 metros. Deu entrada inspirar, estará caracterizado o sinal de Murphy positivo.
com capacete e sem colar cervical. Exame físico: arrespon-
(D) o US de abdome é o exame de escolha, menos invasivo,
sivo mesmo ao estímulo vigoroso, respiração ruidosa, com
mais barato e com maior sensibilidade quando compara-
incursões respiratórias rápidas e superficiais e uso de mus-
do à TC.
culatura acessória. FC: 134 bpm, PA: 80 x 40 mmHg, SatO2:
72% (ar ambiente).
De acordo com o protocolo ATLS a conduta deve ser:

(A) inspecionar e aspirar a via aérea, e suplementar oxigênio


com máscara a 10 L/min.

(B) retirar o capacete evitando a movimentação da coluna


cervical, com auxílio de um segundo socorrista, para
abordagem da via aérea.

(C) puncionar dois acessos venosos calibrosos de grosso ca-


libre nas fossas antecubitais e iniciar reposição volêmica.

(D) realizar cricotireoidostomia por punção.

Confidencial até o momento da aplicação. 17 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto


QUESTÃO 66 QUESTÃO 69

Homem de 75 anos queixa-se de dois episódios de hemato- Homem de 67 anos queixa-se de dificuldade miccional, jato
quezia em grande quantidade há 1 dia, associada à síncope. urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto da
Exame físico: REG, afebril, acianótico, anictérico, descorado bexiga, há 6 meses. Nega hematúria, infecções urinárias re-
2+/4+, FC: 120 bpm, PA: 100 x 60 mmHg; abdome plano, correntes e sintomas de disfunção erétil. AP: HAS controlada.
flácido e indolor à palpação. Toque retal: ausência de lesões Toque retal: próstata aumentada e consistência elástica.
e fezes na ampola, grande quantidade de coágulos. AP: HAS,
A primeira linha de tratamento farmacológico deve ser:
DM e antiagregante plaquetário devido a procedimento endo-
vascular recente. EDA (há 3 dias): sem alterações. (A) inibidor da 5-alfa-redutase.
A etiologia mais provável e o tratamento inicial são: (B) alfabloqueador.
(A) angiodisplasia; arteriografia. (C) anti-inflamatório não esteroide.
(B) doença hemorroidária; cirurgia de urgência. (D) inibidor da fosfodiesterase tipo 5.
(C) doença diverticular do cólon; monitorização e estabiliza-
ção clínica.
QUESTÃO 70
(D) neoplasia de cólon; colonoscopia.
Homem de 45 anos apresenta dor lombar intensa do lado
direito, em cólica, que irradia para a região inguinal, acom-
QUESTÃO 67 panhada de náuseas e vômitos. Nega febre. Exame físico:
afebril, dor à palpação da região lombar direita e sinal de
Menino de 11 meses apresenta dor abdominal intermitente há Giordano positivo.
1 dia. Mãe relata que o filho apresenta momentos com muita
O exame de imagem para confirmar o diagnóstico deve ser:
dor, que duram alguns minutos e, em seguida, fica quieto e
pálido. Hoje apresentou episódios de vômitos, inicialmente (A) US abdominal.
com conteúdo alimentar e, posteriormente, esverdeado. Não
evacua há 2 dias. Exame físico: REG, descorado +/4, desi- (B) radiografia simples de abdome.
dratado ++/4, FC: 140 bpm. Abdome distendido, com ruídos (C) urografia excretora.
hidroaéreos diminuídos, doloroso à palpação profunda, com
massa móvel palpável em hipocôndrio direito e fossa ilíaca (D) TC de abdome total sem contraste.
direita “vazia”, sem sinais de irritação peritoneal.
A principal hipótese diagnóstica para esse caso é: QUESTÃO 71
(A) apendicite aguda. Homem de 28 anos apresenta úlcera genital dolorosa há 5
(B) invaginação intestinal. dias. Relata febre e mal-estar geral antes do aparecimento da
lesão. Exame físico: imagem. AP: múltiplas parcerias sexuais
(C) enterocolite necrosante. nos últimos meses sem uso de preservativos.
(D) obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides.

QUESTÃO 68

Menina de 6 anos apresenta, há 2 dias, dor abdominal, inicial-


mente difusa e, agora, está mais localizada em fossa ilíaca
direita. Está com apetite diminuído, com náuseas e vômitos.
Há 1 dia, apresenta dor para urinar e um episódio de febre
(37,8 ºC). Possui hábito intestinal regular, diário, sem esfor-
ço, mas está há 1 dia sem evacuar. Exame físico: prostrada,
FC: 102 bpm, discretamente desidratada. Abdome: doloroso
à palpação profunda difusamente, com sinal de Blumberg
positivo. (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Em face do exposto, a conduta a ser adotada é realizar Em face do exposto, a hipótese diagnóstica é:

(A) observação clínica por 48 horas. (A) sífilis.

(B) drenagem de cavidade abdominal guiada por US. (B) herpes genital.

(C) TC de abdome. (C) cancroide.

(D) apendicectomia de urgência. (D) linfogranuloma venéreo.

FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto 18 Confidencial até o momento da aplicação.


QUESTÃO 72 QUESTÃO 75

Homem de 65 anos foi submetido a implante de prótese val- Homem de 54 anos apresenta dor torácica e tosse com
var mecânica mitral e está em uso de anticoagulante oral. expectoração amarelada há 5 dias, febre há 2 dias. AP:
Evoluiu no 5o dia de pós-operatório com estase jugular, hipo- tabagista (carga tabágica: 35 anos-maço). Radiografia de
tensão arterial e hipofonese de bulhas cardíacas. tórax: broncograma aéreo em lobo superior direito e derrame
pleural à direita de 15 mm em decúbito lateral direito. Toraco-
A conduta a ser adotada nesse caso deve ser:
centese diagnóstica: líquido pleural seroso, pH: 7,2, glicose:
(A) realizar ecocardiograma, suspender anticoagulante oral 80 mg/dL, proteína: 2,6 g/dL, DHL: 270 UI/L, 55% de neutró-
e otimizar medicação para controle da insuficiência car- filos, 25% de linfócitos, 10% monócitos. Exames laboratoriais
díaca. séricos: proteína: 6,5 g/dL, DHL: 520 UI/L.

(B) substituir o anticoagulante oral por heparina regular e fa- Com relação ao derrame pleural, deve-se realizar
zer acompanhamento do tempo de tromboplastina par-
(A) biópsia pleural.
cialmente ativada a cada 8 horas.
(B) drenagem torácica.
(C) realizar drenagem do derrame pericárdico.
(C) conduta expectante.
(D) reoperar imediatamente, drenando o derrame pericárdio,
e trocar a prótese mecânica por biológica. (D) pleurodese.

QUESTÃO 73 QUESTÃO 76

Adolescente de 17 anos, vítima de queimadura de 2o grau su- Homem de 38 anos, vítima de acidente automobilístico, dá
perficial com álcool em região lateral e inferior da coxa direita entrada no Pronto-Socorro referindo dor torácica impor-
há 2 horas, relata dor local de intensidade 8 em uma escala tante. Exame físico: sudoreico, taquipneico, FC: 125 bpm,
de 10. PA: 80 x 50 mmHg, turgência jugular, escoriação e crepitação
à palpação do 4o e 5o arcos costais à esquerda, ausência de
Além da limpeza local com soro fisiológico, a conduta inicial a
murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo e bulhas rítmicas
ser adotada deve ser analgesia
normofonéticas a dois tempos.
(A) intravenosa e antibiótico via oral.
Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser:
(B) via oral e colagenase tópica.
(A) intubação orotraqueal.
(C) intravenosa e curativo com sulfadiazina de prata.
(B) pericardiocentese.
(D) intravenosa e antibiótico intravenoso.
(C) toracostomia com drenagem pleural fechada.

(D) toracocentese de alívio.


QUESTÃO 74

Mulher de 35 anos refere aparecimento de um nódulo em


região cervical anterior. Exame físico: nódulo de 2,0 cm em
topografia de lobo direito da tireoide. Exames: TSH e T4 li-
vre dentro dos limites de normalidade. US de tireoide: nódulo
altamente suspeito de malignidade segundo os critérios do
ACR TI-RADS (American College of Radiology).
Em face do exposto, é correto afirmar que se trata de nódulo

(A) sólido, hiperecoico, mais largo do que alto, margem regu-


lar e com presença de macrocalcificações.

(B) sólido-cístico, com conteúdo sólido isoecoico, mais alto


do que largo, com margens regulares e sem focos eco-
gênicos no seu interior.

(C) sólido, hipoecoico, mais alto do que largo, com margens


irregulares e presença de focos ecogênicos puntiformes
no seu interior.

(D) sólido, hiperecoico, mais largo do que alto, com margens


irregulares e sem focos ecogênicos no seu interior.

Confidencial até o momento da aplicação. 19 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto


QUESTÃO 77 QUESTÃO 79

Menino de 1 ano e oito meses estava passeando com sua Homem de 65 anos queixa-se de claudicação intermitente há
avó e tentou se soltar fazendo força para se jogar no chão 6 meses, com piora da dor em membro inferior direito há 25
(imagem). A avó segurou firmemente, enquanto a criança pu- dias, ao caminhar cerca de 30 metros e aliviada com repou-
xava sua mão com força. De repente, o menino deu um grito so. AP: ex-tabagista há 10 anos, DM2 em uso de metformina.
agudo, começou a chorar e parou de mexer o cotovelo es- Exame físico: pulsos femorais presentes bilateralmente, au-
querdo, dando entrada com essa situação clínica no Pronto- sência de pulsos poplíteos, tibiais posteriores e tibiais ante-
-Socorro. riores bilateralmente.
Em face do exposto, a conduta deve ser:

(A) angioplastia com colocação de stent na artéria ilíaca co-


mum direita.

(B) cilostazol e encaminhamento para reabilitação cardiovas-


cular.

(C) angiografia do MID e programação de revascularização


cirúrgica.

(D) analgésicos para controle da dor durante caminhadas su-


pervisionadas.

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


QUESTÃO 80
O diagnóstico provável é de Homem de 72 anos apresenta-se ao serviço de emergência
com dor abdominal súbita e intensa. AP: HAS controlada.
(A) fratura por estresse do úmero distal.
Exame físico: massa pulsátil palpável na região abdominal e
(B) pronação dolorosa. hipotensão arterial. TC abdominal: aneurisma de aorta abdo-
minal infrarrenal de 5,5 cm (4,0 cm há sete meses).
(C) epifisiólise da ulna.
Nesse caso, a conduta deve ser:
(D) ruptura da cápsula articular do cotovelo.
(A) US abdominal seriado a cada 3 meses.

(B) reparo cirúrgico imediato do aneurisma.

QUESTÃO 78 (C) bloqueador de canal de cálcio e avaliação cardiológica.

Homem de 62 anos dá entrada no Pronto-Socorro com (D) betabloqueador e acompanhamento clínico regular.
queixa de dor súbita e edema no MIE. AP: câncer de pul-
mão metastático em tratamento quimioterápico, evoluindo
com pancitopenia. Exame físico: aumento de volume e calor
localizado no MIE. US Doppler: trombose venosa profunda
envolvendo as veias femoral e ilíaca comum esquerdas.
A conduta nesse caso deve ser:

(A) implantar filtro de veia cava inferior.

(B) anticoagulação com ajuste de dose de acordo com o


peso do paciente.

(C) compressão pneumática intermitente como tratamento


inicial.

(D) monitorização da evolução com US Doppler seriada.

FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto 20 Confidencial até o momento da aplicação.


QUESTÃO 81 QUESTÃO 83

Homem de 37 anos, com diagnóstico recente de tuberculose Homem de 50 anos, casado, técnico em telecomunicações,
(TB) pulmonar em tratamento. A equipe de saúde identifica funcionário de empresa de telefonia há 20 anos, começa a
que sua esposa de 35 anos e seu filho de 15 anos têm diag- apresentar alguns problemas de saúde após sucessivas mu-
nóstico de TB ativa. danças administrativas em seu emprego, com ameaças de
demissão, desmoralização dos funcionários e exigências cada
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento encurtado com
vez maiores de rendimento. Foi transferido de unidade duas
2 meses de rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambu-
vezes e assumiu posto de gerência, aumentando suas atribui-
tol, seguido por 2 meses de rifampicina + isoniazida,
ções, enquanto reduzia-se o efetivo de pessoal. Começou a
(A) é recomendado para o filho, caso o raio-X de tórax seja sentir-se muito cansado fisicamente, ansioso, tenso e insone.
compatível com TB pulmonar confinada em um lobo, sem Passou a apresentar também tristeza profunda, falta de pra-
cavidades e sem padrão miliar; tenha teste rápido mole- zer nas atividades, dificuldade em tomar decisões, perda de
cular para TB não detectado e apresente sintomas leves apetite e de peso, lapsos de memória, desesperança, senti-
que não precisem de internação. mento de desvalorização pessoal e profissional. Foi afastado
do trabalho por transtorno mental relacionado ao trabalho.
(B) é recomendado para a esposa, caso o raio-X de tórax
Os diagnósticos mais prováveis, nesse caso, são síndrome
seja compatível com TB pulmonar confinada em um lobo,
sem cavidades e sem padrão miliar; tenha teste rápido (A) de estresse pós-traumático e transtorno depressivo.
molecular para TB não detectado e apresente sintomas (B) da fadiga crônica e transtorno depressivo.
leves que não precisem de internação.
(C) do esgotamento profissional e síndrome da fadiga crônica.
(C) é recomendado para o filho, caso o raio-X de tórax mos- (D) do esgotamento profissional e transtorno depressivo.
tre derrame pleural não complicado; tenha baciloscopia
de escarro positiva para BAAR ou teste rápido molecular
para TB positivo e esteja com estado nutricional seme- QUESTÃO 84
lhante ao que tinha antes de desenvolver TB, após 4 me-
ses de tratamento. Assinale a alternativa correta quanto à associação entre o
uso abusivo de álcool e de outras drogas, provocando de-
(D) não foi incorporado no Brasil, apesar das recomenda- pendência química e psicológica, e as condições e situações
ções da Organização Mundial de Saúde, baseadas nos de trabalho.
resultados consistentes do estudo SHINE, no qual foi de-
(A) Há intensificação do uso dessas substâncias para justifi-
monstrada a não inferioridade do esquema terapêutico
car as faltas ou para compensar a insatisfação no traba-
de 4 meses em comparação ao de 6 meses.
lho ou a impossibilidade de realizá-lo.
(B) Há início ou intensificação do uso dessas substâncias
como recurso para enfrentar situações desagradáveis/
QUESTÃO 82 difíceis, para compensar a insatisfação, para viabilizar o
trabalho ou como forma de inclusão no grupo.
Por atribuição conferida pela Constituição Federal, o Minis-
(C) Há início ou intensificação do uso dessas substâncias
tério da Saúde institui a Lista de Doenças Relacionadas ao
em trabalhadores expostos a produtos químicos, visando
Trabalho (LDRT), periodicamente. As finalidades da LDRT
manter a performance propiciada pela inalação do produ-
são, além de orientar o uso clínico epidemiológico, de forma
to utilizado no trabalho.
a permitir a qualificação da atenção integral à Saúde do Tra-
balhador, facilitar o estudo da relação entre o adoecimento e (D) O uso abusivo dessas substâncias está fortemente re-
o trabalho; lacionado a fatores genéticos e de personalidade, não
sendo possível associá-lo ao trabalho.
(A) adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos
terapêuticos mais acurados; orientar as ações de respon-
sabilização dos trabalhadores adoecidos. QUESTÃO 85

(B) adotar procedimentos medicamentosos; elaborar projetos A fim de avaliar a associação entre câncer bucal e a presença
terapêuticos mais acurados; orientar as ações de vigilân- e gravidade da periodontite, um estudo incluiu 200 participan-
cia e promoção da saúde em nível individual e coletivo. tes, 100 diagnosticados com câncer bucal e 100 sem câncer
bucal. Um questionário foi utilizado para obter informações
(C) adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos sobre fatores de risco socioeconômicos e de estilo de vida
terapêuticos que preservem o empregador; orientar as que podem influenciar o desenvolvimento do carcinoma de
ações de vigilância e promoção da saúde em nível indi- células escamosas oral e a gravidade da periodontite, deter-
vidual e coletivo. minada de acordo com a Classificação das Doenças e Condi-
ções Periodontais e Peri implantares.
(D) adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos
terapêuticos mais acurados; orientar as ações de vigilân- O desenho de estudo utilizado nessa pesquisa foi:
cia e promoção da saúde em nível individual e coletivo.
(A) ensaio clínico randomizado.
(B) estudo de coorte prospectivo.
(C) estudo de caso-controle.
(D) estudo transversal.
Confidencial até o momento da aplicação. 21 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto
QUESTÃO 86 QUESTÃO 89

Um estudo foi conduzido para avaliar a relação entre o con- Segundo o Decreto no 7.508/2011, que regulamenta a Lei
sumo de frutas e vegetais em diferentes países e a preva- Orgânica da Saúde (no 8.080/1990), no Sistema Único de
lência de doenças cardiovasculares (DCV). Os resultados Saúde (SUS), o acesso universal e igualitário às ações e aos
mostraram que países com maior consumo médio de frutas e serviços de saúde será ordenado
vegetais apresentaram menor incidência de DCV. Com base
nesses resultados, concluiu-se que indivíduos que conso- (A) pela APS (Atenção Primária à Saúde).
mem mais frutas têm menor risco de desenvolver DCV.
(B) pela CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Servi-
Essa conclusão pode estar incorreta devido ao seguinte tipo ços de Saúde).
de erro:
(C) pelo DRS (Departamento Regional de Saúde).
(A) viés de seleção.
(D) pela RAS (Rede de Atenção à Saúde Especializada).
(B) falácia ecológica.
(C) confusão residual.
(D) de aferição. QUESTÃO 90

As normas legais que regem o Sistema Único de Saúde


QUESTÃO 87 (SUS) condicionam o acesso à assistência farmacêutica à
observância de requisitos, dentre eles:
Um estudo de coorte foi conduzido para avaliar a relação en-
tre o uso de um novo medicamento e a ocorrência de dor epi- (A) ter o medicamento sido prescrito por quaisquer profis-
gástrica. Os pesquisadores acompanharam, durante 2 anos, sionais de saúde, desde que registrados nos respectivos
200 pacientes que usaram o medicamento e 200 que não Conselhos Profissionais.
o usaram. A análise estatística revelou um risco relativo de
(B) estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde
1,5 com um intervalo de confiança de 95% variando de 0,95
públicos ou privados.
a 2,10.
Com base nesses resultados, assinale a alternativa que apre- (C) estarem incluídos na RENAME (Relação Nacional de Me-
senta a interpretação correta. dicamentos Essenciais) somente produtos com registro
na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
(A) Foi encontrada uma redução no risco de dor epigástrica
devido ao uso do medicamento, e esta foi significativa. (D) estar a prescrição em conformidade com a RENAME,
excluídas as relações complementares estaduais ou mu-
(B) Foi encontrada uma redução no risco de dor epigástrica
nicipais.
devido ao uso do medicamento, mas esta não foi signi-
ficativa.
(C) Foi encontrado um aumento no risco de dor epigástrica
devido ao uso do medicamento, e este foi significativo. QUESTÃO 91

(D) Foi encontrado um aumento no risco de dor epigástrica O “processo contínuo e sistemático de coleta, consolida-
devido ao uso do medicamento, mas este não foi signi- ção, análise de dados e disseminação de informações so-
ficativo. bre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento
e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo
a regulação, intervenção e atuação em condicionantes e de-
QUESTÃO 88 terminantes da saúde, para a proteção e promoção da saú-
de da população, prevenção e controle de riscos, agravos
A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu e doenças” (Resolução do Conselho Nacional de Saúde no
artigo 199 e parágrafos, trata da assistência à saúde pela 588/2018) corresponde ao conceito de
iniciativa privada.
(A) Integralidade.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a condição
a ser observada nessa prestação de serviços. (B) Vigilância em Saúde.
(A) É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios
(C) Vigilância Epidemiológica.
ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
(B) As instituições privadas poderão participar do Sistema (D) Universalidade.
Único de Saúde de forma complementar, observada a
equidade entre as entidades filantrópicas e as com fins
lucrativos.
(C) É permitida a participação direta ou indireta de empresas
ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País,
exceto nos casos previstos em lei.
(D) São permitidos a coleta, o processamento e a transfusão
de sangue e seus derivados, com fins comerciais, exceto
nos casos previstos em lei.
FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto 22 Confidencial até o momento da aplicação.
QUESTÃO 92 QUESTÃO 93

Mulher de 32 anos, faxineira, estava limpando a parte exter- A figura a seguir representa graficamente a ocorrência de ca-
na de uma janela, em um prédio, quando caiu de altura de sos novos de dengue em dois municípios do estado de São
12 metros, chocando o abdome sobre um muro. No PS teve Paulo, no ano de 2024.
diagnóstico de laceração de fígado com hemorragia intra-ab-
dominal, choque hemorrágico e óbito. A família informou que Ocorrência de casos novos de DENGUE por 100 mil habitantes,
ela tinha anemia falciforme. segundo semanas epidemiológicas, nos municípios de São Manuel
e Botucatu, de janeiro a abril de 2024

Em face do exposto, assinale a alternativa correta.

Casos novos de DENGUE por 100 mil hab.


1000
São Manuel
(A) Botucatu
O preenchimento correto da Declaração de Óbito 800
(DO) deve ser:

PARTE I 600
a) Choque hemorrágico
b) Laceração hepática
400
c) Traumatismo abdominal
d) Queda de edifício
200
PARTE II
Anemia falciforme
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
JAN FEV MAR ABR
(B)
O preenchimento correto da Declaração de Óbito Semanas epidemiológicas
(DO) deve ser:
(Ministério da Saúde)
PARTE I
a) Queda de edifício Os dados apresentados por semanas epidemiológicas ex-
b) Traumatismo abdominal pressam
c) Laceração de fígado
d) Choque hemorrágico (A) coeficientes de prevalência.

PARTE II (B) a variação sazonal.


-------------
(C) coeficientes de incidência.

(D) o diagrama de controle.


(C)
O preenchimento correto da Declaração de Óbito
(DO) deve ser:

PARTE I QUESTÃO 94
a) Choque hemorrágico
b) Laceração hepática A população do estado de São Paulo em 2022 era de
c) Anemia falciforme 44 411 238 habitantes (IBGE). O quadro a seguir expressa
d) ------------- informações sobre a ocorrência de casos e óbitos (acumula-
dos) de Covid-19 no estado, nos anos de 2021 e 2022.
PARTE II
Queda de edifício
Acumulado Acumulado
Covid-19
até 31.12.21 até 31.12.22
(D)
O preenchimento correto da Declaração de Óbito Casos 4.456.108 6.317.252
(DO) deve ser: Óbitos 155.205 177.435
PARTE I (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo)
a) Choque hemorrágico
b) Traumatismo de fígado
c) Anemia falciforme Com base nessas informações, assinale a alternativa que
d) ------------- expressa percentualmente o coeficiente de letalidade da
Covid-19, no estado de São Paulo, durante o ano de 2022.
PARTE II
Queda de edifício (A) 1,2

(B) 2,8

(C) 3,5

(D) 349,5

Confidencial até o momento da aplicação. 23 FMHO2401 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto


QUESTÃO 95 QUESTÃO 97

Assinale a alternativa que expressa corretamente o denomi- Assinale a alternativa que descreve corretamente como mar-
nador do coeficiente de mortalidade materna. cadores de consumo alimentar do SISVAN (Sistema de Vigi-
lância Alimentar e Nutricional) podem ser utilizados na prática
(A) População feminina de 15 a 49 anos de idade. clínica na APS.
(B) População feminina total. (A) São utilizados exclusivamente para a prescrição de me-
dicamentos nutricionais aos pacientes com deficiências
(C) Número total de óbitos femininos.
específicas.
(D) Número de nascidos vivos.
(B) São usados para auxiliar o monitoramento do consumo
de alimentos, permitindo a implementação de orienta-
ções dietéticas individualizadas.
QUESTÃO 96
(C) São utilizados apenas para registrar a altura e o peso dos
São consideradas ações e atividades de programas da aten- pacientes, sem considerar aspectos relacionados à dieta
ção primária a serem executadas pela ESF: e ao consumo alimentar.

(A) Na atenção à saúde da mulher: pré-natal de baixo, médio (D) São usados para a avaliação exclusiva de aspectos so-
e de alto risco gestacional: diagnóstico de gravidez, cadas- cioeconômicos dos pacientes, sem relação direta com a
tramento das gestantes com e sem riscos gestacionais, dieta e o consumo alimentar.
na primeira consulta; vacinação antitetânica, avaliação no
puerpério e atividade educativa de promoção à saúde; pla-
nejamento familiar com fornecimento de medicamento e
orientação quanto a métodos anticoncepcionais. QUESTÃO 98

(B) No controle de tuberculose: busca ativa de casos e iden- Mulher de 68 anos comparece à UBS para saber resultados
tificação de sintomáticos respiratórios; diagnóstico clínico de exames bioquímicos, que estão alterados. Refere que
dos comunicantes, vacinação com BCG e quimioprofi- se mudou recentemente para o bairro e sempre cuidou
laxia quando necessário; notificação e investigação dos de sua alimentação, consumindo verduras e legumes
casos; tratamento supervisionado dos casos positivos e de 1 a 2 vezes por dia. Atualmente, tem dificuldade para
busca de faltosos; fornecimento de medicamentos; ações comprar verduras e legumes, pois nesse bairro não há
educativas. horta, sacolão ou feira livre, passando dias sem consumir
esses alimentos.
(C) No controle de hipertensão arterial e diabetes: diagnós-
tico de caso e cadastramento dos portadores; busca Dessa forma, o território em questão caracteriza-se como um
ativa dos casos com medição de pressão arterial e/ou ambiente alimentar denominado
dosagem dos níveis de glicose; diagnóstico precoce de
(A) pântano alimentar.
complicações; encaminhamento de todos os pacientes
para acompanhamento na atenção especializada; ações (B) oásis alimentar.
educativas.
(C) deserto alimentar.
(D) Na eliminação da hanseníase: busca ativa de casos e
identificação dos sintomáticos dermatológicos e de seus (D) ilhas de abundância.
comunicantes; notificação e investigação dos casos;
diagnóstico clínico dos casos com exames dos sintomáti-
cos; tratamento supervisionado dos casos com avaliação
dermato-neurológica e encaminhamento para a farmácia
de alto custo para fornecimento de medicamento.

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QUESTÃO 99

A principal estratégia do PNHPN (Programa Nacional de Hu-


manização do Pré-Natal e Nascimento) é fazer com que a as-
sistência prestada à gestante e ao recém-nascido (RN) seja
com qualidade e humanizada. Para tanto, é necessário

(A) realizar atividades educativas e, no mínimo, 12 consultas


médicas de pré-natal, nos 9 meses de gestação.

(B) contraindicar a aplicação de vacina antitetânica em ges-


tantes ou dose de reforço em mulheres já imunizadas.

(C) realizar a primeira consulta de pré-natal até o 4o mês de


gestação e a classificação de risco gestacional na primei-
ra consulta e nas consultas subsequentes.

(D) reduzir a taxa de mortalidade infantil, composta por óbi-


tos perinatal, neonatal e pós- neonatal por ser um coe-
ficiente sensível à adequação da assistência obstétrica.

QUESTÃO 100

Homem de 32 anos refere contato sexual desprotegido na


noite anterior e procurou a unidade de saúde. Foi realizado
teste rápido para sífilis (imunocromatografia) que resultou
positivo. Não apresenta lesão cutânea e nega ter tido sífi-
lis anteriormente. Em face do exposto, assinale a alternativa
correta.

(A) Apresenta sífilis primária, visto que a sorologia torna-se


positiva antes do aparecimento da lesão cutânea.

(B) O teste, provavelmente, é falso-positivo e outras doenças


devem ser pesquisadas, tais como lúpus eritematoso sis-
têmico e síndrome do anticorpo antifosfolípide.

(C) Deve-se realizar punção liquórica para afastar neurossífi-


lis tardia (oligossintomática).

(D) Pode representar sífilis latente ou tratada de forma inade-


quada, a ser confirmada com exame laboratorial conven-
cional (VDRL e FTA-Abs).

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