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Rinossinusite Crônica

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Alline Netto, Bruna Soares, Gabriel Quintal, Gabriela

Fonseca, Laura Pimentel, Luyza Pimentel, Milton Valeriano,


Priscila Loiola, Tainá Rodrigues.

RINOSSINUSITE
CRÔNICA
CONCEITO
Resposta inflamatória da membrana mucosa que reveste a
cavidade nasal e os seios paranasais, podendo em ocasiões
extender-se para o neuroepitélio e osso subjacente.
A classificação é temporal, relacionada com a duração e
frequência do processo:
FATORES DE RISCO

Alterações do transporte mucociliar


Alergia
Asma
Alteração da microbiota nasal
Pólipos nasais
Fatores genéticos
Fatores ambientais
Doença do refluxo gastroesofágico
Fatores imunológicos
FISIOPATOLOGIA
A fisiopatologia da RSC ainda não é
completamente entendida, mas acredita-se
que seja multifatorial, resultando de
interações entre a anatomia do hospedeiro,
a genética e o ambiente.
Imagina-se que a RSC resulta primeiro da
inflamação da mucosa, causando edema e
obstrução no óstio sinusal. Isto pode levar à
estase do muco, que pode levar, então, à
superinfecção bacteriana.
QUADRO CLÍNICO
A presença de 2 ou mais sintomas maiores da sinusite
crônica ou 1 maior e 2 menores são fortemente sugestivos
de sinusite crônica
Sintomas Maiores:
Obstrução nasal, dor ou pressão facial, congestão nasal,
secreção nasal ou pós nasal mucopurulenta, hiposmia ou
anosmia, secreção nasal purulenta ao exame.
Sintomas Menores:
Irritação na garganta, rouquidão, cefaléia, halitose, fadiga,
dor em arcada dentária, tosse, otalgia ou pressão nos
ouvidos.

O principal diferencial entre os quadros de Rinossinusite


aguda (RSA) e Rinossinusite crônica (RSC) é em relação à
duração dos sintomas (>12 semanas)
DIAGNÓSTICO
a) Exame físico (achados de mucopurulência, edema,
deflexão septal e pólipos devem ser observados.)
b) Avaliação endoscópica / Nasofibroscopia nasal: um
tubo fino com uma câmera é inserido nas narinas para
avaliar as estruturas internas.
c) Exames de imagem ( TC dos seios da face)
d) Testes alergicos
e) Avaliação de cultura: Em casos graves ou
persistentes, uma cultura de secreção nasal pode ser
realizada para identificar a presença de infecções
bacterianas.

O diagnóstico é essencialmente clínico, mas pode ser confirmado com exames complementares a fim de
avaliar alterações estruturais e presença de germes multirresistentes.
O manejo médico da RSC pode ser simplificado em
três grupos: antimicrobiano, anti-inflamatório e
mecânico.

a) Antibióticos: oral, intravenoso ou tópico. 3 a 4


semanas de antibióticos direcionados à cultura (ou
de amplo espectro)

TRATAMENTO b) Sprays nasais com esteroides e esteroides orais


c) Irrigação nasal com solução salina
(isotônica/hipertônica) e outros tratamentos
mecânicos
d) Descongestionantes e antagonistas de
É importante considerar os efeitos
colaterais de cada terapia e ponderá-los leucotrieno (montelucaste e o zafirlucaste)
com a gravidade dos sintomas do e) Lisados bacterianos/ imunoestimulantes
paciente e outras condições médicas. f) Manejo da alergia (Anti-Histamínicos e evitar o
contato com fator desencadeador)
TRATAMENTO CIRÚRGICO
Está indicado quando há:
• Falha do tratamento clínico, administrado por, no mínimo, três
meses;
• Efeitos adversos do tratamento medicamentoso;
• Baixa adesão do paciente ao tratamento clínico;
• Queixa primária de obstrução nasal, hipersecreção e/ou alterações
de olfato sem melhora com tratamento clínico;
• Presença de sintomas persistentes em vias aéreas inferiores, sem
melhora com tratamento medicamentoso;
• Complicações das rinossinusites (sinais de alerta que indicam
necessidade de cirurgia):
- Sintomas unilaterais: sangramentos, crostas, cacosmia;
- Sintomas orbitários: diplopia, proptose, redução da visão;
- Meningites ou sintomas neurológicos;
- Edema e dor frontal unilateral severa.
REFERÊNCIAS
• LALWANI, Anil K. Current otorrinolaringologia (lange) diagnóstico e
tratamento. 3. Porto Alegre ArtMed 2013 1 recurso online ISBN
9788580552478.
• Tratado de otorrinolaringologia. 3a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018
OTORRINOLARINGOLOGIA, S. B. Diagnóstico e Tratamento da
Rinossinusite. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 7 set. 2023.
• ESTEVÃO, Débora Braga; MEIRELLES, Roberto Campos. Rinossinusite
crônica. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto (TÍTULO NÃO-
CORRENTE), v. 11, n. 3, 2012.

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