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AVC

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

ALUNOS:
BEATRIZ
KASSYANE
TAIANE SASSI
FLÁVIA VÁLERIA
VITÓRIA OLIVEIRA
JENIFFER PEREIRA
O QUE É ACIDENTE
VASCULAR CEREBRAL ?

DEFINIÇÃO
Vamos começar entendendo o que quer dizer “Acidente Vascular
Cerebral”?
Acidente = Acontecimento que não é esperado.
Vascular Encefálico/Cerebral = Referente a vasos ou artérias que são
responsáveis pela circulação sanguínea do cérebro.

Assim, podemos entender que o Acidente Vascular Cerebral (AVC),


também conhecido como Acidente Vascular Encefálico (AVE) ou
derrame, é uma síndrome clínica que afeta o cérebro. Nela a
circulação sanguínea que vai em direção ao cérebro pode ser
interrompida no meio do trajeto e não chegar ao seu destino devido
ao rompimento de um vaso sanguíneo (hemorragia) ou a presença
de uma obstrução (isquemia). Dessa forma, o oxigênio que seria
levado ao cérebro através do sangue para que ele funcionasse
normalmente não chega para nutrir as células cerebrais causando
uma série de alterações cognitivas, sensoriais e/ou motoras,
dependendo do local em que ocorreu.
As áreas que não receberam sangue ficam
prejudicadas e podem causar, por exemplo, a
paralisia em um dos lados do corpo,
alterações na fala, na visão, na percepção,
esquecimento entre outras.
O AVC foi por muito tempo conhecido como
“derrame” pelo fato de associarem este
acidente ao derrame de sangue (hemorragia
cerebral), o que caracteriza o AVE
hemorrágico.
Como dissemos acima, ele também é
conhecido como AVC (Acidente Vascular
Cerebral), porém nos últimos anos esse termo
tem sido substituído por AVE (Acidente
Vascular Encefálico) por alguns profissionais
devido ao entendimento que este acidente
pode acontecer em todo o encéfalo (cérebro,
tronco encefálico e cerebelo) e não apenas
no cérebro (hemisférios cerebrais).
DADOS ESTASTÍSTICOS
De acordo com as estatísticas publicadas pela
American Heart Association podemos ver a gravidade
deste problema:
• O AVC está em terceiro lugar como causa de morte
perdendo para a doença cardíaca e câncer;
• Em média, um cidadão dos EUA sofrem um AVC a
cada 53 segundos; a cada 3,3 minutos alguém morre de
AVC;
• A cada ano, 600.000 sofrem de um AVC novo ou
recorrente;
• Existem cerca de 4.400.00 sobreviventes de AVC hoje;
• A porcentagem de AVC que resulta em morte dentro
de 1 ano é de cerca de 29%, menos se o AVC ocorrer
antes dos 65 anos;
• Vinte e oito por cento das pessoas que sofreram AVC
tem menos de 65 anos. Para pessoas com mais de 55
anos, a incidência de AVC Aumenta mais que o dobro
para cada década sucessiva e;
• A incidência de AVC é cerca de 19% mais alta em
homens que em mulheres.
TIPOS DE AVC
• Como vimos anteriormente, o AVC ou AVE pode ser classificado em dois
tipos: isquêmico ou hemorrágico.

• AVC ISQUÊMICO
(AVCi)
AVC mais comum, causado por um bloqueio do
fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro, levando
à morte de células cerebrais por falta de oxigênio.

Tipos:
• Trombose Cerebral: Coágulo formado dentro de
uma artéria do cérebro, geralmente associado à
aterosclerose.
• Embolia Cerebral: Coágulo ou fragmento que se
desprende de outra parte do corpo, obstruindo
uma artéria cerebral.
• Lacunar: Bloqueio de pequenas artérias profundas,
muitas vezes associado à hipertensão.
Fatores De Risco AVCI
Diabetes Mellitus:
Hipertensão Arterial: Aumenta o risco de Dislipidemia: Colesterol
Principal fator de risco; formação de elevado contribui
danifica as paredes coágulos e para o acúmulo de
dos vasos. endurecimento das placas nas artérias.
artérias.

Doenças Cardíacas:
Tabagismo: Favorece Sedentarismo:
Como fibrilação atrial
a formação de Relacionado a
e infarto, aumentam a
coágulos e danifica os obesidade, diabetes e
chance de formação
vasos sanguíneos. hipertensão.
de êmbolos.

Histórico Familiar: Idade Avançada: Obesidade: Associada


Predisposição Maior risco de AVC a outros fatores de
genética para com o risco como diabetes e
doenças vasculares. envelhecimento. hipertensão.
DIAGNÓSTICO
• Avaliação Clínica: Exame neurológico para identificar
sinais como fraqueza, fala arrastada e confusão.

• Imagem Cerebral:
• TC de Crânio: Detecta o AVC e diferencia de um AVC
hemorrágico.
• Ressonância Magnética (RM): Mais sensível para áreas
pequenas e precoces de isquemia.
• Exames Complementares:
• Doppler de Carótidas: Avalia o fluxo nas artérias
carótidas.
• Angiografia Cerebral: Visualização detalhada das
artérias cerebrais.
• ECG e Ecocardiograma: Investigação de possíveis
causas cardíacas.
• Objetivo: Confirmar o diagnóstico, identificar a causa e
direcionar o tratamento adequado.
TRATAMENTO

Trombectomia Mecânica:
Trombólise: Administração
Procedimento
de medicamentos (tPA)
endovascular para
para dissolver o coágulo e
remover o coágulo em
restaurar o fluxo sanguíneo,
grandes artérias; ideal até
preferencialmente nas
24 horas após o início dos
primeiras 4,5 horas.
sintomas.

Controle de Pressão e
Anticoagulantes e
Glicemia: Reduzir a pressão
Antiagregantes: Prevenção
arterial e estabilizar a
de novos coágulos após o
glicemia para evitar danos
evento.
adicionais.

Reabilitação: Fisioterapia,
fonoaudiologia e terapia Objetivo: Minimizar danos
ocupacional para cerebrais e melhorar a
recuperação de funções qualidade de vida pós-
motoras, fala e AVC.
independência.
AVC HEMORRÁGICO

DEFINIÇÃO
O acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH) se caracteriza
pelo sangramento em uma parte do cérebro, em consequência do
rompimento de um vaso sanguíneo. Pode ocorrer para dentro do
cérebro ou tronco cerebral (chamado de acidente vascular cerebral
hemorrágico intraparenquimatoso) ou para dentro das meninges
(conhecido como hemorragia subaracnóidea). A hemorragia
intraparenquimatosa (HIP) é o subtipo mais comum de hemorragia
cerebral.

Este tipo de AVC ocorre principalmente em decorrência


da hipertensão arterial ou de uma doença chamada angiopatia
amilóide. Nessas doenças, as paredes das artérias cerebrais ficam
mais frágeis e se rompem, causando o sangramento.
Fatores de risco AVCH
Aneurismas e
Hipertensão Arterial: Malformações
Uso de
Principal fator,
Anticoagulantes: Arteriovenosas:
enfraquece as paredes
Aumenta o risco de Fragilizam os vasos,
dos vasos e pode
sangramento cerebral. aumentando a chance
causar ruptura.
de rompimento.

Traumatismo Craniano: Idade Avançada: Alcoolismo: Consumo


Lesões na cabeça Envelhecimento excessivo de álcool
podem causar aumenta o risco de danifica vasos e
hemorragia sangramento interfere na
intracraniana. espontâneo. coagulação.

Distúrbios de Uso de Drogas Ilícitas:


Coagulação: Cocaína e anfetaminas
Condições como elevam subitamente a
hemofilia aumentam a pressão arterial,
probabilidade de provocando ruptura de
sangramento. vasos.
Diagnóstico
• Avaliação Clínica: Exame neurológico para
identificar sintomas como dor de cabeça intensa,
perda de consciência e déficit motor.

• Imagem Cerebral:
• Tomografia Computadorizada (TC): Principal
exame para detectar sangramentos cerebrais de
forma rápida.
• Ressonância Magnética (RM): Complementar para
avaliar detalhes do sangramento e estruturas
próximas.
• Angiografia Cerebral: Avalia vasos cerebrais,
especialmente em casos suspeitos de aneurismas
ou malformações arteriovenosas.
• Exames Laboratoriais: Avaliação da coagulação
sanguínea para entender o risco de novos
sangramentos.
• Objetivo: Identificar o tipo e a localização da
hemorragia para direcionar o tratamento
adequado
TRATAMENTO AVCH

• Controle da Pressão Arterial: Reduz a pressão para minimizar o


sangramento e proteger o cérebro.
• Cirurgia:
• Clipagem de Aneurisma: Colocação de um clipe para
interromper o fluxo no aneurisma e evitar novos
sangramentos.
• Embolização Endovascular: Inserção de espirais para selar
o aneurisma ou malformações arteriovenosas.
• Craniotomia: Remoção cirúrgica de grandes hematomas
que comprimem o cérebro.
• Drenagem de Líquido Cerebral: Reduz a pressão
intracraniana por meio da drenagem de líquido no cérebro.
• Terapia de Suporte: Monitoramento em UTI, controle de
glicemia e níveis de oxigênio.
• Reabilitação: Fisioterapia e terapias complementares para
recuperação de funções motoras e cognitivas.
• Objetivo: Controlar o sangramento, reduzir a pressão no
cérebro e prevenir novos eventos hemorrágicos
REABILITAÇÃO PÓS AVC

• A reabilitação após um AVC é essencial para recuperar funções


perdidas e melhorar a qualidade de vida. Ela inclui uma
combinação de terapias voltadas para aspectos motores, cognitivos
e emocionais do paciente.
• Fisioterapia: Ajuda a restaurar movimentos, força muscular e
coordenação. Foca em exercícios para melhorar a mobilidade,
equilíbrio e evitar a rigidez das articulações.
• Fonoaudiologia: Fundamental para recuperar ou melhorar a fala,
deglutição e compreensão verbal, comuns após AVC que afeta
áreas da comunicação.
• Terapia Ocupacional: Trabalha na independência para realizar
atividades diárias, como vestir-se, comer e cuidar de si mesmo,
promovendo adaptações quando necessário.
• Psicoterapia e Apoio Emocional: Foca na adaptação psicológica, já
que muitos pacientes enfrentam depressão e ansiedade após o
AVC. Apoio emocional também é dado à família.
• Terapia Cognitiva: Para pacientes com déficit de memória,
concentração e habilidades de resolução de problemas. Visa
recuperar ou compensar as funções cognitivas afetadas.
• Tratamento Medicamentoso: Para prevenir novos AVCs e tratar
sintomas associados, como espasticidade e dor
PREVENÇÃO DO AVC

Alimentação Equilibrada e
Níveis Saudáveis de Colesterol e
Controle da Pressão Arterial: A Exercícios Físicos: Uma dieta rica
Glicose: Controlar o colesterol evita
hipertensão é o principal fator de em frutas, vegetais e fibras,
o acúmulo de placas nas artérias, e
risco para AVC. Manter a pressão combinada com atividade física
manter a glicose em níveis
controlada reduz significativamente regular, ajuda a controlar o peso,
adequados reduz o risco de danos
as chances de um evento vascular. reduzir o colesterol e melhorar a
vasculares associados ao diabetes.
saúde cardiovascular.

Evitar Tabagismo e Consumo


Excessivo de Álcool: O cigarro Controle do Estresse: Práticas de Acompanhamento Médico Regular:
prejudica os vasos sanguíneos e relaxamento, como meditação e Consultas frequentes para monitorar
aumenta o risco de coágulos, respiração profunda, ajudam a fatores de risco, como hipertensão
enquanto o álcool excessivo pode manter o equilíbrio emocional e e diabetes, e realizar exames
elevar a pressão arterial e favorecer reduzir a pressão arterial. preventivos são essenciais.
arritmias.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM

• Cuidados de Enfermagem para Pacientes com AVC


• Monitoramento dos Sinais Vitais: Controle rigoroso da pressão arterial, frequência cardíaca,
temperatura e saturação de oxigênio para prevenir complicações e monitorar a estabilidade clínica.
• Prevenção de Úlceras por Pressão: Mudanças de posição a cada 2 horas, cuidados com a pele e uso
de superfícies de alívio de pressão ajudam a evitar lesões em áreas de apoio.
• Cuidados com a Mobilidade e Prevenção de Contraturas: Exercícios passivos, posicionamento
adequado e auxílio na mobilidade reduzem o risco de rigidez articular e atrofia muscular.
• Assistência na Alimentação e Avaliação da Deglutição: Pacientes com dificuldades para engolir
devem ser acompanhados para evitar aspiração e desnutrição. Em casos graves, sondas de
alimentação podem ser necessárias.
• Prevenção de Complicações Respiratórias: Incentivo à tosse e exercícios respiratórios ajudam a
prevenir pneumonias. Em pacientes acamados, deve-se realizar cuidados com higiene brônquica.
• Assistência na Higiene e Cuidado com Eliminações: Apoiar o paciente nas necessidades de higiene
pessoal, controle da bexiga e intestinos, prevenindo incontinência e constipação.
• Suporte Emocional e Comunicação: Estimular a comunicação, respeitar o tempo do paciente, utilizar
recursos visuais ou gestuais quando necessário. Oferecer apoio emocional para enfrentar mudanças
de humor e ansiedade.
• Orientação Familiar e Planejamento da Alta: Fornecer orientações sobre cuidados contínuos,
reabilitação e prevenção de novos AVCs, preparando a família para o suporte necessário em casa.
REFERÊNCIAS

• Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de Atendimento ao Acidente Vascular Cerebral


(AVC). Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
• Organização Mundial da Saúde (OMS). Guidelines for Prevention of Stroke. WHO, 2020.
• Sociedade Brasileira de Cardiologia. Prevenção do Acidente Vascular Cerebral. Diretriz
Brasileira de Cardiologia, 2021.
• American Heart Association (AHA). Stroke Prevention Guidelines. Circulation, 2021.
• Brasil. Ministério da Saúde. Hipertensão Arterial Sistêmica: cuidados e controle. Brasília:
Ministério da Saúde, 2022.

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