Efeitos e Posologia da Risperidona
Efeitos e Posologia da Risperidona
com risperidona.
Eventos adversos vasculares cerebrais: eventos adversos vasculares cerebrais, incluindo acidentes vasculares cerebrais
e episódios de isquemia transitória foram observados durante o tratamento com risperidona.
Intoxicação hídrica: como acontece com os neurolépticos clássicos, casos ocasionais de intoxicação hídrica devido à
risperidona
polidipsia ou à síndrome da secreção inadequada de hormônio antidiurético, discinesia tardia, síndrome neuroléptica maligna, FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÕES
desregulação da temperatura corporal e convulsões foram relatados em pacientes esquizofrênicos. Solução oral. Embalagem contendo frasco de 30 mL, 50ml ou 100Ml, acompanhado de seringa dosadora.
Outras reações: discinesia tardia, síndrome neuroléptica maligna, desregulação da temperatura corporal e convulsões
também foram relatados em pacientes esquizofrênicos. USO ORAL
Tem sido reportada uma diminuição moderada na contagem de neutrófilos e/ou trombócitos. USO ADULTO
POSOLOGIA Composição:
Cada mL da solução oral contém:
- Esquizofrenia risperidona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,0 mg
Adultos: veículo* q.s.p. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,0 mL
O risperidona pode ser administrado uma ou duas vezes ao dia. Os pacientes podem atingir uma dose de 6 mg, *ácido benzóico, ácido tartárico e água purificada.
progressivamente em 3 dias. Todos os pacientes, agudos ou crônicos, podem começar o tratamento clínico com 2mg/dia de
risperidona. A dose pode ser aumentada para 4 mg no segundo dia e 6 mg no terceiro dia. A partir de então a dose deve II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE
permanecer inalterada, ou ser posteriormente individualizada, se necessário.
A dose habitual ideal é de 4 a 8 mg/dia. No entanto, alguns pacientes podem ser beneficiados com doses mais baixas. Se Ação esperada do medicamento
for o caso, o médico pode optar por uma fase de adequação posológica mais gradual. O controle de sintomas é observado com o decorrer do tratamento. O risperidona é um medicamento usado para tratar as
Doses acima de 10 mg/dia não se mostraram superiores em eficácia do que que doses mais baixas, e podem provocar mais assim chamadas psicoses. Isto significa que ele tem um efeito favorável sobre um certo número de transtornos relacionados
sintomas extrapiramidais. A segurança de doses superiores a 16 mg/dia não foi avaliada e, portanto, não devem ser usadas. ao pensamento, às emoções e/ou atividades, tais como: confusão, alucinações, distúrbios da percepção ( por exemplo, ouvir
Uma benzodiazepina pode ser associada ao risperidona quando uma sedação adicional for necessária. vozes de alguém que não está presente), desconfiança inabitual, isolamento da sociedade, ser excessivamente introrvetido,
Pacientes idosos: etc.
A dose inicial recomendada é de 0,5 mg, 2 vezes ao dia. O risperidona também melhora a ansiedade, a tensão e o estado mental alterado por estes transtornos. O risperidona pode
Esta dose pode ser ajustada com aumentos de 0,5 mg, 2 vezes ao dia a 1-2 mg, 2 vezes ao dia. O risperidona é bem tolerado ser dado tanto par quadros de início súbito (agudos) como de longa duração (crônicos). Além disso, após o alívio dos
pelo idoso. sintomas, risperidona é usado para manter os distúrbios sob controle, isto é, para prevenir recaídas.
Pacientes com doença renal ou hepática: O risperidona é usado, também, em outras condiões, especificamente para controlar os transtornos do comportamento tais
A dose inicial recomendada é de 0,5 mg, 2 vezes ao dia. como agressão verbal e física, desconfiança doentia, agitação e vagar em pessoas que perderam suas funções mentais (isto
Esta dose pode ser ajustada com aumentos de 0,5 mg, 2 vezes ao dia a 1-2 mg, 2 vezes ao dia. A administração de é, pessoas com demência).
risperidona em pacientes com doença renal ou hepática deve ser feita com cuidado até que uma experiência maior com este Cuidados de armazenamento
grupo de pacientes seja alcançada. Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco.
Crianças: Prazo de validade
Falta experiência do uso em crianças menores de 15 anos. Verifique na embalagem externa se o produto obedece o prazo de validade. Não tome medicamento com o prazo de validade
Transferênica de outros antipsicóticos para risperidona vencido. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Quando medicamente apropriado, é recomendado que seja feita uma descontinuação gradativa do tratamento anterior, O número do lote e as datas de fabricação e validade estão impressos na embalagem do produto.
quando a terapia com risperidona é iniciada. Se for também medicamento apropriado, iniciar a terapia com risperidona no Gravidez e lactação
lugar da próxima injeção programada de antipsicóticos depot. A manutenção de medicamentos antiparkinsonianos deve ser Gravidez: informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Ele decidirá se você
periodicamente reavaliada. deve ou não tomar risperidona
- Distúrbios do comportamento em pacientes com Demência Lactação: informar ao médico se está amamentando. O risperidona não deve ser utilizado durante a lactação. Consulte seu
A dose inicial recomendada é de 0,25mg duas vezes ao dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente, com aumentos de médico neste caso.
0,25 mg duas vezes ao dia, com intervalo mínimo de 2 dias, se necessário. A dose ótima é 0,5 mg duas vezes ao dia para a Cuidados de administração
maioria dos pacientes. No entanto, alguns pacientes podem beneficiar-se com doses de até 1 mg duas vezes ao dia. Uma Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não mude ou
vez que o paciente atingiu a dose ótima, a administração uma vez ao dia pode ser considerada. interrompa a posologia necessária sem consultá-lo antes.
A solução oral contém 1mg de risperidona por mL. A solução é acondicionada em frascos de 30mL, 50mL ou 100mL
SUPERDOSE acompanhados de uma seringa dosadora, com a qual você pode retirar a quantidade exata da solução. Uma seringa cheia
Sintomas contém 3 mL de solução. A menor quantidade que você pode retirar do frasco com a seringa é 0,25 mL, o que corresponde
Em geral os sinais e sintomas foram aqueles resultantes da exarcebação dos efeitos farmacológicos conhecidos do a 0,25mg de risperidona.
risperidona. Estes incluem sonolência e sedação, taquicardia, hipotensão e sintomas extrapiramidais. Foram relatados casos O risperidona é administrado a adultos e adolescentes acima dos 15 anos. Ele pode ser tomado 1 ou 2 vezes ao dia,
de superdose com quantidades de até 360 mg. A análise destes casos sugere uma ampla margem de segurança. Em conforme prescrição do seu médico. Você pode tomá-lo com as refeições ou entre elas. A solução oral pode ser adicionada
situações de superdose, casos raros de aumento do intervalo QT foram relatados. Em caso de superdose aguda, a a qualquer bebida não alcoólica, com exceção de chá.
possibilidade de envolvimento de várias drogas deve ser considerada. É muito importante que a quantidade correta de risperidona seja tomada, mas isto varia de pessoa para pessoa. É por isto
Tratamento que seu médico ajustará o número e a concentração, até que o efeito desejado seja obtido.
Estabelecer e manter a via aérea livre, e garantir uma boa ventilação com oxigenação adequada. Lavagem gástrica (após
intubação se o paciente estiver inconsciente) e administração de carvão ativado com laxantes devem ser consideradas. Instruções para a abertura do frasco e utilização da seringa dosadora.
Monitorização cardiovascular deve começar imediatamente e deve incluir monitorização com ECG contínuo para detecção
de possíveis arritmias. Não existe antídoto específico contra o risperidona. Assim, medidas de suporte devem ser instituídas. Fig. 1: coloque a tampa com Fig. 2: a solução oral deve ser retirada
A hipotensão e o colapso circulatório devem ser tratados com medidas apropriadas (infusão de líquidos e/ou agentes orifício (batoque) no frasco. cuidadosamente com a seringa. Ajuste a
simpaticomiméticos). Em caso de sintomatologia extrapiramidal severa, anticolinérgicos devem ser administrados. A seringa no orifício da tampa interna
monitorização deve durar até que o paciente se recupere. (batoque) do frasco, vire o frasco de
cabeça para baixo e puxe o êmbolo da
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. seringa, até que a solução oral alcance o
volume prescrito pelo médico.
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.
Interrupção do tratamento
Reg. MS: nº 1.0235.0824 Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Farm.Resp.: Dra. Claudia dos Reis Tassinari Efeitos colaterais
CRF - SP nº 15.346 Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. O risperidona é geralmente bem tolerado e os efeitos
colaterais são frequentemente difíceis de distinguir dos sintomas da doença.
EMS S/A Os seguinte efeitos colaterais podem ocorrer em alguns casos: falta de sono, agitação, ansiedade e dor de cabeça. Em raros
Rua Comendador Carlo Mário Gardano, 450 casos: sonolência, cansaço, dificuldade de concentração, visão borrada, tontura, indigestão, náusea, vômito, dor abdominal,
CEP: 09720-470 prisão de ventre, distúrbios da potência sexual, obstrução nasal e perda de urina (incontinência urinária). Embora estes efeitos
São Bernardo do Campo – SP geralmente não sejam prejudiciais, seu médico deve ser informado caso eles ocorram.
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menstruação. Deve-se enfatizar que a maioria das pessoas não apresentará tais problemas. adequação posológica. O risperidona deve ser usado com cautela em pacientes com doença cardiovascular (por exemplo,
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, distúrbios da condução, desidratação, hipovolemia ou doença vascular cerebral),
e a dose deve ser adaptada gradualmente como recomendado. A dose deve ser reduzida em caso de hipotensão.
DATA
Ingestão concomitante com outras substâncias Discinesia tardia
O risperidona pode intensificar o efeito do álcool e de drogas que reduzem a habilidade para reagir ( “tranquilizantes”, Os medicamentos com propriedades antagonistas dopaminérgicas foram associados à indução de discinesia tardia,
analgésicos narcóticos, cerrtos anti-histamínicos, certos antidepressivos). Assim, não ingira bebidas alcóolicas e tome estes caracterizada por movimentos involuntários rítmicos, predominantemente da língua e/ou face. No entanto, foi descrito que o
VISTO
Não tome risperidona se você for alérgico a este medicamento ou qualquer componente de sua fórmula Estudos clínicos controlados com placebo realizados em pacientes idosos com demência mostraram uma incidência maior
Advertências de eventos adversos vasculares cerebrais, incluindo acidentes vasculares cerebrais e episódios de isquemia transitória, em
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento. pacientes tratados com risperidona comparados aos que recebam placebo (idade média: 85 anos, variando de 73 a 97 anos).
Durante um tratamento prolongado, risperidona pode causar contratura involuntárias no rosto. Se isto acontecer, consulte Outros
seu médico. O risco-benefício deve ser avaliado ao prescrever antipsicóticos, incluindo risperidona para pacientes com demência de
O risperidona também pode provocar febre alta, com respiração rápida, sudorese, redução da consciência, sensação de corpos de Lewy ou doença de Parkinson, em razão do possível aumento do risco de Síndrome Neuroléptica Malígna ou da
contratura muscular e um estado de confusão mental. Nestes casos procure seu médico imediatamente. piora dos sintomas parkinsonianos.
Precauções especiais Os neurolépticos clássicos podem baixar o limiar epileptoênico. Recomenda-se cuidado no tratamento de pacientes
Ganho de peso: tente comer moderadamente, pois risperidona pode induzir ganho de peso. epilépticos.
Doenças cardiovasculares, insuficiência renal ou hepática, doença de Parkinson, epilepsia: se você sofre de algum Deve-se prevenir os pacientes para evitar a ingestão excessiva de alimentos devido ao risco de ganho de peso.
destes problemas, informe seu médico. Uma supervisão médica cuidadosa pode ser necessária durante o tratamento com Pacientes idosos e com insuficiência renal ou hepática
risperidona e a posologia talvez tenha que ser ajustada. Recomenda-se que doses iniciais e os subseqüentes aumentos das doses deverão ser reduzidos pela metade nestes
Pessoas idosas: devem tomar doses menores de risperidona que as prescritas para os demais pacientes adultos. pacientes.
Uso durante a gestação e a lactação
Registro de Produto
Efeito sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas: risperidona pode afetar sua vigilância ou sua habilidade para
dirigir. Durante o tratamento você não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar A segurança de risperidona para uso durante a gestação em seres humanos não foi estabelecida. Apesar de estudos
prejudicadas. realizados em animais não indicarem toxicidade direta da risperidona sobre a reprodução, alguns efeitos indiretos, mediados
Farmacotécnica
Superdose pela prolactina e pelo SNC, foram observados. Nenhum efeito teratogênico foi observado em nenhum estudo. Portanto,
Se você por acidente ingeriu risperidona em quantidades muito grandes, procure logo um médico, especialmente se algum risperidona só deve ser usado durante a gestação se os benefícios forem mais importantes que os riscos.
dos seguintes sintomas aparecer: redução da consciência, sonolência, tremor excessivo ou rigidez muscular excessiva. Em estudos em animais, a risperidona e a 9-hidroxi-risperidona são excretadas no leite. Demonstrou-se que a risperidona e
Marketing
NÃO TOME REMÉDIO SEM O O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE. a 9-hidroxi-risperidona são excretadas também no leite humano. Assim, mulheres recebendo risperidona não devem
ÁREA
amamentar.
III - INFORMAÇÕES TÉCNICAS Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
O risperidona pode interferir com as atividades exigindo uma boa vigilância. Durante o tratamento o paciente não deve dirigir
Propriedades farmacodinâmicas veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
O risperidona é um antagonista seletivo das monoaminas cerebrais, com propriedades únicas. Ele tem uma alta afinidade
pelos receptores serotoninérgicos 5HT2 e dopaminérgicos D2 . O risperidona liga-se igualmente aos receptores alfa-1 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
adrenérgicos e, com menor afinidade, aos receptores histaminérgicos H1 e alfa-2 adrenérgicos. O risperidona não tem Os riscos do uso de risperidona em associação com outros medicamentos não foi avaliado sistematicamente.
afinidade pelos receptores colinérgicos. Apesar de risperidona ser um antagonista D2 potente, o que é considerado como Devido a seus efeitos primários sobre o SNC, risperidona deve ser administrado com cautela em associação com outros
ação responsável pela melhora dos sintomas positivos da esquizofrenia, o seu efeito depressor da atividade motora e indutor medicamentos com ação central. O risperidona pode antagonizar o efeito da levodopa e de outros agonistas dopaminérgicos.
de catalepsia é menos potente do que os neurolépticos clássicos. A dose de risperidona deve ser reavaliada e, se necessário, diminuída no caso de uma suspensão do uso de carbamazepina
O antagonismo balanceado serotonérgico e dopaminérgico central pode reduzir a possibilidade de desenvolver efeitos ou de outros indutores de enzimas hepáticas. A carbamazepina diminui os níveis plasmáticos da fração antipsicótica ativa de
extrapiramidais e estende a atividade terapêutica sobre os sintomas negativos e afetivos da esquizofrenia. risperidona. Efeitos similares podem ser observados com outros indutores de enzimas hepáticas.
Propriedades farmacocinéticas Fenotiazínicos, antidepressivos tricíclicos e alguns beta-bloqueadores podem aumentar as concentrações plasmáticas da
O risperidona é completamente absorvido após administração oral, alcançando um pico de concentrações plasmásticas em risperidona, mas não da fração antipsicótica ativa.
1 a 2 horas. A amitriptilina não afeta a farmacocinética da risperidona ou da fração antipsicótica ativa.
A absorção não sendo alterada pela alimentação, risperidona pode ser ingerido durante as refeições ou não, porém não deve A cimetidina e ranitidina aumentam a biodisponibilidade da risperidona, mas apenas de forma marginal a biodisponibilidade
ser ingerido junto com chá. da fração antipsicótica ativa. A fluoxetina e paroxetina, inibidores do CYP 2D6, aumentam a concentração plásmatica de
O risperidona é metabolizado pelo CYP 2D6 em 9-hidroxi-risperidona, que apresenta uma atividade farmacológica similar a risperidona, mas menos que a fração antipsicótica ativa. Quando fluoxetina ou paroxetina é iniciada concomitantemente ou
risperidona. descontinuada, o médico deve reavaliar a dose de risperidona. A eritromicina, um inibidor do CYP 3A4, não altera a
A fração antipsicótica ativa é assim formada pela risperidona e pela 9-hidroxi-risperidona juntas. farmacocinética da risperidona e da fração antipsicótica ativa. Inibidores da colinesterase, galantamina e donezepil, não
Após administração oral a pacientes psicóticos, a risperidona é eliminada com uma meia-vida de 3 horas. A meia-vida de mostraram efeito clinicamente relevante na farmacocinética da risperidona e da fração antipsicótica ativa. Quando
eliminação da 9-hidroxi-risperidona e da fração antipsicótica ativa é de 24 horas. risperidona é tomado junto com outros medicamentos com alto índice de ligação protéica, não há um deslocamento das
O estado de equilíbrio é alcançado em um dia para risperidona e em 4-5 dias para a 9-hidroxi-risperidona, na maioria dos proteinas plasmáticas clinicamente relevante de nenhum deles.
pacientes. O risperidona não apresentou efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética do lítio, valproato ou digoxina.
As concentrações plasmáticas de risperidona são proporcionais ao efeito terapêutico, no que diz respeito ás doses. O Alimentos não afetam a absorção de risperidona.
risperidona é rapidamente distribuído. O volume de distribuição é de 1-2 L/Kg. No plasma, a ligação de risperidona às
proteínas plasmáticas (albumina e alfa-1 glicoproteína ácida) é de 88% para a risperidona e 77% para a 9-hidroxi-risperidona. REAÇÕES ADVERSAS
Uma semana após a dose oral: 70% da dose é excretada na urina e 14% nas fezes. Na urina, risperidona mais 9-hidroxi- Com base na ampla experiência clínica, incluindo os tratamentos de longa duração, pode se afirmar que risperidona é
risperidona representam 35-45% da dose. O restante são metabólitos inativos. geralmente bem tolerado. Em muitos casos foi difícil diferenciar as reações adversas dos sintomas da própria doença. As
Um estudo com dose única mostrou concentrações plasmáticas ativas mais altas e uma eliminação mais lenta de risperidona reações adversas mais frequentemente associadas ao risperidona nos estudos clínicos são as seguites:
em idosos e pacientes com insuficiência renal. As concentrações plasmáticas de risperidona foram normais em pacientes Comuns: insônia, agitação, ansiedade e cefaléia
com insuficiência hepática. Menos comuns: sonolência, fadiga, tontura, dificuldade de concentração, constipação, dispepsia, náusea/vômito, dor
abdominal, visão turva, priapismo, distúrbios da ereção,ejaculação e orgasmo, incontinência urinária, rinite, rash cutâneo e
INDICAÇÕES outras reações alérgicas.
O risperidona é indicado no tratamento de uma ampla gama de pacientes esquizofrênicos incluindo: Hiperglicemia e exacerbação diabetes preexistente têm sido relatadas raramente durante o tratamento com risperidona.
- a primeira manifestação da psicose Efeitos extrapiramidais: risperidona apresenta uma menor propensão a induzir efeitos extrapiramidais do que os
- exacerbações esquizofrênicas agudas neurolépticos clássicos. Em alguns casos podem ocorrer os seguintes sintomas extrapiramidais: tremor, rigidez,
- psicoses esquizofrênicas agudas e crônicas e outros transtornos psicóticos nos quais os sintomas positivos (tais como hipersalivação, bradicinesia, acatisia e distonia aguda. Eles são geralmente de leve intensidade e reversíveis com a redução
alucinações, delírios, distúrbios do pensamento, hostilidade, desconfiança), e/ou negativos (tais como embotamento afetivo, das doses e/ou a administração de medicação antiparkinsoniana, se necessário.
isolamento emocional e social, pobreza de discurso) são proeminentes. Hipotensão (ortostática) e taquicardia (reflexa) ou hipertensão: ocasionalmente, estes sintomas foram relatados após a
- alívio de outros sintomas afetivos associados à esquizofrenia (tais como depressão, sentimentos de culpa, ansiedade). administração de risperidona.
- tratamento de longa duração para a prevenção da recaida (exacerbações agudas) nos pacientes esquizofrênicos crônicos. Hiperprolactinemia: risperidona pode induzir um aumento dose-dependente na concentração plasmática de prolactina, que
- tratamento de transtornos do comportamento em pacientes com demência nos quais os sintomas tais como agressividade pode ocasionar galactorréia, ginecomastia, distúrbios do ciclo menstrual e amenorréia.