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Tarefa 003 - GEOLOGIA DO PETROLEO

Tarefa 3 - Estudo Geofísico Usando Gravímetro
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A detecção de petróleo envolve diversos métodos geofísicos, geológicos e tecnológicos que

ajudam na identificação de reservatórios de hidrocarbonetos no subsolo. Cada método tem


suas características específicas, vantagens e limitações. Vamos detalhar cada um:

1. Imagens de satélite
• Usam sensores em satélites para capturar imagens da superfície terrestre. Com a análise
espectral, é possível identificar anomalias associadas à presença de hidrocarbonetos, como
vazamentos de petróleo ou gases que alteram a vegetação ou o solo.
São úteis para estudos preliminares, mapeamento de grandes áreas e identificação de possíveis
locais de interesse. Não detectam diretamente o petróleo, mas apenas indicam anomalias
superficiais.

2. Gravimetria
Mede variações na gravidade terrestre causadas por diferenças de densidade das rochas no
subsolo. Reservatórios de petróleo e gás geralmente estão em formações rochosas de menor
densidade.
Utilizada para identificar estruturas geológicas, como domos salinos ou armadilhas estruturais,
que podem conter petróleo. É um método indireto e necessita de interpretação associada a
outros dados, como sísmicos.

3. Método sísmico
Ondas sísmicas são geradas artificialmente (explosões ou vibroseis) e propagadas pelo subsolo.
Vibroseis é uma técnica de exploração sísmica que consiste em emitir pulsos de baixa
frequência no solo por meio de caminhões com fontes vibradoras. Quando encontram
diferentes camadas de rochas, essas ondas são refletidas ou refratadas, sendo captadas por
geofones.
Fornece imagens detalhadas da estrutura geológica do subsolo, ajudando na localização de
reservatórios. Custo elevado e sensível à qualidade dos dados adquiridos.

4. Magnetômetros
Detectam variações no campo magnético terrestre causadas por diferenças no conteúdo
magnético das rochas. Reservatórios de petróleo podem estar associados a formações com
características magnéticas distintas.
Frequentemente utilizado em conjunto com outros métodos para mapear anomalias
magnéticas relacionadas a estruturas profundas. Pouco eficaz para identificar petróleo
diretamente; melhor usado para complementar outros métodos.

5. Sniffers (farejadores)
Detectam traços de hidrocarbonetos gasosos que migram para a superfície a partir de
reservatórios subterrâneos. Os gases podem ser coletados no solo ou na água.
Identifica indícios diretos de petróleo ou gás em áreas específicas.
Pode ser afetado por fontes não relacionadas, como material orgânico superficial, dificultando
a interpretação.

6. Magnetometria
Similar ao uso de magnetômetros, mede a intensidade do campo magnético para identificar
variações causadas por diferenças nas propriedades magnéticas das rochas.
Útil para mapeamento geológico e detecção de anomalias estruturais profundas. Assim como
os magnetômetros, não identifica diretamente o petróleo.

7. Magnetotelúrico (MT)
Mede variações no campo eletromagnético terrestre causadas por correntes elétricas naturais
induzidas por interações entre o vento solar e a magnetosfera. Essas variações fornecem
informações sobre a resistividade elétrica das rochas.
Permite identificar camadas de rochas com diferentes resistividades, como as associadas a
reservatórios de hidrocarbonetos. Menor resolução em profundidades rasas e requer
integração com outros métodos.

8. Áudio magnetotelúrico de fonte controlada (CSAMT)


Semelhante ao MT, mas utiliza uma fonte eletromagnética artificial controlada,
proporcionando maior precisão e resolução em áreas específicas.
É mais adequado para exploração em profundidades menores ou intermediárias, identificando
camadas com resistividade específica. Requer infraestrutura mais complexa em comparação ao
método magnetotelúrico natural.

Estudo de caso e análise o Metodo


Cada um desses métodos pode ser utilizado de forma isolada ou combinada, dependendo do
objetivo da exploração, do orçamento disponível e das características da área de estudo. A
integração de múltiplos métodos é frequentemente a abordagem mais eficaz para reduzir
incertezas e aumentar a probabilidade de sucesso na identificação de reservatórios de
petróleo.
Seleção da Área de Estudo A área escolhida para o levantamento é a Província Petrolífera de
Urucu, localizada no município de Coari, Amazonas. Essa região apresenta características
geológicas relevantes para análises gravimétricas, como bacias sedimentares e estruturas
subterrâneas associadas à exploração de petróleo e gás.
Preparação do Equipamento O gravímetro foi calibrado antes do uso para garantir medições
precisas. As condições atmosféricas foram verificadas, e a estabilidade do instrumento foi
assegurada em todas as medições.
Levantamento Gravimétrico A área foi dividida em uma malha regular com três pontos de
medição (A, B e C). As leituras gravimétricas foram realizadas em cada ponto, conforme a
tabela a seguir:
Processamento dos Dados As anomalias gravimétricas foram calculadas subtraindo a gravidade
média da área dos valores medidos.
A gravidade média foi calculada como: Os resultados das anomalias foram:

Visualização dos Dados Um gráfico de barras foi elaborado para representar as anomalias
gravimétricas nos três pontos. As barras indicam as variações em relação à gravidade média da
área.

Interpretação dos Resultados Os resultados indicam variações significativas de densidade no


subsolo:

1. Ponto A: Anomalia positiva leve (+0,20 µGal), indicando densidade


• próxima à média da área.

2. Ponto B: Anomalia negativa (-0,25 µGal), sugerindo uma região de menor


densidade subterrânea.

3. Ponto C: Anomalia positiva significativa (+1,05 µGal), possivelmente associada a


uma estrutura de alta densidade, como intrusões rochosas ou formações minerais.

Exemplo Complementar: Impacto de Explosões com Dinamite Para analisar o impacto


gravimétrico de uma explosão controlada, considerou-se:

I. Distância do ponto de medição até o local da explosão: 100 metros (P1)


a. e 500 metros (P2).

II. Gravidade média: 980 µGal. As anomalias gravimétricas foram calculadas com base
na fórmula: Onde foi assumido como 1000 kg/m³. O cálculo resultou em:
O estudo gravimétrico revelou variações significativas na densidade
subterrânea, destacando a utilidade da técnica para investigações geológicas.
O exemplo complementar demonstra como eventos pontuais, como explosões, podem ser
analisados para compreender impactos locais.
A integração com outros métodos geofísicos é recomendada para uma interpretação mais
abrangente.

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