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Fundamentos e Princípios da Bioética

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BIOÉTICA para se atingir uma nova sabedoria: o

conhecimento biológico e os valores humanos”


o CONCEITO
“Nem tudo que é cientificamente possível é
Bioética = Ética da Vida eticamente aceitável”

- Indicar os limites e as finalidades da o CONTEXTO CULTURAL E SOCIAL


intervenção do homem sobre a vida;
Principais influências:
- Identificar os valores de referência
- Individualismo
racionalmente propináveis, denunciar os riscos
das possíveis aplicações. Propõe que a atitude mais importante para
tomar uma decisão seja a reivindicação da
Interdisciplinar: profissionais de diversas áreas
liberdade, expressa na garantia incondicional
(profissionais da educação, direito, sociologia,
dos espaços individuais.
economia, teologia, psicologia, medicina, entre
outros) devem participar de discussões sobre os Liberdade = independência total
temas que envolvem o impacto da tecnologia
sobre a vida  “Minha liberdade termina quando
começa a liberdade do outro” 
o CONTEXTO HISTÓRICO liberdade + responsabilidade

- Hedonismo

Na lógica hedonista, a supressão da dor e a


extensão do prazer constituem o sentido do agir
moral.

Felicidade é reduzido a uma perspectiva de


nível físico, material, sensorial e a felicidade é
Hipócrates de Cos (séc. IV a.C.) – “Pai da muito mais do que isso!
Medicina”
Vida = diminuição da dor e aumento do prazer
 Juramento de Hipócrates: os profissionais
Qualidade de vida para o hedonismo: eficiência
devem se comprometer a sempre fazer o
econômica; consumismo desenfreado, beleza e
bem ao paciente.
prazer da vida física.
Cartesianismo – Século XVIII
Dicam esquecidas as dimensões mais profundas
René Descartes – Método cartesiano (ou como as interpretações espirituais e as
cartesianismo) religiosas

Fragmentação do saber = divisão do “todo” em - Utilitarismo


“partes” para estudá-las isoladamente)
Avaliação de “custos e benefícios”
 Superespecialização do saber
O referencial “ético” para as decisões é ser bem
Evolução dos microscópios – Século XIX, Louis sucedido e o insucesso é considerado um mal.
Pasteur e Robert Koch, juntos, levaram à Apenas o que é útil tem valor.
descoberta dos microrganismos
Fundamentação da bioética
Mudança de foco dos profissionais do “doente”
Fundamento – orienta nos momentos de
para a “doença”
decisão que podem surgir na profissão
 Desumanização da assistência ao escolhida
paciente
Conceitos:
Criação da Bioética
- A pessoa é única;
1970 – Publicação de duas importantes obras de
- A pessoa humana é provida de uma
um professor e pesquisador norte-americano da
“dignidade”;
área de oncologia, Van Rensselaer Potter
- A pessoa é composta de diversas dimensões:
“Eu proponho o termo bioética como forma de
biológica (estudada pela área da saúde,
enfatizar os 2 componentes mais importantes
medicina, enfermagem, odontologia, Pode ter seu gérmen encontrado no juramento
fisioterapia, entre outras); psicológica (estudada hipocrático, em que se é afirmado que o
detalhadamente pelos psicólogos); social ou médico deve visar ao benefício do
moral (estudada pelas ciências sociais) e paciente. Beauchamp e Childress vão além,
espiritual (estudada pela teologia). estabelecendo que tanto médicos quanto
cientistas que utilizem cobaias devem
Ao relacionar-se com uma pessoa e não
basear-se no princípio da utilidade (o
respeitar em todas as suas dimensões, essa
utilitarismo de Mill e Bentham), visando a
pessoa se sentirá desrespeitada e ficará
provocar o maior benefício para o maior
insatisfeita.
número possível de pessoas.
Pessoa humana  ser único  totalidade 
 Não maleficência
dotado de dignidade
“Não fazer o mal”
O valor da vida humana
Consiste na proibição, por princípio, de causar
Para a bioética é fundamental o respeito à vida
qualquer dano intencional ao paciente (ou à
humana.
cobaia de testes científicos). A sua mais antiga
Embriologia: início da vida humana no exato formulação pode ser encontrada no Juramento
momento da fecundação. de Hipócrates, e, no século XX, ele foi
estabelecido como princípio bioético pelos
 A partir do momento da fecundação, estudiosos Dan Clouser e Bernanrd Gert.
uma nova vida se inicia, com patrimônio
próprio e, a partir desse momento, essa Ou seja, o benefício e o não malefício do
vida deverá ser respeitada. paciente e da sociedade sempre foi a principal
razão do exercício das profissões que envolvem
A vida é um processo que pode ser: a saúde das pessoas (física ou psicológica)
- Contínuo, pois é ininterrupto na sua duração.
Estar vivo significa que não existe interrupção
entre sucessivos fenômenos integrados. Se
houver interrupção, haverá a morte;

- Coordenado, pois o DNA do próprio embrião é


responsável pelo gerenciamento das etapas de  Autonomia
seu desenvolvimento. Esse código genético
coordena as atividades moleculares e celulares, Autonomia = capacidade de autodeterminação
permitindo que cada indivíduo tenha sua
Autonomia limitada  quando as pessoas têm
identidade genética;
dificuldade de expressar sua liberdade
- Progressivo, pois a vida apresenta, como
Tem suas raízes na filosofia de Immanuel Kant e
propriedade, a gradualidade na qual o processo
busca romper a relação paternal entre médico e
de desenvolvimento leva a uma complexidade
paciente e impedir qualquer tipo de obrigação
cada vez maior da vida em formação.
de cobaias para com a ciência. Trata-se do
o PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA respeito à autonomia do indivíduo, pois
esse é o responsável por si, e é ele que
São as ferramentas utilizadas para facilitar o decide se quer ser tratado ou se quer
estudo e tomar decisões relacionadas com os participar de um estudo científico.
diversos temas da Bioética.
 Justiça
1978 – Proposto no Relatório de Belmont para
orientar as pesquisas com seres humanos. Justiça = igualdade de tratamento e à justa
distribuição das verbas do Estado para a saúde,
1979 – Beauchamps e Childress, na obra pesquisa etc.
Principles of biomedical ethics estenderam a
utilização deles para a prática médica. Equidade = dar a cada pessoa o que lhe é
devido segundo suas necessidades, ou seja,
 Beneficência incorporar-se a ideia de que as pessoas são
diferentes e que, portanto, também são
“Fazer o bem”
diferentes as suas necessidades.
É preciso respeitar com imparcialidade o direito
de cada um.

Baseado na teoria da justiça, de John Rawls,


esse princípio visa a criar um mecanismo
regulador da relação entre paciente e
médico, a qual não deve ficar submetida
mais apenas à autoridade médica. Tal
autoridade, que é conferida ao profissional
devido ao seu conhecimento e pelo juramento
de conduta ética e profissional, deve submeter-
se à justiça, que agirá em caso de conflito de
interesses ou de dano ao paciente.

Objeção de consciência  representa o direito


de um profissional de se recusar a realizar um
procedimento, aceito pelo paciente ou mesmo
legalizado.

“Tentar é arriscar-se ao fracasso, mas os riscos


têm que ser corridos, pois o maior perigo na
vida é não arriscar nada. A pessoa que não
arrisca nada, não faz nada, não tem nada e não
é nada. Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas
não pode aprender, sentir, mudar, crescer, viver
ou amar. Acorrentado por suas certezas e vícios
é um escravo. Não tem liberdade! Só quem
arrisca é livre e está vivo”.

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