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Desafios dos Defensores de Direitos Humanos

Textos motivadores - faculdade
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
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CLÍNICA DE

DIREITOS
HUMANOS DA
UFBA

1ª FASE | PROSEL CDH 2024.2

Como parte da seleção, os candidatos deverão escrever um texto dissertativo-


argumentativo que aborde o tema abaixo. O tema deve ser explorado
considerando a importância do papel desses defensores na promoção e
proteção de direitos fundamentais.

Tema: Desafios enfrentados por defensores de direitos humanos


na defesa de direitos ambientais e territoriais

Regras para a redação:

O texto poderá ter, no máximo, 2 laudas (sem contar as referências);


Deverá ser embasado em fontes acadêmicas e trazer argumentos sólidos
que apresentem a relevância dos defensores dos direitos humanos e os
obstáculos enfrentados;
O candidato deverá levar em consideração os textos motivadores
apresentados na coletânea;

O candidato deverá seguir o modelo de formatação disponibilizado no drive


(https://drive.google.com/drive/folders/1-_XtE36xYzkC_qcOn0ln7xthEyZinx3k?
usp=drive_link), na seguinte formatação: fonte Calibri; tamanho 12; espaçamento
1,15; todas as quatro margens 2,5; parágrafos justificados; com recuo de parágrafo
de 1,25; nota de rodapé na fonte Calibri, tamanho 10, recuo à esquerda;

A redação deve ser original e de autoria do candidato.


CLÍNICA DE
DIREITOS
HUMANOS DA
UFBA
Textos Motivadores

TEXTO 01

AS MOTIVAÇÕES E O PROCESSO DE CRIMINALIZAÇÃO DOS DEFENSORES DE DIREITOS


HUMANOS E O PAPEL DA MÍDIA

Os padrões de violência na tentativa de criminalização das defensoras e defensores de Direitos


Humanos podem dar-se de várias formas, segundo o Guia de Proteção para Defensoras e
Defensores de Direitos Humanos, elaborado pela ONG Justiça Global (2016, p. 7), "Esses padrões
se expressam pela criminalização por via de ações na esfera judicial e pelo tratamento do conflito
social por meio de mecanismos coercitivos e punitivos, como o emprego de força policial, milícias
armadas e com a participação de outros atores públicos e privados”. As estratégias
criminalizadoras podem, assim, vir tanto do âmbito público como do privado. As mídias
corporativas, sem dúvida, cumprem um papel importante nesse processo, contribuindo para a
difamação e deslegitimação de defensoras, defensores e de suas lutas.

No caso de Marielle, por exemplo, apesar de ter tido maior repercussão, ocorreu uma
criminalização maior por parte da população, várias calúnias foram espalhadas sobre a ativista
por meio de notícias falsas e, pela falta de entendimento sobre os direitos humanos e seus
defensores. As chamadas “Fake News” foram disseminadas rapidamente na tentativa de
minimizar e relativizar sua morte, alguns jornais nacionais tentaram desmentir e até uma
denúncia virtual foi criada para que essas notícias não fossem mais espalhadas, entretanto, em
toda e qualquer notícia sobre o caso de Marielle se observam comentários criminalizando a
defensora e até mesmo discursos de ódio sobre ela.

O caso da irmã Dorothy Stang, por sua vez, teve grande repercussão midiática, ficou reconhecido
internacionalmente e ainda repercute até a atualidade. No caso do ativista Paulo Sérgio,
inicialmente foi divulgado nos telejornais nacionais, mas depois de determinado tempo, a
preocupação se limitava à comunidade local e se reconhece como mais um caso aberto e não
solucionado. O sentimento de impunidade está relacionado diretamente com a exclusão,
discriminação e desigualdade que aumentam as probabilidades de que ocorram novas violações
dos direitos, assim como, criminalização, principalmente a repercutida pelos meios midiáticos, e
extermínios de defensores e defensoras de Direitos Humanos.

Sabe-se que a mídia está a serviço, muitas vezes, das grandes corporações e empresas, as quais
têm interesse mínimo na solução desses casos ou na luta desses ativistas. Portanto, compreende-
se o motivo de ela ter papel importante no processo de criminalização, seja para propagar
notícias falsas ou manipulá-las, ou para simplesmente não dar notoriedade ao ocorrido.Esse
processo de criminalização se dá, segundoa Anistia Internacional(2012) tanto pela falta de
conhecimento da sociedade quanto à luta desses defensores, quanto pelo reconhecimento
não dado aos mesmos.
CLÍNICA DE
DIREITOS
HUMANOS DA
UFBA
Textos Motivadores

Em muitos casos, o não reconhecimento desses indivíduos como


defensores dos direitos humanos contribui para facilitar os abusos e os
ataques contra quem defende os direitos humanos, principalmente em
comunidades marginalizadas que habitam áreas remotas. Muitas vezes, o
caráter urgente de suas reivindicações e a ausência de meios efetivos para
viabilizar essas reivindicações leva os defensores a se envolverem em
atividades como manifestações públicas e protestos pacíficos, ações que
alguns governos da região têm buscado suprimir (ANISTIA, 2012, p. 16).

Nos casos selecionados para análise, a mídia demonstrou ter papel fundamental no processo de
criminalização, e apesar de seu papel na sociedade ser de informar, o contexto com que essa
notícia é dada, como as manchetes são elaboradas e expostas podem, no atual cenário
das formas de informação (mídias sociais e jornais eletrônicos), prejudicar a forma com que
as pessoas recebem e absorvem as informações.

No caso de Paulo Sérgio, a mídia pouco divulgou o fato ocorrido, não se tem explícito nas
reportagens o que o ativista fazia, ou pelo que lutava, já no de Marielle apesar de grande
repercussão, a mídia com as ditas Fake News lançou várias calúnias e difamações sobre a
defensora. Sabe-se que, infelizmente, as pessoas não estão preocupadas em buscar a
veracidade dos fatos, tampouco têm esclarecimento sobre o que esses defensores fazem,
portanto, a mídia, apesar de ter papel informativo, pauta suas notícias, muitas vezes, em
interesses, seja do Estado ou dos grandes empresários. Nesse jogo de interesses percebeu-se
que quem mais perde são os defensores de direitos humanos, que têm sua vida resumida
em um noticiário de estatística ou em notícias falsas.

PEREIRA, Cibelly Theilon Ferreira; SILVA, Adriane Oliveira; ALMEIDA, Rosane Silva; MELO, Aline Thais de Oliveira;
LOPES, Luana Lisboa; RANGEL, Raydnne Suellen Aleixo; MEDEIROS, Thaize de Sousa; FONSECA, Eliany Cristina Santos;
SOUZA, Niely Raquel Silva de; FERREIRA, Luzianne dos Santos Gonçalves. Criminalização e extermínio de
defensores/as de direitos humanos no Brasil e o papel da mídia. Anais do 16º Congresso Brasileiro de Assistentes
Sociais, Brasília, 2019. Disponível em: https://broseguini.bonino.com.br/ojs/index.php/CBAS/article/view/799/779.
Acesso em: 26/09/2024.

TEXTO 02

Comissão Interamericana condena assassinato de Mãe Bernadete

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o assassinato da liderança


quilombola e mãe de santo Maria Bernadete Pacífico, Mãe Bernadete, ocorrido no último dia 17,
no Quilombo Pitanga dos Palmares, município de Simões Filho (BA). Para a entidade, o Estado
deve investigar o ocorrido “de forma imediata e diligente, com perspectiva étnico-racial e de
gênero”.
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DIREITOS
HUMANOS DA
UFBA
Textos Motivadores

“CIDH urge ao Estado sancionar os responsáveis materiais e intelectuais e considerar como


motivo do assassinato o papel que ialorixá Bernadete possuía como defensora dos direitos das
pessoas afrodescendentes”, diz a entidade, em publicação nas redes sociais, neste sábado (19).

Mãe Bernadete era integrante da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ) e


ex-secretária de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho. Ela foi morta a tiros em sua casa
e terreiro religioso, enquanto assistia televisão com dois netos e mais duas crianças.

AGÊNCIA BRASIL. CIDH condena assassinato de Mãe Bernadete. Agência Brasil, 25 ago. 2023. Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-08/cidh-condena-assassinato-de-mae-bernadete.
Acesso em: 26/09/2024.

TEXTO 03

LFIER. Charge. 06 jun. 2015. Disponível em:


https://mpabrasil.org.br/noticias/cndh-divulga-levantamento-das-
areas-com-maior-incidencia-de-violacoes-de-direitos-humanos-no-
brasil/. Acesso em: 26/09/2024.

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