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22 - Arcadismo

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Arcadism

o
• O Arcadismo significa Sociedade Literária semelhante
a da ultima fase do Classicismo, no século XVI, por
CONCEITUANDO.. esse motivo, o Arcadismo também é conhecido como
. o Neoclassicismo.
• Teve início em 1756, com a fundação da Arcádia
Lusitana.
O
HISTÓRIC
O
Iluminismo (Século da luzes)
Revolução Francesa(1789): Liberdade, Igualdade e
Fraternidade

Eugène Delacroix
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
(1760-1840)

Ferro e Carvão , de William Bell Scott (1855-60).


INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS (1776)
PENSADORES DA ÉPOCA

• Montesquieu buscou ideias de equilíbrio das relações de poder.


• Voltaire foi defensor das liberdades civis, religiosa e comercial.
• Rousseau, filósofo, destacou-se principalmente no ramo
educacional, que por sua vez, acreditava que o homem deveria
ser educado de acordo com a natureza, desenvolvendo a razão e
os seus sentidos com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.

“Esses pensamentos incentivaram os novos valores de igualdade e


justiça”.
CONCEITOS DO ARCADISMO
Fugere Urbem: fuga da cidade
Locus Amoenus: lugar ameno
Aurea Mediocritas: equilíbrio (valorizar as medidas simples)
Inutilia Truncat: cortar o inútil
Carpe Diem: aproveite o momento

Os lemas do Arcadismo.
- Exaltação da natureza.
- Valorização do cotidiano e da vida simples, pastoril e no campo
(bucolismo).
Principais - Crítica a vida nos centros urbanos.
característica - Modelo clássico.
- Linguagem simples.
s - Utilização de pseudônimos.
- Objetividade.
- Temas simples: amor, vida, casamento, paisagem.
Iluminismo;
Era Pombalina (1750-1777)
Revolução Industrial (1760-1840);
Arcadismo Economia atrasada;
em Exploração do ouro brasileiro;
Expulsão dos jesuítas (educação).
Portugal
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805);
Admirador de Camões;
Vida boêmia;
A lírica de Seu amor Gertrudes (Gertrúria);
Carreira militar (Índia e Brasil);
Bocage Gertrudes casou com o irmão de Bocage;
Integrou a nova arcádia;
Pseudônimo: Elmano Sadino;
Momentos de Bocage: neoclássica; satírico-erótica e pré-romântica;
Em 1797, foi levado à Inquisição por causa dos seus poemas satíricos;
Buscou o perdão divino;
Escreveu uma coletânea, denominada Rimas.
Convite a Marília Bocage
Já se afastou de nós o inverno agreste

Lírica de Envolto nos seus úmidos vapores;


A fértil primavera, a mãe das flores
Bocage: O prado ameno de boninas veste:

“O casal Varrendo os ares o sutil nordeste

contempla Os torna azuis; as aves de mil cores


Adejam entre Zéfiros e Amores,
a natureza” E toma o fresco Tejo a cor celeste:

. Vem, ó Marília, vem lograr comigo


Destes alegres campos a beleza
Destas copadas árvores o abrigo:

Deixa louvar da corte a vã grandeza:


Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
Olha, Marília, as flautas dos pastores

Olha, Marília, as flautas dos pastores


Idílio: Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
ambiente pastoril Os Zéfiros brincar por entre as flores?
cujo tema é o Vê como ali beijando-se os Amores
amor, ou seja, a Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
natureza As vagas borboletas de mil cores.
contempla o Naquele arbusto o rouxinol suspira,
amor do casal. Ora nas folhas a abelhinha para,
Ora nos ares sussurrando gira.
Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a noite me causara.
Cara de réu, com fumos de juiz

Cara de réu, com fumos de juiz,


Poesia Figura de presepe ou de entremez.
Mal haja quem te sofre e quem te fez,
satírico-eró Já que mordeste as décimas que fiz.
Hei-de pôr-te na testa um T com giz,
tica de Por mais e mais pinotes que tu dês;
E depois com dois murros ou com três,
Bocage Acabrunhar-te os queixos e o nariz.
Quem da cachola vã te inflama o gás,
E a abocanhares sílabas te induz,
Oh dos brutos e alarves capataz?
Nem sabes o A B C, pobre lapuz;
E pasmo de que, sendo um Satanás,
Com tinta faças o sinal da cruz!
A razão dominada pela Formosura

Importuna Razão, não me persigas,


A fase Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
pré-românt Nem domas, nem contrastas, nem mitigas:

ica de Se acusas os mortais, e os não abrigas,


Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Bocage Importuna Razão, não me persigas.

É teu fim, teu projeto, encher de pejo


Esta alma, frágil vítima daquela
Que, injusta e vária, noutros laços vejo:

Queres que fuja de Marília bela,


Que a maldiga a desdenhe; e o meu desejo
É carpir, delirar morrer por ela.
1. Cite duas características contrastantes entre o Barroco e
o Arcadismo.
Questões 2. Qual é a contextualização histórica do Arcadismo?
3. Os autores não assinavam seus nomes. Eles
usavam_______________.
4. Quais os lemas do Arcadismo?
5. Quais são as características das obras árcades?
6. Qual estilo literário o Arcadismo rejeitava?
7. Qual a característica de um poema Idílio?
8. Quais são as fases das obras de Bocage?
9. Qual o marco inicial do Arcadismo em Portugal?
Arcadismo
no Brasil
Contexto histórico no
Brasil
• OURO PRETO-MG (VILA RICA)
• CICLO DA MINERAÇÃO
• INCONFIDÊNCIA MINEIRA (IMPOSTOS)
• EXPULSÃO DOS JESUÍTAS (POMBAL)
Obras Líricas
As obras líricas do Arcadismo no Brasil são aquelas que
buscavam expressar os sentimentos de um sujeito lírico. Os
principais autores dessa vertente são Tomás Antônio Gonzaga e
Cláudio Manuel da Costa
Obras épicas
O Arcadismo brasileiro possui duas obras de teor épico. São
elas O Uraguai, de Basílio da Gama, e “Caramuru”, de Santa
Rita Durão.
Obras satíricas
As Cartas Chilenas, conjunto epistolar escrito por Tomás Antônio
Gonzaga, são consideradas obras satíricas. Isso, pois as cartas
contêm críticas ferozes indiretamente voltadas ao governador
de Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses.
Obras Pré-Romântica

Última parte da obra de Tomás Antônio Gonzaga, que é obra


transito para o Romantismo.
Principais autores do Brasil:
• Cláudio Manoel da Costa;
• Tomás Antônio Gonzaga;
• Basílio da Gama;
• Santa Rita Durão.
“No Brasil, o ano convencionado para o início do Arcadismo é
1768, quando houve a publicação de Obras, do poeta Cláudio
Manoel da Costa.”
Cláudio Manuel da Costa (1729-1789):
Poeta, advogado e jurista brasileiro é considerado o precursor do
Arcadismo no Brasil e destacou -se por sua obra literária, mais
precisamente, a poesia.
O poeta mineiro em seus textos, aborda elementos locais,
descrevendo paisagens, temática pastoril e expressando um forte
sentimento nacionalista.
Acusado de participar da Inconfidência Mineira junto
com Tiradentes, foi preso em 1789 e foi encontrado enforcado na
cadeia. Suas obras que merecem destaque: Obras Poéticas(1768)
e Villa Rica (1773).
Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810)
Jurista, Político e Poeta luso-brasileiro é um dos grandes poetas
árcades de pseudônimo Dirceu.
A obra que merece destaque é Marília de Dirceu (1792) carregada
de lirismo e baseada no seu romance com a brasileira Maria
Doroteia Joaquina de Seixas.
Com fortes impulsos afetivos, Dirceu declara-se para sua pastora
idealizada: Marília. Suas principais obras: Marília de Dirceu e Cartas
Chilenas (1863).
José Basílio da Gama (1741-1795):
Poeta mineiro e autor do poema épico O Uraguai (1769),
nesse texto, aborda as disputas entre os europeus, os
jesuítas e os índios sendo considerado um marco na
literatura brasileira.
Diferente do poema épico clássico, O Uraguai é composto
de cinco cantos, com ausência de rima (rima branca) e
estrofação.
Participou da Arcádia Romana na Itália e foi preso em
Portugal em 1768, acusado de manter relações de
amizades com os jesuítas.
Suas Principais obras são: O Uraguai (1769), Epitalâmio às
Núpcias da Senhora Dona Maria Amália (1769), A
Declamação Trágica (1772) e Quitúbia (1791).
José de Santa Rita Durão (1722-1784):
Foi poeta e orador, considerado um dos
precursores do indianismo no Brasil.
Influenciado por Camões, o poema Caramuru,
com subtítulo “Poema épico do Descobrimento da
Bahia”, é baseado no modelo da epopeia
tradicional: proposição, invocação, dedicatória,
narração e epílogo. É composto de dez cantos e
versos decassílabos em oitava rima.
Sua principal obra: Caramuru (1781).
Poesias:
Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Tomás Antônio Gonzaga
XLI
Canto VI
Enfim, tens coração de ver-me aflita,
Copiosa multidão da nau francesa Flutuar moribunda entre estas ondas;
Corre a ver o espetáculo assombrada; Nem o passado amor teu peito incita
E, ignorando a ocasião de estranha A um ai somente com que aos meus
empresa,
Pasma da turba feminil que nada. respondas!
Uma, que às mais precede em gentileza, Bárbaro, se esta fé teu peito irrita,
Não vinha menos bela do que irada; (Disse, vendo-o fugir), ah não te escondas!
Era Moema, que de inveja geme, Dispara sobre mim teu cruel raio..."
E já vizinha à nau se apega ao leme. E indo a dizer o mais, cai num desmaio.
XLII
XXXVIII Perde o lume dos olhos, pasma e treme,
"- Bárbaro (a bela diz), tigre e não homem... Pálida a cor, o aspecto moribundo;
Porém o tigre, por cruel que brame, Com mão já sem vigor, soltando o leme,
Acha forças amor que enfim o domem; Entre as salsas escumas desce ao fundo.
Só a ti não domou, por mais que eu te ame. Mas na onda do mar, que irado freme,
Fúrias, raios, coriscos, que o ar consomem. Tornando a aparecer desde o profundo,
Como não consumis aquele infame?
Mas apagar tanto amor com tédio e asco... - Ah! Diogo cruel! - disse com mágoa,
Ah que o corisco és tu... raio... penhasco? E, sem mais vista ser, sorveu-se n’água.
(...)
José de Santa Rita Durão
A morte de Moema - Victor Meirelles, 1866.
*****Canto IV
O irado monstro, e em tortuosos giros
(...)Cansada de viver, tinha escolhido Se enrosca no cipreste, e verte envolto
Para morrer a mísera Lindóia. Em negro sangue o lívido veneno.
Lá reclinada, como que dormia, Leva nos braços a infeliz Lindóia
Na branda relva e nas mimosas flores,
O desgraçado irmão, que ao despertá-la
Tinha a face na mão, e a mão no tronco
De um fúnebre cipreste, que espalhava Conhece, com que dor! no frio rosto
Melancólica sombra. Mais de perto Os sinais do veneno, e vê ferido
Descobrem que se enrola no seu corpo Pelo dente sutil o brando peito.
Verde serpente, e lhe passeia, e cinge Os olhos, em que Amor reinava, um dia,
Pescoço e braços, e lhe lambe o seio. Cheios de morte; e muda aquela língua
Fogem de a ver assim, sobressaltados, Que ao surdo vento e aos ecos tantas vezes
E param cheios de temor ao longe; Contou a larga história de seus males.
E nem se atrevem a chamá-la, e temem Nos olhos Caitutu não sofre o pranto,
Que desperte assustada, e irrite o monstro,
E rompe em profundíssimos suspiros,
E fuja, e apresse no fugir a morte.
Porém o destro Caitutu, que treme Lendo na testa da fronteira gruta
Do perigo da irmã, sem mais demora De sua mão já trêmula gravado
Dobrou as pontas do arco, e quis três vezes O alheio crime e a voluntária morte.
Soltar o tiro, e vacilou três vezes E por todas as partes repetido
Entre a ira e o temor. Enfim sacode O suspirado nome de Cacambo.
O arco e faz voar a aguda seta, Inda conserva o pálido semblante
Que toca o peito de Lindóia, e fere Um não sei quê de magoado e triste,
A serpente na testa, e a boca e os dentes Que os corações mais duros enternece
Deixou cravados no vizinho tronco. Tanto era bela no seu rosto a morte!
Açouta o campo co’a ligeira cauda Basílio da Gama
...+-

A Morte De Lindoia, De José Maria De Medeiros(1849-1925)


*****
Vila Rica
Canto VI

Levados de fervor, que o peito encerra


Vês os Paulistas, animosa gente,
Que ao Rei procuram do metal luzente
Co'as próprias mãos enriquecer o erário.
Arzão é este, é Este, o temerário,
Que da Casca os sertões tentou primeiro:
Vê qual despreza o nobre aventureiro,
Os laços e as traições, que lhe prepara
Do cruento gentio a fome avara.
Cláudio Manoel da Costa
Arte do Arcadismo:
Temas simples: amor, vida, casamento, paisagem
Valorização do cotidiano e da vida simples, pastoril e no campo
(bucolismo)
1. Como surgiu o Arcadismo na Europa?
2. Qual era o objetivo da Arcádia Lusitana?
3. Qual o contexto histórico que o Arcadismo está
inserido?
Estudo dirigido 4. Quais os pensamentos que surgiram através dos
acontecimentos da época?
5. Quais os conceitos do Arcadismo e como eram
expressados nas manifestações artísticas.
6. Como surgiu o Arcadismo no Brasil?
7. Quais eram os principais artistas do Arcadismo no
Brasil?
8. Quais eram as tendências das obras do Arcadismo
brasileiro?
9. Escolha uma obra e identifique a tendência e as
características do Arcadismo.
10. A Inconfidência Mineira representa um
importante passo para a literatura brasileira,
principalmente para o Arcadismo. Justifique essa
afirmação.
11. Diferencie o Carpe Diem barroco do árcade.
12. Faça um quadro com as oposições entre o
Barroco e o Arcadismo.
13. Faça uma analise das imagens a seguir.
Lira XIX

Repara, como cheia de ternura


Enquanto pasta alegre o manso Entre as asas ao filho essa ave
gado, aquenta,
Minha bela Marília, nos sentemos Como aquela esgravata a terra dura,
À sombra deste cedro levantado. E os seus assim sustenta;
Um pouco meditemos Como se encoleriza,
Na regular beleza, E salta sem receio a todo o vulto,
Que junto deles pisa.
Que em tudo quanto vive, nos
descobre Que gosto não terá a esposa amante,
A sábia natureza. Quando der ao filhinho o peito
brando,
Atende, como aquela vaca preta E refletir então no seu semblante!
O novilhinho seu dos mais separa, Quando, Marília, quando
E o lambe, enquanto chupa a lisa Disser consigo: “É esta
teta. “De teu querido pai a mesma barba,
Atende mais, ó cara, “A mesma boca, e testa.”
Como a ruiva cadela
Suporta que lhe morda o filho o
corpo, Tomás Antônio Gonzaga
E salte em cima dela.
É bom, minha Marília, é bom ser dono Depois que nos ferir a mão da morte,
De um rebanho, que cubra monte e Ou seja neste monte, ou noutra serra,
prado; Nossos corpos terão, terão a sorte
Porém, gentil pastora, o teu agrado De consumir os dois a mesma terra.
Vale mais que um rebanho e mais que Na campa, rodeada de ciprestes,
um trono.
Lerão estas palavras os pastores:
Noto, gentil Marília, os teus cabelos. “Quem quiser ser feliz nos seus amores,
E noto as faces de jasmins e rosas; Siga os exemplos que nos deram estes.”
Noto os teus olhos belos, Entra nesta grande terra,
Os brancos dentes, e as feições Passa uma formosa ponte,
mimosas;
Passa a segunda, a terceira
Quem faz uma obra tão perfeita e linda,
Minha bela Marília, também pode Tem um palácio defronte.
Fazer os céus e mais, se há mais ainda. Ele tem ao pé da porta
Uma rasgada janela,
Para viver feliz, Marília, basta É da sala, aonde assiste
Que os olhos movas, e me dês um riso.
A minha Marília bela.
Os pastores que habitam este monte
Respeitam o poder de meu cajado.
GONZAGA, T. Marília de Dirceu
Com tal destreza toco a sanfoninha.

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